Essa série é sobre previsões. É sobre como, com o andar da carruagem, vamos acabar nos tornando uma grande República de Gilead e isso me assusta pra caralho. Não sei vocês, mas não quero andar under his eyes por aí.
Talvez eu não seja evoluído o suficiente para poder compreender esse filme. Chega um momento que você simplesmente fica anestesiado e segue assistindo só pra ver onde tudo vai terminar, mas sem emoção alguma.
Assisti duas vezes pra poder me conectar totalmente ao que o filme se propõe a dialogar. Mesmo assim, ainda estou imerso nos questionamentos filosóficos que o mesmo aborda acerca do tempo, do futuro não-linear e da tomada de decisões e suas implicações no nosso futuro individual e coletivo. Visualmente, me encantou a fotografia acinzentada, dando um ar misterioso, contrastando com o que havia dentro das conchas e o que queriam. Todavia, ainda terei que assisti-lo mais algumas vezes, pois sinto que deixei algo passar. Por enquanto, eu o recomendo para quem estiver disposto a uma ficção científica fora do convencional, onde os visitantes vieram para nos presentear e não nos destruir, como na grande maioria dos filmes do gênero.
A princípio gostaria de mencionar, que mesmo se o filme, em sua totalidade fosse ruim, a primeira cena, com Another Day Of Sun sendo encenada em um trânsito congestionado, já seria suficiente para uma nota 3,5. Ao fim de tal cena, o filme caminha para o que pareceu ser uma longa e tediosa jornada para fixar o espectador na cadeira e não fazê-lo desistir de assistir, mas logo em seguida vem mais uma música e tudo o que você não vai querer é se levantar e deixar de ver como vai ser o desenrolar.
Ao sermos apresentados à Mia, cria-se uma certa antipatia com sua personagem. Antipatia essa, que só seria desfeita após seus passos muito bem ensaiados, diga-se de passagem, em A Lovely Night. Emma Stone pode não ter sido merecedora do Oscar de Melhor Atriz, como muitos esbravejaram, na noite em que recebeu o prêmio, mas seu desempenho aqui foi digno da indicação e, sem dúvidas alguma, ela estava pronta para pelo menos competir de igual com as demais concorrentes. Já o senhor Ryan Gosling... bem, me incomodou apenas em uma cena específica sua falta de expressão, mas não entrarei nesse âmbito, pois não estou aqui para avaliá-lo e sim para avaliar o filme no âmbito geral e que, para mim, cumpriu bem sua função de entreter.
Ao subir dos créditos, pude respirar aliviado por não ter perdido 2 horas do meu domingo e essa sensação não tem preço.
The Pixar Story vem como uma chama de criatividade e inspiração para sonhadores que almejam, um dia, chegar tão longe como esses três revolucionários Ed Catmull, Steve Jobs e John Lasseter, sendo esse último responsável pela criação dos filmes mais marcantes do estúdio.
Aqui são mostrados o início de tudo, as dificuldades e ascensão do que se tornaria um dos maiores estúdios de animação do mundo. Interessante, divertido e muito inspirador, até para os não familiarizados com o estúdio. Divirtam-se!
29 de Abril de 2017 às 23:51. Essa foi a noite em que eu morri. Sim, morri em silêncio, enquanto os créditos subiam e a trilha sonora impactavam o que sobrou do meu estado emocional.
Túmulo dos Vaga-lumes nos mostra a versão pouco conhecida da II Grande Guerra. Mostra a escassez de comida, a separação de famílias e o desespero das pessoas para sobreviverem a um Japão que estava sendo devastado pelas tropas norte-americanas.
De início, já somos impactados com uma cena muito forte -
Seita e Setsuko indo na praia, o lago onde eles costumavam brincar, os dois na floresta dos vaga-lumes, a compilação de imagens de Setsuko logo após sua morte.
Todavia, não é um filme fácil de ser assistido e muito menos recomendado para crianças. Muitas cenas, apesar da leveza com que são mostradas, transpassam uma violência sutil, que se fixam na memória por dias. Um exemplo disso é a cena em que
o Seita vai visitar sua mãe machucada pelo bombardeio e algumas cenas mais tarde temos sua imagem morta com vários vermes roendo seu corpo, destruído pelas queimaduras.
