Para um filme de 1968, os efeitos especiais, os ângulos, os cortes e cenários são indiscutivelmente GENIAIS. Fiquei bem surpresa. Os assuntos propostos sobre evolução, tecnologia, existência, dentre outros recortes inclusos até que são detectáveis, mas falando por mim, consegui entender uma parte de cada vez das quatro (confesso que demorei um pouquinho na quarta parte, na qual vemos não só a mudança do espaço, mas do tempo em cenas quase simultâneas), sendo bem confuso detectar a linha que faz o "click" entre todas. Entendo as passagens, mas o que elas tem em comum de forma profunda só fica realmente evidente após um estudo pré ou pós filme. Não gosto de filmes que entregam tudo de bandeja, mas este superou no quesito entrelinhas de forma desagradável para mim... É uma obra que em algum momento você precisa parar para ler muita informação a respeito e não sinto que isso seja tão bom assim. Sinto que faltou um equilíbrio. É como se pudéssemos captar as bordas vendo o filme, e só depois descobrir fora dele, por outros meios, a essência (que é bem diferente de simplesmente captar os temas). Não posso dizer se também é possível chegar a esse vislumbre reassistindo, pois não o fiz e não pretendo tão já. Também achei que o ritmo poderia ter sido mais breve em DETERMINADAS cenas. No geral faz todo sentido na ambientação, mas em três ou quatro cenas não foi existencialmente "desconfortante" ou "angustiante", como dizem ser a proposta. Só me deu sono mesmo... (Diferente da sensação angustiante que a monotomia do filme "Amour" me causou... Não são comparáveis em naaada fora do quesito ritmo, mas aproveito para recomendar rs). Inclusive, falando de cenas, muito legal a jogada com a respiração, a falta de transmissão e outras cenas que trazem a quebra da quarta parede. Em suma, achei que o filme é sim muito bom no quesito técnico e conceitual, mas o desenvolvimento do enredo ultrapassou a linha que possibilita um entendimento suficiente para assisti-lo uma vez e captar o essencial. É como se faltasse um elemento de vínculo entre espectador e obra. Agora entendo o sentimento de Woody Allen quando o assistiu kkk Mas quem sabe, como ele, numa terceira vez eu finalmente capte a grandiosidade da obra por si só... Por ora, não
Ótima fotografia e atuação do protagonista. No demais, o desenvolvimento não me prendeu a atenção. Foi quase um parto para terminar comparado a filmes do mesmo estilo... Pode ser que eu não esteja num bom dia para esse tipo de obra, mas foi o que senti. Quanto às cenas de violência contra mulheres, julgo ter conseguido provocar o asco a quem assiste, sobretudo sendo vítimas tão vulneráveis a ponto de negligenciarem sua autopreservação. Mas por mais negligentes e alcoolizadas que sejam, não consigo imaginar um cenário real em que uma pessoa fale de forma ríspida coisas horríveis e ainda sim você vá para um lugar a sós com ela... Enfim.
OBSERVAÇÕES COM SPOILER:
Na cena em que ele senta com as demais senhoras após a evangelizadora sair, as ocorrências anteriores deram-me a impressão de que elas se dariam mal por não terem aceitado a palavra divina, pois aquela que ouviu se livrou da situação degradante na qual se encontrava... E também senti a tentativa da culpabilização dos atos dele pelo álcool, como se todas às vezes fossem acima de sua racionalidade, o que não achei muito plausível, considerando sua personalidade misógina e o número de vezes em que ele cometeu crimes. No máximo foi uma forma dele mesmo se encorajar a fazer algo que queria. Não achei a tentativa dele em parar de beber um contraponto convincente para gerar empatia. Por fim, qual a lógica do garoto levar a moça para aquele lugar? Pareceu um ocorrido forçado para promover o reencontro.
"Estômago" pode ser uma metáfora aplicada em diversos sentidos no filme, né? Tem que ter estômago pra vivenciar algumas coisas que Nonato vivenciou, o filme em si é um soco no estômago, algumas pessoas são compradas e conquistadas pelo estômago, ou até mesmo se deixam tanto levar pelo estômago que se cega para outros pontos, e por aí vai... Mas com certeza, o devorar ou ser devorado pelas circunstâncias, figuradamente ou não, é o que mais impacta!
