O passado está presente de todas as formas no filme, a todo momento, como se viesse para resolver algo e só fosse quando estivesse totalmente resolvido.
E pra entender esse passado, é preciso compreender a teia que está dentro (e por trás) do passado.
Instigante e reflexivo, às vezes parece que o filme fica sem nexo, mas na maioria delas, acho que o efeito é proposital.
Ouvi hoje falarem: "faltou um final no filme" Que final? não (ou)viram? "quando talvez precisar de mim... cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim" o filme se realiza no fim, que não existe. Passa longe de todos os "fins" de filmes, não vistos, mas existentes. a fotografia dele [na parte dos créditos, principalmente!] é muito bem feita.
"Victor mostrou sempre preferência pela água, e o modo que bebe mostra que tem grande prazer nisso. Fica junto à janela a contemplar o campo, como se este filho da natureza tentasse unir as duas bênçãos para sobreviver à perda de liberdade - um copo de água pura e a visão do sol no campo."
Frase linda! :) O homem que une sua vida à natureza pode contemplar melhor a sua vida. E o mais marcante é o final,
Eu só gostei do scope e certas cenas e seus diálogos. Algumas coisas têm seu sentido entendido, mas me pareceu que outras são tão embutidas no diretor, que ficou difícil entender o que ele queria passar. Talvez aquilo dentro dele, as
imagens do sertão, o contexto do filme, mais histórico-pessoal
dificultou o entendimento pela subjetividade que ele traz dentro de si. Não que quem não entenda tenha ausência de sensibilidade ou subjetividade dentro de si, mas eu vi cenas muito sem sentido para mim e para alguns, que talvez façam para o dir., mas foi difícil de traduzi-las universalmente com tudo que era possível. É uma coisa universal? É. Mas carregada do universo de alguém sobre o universo. No debate do encerramento dos 15 anos da Fundação Joaquim Nabuco, Daniel Aragão falou que o 1o. filme dele era uma coisa mais dele, mais pessoal, que não precisasse "chocar", "ser diferente", ou melhor, "surpreender". Mas o fato é que ficou carregado do universo dele, tão dele, que talvez poucos, próximos, entenderiam. E o scope foi muito mais "diferente" ao ponto de ser mais impactante do que o filme. Isso em entendimento de filme. Já a atriz Maria (Christiana Ubach) não me convenceu por completo e na maioria das vezes,
uma pernambucana mesmo, vindo do interior. Seu sotaque que até era médio. As roupas traduziam, algumas vezes, esse perfil. Não por ser loira, porém isso dificultou um pouco, mas porque não via nela um comportamento daqui mesmo. Seja interior ou cidade. Uma coisa mais regional, sem limitar-se a expressões, por exemplo. Alguns momentos, olhei para ela além do Brasil, até.
Uma pessoa na sessão disse que ela lembrava uma princesa, algo assim, em um momento no filme. Isso tirou toda a nossa regionalidade e identidade mesmo, de Brasil. Porque não consigo, em qualquer atriz/mulher desse país, uma atitude de princesa. Uma princesa "original", de origens, como Maria pareceu na cena. Foquei nela, mas não vi atores bons. Chegou um momento que não acompanhava mais.
Quando ele cai, acorda, procura Maria, vê o feto, anda, o rosto dela aparece, ele nada nu, aparecem "jagunços" e ele responde aos mesmos,
já não entendia mais nada e fiquei os créditos tentando associar as coisas. Até ele voltar às origens (cena, não parte) você entende. Mas depois, é algo totalmente desassociável uma tomada da outra. Ou é muito pessoal ou sem sentido, e creio ser o 1o. mesmo. :)
Que tenha feito o "escândalo" da época, infelizmente isso mostra que estávamos ainda bem atrasados em relação a liberdade e totalmente cegos pela submissão. Libertina ou submissa, Juliette foi subversiva. Esse filme é lindo! Bardot é maravilhosa, acho ela uma musa pela coragem, justamente por ser o que queria, teve a oportunidade de ser uma sex symbol da época. Linda demais a
Citei que ainda éramos bem retrógrados, mas me admiro hoje muitos serem ainda, ainda que menos, a "subversão" dos dias de hoje é mais uma questão estética do que moral ou anti-moral [o que não anula] ainda temos muito pudor, mas a coisa da 'esteticazinha' acaba com a força desse universo, o feminismo. E, claro, sem esquecer que essa conduta libertina dela não a faz sofrer mais, ter mais prazer, amar mais, decepcionar-se mais ou o que for... muito menos, menos. Ela é feliz daquele jeito assim como outras de outro jeito.
