O longa de Mauricio Farias tem uma história que segura o telespectador, mesmo reunindo alguns dos maiores clichês deste drama. A dúvida que fica é se ‘Verônica’ irá ser apenas mais um dentro desse contexto que vem sendo bastante utilizado nos últimos anos. Exemplos como as duas versões de Tropa de elite, filmes que expressam o sentimento de uma sociedade que anseia por um combate ao crime se que instalou em nosso cotidiano, é que fazem o contexto da guerra civil nas favelas estampar os roteiros dos filmes brasileiros nos últimos anos. Leia mais sobre o filme no Cena Nacional...
A trama ‘Ó Pai, ó’, da diretora e roteirista Monique Gardenberg, brilhou na sétima arte só depois de ser peça de teatro, no ano de 2007. É estrelado, em sua maioria, por atores do Bando de Teatro Olodum, grupo que também encena o texto no teatro. O título dado à película é pertinente à história narrada e aos fatos frisados, que foi inspirado na gíria baiana, que significa: “Olha para isso, olha”. Confira mais no blog ...
Nada como retornar à ativa com Blog Cena Nacional prestando homenagem ao nosso ídolo: Chorão! Ainda de luto pela perda de nosso ícone, trazemos a história do filme escrito pelo vocalista da banda Charlie Brown Jr. Pois é, Chorão não foi só cantor, compositor, letrista e poeta. Foi também roteirista.
Com este sucesso de bilheteria, somos apresentados à história de Olga Benário Prestes (Camila Morgado): revolucionária alemã, judia, esposa de Luis Carlos Prestes (Cacio Ciocler) e grande personagem da história brasileira no período militar. A trama inicia-se com Olga em um campo de concentração, à véspera de ir para a câmara de gás. Assim, com a narrativa não linear, a história toda segue por meio de lembranças da protagonista, iniciando com o julgamento do escritor alemão Otto Braun, em 1928, namorado e companheiro de Olga no Partido Comunista da Alemanha. (leia mais no blog:
Após um longo período ausente, o Cena Nacional retorna com o filme do gênero drama, desta vez é ‘A casa de Alice’. A trama é composta a princípio por problemas de família, aqueles típicos de classe média. Alice (Carla Ribas) é, uma manicure próxima dos 40 anos, mãe de três filhos e que está com a vida ‘estacionada’ mora em apartamento com sua mãe e é protagonista da cena.
Assim, resolve mudar a rotina e levar a vida do melhor jeito possível ao enfrentar os problemas. No meio disso, ela descobre que o seu marido encontra-se com outras mulheres. A partir disso, a manicure resolve aproveitar a vida com outros homens, e, de cara, com o ex-namorado. (leia mais no blog:
A trama ocorre no ano de 1910, em uma terra em que vigoram as leis das famílias que brigam por causa de terras, dentro da tradição de matar seus membros. A história gira em torno de Menino (Ravi Ramos Lacerda), criança sem nome, assim chamado por sua família. Menino se vê entre a morte do seu irmão mais velho e o temor pela perda do segundo, Tonho (Rodrigo Santoro), que terá que vingar o assassinato do primeiro. Entre esse período de angústia, Menino tem contato com a esperança de uma vida nova e melhor ao conhecer Clara (Flavia Marco Antonio), moça de circo que está a caminho da cidade e lhe presenteia com um livro azul. José Dumont e Rita Assemany vivem, respectivamente, o Pai e a Mãe de Tonho e Menino.(leia mais no blog)
Há vinte anos (1º de outubro de 1992), acontecia o ‘massacre do Carandiru’, em que PM’s invadiram o presídio (casa de detenção) e mataram diversos presos, ficando na história como um ato irresponsável por parte das autoridades. A partir disso, foi produzido o filme “O Carandiru”, que o Blog Cena Nacional trata nesta resenha. (Leia mais no blog)
Baseado em um capítulo real da história brasileira, o filme nos leva a uma época de busca pelo desenvolvimento do país no século XX. A “Marcha para o Oeste” foi criada por Getúlio Vargas para povoar a região central-oeste brasileira, ainda só mata em 1943. Em busca de aventuras, os irmãos Cláudio (João Miguel), Orlando (Felipe Camargo) e Leonardo (Caio Blat) Villas Boas se inscrevem para participar da expedição Roncador-Xingu. Para conseguirem isso, se passam por sertanejos analfabetos, já que pessoas instruídas não eram aceitas nas expedições. (leia mais no blog:
Trata-se da história da mocinha sonhadora Lisbela (Débora Falabella), que adora ver filmes americanos e espera viver uma grande história de amor como as que assiste no cinema. Lisbela é noiva de Douglas (Bruno Garcia), típico playboy da época, porém, apaixona-se por Leléu (Selton Mello), um malandro, aventureiro e conquistador. A expressão “a Dama e o Vagabundo” se encaixaria muito bem neste contexto. E, com três pontos fortes (Trilha sonora, atuações de Selton Mello e Débora Falabela), a trama representa muito bem o cinema popular brasileiro que em raras ocasiões, terá desafetos à obra de Guel Arraes (Leia mais no blog)
