aos que não entram muito na dança do Lynch, meu mais sincero sinto muito. Que delicadeza, que brutalidade, que loucura! Como é bom só deixar ir, ir se deleitando com os detalhezinhos que, por outro olhar, nem seriam gravados. Me faltam palavras pra descrever tudo que senti, tudo que me tocou, me sinto representada por todos que agradecem ao David Lynch, pois realmente nada será como antes.
Assisti Duna 1 e 2 na sequência e agora fica um pouco confuso na minha memória saber em que momento termina um filme e começa o outro. Mas definitivamente o dois é mais atrativo, acontece mais coisa, a história se desenvolve mais.
Como recentemente assisti aos outros filmes do Villeneuve, pude perceber algumas semelhanças: algumas naves me fizeram lembrar "A chegada" e muitos aspectos árabes de Duna me levaram ao "Incêndios".
Eu gostei de duna. Por mais que algumas cenas eu tenha achado um pouco desconexas (assim como senti em "Incêndios"), a história ainda prende, ainda é interessante e dá vontade de ver aonde vai chegar. Porém, ainda falta sentir o sumo do suco.
A questão do aspecto religioso achei muito massa, é um dos pontos fortes da saga pra mim. A fé é uma bobagem ou é uma decisão de cúpula sobre quem dá a palavra final no que vai acontecer? É inocência dos pobres que precisam se agarrar em algo ou realmente tem algo a mais que nos extravasa? E aí vc se pega no pulo torcendo para todos aqueles aspectos árabes que são tidos pela cultura dominante como o terror da nossa época. Aspectos da realidade em um upside down. Foda demais.
Preciso começar dizendo que o Sean Baker definitivamente não precisa de 2h pra contar uma história. Espero que ele perceba isso. Tangerine e the florida project estão aí como exemplos e Anora e Red rocket como os exemplos contrários.
Dito isso, o filme é bom. Eu gostei, eu gosto da ambientação, das cores, é bom de assistir. Isso tudo com o contraste das cenas com a fábria atrás, as alusões à canditatura do Trump inúmeras vezes, inclusive mencionando a manipulação de dados. E a vida do americano fudido correndo ali, indiferente, quase soando como uma piada. Também notei sons, diálogos de fundo mencionando um ar de vigilância correndo em segundo plano, como se algo ruim estivesse por volta de acontecer..rs
Também percebi que Baker usa bastante das promessas românticas para elaborar suas histórias. Em Anora é o casamento que vai tirar ela daquela vida de prostituição. Em Tangerine é um noivado feito antes da personagem ir presa e, quando solta, é a força que guia o desenrolar da história. Aqui também é a mesma coisa.
[spoiler][/spoiler]
Quando houve o acidente com o amigo pensei "bom, agora vamos ver o nível da moralidade desse cara". E aí a gente percebe que não rolou remorso algum. A bestialidade encoberta é sintomática. E é isso, personagem totalmente guiado pelo falo e seus desdobramentos kkkk
A cena final me deixou com a mesma sensação que tive em anora: "porra, sério?", mas aí dps q eu penso um pouco percebo que... sim, sério! E é sobre isso kkk
Esse filme ressuscitou sentimentos, pessoas e sensações que eu não sentia há algum tempo. É tudo simples, mas muito bem executado.
[spoiler][/spoiler] Não há diálogos, mas a história é contada com aquele rabinho abanando ou os olhares tristes diante dos desencontros que separam os dois. É um filme que dói no fundo do coração, mas dói quase que de uma forma gentil, pois a gente sabe que a vida é bittersweet. A gente chora, mas depois a gente se consola, pois o amor existiu e é isso que temos, é isso que dá sentido para a nossa jornada aqui. E o show continua.
ps: aquele frame que o robô brinca com o limite da tela e depois vira a tela e surgem as margaridas...delícia demais de assistir
Vi muita gente comentando que é um filme q demora a ser digerido, que fica na cabeça por alguns dias e foi exatamente o que eu senti. Foi um filme que prendeu a minha atenção, eu não queria pausar, queria ir até o fim.
[spoiler][/spoiler]
A primeira cena foi só uma demosntração prévia de tudo que eu sentiria com o resto, principalmente com a questão do rosto do marido. Eu senti pena dele. Ele sempre a aceitou de volta. Outra coisa que me pegou muito foi o desenvimento da karoline e as nuances da maternidade. Negação, amamentação, arrependimento, toque. Fiquei imaginando a farofa que virou o inconsciente dela. tinha que beber eter mesmo.
Mesma coisa com a Dagmar. Pelo q me lembro foram 4 natimortos? algo assim. O sangue frio para fazer o que fazia. Novamente, tinha que beber muito eter mesmo. Mas aí a gente vai pra cena da corte e pensa... totalmente desarazoada ela não era... Enfim, brincadeiras com a moralidade. Totalmente em paz com o que ela fazia não é verdade, mas o que levou ela a ir até as últimas consequências? Porque a Erena escapou?
Os acontecimentos do filme são brutais, se colocar no lugar da Karoline após tudo q ela passou dá até nó na boca do estômago. Fico satisfeita se ganhar a categoria de melhor filme estrangeiro. É realmente muito bom.