O grande lance aqui se trata da perda: a perda da família, da paz, da inocência, da infância... Eles perderam tudo e no final de tudo ainda perdem a esperança. É por isso que se trata de um filme com uma áurea tão triste. Vamos acompanhar duas crianças perdendo tudo ao longo dos mais de 90 minutos de filme.
Em tempos de guerra as pessoas tendem a incorporar seus piores lados. Vemos a tia do Seita se transformar numa mulher amarga, o fazendeiro - que outrora o ajudara trocando pequenos objetos por comida - se transformar num homem egoísta e violento.
Para finalizar, temos uma trilha sonora belíssima, que traz suavidade ao horror, que grita por esperança em meio ao caótico mundo em guerra. E que tiremos uma lição daqui: que os milhares de Setsukos e Seitas tenham nos ensinado a não desistir, a buscar esperança - mesmo quando bombas caírem ao nosso redor e perdermos aqueles que mais amamos - e até aqueles que não conhecemos, mas que sabemos de sua dor e que estão passando por algo parecido. E não precisamos ir muito longe para encontrar exemplos de Seitas e Setsukos. basta olhar para a Síria, África, Sri Lanka, Índia e outros países que estão passando por guerras horríveis e muitas vezes nem sequer nos damos conta de que essa história que acabamos de ver está sendo repetida num loop infinito ao redor do mundo.
Gostaria de compartilhar com os colegas do site o sentimento de euforia pós-filme pois eu, que há muito vivia em estado de letargia, recebi uma dose de êxtase ao film dessa belíssima e mindfuck película.
Quão merdas nós somos? Tentando mascarar nossa realidade achando que podemos enganar alguém. Escondendo ferozmente nossas inseguranças, mas amamos ver a do nosso vizinho e sempre que necessário apontá-la afinal, por que não?
O ser comum é assustador, mas deixe-me contar um segredo: todos nós somos e essa é uma verdade incontestável. No fim do dia, depois do trabalho ou escola, quando você deita para dormir, você é o mais comum dos seres humanos, mas há beleza nisso e foi essa beleza que o filme quis passar.
Ao mostrar personagens comuns e fazer com que o telespectador incorpore o que está sendo visualizado e gerar o sentimento de euforia ao qual eu mencionei no início do texto.
O problema está justamente em quando percebemos que o ser comum nos torna ÓTIMOS, como o Lester diz em uma das cenas finais. Quando percebemos que tal condição nos torna ótimos, começamos a virar ameaças e é aí que eu, você, todos nós queremos chegar, não é mesmo?
São tantas reflexões que, mesmo tendo começado a segunda temporada, eu ainda estou digerindo a primeira. Um série bastante necessária e intrigante, explorando temas complexos que te deixam refletindo por dias - pelo menos no meu caso. Se eu já vivia em um estado constante de crises existenciais, depois dessa série, então, nem se fala...
Preciso conhecer mais sobre este movimento sócio-cultural tão controverso, o Movimento Beat. Daniel e Dane estavam maravilhosos e uma pena que aquela cena de sexo não tenha sido entre os dois.
Foi uma surpresa conhecer o trabalho do Tom Ford como diretor, e convenhamos, foi belíssimo os recursos utilizados para dar um toque deveras sombrio e alegre ao enredo. Uma ótima película com um desfecho irônico, poético e uma trilha sonora magnífica.
A saudade pode ser tão destrutiva como qualquer droga: te deixa em um estado de euforia, para em seguida vir o massacre emocional. Que bela descoberta!
Depois de anos na geladeira, resolvi assistir Little Miss Sunshine e o resultado foi além do que eu esperava. Acompanhar uma família, em busca de auto conhecimento e na tentativa de realizar o sonho de uma garotinha, a ser coroada como a pequena Miss Sunshine, tudo isso é de tirar o fôlego. Em uma sociedade onde crianças hiper sexualizadas são vistas com bons olhos, enquanto uma criança que age como qualquer outra, conseguiu choca o juri do concurso, pela coreografia usada, mesmo que em um tom cômico. Parafraseando o Dwayne, "A vida não passa de um concurso de beleza depois do outro. A escola, depois faculdade, depois trabalho, que se dane."
Little Miss Sunshine é um filme para ser visto em família, pois gera reflexões onde todos precisam participar.
Acredito que o documentário deveria ser melhor explorado em alguns pontos, como por exemplo a vinda dela ao Brasil, a morte, os relacionamentos, mas no geral a proposta foi ótima ao colocar Janis como o simbolo da contracultura que ela foi e me deixou ainda mais admirado por sua arte singular.
