temporada muito gostosinha de ver. tenho críticas, porém: esse príncipe é meio bocó, principalmente até ali o episódio 4. eu achei, literalmente, todo mundo muito mais interessante do que ele. até o mau caráter do august tem mais nuance e era mais empolgante de acompanhar. eu gostei bastante das historinhas das meninas. amei como não tem nenhuma "mean girl" ou "chefe do bando". elas são só adolescentes normais com atitudes duvidosas às vezes. é uma tendência estadunidense que me dá no saco e que bom que eles não trouxeram isso pra young royals. além disso, muito legal ver corpos fora do padrão e com manchas e espinhas. e a direção é muito boa também, tem ótimos planos e ótimo uso da trilha sonora. o roteiro não é nada demais, mas é competente pro que se propõe, não tenho muito a reclamar disso. no fim, é uma boa temporada de estreia.
a primeira metade é interessante e tem muito a dizer. contudo, o filme descamba pra um torture porn chatíssimo na segunda parte; por mais que tenha uns suspiros de boas ideias, pra mim não compensou.
acho que o filme tem muitos pontos de virada na última meia hora, o que deixa o ritmo meio truncado, mas mesmo assim é um filme muito bom, bem original, divertido e muito bem dirigido e fotografado. o cinema de horror esse ano tá salvando a porra toda e é isso.
eu gosto muito dos filmes do petzold, mas todos os que vi caem no mesmo problema: longuíssimas cenas com diálogos extremamente técnicos. dá a sensação de que o verdadeiro filme se dá entre essas conversas técnicas. em "bárbara" era medicina, em "undine" eram longas palestras históricas e, aqui, conversas extensas sobre contabilidade. honestamente eu não me importei mt com o que tava acontecendo na maior parte do filme, mas petzold é mestre em criar uma atmosfera desconcertante pros seus filmes, o que muito me agrada e que foi o que manteve mínimamente atento a tudo o que rolava. até o romance aqui é meio insosso e sem tensão/quimica se comparado aos filmes posteriores do diretor. pelo menos deu pra ver como ele só melhorou desse filme em diante. esse aqui não é todo ruim, mas também não é de todo bom.
ainda não sei se gostei ou não. é um filme de ação bem genérico mas mt bem produzido. mas não deixa de ser meio de mau gosto usar o revisionismo historico rn um tema tão sério só pra ganhar dinheiro e oscar. não que seja a primeira vez também. mas enfim
eu fui preparado pra jogar muitas pedras mas até que fui com a cara do filme. é bem maniqueísta e meio confuso às vezes (mau escrito, eu diria), mas no final das contas é uma farofa com mensagem. curti.
gostei muito, principalmente quando descamba pro lado sobrenatural. empolgado pra ver o que mais damien leone tem pra oferecer. agora a dúvida: pq chamaram duas atrizes idênticas pra fazer a mãe e a amiga? eu confundi as duas o tempo todo.
tanto pearl como x possuem roteiros competentes porém um tanto previsíveis. mas a direção do ti west e as atuações, principalmente a de mia goth, elevam muito as duas produções. ótimo filme, ansioso para o próximo!
acho a representação da personagem brenda extremamente problemática. muitas vezes mostrada de forma animalizada e irracional, ao passo em que a personagem branca, sensível e bem educada, transforma seu cotidiano. a premissa em si é boa e as personagens (até a trama) teriam outro direcionamento se o filme fosse de 2020. gosto bastante de algumas opções de direção, direção de arte e de fotografia, mas realmente o filme peca muito nessa relação entre as personagens, principalmente na primeira metade.
não tão sensível quanto um "private life" (acho que o drama por vezes fica muito na superfície, há muuuuita coisa que podia ser trabalhada aqui sem necessariamente pesar o filme), mas há uma belíssima mensagem sobre família que torna o filme altamente recomendável. a comédia está muito certeira. eu ri muito, bem mais do que achei que iria. e chorei igual uma cadela na cena final. recomendo.
