O ano de 2024 teve filmes importantes que foram lançados. E ao concorrerem ao Oscar, fica aquela expectativa de saber quem são os vencedores. Claro que, para nós, Brasileiros, Ainda Estou Aqui conseguiu o feito inédito.
Mas, teve um filme que muita gente ficou impressionada ao ser anunciada como a grande vencedora. Anora, de Sean Baker, venceu 5 estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Edição e Atriz, para Mikey Madison.
Mas, por que esse filme teve todo esse êxito ao vencer concorrentes fortes, como Ainda Estou Aqui e A Substância?
A história do filme fala sobre Ani (Mikey), uma prostituta de luxo,que se envolve em um relacionamento com Ivan, um herdeiro do Oligarca russo, que passa a ser o seu príncipe encantado para a donzela.
Claro que Ivan se mostrava egoísta e imaturo no começo, quando seguranças dos pais dele visitam à mansão e se deparam com o inocente casal. É aí que a vida da Ani se torna uma montanha-russa (com o perdão do trocadilho, pois o filme tem quase todo o idioma em russo!).
No filme, Ani se mostra uma fortaleza humana e determinada, além de ser sobrevivente de muitas injustiças pairando na sua mente. Não é à toa que Mikey Madidon apareceu, pela primeira vez, no filme Era Uma Vez... Em Hollywood, do Quentin Tarantino. E sua atuação foi tão marcante em todo o filme.
Outro ponto a ressaltar é a presença de Ivan (Yura Borisov), capanga da família russa. Ele, na primeira vista, parecia ser aterrorizante. Mas, com o passar do tempo, ele se mostrava afetuoso com a moça, mesmo ela o rejeitando.
Além do Oscar, Anora venceu a Palma de Ouro, no Festival de Cannes, em 2024, passando a ser o quarto filme da história a ganhar, tanto a Palma de Ouro quanto o Oscar de melhor Filme. Sean Baker fez história ao ganhar os prêmios da Academia em uma única cerimônia, se igualando à Walt Disney.
Qualquer pessoa no mundo sonha em participar em um programa de perguntas e respostas na televisão. Mesmo que você seja muito humilde, mas com uma inteligência acima do normal. Porém, apenas poucos programas utilizam regras, de forma correta e ética, sem, ao menos, enganar os telespectadores.
E isso tudo foi filmado em Quiz Show - A Verdade dos Bastidores, dirigido por Robert Redford, em 1994. Baseado em fatos reais, sendo o caso mais emblemático, o escândalo do programa Twenty-One, nos anos 50.
Um advogado enviado pelo Congresso Americano descobre uma possível fraude do programa, que tinha como principal competidor um rapaz judeu humilde. Até aí, os produtores resolvem convocar um professor jovem de família rica, que passa a ganhar do judeu. Esse professor passou a ser celebridade, da noite para o dia.
Foi aí que o investigador resolve juntar um grande quebra-cabeça pra saber se o programa foi combinado. O roteiro de Paul Attanasio foi baseado nas memórias do Richard N. Goodwin, o próprio advogado que investigou Twenty-One.
Com um elenco estelar de John Turturro, Ralph Fiennes, Mira Sorvino e a participação de Martin Scorsese, o filme teve o orçamento de US$ 31 milhões, com um lucro de US$ 52,2 milhões. Além de ser indicado aos Oscars de Melhor Filme, Direção, Ator Coadjuvante e Roteiro Adaptado. No mesmo ano que tivemos competidores acirrados, como Forest Gump, Pulp Fiction e Um Sonho de Liberdade.
O ano era 1995. E o cinema tem realizado importantes filmes, de todos os gêneros. Mas, apenas, UM filme foi realizado, e se tornado cult: Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto.
Em Denver, o gangster Jimmy "O Santo" (Andy Garcia) tinha um programa para pessoas que tinham pouco tempo de vida, gravando vídeos póstumos. Mas, ele se encontra com problemas financeiros. Um grande chefão do crime (Christopher Walken) havia comprado promissórias, mas, estava disposto a esquecer tudo se o Jimmy fizer um "serviço": eliminar seu filho drogado.
Para isso, Jimmy convoca um grupo de assassinos, ele confiança, para fazer esse trabalho, e que também precisam de dinheiro. Porém, algo sai errado e eles tem prazo de 48 horas para deixar a cidade.
