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Últimas opiniões enviadas

  • Kirley

    A esta altura Joe Wright já se provou um diretor competente na condução de dramas históricos. Com a adaptação de Orgulho & Preconceito, uma das melhores adaptações literárias de todos os tempos, e o ótimo Desejo & Reparação no currículo, a temática de época parece ser um dos pontos fortes do britânico.

    E percebemos mais uma vez o talento de Wright para o ofício nos inventivos planos adotados pelo diretor neste seu mais novo trabalho. A forma como somos introduzidos ao parlamento britânico é não só imersiva, mas evoca representações da casa dos comuns na pintura. De Henry Barraud a George Hayter, há um senso pictórico evocativo da tradição britânica em quadros.

    É ainda mais interessante como o trabalho do cinematografista Bruno Delbonnel se embebe em sombras, apresentando a versão cinematográfica do que seria um Rembrant dessaturado, por vezes lembrando também fotografias de época. O uso naturalista de contraluz enriquece as sombras da composição e se torna uma confirmação visual da mensagem contida no título original do filme – darkest hour ou a hora mais escura.

    Delbonnel, que é mais conhecido por seu trabalho colorido em Amelie Poulain, parece ter dominado o estilo denso e carregado que começou a desenvolver em Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Já que aqui, em minha opinião, os efeitos da fotografia são muito mais satisfatórios e narrativamente eficazes.

    Sobre a interpretação de Gary Oldman muito já foi dito, e só cabe confirmar o apurado trabalho de caracterização vocal e gestual do ator veterano. Auxiliado pelo excelente trabalho de prótese e maquiagem, aqui e acolá quase somos enganados de que aquele é de fato Winston Churchill.

    Mas aqui começamos as ressalvas, já que o filme não apresenta uma visão suficientemente crítica sobre a figura histórica. É inegável sua importância na sobrevivência britânica durante a segunda guerra mundial, mas faltaram críticas onde sobraram elogios, mesmo que subentendidos. A sequência que se passa entre Churchill e o “povo” no metrô, é além de populista, emocional e ideologicamente manipulativa a um nível canhestro.

    Churchill era o típico canalha carismático, o que não pode nos fazer esquecer que era também figura conservadora, venenosa e defensor de uma política agressiva. É um erro não apenas do filme, mas histórico, já que pouco se fala, por exemplo, do sucessor de Churchil, Clement Attlee, figura conciliadora e que criou o estado de bem-estar social britânico – posteriormente destruído por Margaret Thatcher.

    No plano propriamente narrativo, não dá para negar que o resultado do filme é excessivamente morno, sem passar ao espectador a urgência e o peso do momento histórico retratado. A sensação densa e claustrofóbica criada por direção e fotografia não se reflete na história apresentada. Talvez a exceção a isto seja a cena visualmente ressonante do discurso de Churchill ao rádio.

    Não é o trabalho mais inspirado de Joe Wright, nem o melhor drama político ou histórico que já foi produzido para o cinema. A verdade, é que embora O Destino de uma nação não seja um filme propriamente ruim, o provável é que seja lembrado pela posteridade como o filme que finalmente deu o Oscar a Gary Oldman.
    E mais nada.

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  • Kirley

    Que a literatura, assim como a filmografia de monstros é um grande ensaio sobre preconceito e imperfeição, todos sabemos bem. Além disto, com frequência estes filmes nos mostram como o temor pela diferença e pelo desconhecido sempre move a sociedade em direção à covardia e à barbárie. Por estas razões, a habilidade que Guillermo Del Toro tem para nos trazer um filme do gênero com as liberdades e técnicas do cinema moderno, é algo que merece ser elogiado e ressaltado.

    A Forma da Água apresenta o clássico paradigma da criatura incompreendida, pronta para ser dissecada e explorada em nome da soberania nacional. O filme poderia praticamente ser classificado como uma continuação do clássico da Universal de 1954, O monstro da lagoa negra. Ambos apresentam uma criatura anfíbia vinda da América do sul, e que deve ter sua biologia estudada como forma de obter vantagens na corrida espacial da guerra fria. Também aqui, como lá, a criatura se apaixona pela mocinha do filme.

    Mas é neste aspecto onde terminam as semelhanças. A começar pela escalação de Sally Hawkins, que não é exatamente uma “beldade” como o era Julie Adams nos anos 50 – o que nos dias de hoje não deixaria de ser inclusive -. É preciso também enfatizar: As mocinhas nos clássicos de monstro são anódinas, sexualmente reprimidas ou claramente assexuadas, existindo para despertar o desejo no espectador, nos homens da trama, assim como nas criaturas fílmicas e mais nada.