Eu entendo quem achou ok, mediano. Foi a primeira sensação que tive ao acabar o filme. Só que depois li o comentário abaixo do Vitor Biazzin (está alguns mais pra baixo desse comentário que vou fazer agora rs) e gostei, sinto que colocou trouxe mais perspectiva para mim.
[spoiler][/spoiler]
Até a metade do longa, tive a sensação que eu tava apenas assistindo ao filme, mas sem sentir muita coisa. Não conectei muito com as personagens, mas tava seguindo assistindo. Até que começou aquela cena loooonga dos caras invadindo e prendendo Anora, depois a busca pelo Ivan. Eu achei que não precisava desse tempo todo, as trapalhadas deles só causavam literalmente um sorriso amarelo mesmo. Mas o que predominou foi agonia, vontade que as cenas acabassem logo, diálogos entrecortados angustiantes. Nossa, pausei várias vezes kkkk. E isso é a parte que me fez desconectar mais ainda do que eu estava assistindo.
Porém o final engrenou. Além de apenas assistir, eu comecei me sentir mais conectada com o que eu tava vendo. O igor trouxe essa camada a mais, foi o primeiro no filme que nao tava sendo um filho da puta concentrado no próprio umbigo. Tanto que nem ela soube ao certo como lidar com isso. A veemencia em negar o beijo, o choro que veio em seguida. Eu senti que foi a primeira cena real do filme... e a última rs
E isso me deixou pensando pq se vc olha a capa do filme parece aqueles dorama q n vai entregar muito e depois que acabou eu fiquei meio carregando ainda os pensamentos pq as cenas finais são boas. Pensei "puxa, tem algo ali, o cara que fez the florida project n ta na inocencia nessa altura do campeonato". E foi isso, a ilustração da vida contemporanea cretina, luxuosa e sem sentido foi boa, mas foi longa; o meio eu juro que nao entendi pq tao longo e o fim um acorda pra realidade. É bom, mas podia ter sido melhor.
[/spoiler] o nate morreu e eu fiquei meio embasbacada pensando "não... ja ja vão mostrar que era apenas ele sonhando, isso não aconteceu de verdade"... e aí meio que aconteceu mesmo e a ficha teve que cair. Sei lá, acho que foi a mesma sensação que a família inteira sentiu no episódio da solidão. E também eu tava irritada com o que ele tinha feito, com o que ele tinha acabado de falar com a Brenda. Ficou naquela encheção de saco para dar certo com a Lisa por causa da filha e agora com a Brenda, alguém q ele já tinha vivido pocas e boas, com uma bebe a bordo, ele abre mao desse jeito por causa daquela mulher que tipo....whatever
[spoiler]
Já a Claire foi uma boa surpresa. Eu gostei de como parecia que tudo ia dar muito errado, mas aí felizmente não deu. Eu gostei do Ted kkkk fosse anos atrás eu não gostaria, mas agora nessa altura da minha vida eu entendo melhor como a gente consegue se interessar por coisas que a gente disse que jamais se interessaria. Achei massa ela ter ido embora, o apoio que recebeu, da mãe, do nate. A gente tem que sair para ver o mundo, isso é tão importante. E foi lindo ela conduzindo a cena final. Ai sinceramente otimos irmaos viu kkkk
Eu fiquei angustiana com a brenda logo após o fatídico acontecimento. Era muita coisa para ela processar sozinha e por mais que a série estivesse desenvolvendo outros arcos eu sempre voltava a pensar meu deus a cabeça dessa mulher...
Sobre o David... amo ele. Simples assim. Nos eps finais eu chorei quando ele chorou. Personagem mt bem interpretado. Me deixou com vontade de ver como ele fica em dexter hehe
Sobre o final.... nada a dizer apenas sentir. Terminei a série há dois dias, tenho ouvido breathe me e revivido o que aconteceu. Fiquei triste pelo Keith.
Agora six feet under é uma das minhas séries favoritas. Vida, morte, amor, tempo, agoridade, fé, vazio,...vida.
Eu percebo que gosto de ficção científica quando eu vejo algo desse jeito. Meu deus, arrepiei assistindo; envolve linguagem, memórias, tempo não linear, conexão.. Enfim, muito bom, muito bonito, muito bem pensado e bem feito. Favoritei
Que gracinha de filme! no começo não tava me prendendo muito, mas depois engatou bem. é agradável de assistir, as personagens, os cenários, a trilha sonora, tudo orna bem. O irmão mais novo é fofo demais e os dois usando roupas combinando... perdi tudo! Achei legal e leve a forma como abordaram a linguagem, eu gosto de coisas que dialogam com isso rs
Ufa, que respiro! Senti que as coisas voltaram a se encaixar um pouco mais nessa temporada comparada à anterior. As tramas voltaram a ser um pouco mais críveis, do meu ponto de vista.
Gostei do arco do Rico, muito bom ver como a vida ta acontecendo com ele, independente da forma extremamente maniqueista que ele levava a vida antes. E isso reflete no trabalho, agora ele atende pessoas, ele se comove, ele sabe o que dizer pros clientes. A vida é isso aí, erros, merdas sendo feitas, arrependimento, progressos em outras áreas. Muito bom mesmo.