A trama tem como nome “Cidade Baixa“, uma referência a parte portuária e mais pobre de Salvador. É nela que o destino dos dois amigos de infância, Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura), tem seus riscos. A parceria da dupla também está no trabalho, que é fazer frete por um barco movido à vapor que compraram em sociedade. E, com Dany boy (nome dado ao barco), também praticam alguns pequenos golpes( roubos). Até que um dia, Karinna (Aline Braga), uma stripper, aparece na vida da dupla, pedindo informação em um bar do interior, sobre carona até a capital baiana (Salvador). Os dois que estavam a trabalho na cidade, ouviram e ofereceram a carona em troca de sexo. ( leia mais no blog)
A trama ocorre entre 1971 e 1980, respectivamente, os anos em que o Comando Vermelho começou a se organizar no presídio da Ilha Grande, no Estado do Rio de Janeiro. Depois, sua principal marca eram os assaltos a banco, que, tornou a facção conhecida em noticiários. Tendo Silva Lima (Daniel de Oliveira), como Professor da Facção, articulando as bases do grupo (CV), que transformaria em discurso o lema: ”Paz (não trazer diferenças da rua para a prisão), Justiça (olho por olho, dente por dente) e Liberdade (a fuga como objetivo principal)”. Uma conduta de solidariedade entre os detentos. Justamente aproveitando um período da história criminal do país. Baseado no livro autobiográfico homônimo, de William da Silva Lima, “400 contra 1” . (leia mais no blog)
Na esperança de ter uma vida melhor, Raimundo Nonato (João Miguel), o protagonista do filme, foi para a ‘Cidade Grande’ em busca de um “lugar ao sol”. De princípio foi contratado como faxineiro em um bar. Com o tempo,descobre que possui uma aptidão para a cozinha logo nas coxinhas do local, que rapidamente transforma o recinto num sucesso. Após a fama do quitute, Giovanni (Carlo Briani), o dono de um conhecido restaurante italiano da região, contrata-o como assistente de cozinheiro. Assim, a cozinha italiana é uma grande descoberta para Raimundo.
As repressões aos movimentos comunistas marcaram o governo do presidente General Médici (out/69 a mar/74) durante a ditadura militar. Nesse período, um grupo de jovens estudantes da classe média tentam mudar o país, lutando contra o regime autoritário. Entre eles, está Stuart Angel Jones, filho do americano Norman Jones e da estilista brasileira, internacionalmente conhecida, Zuleika Angel Jones, a Zuzu Angel.
“Era uma vez”, segundo filme dirigido por Breno Silveira (2 Filhos de Francisco – 2005), relata a história de dois jovens apaixonados, de realidades diferentes, que lutam para poderem viver seu amor. Dé (Thiago Martins) é um jovem que vive no morro do Cantagalo, onde nasceu e cresceu, com as dificuldades de uma vida sem muitas perspectivas e oportunidades, sob as leis da favela. Já Nina (Vitória Frate), vive muito bem, em um apartamento de Ipanema, acostumada a ter tudo o que deseja a partir do dinheiro de seu pai." ( leia mais no blog)
Uma história longa, baseada no famoso livro homônimo de Chico Buarque, embora “Budapeste” seja considerado chato por muitos que o assistiram, o enredo não é pesado, e sim cheio de nuances, com um elenco entrosado e a direção de Walter Carvalho. No filme, tudo acontece, mas de um jeito diferente. ( leia mais no blog)
"O filme mostra a história de quatro irmãos filhos de Cleuza (empregada doméstica) grávida pela quinta vez, que moram na Cidade Líder, periferia de São Paulo e, com a ausência do pai, aprenderam a lutar em busca de seus sonhos. Os irmãos são a essência do filme, pois são os quatro fragmentos que pulverizam e unificam o filme. O título é uma referência ao futebol, que está no centro das atenções, Dario que tem este DNA de boleiro aspira carreira como jogador e é torcedor fanático do Sport Club Corinthians Paulista." leia mais no blog...
Um mundo hipnótico e fantástico. Curioso desde o início, a história virou filme após o ator Selton Mello ler o romance homônimo do escritor Lourenço Mutarelli e decidir levá-lo ao cinema. Assim, com o jogo de nomes e personagens, em O Cheiro do Ralo, Selton Mello é Lourenço, protagonista principal do filme, e o escritor Mutarelli vive o personagem “segurança”.
Lourenço é um comprador de objetos usados, vive enfurnado em um galpão, com a secretária (Martha Meola) e o segurança (Mutarelli).Os dois cuidam de filtrar os desesperados que podem entrar na sala do chefe e lhe oferecer seus tesouros e tralhas. Lourenço é apresentado no começo do filme como uma pessoa quase normal ao padrão da sociedade moderna. É noivo, janta ao lado da futura esposa, dirige uma Veraneio e leva a vida de forma comum.
