Interessante como o filme trata um assunto sério como o divórcio de maneira cômica. Me remeteu muito a tragicomédia. Lembro que quando assisti foi uma noite extremamente feliz, engraçada e de pré-viagem. Era tudo o que eu tinha.
"A Rita levou meu sorriso No sorriso dela Meu assunto Levou junto com ela E o que me é de direito Arrancou-me do peito E tem mais Levou seu retrato, seu trapo, seu prato Que papel! Uma imagem de são Francisco E um bom disco de Noel..."
Fetichismo. Tédio. Ócio. Casamento falido. Família como instituição falida. Homofobia. Disciplina. Drogas. Vida saudável. O filme trabalha com temas importantes da sociedade, mas como todo filme hollywoodiano segue a mesma regra: você não precisa refletir acerca dos acontecimentos - o filme faz isso pra você. Apesar da excelente atuação de Kevin Spacey, é incrível como Hollywood torna tudo tão chato. Filme fútil. Cinema é realmente algo engraçado: talvez eu precise parar de seguir recomendações. Porque sem elas, talvez esse filme tivesse passado despercebido.
Desconhecendo o diretor do filme, o mesmo me surpreendeu. O filme reflete o fim da sociedade da antiga RDA (República Democrática da Alemanha - Alemanha Oriental). O filme é uma grande poesia. Um grande escritor que nada contesta o regime socialista começa a ser vigiado pela Segurança do Estado (a saudosa Stasi - conhecida como um dos melhores modelos de segurança do Estado em toda a história mundial). Pois bem, o diretor de teatro Dreyman é um artista respeitado e consagrado, porém, um de seus grandes ídolos comete suicídio (Albert Jeska) e sendo assim, Dreyman inicia uma pesquisa sobre o número de suicídios na Alemanha Oriental (informação essa que deixa de ser exposta para a sociedade no ano de 1977). Inconformado com essa situação, Dreyman e outros artistas conspiradores resolvem escrever uma peça relacionada a essa situação. Comovido com o decorrrer da história de Dreyman, o Capitão Wiesler (um respeitado agente da Stasi) resolve então ajudar o escritor a conseguir passar essa peça para o lado Ocidental da Alemanha fazendo "vista-grossa" ao não relatar para a fronteira que a então peça sobre os suicídios da Alemanha Oriental estava passando por um carro de um escritor da Alemanha Ocidental. Achei interessante o fato do diretor passar a sua sensibilidade desse momento histórico alemão, porém não me sensibilizei com a história de Dreyman - que claramente se torna um conspirador contra o socialismo da RDA. O fato de Jeska ter se suicidado, leva Dreyman a ter uma outra visão sobre o Estado Socialista que claramente investiu durante toda a carreira artística de Dreyman. Achei interessante dois outros momentos do filme: a fala do então ministro Bruno Hempf pós-queda do muro de Berlim. Ele diz para Dreyman: "Agora vocês não tem mais em que acreditar, vocês não tem mais com o que se rebelar. E pensar que nós do Estado investimos tanto em você..." E o segundo momento é o que a Alemanha Oriental se tornou depois da queda do muro: aparições de mendigos, ruas sujas, trânsito intenso de carros (número exagerado de veículos), pichações em inúmeras paredes, desemprego, etc. Diferente de "Adeus, Lênin", "A Vida dos Outros" não é um filme saudosista da Alemanha Oriental - o que me deixou um pouco decepcionado; Porém, é um grande filme.