O nate melhorou, mas ainda tem hora que dá vontade de dar um tapa na cara dele e falar acorda pra realidade caralhooo. Mas né, ele nao tava muito bem das ideias com um luto envolvido.
Por favor, alguém da família poderia dar uma checada na Claire... negócio ta desandando legal...
Parando para pensar aqui, realmente o arco da Ruth está sofrível pq ela ta sofrendo. Achei ruim ela casar logo. Quem sabe se tivesse ficado mais tempo sozinha tivesse se conhecido mais e evitado essa bomba de George rs
Sobre a brenda, acho a personagem dela boa, mas a única coisa que me incomodou nela na série é a questão dela não querer ir na terapia (naquela fase que ela tinha uma amiga prostituta tentou ir) e ai agora ela aparece tentando virar terapeuta, sem ao menos ter ido. Seria bem frutítero se aprofundar nisso e quem sabe venha na última temporada.
O episódio do David foi muito bom, fiquei vidrada assistindo e, por mais que fosse meio chato ver o resto, o estresse pós-traumatico que ele sofreu, o finalzinho pra fechar a temporada foi muito muito bom.
Dei graças a deus que Nate finalmente descobriu a verdade, descobriu que a sonsa da Lisa nao era essa brastemp toda q ele tava imaginando na mente dele e voltou pra casa falando p casar e ter bebe com a Brenda. Finalmente! Eu gosto deles e concordo com a mae chata da Brenda, apesar de tudo, a gente gosta mesmo é de quem entende a gente de volta, mesmo com todos os erros, com todos os vícios, com todas as manias e é isso.
A primeira vez que eu vi eu estava agitada, esperei o filme conversar comigo e acabou que eu não entendi muito, não estava conseguindo conectar as coisas. Aí depois li uma resenha e fui conectadando os pontos e resolvi assistir de novo. e é muito bom, principalmente a questão do olhar infantil.
E por pura coincidência, estou lendo o livro o perigo de estar lúcida de Rosa Montero, também espanhola. Tem uma passagem que ela comenta sobre o ponto em comum na infância de narradores que ela conhece: todos, de certa forma, tiveram sua infância furada por algum acontecimento, fazendo com amadurecessem antes da hora. Acabei conectando com a Ana, que leva uma infância austera demais, mas faz como consegue para conectar com a infância, com a fantasia. É bonito demais, o olhar melindroso de ana cativa.
Voltando pro que eu comentei no começo, esse filme me fez ter vontade de ler o texto esculpir o tempo do tarkovski, pq eu senti de forma mais nítida essa questão de como o tempo ta sendo trabalhado, a favor de mostrar o que. Tem filmes que conversam com a gente, parece que o tempo não é a questão, mas nesse filme eu senti o recorte do tempo de forma mais sensível, eu tive que parar e prestar atenção e tentar entender o que estava acontecendo, o que o tempo de cada cena e seu encadeamento queriam me dizer. Não me foi dado, eu tive que reparar melhor e tava ali, nas escolhas da cenas que foram escolhidas pra compor o tempo.
Foi a temporada que eu menos gostei. Digo isso pq eu nao conseguia enxergar sinceridade nas situações, já que elas tavam chegando no extremo demais. Tipo: sério, Nate, que voce vai ficar bancando esse relacionamento que vc sabe no fundo do seu ser que não é isso? Sério, Keith, que você vai bancar um babaca agora sendo que nas temporadas passadas vc fazia de tudo pro David ir em encontros de policiais com vc? Até certo ponto, fazia sentido a raiva e frustração do Keith, até certo ponto, valia a tentativa do Nate com a Lisa, mas chegou num ponto que já tava irritante de assistir pq tava muito na cara que naaaao, para!!! não é isso! nas temporadas anteriores vcs ja me mostraram q vcs tinham um pouco mais de discernimento doq isso.
E assim, até certo ponto dá pra entender o poder que o Olivier incute na mente da Claire e do Russel, já q são adolescentes e tão ali na busca de um sentido através da arte, mas chega um momento que fica tão esdruxulo que uma pitadinha de bom senso ali já denunciava o tanto que aquele cara não batia bem das ideias.
O arco da Ruth também tava perdido, sem rumo. Eu entendo que isso reflete a condição que ela vivia, cada hora projetando a carencia dela para cada pessoa, seja nikolai, seja a neta, seja a amiga que ela arranjou. Mas aí no final eu fiquei um pouco frustrada pq tacaram aquele veio como a solução. Casaram em 2 semanas e é isso... ai sei lá nao foi crível também ao meu ver.
Acho que eu gosto das temporadas anteriores pq eu conseguia comprar mais o drama pessoal de cada arco, parecia que tinha mais bom senso em jogo, e quando não tinha, eu conseguia entender o sofrimento por trás que levava a essa situação.