Fui entender que a atmosfera toda girava sobre Charles Manson (isso é spoiler? Acho que não) quando tava no carro voltando pra casa, pois não havia visto todo o debate sobre o filme pela internet, só li a sinopse e fui kkk... Quando as peças se encaixaram, foi um insight muito bommmm, enxergar as nuances de um caso real na ficção que também se entrelaça com as questões cinematográficas reais haha. Um grande clichê é esperar sangue de Tarantino, e
Achei excelente! Conseguiram inovar a saga com um enredo diferente, colocando holofote em personagens antes pouco usados e trazendo novas personalidades... Lembrei de Mad Max com a Beth hahaha. O cenário também foi bem inesperado para mim, não se tornando repetitivo. Amei também a questão do processo educacional do qual o garfinho faz parte, trazendo nuances da realidade infantil. Não decepcionou e o desfecho fez todo o sentido.
Vendo alguns comentários aqui e no vídeo do youtube, percebe-se que muitos conservadores não entenderam a história muito bem. Galera só sabe pensar em 8 ou 80.
Fazer o que, a arte está sujeita a todo tipo de interpretação, mas seria mais fácil se as pessoas se inteirassem sobre vida e obra do autor.
Foi interessante identificar diversas partes do relato do Buk no livro "Hollywood" enquanto eu assistia o filme... A cena do roubo do milho, a crítica da cena na qual Henry, um bêbado, deixa metade da garrafa pra trás, o diálogo no espelho sendo um capricho do ator... Enfim.
Mas eu imaginava o Henry com a voz mais rouca, um tom mais de firme e saco cheio do que chapado e mole... Mas é isso. Percepções né!
Acho que o principal diferencial deste para outros filmes de herói foi a "novidade" de ocorrer num cenário aquático. Os efeitos são encantadores e isso com certeza valoriza a experiência.
A forma como os pais influenciam as vivências dos filhos. Uma sentia a pressão por ter pais que se destacaram enquanto ela era a "fracassada". A outra era má como uma forma de defesa agressiva diante da realidade que sua mãe a colocava, com cobranças supérfluas e nada maternais.
ter desenvolvido melhor a forma como ela reatou a amizade com a Verônica. Foi um dos grandes impasses a mancada que ela deu com a foto e do nada a prejudicada resolve ajudar ela a conseguir o que mais queria? Poderia ser melhor.
Psicologicamente confusa com esse filme. História forte, mas com várias cenas arrastadas que dava vontade de passar logo. Tem uma moral espiritualmente bonita, mas decepciona mesmo assim com o desfecho. É um filme "sei lá". Mas tem uma fotografia legal, as cenas pós vida são lindas.
Um ponto que achei interessante no filme foram os diversos momentos em que se evidenciava o quanto Kroc era uma cópia de tudo o que passava por ele, ao mesmo tempo que usava isso ao seu favor:
o cara vendia piano, depois ele diz que ele vendia;
o cara tinha tal esposa e ele logo deu um jeito de ter para ele;
a voz do disco falava uma frase motivacional e lá estava ele discursando essa frase ao final do filme;
quando contou a ideia dos milk shakes em pó aos irmãos, disse que foi ele quem achou;
e óbvio, a jogada central do filme com os restaurantes, onde ele é o fundador só que não
A ideia dos terrenos de forma a controlar tudo nem foi dele, mas aí foi contratação de serviço e não cópia, então ok.
Ele se tornou os ricos que tanto criticou. Na realidade ele queria ser como eles.
Há outras que não me recordo, mas enfim. O fato de ter acabado o filme com uma cena desse viés me fez refletir o quanto uma pessoa se perde no seu ser, se torna caricatura de tudo ao seu redor em nome da riqueza. Sempre movido por querer o que os outros tinham, alcançar um padrão esquecendo-se de viver (vide a vida com a esposa, coitada). Quem é Kroc?
Excelente, sobretudo se aplicamos um olhar psicológico:
A forma como a pessoa presa em cativeiro precisa adequar sua subjetividade e ações para sobreviver e até mesmo não surtar, mantendo-se na linha tênue entre desespero e calma, tentando viver normalmente num contexto nada normal;
Pensar na psicopatia do sequestrador, que vive uma relação tratando-a como se fossem livres, ao mesmo tempo que estipula limites pela agressão e abuso. E a forma como ela tinha que corresponder às atitudes superficialmente normais dele;
O fato de que o ser humano é constituído através do que sabe e, quando tirado de perto do conhecido, sente falta, afinal, para nós só existe aquilo que conhecemos (e isso não só dentro de um quarto, mas na vida em geral);
Mesmo que a situação anterior seja ruim, ainda é a mais familiar, sendo difícil desapegar-se mesmo quando se conhece o que é bom, ainda mais tratando-se de uma criança em desenvolvimento psicológico, social, etc; sendo necessário o processo de desapego da cena final (o tchau aos objetos);
e, por fim, pensar que esse tipo de caso existe por aí, em todo canto pessoas em cativeiro... Passei por muitas angústias e faltas de ar, talvez por pensar justamente nessa questão.