Quando vi pela primeira vez fiquei fascinado primeiramente com duas observações: a fotografia do filme e tive a mesma dúvida que Gil Pender: não sei se Paris é mais bonita de dia ou de noite. O filme tem diversas discussões extremamente interessantes. Uma delas é o fato que Pender é um escritor fascinado por Paris, porém fascinado nos anos 20. Tão fascinado que compartilha momentos com escritores importantes (escritores que não são só influências para ele, mas que ele está disposto a atingir o mesmo grau de importância que esses escritores). Porém, ele tem diversas coisas que o impedem: uma noiva que duvida de seu potencial, capacidade e carisma. Um sogro aliado ao "Tea Party" (ala do Partido Republicano norte-americano com forte caráter ultraconservador). Pender é um recém-escritor e com esse nascimento também nasce um sentimento progressista e com isso ele vai aderindo a sua liberdade que tanto lhe faz bem. Assim como nós jovens do século XXI queríamos dar uma passada pela geração "beat", Pender quer voltar a década de XX francesa, assim como Adriana quer voltar para a Belle Epoque. É natural do homem olhar para o passado e imaginá-lo inserido naquele contexto que julga ser melhor que o presente. Fantástica obra de Woody Allen. Filme delicado, sensível e muito amado. Bem como disse Júpiter Maçã: "Deitado no divã com Woddy Allen, eu tive um sonho com aquele estranho velho alien, que era cabeça Bob Dylan, barba Ginsberd Allen."
Esse filme resgata uma ideia interessante sobre suspense policial: você sabe o que acontece, quem fez e o porquê, porém não consegue provar nada contra essa pessoa. Mais interessante ainda desse filme é o personagem Ted Crawford (Anthony Hopkins): um magnata dono de uma aviação que obviamente consegue ter tudo o que tem através do seu poder monetário, só não consegue uma coisa que provavelmente procurou durante toda sua vida: um amor sincero. Ao perceber que está longe de conseguir um amor sincero, a resposta pode ser muito dura. É intrigante a ideia que o diretor quis passar: alguns crimes podemos ter o melhor promotor, ou um promotor bastante renomado. Ele é um gênio até se encontrar com um gênio maior que ele e esse gênio maior é representado pela figura de Ted Crawford (o melhor advogado dele mesmo). Anthony Hopkins é um gênio do cinema, nada mais justo que interpretar uma figura genial. Como na música dos Engenheiros do Hawaii: "Somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos."
Esse filme não é qualquer um daqueles filmes que fala sobre preconceito racial, arrependimento e alguns choros e pedidos de desculpas, ele vai muito mais além. Estamos trabalhando aqui com uma crítica intensa à sociedade norte-americana: racista, xenófoba, ultraconservadora e falsa moralista. O filme todo em si é uma grande crítica a essa sociedade manipulada por grandes magnatas que dominam os meios de comunicação e um governo autoritário que alimenta pequenos grupos racistas e delinquentes. É importante também a crítica que ele faz a essa construção neonazista após a morte do pai de Derek Vinyard por duas pessoas negras. O diretor passa de maneira honesta o que geralmente acontece com jovens que perdem seus entes queridos através de alguma tragédia. Esses jovens justificam seu ódio através de algo muito ruim que tenha acontecido, a reflexão do filme é: tudo isso vale a pena? Vale a pena perder bons anos da sua vida atrás das grades alimentando o sofrimento familiar? Vale a pena alimentar um discurso de ódio que obviamente só trará sofrimento e tristeza?
Será uma rejeição materna a responsável por tanta dor? Acredito que não. Kevin demonstrava algum transtorno psicológico desde o seu nascimento e o que concretiza a desconfiança de sua mãe é quando ela percebe que Kevin está demorando muito para falar (uma característica predominante de algum tipo de autismo). Porém, Kevin sempre se sentiu rejeitado pela mãe, portanto resgata e valoriza seu amor paterno, que é recíproco. Kevin manipula seu pai durante todo o filme, ele precisa de apoio e defesa para sempre conseguir afetar sua mãe. O filme trabalha com um assunto delicado, principalmente na sociedade norte-americana que é uma verdadeira "fábrica" de psicóticos, psicopatas e sociopatas e o que a gente pode perceber que o próprio Kevin é um crítico a essa sociedade que é viciada em televisões e que está dominada por esse meio de comunicação. Filme sensacional: direto, frio e cru. Trilha sonora impecável - blues triste e calmo, mas que traz na melodia um ar de "superação". "Eu tinha certeza que sabia. Agora já não sei mais." Complexo de Édipo mal resolvido e uma péssima forma de provar o amor pela mãe.