Agora vamos pros pontos que me fazem gostar muito dessa série a ponto de já considerar uma das minhas favoritas (com destaque pro que aconteceu nessa temp em específico):
Eu to gostando do desenvolvimento do Rico. Gostei do lacre que ele levou do David falando para parar de ver a vida com essa régua moral que só existe preto e branco, certo e errado. E acho que é exatamente isso que está acontecendo. No começo fiquei apreensiva dele virar um sócio, fiquei com medo dele despejar homofobia no David e não foi isso que aconteceu. Ele ta desenvolvendo, a vida ta deixando claro como a régua moral dele não é suficiente pra abarcar a experiência de se estar vivo.
Tem também o Billy. às vezes ele é chato, as vezes as cenas c ele cansam (assim como c a brenda), mas eu gosto do que ele tem de dúvida para trazer. E aí, como que faz para conviver com uma pessoa que nem ele? Como que se sente, como eu me sentiria no lugar dele, da brenda, de quem convive com ele? É uma situação muito porosa...
E no mais é isso, amo essa série, allan ball vc é incrível, série otima, explora as nuances da nossa condição humana incrivelmente bem
Ps: Lisa uma chata, aparentemente sozinha no mundo pq ne, chegou para ficar sem dó nem piedade. Nao consegui sentir muita empatia não. Ps2: E o Dwight do nada?? kkkkk bom demais
independente de certo ou errado, a realidade é o que é, basta a gente ir lidando com que nos acontece, pois a realidade é sempre soberana. Dito isso, gostei do filme, me surpreendeu, achei que seria algo mais bobinho, haja vista o título.
não teve um episódio que meu coração não tenha ficado apertado, pequeno, parecendo um feijão. Atuações impecáveis, sensibilidade absurda, com certeza cumpre o que se propõe a fazer: falar sobre amor (e solidão).
Arrisco a dizer que é um dos filmes mais bonitos que já vi. Eu não conhecia Sayat Nova, então ter dado uma pesquisadinha contribuiu pra que eu aproveitasse melhor a experiência do filme. Tem sido bom adentrar no mundo do "não dito", da ausência do racionalismo extremo e de roteiros lógicos e encadeados. Tem sido libertador, na verdade. Por fim, queria dizer que fiquei encantada com a Sofika Chiaureli. Que olhar mais intenso, lindo, triste... eu fiquei absorvida por ela. Com certeza vou querer ver esse filme de novo.
A falsa liberdade que nossa geração tem e prega de poder ter e alcançar tudo marca a Julie. É um mar de escolhas e possibilidades e isso acaba recaindo na "essência que precede a existência". Sinto que a protagonista não sabe quem é. Está descobrindo ainda e tudo bem!!! Se descobrir envolve tentar uma direção, ver que não era bem isso que era desejado ou então simplesmente mudar de ideia. As coisas mudam o tempo todo, é até inocência achar que as coisas devem durar pra sempre. As pessoas erram, pois faz parte da aprendizagem da vida. A questão do pai ausente também é algo que influencia esse desejo de sempre estar buscando uma pessoa pra relacionar, pra validar o que ela estava sentindo. Enfim, vejo muita gente trazendo a tona essa questão de responsabilidade afetiva como tom de eu não sou autorizado a mudar de ideia para não magoar quem eu amo. As coisas não são assim, ninguém é tão preto no branco e nem bom o tempo todo. As pessoas mudam e a tentativa de fingir que isso não aconteceu não dura para nenhuma das partes e traz sofrimento para ambos. E às vezes, justamente pelo medo de machucar o outro, a pessoa tenta ao máximo se convencer de que aquilo não ta acontecendo ou então não é tão grave assim. No final das contas é uma grande busca de se conhecer sem tentar machucar as pessoas nesse processo. No mais, eu senti que faltou uma coesão por trás, em mtos momentos senti q era uma junção de mts coisas legais (cena congelada, a narradora narrando a história ao mesmo tempo, referências bem bait pra nossa geração) mas meio q ?? sei la, senti q faltou uma coesão, mas talvez fosse a intenção. De toda forma, faltou isso pro meu gosto.
ps: essa questão do bait chegou a me irritar um pouco; senti que o filme tava quase implorando pra eu me identificar com algumas questões kkkk relaxa aí irmão. Acho que isso, inclusive, chegou a me impedir um pouco de criar empatia pelos personagens. Não sofri com eles n.
2001: Uma Odisseia no Espaço
4.2 2,4K Assista Agoraem várias cenas fiquei com a sensação de viver um déjà vu de já ter visto esse filme, sendo que nunca o vi. Bom, agora eu dèjá vi. Filmão
Druk: Mais Uma Rodada
3.9 824 Assista Agorapremissa boa, execução xôxa. A cena final é a melhor parte kkkk
Twin Peaks (3ª Temporada)
4.4 623 Assista Agoraaos que não entram muito na dança do Lynch, meu mais sincero sinto muito. Que delicadeza, que brutalidade, que loucura! Como é bom só deixar ir, ir se deleitando com os detalhezinhos que, por outro olhar, nem seriam gravados. Me faltam palavras pra descrever tudo que senti, tudo que me tocou, me sinto representada por todos que agradecem ao David Lynch, pois realmente nada será como antes.
Duna: Parte Dois
4.2 859 Assista AgoraAssisti Duna 1 e 2 na sequência e agora fica um pouco confuso na minha memória saber em que momento termina um filme e começa o outro. Mas definitivamente o dois é mais atrativo, acontece mais coisa, a história se desenvolve mais.