    Aqui Del Toro restitui à sua protagonista o direito de possuir libido e sexualidade própria, subvertendo não apenas o clássico amor platônico entre musa e monstro, como o levando às últimas consequências imagináveis.

    Guillermo acerta, portanto, em número e grau com sua protagonista, que não é o que se consideraria comumente entre o público como uma formosura. Personagem que é, além disto, muda e faxineira. Suas relações são igualmente desprestigiosas, afinal seus amigos são a companheira de trabalho negra e um ilustrador gay de meia idade que não encontra mais espaço na publicidade para a sua arte.

    O diretor é muito coerente na escolha de seu núcleo de protagonistas. Não há aquele falso sentido de não pertencimento que contamina filmes que querem falar sobre excluídos, mas se recusam a representá-los por atores que não correspondam ao padrão hollywoodiano e midiático de beleza.

    Sally Hawkings está ótima no papel de Elisa, marcado pela fisicalidade e pela comunicação feita primordialmente por gestos. Octavia Spencer, como sempre, abrilhanta o filme pelo simples fato de estar presente. Além de excelente atriz, a mulher é o carisma em pessoa. Doug Jones é provavelmente junto de Andy Serkis o ator mais competente que há para dar vida a criaturas.

    Apesar de toda a qualidade deste elenco, é no antagonismo de Michael Shannon que se encontra o ponto nevrálgico deste longa. Por mais que muitos tenham considerado o vilão caricato – ironia, quando olho por aí e vejo pessoas e atitudes que não estão muito atrás -, não dá para negar a ótima atuação de Shannon. É patente em cada gesto do ator o quanto Strickland é fanático, preconceituoso e perturbado.

    Michael Stuhlbarg está no seu segundo papel rouba-cena de 2016 aqui, e assim como em Call me by your name, sua presença em cena é marcada por sensibilidade e uma enorme capacidade de comunicar as intenções de seu personagem através do olhar.

    A narrativa é bem básica, é verdade, mas não há em nenhum momento a intenção de criar uma trama complexa e elaborada por parte de Del Toro. Além disto, o tom fabulesco estabelecido desde o princípio alerta que este não é um filme onde se deva procurar cada correspondência lógica com a realidade. Importa mais ao autor desenvolver as mensagens que subjazem nas situações e relações travadas entre os personagens.

    A forma da água é, acima de tudo, sobre o ódio à diferença, que pode se manifestar pelos motivos mais simples, como a cor da pele ou a orientação sexual, até chegarmos ao completamente incompreensível, a criatura, representante arquetípica do medo ao desconhecido per se, combustível de muitas das atrocidades que a humanidade perpetua contra si mesma.

    Para além disto, a posição de Guillermo em termos de política é inequívoca: comunistas ou americanos, pouco importa, ambos estão dispostos a todo tipo de abusos se isto for militarmente favorável. A intelligentsia militar, por razões óbvias, é cega e faz ouvidos moucos ao sofrimento humano, aconteça este onde for. Consequentemente, se visto com atenção este filme definitivamente não é maniqueísta. Simplista talvez, maniqueísta jamais.

    Em uma produção de Guillermo Del Toro já é de se esperar que a direção de arte seja um dos pontos altos. Assim como acontece com Wes Anderson, o design de produção é parte fundamental na criação da marcante identidade visual do diretor mexicano. Há uma estética aqui que conversa deveras com as histórias em quadrinhos, algo que se poderia imaginar facilmente desenhado por Mike Mignola, criador de Hellboy, ou pelo artista Dean Ormston da série Black Hammer da Dark Horse Comics.

    A paleta de cores escolhida para A Forma da Água traz cores complementares, principalmente o verde azulado e tons alaranjados, mas há também variações do esquema com tríades e cores análogas. Todos os significados correntes destas cores estão presentes, e há analogias cromáticas entre as roupas de Elisa e a cor da criatura, ou entre seu estado de humor e sua vestimenta, que vai ganhando progressivos elementos em vermelho na medida em que desabrocha seu amor.

    A direção, que apresenta o mundo através de travellings e outros movimentos de câmera, cria um mundo de movimento regular, como o fluxo e o refluxo das marés. É o subtema condutor do longa, a água, traduzido na forma como o diretor conduz seus planos. Não é para qualquer um, e foi esta habilidade que levou Guillermo ao devido reconhecimento pelo Globo de Ouro.