O título do filme vem de uma canção de Warren Zevon com o mesmo nome, gravada em 1991, no qual o mesmo permitiu sob a condição de que a música fosse tocada nos créditos finais. O nome do protagonista Jimmy O Santo vem da canção de Bruce Springsteen, Lost In The Flood, de 1973.
O filme foi exibido no Festival de Cannes, em 1995. E foi um fracasso de bilheteria e recebeu críticas negativas, com muitos comentando de que seria um "clone" de Pulp Fiction, do Quentin Tarantino. O filme teve um orçamento de US$ 8 milhões, com um lucro de (pasmem!) US$ 529 mil, na época.
A Miramax (na época, sob a gestão dos irmãos Weinstein) vendeu os direitos de distribuição para a japonesa Shochiku, junto com outras produções, como Grande Hotel e Robinson Crusoé, em um acordo de aquisição em massa.
Novamente, devo exaltar minha infância, quando eu ficava tardes inteiras jogando Super Mario Bros. Porém, eu nunca tive a oportunidade de jogar um Nintendo 64. Mas, eu já joguei Nintendo Wii, com o Mario Kart. E posso dizer que foi uma sensação memorável.
Depois de lucrar mais de 1 bilhão de dólares com o primeiro filme, novamente fizeram Super Mario Galaxy, baseado no mesmo jogo do Nintendo Wii. E, dessa vez, a aventura será no espaço.
A Princesa Rosalina foi sequestrada pelo Bowser Jr., que quer destruir o Universo. Mas, primeiro, ele quer resgatar seu pai, que foi aprisionado pela Princesa Peach, no Reino dos Cogumelos.
É lá que Mário e Luigi vivem, após derrotar o Bowser e salvar Brooklin. Durante sua jornada, eles encontram Yoshi, um pequeno dinossauro simpático e comilão.
Voltando ao tema, Peach fica sabendo do sequestro da Rosalina e parte, junto com Toad, para o resgate. Mario e Luigi também vão salvá-la. E é aí que entra mais um componente (e também cria da Nintendo): Star Fox.
O filme pretende resgatar a nostalgia do público, que cresceu com os jogos. Aliás, é exatamente a proposta do cinema, em fazer adaptações de games para o cinema. Como vêm fazendo com Street Fighter e Mortal Kombat, cujas produções estão em vias de estrear.
Assim como no primeiro filme, Super Mario Galaxy deixou um gosto a mais. Porém, é diversão garantida. E, ainda, tem duas cenas pós-créditos no final.
O Red Hot Chili Peppers é um dos grupos de rock mais bem sucedidos de todos os tempos, sempre com shows lotados e atrações principais em diversos festivais, além de ser vencedor do Grammy, milhões de discos vendidos e clipes com bilhões de visualizações no YouTube. MAS, o começo não foi fácil.
E isso tudo foi mostrado no documentário A Origem do Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão, Hillel, que está disponível na Netflix, desde 20 de março.
Flea e Anthony Kieds deram seus depoimentos sobre o começo da banda, além da sua relação com o antigo guitarrista e amigo Hillel Slovak. Seus passeios, as aventuras, as festas, o começo do gosto pelo rock foram fundamentais para a criação do RHCP.
Os primeiros discos tinham aquela pegada Funk com o Rock e Metal, tudo isso sob influência do George Clinton, que produziu o segundo disco deles.
Parecia que estava tudo bem. Porém, aquele inimigo traiçoeiro passaria a incomodar os planos: se chamava D-R-0-G-@-S! E a sua vítima era Slovak.
Além da dupla do Red Hot, o irmão e a ex-namorada do guitarrista falavam, de forma tocante, a agonia que ele passava, durante as turnês.
Infelizmente, em 1988, Slovak morreu, devido à uma overdose acidental. John Frusciante, que acompanhava a banda em shows, passou a ser o cara ideal para ficar no lugar do Hillel.
Se você não curte a fase Pop do Red Hot, sugiro que ouça os primeiros discos. Vale a pena!
Quentin Tarantino sempre quis exibir seus filmes, da maneira como ele queria. Porém, a indústria cinematográfica resolve estragar seus planos mirabolantes. Apenas para que o público não fique enjoado e perca milhões de dólares em bilheterias.
Um dos projetos do Mestre foi exibir, sem cortes e divisões, o seu 4º filme, Kill Bill, exibidos em dois volumes, entre 2003 e 2004, respectivamente.