não que eu esperasse uma obra prima exatamente, mas que temporada fraca. dei meia estrela a mais pq o último episódio é tem umas coisas legais, mas o resto é uma encheção de linguiça sem tamanho. os plots são super desinteressantes (nenhum deles tem um peso (mesmo sendo uma comédia, a 1 temporada apresentou tramas que nos deixavam intrigados ou minimamente curiosos, aqui nem isso), dispersos e confusos. eu demorei cerca de 6 episódios pra entender o que tinha acontecido com virgínia e ainda não entendi bem essa história da seita não. enfim, não é a pior coisa do mundo, tem momentos divertidos e os personagens (principalmente os da família de la mora) ainda possuem certo carisma. achei até agradável de assistir,não demorei muito, só achei meio mé.
eu estava gostando mais quando era só uma comédia romântica doida do que quando partiu pra uma trama meio "fargo", mas a policial babe cloud e a laurel (waller bridge sempre maravilhosa) fazem com que a segunda metade da temporada mantenha o clima mais despretensioso que abriu a série. caso tenha segunda temporada, que abandonem uma possível trama policial pfvr (eu amo, só não sei se ornou tão bem aqui).
parece uma série da nickelodeon com temas que a nickelodeon não trataria. não achei nada espetacular mas é uma ótima opção de entretenimento, principalmente nesses tempos. gostei muito como a diversidade do elenco foi tratada de forma natural e não forçada ou jogada pelo roteiro. a série também tem um bom desenvolvimento de coadjuvantes (destaco o episódio 6, focado no ben) e uma protagonista completamente equivocada em muitas de suas ações, o que pra mim é ótimo pra séries teen. além disso, por ter mindy kalling como criadora, dá pra ver como a série trata de temas muito pessoais e afetivos porém ao mesmo tempo muito abrangentes, incluindo a forma muito bonita e respeitosa com que trata a cultura indiana. enfim, não é nada de excepcional nem reinventa a roda, mas achei gostosa de assistir e dá pra ver o coração da criadora em todos os episódios. recomendo.
eu amo como (algumas) séries do ryan murphy podem ser facilmente comparadas às obras do walcyr carrasco: todo mundo fala mal mas dá muita audiência mesmo assim, linguagem popular, diálogos didáticos, temática social tratada com ironia (no caso de walcyr, mais desrespeito que ironia). tudo isso é facilmente encontrado em "hollywood". há quem goste, há quem não suporte. o que destaca "hollywood" de alguns outros trabalhos de ryan pra mim é o número enxuto de personagens, a coerência em suas atitudes e como todas as tramas são muito bem amarradas. que eu me recorde, não há tramas que fiquem pelo meio do caminho ou inconstâncias graves nas ações dos personagens (glee e ahs, estou falando com vocês).
de fato, alguns personagens mereciam maior tempo de tela para entendermos melhor suas motivações, principalmente henrietta, (esposa de jack) e claire (filha dos donos do estúdio; eu daria tudo pra ter tido mais tempo com ela. a personagem é ótima e eu precisaria entender mais sobre exatamente o que se passou em sua cabeça para mudar de atitude com camille, até então sua principal rival).
para além disso, é uma delícia acompanhar, através do revisionismo proposto, todo o processo de produção de um filme na hollywood clássica, desde a pré até o oscar. certamente, 80% das coisas que acontecem na série não aconteceriam na vida real, principalmente naquele período, mas o jogo de "hollywood", tanto da série quanto da indústria, é justamente esse: a mentira. a mentira é trabalhada constantemente aqui, seja pelos meninos do posto de gasolina, passando pela vida privada das estrelas e dos produtores até o produto final, o filme - tudo é uma grande mentira. e estou perfeitamente bem com isso.
ps.: avis (patti lupone) seria facilmente interpretada por elizabeth savalla e claire (samara weaving) é um papel pronto pra flávia alessandra. "eu quero as minhas jóias" vira "mamãe, eu quero o meu papel no filme!", and i think that's beautiful.
