O documentário nos introduz ao universo de Madonna, a futura rainha do pop, cuja ousadia e ambição são evidentes desde suas primeiras performances em pequenas boates nova-iorquinas. Com depoimentos de colaboradores, como seu irmão e dançarino Christopher Ciccone, acompanhamos sua busca por um lugar ao sol na indústria. A narrativa ainda ressalta seu inegável impacto cultural e sua postura de aliada das comunidades LGBTQIAPN+ e negra em um contexto social conservador. Embora cumpra bem sua função introdutória, suas 1h30 passam voando e deixam a sensação de que a história está apenas começando — um incentivo perfeito para mergulharmos na internet e descobrirmos suas inúmeras façanhas. Aproveitem!
Durante uma hora e meia, vivi a confusão de Anthony. Cada mudança de cenário, personagem e diálogo me desorientava, até que, no final, compreendi: eu e Anthony éramos um só, percorrendo juntos os dissabores e as mazelas do envelhecimento.
O foda de você não ter o inglês como língua materna é não poder entender com precisão todas as tiradas cômicas oferecidas pelo filme. Mesmo legendado, a experiência é comprometida, mas é inegável que o filme entrega ótimas críticas, mas eu não o assistiria de novo.
A grandiosidade dessa dupla francesa jamais será superada. Se eu pudesse voltar no tempo e escolher um show para assistir ao vivo, com certeza seria o show deles no Coachella 2006.
As cenas iniciais são aula de cinema: som imersivo, handheld camera no caos, mutilações falsamente realistas. Spielberg domina a gramática emocional de uma forma singular. O filme ainda é 8/10 – como arte, não como história.
- Ataque, ataque e ataque; - Nunca admita nada. Sempre negue tudo; - Declare sempre a vitória, mesmo que ela não exista ou estiver derrotado.
nós conseguimos entender muito do posicionamento do Trump atualmente. A forma como ele usa seu discurso para parecer que sempre está vencendo, quando, na verdade, o império norte-americano está em frangalhos, mas ainda muito influente.
O filme acerta muito, embora não saibamos o quanto de tudo o que foi mostrado é verdade. Cenas como a que mostram a hipocrisia dos conservadores estadunidenses em suas festas regadas a sexo e drogas, enquanto defendem uma América pura e livre dos degenerados. Trump está aí para escancarar o óbvio, para mostrar que a maior 'democracia' do mundo é tão corrupta quanto os países de Terceiro Mundo que ela adora atacar. Corrupção rolando solta, isenção fiscal para ricos, enquanto os pobres amargam ter seus direitos cortados.
Desde Hereditário, não assistia a um filme sobre rituais demoníacos que me prendesse tanto quanto este. Logo no início, criamos empatia pelos irmãos Piper e Andy — e, a partir daí, torcemos para que nada de mal lhes aconteça. Sally Hawkins está fenomenal: mal havia entrado em cena e eu já desprezava sua personagem; conforme a trama avança, a raiva só aumenta. Confesso que gostaria que o filme explorasse mais os rituais mostrados no começo, mas entendi que não era esse o foco. Mesmo assim, vale muito a pena assistir!
- O homem não empreende; o homem não estuda; o homem não confecciona; o homem não administra; o homem não executa; O HOMEM NÃO AMA!
- Desalimentado.
- O homem com fome não ama; mas esse homem com a barriga vazia não quer saber de mulher. Ele não ama! Ele pode estar numa região com a mulher mais bonita do planeta terra, mas quando ele sentir a necessidade de alimentação este homem diz pra mulher: minha filha, você fique por aí que eu vou me virando atrás de comer. Ou seja, ele a deixa de qualquer maneira. Quer dizer... o que é útil e o que é necessário a uma pessoa humana como um animal é a alimentação.
O documentário é fundamental para discutir colonização, antropologia e cultura. Dois momentos me marcaram profundamente:
1. A escravidão linguística - "Nós, beninenses, não percebemos que os colonizadores nos tornaram escravos de nós mesmos. Nem sequer dominamos nossos próprios idiomas — eu não consigo expressar tudo o que quero no meu idioma ancestral, porque fomos alienados dele. O fon, o nagô e outras línguas deveriam ser a base do nosso sistema educacional, mas aprendemos nossa própria cultura em francês. Falo francês, mas não sou francesa: sou de Abomei."
2. A hipocrisia pós-colonial - "Vivemos em um país de hipocrisia: as jovens dizem temer os símbolos sagrados do Vodum, mas 95% da população o praticava antes da imposição do cristianismo. Por que esse medo? O que nos roubaram foi mais que obras de arte — foi a alma de um povo, sua capacidade de se orgulhar de sua essência. Precisamos ressuscitar o que foi morto."