Quem já viu (diversas vezes!), sabe da epopeia da Noiva, que se vinga do seu ex, o Bill, e do Esquadrão das Víboras Mortais, que massacraram as pessoas, num casamento, no Texas.
A Noiva fica em coma, durante 4 anos. Quando acorda, ela descobre que seu bebê não estava em seu ventre. Aí, ela se entope de fúria e mata todos, com sua espada de samurai. (Quem quiser saber detalhes, visita o blog e veja as resenhas dos dois volumes.)
Uma coisa que eu admiro no Tarantino é que ele sempre ousou a violência estilizada em suas obras-primas. Mas, na sua versão completa e longa, com o título The Whole Bloody Affair, que estreou nos cinemas, com duração de 4h30 (!), o Mestre colocou cenas excluídas, para deixar os fãs com água na boca.
Uma das cenas está no curta de anime, em que conta a história de O-Ren Ishi, feita pelo mesmo estúdio do clássico Ghost In The Shell, e do clipe Breaking The Habit, do Linkin' Park.
Claro que, como todo filme com duração longa, sempre tem o intervalo, apenas para dar um respiro ao espectador. Mas, cada minuto e cada hora passam voando.
Aguardemos o que o Mestre vai aprontar, quando anunciar seu 10º e derradeiro filme de sua filmografia.
Filmaço de macho-alfa, reunindo os saudosos Hulk Hogan, Carl Weathers (eterno Apollo Creed) e Trevor Goddard (o Kano do Mortal Kombat), Billy Drago e a deliciosa Shannon Tweed (atual sra. Gene Simmons, do KISS).
Típico filme pra ver num dia chuvoso, tomando cerveja e na companhia de sua gata ao lado!
Num momento em que o Brasil se encontra numa política polarizada em ambas as partes, o cinema brasileiro, novamente, nos enche de orgulho com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Bacurau), cuja produção foi conjunta com Brasil, França, Holanda e Alemanha.
Em 1977, o engenheiro Marcelo (Wagner Moura) foge de São Paulo para se instalar em Recife, em busca de paz. Lá, conhece um albergue, comandado por Dona Sebastiana (Tânia Maria), além de alguns vizinhos, entre eles, um casal de angolanos fugitivos.
Por outro lado, em São Paulo, um industrial contrata dois assassinos para matar o Marcelo, que resolve se envolver com um delegado local, provavelmente um membro do regime militar da época.
Marcelo tem um filho, que mora com os avós maternos, sendo que o avô trabalha como projecionista no cinema local. É aí que o pobre homem se questiona sobre a situação em que se encontra. Mesmo estando longe de casa, ele corre contra o tempo para tentar encontrar a origem da sua mãe.
Nesse filme, podemos ver que temos imagens antigas de programas de televisão, filmes, desenhos, referências ao filme Tubarão (que o filho do Marcelo quer muito ver!), inclusive, tem também a perna humana, que foi dilacerada por um Tubarão, no começo do filme.
O filme se passa na época do Regime Militar, até mesmo o retrato do presidente Geisel se encontra. No elenco, temos gente do calibre de Maria Fernanda Cândido, Tomás Aquino e Udo Kier (em seu último papel da carreira, antes dele morrer), que também fez Bacurau, do mesmo Kleber Mendonça Filho.
A trilha sonora tem músicas diversas, entre elas a Guerra e Pace, Pollo e Brace, de Ennio Morricone. Sem falar que outro destaque eram os famosos orelhões públicos, que, recentemente, foram extintos em todo o Brasil.
O Agente Secreto estreou em 18 de maio de 2025, no Festival de Cannes, em que venceu a Palma de Ouro de Melhor diretor e Interpretação Masculina para Wagner Moura. O filme estreou no Brasil em 6 de Novembro do mesmo ano.
Esse ano, no Globo de Ouro, venceu Melhor Filme em língua não-inglesa e melhor ator (Wagner Moura). E, recentemente, foi indicado à 4 Oscars, de Melhor Filme do Ano, Filme Internacional, Ator (Wagner Moura) e Direção de Elenco.
Em uma época em que a TV resolve investir em reality shows, competições de alto risco, séries documentais, lá nos anos 80, principalmente em 1987, surgiu o filme O Sobrevivente, baseado no livro O Concorrente, de Richard Bachman. Se você nunca ouviu falar desse autor, saiba que ele é o alter-ego do Mestre do Horror sobrenatural Stephen King.
