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25 years Rio de Janeiro - (BRA)
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Eu fui um menino asmático levado a acreditar que não conseguiria ser muita coisa na vida.
(Martin Scorsese)

5,0 = Obra-prima (O Poderoso Chefão)
4,5 = Maravilhoso, sensacional, e outros adjetivos pedantes (A Rede Social)
4,0 = Ótimo, já dá pra pagar um pau (A Estrada Perdida)
3,5 = Ou é acima da média, ou é um mediano que merece uma força (Quase Famosos)
3,0 = Sabe aquele filme que é bom, mas é chato (ou o contrário)? (Na Natureza Selvagem)
2,5 = Quase ruim, ou o famoso "ruim-legal" (Cidade das Sombras)
2,0 = Ruim pra porra (THX 1138)
1,5 = Horroroso (Fim dos Tempos)
1,0 = Não merece nem nota (Joy)
0,5 = Dragonball Evolution.

- https://letterboxd.com/LucasThurow/

Últimas opiniões enviadas

  • Lucas Thurow

    Christopher Nolan é um cineasta capaz de admiráveis proezas. Sua facilidade em evocar uma tensão gradualmente constante, ou a fluidez que confere em suas narrativas, enquanto estas transcorrem em diversas cronologias diferentes, são dois de seus maiores estigmas como diretor. Dunkirk, primeira incursão de Nolan em uma história de cunho real, tem seus prós e contras basicamente resumidos à estas duas características que tanto seguem o diretor por sua carreira.

    Um exemplo claro desta faca de dois gumes encontra-se justamente na maneira que a narrativa transcorre: dividindo-se em três tramas aparentemente desconexas não apenas em seu espaço físico, mas também em seu período diegético, o filme alcança elogiáveis níveis de tensão principalmente quando a narrativa exerce seus saltos temporais, transmitindo no espectador a mesma sensação de urgência vivida pelos seus personagens. Porém o mesmo artifício acaba por prejudicar na identificação do público com tais seres – e nós apenas ligamos para suas vidas porque, de fato, nos acostumamos a torcer pela sobrevivência dos “mocinhos”, e não porque admiramos tais personagens.

    E quando há uma mínima tentativa de criar qualquer laço afetivo, Nolan falha.

    Excluindo-se talvez os personagens de Mark Rylance e Tom Hardy, que chegam a provocar uma rasa empatia para com o público, Dunkirk é repleto de figuras que são impedidas de angariar o lado emocional de quem os assiste. Culpa do roteiro, que também fez pouco caso dos mesmos.

    Por outro lado, Dunkirk, tecnicamente falando, é Cinema. Sim, com C maiúsculo. A montagem, complexa e eficaz em não deixar o ritmo falhar, a direção de arte, que geralmente é excelente em filmes do gênero e que aqui não faz diferente, e principalmente o seu trabalho de som, são detalhes que merecem aplausos por sua concepção. A trilha de Hans Zimmer, apesar de soar exagerada no final, quando cai pelo lado do melodramatismo tão comum em filmes do gênero, é exímia em gerar variadas cargas de tensão no espectador. A mixagem de som é também surpreendente, já que é a maior responsável pela imersão do espectador em tal universo, ao mesmo tempo que não excede em sua cacofonia, coisa muito fácil em filmes de teor bélico.

    Apesar de Nolan ainda falhar em outros aspectos – como nos diálogos, que permanecem fraquíssimos desde Interestelar, e em sua mise-en-scène, que peca bastante na proporção numérica de soldados que deveria haver na praia – Dunkirk é um bom exercício de gênero, além de proporcionar uma experiência audiovisual realmente marcante. Mesmo que isso não signifique essencialmente um roteiro memorável.

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  • Lucas Thurow

    É no olhar ora curioso, ora temeroso, da jovem Thomasin que “A Bruxa” tem seu início. As duas primeiras cenas, aliás, serão quase que uma explicitação da verdadeira persona da personagem: na primeira, ela é a última a sair da igreja e a única que só o faz mediante alguma interferência externa – nesse caso, seu irmão lhe chamando – enquanto toda sua família se retira por conta própria. Na seqüência, através de um plano subjetivo da própria Thomasin, vemos as portas se fechando para ela e sua família; e logo em seguida, notamos o profundo pesar na expressão da moça, conforme observa seu antigo lar ficando para trás. Sua família? Ninguém parece se importar. Ninguém sequer olha novamente para a antiga cidade que estão deixando para trás.

    Nesse ponto já temos uma conclusão pré-estabelecida: Thomasin se destoa completamente de seus familiares. E não apenas nos aspectos mais óbvios. Thomasin é transformada, e isso sem nenhum pudor, no maior, e único, bode (haha) expiatório da casa. O pai some com a taça, a culpam. O menino desaparece, a culpam. Seu irmão se perde, a culpam. O mesmo irmão a deseja sexualmente, a culpam. A jovem, que antes de sair de casa para cuidar de seu irmão bebê pediu a Deus que “lhe desse misericórdia”, é demonizada e vilanizada por atos que fogem completamente do seu alcance. Thomasin, nome este que provavelmente foi adaptado a partir da palavra “Thomas”, refletindo a provável vontade da família de que o seu primogênito fosse homem, já não vê mais esperanças na última coisa que ainda a ligava com a sua família: sua fé.

    E quando a situação passa de caótica para insustentável, e Thomasin se vê perdida em meio a suas crenças, em meio a tudo aquilo já anteriormente incutido em sua consciência, ela resolve seguir o bode. Não ter nada para seguir, acreditar ou pregar, parece ser algo impensável para a jovem. Uma fagulha de fé é tudo que ela precisa. E Black Phillip sabia disso quando a convidou para dançar. Liberdade. Êxtase. Plenitude.

    Ozzy Osbourne iria amar esse final.

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  • M
    M

    olar minha paquita

  • Marcus Avelar
    Marcus Avelar

    KKKKKKK bicho, Crespusculo foi o único que eu não gostei do dragão branco de olhos azuis, o Guimarães Rosa do cinema, Billy Wilder. Os outros são foda. Pacto de Sangue, Montanha (que traz um ótimo comentário sobre o sensacionalismo da mídia e a falta de limites, de escrúpulos de certos jornalistas na tentativa de conseguir a matéria da vida) e Testemunha de Acusação são adoráveis. Grandes obras do cinema noir.

    Thurouv, ainda estou na faculdade bicho. Tô lá naquela bosta. Provavelmente só formarei lá pro meio de 2019, tendo em vista que atrasamos bastante aqui por causa das greves e ocupações que aconteceram, mas não vou seguir a carreira docente não, vou tentar alguns concursos da área fiscal da Receita. A docência nacional não está preparada pra tamanha ginga, malemolência e rebolado sensual, para tamanha voltagem de sedução, ousadia e vulgaridade.

  • Vitor Fortes
    Vitor Fortes

    Montanha dos sete abutres ainda é o pelé do Wilder