É uma adaptação que consegue captar perfeitamente o estado de espírito do livro e do Mersault, onde sempre há aquele estado de lassidão permanente, aquele torpor, aquela realidade fugaz, onde nada importa e nada tem o mais remoto sentido. E claro, o calor escaldante que nubla completamente os sentidos, deixando-o sempre atordoado, quase que numa realidade paralela.
Fascinante. O tipo de filme que eu vou ver de novo, de novo e de novo, sempre achando alguma coisa nova ou vendo uma coisa que não vi das outras vezes. Um verdadeiro pesadelo infinito em forma de imagens.
Espero muito que o meu estimado Louis Theroux tenha ganho um adicional de insalubridade por entrevistar esse monte de maníacos que são o que há de mais podre rodando por aí.
Sempre bom ver a classe trabalhadora colocando um ricaço na mira de uma arma, porque do contrário, somos sempre nós que estamos na mira, e eles não tem o costume de errar, muito pelo contrário.
Para entender sobre os portais que são abertos quando acessamos determinados tipos de materiais em nossos aparelhos celulares e computadores, além de aplicativos igualmente nocivos, vejam este filme.
"Você é minha chave." - o ser humano, sendo abordado pela criatura. "Vamos abrir uma porta que não é aberta há mil anos."
Raras vezes um filme me causou uma impressão tão arrebatadora quanto esse. Claro, eu fui muito disposto a gostar do filme muito pela persona do Oliver Laxe, mas esse filme supera qualquer expectativa. É avassalador.
Louis Theroux segue sendo uma das maiores e mais gigantescas vozes do cinema documental, e aqui não é diferente. A psicopatia israelense é de embrulhar o estômago, que aqui é muito bem representada pela figura da tal Daniela Weiss, que sequer considera os palestinos como um povo, mas sim um aglomerado de qualquer coisa que é necessário extirpar da terra o quanto antes.
A coisa mais bonita do cinema é que ele consegue retratar as nossas tristezas e plasmá-las na tela de uma maneira tão, mas tão melancólica, que é impossível não querer continuar vivendo e vivenciando cada mínima dor que pudermos encontrar no caminho, afinal, um dia ela pode ser representada por aí e a gente tenha uma ou duas horas de identificação com alguém mais por aí, para depois voltarmos nossos olhos paras as angústias do cotidiano que tanto nos devoram.
São quase duas horas de absoluto sofrimento, com pouquíssimos momentos onde uma breve felicidade se assoma, para logo desaparecer por completo e mergulhar as personagens novamente numa espiral de angústia sem fim. O filme é bastante arrastado por conta disso, já que são diversas narrativas, mas todas elas se entrelaçam pelo sofrimento que cada uma passa, tendo como pano de fundo problemas sociais, econômicos, abandonos maternos, lares disfuncionais e violentos, alcoolismo, gravidez em idade precoce, etc, etc. A sessão que fui não contava com vinte pessoas e pude notar que havia uma certa ânsia de que o filme terminasse logo, pois em dado momento ele se torna bastante repetitivo por conta da estrutura em looping.
Tem muito, mas muito potencial desperdiçado. É o legítimo "filme qualquer coisa", apesar da fotografia ser muito bonita. A Jennifer Lawrence é uma tragédia atuando e o Robert Pattinson foi muito pouco aproveitado, já que isso aqui poderia render interpretações sublimes, dada a potência da trama.
O conjunto da obra me pareceu uma enorme pedra de gelo que jamais derrete, e por consequência, jamais sara as profundas feridas familiares ali apresentadas. Penso que é um filme muito particular e, vindo de um país muito particular (e muito gelado). Gustav Borg, no meu parco entendimento, é perverso ao tentar fazer de seu filme a salvação do passado, do presente e do futuro de sua família, e ao pressionar sua filha para que atue nessa tábua de salvação, evidência ainda mais a posição hierárquica que ocupa: a de crápula. De pai ausente a cineasta controlador, faz de tudo para ter o seu canto do cisne e não só salvar o cinema, mas também todo o histórico de sua família, até mesmo aqueles com quem não teve contato. As coisas se resolvem e ao mesmo tempo não se resolvem, há muitas rusgas e poucos esclarecimentos, há sorrisos, mas são pouco convincentes. Tudo gira em torno do pai, figura ao mesmo tempo ausente e tremendamente controladora, quase uma figura onipresente/onisciente, que tudo sabe, que está em todos os lugares ao mesmo tempo, sejam estes lugares físicos ou lugares mentais/emocionais.