Isso fica bastante evidente na cena em que o Ennis está na cozinha com a Alma e ela acaba falando que viu ele e o Jack se beijando, fazendo com que o Ennis se altere e quase bata nela
Outra cena que me chamou bastante atenção - a qual eu não tinha prestado muita atenção na primeira vez que eu assisti - foi a do
homem que teve o pênis decepado pelo pai do Ennis por ser supostamente gay, até porque segundo o Ennis, ninguém sabia de nada, só desconfiavam dele porque morava com outro cara.
. Esse é outro fator que contribuiu pra gerar toda essa negação em volta do que ele sentia pelo Jack.
Achei um romance bem desenvolvido. Ledge e Gyllenhaal foram incríveis nos seus papéis, mas acho que deveriam ter explorado mais os papéis femininos. Fiquei com um dó imenso da Alma por ter sido escanteada. Isso me faz refletir muito sobre o papel da mulher na sociedade.
ela pede pra ele se prevenir - em relação ao sexo porque ela não quer mais ter filhos - e ele fala que caso ela não queira mais filhos dele ele a deixará.
Uma das últimas cenas em que a Lureen está conversando com o Ennis no telefone, eu não entendi muito bem. Ela sabia deles? Aquela história da morte do Jack, foi ela que inventou ou o quê? Pra mim ficou claro que ele foi assassinado, mas e pra ela? E os pais do Jack? Eles sabiam que ele era gay? Foi o que deu a entender naquele cena final.
Enfim, terei que assistir mais uma vez, mas desde já mostrando minha satisfação com o filme. Levarei comigo para o vale dos homossexuais, pois esse é obrigatório pra toda bicha assistir.
Uma série consistente, com atores muito bem empenhados em seus papéis e uma produção focada em criar uma grande obra de arte. Hannibal foi uma das melhores coisas que a TV norte americana produziu em anos. Uma pena a série não ter caído no gosto das massas, pois ainda poderíamos extrair daqui muitas histórias fascinantes. A primeira temporada cumpriu seu papel em prender o público em cada novo episódio lançado. Acompanhamos de perto o desfecho do Estripador de Chesapeake, Abigail Hobbs, Will Graham, Hannibal Lecter, Jack Crawford - os que mais se destacaram, na minha opinião. Vale salientar que a Dra. Alana Bloom e a psicóloga do Hannibal também tiveram bastante destaque nessa primeira temporada. Se formos analisar cada capítulo da série, não teríamos espaço suficiente para falar do quanto poderíamos extrair dos diálogos entre Hannibal e Will. Não poderia deixar de comentar sobre a grande batalha de titãs que foi a luta do Hannibal com o Tobias. Duas mentes insanas lutando pela supremacia - eu diria até que foi um dos pontos altos da primeira temporada. No mais, foi um prazer conhecer o método do Hannibal nessa primeira temporada e vamos ver se o método usado na segunda será tão bom quanto o anterior.
Tem alguns filmes que levam um tempo pra você absorver todo o conteúdo, e esse é um deles. Talvez eu assista novamente um dia pra tentar entender algumas coisas que ficaram na ar, não sei.
O Conto da Aia (1ª Temporada)
4.7 1,5K Assista AgoraEssa série é sobre previsões. É sobre como, com o andar da carruagem, vamos acabar nos tornando uma grande República de Gilead e isso me assusta pra caralho. Não sei vocês, mas não quero andar under his eyes por aí.
Elephant
3.6 22Talvez eu não seja evoluído o suficiente para poder compreender esse filme. Chega um momento que você simplesmente fica anestesiado e segue assistindo só pra ver onde tudo vai terminar, mas sem emoção alguma.
Moonlight: Sob a Luz do Luar
4.1 2,4K Assista AgoraA imagem do olhar assustado do Little vai ficar na minha memória por algumas semanas.
A Chegada
4.2 3,5K Assista AgoraAssisti duas vezes pra poder me conectar totalmente ao que o filme se propõe a dialogar. Mesmo assim, ainda estou imerso nos questionamentos filosóficos que o mesmo aborda acerca do tempo, do futuro não-linear e da tomada de decisões e suas implicações no nosso futuro individual e coletivo. Visualmente, me encantou a fotografia acinzentada, dando um ar misterioso, contrastando com o que havia dentro das conchas e o que queriam. Todavia, ainda terei que assisti-lo mais algumas vezes, pois sinto que deixei algo passar. Por enquanto, eu o recomendo para quem estiver disposto a uma ficção científica fora do convencional, onde os visitantes vieram para nos presentear e não nos destruir, como na grande maioria dos filmes do gênero.