O filme em si é muito desconfortável: mostra uma Inglaterra antiga, fria, triste e solitária. Isso torna toda a imagem do filme muito obscura e curiosa. Achei interessante a forma como o diretor se mostrou fiel não só ao enredo, linguagem, mas também a história de fato. Uma fidelidade importante a inquisição imposta as mulheres que "fugiam" das normalidades tradicionais da sociedade e por isso e por motivos torpes, eram consideradas bruxas (isso mostra que o diretor se mostrou interessado sobre o assunto e que leu história). A ideia do filme não é ser algo assustador, medonho e bizarro como a maioria dos filmes de terror do século XXI. A preocupação é a delicadeza, a frieza e o modo social da Inglaterra do século XVII. Um dia li algo e concordo: "Tenho a impressão que não deveria estar assistindo isso."
É um ótimo filme. Conta com a ilustre participação de Bruno Ganz (Adolf Hitler em A Queda! As últimas Horas de Hitler), como um ex-agente da Stasi (Polícia Secreta da antiga Alemanha Oriental), o que revela um certo saudosismo à Alemanha dividida, pois o ex-agente é um senhor satisfeito com o trabalho que fez. O filme passa em torno do capitalismo industrial selvagem que faz qualquer coisa pela exploração e pelo faturamento e é capaz até de eliminar a nossa espécie. É uma boa crítica ao nosso cenário politico-econômico atual, mostrando a verdeira cara dos mega empresários mundiais que dominam tudo e todos com influência norte-americana. Grande filme.
Que loucura, cara! Mas vamos lá... Já tive a oportunidade de assistir alguns filmes de Haneke, como: Benny's video, Funny Games e A Fita Branca, mas acho que nenhum deles me tocou tanto quanto Cachê. Cachê é um filme surpreendente em vários aspectos, sendo um deles que me chamou mais atenção: o fato do diretor não querer mostrar ao espectador quem realmente "aterroriza" a vida do personagem principal. A proposta é outra, é o espectador refletir não o porquê, mas de uma forma relembrar sua memória que ainda o tortura depois de anos e anos. O diretor brinca com essa questão relacionando as fitas com seu trabalho como apresentador de televisão, onde lá ele pode editar as imagens que ele quer passar na gravação, diferente das fitas, onde ele não tem esse poder e onde mostra sua pessoa "verdadeira". Quanto a "quem" estava fazendo esse tipo de tortura psicológica (característica forte no cinema de Haneke), fica para o espectador conseguir refletir. É necessário entender uma coisa: o único que sabia dessa história até então era Madji. Provavelmente tenha contado para seu filho. Pierrot é um personagem questionável também, porém pela sua idade, é provável que seu pai nunca tenha contado essa história. O único que com certeza sabia de toda essa história era Madji (tanto que desenha o galo morto), onde só eles dois testemunharam tal ação. A cena final onde Pierrot e o filho de Madji se encontram também é algo para reflexão: teria Pierrot ajudado tal "brincadeira"? Como resposta a vida chata e monótana burguesa francesa?
Uma das animações mais lindas já feitas na história do cinema. Uma história muito bem construída, uma arte genialmente bem feita. É tudo muito, trilha sonora então - impecável! Muito lindo.
O cinema de Vinterberg é interessante. Vi algumas influências de seu filme que está no Dogma 95: "Festa de Família". O último cenário que parece um castelo, também faz parte do final de "A caça", o ator que interpreta Theo, Thomas Bo Larsen, também faz um papel de bêbado em "Festa de Família". Interessante a maturidade com que o diretor trata do filme, trabalha com um assunto delicado e que acontece à todo momento. Grande papel de Mads Mikkelsen, um ator incrível. Fotografia e roteiro incríveis. Grande filme!
