Visualmente, o filme tem cenas muito bem montadas. O roteiro é interessante de acompanhar, principalmente pela forma como a tensão sexual entre Veneno e Muñeco é construída, o que deixa nossa curiosidade muito aguçada pelos próximos passos dos personagens no filme. E quando tudo acontece, é um deleite maravilhoso, com uma sutileza que nos faz distinguir um filme de um pornô. A subtrama também não deixa a desejar, embora eu tenha ficado confuso com o final dos personagens.
Muñeco perdeu o pau ou não? Eles se reencontram no final ou aquilo aconteceu em algum momento do passado deles? Quem são aquelas pessoas que foram buscar o Muñeco?
Moscou aqui é o passado estável e com sentido ao qual o personagem (o povo russo?) nunca vai conseguir retornar. Em vez disso, mergulha num pesadelo entre o sono e a vigília em que o familiar e o absurdo trazem elementos desorganizados e invertidos do mundo acordado, cada vez mais irreconhecível e desalentado. Ao fim, fica o gosto amargo do fim da primeira experiência socialista da história da humanidade.
Poderia facilmente ser um dos filmes mais visualmente encantadores se não fosse gravado em preto e branco, mas ainda assim é magistral. O cinema soviético é realmente de um refinamento ímpar.
Vou ser sincero: não sei se entendi exatamente o que o diretor queria dizer, mas, seja lá o que for, é magnífico. O filme é um quadro vivo pintado ao longo de sua 1h20 de duração. Não consegui não tentar prestar atenção ao máximo para não perder nenhum detalhe. Assistirei mais vezes, porque uma obra dessa magnitude merece sempre ser revisitada. Uma pena eu ter demorado tanto para assisti-lo, mas que bom que o fiz.
Um filme bastante inquietante à medida que vemos o desenrolar dos acontecimentos. Certamente, eu não pensaria duas vezes em me sujeitar a fazer o que os sobreviventes tiveram que fazer para se manterem vivos. É cruel? Talvez para alguns, mas a sobrevivência requer desafios; caso contrário, não teríamos passado da fase das cavernas.
Aqui assistimos a um ex-nazista relatando algumas das maiores atrocidades do mundo com um sorriso demoníaco, tudo em nome do mundo livre e da democracia liberal. Fotos de corpos dilacerados e de crânios de opositores são exibidas, sem sequer um esboço de remorso por parte do entrevistado. Vale tudo em nome da “liberdade”.
Pergunto-me qual é a desculpa que você precisa inventar para si mesmo para defender o Estado sionista de Israel a esta altura. A decapitação de bebês provou-se fictícia, assim como os estupros em massa, admitidos pelas próprias forças de segurança israelenses. Mas sabe o que não é ficção? A morte de mais de 50 mil crianças na Faixa de Gaza, da forma mais cruel possível, além de médicos e jornalistas. Fica claro tratar-se de um genocídio ao vivo, transmitido para o mundo inteiro. Quando Gaza perde, todos nós também perdemos. Palestina livre!
Pude ver esse clássico durante a 11ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo, em uma projeção ao ar livre na área externa da Cinemateca Brasileira. Foi uma experiência memorável: uma plateia completamente entregue, absorvendo cada detalhe da genialidade de Serguei Eisenstein. Sem dúvida, uma das experiências mais marcantes da minha vida.
Gostei da direção e das atuações, mas concordo com a galera: é muita coisa pra digerir num filme só. Dava uma série ótima, com espaço pra tudo que ficou de fora.
Um clássico incontornável sobre a Revolução de Outubro e, principalmente, sobre a participação de um dos maiores teóricos do século xx, que cunhou o lema que traria o povo às trincheiras do socialismo, ao vociferar, por todo o Império Russo, os dizeres "Paz, Pão e Terra". Viva Lenin! TODO PODER AOS SOVIETES!
Não tem como não dar 5 estrelas. O filme é visualmente lindo, com personagens cativantes e uma história muito comovente. Alyosha se tornou um dos meus personagens preferidos do cinema. Viva o cinema soviético!
É um documentário melhor do que 20 Days in Mariupol, mas ainda assim insuficiente para dar a dimensão do que essa guerra realmente representa. A direção é boa, a ponto de me fazer questionar, em vários momentos, se o diretor realmente estava no front junto aos soldados para capturar as imagens intensas dos conflitos, muitas delas registradas por câmeras acopladas aos capacetes, propositalmente para dar ao telespectador a sensação de estar na linha de frente, lutando pela própria vida — especialmente nos momentos em que as palpitações acompanham explosões de bombas e tiros sentidos pelo exército ucraniano.
Uma guerra que, a meu ver, é idiota desde o início. A Ucrânia, em sua sanha de se juntar à União Europeia e à OTAN, atraiu para si um desastre colossal. Poderia ter seguido o exemplo da Finlândia, que se manteve neutra até pouco tempo e atraiu investimentos tanto do Ocidente quanto da Rússia. Valeu-se da ajuda norte-americana e europeia, sendo que a primeira já largou de mão, enquanto a União Europeia mergulha em uma crise profunda para sustentar um conflito que pode levar o mundo inteiro a uma guerra mundial em um futuro próximo.