Porém, isso muda conforme o cheiro desagradável, que sobe do ralo do banheiro de seu caótico escritório, começa a ganhar destaque na trama. Simultaneamente, aumenta a sua sensação de poder e começam suas obsessões, como um olho de vidro, uma bunda fenomenal… na mente de Lourenço, tudo se conecta. A narrativa enriquece com pequenas pistas visuais sobre a questionável personalidade do personagem.
A personagem “Drogada” tem um papel fundamental nesta narrativa. É ela, na verdade, que consegue uma maneira de fazer o ‘anti-herói’ olhar para si mesmo, e se encontrar. Mas, como ele não queria isso, arrasta-se até o ralo, para tentar resgatar o que lhe foi tirado, o seu “eu”.
O filme gira em torno da vida do protagonista e adota a ótica deste ver o mundo. É um filme em 1ª pessoa. Sendo assim, só um personagem tem nome, o próprio Lourenço. Os outros foram denominados por suas característica ou algo similar, como drogada, segurança e outros.
Este novo trabalho de Heitor Dhalia, por outro lado, intriga e leva o espectador a um novo universo, sujo, feio e angustiante. O longa concorreu a vários festivais, e por fim levou prêmios de melhor direção, melhor ator (Selton Mello), menção honrosa a todo elenco pela crítica, e um reconhecimento fora do país. É um filme para ser apreciado com cuidado e atenção. Todo o esforço neste sentido será amplamente recompensado.
Baseado em uma história real, o filme apresenta o sonho de quatros jovens em criar uma rádio que fosse a voz da comunidade onde moravam (uma favela de Belo Horizonte). Com o passar do tempo, cada um deles vai tomando um rumo: um é artista de rua, praticante do hip-hop, outro se envolve com o tráfico de drogas, enquanto os outros dois levam adiante o sonho de montarem uma rádio que se comunique com a população do lugar onde mora, coisa que os veículos tradicionais não faziam. Com dedicação e vontade, os garotos conseguiram levantar e criar a Rádio Favela. A linguagem dela era de um povo que luta para resolver problemas simples da população, como encontrar um dentista para um morador do morro – que não sabe como tratar da dor que o maltrata há dias.
Assim, denominou-se como uma conquista dos moradores por dar voz aos excluídos (Moradores da favela). Mas, como na realidade brasileira e mundial é proibido criar uma rádio sem licença (autorização), ela operou clandestinamente por vários anos sendo chamada de rádio pirata.
Com vários anos em ação, começou a surgir perseguições do governo e da polícia, e claro que teve lado positivo nesta história, pois foi reconhecida com vários prêmios. Tal reconhecimento forçou o governo a lhe dar a concessão de rádio educativa; sendo legalizada mais tarde. Hoje, com aproximadamente 30 anos de existência, a rádio continua levando a voz da favela para toda a cidade.
Por outro lado, o diretor Helvécio Ratton, resolveu adotar uma maneira do tipo documentário para contar a história, vejo como se fosse uma narrativa de um conto. O filme foi vencedor de festivais nos EUA, Europa e Brasil. Porém, a dúvida que fica no ar, é que um filme deste porte não tenha recebido a mesma atenção como “Deus é Brasileiro” e obras-primas como “Cidade de Deus“, trazendo atores desconhecidos no cenário nacional, que apresentam um belo trabalho.
Mauá – O Imperador e o Rei traz a história de Irineu Evangelista de Souza (Paulo Betti), conhecido historicamente como o Barão e Visconde de Mauá. Seguindo cronologicamente os fatos, somos apresentados à vida de Irineu, um homem que se destacou em sua época, por estar à frente do seu tempo.
Gaúcho, natural de Arroio Grande, foi trabalhar ainda criança no Rio de Janeiro após a morte de seu pai. Desde cedo, Irineu demonstra ter vocação e empenho para o sucesso, destacando-se por ser justo nos negócios e esforçado na aprendizagem. Após intermediar a dívida de seu patrão com ingleses, ele consegue emprego com o britânico Richard Carruthers (Michael Byrne) que, com o tempo, torna-se seu amigo e fiel parceiro de negócios. Quando adulto e consolidado no Rio de Janeiro com posses, Irineu manda buscar do sul a sua mãe, irmã e a sobrinha, May (Malu Mader), pela qual se apaixona. Ela se torna esposa e grande companheira de Irineu, apoiando-o inclusive em tempos de crises.