La La Land: Cantando Estações
4.1 3,6K Assista AgoraA princípio gostaria de mencionar, que mesmo se o filme, em sua totalidade fosse ruim, a primeira cena, com Another Day Of Sun sendo encenada em um trânsito congestionado, já seria suficiente para uma nota 3,5. Ao fim de tal cena, o filme caminha para o que pareceu ser uma longa e tediosa jornada para fixar o espectador na cadeira e não fazê-lo desistir de assistir, mas logo em seguida vem mais uma música e tudo o que você não vai querer é se levantar e deixar de ver como vai ser o desenrolar.
Ao sermos apresentados à Mia, cria-se uma certa antipatia com sua personagem. Antipatia essa, que só seria desfeita após seus passos muito bem ensaiados, diga-se de passagem, em A Lovely Night.
Emma Stone pode não ter sido merecedora do Oscar de Melhor Atriz, como muitos esbravejaram, na noite em que recebeu o prêmio, mas seu desempenho aqui foi digno da indicação e, sem dúvidas alguma, ela estava pronta para pelo menos competir de igual com as demais concorrentes. Já o senhor Ryan Gosling... bem, me incomodou apenas em uma cena específica sua falta de expressão, mas não entrarei nesse âmbito, pois não estou aqui para avaliá-lo e sim para avaliar o filme no âmbito geral e que, para mim, cumpriu bem sua função de entreter.
Ao subir dos créditos, pude respirar aliviado por não ter perdido 2 horas do meu domingo e essa sensação não tem preço.
A História da Pixar
4.2 58 Assista AgoraThe Pixar Story vem como uma chama de criatividade e inspiração para sonhadores que almejam, um dia, chegar tão longe como esses três revolucionários Ed Catmull, Steve Jobs e John Lasseter, sendo esse último responsável pela criação dos filmes mais marcantes do estúdio.
Aqui são mostrados o início de tudo, as dificuldades e ascensão do que se tornaria um dos maiores estúdios de animação do mundo.
Interessante, divertido e muito inspirador, até para os não familiarizados com o estúdio.
Divirtam-se!
Vermelho Russo
3.5 42Em cartaz no Cinema São Luiz, aqui em Recife.
Alguém pretende assistir?
Túmulo dos Vagalumes
4.6 2,3K Assista Agora29 de Abril de 2017 às 23:51. Essa foi a noite em que eu morri. Sim, morri em silêncio, enquanto os créditos subiam e a trilha sonora impactavam o que sobrou do meu estado emocional.
Túmulo dos Vaga-lumes nos mostra a versão pouco conhecida da II Grande Guerra. Mostra a escassez de comida, a separação de famílias e o desespero das pessoas para sobreviverem a um Japão que estava sendo devastado pelas tropas norte-americanas.
De início, já somos impactados com uma cena muito forte -
onde temos um dos personagens principais à beira da morte, no que se assemelha à uma estação de trem.
Com uma fotografia de traços simples e cores vivas, assistir se torna um espetáculo visualmente encantador, ênfase nesses momentos:
Seita e Setsuko indo na praia, o lago onde eles costumavam brincar, os dois na floresta dos vaga-lumes, a compilação de imagens de Setsuko logo após sua morte.
Todavia, não é um filme fácil de ser assistido e muito menos recomendado para crianças. Muitas cenas, apesar da leveza com que são mostradas, transpassam uma violência sutil, que se fixam na memória por dias. Um exemplo disso é a cena em que
o Seita vai visitar sua mãe machucada pelo bombardeio e algumas cenas mais tarde temos sua imagem morta com vários vermes roendo seu corpo, destruído pelas queimaduras.
O grande lance aqui se trata da perda: a perda da família, da paz, da inocência, da infância... Eles perderam tudo e no final de tudo ainda perdem a esperança. É por isso que se trata de um filme com uma áurea tão triste. Vamos acompanhar duas crianças perdendo tudo ao longo dos mais de 90 minutos de filme.
Em tempos de guerra as pessoas tendem a incorporar seus piores lados. Vemos a tia do Seita se transformar numa mulher amarga, o fazendeiro - que outrora o ajudara trocando pequenos objetos por comida - se transformar num homem egoísta e violento.