É um filme bastante indigesto por ser muito, mas muito sutil. Só me agradou depois que eu saí da sessão e passei a refletir sobre o filme, pois aqui não tem estardalhaços, gritarias e por aí vai. As coisas se resolvem (ou não, aí depende muito do ponto de vista) sempre nessa zona escura, nesse lusco-fusco difuso que é a vida dessas pessoas.
Apesar dos seus inúmeros pesares - e como tem pesares essa série, minha nossa senhora -, eu consegui ir até o final e até que gostei. Poderia ter feito coisa muitíssimo melhor se apenas se detivessem nos fatos? Com certeza, mas não é algo de se jogar fora cem por cento.
É uma lástima ver tantos comentários negativos aqui, pois eu estava esperando uma temporada realmente boa. Dito isso, vou seguir assistindo, mas é uma pena que eles não mantiveram o padrão que foi em "Dahmer", uma temporada realmente excelente.
Junto com o "Natimorto", é certamente a melhor adaptação de um texto do Mutarelli. Além do filme ser absolutamente incrível sobre a a trágica e poética dualidade de nossas obsessões e paixões, o dvd no qual eu assisti tem extras excelentes. A maneira como esse filme foi feito, o empenho de todo mundo, as limitações de orçamento, a paixão por fazer daquela uma grande obra cinematográfica, tudo muito incrível. E o Selton Mello é genial. E o Mutarelli mais ainda.
Não titubeio em afirmar que os giallo são dos meus gêneros cinematográficos favoritos. As tramas inusitadas, as mortes sempre coreografadas, exóticas; roteiros surrealistas e incomuns, o bizarro e todo esse universo são absolutamente fascinantes, mas aqui atingimos um ponto alto no gênero: um filme cuja experimentação vai muito além do que sonhamos ser possível dentro de dito gênero. Um filme que transborda inventividade, com uma trilha sonora desconcertante, intrincada, casando perfeitamente com o enredo aqui apresentado, um quebra cabeças dos mais deliciosos de se assistir.
Dizer que está cansado, tal como o protagonista, mas nunca ser compreendido (pois trata-se de estar cansado de estar vivo, de ser engolido por esse sistema dia após dia e não ver sinal algum de luz ao fim do túnel), é uma das maiores tristezas que existem em nossa sociedade.
Eu adorei cada segundo deste western. Há anos que venho tentando assisti-lo, mas só agora, com uma legenda em boas condições, é que pude finalmente apreciar essa rica obra. A começar pela fotografia, um preto e branco deslumbrante, digno de um filme noir, os personagens complexos, cheios de camadas. Dan Dureya com seu senso de humor psicótico e charme inconfundíveis, um Tony Yong rígido em seu código de conduta e claro, a clássica femme fatale.
Ato Noturno
3.2 12 Assista AgoraPrecisamos de mais filmes assim.
O Estrangeiro
3.4 10É uma adaptação que consegue captar perfeitamente o estado de espírito do livro e do Mersault, onde sempre há aquele estado de lassidão permanente, aquele torpor, aquela realidade fugaz, onde nada importa e nada tem o mais remoto sentido. E claro, o calor escaldante que nubla completamente os sentidos, deixando-o sempre atordoado, quase que numa realidade paralela.
Baskin
2.8 142Fascinante. O tipo de filme que eu vou ver de novo, de novo e de novo, sempre achando alguma coisa nova ou vendo uma coisa que não vi das outras vezes. Um verdadeiro pesadelo infinito em forma de imagens.
Savageland
3.5 10De todos os found footages que tive a oportunidade de ver até hoje, esse certamente figura como um dos mais fascinantes e instigantes.
Louis Theroux: Por Dentro da Machosfera
3.2 23 Assista AgoraEspero muito que o meu estimado Louis Theroux tenha ganho um adicional de insalubridade por entrevistar esse monte de maníacos que são o que há de mais podre rodando por aí.