O filme é ideal para quem quer, em pouco tempo, conhecer um pouco mais sobre a história do homem que trabalhou para o crescimento do país e encontrou barreiras políticas em seu caminho. Construiu a primeira ferrovia do Brasil (recebendo seu primeiro título, o de Barão, por isso), a primeira indústria, trouxe a luz elétrica ao país, iluminando o Rio de Janeiro, ligou o país à Europa por meio de cabos telegráficos submarinos e reabriu o Banco do Brasil por conta própria para estimular a economia nacional. Comerciante, empresário, bancário e vanguardista, Irineu despertou a inveja de muitos, em especial de membros da corte que cercavam o imperador. Como o Visconde de Feitosa (Othon Bastos), que se coloca sempre entre as negociações de Irineu com o Imperador Dom Pedro II (Bruno Penna), sempre acusando-o de querer derrubar a ordem do império. O título do filme pode ser compreendido em uma das conversas, em que o Visconde de Feitosa avisa ao Imperador que o povo começou a chamar Irineu de “O Rei“.
Mauá nos traz a ideia de como o capitalismo foi se inserindo na realidade brasileira, contrariando a vontade dos que detinham o poder junto ao império e vinham como perigosa a possibilidade de lucro acessível a todos. As relações econômicas com outros países também são bem representadas, em especial com o Uruguai, onde envolveu-se financeiramente após a crise da região platina (Guerra do Prata) e as sociedades de Irineu com ingleses (maiores detentores de capital na época). A influência dos ingleses na vida do Visconde de Mauá é bem retratada, tendo o cuidado da produção em reproduzir todos os diálogos com eles em inglês, além das cenas gravadas na Inglaterra.
Produzido por Joaquim Vaz de Carvalho, Mauá foi dirigido por Sergio Rezende, cineasta brasileiro que já fez outros filmes biográficos (como Lamarca, Zuzu Angel e Guerra de Canudos). Os cenários foram bem produzidos para retratar o final do Século XIX, sendo que as gravações ocorreram no município gaúcho de Arroio Grande, nas cidades fluminenses de Magé, Vassouras e Rio de Janeiro, além da inglesa Liverpool. O elenco ainda conta com nomes como Hugo Carvana, Cláudio Corrêa E Castro, Antônio Pitanga, Richard Durden, Elias Mendonça, Rogério Fróes. Abaixo, o vídeo em que você pode assistir ao filme completo online (disponível no youtube). Porém, não há legendas para as cenas em inglês:
Wagner Moura, ator principal de “Vips”, tem lugar garantido na história do cinema nacional pelo papel do Capitão Nascimento. O ator consegue tirar um pouco deste estereotipo do personagem do filme Tropa de Elite, onde conquistou sucessos pelo papel bem executado. A trama “Vips” foi adaptada de um livro de Mariana Caltabiano (Vips - Histórias reais de um mentiroso).
Na história, Marcelo (Moura) é um jovem criado pela mãe (Gisele Fróes) e demonstra, com a ausência da figura do pai, dificuldades de se encontrar na vida. Personagem de um mundo só seu, mas povoado pelos outros, ele reina absoluto em sua busca por uma identidade, nem que para isso tenha que inventar uma ou, pior, roubar a de alguém.
Assim, Marcelo não consegue conviver com sua própria identidade, o que faz com que assuma a dos outros, e nesta parte entra vários personagens em que o próprio se faz passar. Isto faz com que passe a ter diversos nomes, nos mais variados meios, onde aplica seguidos golpes. Um dos mais conhecidos é quando finge ser Henrique Constantino, filho do dono de uma empresa de aviação, durante um Carnaval em Recife. Antes disso, destaca-se no filme a divertida passagem em que Carrera, um dos personagens de Marcelo, solta os bichos interpretando Renato Russo no Paraguai. (Já não é a primeira vez que Wagner Moura interpreta música da Legião Urbana em filmes)
A intenção de “VIPs” não é ser um relato fiel das desventuras de um criminoso, mas um drama de personagem com arco dramático lógico e coerente (fácil de ser entendido). A longa tem começo, meio e fim bem definidos no estilo dominó. E nele você vai conhecer o perfil de um cara que resolveu tomar as rédeas do destino e com a ajuda do acaso, que conspirou a favor, acabou vivendo uma intensa aventura.
Dirigido por Toniko Melo, publicitário com experiência em documentários, videoclipes e comerciais, mas debutante na ficção, o filme foi produzido pelo brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e bancado pelos gringos do estúdio Universal. O resultado é um produto com apuro técnico na captura das imagens, som e na edição, envolvendo você facilmente na trama ilustrada por boa trilha sonora regada a saudosa banda Legião Urbana.
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Verônica
3.5 476O longa de Mauricio Farias tem uma história que segura o telespectador, mesmo reunindo alguns dos maiores clichês deste drama. A dúvida que fica é se ‘Verônica’ irá ser apenas mais um dentro desse contexto que vem sendo bastante utilizado nos últimos anos. Exemplos como as duas versões de Tropa de elite, filmes que expressam o sentimento de uma sociedade que anseia por um combate ao crime se que instalou em nosso cotidiano, é que fazem o contexto da guerra civil nas favelas estampar os roteiros dos filmes brasileiros nos últimos anos. Leia mais sobre o filme no Cena Nacional...