Perdemos todos, infelizmente.
Meu único desejo é que o povo ucraniano, o povo russo, os palestinos, sudaneses, congoleses e todo o povo oprimido do mundo possam se libertar de seus carrascos. No entanto, enquanto o capital for o mandatário, estaremos fadados a repetir esse ciclo de guerras por um bom tempo.
O filme trata das dinâmicas de relacionamento e dos processos de autoconhecimento nas relações homossexuais de forma criativa e bem ilustrativa. A relação fetichista de dominação e submissão radicaliza dinâmicas afetivas comuns, que podem ocorrer em relacionamentos dentro das normas sociais de comportamento, como a anulação do “eu” de um dos parceiros, a subserviência às vontades do outro e a aceitação de migalhas de afeto, entre outras.
Por meio dessa relação incomum, o filme aborda essas problemáticas de forma mais explícita e acentuada, causando incômodo ao longo de toda a narrativa.
Ao final, fica a lição de que, em qualquer forma de relacionamento, existem limites e a necessidade de autoconhecimento: compreender o que agrada ou não a si e ao outro. De quebra, o filme também amplia nosso olhar para formas diversas de se relacionar e mostra que, mesmo nelas, podem e devem existir amor, respeito e reciprocidade.
NOITE SOBRE O CHILE
3.7 2Um ótimo filme para quem busca entender um pouco dos acontecimentos que se desdobraram no Chile após o golpe de Pinochet.
No Caminho
3.5 30 Assista AgoraVisualmente, o filme tem cenas muito bem montadas. O roteiro é interessante de acompanhar, principalmente pela forma como a tensão sexual entre Veneno e Muñeco é construída, o que deixa nossa curiosidade muito aguçada pelos próximos passos dos personagens no filme. E quando tudo acontece, é um deleite maravilhoso, com uma sutileza que nos faz distinguir um filme de um pornô. A subtrama também não deixa a desejar, embora eu tenha ficado confuso com o final dos personagens.
Muñeco perdeu o pau ou não? Eles se reencontram no final ou aquilo aconteceu em algum momento do passado deles? Quem são aquelas pessoas que foram buscar o Muñeco?
Cidade Zero
3.7 15Moscou aqui é o passado estável e com sentido ao qual o personagem (o povo russo?) nunca vai conseguir retornar. Em vez disso, mergulha num pesadelo entre o sono e a vigília em que o familiar e o absurdo trazem elementos desorganizados e invertidos do mundo acordado, cada vez mais irreconhecível e desalentado. Ao fim, fica o gosto amargo do fim da primeira experiência socialista da história da humanidade.
Eu Sou Cuba
4.5 66Poderia facilmente ser um dos filmes mais visualmente encantadores se não fosse gravado em preto e branco, mas ainda assim é magistral. O cinema soviético é realmente de um refinamento ímpar.
A Casa do Dragão (3ª Temporada)
3.7 156 Assista AgoraEssa série tinha tudo pra ser um ícone audiovisual, mas vai acabar pior que Game of Thrones.
Saudações, Cubanos!
4.4 40 Assista AgoraAssistido hoje, 13/08/2026, em comemoração ao centenário do grandioso Fidel Castro. ¡Viva la revolución!
Flee: Nenhum Lugar Para Chamar de Lar
4.2 135Não tenho muito a acrescentar, só queria dizer que é um relato lindo e devastador.
Obsessão
3.9 933 Assista AgoraUm relacionamento tóxico assusta mais que qualquer demônio.
A Cor da Romã
4.1 147 Assista AgoraVou ser sincero: não sei se entendi exatamente o que o diretor queria dizer, mas, seja lá o que for, é magnífico. O filme é um quadro vivo pintado ao longo de sua 1h20 de duração. Não consegui não tentar prestar atenção ao máximo para não perder nenhum detalhe. Assistirei mais vezes, porque uma obra dessa magnitude merece sempre ser revisitada. Uma pena eu ter demorado tanto para assisti-lo, mas que bom que o fiz.
A Sociedade da Neve
4.2 790 Assista AgoraUm filme bastante inquietante à medida que vemos o desenrolar dos acontecimentos. Certamente, eu não pensaria duas vezes em me sujeitar a fazer o que os sobreviventes tiveram que fazer para se manterem vivos. É cruel? Talvez para alguns, mas a sobrevivência requer desafios; caso contrário, não teríamos passado da fase das cavernas.
A Síndrome do Verão Sem Fim
3.6 8Se eu tivesse um pai daqueles eu também iria querer foder com ele, lamento.
O Fim de São Petersburgo
4.0 11 Assista AgoraУра! Мы в городе Ленина.
The Smiling Man
4.0 1Aqui assistimos a um ex-nazista relatando algumas das maiores atrocidades do mundo com um sorriso demoníaco, tudo em nome do mundo livre e da democracia liberal. Fotos de corpos dilacerados e de crânios de opositores são exibidas, sem sequer um esboço de remorso por parte do entrevistado. Vale tudo em nome da “liberdade”.