Entre 2017 e 2019, os EUA vivia em colapso, todas as formas culturais eram censuradas. A única diversão era o programa O Sobrevivente, em que fugitivos eram perseguidos por mercenários.
Ben Richards era um oficial que descumpriu ordens para exterminar uma multidão de manifestantes. Ao desobedecer, ele é traído e os soldados massacraram todos, botando a culpa em Ben.
Ao fugir da prisão, ele encontra com Amber Mendez, uma funcionária da TV, que acaba entregando ele às autoridades. Lá, se encontra com Damon Killigan, o sádico apresentador de O Sobrevivente.
É nessa hora que Ben arrisca para salvar sua pele e provar sua inocência, com a ajuda da Amber.
Nesse filme, estrelado por Arnold Schwarzenegger, temos no elenco Maria Conchita Alonso, Dweezel Zappa, Mick Fleetwood e Jesse Ventura. Cabe ressaltar que tanto Arnold quanto Ventura foram governadores: Arnold foi da Califórnia e Ventura de Minessota.
Steven E. de Souza escreveu o roteiro, Paula Abdul foi responsável pela coreografia das bailarinas, que, na verdade, são cheerleaders dos Los Angeles Lakers.
O Sobrevivente custou US$ 27 milhões e faturou US$ 38 milhões em bilheteria.
Com certeza, qualquer jovem dos anos 90 se debruçou ao ver esse filme de ação, O Especialista, de Luis Llosa, com Sylvester Stallone e Sharon Stone. Pelo jeito, qualquer um torcia para esses dois, do começo ao fim.
May Munro (Stone) quer se vingar dos assassinos dos seus pais, mas, para isso, contrata um perito em explodivos da CIA Ray Quick (Stallone), que havia abandonado seu serviço no passado, quando uma operação custou a vida de um inocente.
Nessa trama, está Ned Trent (James Woods), ex-parceiro de Ray, que não vale o pão que come, e acaba trabalhando para o chefe do tráfico, que é pai do Thomas (Eric Roberts), assassino dos pais da May. E esse mesmo cara se apaixona pela moça, sem saber que ela quer se vingar.
O filme tem a famosa cena do chuveiro, entre Stallone e Sharon. Mas, para quem achava que havia algo sensual, na verdade, a química entre os dois era muito forçada.
O Especialista teve o orçamento de US$ 45 milhões, e faturou US$ 170 milhões. Mesmo com esse sucesso todo, a crítica não perdoou. Sem falar que o filme faturou dois Framboesas de Ouro, para pior Atriz para Sharon, e para pior casal, com Sharon e Stallone.
A música Turn the Beat Around, da Glória Estefan, virou mania nas pistas de dança na época.
Em meio à táticas extremamente complexas do presidente Donald Trump, quanto à sua caçada (involuntária!) de imigrantes ilegais nos EUA, sem falar da cobrança (também involuntária!) de taxas de exportação, enfiando a faca nos países subdesenvolvidos, como o Brasil, o cinema também mostra sua crítica à sociedade em geral. E isso podemos ver em Uma Batalha Após a Outra, do diretor Paul Thomas Anderson.
Nele, o casal Bob e Perfídia fazem parte de uma organização chamada 75 Franceses, que promovem ataques contra a Imigração, para libertar estrangeiros ilegais. Porém, Perfídia foi capturada pelo Coronel Steven J. Lockjaw. Com isso, o plano todo foi por água abaixo. E Bob, temendo pelo futuro de sua filha recém-nascida, foge e vive numa comunidade alternativa, enquanto sua amada mulher foge do programa de proteção às testemunhas e desaparece.
Anos depois, Willa se torna uma adolescente e Bob, um viciado em drogas. O que ele não sabia era que o Lockjaw está atrás da Willa, por meio de uma conspiração que envolvia a supremacia (vocês sabem do que eu me refiro!) e a segurança nacional.
Então, o Coronel se junta com um exército de mercenários e caçam, implacavelmente, os fugitivos dos 75 Franceses. Mas, para isso, Bob precisa "acordar" e ver que a coisa era Séria, bem mais do que ele imagina.
O filme, por ser de ação, tem toques de comédia e humor negro. Sem falar que nos remetemos aos filmes de Tarantino, Hitchcock e os Irmãos Coen. Leonardo Di Caprio nos diverte com atuações histéricas, como de costume. Sean Penn sabe muito bem fazer papel de vilão. Benicio Del Toro não fica atrás. Agora, a revelação fica por conta da Chase Infiniti, no papel da Willa.