Para finalizar, temos uma trilha sonora belíssima, que traz suavidade ao horror, que grita por esperança em meio ao caótico mundo em guerra. E que tiremos uma lição daqui: que os milhares de Setsukos e Seitas tenham nos ensinado a não desistir, a buscar esperança - mesmo quando bombas caírem ao nosso redor e perdermos aqueles que mais amamos - e até aqueles que não conhecemos, mas que sabemos de sua dor e que estão passando por algo parecido. E não precisamos ir muito longe para encontrar exemplos de Seitas e Setsukos. basta olhar para a Síria, África, Sri Lanka, Índia e outros países que estão passando por guerras horríveis e muitas vezes nem sequer nos damos conta de que essa história que acabamos de ver está sendo repetida num loop infinito ao redor do mundo.
PAZ, FILHOS DA PUTA!!!!!!!!!
Mr. Robot (3ª Temporada)
4.5 256eu não aguento mais esperar, porra!!
Teus Olhos Meus
4.0 582Minha vontade era só de gritar, gritar bem alto, enquanto os créditos subiam e a voz da Maria Gadú entonavam minha angústia.
Que filmão!
13 Reasons Why (1ª Temporada)
3.8 1,5K Assista AgoraEu tô perturbado pra caralho, desde que finalizei essa série.
A Bela e a Fera
3.9 1,6K Assista AgoraTudo soa tão magnífico, até aparecer a fera.
Nota: 8,5.
Beleza Americana
4.1 3,0K Assista AgoraGostaria de compartilhar com os colegas do site o sentimento de euforia pós-filme pois eu, que há muito vivia em estado de letargia, recebi uma dose de êxtase ao film dessa belíssima e mindfuck película.
Quão merdas nós somos? Tentando mascarar nossa realidade achando que podemos enganar alguém. Escondendo ferozmente nossas inseguranças, mas amamos ver a do nosso vizinho e sempre que necessário apontá-la afinal, por que não?
O ser comum é assustador, mas deixe-me contar um segredo: todos nós somos e essa é uma verdade incontestável. No fim do dia, depois do trabalho ou escola, quando você deita para dormir, você é o mais comum dos seres humanos, mas há beleza nisso e foi essa beleza que o filme quis passar.
Ao mostrar personagens comuns e fazer com que o telespectador incorpore o que está sendo visualizado e gerar o sentimento de euforia ao qual eu mencionei no início do texto.
O problema está justamente em quando percebemos que o ser comum nos torna ÓTIMOS, como o Lester diz em uma das cenas finais. Quando percebemos que tal condição nos torna ótimos, começamos a virar ameaças e é aí que eu, você, todos nós queremos chegar, não é mesmo?
De Repente, Califórnia
4.0 827 Assista AgoraDespretensioso, não busca gerar grandes reflexões acerca do tema, serve mais como um entretenimento de fim e domingo.
Mr. Robot (1ª Temporada)
4.5 1,0KSão tantas reflexões que, mesmo tendo começado a segunda temporada, eu ainda estou digerindo a primeira. Um série bastante necessária e intrigante, explorando temas complexos que te deixam refletindo por dias - pelo menos no meu caso. Se eu já vivia em um estado constante de crises existenciais, depois dessa série, então, nem se fala...
Versos de um Crime
3.6 666 Assista AgoraPreciso conhecer mais sobre este movimento sócio-cultural tão controverso, o Movimento Beat. Daniel e Dane estavam maravilhosos e uma pena que aquela cena de sexo não tenha sido entre os dois.
Direito de Amar
4.0 1,1KFoi uma surpresa conhecer o trabalho do Tom Ford como diretor, e convenhamos, foi belíssimo os recursos utilizados para dar um toque deveras sombrio e alegre ao enredo. Uma ótima película com um desfecho irônico, poético e uma trilha sonora magnífica.
Dessa Vez, Sozinha
2.6 52A saudade pode ser tão destrutiva como qualquer droga: te deixa em um estado de euforia, para em seguida vir o massacre emocional. Que bela descoberta!
Pequena Miss Sunshine
4.1 2,8K Assista AgoraDepois de anos na geladeira, resolvi assistir Little Miss Sunshine e o resultado foi além do que eu esperava. Acompanhar uma família, em busca de auto conhecimento e na tentativa de realizar o sonho de uma garotinha, a ser coroada como a pequena Miss Sunshine, tudo isso é de tirar o fôlego.