Esse é o tipo de filme que quando termina você quer apenas chorar e chorar. Tão delicado, intenso, denso, sensível. O que faz a busca incessante por alguém: romper o de mais puro que há - a inocência... Lindo, mil vezes lindo. As imagens, a fotografia, a trilha sonora. Angelopoulos poderia ir à Hollywood ensinar como se faz um cinema de qualidade.
Jeremy Davies - sem palavras. Marguerite Moreau - sem palavras. Contada com perfeição, essa é uma das histórias mais intrigantes envolvendo assassinatos na história dos EUA. Interessante a gente pensar em todo o movimento que acontecia na época, a parte que os "verdadeiros hippies" aparece no fim do filme dizendo que Manson não era um hippie, que os hippies não defendiam nada do que ele falava e etc... Achei o filme excelente, podiam fazer um puta documentário mostrando os presos como estão hoje em dia e tal. Tem uma galera com essa curiosidade.
Tentaram fazer um Apollo 13 com uma atriz chata e com menos gente... Filme típico de Oscar: a imagem está ali pronta, você não precisa refletir em momento algum pra entender o que se passa. É o que Hollywood sempre trabalhou desde a sua existência: premiar filmes que têm como a maior característica esquecer logo depois que os assiste.
(500) Dias com Ela
4.0 5,7K Assista Agora"Me deixe de fora desse seu mau sentimento. Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia."
Kramer vs. Kramer
4.1 582 Assista AgoraInteressante como o filme trata um assunto sério como o divórcio de maneira cômica. Me remeteu muito a tragicomédia. Lembro que quando assisti foi uma noite extremamente feliz, engraçada e de pré-viagem. Era tudo o que eu tinha.
E Além de Tudo Me Deixou Mudo o Violão
3.1 15"A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito
E tem mais Levou seu
retrato, seu trapo, seu prato
Que papel! Uma imagem de são Francisco E um bom disco de Noel..."
Stranger Things (1ª Temporada)
4.5 2,7K Assista Agora"Joy Division, Bowie, Television, The Smiths... Isso vai mudar a sua vida."
Beleza Americana
4.1 3,0K Assista AgoraFetichismo. Tédio. Ócio. Casamento falido. Família como instituição falida. Homofobia. Disciplina. Drogas. Vida saudável.
O filme trabalha com temas importantes da sociedade, mas como todo filme hollywoodiano segue a mesma regra: você não precisa refletir acerca dos acontecimentos - o filme faz isso pra você. Apesar da excelente atuação de Kevin Spacey, é incrível como Hollywood torna tudo tão chato. Filme fútil.
Cinema é realmente algo engraçado: talvez eu precise parar de seguir recomendações. Porque sem elas, talvez esse filme tivesse passado despercebido.
A Vida dos Outros
4.3 646Desconhecendo o diretor do filme, o mesmo me surpreendeu.
O filme reflete o fim da sociedade da antiga RDA (República Democrática da Alemanha - Alemanha Oriental). O filme é uma grande poesia. Um grande escritor que nada contesta o regime socialista começa a ser vigiado pela Segurança do Estado (a saudosa Stasi - conhecida como um dos melhores modelos de segurança do Estado em toda a história mundial). Pois bem, o diretor de teatro Dreyman é um artista respeitado e consagrado, porém, um de seus grandes ídolos comete suicídio (Albert Jeska) e sendo assim, Dreyman inicia uma pesquisa sobre o número de suicídios na Alemanha Oriental (informação essa que deixa de ser exposta para a sociedade no ano de 1977). Inconformado com essa situação, Dreyman e outros artistas conspiradores resolvem escrever uma peça relacionada a essa situação. Comovido com o decorrrer da história de Dreyman, o Capitão Wiesler (um respeitado agente da Stasi) resolve então ajudar o escritor a conseguir passar essa peça para o lado Ocidental da Alemanha fazendo "vista-grossa" ao não relatar para a fronteira que a então peça sobre os suicídios da Alemanha Oriental estava passando por um carro de um escritor da Alemanha Ocidental. Achei interessante o fato do diretor passar a sua sensibilidade desse momento histórico alemão, porém não me sensibilizei com a história de Dreyman - que claramente se torna um conspirador contra o socialismo da RDA. O fato de Jeska ter se suicidado, leva Dreyman a ter uma outra visão sobre o Estado Socialista que claramente investiu durante toda a carreira artística de Dreyman.