Um filme delicado, como o próprio título sugere. Amei os personagens e a história! Não é cansativo — muito pelo contrário: poderia até ser mais longo. Fui dormir com o coração quentinho depois de tê-lo assistido esta madrugada.
Filme antissoviético feito puramente como propaganda pró-ocidental. O soldado polonês Sławomir Rawicz, em quem o filme se baseia, foi preso pela morte de um oficial soviético da NKVD, como mostram documentações liberadas após a dissolução da URSS em 1991.
A história se revelou fantasiosa e, logo após a liberação dos arquivos,
constatou-se que o soldado não fugiu, como mostra o filme, mas foi anistiado em 1942, como parte do acordo de anistia geral com os poloneses naquele ano. Após ser anistiado, Rawicz foi transportado pelo Mar Cáspio para um campo de refugiados no Irã.
Toda uma narrativa construída para desmoralizar um país que colocava o povo à frente dos lucros e oferecia um padrão de vida impensável no Ocidente.
Essencial para entender como o golpe militar afetou os camponeses nordestinos e a atuação da Liga Camponesa em seu ao trabalho de pressão popular em direção à reforma agrária.
Somos um país tão miserável que negamos ao povo o direito a um pedaço de chão para sua subsistência.
Em determinado momento, ouvimos o relato de um dos participantes da Liga, que ficou 24 horas preso em um tanque de fezes humanas, perdeu a visão de um olho e ficou surdo de um ouvido em decorrência da tortura sofrida.
Ao final do relato, a provocação: 'Deveriam ter me matado em vez de fazer essa miséria comigo.
Negamos ao camponês e ao filho do pobre o direito de ter as mesmas condições de vida do filho do doutor. Mas, mesmo com todo esse sofrimento, ao final do filme, somos convocados a lutar novamente por uma das pessoas que mais sofreram em tudo isso: Dona Elizabeth. Ela perdeu o marido, ficou separada dos filhos e, vivendo na clandestinidade, dita aquelas que devem ser as palavras de ordem de todos os trabalhadores:
— A luta não para. A mesma necessidade de 64 está estampada na fisionomia do operário, do homem do campo e do estudante. A luta é que não pode parar. Enquanto houver fome e salários de miséria, o povo tem que lutar. Quem não luta por melhores condições de vida? Não dá. Quem tem condições, quem já tem sua boa vida, que fique aí, né... Eu tenho que lutar até o fim. É preciso mudar o regime imposto, porque, enquanto esse regime existir, essa 'democraciazinha' aí... Democracia sem liberdade? Democracia com salários de miséria e fome? Democracia onde o filho do operário e do camponês não tem direito de estudar? Como agora, que tirei o menino para fazer a matrícula e é paga, não sei quanto, né? Não pode. Ninguém pode.
Em determinado momento do filme, o irmão de um dos partisans é morto pelos nazistas, que introduzem óleo quente em seu reto. Isso me desestabilizou de forma brutal.
Saber que ainda hoje existem pessoas que compactuam com esses desgraçados só aumenta meu ódio.
Assisti ontem de madrugada e tive uma ótima experiência. Sinceramente, não entendi todo o hate que o filme está recebendo (se alguém souber e quiser explicar de forma educada, tô aberto). A Zoe tá incrível, as músicas não são lá grandes coisas, mas funcionam dentro da proposta. Não é um filme pra ser levado tão a sério, e talvez por isso eu tenha gostado.
Becoming Madonna
3.5 4O documentário nos introduz ao universo de Madonna, a futura rainha do pop, cuja ousadia e ambição são evidentes desde suas primeiras performances em pequenas boates nova-iorquinas. Com depoimentos de colaboradores, como seu irmão e dançarino Christopher Ciccone, acompanhamos sua busca por um lugar ao sol na indústria. A narrativa ainda ressalta seu inegável impacto cultural e sua postura de aliada das comunidades LGBTQIAPN+ e negra em um contexto social conservador. Embora cumpra bem sua função introdutória, suas 1h30 passam voando e deixam a sensação de que a história está apenas começando — um incentivo perfeito para mergulharmos na internet e descobrirmos suas inúmeras façanhas. Aproveitem!
Meu Pai
4.4 1,2K Assista AgoraDurante uma hora e meia, vivi a confusão de Anthony. Cada mudança de cenário, personagem e diálogo me desorientava, até que, no final, compreendi: eu e Anthony éramos um só, percorrendo juntos os dissabores e as mazelas do envelhecimento.