63 Horas de Pânico
3.3 6Sempre bom ver a classe trabalhadora colocando um ricaço na mira de uma arma, porque do contrário, somos sempre nós que estamos na mira, e eles não tem o costume de errar, muito pelo contrário.
O Jogo da Tentação
2.5 18 Assista AgoraPara entender sobre os portais que são abertos quando acessamos determinados tipos de materiais em nossos aparelhos celulares e computadores, além de aplicativos igualmente nocivos, vejam este filme.
"Você é minha chave." - o ser humano, sendo abordado pela criatura.
"Vamos abrir uma porta que não é aberta há mil anos."
Sirāt
3.4 171 Assista AgoraRaras vezes um filme me causou uma impressão tão arrebatadora quanto esse. Claro, eu fui muito disposto a gostar do filme muito pela persona do Oliver Laxe, mas esse filme supera qualquer expectativa. É avassalador.
Louis Theroux: The Settlers
4.0 2Louis Theroux segue sendo uma das maiores e mais gigantescas vozes do cinema documental, e aqui não é diferente. A psicopatia israelense é de embrulhar o estômago, que aqui é muito bem representada pela figura da tal Daniela Weiss, que sequer considera os palestinos como um povo, mas sim um aglomerado de qualquer coisa que é necessário extirpar da terra o quanto antes.
Antiga Alegria
3.5 33 Assista AgoraA frase do Humberto Gessinger, onde ele diz que "é impossível repetir o que só acontece uma vez" nunca se encaixou tão perfeitamente em um filme.
Pillion
3.2 62A coisa mais bonita do cinema é que ele consegue retratar as nossas tristezas e plasmá-las na tela de uma maneira tão, mas tão melancólica, que é impossível não querer continuar vivendo e vivenciando cada mínima dor que pudermos encontrar no caminho, afinal, um dia ela pode ser representada por aí e a gente tenha uma ou duas horas de identificação com alguém mais por aí, para depois voltarmos nossos olhos paras as angústias do cotidiano que tanto nos devoram.
Jovens Mães
3.4 9São quase duas horas de absoluto sofrimento, com pouquíssimos momentos onde uma breve felicidade se assoma, para logo desaparecer por completo e mergulhar as personagens novamente numa espiral de angústia sem fim. O filme é bastante arrastado por conta disso, já que são diversas narrativas, mas todas elas se entrelaçam pelo sofrimento que cada uma passa, tendo como pano de fundo problemas sociais, econômicos, abandonos maternos, lares disfuncionais e violentos, alcoolismo, gravidez em idade precoce, etc, etc. A sessão que fui não contava com vinte pessoas e pude notar que havia uma certa ânsia de que o filme terminasse logo, pois em dado momento ele se torna bastante repetitivo por conta da estrutura em looping.
F1: O Filme
3.7 439 Assista AgoraUma proeza e tanto realizar um filme sobre a F1 e fazê-lo ser a coisa mais entediante do ano, além dos atores, que tem o carisma de uma porta fechada.
Sonhos de Trem
3.7 340 Assista Agora[...] Ele nunca comprou uma arma.
A doçura desse personagem frente às adversidades da vida é uma das coisas mais lindas desse filme.
Morra, Amor
3.1 163 Assista AgoraTem muito, mas muito potencial desperdiçado. É o legítimo "filme qualquer coisa", apesar da fotografia ser muito bonita. A Jennifer Lawrence é uma tragédia atuando e o Robert Pattinson foi muito pouco aproveitado, já que isso aqui poderia render interpretações sublimes, dada a potência da trama.
Valor Sentimental
3.9 366 Assista AgoraO conjunto da obra me pareceu uma enorme pedra de gelo que jamais derrete, e por consequência, jamais sara as profundas feridas familiares ali apresentadas. Penso que é um filme muito particular e, vindo de um país muito particular (e muito gelado). Gustav Borg, no meu parco entendimento, é perverso ao tentar fazer de seu filme a salvação do passado, do presente e do futuro de sua família, e ao pressionar sua filha para que atue nessa tábua de salvação, evidência ainda mais a posição hierárquica que ocupa: a de crápula. De pai ausente a cineasta controlador, faz de tudo para ter o seu canto do cisne e não só salvar o cinema, mas também todo o histórico de sua família, até mesmo aqueles com quem não teve contato. As coisas se resolvem e ao mesmo tempo não se resolvem, há muitas rusgas e poucos esclarecimentos, há sorrisos, mas são pouco convincentes. Tudo gira em torno do pai, figura ao mesmo tempo ausente e tremendamente controladora, quase uma figura onipresente/onisciente, que tudo sabe, que está em todos os lugares ao mesmo tempo, sejam estes lugares físicos ou lugares mentais/emocionais.