Beirando as 3h de filme, sendo western (não curto muito, pessoal) e todos terem super estimado o filme, estar morrendo de sono... ele não conseguiu me deixar entediada e me prendeu. Gostei do roteiro, os diálogos são muito bons, rss. Só odiei ver
Os arquivos, as recuperações das imagens, a estética, as cores, as músicas, o arquivo cultural da década do que foi a década de 60, e mais precisamente o anos 67-69... Perfeito. Impressionada como gostei e fiquei extasiada com a filme. Adoro o tropicalismo e eu preciso desses arquivos, não há nada esteticamente feio no filme, nas pessoas, na época. De sujo, só o golpe e a "borda". De triste só o fim. Verei centenas de outras vezes e quero a cópia de tudo que tem lá! <3
E Caetano e Gil foram os mais lindos que eu já vi. <3 Rita Lee...nda <3
Ele é todo construído com base num regionalismo pernambucano, como Samir Habour Hana, o repórter (cujo nome me esqueci) do programa Isto é Remoso, Miró da Muribeca e mais algumas coisas.
Creio que poucos irão conseguir entender e sentir o que realmente a Monga e todo o filme representa para o nosso cenário, (PE).
Certamente, irão entender da crítica social (acho que posso dizer assim) que há na relação NÓS-MONGA. Ex.
João Paulo Sartre, "capitalismo que fez monstruosidades e agora ela se torna monstra"
Por ser um curta, normal as abordagens serem mais superficiais, mas justamente isso dá margem às pessoas refletirem com apenas "tiradas" dele. Acho massa, mas quem não conhece Pernambuco de verdade (olha que tem muita coisa, Geraldo Julio nem sabe o preço da passagem dos ônibus da RMR, rsss) ou tem uma sacada do que rola por essas cenas e adjacências, fica muito complicado. Mas vale a pena conhecer cada m² subjetivo e físico ;)
Praia do Futuro
3.4 937 Assista AgoraComentários não comportam.
Não.
Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento
3.8 589 Assista AgoraUma história bonita e rica, sobre uma mulher que soube usar todos seus talentos da melhor forma, para uma causa bonita. E deu certo! =)
Lindo.
O Passado
3.9 295 Assista AgoraAdorei o filme! Com um diálogos e enredo complexos, e também lindos.
O passado está presente de todas as formas no filme, a todo momento, como se viesse para resolver algo e só fosse quando estivesse totalmente resolvido.
Instigante e reflexivo, às vezes parece que o filme fica sem nexo, mas na maioria delas, acho que o efeito é proposital.
O final realmente parece ser foi a parte mais desconectada do resto da história, mas ao mesmo tempo é a chave pra quase tudo do filme acontecer.
O Abismo Prateado
3.3 217 Assista AgoraOuvi hoje falarem: "faltou um final no filme"
Que final? não (ou)viram? "quando talvez precisar de mim... cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim"
o filme se realiza no fim, que não existe. Passa longe de todos os "fins" de filmes, não vistos, mas existentes.
a fotografia dele [na parte dos créditos, principalmente!] é muito bem feita.
O Garoto Selvagem
3.8 92"Victor mostrou sempre preferência pela água, e o modo que bebe mostra que tem grande prazer nisso.
Fica junto à janela a contemplar o campo, como se este filho da natureza tentasse unir as duas bênçãos para sobreviver à perda de liberdade - um copo de água pura e a visão do sol no campo."
Frase linda! :)
O homem que une sua vida à natureza pode contemplar melhor a sua vida.
E o mais marcante é o final,
quando o homem cria seu senso moral
Equilibrando a sua condição ao mundo como um todo. :')
Calma Monga, Calma!
3.3 8"pois até hoje, sem ter calma desencontro paga
no corre-corre, no desespero, nego até se mata
vocês, aí, tão me ouvindo, tenham calma!"
calma calma calma monga calma <3
Boa Sorte, Meu Amor
3.2 35Eu só gostei do scope e certas cenas e seus diálogos.
Algumas coisas têm seu sentido entendido, mas me pareceu que outras são tão embutidas no diretor, que ficou difícil entender o que ele queria passar. Talvez aquilo dentro dele, as
imagens do sertão, o contexto do filme, mais histórico-pessoal
Não que quem não entenda tenha ausência de sensibilidade ou subjetividade dentro de si, mas eu vi cenas muito sem sentido para mim e para alguns, que talvez façam para o dir., mas foi difícil de traduzi-las universalmente com tudo que era possível.
É uma coisa universal? É. Mas carregada do universo de alguém sobre o universo.
No debate do encerramento dos 15 anos da Fundação Joaquim Nabuco, Daniel Aragão falou que o 1o. filme dele era uma coisa mais dele, mais pessoal, que não precisasse "chocar", "ser diferente", ou melhor, "surpreender". Mas o fato é que ficou carregado do universo dele, tão dele, que talvez poucos, próximos, entenderiam. E o scope foi muito mais "diferente" ao ponto de ser mais impactante do que o filme.
Isso em entendimento de filme.