A Vida de Brian
4.2 567 Assista AgoraO foda de você não ter o inglês como língua materna é não poder entender com precisão todas as tiradas cômicas oferecidas pelo filme. Mesmo legendado, a experiência é comprometida, mas é inegável que o filme entrega ótimas críticas, mas eu não o assistiria de novo.
Daft Punk Unchained
4.1 20A grandiosidade dessa dupla francesa jamais será superada. Se eu pudesse voltar no tempo e escolher um show para assistir ao vivo, com certeza seria o show deles no Coachella 2006.
Buena Vista Social Club
4.3 135 Assista AgoraViva o povo cubano e sua arte!
El realismo socialista
3.8 4 Assista AgoraEnfadonho, mas interessante para entender o contexto histórico e as burocracias da época.
O Resgate do Soldado Ryan
4.2 1,7K Assista AgoraAs cenas iniciais são aula de cinema: som imersivo, handheld camera no caos, mutilações falsamente realistas. Spielberg domina a gramática emocional de uma forma singular. O filme ainda é 8/10 – como arte, não como história.
Gladiador
4.2 1,7K Assista AgoraGrandioso!
Rivais
3.6 575 Assista AgoraAssisti ao filme inteiro de pau duro, uma delícia.
Os Panteras Negras
4.3 43 Assista AgoraQue curta-metragem poderoso!
O Aprendiz
3.5 202 Assista AgoraCom base nesses três princípios defendidos por Roy Cohn:
- Ataque, ataque e ataque;
- Nunca admita nada. Sempre negue tudo;
- Declare sempre a vitória, mesmo que ela não exista ou estiver derrotado.
nós conseguimos entender muito do posicionamento do Trump atualmente. A forma como ele usa seu discurso para parecer que sempre está vencendo, quando, na verdade, o império norte-americano está em frangalhos, mas ainda muito influente.
O filme acerta muito, embora não saibamos o quanto de tudo o que foi mostrado é verdade. Cenas como a que mostram a hipocrisia dos conservadores estadunidenses em suas festas regadas a sexo e drogas, enquanto defendem uma América pura e livre dos degenerados. Trump está aí para escancarar o óbvio, para mostrar que a maior 'democracia' do mundo é tão corrupta quanto os países de Terceiro Mundo que ela adora atacar. Corrupção rolando solta, isenção fiscal para ricos, enquanto os pobres amargam ter seus direitos cortados.
Um filme nota 8/10.
Que Horas Ela Volta?
4.3 3,0K Assista AgoraCinema brasileiro dando um show!
Fale Comigo
3.5 1,0K Assista AgoraMelhor viciar em droga do que se viciar em invocar espíritos malignos.
Faça Ela Voltar
3.8 753 Assista AgoraDesde Hereditário, não assistia a um filme sobre rituais demoníacos que me prendesse tanto quanto este. Logo no início, criamos empatia pelos irmãos Piper e Andy — e, a partir daí, torcemos para que nada de mal lhes aconteça. Sally Hawkins está fenomenal: mal havia entrado em cena e eu já desprezava sua personagem; conforme a trama avança, a raiva só aumenta. Confesso que gostaria que o filme explorasse mais os rituais mostrados no começo, mas entendi que não era esse o foco. Mesmo assim, vale muito a pena assistir!
Becoming Led Zeppelin
3.7 17 Assista AgoraEu gostei, mas deixou um gostinho de quero mais!
Maioria Absoluta
4.4 34 Assista Agora- O homem não empreende; o homem não estuda; o homem não confecciona; o homem não administra; o homem não executa; O HOMEM NÃO AMA!
- Desalimentado.
- O homem com fome não ama; mas esse homem com a barriga vazia não quer saber de mulher. Ele não ama! Ele pode estar numa região com a mulher mais bonita do planeta terra, mas quando ele sentir a necessidade de alimentação este homem diz pra mulher: minha filha, você fique por aí que eu vou me virando atrás de comer. Ou seja, ele a deixa de qualquer maneira. Quer dizer... o que é útil e o que é necessário a uma pessoa humana como um animal é a alimentação.
Dahomey
3.8 23O documentário é fundamental para discutir colonização, antropologia e cultura. Dois momentos me marcaram profundamente:
1. A escravidão linguística
- "Nós, beninenses, não percebemos que os colonizadores nos tornaram escravos de nós mesmos. Nem sequer dominamos nossos próprios idiomas — eu não consigo expressar tudo o que quero no meu idioma ancestral, porque fomos alienados dele. O fon, o nagô e outras línguas deveriam ser a base do nosso sistema educacional, mas aprendemos nossa própria cultura em francês. Falo francês, mas não sou francesa: sou de Abomei."