É um filme bastante indigesto por ser muito, mas muito sutil. Só me agradou depois que eu saí da sessão e passei a refletir sobre o filme, pois aqui não tem estardalhaços, gritarias e por aí vai. As coisas se resolvem (ou não, aí depende muito do ponto de vista) sempre nessa zona escura, nesse lusco-fusco difuso que é a vida dessas pessoas.
Monstros (3ª Temporada) - A História de Ed Gein
3.2 210 Assista AgoraApesar dos seus inúmeros pesares - e como tem pesares essa série, minha nossa senhora -, eu consegui ir até o final e até que gostei. Poderia ter feito coisa muitíssimo melhor se apenas se detivessem nos fatos? Com certeza, mas não é algo de se jogar fora cem por cento.
Monstros (3ª Temporada) - A História de Ed Gein
3.2 210 Assista AgoraÉ uma lástima ver tantos comentários negativos aqui, pois eu estava esperando uma temporada realmente boa. Dito isso, vou seguir assistindo, mas é uma pena que eles não mantiveram o padrão que foi em "Dahmer", uma temporada realmente excelente.
O Cheiro do Ralo
3.7 1,1K Assista AgoraJunto com o "Natimorto", é certamente a melhor adaptação de um texto do Mutarelli. Além do filme ser absolutamente incrível sobre a a trágica e poética dualidade de nossas obsessões e paixões, o dvd no qual eu assisti tem extras excelentes. A maneira como esse filme foi feito, o empenho de todo mundo, as limitações de orçamento, a paixão por fazer daquela uma grande obra cinematográfica, tudo muito incrível.
E o Selton Mello é genial.
E o Mutarelli mais ainda.
A Morte Fez um Ovo
2.7 8Não titubeio em afirmar que os giallo são dos meus gêneros cinematográficos favoritos. As tramas inusitadas, as mortes sempre coreografadas, exóticas; roteiros surrealistas e incomuns, o bizarro e todo esse universo são absolutamente fascinantes, mas aqui atingimos um ponto alto no gênero: um filme cuja experimentação vai muito além do que sonhamos ser possível dentro de dito gênero. Um filme que transborda inventividade, com uma trilha sonora desconcertante, intrincada, casando perfeitamente com o enredo aqui apresentado, um quebra cabeças dos mais deliciosos de se assistir.
Coleção Giallo Vol.13, Versátil Home Video.
O Homem das Multidões
3.4 108Dizer que está cansado, tal como o protagonista, mas nunca ser compreendido (pois trata-se de estar cansado de estar vivo, de ser engolido por esse sistema dia após dia e não ver sinal algum de luz ao fim do túnel), é uma das maiores tristezas que existem em nossa sociedade.
Umberto D.
4.4 135 Assista Agora- Estou farto.
- Da senhora?
- De tudo um pouco.
Eu te entendo, Umberto, e gostaria de te entender bem menos.
Canções do Segundo Andar
4.0 70- Tomas é gentil, mas não tem cabeça para os negócios.
- Claro que está infeliz.
Em um mundo onde a competição e a carnificina é via de regra, amados aqueles que enlouquecem e escrevem poesia, e claro, se sentam.
Onde a Bala é a Lei
3.5 2Um western sombrio e enigmático.
Eu adorei cada segundo deste western. Há anos que venho tentando assisti-lo, mas só agora, com uma legenda em boas condições, é que pude finalmente apreciar essa rica obra. A começar pela fotografia, um preto e branco deslumbrante, digno de um filme noir, os personagens complexos, cheios de camadas. Dan Dureya com seu senso de humor psicótico e charme inconfundíveis, um Tony Yong rígido em seu código de conduta e claro, a clássica femme fatale.