Uma Batalha... pode ser, com justiça, um forte candidato ao Oscar, no ano que vem. Quem sabe um desses atores citados possam ganhar mais uma estatueta nas suas prateleiras.
Hoje em dia, vemos as mulheres (e os homens) fazendo de tudo para se manterem jovens. Sejam influenciadores digitais, pessoas do mundo fitness, modelos, celebridades, atores, etc. Isso tudo é relatado no filme A Substância, escrito e dirigido por Coralie Fargeat.
Nesse filme, a musa fitness Elzabeth Sparkle (Demi Moore) foi demitida por seu produtor Harry (Dennis Quaid), por causa do etarismo dela. Prestes a entrar em depressão, ela recorre à uma experiência chamada A Substância, que conseguiu no mercado negro.
Ela, ao usar, acaba criando uma outra mulher, muito mais jovem e mais bonita, a Sue (Margareth Qualley), que vira estrela, da noite para o dia. Porém, essa obsessão acaba tendo efeitos devastadores.
Como podemos ver, isso sempre ocorre com as pessoas, que se submetem ao culto ao corpo e à obsessão extrema da beleza e da juventude eterna.
O filme têm algumas referências, como A Mosca, Videodrome, Requiem Para Um Sonho, com algo mais gore.
A Substância "ressucitou" a carreira de Demi Moore, que ganhou diversos prêmios, como o Globo de Ouro, e uma indicação ao Oscar. O filme foi aplaudido no Festival de Cannes, sendo que ganhou o de melhor roteiro. A Substância ganhou o Oscar de melhor Maquiagem.
Jenna Rink é uma adolescente de 13 anos, descontente com sua vida. No dia do seu aniversário, ela desejou ter 30 anos. Quando seu pedido foi realizado, se tornou uma mulher de verdade.
Mas, com o passar do tempo, ela percebe que, mesmo com sucesso na vida profissional e pessoal, ela se sentia infeliz, pois vai perceber que perdeu coisas importantes na sua vida, como o primeiro amor.
De Repente 30 pode ser um clássico da Sessão da Tarde, mas também nos dá uma lição de vida. Jennifer Garner deu um show de interpretação, sem contar com a trilha sonora repleta de clássicos dos anos 80.
Como havia dito, o filme fala sobre a reflexão de que, mesmo tendo feito coisas tardias, nos faz pensar que, perdemos parte importante de nossas vidas, sem ao menos aproveitar, enquanto éramos jovens.
Martin Vail (Richard Gere) é um ex-promotor público e um rico advogado, acostumado a holofotes midiáticos, passando a ser uma celebridade judicial. Porém, quando ocorre um misterioso assassinato de um arcebispo de Chicago, de forma cruel e brutal, Martin tira proveito do crime e se indica para ser o advogado para defender o principal suspeito, que é um coronha do coral da igreja, Aaron Stamper (Edward Norton).
Aaron é um jovem ingênuo e inseguro de si, que foi capturado com suas roupas cheias de sangue, que era da vítima. Apesar da timidez, ele se escondia na personalidade de um adolescente perturbado e sinistro.
Mesmo confiando na inocência do rapaz, Martin ignora todas as provas, que incriminam o réu. Até mesmo descartando a avaliação psicológica do suspeito, feita por uma perícia, que grava o rapaz se revelando um psicopata.
O que impressiona em As Duas Faces de Um Crime é que Edward Norton se entregou,de corpo e alma, nesse papel, de forma brilhante. Tanto é que ele ganhou o Globo de Ouro, na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, em 1997. Além de ser indicado ao Oscar dz mesma categoria.
O filme foi baseado no romance Primal Fear, de William Diehl. Sem falar que projetou a cantora portuguesa Dulce Pontes para King mundo, graças à música Canção do Mar (essa música também foi trilha de abertura da novela As Pupilas do Senhor Reitor, do SBT).
No Reino de Daomé, na África Ocidental, na década de 1820, a general Nanisca (Viola Davis) resgata mulheres que foram sequestradas pelos traficantes de escravos do Império de Oió. Em meio à uma guerra, a general treina várias mulheres novas para se juntar ao exército. Uma delas é Nawi (Thuso Mbedu), uma jovem determinada que foi oferecida pelo pai ao rei depois de se recusar a se casar com homens violentos.