Já a atriz Maria (Christiana Ubach) não me convenceu por completo e na maioria das vezes,
uma pernambucana mesmo, vindo do interior. Seu sotaque que até era médio. As roupas traduziam, algumas vezes, esse perfil. Não por ser loira, porém isso dificultou um pouco, mas porque não via nela um comportamento daqui mesmo. Seja interior ou cidade. Uma coisa mais regional, sem limitar-se a expressões, por exemplo. Alguns momentos, olhei para ela além do Brasil, até.
Foquei nela, mas não vi atores bons.
Chegou um momento que não acompanhava mais.
Quando ele cai, acorda, procura Maria, vê o feto, anda, o rosto dela aparece, ele nada nu, aparecem "jagunços" e ele responde aos mesmos,
Ou é muito pessoal ou sem sentido, e creio ser o 1o. mesmo. :)
...E Deus Criou a Mulher
3.5 113 Assista AgoraQue tenha feito o "escândalo" da época, infelizmente isso mostra que estávamos ainda bem atrasados em relação a liberdade e totalmente cegos pela submissão.
Libertina ou submissa, Juliette foi subversiva.
Esse filme é lindo! Bardot é maravilhosa, acho ela uma musa pela coragem, justamente por ser o que queria, teve a oportunidade de ser uma sex symbol da época. Linda demais a
cena inicial com os pés dela!
Citei que ainda éramos bem retrógrados, mas me admiro hoje muitos serem ainda, ainda que menos, a "subversão" dos dias de hoje é mais uma questão estética do que moral ou anti-moral [o que não anula] ainda temos muito pudor, mas a coisa da 'esteticazinha' acaba com a força desse universo, o feminismo.
E, claro, sem esquecer que essa conduta libertina dela não a faz sofrer mais, ter mais prazer, amar mais, decepcionar-se mais ou o que for... muito menos, menos. Ela é feliz daquele jeito assim como outras de outro jeito.
Que talvez nem todas sejam, né? :)
Django Livre
4.4 5,8K Assista AgoraBeirando as 3h de filme, sendo western (não curto muito, pessoal) e todos terem super estimado o filme, estar morrendo de sono... ele não conseguiu me deixar entediada e me prendeu. Gostei do roteiro, os diálogos são muito bons, rss.
Só odiei ver
tanto sangue jorrando direto, principalmente na cena da Fazenda Candyland
Samuel L. Jackson estava muito bom e Tarantino, gordinho. rsss.
Fim
2.8 1Lembre-se dele daqui a 10 anos. :)
Tropicália
4.1 289 Assista AgoraEsse documentário é divino, divino.
Os arquivos, as recuperações das imagens, a estética, as cores, as músicas, o arquivo cultural da década do que foi a década de 60, e mais precisamente o anos 67-69... Perfeito. Impressionada como gostei e fiquei extasiada com a filme. Adoro o tropicalismo e eu preciso desses arquivos, não há nada esteticamente feio no filme, nas pessoas, na época.
De sujo, só o golpe e a "borda".
De triste só o fim.
Verei centenas de outras vezes e quero a cópia de tudo que tem lá! <3
E Caetano e Gil foram os mais lindos que eu já vi. <3
Rita Lee...nda <3
Calma Monga, Calma!
3.3 8Mesmo a monga sendo conhecida em quase todo o país, não serão todos que irão entender muitas partes do filme.
Ele é todo construído com base num regionalismo pernambucano, como Samir Habour Hana, o repórter (cujo nome me esqueci) do programa Isto é Remoso, Miró da Muribeca e mais algumas coisas.
Creio que poucos irão conseguir entender e sentir o que realmente a Monga e todo o filme representa para o nosso cenário, (PE).
Certamente, irão entender da crítica social (acho que posso dizer assim) que há na relação NÓS-MONGA. Ex.
João Paulo Sartre, "capitalismo que fez monstruosidades e agora ela se torna monstra"
Por ser um curta, normal as abordagens serem mais superficiais, mas justamente isso dá margem às pessoas refletirem com apenas "tiradas" dele.
Acho massa, mas quem não conhece Pernambuco de verdade (olha que tem muita coisa, Geraldo Julio nem sabe o preço da passagem dos ônibus da RMR, rsss) ou tem uma sacada do que rola por essas cenas e adjacências, fica muito complicado.
Mas vale a pena conhecer cada m² subjetivo e físico ;)
Alice
3.8 214"Longe é só um lugar aonde a gente nunca vai."
Lúcia e o Sexo
3.7 215"un rayo de sol..."
Scooby-Doo
2.9 675 Assista AgoraEita, saudades!!! :)
Up: Altas Aventuras
4.3 3,8K Assista AgoraFilme lindo de se ver. :)
As Novas Aventuras da Turma da Mônica
3.6 29Muito bom! <3
Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica
3.5 109Marcou muito minha infância! É muito lindo, foram natais emocionantes.