Como recentemente assisti aos outros filmes do Villeneuve, pude perceber algumas semelhanças: algumas naves me fizeram lembrar "A chegada" e muitos aspectos árabes de Duna me levaram ao "Incêndios".
Eu gostei de duna. Por mais que algumas cenas eu tenha achado um pouco desconexas (assim como senti em "Incêndios"), a história ainda prende, ainda é interessante e dá vontade de ver aonde vai chegar. Porém, ainda falta sentir o sumo do suco.
A questão do aspecto religioso achei muito massa, é um dos pontos fortes da saga pra mim. A fé é uma bobagem ou é uma decisão de cúpula sobre quem dá a palavra final no que vai acontecer? É inocência dos pobres que precisam se agarrar em algo ou realmente tem algo a mais que nos extravasa? E aí vc se pega no pulo torcendo para todos aqueles aspectos árabes que são tidos pela cultura dominante como o terror da nossa época. Aspectos da realidade em um upside down. Foda demais.
Estou no aguardo pelo que está por vir.
Red Rocket
3.6 90 Assista AgoraPreciso começar dizendo que o Sean Baker definitivamente não precisa de 2h pra contar uma história. Espero que ele perceba isso. Tangerine e the florida project estão aí como exemplos e Anora e Red rocket como os exemplos contrários.
Dito isso, o filme é bom. Eu gostei, eu gosto da ambientação, das cores, é bom de assistir. Isso tudo com o contraste das cenas com a fábria atrás, as alusões à canditatura do Trump inúmeras vezes, inclusive mencionando a manipulação de dados. E a vida do americano fudido correndo ali, indiferente, quase soando como uma piada. Também notei sons, diálogos de fundo mencionando um ar de vigilância correndo em segundo plano, como se algo ruim estivesse por volta de acontecer..rs
Também percebi que Baker usa bastante das promessas românticas para elaborar suas histórias. Em Anora é o casamento que vai tirar ela daquela vida de prostituição. Em Tangerine é um noivado feito antes da personagem ir presa e, quando solta, é a força que guia o desenrolar da história. Aqui também é a mesma coisa.
[spoiler][/spoiler]
Quando houve o acidente com o amigo pensei "bom, agora vamos ver o nível da moralidade desse cara". E aí a gente percebe que não rolou remorso algum. A bestialidade encoberta é sintomática. E é isso, personagem totalmente guiado pelo falo e seus desdobramentos kkkk
A cena final me deixou com a mesma sensação que tive em anora: "porra, sério?", mas aí dps q eu penso um pouco percebo que... sim, sério! E é sobre isso kkk
Meu Amigo Robô
4.0 122Esse filme ressuscitou sentimentos, pessoas e sensações que eu não sentia há algum tempo. É tudo simples, mas muito bem executado.
[spoiler][/spoiler] Não há diálogos, mas a história é contada com aquele rabinho abanando ou os olhares tristes diante dos desencontros que separam os dois. É um filme que dói no fundo do coração, mas dói quase que de uma forma gentil, pois a gente sabe que a vida é bittersweet. A gente chora, mas depois a gente se consola, pois o amor existiu e é isso que temos, é isso que dá sentido para a nossa jornada aqui. E o show continua.
ps: aquele frame que o robô brinca com o limite da tela e depois vira a tela e surgem as margaridas...delícia demais de assistir
A Garota da Agulha
4.0 297 Assista AgoraVi muita gente comentando que é um filme q demora a ser digerido, que fica na cabeça por alguns dias e foi exatamente o que eu senti. Foi um filme que prendeu a minha atenção, eu não queria pausar, queria ir até o fim.
[spoiler][/spoiler]
A primeira cena foi só uma demosntração prévia de tudo que eu sentiria com o resto, principalmente com a questão do rosto do marido. Eu senti pena dele. Ele sempre a aceitou de volta. Outra coisa que me pegou muito foi o desenvimento da karoline e as nuances da maternidade. Negação, amamentação, arrependimento, toque. Fiquei imaginando a farofa que virou o inconsciente dela. tinha que beber eter mesmo.
Mesma coisa com a Dagmar. Pelo q me lembro foram 4 natimortos? algo assim. O sangue frio para fazer o que fazia. Novamente, tinha que beber muito eter mesmo. Mas aí a gente vai pra cena da corte e pensa... totalmente desarazoada ela não era... Enfim, brincadeiras com a moralidade. Totalmente em paz com o que ela fazia não é verdade, mas o que levou ela a ir até as últimas consequências? Porque a Erena escapou?
Os acontecimentos do filme são brutais, se colocar no lugar da Karoline após tudo q ela passou dá até nó na boca do estômago. Fico satisfeita se ganhar a categoria de melhor filme estrangeiro. É realmente muito bom.
Anora
3.4 1,1K Assista AgoraEu entendo quem achou ok, mediano. Foi a primeira sensação que tive ao acabar o filme. Só que depois li o comentário abaixo do Vitor Biazzin (está alguns mais pra baixo desse comentário que vou fazer agora rs) e gostei, sinto que colocou trouxe mais perspectiva para mim.