Minha interpretação: 1- Ele preza a importância de amar e ser feliz, ressaltando as risadas e a felicidade de Adão estar com Eva, por fim. 2- Ele aborda muitas vezes a ganância e egoísmo dos humanos (homens massinhas de Satã, ganância/orgulho de Tom, etc).
3- Portanto, unindo os tópicos 1 e 2, ele demonstra que nós humanos somos uma dualidade e que o bem e o mau estão juntos em nós. Eles não são opostos, mas sim complementos um do outro. Humanos são ao mesmo tempo Deus e Satã, Yin e Yang e tudo o que acreditamos vir de fora, na verdade vem de dentro, ideia sugerida em duas cenas: quando Mark diz que representa Deus e quando o rosto de Mark aparece na máscara de Satã. Ou seja, ele é Satã e ele é Deus, portanto ele é humano, dual. 4- As histórias de Mark saíram do pensamento dele e na animação viajamos por elas, então o anjo caído Satã vem de dentro dele. Assim, mais uma vez demonstra que tudo está dentro de nós, como dito no tópico 3. Além disso, os céus diferentes para cada ser e aquela cena dizendo que estamos sós e só existe nosso pensamento ao redor, sugere novamente que cada um tem um universo dentro de si, cada um cria o céu que imagina (o cara imaginava com harpa, auréola e bíblia e assim foi). É a filosofia do Idealismo, na qual quem cria nosso mundo somos nós mesmos, e não nós que estamos num mundo já criado (inclusive isso explicaria as cenas "extraordinárias", realidades criadas pela mente deles). 5- Por fim, Mark tem o lado bom e o lado mau dele separados (E dá para entender que eles são ligados mesmo em corpos diferentes, afinal, o lado mau ajudou a salvar o balão porque ele é um lado de uma só pessoa que possui o lado bom também) e a animação se encerra juntando ambos, mostrando claramente na hora de "morrer" que um lado não existe sem o outro, pois é assim que o ser humano é, voltando ao tópico 3.
Portanto, para mim a moral da história é incorreto sermos maniqueístas, dizer que seres humanos ou são bons, ou ruins. Mark até diz que deveria haver um lugar pós vida com o clima do céu e companhia do inferno, não locais opostos e sim misturados. Somos um paradoxo!! Somos bons com traços maus e maus com traços bons. O humano é uma dualidade criada pelo seu próprio pensamento (voltando a lembrar da cena do vazio ao redor). É aí que reside o grande mistério.
Superior ao primeiro, mais denso e com diálogos interessantes, além de altamente psicanalítico. Percebe-se que são filmes bem 8 ou 80, ou amam ou odeiam... Bom, quem esperava se excitar devido ao título, decepcionou-se trombando com uma análise psicológica das boas.
2001: Uma Odisseia no Espaço
4.2 2,4K Assista AgoraPara um filme de 1968, os efeitos especiais, os ângulos, os cortes e cenários são indiscutivelmente GENIAIS. Fiquei bem surpresa. Os assuntos propostos sobre evolução, tecnologia, existência, dentre outros recortes inclusos até que são detectáveis, mas falando por mim, consegui entender uma parte de cada vez das quatro (confesso que demorei um pouquinho na quarta parte, na qual vemos não só a mudança do espaço, mas do tempo em cenas quase simultâneas), sendo bem confuso detectar a linha que faz o "click" entre todas. Entendo as passagens, mas o que elas tem em comum de forma profunda só fica realmente evidente após um estudo pré ou pós filme.
Não gosto de filmes que entregam tudo de bandeja, mas este superou no quesito entrelinhas de forma desagradável para mim... É uma obra que em algum momento você precisa parar para ler muita informação a respeito e não sinto que isso seja tão bom assim. Sinto que faltou um equilíbrio. É como se pudéssemos captar as bordas vendo o filme, e só depois descobrir fora dele, por outros meios, a essência (que é bem diferente de simplesmente captar os temas). Não posso dizer se também é possível chegar a esse vislumbre reassistindo, pois não o fiz e não pretendo tão já.