Ó Paí, Ó
3.2 499A trama ‘Ó Pai, ó’, da diretora e roteirista Monique Gardenberg, brilhou na sétima arte só depois de ser peça de teatro, no ano de 2007. É estrelado, em sua maioria, por atores do Bando de Teatro Olodum, grupo que também encena o texto no teatro. O título dado à película é pertinente à história narrada e aos fatos frisados, que foi inspirado na gíria baiana, que significa: “Olha para isso, olha”. Confira mais no blog ...
O Magnata
2.7 229 Assista AgoraNada como retornar à ativa com Blog Cena Nacional prestando homenagem ao nosso ídolo: Chorão! Ainda de luto pela perda de nosso ícone, trazemos a história do filme escrito pelo vocalista da banda Charlie Brown Jr. Pois é, Chorão não foi só cantor, compositor, letrista e poeta. Foi também roteirista.
Confira no blog o filme "O Magnata"!
Olga
3.8 1,3K Assista AgoraCom este sucesso de bilheteria, somos apresentados à história de Olga Benário Prestes (Camila Morgado): revolucionária alemã, judia, esposa de Luis Carlos Prestes (Cacio Ciocler) e grande personagem da história brasileira no período militar. A trama inicia-se com Olga em um campo de concentração, à véspera de ir para a câmara de gás. Assim, com a narrativa não linear, a história toda segue por meio de lembranças da protagonista, iniciando com o julgamento do escritor alemão Otto Braun, em 1928, namorado e companheiro de Olga no Partido Comunista da Alemanha. (leia mais no blog:
A Casa de Alice
3.7 141 Assista AgoraApós um longo período ausente, o Cena Nacional retorna com o filme do gênero drama, desta vez é ‘A casa de Alice’. A trama é composta a princípio por problemas de família, aqueles típicos de classe média. Alice (Carla Ribas) é, uma manicure próxima dos 40 anos, mãe de três filhos e que está com a vida ‘estacionada’ mora em apartamento com sua mãe e é protagonista da cena.
Assim, resolve mudar a rotina e levar a vida do melhor jeito possível ao enfrentar os problemas. No meio disso, ela descobre que o seu marido encontra-se com outras mulheres. A partir disso, a manicure resolve aproveitar a vida com outros homens, e, de cara, com o ex-namorado.
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Abril Despedaçado
4.2 684A trama ocorre no ano de 1910, em uma terra em que vigoram as leis das famílias que brigam por causa de terras, dentro da tradição de matar seus membros. A história gira em torno de Menino (Ravi Ramos Lacerda), criança sem nome, assim chamado por sua família. Menino se vê entre a morte do seu irmão mais velho e o temor pela perda do segundo, Tonho (Rodrigo Santoro), que terá que vingar o assassinato do primeiro. Entre esse período de angústia, Menino tem contato com a esperança de uma vida nova e melhor ao conhecer Clara (Flavia Marco Antonio), moça de circo que está a caminho da cidade e lhe presenteia com um livro azul. José Dumont e Rita Assemany vivem, respectivamente, o Pai e a Mãe de Tonho e Menino.(leia mais no blog)
Carandiru
3.7 773 Assista AgoraHá vinte anos (1º de outubro de 1992), acontecia o ‘massacre do Carandiru’, em que PM’s invadiram o presídio (casa de detenção) e mataram diversos presos, ficando na história como um ato irresponsável por parte das autoridades. A partir disso, foi produzido o filme “O Carandiru”, que o Blog Cena Nacional trata nesta resenha. (Leia mais no blog)
Xingu
3.6 429Baseado em um capítulo real da história brasileira, o filme nos leva a uma época de busca pelo desenvolvimento do país no século XX. A “Marcha para o Oeste” foi criada por Getúlio Vargas para povoar a região central-oeste brasileira, ainda só mata em 1943. Em busca de aventuras, os irmãos Cláudio (João Miguel), Orlando (Felipe Camargo) e Leonardo (Caio Blat) Villas Boas se inscrevem para participar da expedição Roncador-Xingu. Para conseguirem isso, se passam por sertanejos analfabetos, já que pessoas instruídas não eram aceitas nas expedições.