[spoiler][/spoiler]
Até a metade do longa, tive a sensação que eu tava apenas assistindo ao filme, mas sem sentir muita coisa. Não conectei muito com as personagens, mas tava seguindo assistindo. Até que começou aquela cena loooonga dos caras invadindo e prendendo Anora, depois a busca pelo Ivan. Eu achei que não precisava desse tempo todo, as trapalhadas deles só causavam literalmente um sorriso amarelo mesmo. Mas o que predominou foi agonia, vontade que as cenas acabassem logo, diálogos entrecortados angustiantes. Nossa, pausei várias vezes kkkk. E isso é a parte que me fez desconectar mais ainda do que eu estava assistindo.
Porém o final engrenou. Além de apenas assistir, eu comecei me sentir mais conectada com o que eu tava vendo. O igor trouxe essa camada a mais, foi o primeiro no filme que nao tava sendo um filho da puta concentrado no próprio umbigo. Tanto que nem ela soube ao certo como lidar com isso. A veemencia em negar o beijo, o choro que veio em seguida. Eu senti que foi a primeira cena real do filme... e a última rs
E isso me deixou pensando pq se vc olha a capa do filme parece aqueles dorama q n vai entregar muito e depois que acabou eu fiquei meio carregando ainda os pensamentos pq as cenas finais são boas. Pensei "puxa, tem algo ali, o cara que fez the florida project n ta na inocencia nessa altura do campeonato". E foi isso, a ilustração da vida contemporanea cretina, luxuosa e sem sentido foi boa, mas foi longa; o meio eu juro que nao entendi pq tao longo e o fim um acorda pra realidade. É bom, mas podia ter sido melhor.
A Sete Palmos (5ª Temporada)
4.8 501 Assista AgoraEstou digerindo ainda o final. Eu vi os episódios finais mto rápido, ansiosa para saber o que ia acontecer. Tanto que
[/spoiler] o nate morreu e eu fiquei meio embasbacada pensando "não... ja ja vão mostrar que era apenas ele sonhando, isso não aconteceu de verdade"... e aí meio que aconteceu mesmo e a ficha teve que cair. Sei lá, acho que foi a mesma sensação que a família inteira sentiu no episódio da solidão. E também eu tava irritada com o que ele tinha feito, com o que ele tinha acabado de falar com a Brenda. Ficou naquela encheção de saco para dar certo com a Lisa por causa da filha e agora com a Brenda, alguém q ele já tinha vivido pocas e boas, com uma bebe a bordo, ele abre mao desse jeito por causa daquela mulher que tipo....whatever
[spoiler]
Já a Claire foi uma boa surpresa. Eu gostei de como parecia que tudo ia dar muito errado, mas aí felizmente não deu. Eu gostei do Ted kkkk fosse anos atrás eu não gostaria, mas agora nessa altura da minha vida eu entendo melhor como a gente consegue se interessar por coisas que a gente disse que jamais se interessaria. Achei massa ela ter ido embora, o apoio que recebeu, da mãe, do nate. A gente tem que sair para ver o mundo, isso é tão importante. E foi lindo ela conduzindo a cena final. Ai sinceramente otimos irmaos viu kkkk
Eu fiquei angustiana com a brenda logo após o fatídico acontecimento. Era muita coisa para ela processar sozinha e por mais que a série estivesse desenvolvendo outros arcos eu sempre voltava a pensar meu deus a cabeça dessa mulher...
Sobre o David... amo ele. Simples assim. Nos eps finais eu chorei quando ele chorou. Personagem mt bem interpretado. Me deixou com vontade de ver como ele fica em dexter hehe
Sobre o final.... nada a dizer apenas sentir. Terminei a série há dois dias, tenho ouvido breathe me e revivido o que aconteceu. Fiquei triste pelo Keith.
Agora six feet under é uma das minhas séries favoritas. Vida, morte, amor, tempo, agoridade, fé, vazio,...vida.
A Chegada
4.2 3,5K Assista AgoraEu percebo que gosto de ficção científica quando eu vejo algo desse jeito. Meu deus, arrepiei assistindo; envolve linguagem, memórias, tempo não linear, conexão..
Enfim, muito bom, muito bonito, muito bem pensado e bem feito. Favoritei
Bom Dia
4.3 71 Assista AgoraQue gracinha de filme! no começo não tava me prendendo muito, mas depois engatou bem. é agradável de assistir, as personagens, os cenários, a trilha sonora, tudo orna bem. O irmão mais novo é fofo demais e os dois usando roupas combinando... perdi tudo! Achei legal e leve a forma como abordaram a linguagem, eu gosto de coisas que dialogam com isso rs
A Sete Palmos (4ª Temporada)
4.5 133Ufa, que respiro! Senti que as coisas voltaram a se encaixar um pouco mais nessa temporada comparada à anterior. As tramas voltaram a ser um pouco mais críveis, do meu ponto de vista.
Gostei do arco do Rico, muito bom ver como a vida ta acontecendo com ele, independente da forma extremamente maniqueista que ele levava a vida antes. E isso reflete no trabalho, agora ele atende pessoas, ele se comove, ele sabe o que dizer pros clientes. A vida é isso aí, erros, merdas sendo feitas, arrependimento, progressos em outras áreas. Muito bom mesmo.