Pra mim, é notável a diferença de qualidade entre essa temporada e a primeira. A série (ainda) não cai pra mediana/ruim devido à grande atuação de Jodie e Sandra (apesar de sentir que Eve aqui perdeu um pouco da força mas Sandra continua excelente); tudo que envolve as duas personagens me cativa demais. Contudo, a trama é mais prevísivel e não possui o mesmo frescor da primeira temporada (que por si só já possuía chavões o suficiente). Os absurdo que antes eram tratados com um humor do tipo "rindo de nervoso" aqui são levados mais a sério, e os novos personagens são apenas operantes em suas funções e são claras substituições de Kenny e Elena sem o mesmo carisma (na verdade chegam a ser até irritantes às vezes). A série cresce com Villanelle agindo e a trama, apesar redundante e nada original, consegue entreter. Espero que a série não se sustente apenas no poder de entretenimento de Villanelle e construa arcos mais interessantes daqui pra frente.
uma excelente temporada até o episódio 5. sinto que, de fato, ryan murphy deveria considerar temporada de no máximo 5 episódios pras futuras temporadas de ahs. foram 5 episódios dinâmicos (o primeiro nem tanto, mas ainda foi bom), cheios de boas reviravoltas, com ótimo uso da tensão, ação e do gore e com um trama linear que funcionava.
a partir do episódio 6, a qualidade caiu de episódio a episódio. o último eu nem considero de todo ruim depois da palhaçada que foi o penúltimo, mas o finale resume bem o que se tornou a temporada: personagens inconstantes, idas e voltas no tempo que às vezes mais atrapalhavam que ajudavam, tramas que aparecem e somem sem nenhuma relevância e que só não fica pior pq o arco dramático do mr. jingles realmente me pegou e terminar justamente com isso deu uma redemida no episódio pra mim. a além disso, o episódio final até traz uma boa ideia: de fato, os anos 80 estão sendo redescobertos agora na segunda metade dos 2010's, então eu acredito que um ótimo rumo pra temporada teria sido transportá-la ainda na metade pros dias atuais e trabalhar com essa questão de alguma forma.
enfim, 1984 não é uma temporada toda ruim (eu não considero nenhuma temporada de ahs 100% ruim então sou suspeito enfim). ela começa excelente e termina mediana pra aceitável com uns momentos de vergonha alheia.
eu acho interessante como flanagan consegue contar histórias acessíveis, comuns (e até clichês) ao terror e usando quase todas as convenções de gênero possíveis sem cair na mediocridade. não é nada excepcional, mas é uma história bem contada. flanagan sabe conduzir sua câmera com fluidez e faz bom uso da espacialidade da casa, transformando-a em personagem. o filme, aliás, é muito bem montado. como disse, não é um filme excepcional, mas flanagan sabe usar das convenções para contar uma boa história: ele sabe exatamente o que está fazendo.
Young Royals (1ª Temporada)
4.3 345 Assista Agoratemporada muito gostosinha de ver. tenho críticas, porém: esse príncipe é meio bocó, principalmente até ali o episódio 4. eu achei, literalmente, todo mundo muito mais interessante do que ele. até o mau caráter do august tem mais nuance e era mais empolgante de acompanhar. eu gostei bastante das historinhas das meninas. amei como não tem nenhuma "mean girl" ou "chefe do bando". elas são só adolescentes normais com atitudes duvidosas às vezes. é uma tendência estadunidense que me dá no saco e que bom que eles não trouxeram isso pra young royals. além disso, muito legal ver corpos fora do padrão e com manchas e espinhas. e a direção é muito boa também, tem ótimos planos e ótimo uso da trilha sonora. o roteiro não é nada demais, mas é competente pro que se propõe, não tenho muito a reclamar disso. no fim, é uma boa temporada de estreia.