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Lisbela e o Prisioneiro
3.8 1,3KTrata-se da história da mocinha sonhadora Lisbela (Débora Falabella), que adora ver filmes americanos e espera viver uma grande história de amor como as que assiste no cinema. Lisbela é noiva de Douglas (Bruno Garcia), típico playboy da época, porém, apaixona-se por Leléu (Selton Mello), um malandro, aventureiro e conquistador. A expressão “a Dama e o Vagabundo” se encaixaria muito bem neste contexto. E, com três pontos fortes (Trilha sonora, atuações de Selton Mello e Débora Falabela), a trama representa muito bem o cinema popular brasileiro que em raras ocasiões, terá desafetos à obra de Guel Arraes (Leia mais no blog)
Cidade Baixa
3.4 377 Assista AgoraA trama tem como nome “Cidade Baixa“, uma referência a parte portuária e mais pobre de Salvador. É nela que o destino dos dois amigos de infância, Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura), tem seus riscos. A parceria da dupla também está no trabalho, que é fazer frete por um barco movido à vapor que compraram em sociedade. E, com Dany boy (nome dado ao barco), também praticam alguns pequenos golpes( roubos). Até que um dia, Karinna (Aline Braga), uma stripper, aparece na vida da dupla, pedindo informação em um bar do interior, sobre carona até a capital baiana (Salvador). Os dois que estavam a trabalho na cidade, ouviram e ofereceram a carona em troca de sexo. ( leia mais no blog)
400 Contra 1: Uma História do Crime Organizado
2.9 316A trama ocorre entre 1971 e 1980, respectivamente, os anos em que o Comando Vermelho começou a se organizar no presídio da Ilha Grande, no Estado do Rio de Janeiro. Depois, sua principal marca eram os assaltos a banco, que, tornou a facção conhecida em noticiários. Tendo Silva Lima (Daniel de Oliveira), como Professor da Facção, articulando as bases do grupo (CV), que transformaria em discurso o lema: ”Paz (não trazer diferenças da rua para a prisão), Justiça (olho por olho, dente por dente) e Liberdade (a fuga como objetivo principal)”. Uma conduta de solidariedade entre os detentos. Justamente aproveitando um período da história criminal do país. Baseado no livro autobiográfico homônimo, de William da Silva Lima, “400 contra 1” . (leia mais no blog)
Estômago
4.2 1,7K Assista AgoraNa esperança de ter uma vida melhor, Raimundo Nonato (João Miguel), o protagonista do filme, foi para a ‘Cidade Grande’ em busca de um “lugar ao sol”. De princípio foi contratado como faxineiro em um bar. Com o tempo,descobre que possui uma aptidão para a cozinha logo nas coxinhas do local, que rapidamente transforma o recinto num sucesso. Após a fama do quitute, Giovanni (Carlo Briani), o dono de um conhecido restaurante italiano da região, contrata-o como assistente de cozinheiro. Assim, a cozinha italiana é uma grande descoberta para Raimundo.
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Zuzu Angel
3.7 418 Assista AgoraAs repressões aos movimentos comunistas marcaram o governo do presidente General Médici (out/69 a mar/74) durante a ditadura militar. Nesse período, um grupo de jovens estudantes da classe média tentam mudar o país, lutando contra o regime autoritário. Entre eles, está Stuart Angel Jones, filho do americano Norman Jones e da estilista brasileira, internacionalmente conhecida, Zuleika Angel Jones, a Zuzu Angel.
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Era Uma Vez...
3.7 829“Era uma vez”, segundo filme dirigido por Breno Silveira (2 Filhos de Francisco – 2005), relata a história de dois jovens apaixonados, de realidades diferentes, que lutam para poderem viver seu amor. Dé (Thiago Martins) é um jovem que vive no morro do Cantagalo, onde nasceu e cresceu, com as dificuldades de uma vida sem muitas perspectivas e oportunidades, sob as leis da favela. Já Nina (Vitória Frate), vive muito bem, em um apartamento de Ipanema, acostumada a ter tudo o que deseja a partir do dinheiro de seu pai." ( leia mais no blog)
Budapeste
3.1 221Uma história longa, baseada no famoso livro homônimo de Chico Buarque, embora “Budapeste” seja considerado chato por muitos que o assistiram, o enredo não é pesado, e sim cheio de nuances, com um elenco entrosado e a direção de Walter Carvalho. No filme, tudo acontece, mas de um jeito diferente.
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Linha de Passe
3.7 176 Assista Agora"O filme mostra a história de quatro irmãos filhos de Cleuza (empregada doméstica) grávida pela quinta vez, que moram na Cidade Líder, periferia de São Paulo e, com a ausência do pai, aprenderam a lutar em busca de seus sonhos. Os irmãos são a essência do filme, pois são os quatro fragmentos que pulverizam e unificam o filme. O título é uma referência ao futebol, que está no centro das atenções, Dario que tem este DNA de boleiro aspira carreira como jogador e é torcedor fanático do Sport Club Corinthians Paulista." leia mais no blog...
O Cheiro do Ralo
3.7 1,1K Assista AgoraO cheiro do ralo.
Um mundo hipnótico e fantástico. Curioso desde o início, a história virou filme após o ator Selton Mello ler o romance homônimo do escritor Lourenço Mutarelli e decidir levá-lo ao cinema. Assim, com o jogo de nomes e personagens, em O Cheiro do Ralo, Selton Mello é Lourenço, protagonista principal do filme, e o escritor Mutarelli vive o personagem “segurança”.