O nate melhorou, mas ainda tem hora que dá vontade de dar um tapa na cara dele e falar acorda pra realidade caralhooo. Mas né, ele nao tava muito bem das ideias com um luto envolvido.
Por favor, alguém da família poderia dar uma checada na Claire... negócio ta desandando legal...
Parando para pensar aqui, realmente o arco da Ruth está sofrível pq ela ta sofrendo. Achei ruim ela casar logo. Quem sabe se tivesse ficado mais tempo sozinha tivesse se conhecido mais e evitado essa bomba de George rs
Sobre a brenda, acho a personagem dela boa, mas a única coisa que me incomodou nela na série é a questão dela não querer ir na terapia (naquela fase que ela tinha uma amiga prostituta tentou ir) e ai agora ela aparece tentando virar terapeuta, sem ao menos ter ido. Seria bem frutítero se aprofundar nisso e quem sabe venha na última temporada.
O episódio do David foi muito bom, fiquei vidrada assistindo e, por mais que fosse meio chato ver o resto, o estresse pós-traumatico que ele sofreu, o finalzinho pra fechar a temporada foi muito muito bom.
Dei graças a deus que Nate finalmente descobriu a verdade, descobriu que a sonsa da Lisa nao era essa brastemp toda q ele tava imaginando na mente dele e voltou pra casa falando p casar e ter bebe com a Brenda. Finalmente! Eu gosto deles e concordo com a mae chata da Brenda, apesar de tudo, a gente gosta mesmo é de quem entende a gente de volta, mesmo com todos os erros, com todos os vícios, com todas as manias e é isso.
[/spoiler]
[spoiler]
O Espírito da Colméia
4.1 149 Assista AgoraA primeira vez que eu vi eu estava agitada, esperei o filme conversar comigo e acabou que eu não entendi muito, não estava conseguindo conectar as coisas. Aí depois li uma resenha e fui conectadando os pontos e resolvi assistir de novo. e é muito bom, principalmente a questão do olhar infantil.
E por pura coincidência, estou lendo o livro o perigo de estar lúcida de Rosa Montero, também espanhola. Tem uma passagem que ela comenta sobre o ponto em comum na infância de narradores que ela conhece: todos, de certa forma, tiveram sua infância furada por algum acontecimento, fazendo com amadurecessem antes da hora. Acabei conectando com a Ana, que leva uma infância austera demais, mas faz como consegue para conectar com a infância, com a fantasia. É bonito demais, o olhar melindroso de ana cativa.
Voltando pro que eu comentei no começo, esse filme me fez ter vontade de ler o texto esculpir o tempo do tarkovski, pq eu senti de forma mais nítida essa questão de como o tempo ta sendo trabalhado, a favor de mostrar o que. Tem filmes que conversam com a gente, parece que o tempo não é a questão, mas nesse filme eu senti o recorte do tempo de forma mais sensível, eu tive que parar e prestar atenção e tentar entender o que estava acontecendo, o que o tempo de cada cena e seu encadeamento queriam me dizer. Não me foi dado, eu tive que reparar melhor e tava ali, nas escolhas da cenas que foram escolhidas pra compor o tempo.
A Sete Palmos (3ª Temporada)
4.4 162Foi a temporada que eu menos gostei. Digo isso pq eu nao conseguia enxergar sinceridade nas situações, já que elas tavam chegando no extremo demais. Tipo: sério, Nate, que voce vai ficar bancando esse relacionamento que vc sabe no fundo do seu ser que não é isso? Sério, Keith, que você vai bancar um babaca agora sendo que nas temporadas passadas vc fazia de tudo pro David ir em encontros de policiais com vc? Até certo ponto, fazia sentido a raiva e frustração do Keith, até certo ponto, valia a tentativa do Nate com a Lisa, mas chegou num ponto que já tava irritante de assistir pq tava muito na cara que naaaao, para!!! não é isso! nas temporadas anteriores vcs ja me mostraram q vcs tinham um pouco mais de discernimento doq isso.
E assim, até certo ponto dá pra entender o poder que o Olivier incute na mente da Claire e do Russel, já q são adolescentes e tão ali na busca de um sentido através da arte, mas chega um momento que fica tão esdruxulo que uma pitadinha de bom senso ali já denunciava o tanto que aquele cara não batia bem das ideias.
O arco da Ruth também tava perdido, sem rumo. Eu entendo que isso reflete a condição que ela vivia, cada hora projetando a carencia dela para cada pessoa, seja nikolai, seja a neta, seja a amiga que ela arranjou. Mas aí no final eu fiquei um pouco frustrada pq tacaram aquele veio como a solução. Casaram em 2 semanas e é isso... ai sei lá nao foi crível também ao meu ver.
Acho que eu gosto das temporadas anteriores pq eu conseguia comprar mais o drama pessoal de cada arco, parecia que tinha mais bom senso em jogo, e quando não tinha, eu conseguia entender o sofrimento por trás que levava a essa situação.
