Dirigido por
Duração
Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais trágicos de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel (Patrícia Pillar), uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. O desfile da sua coleção em Nova York consolidou sua carreira, que estava em ascensão. Paralelamente seu filho, Stuart (Daniel de Oliveira), ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Resumindo: as diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Ela uma empresária, ele lutando pela revolução socialista e Sônia (Leandra Leal), sua mulher, partilha das mesmas idéias. Numa noite Zuzu recebe uma ligação, dizendo que "Paulo caiu", ou seja, Stuart tinha sido preso pelos militares. As forças armadas negam e Zuzu visita uma prisão militar e nada acha, mas viu que as celas estavam tão bem arrumadas que aquilo só podia ser um teatro de mau gosto, orquestrado pela ditadura. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na aeronáutica. Então ela inicia uma batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e enterrá-lo, mas os militares continuam fazendo seu patético teatro e até "inocentam" Stuart por falta de provas, apesar de já o terem executado. Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura e ela escreve que não descarta de forma nenhuma a chance de ser morta em um "acidente" ou "assalto".
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Mais uma das milhares de atrocidades feitas pelos milicos em tempos de ditadura. Um tempo, como disse o próprio Chico, página negra em nossa história. Imperdoável para quem realmente quer conhecer a história desse país. Nota 8,0.
28.02.2009
Rever esse filme após tantos anos, é relembrar uma evento tão triste e forte, temos aqui uma história potente e que entrega bastante.
Patrícia Pillar brilha em cena.
Outro filme nacional que narra mais uma das tristes histórias da ditadura militar brasileira. O diretor Sergio Rezende já tinha contado uma história ligada a esta em Lamarca, aqui porém a uma evolução absurda na qualidade técnica e atuações. A personagem principal é muito bem conduzida por Patricia Pillar e todo elenco está muito bem. Admiro a coragem de quem ousou contestar este violento regime enquanto eles estavam no poder. Não deve nada aos filmes de denúncia americanos e europeus.
Paulo Betti faz uma pequena ponta repetindo seu papel em Lamarca
Rever esse filme foi uma experiência meio esquisita. O elenco não funciona, a maioria das atuações são ruins e caricatas (aqui eu preciso admitir que até mesmo a Patrícia Pilar está incluída), a trilha sonora é ruidosa e pouco contribui para a ambientação das cenas e, por fim, esse vai e vem da história entre flashbacks é confuso, mal utilizado e dá um tom meio novelesco quando abusa do melodrama.