Trem-Bala
3.6 644 Assista Agoraeu simplesmente amei a energia desse filme do início ao fim
Mártires
3.9 1,7K Assista Agoraa primeira metade é interessante e tem muito a dizer. contudo, o filme descamba pra um torture porn chatíssimo na segunda parte; por mais que tenha uns suspiros de boas ideias, pra mim não compensou.
Noites Brutais
3.4 1,2K Assista Agoraacho que o filme tem muitos pontos de virada na última meia hora, o que deixa o ritmo meio truncado, mas mesmo assim é um filme muito bom, bem original, divertido e muito bem dirigido e fotografado. o cinema de horror esse ano tá salvando a porra toda e é isso.
Yella
3.2 34 Assista Agoraeu gosto muito dos filmes do petzold, mas todos os que vi caem no mesmo problema: longuíssimas cenas com diálogos extremamente técnicos. dá a sensação de que o verdadeiro filme se dá entre essas conversas técnicas. em "bárbara" era medicina, em "undine" eram longas palestras históricas e, aqui, conversas extensas sobre contabilidade. honestamente eu não me importei mt com o que tava acontecendo na maior parte do filme, mas petzold é mestre em criar uma atmosfera desconcertante pros seus filmes, o que muito me agrada e que foi o que manteve mínimamente atento a tudo o que rolava. até o romance aqui é meio insosso e sem tensão/quimica se comparado aos filmes posteriores do diretor. pelo menos deu pra ver como ele só melhorou desse filme em diante. esse aqui não é todo ruim, mas também não é de todo bom.
A Mulher Rei
4.0 535ainda não sei se gostei ou não. é um filme de ação bem genérico mas mt bem produzido. mas não deixa de ser meio de mau gosto usar o revisionismo historico rn um tema tão sério só pra ganhar dinheiro e oscar. não que seja a primeira vez também. mas enfim
Elvis
3.8 772três estrelas pela quantidade de vezes que o austin butler abre as pernas e pelo design de som impecável.
Uma Garota de Muita Sorte
3.5 309 Assista Agoraeu fui preparado pra jogar muitas pedras mas até que fui com a cara do filme. é bem maniqueísta e meio confuso às vezes (mau escrito, eu diria), mas no final das contas é uma farofa com mensagem. curti.
Morte Morte Morte
3.1 700já nasceu cult classic
Terrifier 2
2.9 498 Assista Agoragostei muito, principalmente quando descamba pro lado sobrenatural. empolgado pra ver o que mais damien leone tem pra oferecer.
agora a dúvida: pq chamaram duas atrizes idênticas pra fazer a mãe e a amiga? eu confundi as duas o tempo todo.
Pearl
3.9 1,2Ktanto pearl como x possuem roteiros competentes porém um tanto previsíveis. mas a direção do ti west e as atuações, principalmente a de mia goth, elevam muito as duas produções. ótimo filme, ansioso para o próximo!
Halloween Ends
2.3 564 Assista Agoratravessuras ou rolas duras?
Spencer
3.6 578 Assista Agoradeveria ter sido indicado em fotografia também.
I May Destroy You
4.5 279 Assista Agorao último episódio é um promissing young woman melhorado.
Barry (2ª Temporada)
4.3 126tirando o plot aleatório do ex da sally, essa temporada é do caralho
Bagdad Café
4.0 249 Assista Agoraacho a representação da personagem brenda extremamente problemática. muitas vezes mostrada de forma animalizada e irracional, ao passo em que a personagem branca, sensível e bem educada, transforma seu cotidiano. a premissa em si é boa e as personagens (até a trama) teriam outro direcionamento se o filme fosse de 2020. gosto bastante de algumas opções de direção, direção de arte e de fotografia, mas realmente o filme peca muito nessa relação entre as personagens, principalmente na primeira metade.
