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26 years Rio de Janeiro - (BRA)
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Eu fui um menino asmático levado a acreditar que não conseguiria ser muita coisa na vida.
(Martin Scorsese)

5,0 = Obra-prima (O Poderoso Chefão)
4,5 = Maravilhoso, sensacional, e outros adjetivos pedantes (A Rede Social)
4,0 = Ótimo, já dá pra pagar um pau (A Estrada Perdida)
3,5 = Ou é acima da média, ou é um mediano que merece uma força (Quase Famosos)
3,0 = Sabe aquele filme que é bom, mas é chato (ou o contrário)? (Na Natureza Selvagem)
2,5 = Quase ruim, ou o famoso "ruim-legal" (Cidade das Sombras)
2,0 = Ruim pra porra (THX 1138)
1,5 = Horroroso (Fim dos Tempos)
1,0 = Não merece nem nota (Joy)
0,5 = Dragonball Evolution.

- https://letterboxd.com/LucasThurow/

Últimas opiniões enviadas

  • Lucas Thurow

    Death Note, enquanto anime, é uma obra prima. Clássicão mesmo. Porém, sua versão "cinematográfica" é um amontoado de falhas, besteiras e idiotices - e se eu coloco o termo entre aspas, é porque seria um sacrilégio chamar tal obra de qualquer coisa que remetesse à sétima arte.

    Primeiramente vamos estabelecer o principal: uma adaptação não precisa, necessariamente, transcrever a história original de forma literal. Adaptar algo requer mudanças, significa dar espaço para coisas e talvez eliminar outras. Vejo que boa parte da reprovação do filme se dá pelas comparações realizadas com sua versão animada; coisa que eu, particularmente, prefiro não fazer. Acredito que cada expressão artística deva ter sua própria individualidade, mesmo que a fonte originadora seja a mesma.

    Dito isso, Death Note é, sem dúvidas, um dos piores filmes do ano. Isso se não for o pior. Adam Wingard, responsável por alguns filmes que me agradaram no passado, realiza aqui uma direção no mínimo esquizofrênica. Várias vezes ficava impossível encontrar sentido em seus planos ou enquadramentos. Um belo exemplo é o tão conhecido "dutch angle", que é repetido diversas vezes ao longo do filme.

    "E isso seria um problema, Lucas?"
    "Mas é lógico que não!"

    O problema reside no fato de que Wingard não quer passar absolutamente nada com a escolha do enquadramento - simplesmente não há propósito narrativo para tal decisão. Dá a impressão que eles inclinaram levemente a câmera apenas para ficar "cool" (e não fica), jogando no lixo o conceito de um dos planos mais inteligentemente elaborados do cinema.

    "Ah, mas será que a decisão foi tomada com base em seu efeito estético?"

    Duvido. A fotografia é medíocre. Os movimentos de câmera são totalmente desordenados. A impressão que fica é a que Wingard não sabe exatamente o que está fazendo. Em tal momento, ele aproxima a lente ao máximo do rosto de um personagens, enquanto a câmera se movimenta junto ao mesmo, para logo depois cortar e o tal plano nunca mais acontecer novamente. Isso sem mencionar as pobres cenas de perseguição, que conseguem um feito de rara infelicidade ao falharem duplamente: tanto na tentativa de sugerir tensão ou urgência ao espectador, como na tentativa de explicitar os acontecimentos na tela.

    O roteiro é intragável. Ofensivo, eu diria. Repleto de furos e de situações completamente não condizentes com a trama. Os diálogos beiram a vergonha alheia, com fases do tipo:

    - O que você faria com um cara que transasse comigo?
    - Eu mataria.

    Além da clássica cena onde o protagonista é ameaçado por seu inimigo diretamente na TV - com direito a olhadela direto para a câmera! Os personagens são deploráveis, ridículos mesmo. Desde o personagem principal, facilmente uma das figuras mais sem carisma que eu já vi na minha vida, até os antagonistas, seres com uma profundidade de fazer inveja a um pires, todos são descartáveis. Chegou em um determinado ponto que eu já queria ver o nome de todo mundo no caderno, para assim poder resetar aquele universo desgraçado. O filme ainda conta um péssimo elenco (salvando-se apenas Willem Dafoe), um design de produção sofrível, e uma trilha sonora que, de tão sem sentido dentro da narrativa, acaba se tornando hilária.