Achei interessante dois outros momentos do filme: a fala do então ministro Bruno Hempf pós-queda do muro de Berlim. Ele diz para Dreyman: "Agora vocês não tem mais em que acreditar, vocês não tem mais com o que se rebelar. E pensar que nós do Estado investimos tanto em você..."
E o segundo momento é o que a Alemanha Oriental se tornou depois da queda do muro: aparições de mendigos, ruas sujas, trânsito intenso de carros (número exagerado de veículos), pichações em inúmeras paredes, desemprego, etc.
Diferente de "Adeus, Lênin", "A Vida dos Outros" não é um filme saudosista da Alemanha Oriental - o que me deixou um pouco decepcionado; Porém, é um grande filme.
Meia-Noite em Paris
4.0 3,8K Assista AgoraQuando vi pela primeira vez fiquei fascinado primeiramente com duas observações: a fotografia do filme e tive a mesma dúvida que Gil Pender: não sei se Paris é mais bonita de dia ou de noite. O filme tem diversas discussões extremamente interessantes. Uma delas é o fato que Pender é um escritor fascinado por Paris, porém fascinado nos anos 20. Tão fascinado que compartilha momentos com escritores importantes (escritores que não são só influências para ele, mas que ele está disposto a atingir o mesmo grau de importância que esses escritores). Porém, ele tem diversas coisas que o impedem: uma noiva que duvida de seu potencial, capacidade e carisma. Um sogro aliado ao "Tea Party" (ala do Partido Republicano norte-americano com forte caráter ultraconservador). Pender é um recém-escritor e com esse nascimento também nasce um sentimento progressista e com isso ele vai aderindo a sua liberdade que tanto lhe faz bem.
Assim como nós jovens do século XXI queríamos dar uma passada pela geração "beat", Pender quer voltar a década de XX francesa, assim como Adriana quer voltar para a Belle Epoque. É natural do homem olhar para o passado e imaginá-lo inserido naquele contexto que julga ser melhor que o presente.
Fantástica obra de Woody Allen. Filme delicado, sensível e muito amado. Bem como disse Júpiter Maçã: "Deitado no divã com Woddy Allen, eu tive um sonho com aquele estranho velho alien, que era cabeça Bob Dylan, barba Ginsberd Allen."
Um Crime de Mestre
3.8 745Esse filme resgata uma ideia interessante sobre suspense policial: você sabe o que acontece, quem fez e o porquê, porém não consegue provar nada contra essa pessoa. Mais interessante ainda desse filme é o personagem Ted Crawford (Anthony Hopkins): um magnata dono de uma aviação que obviamente consegue ter tudo o que tem através do seu poder monetário, só não consegue uma coisa que provavelmente procurou durante toda sua vida: um amor sincero. Ao perceber que está longe de conseguir um amor sincero, a resposta pode ser muito dura.
É intrigante a ideia que o diretor quis passar: alguns crimes podemos ter o melhor promotor, ou um promotor bastante renomado. Ele é um gênio até se encontrar com um gênio maior que ele e esse gênio maior é representado pela figura de Ted Crawford (o melhor advogado dele mesmo). Anthony Hopkins é um gênio do cinema, nada mais justo que interpretar uma figura genial. Como na música dos Engenheiros do Hawaii: "Somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos."
A Outra História Americana
4.4 2,3K Assista AgoraEsse filme não é qualquer um daqueles filmes que fala sobre preconceito racial, arrependimento e alguns choros e pedidos de desculpas, ele vai muito mais além. Estamos trabalhando aqui com uma crítica intensa à sociedade norte-americana: racista, xenófoba, ultraconservadora e falsa moralista. O filme todo em si é uma grande crítica a essa sociedade manipulada por grandes magnatas que dominam os meios de comunicação e um governo autoritário que alimenta pequenos grupos racistas e delinquentes.