Também achei que o ritmo poderia ter sido mais breve em DETERMINADAS cenas. No geral faz todo sentido na ambientação, mas em três ou quatro cenas não foi existencialmente "desconfortante" ou "angustiante", como dizem ser a proposta. Só me deu sono mesmo... (Diferente da sensação angustiante que a monotomia do filme "Amour" me causou... Não são comparáveis em naaada fora do quesito ritmo, mas aproveito para recomendar rs). Inclusive, falando de cenas, muito legal a jogada com a respiração, a falta de transmissão e outras cenas que trazem a quebra da quarta parede.
Em suma, achei que o filme é sim muito bom no quesito técnico e conceitual, mas o desenvolvimento do enredo ultrapassou a linha que possibilita um entendimento suficiente para assisti-lo uma vez e captar o essencial. É como se faltasse um elemento de vínculo entre espectador e obra. Agora entendo o sentimento de Woody Allen quando o assistiu kkk Mas quem sabe, como ele, numa terceira vez eu finalmente capte a grandiosidade da obra por si só... Por ora, não
Má Educação
4.2 1,1K Assista Agora"Inception" de plot twists hehe
O Bar Luva Dourada
3.5 359Ótima fotografia e atuação do protagonista.
No demais, o desenvolvimento não me prendeu a atenção. Foi quase um parto para terminar comparado a filmes do mesmo estilo... Pode ser que eu não esteja num bom dia para esse tipo de obra, mas foi o que senti.
Quanto às cenas de violência contra mulheres, julgo ter conseguido provocar o asco a quem assiste, sobretudo sendo vítimas tão vulneráveis a ponto de negligenciarem sua autopreservação. Mas por mais negligentes e alcoolizadas que sejam, não consigo imaginar um cenário real em que uma pessoa fale de forma ríspida coisas horríveis e ainda sim você vá para um lugar a sós com ela... Enfim.
OBSERVAÇÕES COM SPOILER:
Na cena em que ele senta com as demais senhoras após a evangelizadora sair, as ocorrências anteriores deram-me a impressão de que elas se dariam mal por não terem aceitado a palavra divina, pois aquela que ouviu se livrou da situação degradante na qual se encontrava...
E também senti a tentativa da culpabilização dos atos dele pelo álcool, como se todas às vezes fossem acima de sua racionalidade, o que não achei muito plausível, considerando sua personalidade misógina e o número de vezes em que ele cometeu crimes. No máximo foi uma forma dele mesmo se encorajar a fazer algo que queria. Não achei a tentativa
dele em parar de beber um contraponto convincente para gerar empatia.
Por fim, qual a lógica do garoto levar a moça para aquele lugar? Pareceu um ocorrido forçado para promover o reencontro.
Estômago
4.2 1,7K Assista Agora"Estômago" pode ser uma metáfora aplicada em diversos sentidos no filme, né?
Tem que ter estômago pra vivenciar algumas coisas que Nonato vivenciou, o filme em si é um soco no estômago, algumas pessoas são compradas e conquistadas pelo estômago, ou até mesmo se deixam tanto levar pelo estômago que se cega para outros pontos, e por aí vai... Mas com certeza, o devorar ou ser devorado pelas circunstâncias, figuradamente ou não, é o que mais impacta!
Era Uma Vez em... Hollywood
3.8 2,3K Assista AgoraFui entender que a atmosfera toda girava sobre Charles Manson (isso é spoiler? Acho que não) quando tava no carro voltando pra casa, pois não havia visto todo o debate sobre o filme pela internet, só li a sinopse e fui kkk... Quando as peças se encaixaram, foi um insight muito bommmm, enxergar as nuances de um caso real na ficção que também se entrelaça com as questões cinematográficas reais haha.
Um grande clichê é esperar sangue de Tarantino, e
a cena final parece que foi um "pensou que não teria, né? Toma"
Toy Story 4
4.1 1,4KAchei excelente! Conseguiram inovar a saga com um enredo diferente, colocando holofote em personagens antes pouco usados e trazendo novas personalidades... Lembrei de Mad Max com a Beth hahaha. O cenário também foi bem inesperado para mim, não se tornando repetitivo. Amei também a questão do processo educacional do qual o garfinho faz parte, trazendo nuances da realidade infantil. Não decepcionou e o desfecho fez todo o sentido.