Agora vamos pros pontos que me fazem gostar muito dessa série a ponto de já considerar uma das minhas favoritas (com destaque pro que aconteceu nessa temp em específico):
Eu to gostando do desenvolvimento do Rico. Gostei do lacre que ele levou do David falando para parar de ver a vida com essa régua moral que só existe preto e branco, certo e errado. E acho que é exatamente isso que está acontecendo. No começo fiquei apreensiva dele virar um sócio, fiquei com medo dele despejar homofobia no David e não foi isso que aconteceu. Ele ta desenvolvendo, a vida ta deixando claro como a régua moral dele não é suficiente pra abarcar a experiência de se estar vivo.
Tem também o Billy. às vezes ele é chato, as vezes as cenas c ele cansam (assim como c a brenda), mas eu gosto do que ele tem de dúvida para trazer. E aí, como que faz para conviver com uma pessoa que nem ele? Como que se sente, como eu me sentiria no lugar dele, da brenda, de quem convive com ele? É uma situação muito porosa...
E no mais é isso, amo essa série, allan ball vc é incrível, série otima, explora as nuances da nossa condição humana incrivelmente bem
Ps: Lisa uma chata, aparentemente sozinha no mundo pq ne, chegou para ficar sem dó nem piedade. Nao consegui sentir muita empatia não.
Ps2: E o Dwight do nada?? kkkkk bom demais
O Diário de uma Adolescente
3.6 158 Assista Agoraindependente de certo ou errado, a realidade é o que é, basta a gente ir lidando com que nos acontece, pois a realidade é sempre soberana. Dito isso, gostei do filme, me surpreendeu, achei que seria algo mais bobinho, haja vista o título.
As Virgens Suicidas
3.8 1,4K Assista Agora"agora não tem mais perigo! tiraram a cerca."
A Paixão de Joana d'Arc
4.5 240 Assista Agoraque coisa mais linda
Normal People
4.4 468não teve um episódio que meu coração não tenha ficado apertado, pequeno, parecendo um feijão. Atuações impecáveis, sensibilidade absurda, com certeza cumpre o que se propõe a fazer: falar sobre amor (e solidão).
Close Up
4.3 120só conseguia pensar na teoria do reconhecimento do Axel Honneth e em metalinguagem
absolute cinema
A Cor da Romã
4.1 145 Assista AgoraArrisco a dizer que é um dos filmes mais bonitos que já vi. Eu não conhecia Sayat Nova, então ter dado uma pesquisadinha contribuiu pra que eu aproveitasse melhor a experiência do filme. Tem sido bom adentrar no mundo do "não dito", da ausência do racionalismo extremo e de roteiros lógicos e encadeados. Tem sido libertador, na verdade. Por fim, queria dizer que fiquei encantada com a Sofika Chiaureli. Que olhar mais intenso, lindo, triste... eu fiquei absorvida por ela. Com certeza vou querer ver esse filme de novo.
Os Incompreendidos
4.4 657 Assista Agorao ratão malou na trilha sonora desse aqui
Arábia
4.2 177 Assista Agoratava achando fraquinho até a hora que o maninho lançou o homem na estrada no violão; da água pro vinho.
A Pior Pessoa do Mundo
4.0 699 Assista AgoraA falsa liberdade que nossa geração tem e prega de poder ter e alcançar tudo marca a Julie. É um mar de escolhas e possibilidades e isso acaba recaindo na "essência que precede a existência". Sinto que a protagonista não sabe quem é. Está descobrindo ainda e tudo bem!!! Se descobrir envolve tentar uma direção, ver que não era bem isso que era desejado ou então simplesmente mudar de ideia. As coisas mudam o tempo todo, é até inocência achar que as coisas devem durar pra sempre. As pessoas erram, pois faz parte da aprendizagem da vida.
A questão do pai ausente também é algo que influencia esse desejo de sempre estar buscando uma pessoa pra relacionar, pra validar o que ela estava sentindo.
Enfim, vejo muita gente trazendo a tona essa questão de responsabilidade afetiva como tom de eu não sou autorizado a mudar de ideia para não magoar quem eu amo. As coisas não são assim, ninguém é tão preto no branco e nem bom o tempo todo. As pessoas mudam e a tentativa de fingir que isso não aconteceu não dura para nenhuma das partes e traz sofrimento para ambos. E às vezes, justamente pelo medo de machucar o outro, a pessoa tenta ao máximo se convencer de que aquilo não ta acontecendo ou então não é tão grave assim. No final das contas é uma grande busca de se conhecer sem tentar machucar as pessoas nesse processo.
No mais, eu senti que faltou uma coesão por trás, em mtos momentos senti q era uma junção de mts coisas legais (cena congelada, a narradora narrando a história ao mesmo tempo, referências bem bait pra nossa geração) mas meio q ?? sei la, senti q faltou uma coesão, mas talvez fosse a intenção. De toda forma, faltou isso pro meu gosto.
ps: essa questão do bait chegou a me irritar um pouco; senti que o filme tava quase implorando pra eu me identificar com algumas questões kkkk relaxa aí irmão. Acho que isso, inclusive, chegou a me impedir um pouco de criar empatia pelos personagens. Não sofri com eles n.
Namorados para Sempre
3.6 2,5K Assista Agora"How do you trust your feelings when they can just disappear like that? "