De Repente uma Família
3.9 350 Assista Agoranão tão sensível quanto um "private life" (acho que o drama por vezes fica muito na superfície, há muuuuita coisa que podia ser trabalhada aqui sem necessariamente pesar o filme), mas há uma belíssima mensagem sobre família que torna o filme altamente recomendável. a comédia está muito certeira. eu ri muito, bem mais do que achei que iria. e chorei igual uma cadela na cena final. recomendo.
A Casa das Flores (2ª Temporada)
3.5 51não que eu esperasse uma obra prima exatamente, mas que temporada fraca. dei meia estrela a mais pq o último episódio é tem umas coisas legais, mas o resto é uma encheção de linguiça sem tamanho. os plots são super desinteressantes (nenhum deles tem um peso (mesmo sendo uma comédia, a 1 temporada apresentou tramas que nos deixavam intrigados ou minimamente curiosos, aqui nem isso), dispersos e confusos. eu demorei cerca de 6 episódios pra entender o que tinha acontecido com virgínia e ainda não entendi bem essa história da seita não. enfim, não é a pior coisa do mundo, tem momentos divertidos e os personagens (principalmente os da família de la mora) ainda possuem certo carisma. achei até agradável de assistir,não demorei muito, só achei meio mé.
Run (1ª Temporada)
3.2 47eu estava gostando mais quando era só uma comédia romântica doida do que quando partiu pra uma trama meio "fargo", mas a policial babe cloud e a laurel (waller bridge sempre maravilhosa) fazem com que a segunda metade da temporada mantenha o clima mais despretensioso que abriu a série. caso tenha segunda temporada, que abandonem uma possível trama policial pfvr (eu amo, só não sei se ornou tão bem aqui).
Eu Nunca... (1ª Temporada)
4.0 423 Assista Agoraparece uma série da nickelodeon com temas que a nickelodeon não trataria. não achei nada espetacular mas é uma ótima opção de entretenimento, principalmente nesses tempos. gostei muito como a diversidade do elenco foi tratada de forma natural e não forçada ou jogada pelo roteiro. a série também tem um bom desenvolvimento de coadjuvantes (destaco o episódio 6, focado no ben) e uma protagonista completamente equivocada em muitas de suas ações, o que pra mim é ótimo pra séries teen. além disso, por ter mindy kalling como criadora, dá pra ver como a série trata de temas muito pessoais e afetivos porém ao mesmo tempo muito abrangentes, incluindo a forma muito bonita e respeitosa com que trata a cultura indiana.
enfim, não é nada de excepcional nem reinventa a roda, mas achei gostosa de assistir e dá pra ver o coração da criadora em todos os episódios. recomendo.
Hollywood
4.1 332 Assista Agoraeu amo como (algumas) séries do ryan murphy podem ser facilmente comparadas às obras do walcyr carrasco: todo mundo fala mal mas dá muita audiência mesmo assim, linguagem popular, diálogos didáticos, temática social tratada com ironia (no caso de walcyr, mais desrespeito que ironia). tudo isso é facilmente encontrado em "hollywood". há quem goste, há quem não suporte. o que destaca "hollywood" de alguns outros trabalhos de ryan pra mim é o número enxuto de personagens, a coerência em suas atitudes e como todas as tramas são muito bem amarradas. que eu me recorde, não há tramas que fiquem pelo meio do caminho ou inconstâncias graves nas ações dos personagens (glee e ahs, estou falando com vocês).
de fato, alguns personagens mereciam maior tempo de tela para entendermos melhor suas motivações, principalmente henrietta, (esposa de jack) e claire (filha dos donos do estúdio; eu daria tudo pra ter tido mais tempo com ela. a personagem é ótima e eu precisaria entender mais sobre exatamente o que se passou em sua cabeça para mudar de atitude com camille, até então sua principal rival).