A Revolução dos Bichos
3.8 117 Assista AgoraVendo alguns comentários aqui e no vídeo do youtube, percebe-se que muitos conservadores não entenderam a história muito bem. Galera só sabe pensar em 8 ou 80.
Fazer o que, a arte está sujeita a todo tipo de interpretação, mas seria mais fácil se as pessoas se inteirassem sobre vida e obra do autor.
Barfly: Condenados pelo Vício
3.7 138Foi interessante identificar diversas partes do relato do Buk no livro "Hollywood" enquanto eu assistia o filme... A cena do roubo do milho, a crítica da cena na qual Henry, um bêbado, deixa metade da garrafa pra trás, o diálogo no espelho sendo um capricho do ator... Enfim.
Mas eu imaginava o Henry com a voz mais rouca, um tom mais de firme e saco cheio do que chapado e mole... Mas é isso. Percepções né!
Um Lugar Silencioso
4.0 3,0K Assista AgoraÓtima ideia, mas como já dito por aqui: muitos furos.
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
4.2 1,5KSimplesmente amei! Piadas boas, sarcasmos, história envolvente, referências a filmes e séries... Me surpreendeu.
Matrix
4.3 2,6K Assista AgoraDaqueles que tu assiste e depois fica questionando sua "realidade".
Aquaman
3.7 1,7K Assista AgoraAcho que o principal diferencial deste para outros filmes de herói foi a "novidade" de ocorrer num cenário aquático. Os efeitos são encantadores e isso com certeza valoriza a experiência.
O Lar das Crianças Peculiares
3.3 1,5K Assista AgoraAquela dica de sempre: nunca leiam o livro antes de ver o filme. Suas expectativas não serão alcançadas.
E fiquei bem frustrada em ver os nomes de Emma e Olive trocados aaaaaa.
Para Todos os Garotos que Já Amei
3.7 1,2KIti malia
Sierra Burgess é uma Loser
3.1 741 Assista AgoraPara um filme com essa pegada adolescente está de bom tamanho, atende a proposta. E de bônus achei interessante:
A forma como os pais influenciam as vivências dos filhos. Uma sentia a pressão por ter pais que se destacaram enquanto ela era a "fracassada". A outra era má como uma forma de defesa agressiva diante da realidade que sua mãe a colocava, com cobranças supérfluas e nada maternais.
Só acho que no final, deveriam
ter desenvolvido melhor a forma como ela reatou a amizade com a Verônica. Foi um dos grandes impasses a mancada que ela deu com a foto e do nada a prejudicada resolve ajudar ela a conseguir o que mais queria? Poderia ser melhor.
Extinção
2.9 436 Assista AgoraGostei do plot twist.
Extraordinário: A História de Stan Romanek
2.3 61 Assista AgoraAchei verídico!
(só que não)
Com Amor, Van Gogh
4.3 1,0K Assista AgoraPensar que o filme foi todo constituído por pintura é fascinannnnnete. Mas a forma que a história foi se desenrolando foi meio maçante.
Um Olhar do Paraíso
3.7 2,7K Assista AgoraPsicologicamente confusa com esse filme. História forte, mas com várias cenas arrastadas que dava vontade de passar logo.
Tem uma moral espiritualmente bonita, mas decepciona mesmo assim com o desfecho. É um filme "sei lá".
Mas tem uma fotografia legal, as cenas pós vida são lindas.
Fome de Poder
3.6 843 Assista AgoraUm ponto que achei interessante no filme foram os diversos momentos em que se evidenciava o quanto Kroc era uma cópia de tudo o que passava por ele, ao mesmo tempo que usava isso ao seu favor:
o cara vendia piano, depois ele diz que ele vendia;
o cara tinha tal esposa e ele logo deu um jeito de ter para ele;
a voz do disco falava uma frase motivacional e lá estava ele discursando essa frase ao final do filme;
quando contou a ideia dos milk shakes em pó aos irmãos, disse que foi ele quem achou;
e óbvio, a jogada central do filme com os restaurantes, onde ele é o fundador só que não
A ideia dos terrenos de forma a controlar tudo nem foi dele, mas aí foi contratação de serviço e não cópia, então ok.
Ele se tornou os ricos que tanto criticou. Na realidade ele queria ser como eles.
Há outras que não me recordo, mas enfim. O fato de ter acabado o filme com uma cena desse viés me fez refletir o quanto uma pessoa se perde no seu ser, se torna caricatura de tudo ao seu redor em nome da riqueza. Sempre movido por querer o que os outros tinham, alcançar um padrão esquecendo-se de viver (vide a vida com a esposa, coitada). Quem é Kroc?