É importante também a crítica que ele faz a essa construção neonazista após a morte do pai de Derek Vinyard por duas pessoas negras. O diretor passa de maneira honesta o que geralmente acontece com jovens que perdem seus entes queridos através de alguma tragédia. Esses jovens justificam seu ódio através de algo muito ruim que tenha acontecido, a reflexão do filme é: tudo isso vale a pena? Vale a pena perder bons anos da sua vida atrás das grades alimentando o sofrimento familiar? Vale a pena alimentar um discurso de ódio que obviamente só trará sofrimento e tristeza?
Precisamos Falar Sobre o Kevin
4.1 4,3K Assista AgoraSerá uma rejeição materna a responsável por tanta dor?
Acredito que não. Kevin demonstrava algum transtorno psicológico desde o seu nascimento e o que concretiza a desconfiança de sua mãe é quando ela percebe que Kevin está demorando muito para falar (uma característica predominante de algum tipo de autismo). Porém, Kevin sempre se sentiu rejeitado pela mãe, portanto resgata e valoriza seu amor paterno, que é recíproco. Kevin manipula seu pai durante todo o filme, ele precisa de apoio e defesa para sempre conseguir afetar sua mãe.
O filme trabalha com um assunto delicado, principalmente na sociedade norte-americana que é uma verdadeira "fábrica" de psicóticos, psicopatas e sociopatas e o que a gente pode perceber que o próprio Kevin é um crítico a essa sociedade que é viciada em televisões e que está dominada por esse meio de comunicação.
Filme sensacional: direto, frio e cru. Trilha sonora impecável - blues triste e calmo, mas que traz na melodia um ar de "superação". "Eu tinha certeza que sabia. Agora já não sei mais." Complexo de Édipo mal resolvido e uma péssima forma de provar o amor pela mãe.
A Bruxa
3.6 3,5K Assista AgoraO filme em si é muito desconfortável: mostra uma Inglaterra antiga, fria, triste e solitária. Isso torna toda a imagem do filme muito obscura e curiosa. Achei interessante a forma como o diretor se mostrou fiel não só ao enredo, linguagem, mas também a história de fato. Uma fidelidade importante a inquisição imposta as mulheres que "fugiam" das normalidades tradicionais da sociedade e por isso e por motivos torpes, eram consideradas bruxas (isso mostra que o diretor se mostrou interessado sobre o assunto e que leu história). A ideia do filme não é ser algo assustador, medonho e bizarro como a maioria dos filmes de terror do século XXI. A preocupação é a delicadeza, a frieza e o modo social da Inglaterra do século XVII. Um dia li algo e concordo: "Tenho a impressão que não deveria estar assistindo isso."
Desconhecido
3.5 1,0K Assista AgoraÉ um ótimo filme. Conta com a ilustre participação de Bruno Ganz (Adolf Hitler em A Queda! As últimas Horas de Hitler), como um ex-agente da Stasi (Polícia Secreta da antiga Alemanha Oriental), o que revela um certo saudosismo à Alemanha dividida, pois o ex-agente é um senhor satisfeito com o trabalho que fez. O filme passa em torno do capitalismo industrial selvagem que faz qualquer coisa pela exploração e pelo faturamento e é capaz até de eliminar a nossa espécie. É uma boa crítica ao nosso cenário politico-econômico atual, mostrando a verdeira cara dos mega empresários mundiais que dominam tudo e todos com influência norte-americana. Grande filme.
Tomboy
4.2 1,6K Assista AgoraSó eu sempre chorei quando aparecia a Jeanne?
Caché
3.8 382 Assista AgoraQue loucura, cara! Mas vamos lá...
Já tive a oportunidade de assistir alguns filmes de Haneke, como: Benny's video, Funny Games e A Fita Branca, mas acho que nenhum deles me tocou tanto quanto Cachê.