Lourenço é um comprador de objetos usados, vive enfurnado em um galpão, com a secretária (Martha Meola) e o segurança (Mutarelli).Os dois cuidam de filtrar os desesperados que podem entrar na sala do chefe e lhe oferecer seus tesouros e tralhas. Lourenço é apresentado no começo do filme como uma pessoa quase normal ao padrão da sociedade moderna. É noivo, janta ao lado da futura esposa, dirige uma Veraneio e leva a vida de forma comum.
Porém, isso muda conforme o cheiro desagradável, que sobe do ralo do banheiro de seu caótico escritório, começa a ganhar destaque na trama. Simultaneamente, aumenta a sua sensação de poder e começam suas obsessões, como um olho de vidro, uma bunda fenomenal… na mente de Lourenço, tudo se conecta. A narrativa enriquece com pequenas pistas visuais sobre a questionável personalidade do personagem.
A personagem “Drogada” tem um papel fundamental nesta narrativa. É ela, na verdade, que consegue uma maneira de fazer o ‘anti-herói’ olhar para si mesmo, e se encontrar. Mas, como ele não queria isso, arrasta-se até o ralo, para tentar resgatar o que lhe foi tirado, o seu “eu”.
O filme gira em torno da vida do protagonista e adota a ótica deste ver o mundo. É um filme em 1ª pessoa. Sendo assim, só um personagem tem nome, o próprio Lourenço. Os outros foram denominados por suas característica ou algo similar, como drogada, segurança e outros.
Este novo trabalho de Heitor Dhalia, por outro lado, intriga e leva o espectador a um novo universo, sujo, feio e angustiante. O longa concorreu a vários festivais, e por fim levou prêmios de melhor direção, melhor ator (Selton Mello), menção honrosa a todo elenco pela crítica, e um reconhecimento fora do país. É um filme para ser apreciado com cuidado e atenção. Todo o esforço neste sentido será amplamente recompensado.
Uma Onda no Ar
3.3 47Baseado em uma história real, o filme apresenta o sonho de quatros jovens em criar uma rádio que fosse a voz da comunidade onde moravam (uma favela de Belo Horizonte). Com o passar do tempo, cada um deles vai tomando um rumo: um é artista de rua, praticante do hip-hop, outro se envolve com o tráfico de drogas, enquanto os outros dois levam adiante o sonho de montarem uma rádio que se comunique com a população do lugar onde mora, coisa que os veículos tradicionais não faziam. Com dedicação e vontade, os garotos conseguiram levantar e criar a Rádio Favela. A linguagem dela era de um povo que luta para resolver problemas simples da população, como encontrar um dentista para um morador do morro – que não sabe como tratar da dor que o maltrata há dias.
Assim, denominou-se como uma conquista dos moradores por dar voz aos excluídos (Moradores da favela). Mas, como na realidade brasileira e mundial é proibido criar uma rádio sem licença (autorização), ela operou clandestinamente por vários anos sendo chamada de rádio pirata.
Com vários anos em ação, começou a surgir perseguições do governo e da polícia, e claro que teve lado positivo nesta história, pois foi reconhecida com vários prêmios. Tal reconhecimento forçou o governo a lhe dar a concessão de rádio educativa; sendo legalizada mais tarde. Hoje, com aproximadamente 30 anos de existência, a rádio continua levando a voz da favela para toda a cidade.
Por outro lado, o diretor Helvécio Ratton, resolveu adotar uma maneira do tipo documentário para contar a história, vejo como se fosse uma narrativa de um conto. O filme foi vencedor de festivais nos EUA, Europa e Brasil. Porém, a dúvida que fica no ar, é que um filme deste porte não tenha recebido a mesma atenção como “Deus é Brasileiro” e obras-primas como “Cidade de Deus“, trazendo atores desconhecidos no cenário nacional, que apresentam um belo trabalho.
Mauá - O Imperador e o Rei
3.3 79Mauá – O Imperador e o Rei traz a história de Irineu Evangelista de Souza (Paulo Betti), conhecido historicamente como o Barão e Visconde de Mauá. Seguindo cronologicamente os fatos, somos apresentados à vida de Irineu, um homem que se destacou em sua época, por estar à frente do seu tempo.
Gaúcho, natural de Arroio Grande, foi trabalhar ainda criança no Rio de Janeiro após a morte de seu pai. Desde cedo, Irineu demonstra ter vocação e empenho para o sucesso, destacando-se por ser justo nos negócios e esforçado na aprendizagem. Após intermediar a dívida de seu patrão com ingleses, ele consegue emprego com o britânico Richard Carruthers (Michael Byrne) que, com o tempo, torna-se seu amigo e fiel parceiro de negócios. Quando adulto e consolidado no Rio de Janeiro com posses, Irineu manda buscar do sul a sua mãe, irmã e a sobrinha, May (Malu Mader), pela qual se apaixona. Ela se torna esposa e grande companheira de Irineu, apoiando-o inclusive em tempos de crises.