O que, mais tarde, veio com a chegada de europeus para comprar escravos. Nawi conhece Malik (Jordan Bolger), parceiro de Santo Ferreira (Hero Fiennes Tiffin), chefe da delegação europeia. Mas, pouco depois de concluir o treinamento, a jovem descobre que os Oió estão planejando atacar o Daomé e relata à Nanisca.
A Mulher Rei, co-produzida por Davis mostra a história de luta dos africanos contra a supremacia Ocidental europeia. Inicialmente, além da Davis, o elenco teria Maria Bello e Lupita Nyong'o, como protagonistas. A trilha sonora foi composta por Terence Blanchard.
O filme teve orçamento de US$ 50 milhões. E faturou US$ 97,2 milhões. O filme teve sua première durante o Festival de Cinema de Toronto em 9 de setembro de 2022.
A crítica elogiou o filme, pelo desempenho da Viola Davis, além do desempenho da Thuso Mbadu. Embora a pouca expressão histórica não tenha sido bem recebida, com comentários do tipo: "filme pipoca, com consciência social".
Ney Matogrosso é um artista muito além de sua personalidade. Seu talento, carisma e humildade conquistaram o Brasil, por sua postura provocadora e descontraída, seja na sua antiga banda Secos & Molhados, ou na sua vitoriosa carreira solo.
Mas, o que ninguém sabia era como ele virou esse artista que conhecemos. Baseado na sua biografia, escrita por Júlio Maria, a Paris Filmes realizou o filme Homem com H, escrito e dirigido por Esmir Filho.
Nesse filme, mostra Ney, desde a infância, sendo vítima de preconceito por seu pai, que era militar. Na juventude, conheceu o teatro, e, em seguida, a música, que mudaria seu rumo.
Com Secos & Molhados, ele provocou a ira dos machões de plantão e, até, do seu pai opressor. Na carreira solo, ele rebolou, mostrou, agachou, balançou e sacudiu a poeira e deu a volta por cima.
Durante sua vida, conheceu o sexo promíscuo, os vícios e amigos muito íntimos, como o Cazuza. Mas, a ameaça, conhecida como Mal do Século, foi o pesadelo, que se tornaria o pior momento de Ney, como veremos nesse filme.
Jesuíta Barbosa "viveu" Ney e incorporou, com honra, sua persona. A ex-VJ Sarah Oliveira (irmã do Esmir) faz uma participação especial.
Em sua primeira semana, o filme atraiu 160 mil espectadores, arrecadando R$ 3,6 milhões. Em um mês, passou de 600 mil espectadores.
Porém, se envolveu em polêmica, quando estreou na Netflix, mesmo com o filme em cartaz. Independente de ter, ou não, o acesso, o filme ganhou destaque de encerramento do 27º Festival de Cinema Brasileiro de Paris.
Embalado pelo 1º Oscar da história do cinema brasileiro, agora foi a vez de um filme abordar o tráfico de drogas e a corrupção polícial, no filme Vitória, lançado em março de 2025.
Com coprodução da Globoplay, Globo Filmes e Conspiração Filmes, e a distribuição da Sony Pictures, o filme tem como protagonista a imortal Fernanda Montenegro, no papel da Nina.
Baseado na história da Joana Zeferina da Paz, Nina era uma idosa que morava num condomínio, próximo à favela. Lá, ela conviveu com os tiroteios e a violência. Numa questão de atitude, ela tentava denunciar para a polícia, mas, sem sucesso.
Até que, ela teve uma ideia de filmar todo o estardalhaço nas comunidades. Mesmo com a preguiça, a falta de empatia e a omissão da lei policial, Nina conhece o repórter Flávio Godoy, que oferece o seu apoio.
Sabendo que sua missão é arriscada, Nina precisa entrar num programa de proteção à testemunhas, ou seja, ela tem que se mudar de cidade e de nome. No filme, temos a atuação da Linn da Quebrada, que faz o papel da Bibiana.
Vitória foi dirigido por Andrucha Waddington (que é genro da Fernanda Montenegro), e também produziu o filme. Na verdade, foi Breno Silveira que começou a direção e sua esposa, Paula Fiúza, escreveu o roteiro. Mas, durante as gravações, Breno sofreu um infarto fulminante e morreu em maio de 2022.