    Death Note, o anime, é uma aula de como contar uma história. De como mover uma trama dotada de extrema criatividade.

    Death Note, o filme, também é uma aula. De como não fazer cinema.

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  • Lucas Thurow

    Christopher Nolan é um cineasta capaz de admiráveis proezas. Sua facilidade em evocar uma tensão gradualmente constante, ou a fluidez que confere em suas narrativas, enquanto estas transcorrem em diversas cronologias diferentes, são dois de seus maiores estigmas como diretor. Dunkirk, primeira incursão de Nolan em uma história de cunho real, tem seus prós e contras basicamente resumidos à estas duas características que tanto seguem o diretor por sua carreira.

    Um exemplo claro desta faca de dois gumes encontra-se justamente na maneira que a narrativa transcorre: dividindo-se em três tramas aparentemente desconexas não apenas em seu espaço físico, mas também em seu período diegético, o filme alcança elogiáveis níveis de tensão principalmente quando a narrativa exerce seus saltos temporais, transmitindo no espectador a mesma sensação de urgência vivida pelos seus personagens. Porém o mesmo artifício acaba por prejudicar na identificação do público com tais seres – e nós apenas ligamos para suas vidas porque, de fato, nos acostumamos a torcer pela sobrevivência dos “mocinhos”, e não porque admiramos tais personagens.

    E quando há uma mínima tentativa de criar qualquer laço afetivo, Nolan falha.

    Excluindo-se talvez os personagens de Mark Rylance e Tom Hardy, que chegam a provocar uma rasa empatia para com o público, Dunkirk é repleto de figuras que são impedidas de angariar o lado emocional de quem os assiste. Culpa do roteiro, que também fez pouco caso dos mesmos.

    Por outro lado, Dunkirk, tecnicamente falando, é Cinema. Sim, com C maiúsculo. A montagem, complexa e eficaz em não deixar o ritmo falhar, a direção de arte, que geralmente é excelente em filmes do gênero e que aqui não faz diferente, e principalmente o seu trabalho de som, são detalhes que merecem aplausos por sua concepção. A trilha de Hans Zimmer, apesar de soar exagerada no final, quando cai pelo lado do melodramatismo tão comum em filmes do gênero, é exímia em gerar variadas cargas de tensão no espectador. A mixagem de som é também surpreendente, já que é a maior responsável pela imersão do espectador em tal universo, ao mesmo tempo que não excede em sua cacofonia, coisa muito fácil em filmes de teor bélico.

    Apesar de Nolan ainda falhar em outros aspectos – como nos diálogos, que permanecem fraquíssimos desde Interestelar, e em sua mise-en-scène, que peca bastante na proporção numérica de soldados que deveria haver na praia – Dunkirk é um bom exercício de gênero, além de proporcionar uma experiência audiovisual realmente marcante. Mesmo que isso não signifique essencialmente um roteiro memorável.

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  • Eduardo
    Eduardo

    ainda nao vi a segunda inteira to mal

  • M
    M

    olar minha paquita

  • Marcus Avelar
    Marcus Avelar

    KKKKKKK bicho, Crespusculo foi o único que eu não gostei do dragão branco de olhos azuis, o Guimarães Rosa do cinema, Billy Wilder. Os outros são foda. Pacto de Sangue, Montanha (que traz um ótimo comentário sobre o sensacionalismo da mídia e a falta de limites, de escrúpulos de certos jornalistas na tentativa de conseguir a matéria da vida) e Testemunha de Acusação são adoráveis. Grandes obras do cinema noir.

    Thurouv, ainda estou na faculdade bicho. Tô lá naquela bosta. Provavelmente só formarei lá pro meio de 2019, tendo em vista que atrasamos bastante aqui por causa das greves e ocupações que aconteceram, mas não vou seguir a carreira docente não, vou tentar alguns concursos da área fiscal da Receita. A docência nacional não está preparada pra tamanha ginga, malemolência e rebolado sensual, para tamanha voltagem de sedução, ousadia e vulgaridade.