A Voz de Hind Rajab
4.2 147 Assista AgoraPergunto-me qual é a desculpa que você precisa inventar para si mesmo para defender o Estado sionista de Israel a esta altura. A decapitação de bebês provou-se fictícia, assim como os estupros em massa, admitidos pelas próprias forças de segurança israelenses. Mas sabe o que não é ficção? A morte de mais de 50 mil crianças na Faixa de Gaza, da forma mais cruel possível, além de médicos e jornalistas. Fica claro tratar-se de um genocídio ao vivo, transmitido para o mundo inteiro. Quando Gaza perde, todos nós também perdemos. Palestina livre!
Michurin
2.9 1Merece uma nota mais alta, pois o filme é ótimo!
A Queda da Dinastia Romanov
3.5 3Assistido na 11ª Mostra Mosfilm de Filme Soviético e Russo.
Caso queiram assistir legendado em português: https://www.youtube.com/watch?v=watB1zU1yUE
O Encouraçado Potemkin
4.2 354 Assista AgoraPude ver esse clássico durante a 11ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo, em uma projeção ao ar livre na área externa da Cinemateca Brasileira. Foi uma experiência memorável: uma plateia completamente entregue, absorvendo cada detalhe da genialidade de Serguei Eisenstein. Sem dúvida, uma das experiências mais marcantes da minha vida.
1911: A Revolução
3.4 64 Assista grátisGostei da direção e das atuações, mas concordo com a galera: é muita coisa pra digerir num filme só. Dava uma série ótima, com espaço pra tudo que ficou de fora.
Lenin em Outubro
3.6 6Um clássico incontornável sobre a Revolução de Outubro e, principalmente, sobre a participação de um dos maiores teóricos do século xx, que cunhou o lema que traria o povo às trincheiras do socialismo, ao vociferar, por todo o Império Russo, os dizeres "Paz, Pão e Terra". Viva Lenin! TODO PODER AOS SOVIETES!
A Balada do Soldado
4.3 53Não tem como não dar 5 estrelas. O filme é visualmente lindo, com personagens cativantes e uma história muito comovente. Alyosha se tornou um dos meus personagens preferidos do cinema. Viva o cinema soviético!
A 2000 Metros de Andriivka
3.5 7É um documentário melhor do que 20 Days in Mariupol, mas ainda assim insuficiente para dar a dimensão do que essa guerra realmente representa. A direção é boa, a ponto de me fazer questionar, em vários momentos, se o diretor realmente estava no front junto aos soldados para capturar as imagens intensas dos conflitos, muitas delas registradas por câmeras acopladas aos capacetes, propositalmente para dar ao telespectador a sensação de estar na linha de frente, lutando pela própria vida — especialmente nos momentos em que as palpitações acompanham explosões de bombas e tiros sentidos pelo exército ucraniano.
Uma guerra que, a meu ver, é idiota desde o início. A Ucrânia, em sua sanha de se juntar à União Europeia e à OTAN, atraiu para si um desastre colossal. Poderia ter seguido o exemplo da Finlândia, que se manteve neutra até pouco tempo e atraiu investimentos tanto do Ocidente quanto da Rússia. Valeu-se da ajuda norte-americana e europeia, sendo que a primeira já largou de mão, enquanto a União Europeia mergulha em uma crise profunda para sustentar um conflito que pode levar o mundo inteiro a uma guerra mundial em um futuro próximo.
Perdemos todos, infelizmente.
Meu único desejo é que o povo ucraniano, o povo russo, os palestinos, sudaneses, congoleses e todo o povo oprimido do mundo possam se libertar de seus carrascos. No entanto, enquanto o capital for o mandatário, estaremos fadados a repetir esse ciclo de guerras por um bom tempo.
Pillion
3.2 91O filme trata das dinâmicas de relacionamento e dos processos de autoconhecimento nas relações homossexuais de forma criativa e bem ilustrativa. A relação fetichista de dominação e submissão radicaliza dinâmicas afetivas comuns, que podem ocorrer em relacionamentos dentro das normas sociais de comportamento, como a anulação do “eu” de um dos parceiros, a subserviência às vontades do outro e a aceitação de migalhas de afeto, entre outras.
Por meio dessa relação incomum, o filme aborda essas problemáticas de forma mais explícita e acentuada, causando incômodo ao longo de toda a narrativa.
Ao final, fica a lição de que, em qualquer forma de relacionamento, existem limites e a necessidade de autoconhecimento: compreender o que agrada ou não a si e ao outro. De quebra, o filme também amplia nosso olhar para formas diversas de se relacionar e mostra que, mesmo nelas, podem e devem existir amor, respeito e reciprocidade.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraSaí do cinema muito mais bairrista.
O Último Azul
3.7 225 Assista AgoraPoxa, mais um que não me pegou. Parabéns aí pelos prêmios.