Em uma sociedade onde crianças hiper sexualizadas são vistas com bons olhos, enquanto uma criança que age como qualquer outra, conseguiu choca o juri do concurso, pela coreografia usada, mesmo que em um tom cômico. Parafraseando o Dwayne, "A vida não passa de um concurso de beleza depois do outro. A escola, depois faculdade, depois trabalho, que se dane."
Little Miss Sunshine é um filme para ser visto em família, pois gera reflexões onde todos precisam participar.
Janis: Little Girl Blue
4.3 165Acredito que o documentário deveria ser melhor explorado em alguns pontos, como por exemplo a vinda dela ao Brasil, a morte, os relacionamentos, mas no geral a proposta foi ótima ao colocar Janis como o simbolo da contracultura que ela foi e me deixou ainda mais admirado por sua arte singular.
Oh, Janis, como eu me encontro em você!
Bullying - Provocações Sem Limites
3.1 265 Assista AgoraEu sonho com o dia em que, filmes como esse, não sejam mais uma realidade.
O Segredo de Brokeback Mountain
3.9 2,3KO sentimento de negação rodeia todo o contexto do filme.
Isso fica bastante evidente na cena em que o Ennis está na cozinha com a Alma e ela acaba falando que viu ele e o Jack se beijando, fazendo com que o Ennis se altere e quase bata nela
Outra cena que me chamou bastante atenção - a qual eu não tinha prestado muita atenção na primeira vez que eu assisti - foi a do
homem que teve o pênis decepado pelo pai do Ennis por ser supostamente gay, até porque segundo o Ennis, ninguém sabia de nada, só desconfiavam dele porque morava com outro cara.
Achei um romance bem desenvolvido. Ledge e Gyllenhaal foram incríveis nos seus papéis, mas acho que deveriam ter explorado mais os papéis femininos. Fiquei com um dó imenso da Alma por ter sido escanteada. Isso me faz refletir muito sobre o papel da mulher na sociedade.
Na cena em que o Ennis e a Alma estão transando e
ela pede pra ele se prevenir - em relação ao sexo porque ela não quer mais ter filhos - e ele fala que caso ela não queira mais filhos dele ele a deixará.
Uma das últimas cenas em que a Lureen está conversando com o Ennis no telefone, eu não entendi muito bem. Ela sabia deles? Aquela história da morte do Jack, foi ela que inventou ou o quê? Pra mim ficou claro que ele foi assassinado, mas e pra ela? E os pais do Jack? Eles sabiam que ele era gay? Foi o que deu a entender naquele cena final.
Enfim, terei que assistir mais uma vez, mas desde já mostrando minha satisfação com o filme. Levarei comigo para o vale dos homossexuais, pois esse é obrigatório pra toda bicha assistir.
Hannibal (1ª Temporada)
4.4 995 Assista AgoraUma série consistente, com atores muito bem empenhados em seus papéis e uma produção focada em criar uma grande obra de arte.
Hannibal foi uma das melhores coisas que a TV norte americana produziu em anos. Uma pena a série não ter caído no gosto das massas, pois ainda poderíamos extrair daqui muitas histórias fascinantes.
A primeira temporada cumpriu seu papel em prender o público em cada novo episódio lançado.
Acompanhamos de perto o desfecho do Estripador de Chesapeake, Abigail Hobbs, Will Graham, Hannibal Lecter, Jack Crawford - os que mais se destacaram, na minha opinião.
Vale salientar que a Dra. Alana Bloom e a psicóloga do Hannibal também tiveram bastante destaque nessa primeira temporada.
Se formos analisar cada capítulo da série, não teríamos espaço suficiente para falar do quanto poderíamos extrair dos diálogos entre Hannibal e Will.
Não poderia deixar de comentar sobre a grande batalha de titãs que foi a luta do Hannibal com o Tobias. Duas mentes insanas lutando pela supremacia - eu diria até que foi um dos pontos altos da primeira temporada.
No mais, foi um prazer conhecer o método do Hannibal nessa primeira temporada e vamos ver se o método usado na segunda será tão bom quanto o anterior.
Eu Matei Minha Mãe
3.9 1,3KTem alguns filmes que levam um tempo pra você absorver todo o conteúdo, e esse é um deles.
Talvez eu assista novamente um dia pra tentar entender algumas coisas que ficaram na ar, não sei.