O Quarto de Jack
4.4 3,3K Assista AgoraExcelente, sobretudo se aplicamos um olhar psicológico:
A forma como a pessoa presa em cativeiro precisa adequar sua subjetividade e ações para sobreviver e até mesmo não surtar, mantendo-se na linha tênue entre desespero e calma, tentando viver normalmente num contexto nada normal;
Pensar na psicopatia do sequestrador, que vive uma relação tratando-a como se fossem livres, ao mesmo tempo que estipula limites pela agressão e abuso. E a forma como ela tinha que corresponder às atitudes superficialmente normais dele;
O fato de que o ser humano é constituído através do que sabe e, quando tirado de perto do conhecido, sente falta, afinal, para nós só existe aquilo que conhecemos (e isso não só dentro de um quarto, mas na vida em geral);
Mesmo que a situação anterior seja ruim, ainda é a mais familiar, sendo difícil desapegar-se mesmo quando se conhece o que é bom, ainda mais tratando-se de uma criança em desenvolvimento psicológico, social, etc; sendo necessário o processo de desapego da cena final (o tchau aos objetos);
e, por fim, pensar que esse tipo de caso existe por aí, em todo canto pessoas em cativeiro... Passei por muitas angústias e faltas de ar, talvez por pensar justamente nessa questão.
Que filme.
As Aventuras de Mark Twain
4.2 70Minha interpretação:
1- Ele preza a importância de amar e ser feliz, ressaltando as risadas e a felicidade de Adão estar com Eva, por fim.
2- Ele aborda muitas vezes a ganância e egoísmo dos humanos (homens massinhas de Satã, ganância/orgulho de Tom, etc).
Se continuar tem spoiler:
3- Portanto, unindo os tópicos 1 e 2, ele demonstra que nós humanos somos uma dualidade e que o bem e o mau estão juntos em nós. Eles não são opostos, mas sim complementos um do outro. Humanos são ao mesmo tempo Deus e Satã, Yin e Yang e tudo o que acreditamos vir de fora, na verdade vem de dentro, ideia sugerida em duas cenas: quando Mark diz que representa Deus e quando o rosto de Mark aparece na máscara de Satã. Ou seja, ele é Satã e ele é Deus, portanto ele é humano, dual.
4- As histórias de Mark saíram do pensamento dele e na animação viajamos por elas, então o anjo caído Satã vem de dentro dele. Assim, mais uma vez demonstra que tudo está dentro de nós, como dito no tópico 3. Além disso, os céus diferentes para cada ser e aquela cena dizendo que estamos sós e só existe nosso pensamento ao redor, sugere novamente que cada um tem um universo dentro de si, cada um cria o céu que imagina (o cara imaginava com harpa, auréola e bíblia e assim foi). É a filosofia do Idealismo, na qual quem cria nosso mundo somos nós mesmos, e não nós que estamos num mundo já criado (inclusive isso explicaria as cenas "extraordinárias", realidades criadas pela mente deles).
5- Por fim, Mark tem o lado bom e o lado mau dele separados (E dá para entender que eles são ligados mesmo em corpos diferentes, afinal, o lado mau ajudou a salvar o balão porque ele é um lado de uma só pessoa que possui o lado bom também) e a animação se encerra juntando ambos, mostrando claramente na hora de "morrer" que um lado não existe sem o outro, pois é assim que o ser humano é, voltando ao tópico 3.
Portanto, para mim a moral da história é incorreto sermos maniqueístas, dizer que seres humanos ou são bons, ou ruins. Mark até diz que deveria haver um lugar pós vida com o clima do céu e companhia do inferno, não locais opostos e sim misturados. Somos um paradoxo!! Somos bons com traços maus e maus com traços bons. O humano é uma dualidade criada pelo seu próprio pensamento (voltando a lembrar da cena do vazio ao redor). É aí que reside o grande mistério.
Ele Está de Volta
3.8 682Muito boa reflexão! Preocupante, inclusive.
Ninfomaníaca: Volume 2
3.6 1,6KSuperior ao primeiro, mais denso e com diálogos interessantes, além de altamente psicanalítico.
Percebe-se que são filmes bem 8 ou 80, ou amam ou odeiam... Bom, quem esperava se excitar devido ao título, decepcionou-se trombando com uma análise psicológica das boas.