    Há homenagens pontuais ao cinema antigo e um momento musical inspirado pela era de ouro do gênero, que é pura magia. Destaque também para os excertos na trilha sonora, que trazem até mesmo o sucesso Chica Chica Boom Chic de Carmen Miranda. Já a trilha original de Alexandre Desplat sabe evocar um senso de conto de fadas, a tal ponto, que seu tema introdutório me remeteu ao trabalho de John Williams em Harry Potter e a Pedra Filosofal.

    Em uma sociedade de normatividade, onde mesmo para ser estranho é necessária a validação do pertencimento aos estereótipos de um determinado grupo, Guillermo celebra o valor da real diferença com A Forma da Água. Embora no fundo, naquilo que é mais essencial e a despeito de todas nossas estranhezas, não sejamos tão diferentes assim uns dos outros.

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  • Kirley

    Conhecido por seu trabalho um tanto discutível em Sete Psicopatas e um Shih Tzu, Martin McDonagh era considerado a aposta mais fraca do globo de ouro e ninguém imaginaria que seu filme azarão arrecadaria tantos prêmios, se tornando não só uma surpresa da noite, como despontando também como um possível candidato de peso para o Oscar.

    O novo trabalho de McDonagh funciona, sobretudo, por unir direção sólida a um roteiro dramaticamente coeso, que por sua vez é sustentado por atuações multifacetadas e de peso. Há no filme, por exemplo, um plano-sequência envolvendo um personagem sendo arremessado por uma janela, que é maravilhosamente bem executado. E embora em dois momentos a escolha de ângulos variados aliada à montagem possa ter resultado em uma edição de continuidade confusa, não há demérito técnico que diminua o filme.

    De certa forma, Três Anúncios é como um trabalho dos irmãos Cohen, desde que subtraída a acentuada tendência da dupla ao cinismo niilista. Não que aqui as doses de humor negro estejam ausentes, muito pelo contrário. Mas o grande mérito de McDonagh é que seu longa consegue ser politicamente incorreto sem abdicar de um forte senso crítico, que se mostra ao mesmo tempo atual, necessário e afiado.

    Exemplo disto é o diálogo entre os personagens de Sam Rockwell e Frances McDormand, em que se inicia uma discussão sobre ela ter usado a palavra crioulos, enquanto o policial preconceituoso sustenta que agora ela deveria dizer “pessoas de cor”. A terminologia aqui é absolutamente irrelevante: é o fato de estas pessoas serem torturadas gratuita e covardemente pelo policial que realmente importa.

    Há inúmeros exemplos que ilustram as críticas do longa ao conservadorismo interiorano americano, que termina por ser a face potencializada de muitos defeitos compartilhados pelo país. Não que Três Anúncios se renda aos estereótipos fáceis. Nossa primeira acolhida dos personagens pode parecer caminhar por este território, mas a aparente obviedade daquelas pessoas vai sendo paulatinamente expandida para uma quadro mais complexo ao longo do filme.

    Mildred Hayes, interpretada pela vencedora do Globo de ouro Frances McDormand, é um personagem complexo, cuja autoridade deriva não somente de sua enorme perda, mas igualmente do remorso que carregava pelos últimos momentos partilhados com sua filha assassinada.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Na sequência em questão, a discussão entre mãe e filha termina com ambas pronunciando o impronunciável, que evidentemente, nenhuma das duas teria o poder de prever que viria a se concretizar. O que importa, e é levantado aqui pelo filme, é quão terrível seria se as últimas memórias que guardamos de pessoas queridas fossem marcadas pelo conflito e por dizermos aquilo que jamais deveria ser dito. É um filme que fala sobre como esta culpa nos modificaria e consumiria posteriormente.

    Em uma espécie de contraponto a isto está o suicídio do xerife Willoughby, que embora tomando uma atitude extrema para poupar a família de presenciar a deterioração de sua saúde até o irremediável fim, faz de tudo para garantir que os derradeiros momentos passados entre seus entes queridos possam render uma última lembrança de alegria e descontração.

    É claro que o personagem de Woody Harrelson, que se estabelece como um sujeito de bom coração e devotado a família, é por outro lado um policial incompetente, e excessivamente complacente com os desvios de conduta cometidos pelo oficial Jason Dixon, personagem de Sam Rockwell. Este último é por sua vez exposto como o pior exemplo possível de um pensamento odioso que se traduz em ações ainda mais odiosas, em uma clara alusão à violência policial americana, tema cada dia mais relevante no país.