Cachê é um filme surpreendente em vários aspectos, sendo um deles que me chamou mais atenção: o fato do diretor não querer mostrar ao espectador quem realmente "aterroriza" a vida do personagem principal. A proposta é outra, é o espectador refletir não o porquê, mas de uma forma relembrar sua memória que ainda o tortura depois de anos e anos. O diretor brinca com essa questão relacionando as fitas com seu trabalho como apresentador de televisão, onde lá ele pode editar as imagens que ele quer passar na gravação, diferente das fitas, onde ele não tem esse poder e onde mostra sua pessoa "verdadeira".
Quanto a "quem" estava fazendo esse tipo de tortura psicológica (característica forte no cinema de Haneke), fica para o espectador conseguir refletir. É necessário entender uma coisa: o único que sabia dessa história até então era Madji. Provavelmente tenha contado para seu filho. Pierrot é um personagem questionável também, porém pela sua idade, é provável que seu pai nunca tenha contado essa história. O único que com certeza sabia de toda essa história era Madji (tanto que desenha o galo morto), onde só eles dois testemunharam tal ação. A cena final onde Pierrot e o filho de Madji se encontram também é algo para reflexão: teria Pierrot ajudado tal "brincadeira"? Como resposta a vida chata e monótana burguesa francesa?
As Bicicletas de Belleville
4.2 343Uma das animações mais lindas já feitas na história do cinema. Uma história muito bem construída, uma arte genialmente bem feita. É tudo muito, trilha sonora então - impecável! Muito lindo.
Cubo
3.3 895 Assista AgoraProposta boa, final nem tanto.
Eraserhead
3.8 953 Assista AgoraBoyzone
Adeus, Lenin!
4.2 1,1KPra mim, um dos melhores filmes socialistas já feito. Você faria isso pela sua mãe?
A Caça
4.2 2,1K Assista AgoraO cinema de Vinterberg é interessante. Vi algumas influências de seu filme que está no Dogma 95: "Festa de Família". O último cenário que parece um castelo, também faz parte do final de "A caça", o ator que interpreta Theo, Thomas Bo Larsen, também faz um papel de bêbado em "Festa de Família". Interessante a maturidade com que o diretor trata do filme, trabalha com um assunto delicado e que acontece à todo momento. Grande papel de Mads Mikkelsen, um ator incrível.
Fotografia e roteiro incríveis. Grande filme!
Annabelle
2.7 2,7K Assista AgoraMeia estrela porque não tem como avaliar negativamente (tipo -5 estrelas).
Paisagem na Neblina
4.3 131Esse é o tipo de filme que quando termina você quer apenas chorar e chorar. Tão delicado, intenso, denso, sensível. O que faz a busca incessante por alguém: romper o de mais puro que há - a inocência... Lindo, mil vezes lindo. As imagens, a fotografia, a trilha sonora. Angelopoulos poderia ir à Hollywood ensinar como se faz um cinema de qualidade.
Helter Skelter
3.5 208Jeremy Davies - sem palavras. Marguerite Moreau - sem palavras.
Contada com perfeição, essa é uma das histórias mais intrigantes envolvendo assassinatos na história dos EUA. Interessante a gente pensar em todo o movimento que acontecia na época, a parte que os "verdadeiros hippies" aparece no fim do filme dizendo que Manson não era um hippie, que os hippies não defendiam nada do que ele falava e etc... Achei o filme excelente, podiam fazer um puta documentário mostrando os presos como estão hoje em dia e tal. Tem uma galera com essa curiosidade.
Gravidade
3.9 5,0K Assista AgoraTentaram fazer um Apollo 13 com uma atriz chata e com menos gente... Filme típico de Oscar: a imagem está ali pronta, você não precisa refletir em momento algum pra entender o que se passa. É o que Hollywood sempre trabalhou desde a sua existência: premiar filmes que têm como a maior característica esquecer logo depois que os assiste.
Malévola
3.7 3,8K Assista AgoraMesmo blablabla da Disney de sempre. Boring.