para além disso, é uma delícia acompanhar, através do revisionismo proposto, todo o processo de produção de um filme na hollywood clássica, desde a pré até o oscar. certamente, 80% das coisas que acontecem na série não aconteceriam na vida real, principalmente naquele período, mas o jogo de "hollywood", tanto da série quanto da indústria, é justamente esse: a mentira. a mentira é trabalhada constantemente aqui, seja pelos meninos do posto de gasolina, passando pela vida privada das estrelas e dos produtores até o produto final, o filme - tudo é uma grande mentira. e estou perfeitamente bem com isso.
ps.: avis (patti lupone) seria facilmente interpretada por elizabeth savalla e claire (samara weaving) é um papel pronto pra flávia alessandra. "eu quero as minhas jóias" vira "mamãe, eu quero o meu papel no filme!", and i think that's beautiful.
ah! e que delícia a forma como expulsaram o rock hudson do armário. isso e o coice que camille dá no carinha do oscar lavaram a minha alma.
Killing Eve - Dupla Obsessão (2ª Temporada)
4.2 219 Assista AgoraPra mim, é notável a diferença de qualidade entre essa temporada e a primeira. A série (ainda) não cai pra mediana/ruim devido à grande atuação de Jodie e Sandra (apesar de sentir que Eve aqui perdeu um pouco da força mas Sandra continua excelente); tudo que envolve as duas personagens me cativa demais. Contudo, a trama é mais prevísivel e não possui o mesmo frescor da primeira temporada (que por si só já possuía chavões o suficiente). Os absurdo que antes eram tratados com um humor do tipo "rindo de nervoso" aqui são levados mais a sério, e os novos personagens são apenas operantes em suas funções e são claras substituições de Kenny e Elena sem o mesmo carisma (na verdade chegam a ser até irritantes às vezes). A série cresce com Villanelle agindo e a trama, apesar redundante e nada original, consegue entreter. Espero que a série não se sustente apenas no poder de entretenimento de Villanelle e construa arcos mais interessantes daqui pra frente.
American Horror Story: 1984 (9ª Temporada)
3.7 400 Assista Agorauma excelente temporada até o episódio 5. sinto que, de fato, ryan murphy deveria considerar temporada de no máximo 5 episódios pras futuras temporadas de ahs. foram 5 episódios dinâmicos (o primeiro nem tanto, mas ainda foi bom), cheios de boas reviravoltas, com ótimo uso da tensão, ação e do gore e com um trama linear que funcionava.
a partir do episódio 6, a qualidade caiu de episódio a episódio. o último eu nem considero de todo ruim depois da palhaçada que foi o penúltimo, mas o finale resume bem o que se tornou a temporada: personagens inconstantes, idas e voltas no tempo que às vezes mais atrapalhavam que ajudavam, tramas que aparecem e somem sem nenhuma relevância e que só não fica pior pq o arco dramático do mr. jingles realmente me pegou e terminar justamente com isso deu uma redemida no episódio pra mim. a
além disso, o episódio final até traz uma boa ideia: de fato, os anos 80 estão sendo redescobertos agora na segunda metade dos 2010's, então eu acredito que um ótimo rumo pra temporada teria sido transportá-la ainda na metade pros dias atuais e trabalhar com essa questão de alguma forma.
enfim, 1984 não é uma temporada toda ruim (eu não considero nenhuma temporada de ahs 100% ruim então sou suspeito enfim). ela começa excelente e termina mediana pra aceitável com uns momentos de vergonha alheia.
Hush: A Morte Ouve
3.5 1,5K Assista Agoraeu acho interessante como flanagan consegue contar histórias acessíveis, comuns (e até clichês) ao terror e usando quase todas as convenções de gênero possíveis sem cair na mediocridade. não é nada excepcional, mas é uma história bem contada. flanagan sabe conduzir sua câmera com fluidez e faz bom uso da espacialidade da casa, transformando-a em personagem. o filme, aliás, é muito bem montado. como disse, não é um filme excepcional, mas flanagan sabe usar das convenções para contar uma boa história: ele sabe exatamente o que está fazendo.