2. A hipocrisia pós-colonial
- "Vivemos em um país de hipocrisia: as jovens dizem temer os símbolos sagrados do Vodum, mas 95% da população o praticava antes da imposição do cristianismo. Por que esse medo? O que nos roubaram foi mais que obras de arte — foi a alma de um povo, sua capacidade de se orgulhar de sua essência. Precisamos ressuscitar o que foi morto."
Delicada Atração
4.0 384Um filme delicado, como o próprio título sugere. Amei os personagens e a história! Não é cansativo — muito pelo contrário: poderia até ser mais longo. Fui dormir com o coração quentinho depois de tê-lo assistido esta madrugada.
Caminho da Liberdade
3.9 405 Assista AgoraFilme antissoviético feito puramente como propaganda pró-ocidental. O soldado polonês Sławomir Rawicz, em quem o filme se baseia, foi preso pela morte de um oficial soviético da NKVD, como mostram documentações liberadas após a dissolução da URSS em 1991.
A história se revelou fantasiosa e, logo após a liberação dos arquivos,
constatou-se que o soldado não fugiu, como mostra o filme, mas foi anistiado em 1942, como parte do acordo de anistia geral com os poloneses naquele ano. Após ser anistiado, Rawicz foi transportado pelo Mar Cáspio para um campo de refugiados no Irã.
Toda uma narrativa construída para desmoralizar um país que colocava o povo à frente dos lucros e oferecia um padrão de vida impensável no Ocidente.
Cabra Marcado Para Morrer
4.5 281 Assista AgoraEssencial para entender como o golpe militar afetou os camponeses nordestinos e a atuação da Liga Camponesa em seu ao trabalho de pressão popular em direção à reforma agrária.
Somos um país tão miserável que negamos ao povo o direito a um pedaço de chão para sua subsistência.
Em determinado momento, ouvimos o relato de um dos participantes da Liga, que ficou 24 horas preso em um tanque de fezes humanas, perdeu a visão de um olho e ficou surdo de um ouvido em decorrência da tortura sofrida.
Ao final do relato, a provocação: 'Deveriam ter me matado em vez de fazer essa miséria comigo.
Negamos ao camponês e ao filho do pobre o direito de ter as mesmas condições de vida do filho do doutor. Mas, mesmo com todo esse sofrimento, ao final do filme, somos convocados a lutar novamente por uma das pessoas que mais sofreram em tudo isso: Dona Elizabeth. Ela perdeu o marido, ficou separada dos filhos e, vivendo na clandestinidade, dita aquelas que devem ser as palavras de ordem de todos os trabalhadores:
— A luta não para. A mesma necessidade de 64 está estampada na fisionomia do operário, do homem do campo e do estudante.
A luta é que não pode parar. Enquanto houver fome e salários de miséria, o povo tem que lutar. Quem não luta por melhores condições de vida? Não dá. Quem tem condições, quem já tem sua boa vida, que fique aí, né...
Eu tenho que lutar até o fim. É preciso mudar o regime imposto, porque, enquanto esse regime existir, essa 'democraciazinha' aí...
Democracia sem liberdade? Democracia com salários de miséria e fome? Democracia onde o filho do operário e do camponês não tem direito de estudar? Como agora, que tirei o menino para fazer a matrícula e é paga, não sei quanto, né?
Não pode. Ninguém pode.
Número 24
3.6 42 Assista AgoraUma introdução interessante ao papel dos partisans noruegueses nos movimentos de resistência à invasão nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Em determinado momento do filme, o irmão de um dos partisans é morto pelos nazistas, que introduzem óleo quente em seu reto. Isso me desestabilizou de forma brutal.
Saber que ainda hoje existem pessoas que compactuam com esses desgraçados só aumenta meu ódio.
Vale a pena assistir.
Flow
4.2 576Fui arrebatado pelo filme desde os minutos iniciais. Um filme lindo e sensível, que conversa com o espectador sem dizer uma única palavra.
Fiquei muito triste pela baleia.
Mas, no final, há uma cena pós-créditos que a mostra viva, nadando no mar.
Emilia Pérez
2.4 483 Assista AgoraAssisti ontem de madrugada e tive uma ótima experiência. Sinceramente, não entendi todo o hate que o filme está recebendo (se alguém souber e quiser explicar de forma educada, tô aberto). A Zoe tá incrível, as músicas não são lá grandes coisas, mas funcionam dentro da proposta. Não é um filme pra ser levado tão a sério, e talvez por isso eu tenha gostado.
Anora
3.4 1,1K Assista AgoraPra ser bem sincero, eu não lembro a última vez que eu me diverti tanto assistindo a um filme.