    Com este tabuleiro armado, é de se pensar que McDonagh elabore um filme com vilões claros e soluções fáceis, mas aqui acontece justamente o contrário, todos os personagens são complexos e de alguma forma condenáveis. O que não impede que cada um destes possa protagonizar também um gesto de decência para com o próximo.

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    Como faz o xerife, ao pagar pelo anúncio de Mildred. Ou o personagem de Peter Dinklage ao criar um álibi para Mildred, impedindo que esta fosse acusada de incendiar a delegacia, mesmo em face do fato de que esta, correta em muita de suas colocações, se equivoca ao não ver o anão como o ser humano que este é, mas apenas como uma piada.

    Nestas desconstruções de persona, o desenvolvimento do policial Jason Dixon é o mais surpreendente, pois a mensagem subjacente é também a mais tocante: Por vezes o que nos impede de sermos pessoas melhores é a ausência de palavras de incentivo bem colocadas, e no momento certo de nossas vidas.

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    São estas palavras de incentivo, que surgem da carta póstuma do Xerife Willoughby, que fazem com que o personagem reveja por completo sua conduta, uma vez que as palavras do policial morto clamam para que Dixon abandone seu ódio, e aceite que com empatia e amor, advém também calma e compreensão. Características que deveriam ser mais comuns nos agentes que cumprem a lei.

    O que nos leva por fim ao que seria a grande mensagem do filme: Devemos buscar pela justiça, mas não devemos nos deixar tomar por uma cólera ressentida. Temos diante de nós o livre arbítrio para agir mais amavelmente uns para com os outros, ou de continuar alimentando o interminável ciclo de ódio e auto-importância que desde o início dos tempos contamina o mundo e só faz gerar maior desentendimento.

    Assim, nos pequenos detalhes vemos a capacidade dos personagens para a empatia. Mildred, por exemplo, no início do filme desvira um besouro para que este possa continuar seu percurso. Em outra cena, a mulher principia um excelente diálogo com um cervo que surge próximo aos seus anúncios. São pequenos gestos que fazem lembrar a máxima do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que afirmava que a compaixão pelos animais estava intimamente ligada a bondade de caráter. Em outras palavras, quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.

    Também na relação de Dixon com sua mãe, ao seu modo bastante torto e incorreto, não se pode negar que há um verdadeiro afeto. E são justamente Dixon e Mildred que estão juntos ao final do filme, trazendo um encerramento relativamente aberto para a narrativa, que convida o espectador a uma reflexão.

    Entre tantas barbaridades que presenciamos, podemos ser levados a acreditar que não há Deus, que o mundo todo está vazio e que não importa o que façamos uns com os outros, como expõe Mildred ao cervo. No entanto, Três anúncios para um crime, assim como sua protagonista, espera que isto não seja verdade.

    Assim, em uma época de discursos extremos e polarizados, onde cada discussão da vazão à hidrofobia de um eterno fla-flu e é prelúdio para violência física e verbal, a mensagem que Três Anúncios nos trás deve ser levada em consideração. Sejamos críticos e busquemos justiça, mas não nos deixemos alimentar pelo rancor em nossa busca. Pois como diria um sábio ditado, olho por olho, dente por dente, e terminamos todos cegos e banguelas.

    Ps: É provável que Frances McDormand faça uma dobradinha com o Globo de Ouro e leve também o Oscar de melhor atriz este ano. Sua atuação neste filme é irretocável.
    Fica registrada a torcida.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Eliz
    Eliz

    Eu fiquei mais isolada com o tempo por causa da depressão, que às vezes melhora, outras piora, mas sempre vou tentando levar... Mas como tu diz, para manter a sanidade eu tento manter contato e conversar com pessoas que eu gosto e são legais.
    Sim, adoraria conversar em breve... Ah, e sem querer ser invasiva notei que se rendeu ao tumblr também, irei te seguir, se estiver tudo bem.

  • Eliz
    Eliz

    Eu sei que essas coisas acontecem, que na internet ou na vida real as pessoas simplesmente se afastam, mas é que nesse caso foi de um jeito tão estranho que eu fiquei pensando... Até porque tem algum tempo que eu voltei pra internet, e tentei manter contato com uns velhos amigos virtuais e tenho falado com eles ás vezes. Mesmo que não seja a mesma coisa, eu gosto da ideia de manter contato. Porque no fim, nunca foi minha intenção afastá-los.
    Fico feliz que me adicionou ^^