O filme é ideal para quem quer, em pouco tempo, conhecer um pouco mais sobre a história do homem que trabalhou para o crescimento do país e encontrou barreiras políticas em seu caminho. Construiu a primeira ferrovia do Brasil (recebendo seu primeiro título, o de Barão, por isso), a primeira indústria, trouxe a luz elétrica ao país, iluminando o Rio de Janeiro, ligou o país à Europa por meio de cabos telegráficos submarinos e reabriu o Banco do Brasil por conta própria para estimular a economia nacional. Comerciante, empresário, bancário e vanguardista, Irineu despertou a inveja de muitos, em especial de membros da corte que cercavam o imperador. Como o Visconde de Feitosa (Othon Bastos), que se coloca sempre entre as negociações de Irineu com o Imperador Dom Pedro II (Bruno Penna), sempre acusando-o de querer derrubar a ordem do império. O título do filme pode ser compreendido em uma das conversas, em que o Visconde de Feitosa avisa ao Imperador que o povo começou a chamar Irineu de “O Rei“.
Mauá nos traz a ideia de como o capitalismo foi se inserindo na realidade brasileira, contrariando a vontade dos que detinham o poder junto ao império e vinham como perigosa a possibilidade de lucro acessível a todos. As relações econômicas com outros países também são bem representadas, em especial com o Uruguai, onde envolveu-se financeiramente após a crise da região platina (Guerra do Prata) e as sociedades de Irineu com ingleses (maiores detentores de capital na época). A influência dos ingleses na vida do Visconde de Mauá é bem retratada, tendo o cuidado da produção em reproduzir todos os diálogos com eles em inglês, além das cenas gravadas na Inglaterra.
Produzido por Joaquim Vaz de Carvalho, Mauá foi dirigido por Sergio Rezende, cineasta brasileiro que já fez outros filmes biográficos (como Lamarca, Zuzu Angel e Guerra de Canudos). Os cenários foram bem produzidos para retratar o final do Século XIX, sendo que as gravações ocorreram no município gaúcho de Arroio Grande, nas cidades fluminenses de Magé, Vassouras e Rio de Janeiro, além da inglesa Liverpool. O elenco ainda conta com nomes como Hugo Carvana, Cláudio Corrêa E Castro, Antônio Pitanga, Richard Durden, Elias Mendonça, Rogério Fróes. Abaixo, o vídeo em que você pode assistir ao filme completo online (disponível no youtube). Porém, não há legendas para as cenas em inglês:
VIPs
3.3 1,0KWagner Moura, ator principal de “Vips”, tem lugar garantido na história do cinema nacional pelo papel do Capitão Nascimento. O ator consegue tirar um pouco deste estereotipo do personagem do filme Tropa de Elite, onde conquistou sucessos pelo papel bem executado. A trama “Vips” foi adaptada de um livro de Mariana Caltabiano (Vips - Histórias reais de um mentiroso).
Na história, Marcelo (Moura) é um jovem criado pela mãe (Gisele Fróes) e demonstra, com a ausência da figura do pai, dificuldades de se encontrar na vida. Personagem de um mundo só seu, mas povoado pelos outros, ele reina absoluto em sua busca por uma identidade, nem que para isso tenha que inventar uma ou, pior, roubar a de alguém.
Assim, Marcelo não consegue conviver com sua própria identidade, o que faz com que assuma a dos outros, e nesta parte entra vários personagens em que o próprio se faz passar. Isto faz com que passe a ter diversos nomes, nos mais variados meios, onde aplica seguidos golpes. Um dos mais conhecidos é quando finge ser Henrique Constantino, filho do dono de uma empresa de aviação, durante um Carnaval em Recife. Antes disso, destaca-se no filme a divertida passagem em que Carrera, um dos personagens de Marcelo, solta os bichos interpretando Renato Russo no Paraguai. (Já não é a primeira vez que Wagner Moura interpreta música da Legião Urbana em filmes)
A intenção de “VIPs” não é ser um relato fiel das desventuras de um criminoso, mas um drama de personagem com arco dramático lógico e coerente (fácil de ser entendido). A longa tem começo, meio e fim bem definidos no estilo dominó. E nele você vai conhecer o perfil de um cara que resolveu tomar as rédeas do destino e com a ajuda do acaso, que conspirou a favor, acabou vivendo uma intensa aventura.
Dirigido por Toniko Melo, publicitário com experiência em documentários, videoclipes e comerciais, mas debutante na ficção, o filme foi produzido pelo brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e bancado pelos gringos do estúdio Universal. O resultado é um produto com apuro técnico na captura das imagens, som e na edição, envolvendo você facilmente na trama ilustrada por boa trilha sonora regada a saudosa banda Legião Urbana.