Então, Andrucha, que era amigo pessoal de Breno, assumiu a direção e finalizou o projeto, tanto é que o filme foi dedicado ao Breno.
Apesar de tudo, o filme gerou polêmica, quanto à escolha de Fernanda no papel, baseado da Joana. O motivo era que Joana era negra e muita gente criticou o fato de indicar uma mulher branca para o papel.
Outro fato era que a identidade de Joana foi revelada após sua morte em 2023, no momento em que as gravações foram encerradas. Sua identidade foi preservada por 17 anos e protegida pelo apelido de Vitória.
Em 18 de fevereiro de 2025, Vitória foi anunciado para ser o filme de abertura do 27º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, com exibição no dia 29 de abril no L'Arlequin, cinema de rua do bairro de Saint German-des-Près.
O filme levou 723 mil pessoas ao cinema, arrecadou R$ 4,68 milhões no primeiro final de semana.
Magnânimo, Magnífico, Estupendo, Espetacular, Fantástico, Astronômico. Todas essas definições resumem o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço. Poderia dizer que esse filme profetizou o futuro da Humanidade. Stanley Kubrick pode não estar presente para poder ver os progressos que o mundo enfrentou. Mas, com toda a certeza, ele foi à frente do seu tempo e realizou sua obra de arte cinematográfica do Século XX.
Kubrick produziu e dirigiu esse filme, e co-escreveu o roteiro, junto com Arthur C. Clarke, autor do conto A Sentinela, que se inspirou para realizar 2001. O filme aborda temas, como a evolução do homem, a tecnologia, Inteligência Artificial, Existencialismo e a vida extraterrestre.
Algumas cenas, como o primata batendo os ossos e jogando ao ar, o monólito e os efeitos visuais marcaram gerações e entraram na cultura pop. Sem falar que as músicas Danúbio Azul (Johann Strauss) e Assim Falou Zarathustra (Richard Strauss) entraram para a história. Essa música de Richard foi baseada no poema, escrito por Frederich Nietzsche, que aborda a evolução filosófica do homem.
2001 ganhou o Oscar de Melhor Efeitos Visuais, sem contar que o filme entrou na Biblioteca do Congresso Americano. Até mesmo recebeu homenagens mundo afora, sendo imitado em outras produções.
Pegando emprestado do seu amigo e diretor Sergio Leone, Clint Eastwood fez seu primeiro faroeste como diretor, o Estranho Sem Nome. Em Portugal, virou O Pistoleiro do Diabo. Esse foi o segundo filme da carreira de Clint como diretor. E ele mostra toda sua faca nos dentes contra os malfeitores.
No começo do filme, o Pistoleiro chega em um povoado chamado Lago, sem qualquer diálogo nos primeiros seis minutos. E ele chega para ser provocado por três atiradores, que são mortos pelo estranho. Além de 3stupr4r uma donzela, causando desconforto de quem assiste.
O que o estranho não sabia era que, um dos atiradores mortos, era contratado para proteger a cidade de três bandidos, que acabam de sair da cadeia. Então, ele mesmo assume a tarefa, com uma condição: que ele consiga tudo o que tem direito, até mesmo mandar pintar a cidade toda de vermelho e chamar a cidade de Inferno.
Porém, o que a população não sabia era que esse Pistoleiro guarda um segredo obscuro: em um dos sonhos, ele imagina um homem sendo chicoteado até a morte por esses bandidos. E a população assistia, sob um olhar frio, sem poder ajudá-lo.
Aqui vale várias curiosidades:
Na cena do cemitério, vemos lápides com os nomes de Sergio Leone, Don Siegel e Brian G. Hutton, que foram seus diretores. Na biografia de 2002, ele cita, de forma bem-humorada, que "ele enterrou seus diretores".
O filme foi rodado durante seis semanas.
Na parede da igreja é possível ler o versículo Isaías 53:3-4 da bíblia, sobre um homem desprezado e rejeitado, mas que ajudou os aflitos.
Após o lançamento do filme, Clint escreveu uma carta só John Wayne, que queria fazer uma parceria em algum filme. Wayne respondeu, dizendo que Eastwood fazia filmes violentos e que estava estragando o velho oeste. Clint não respondeu e, desde então, seu sonho não realizou.
Pra quem acha que Tropa de Elite abordava a corrupção policial e o surgimento das milícias, saibam que, em 1977, Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia foi bem mais além do que havia imaginado.
Hector Babenco foi profundo ao contar a história do bandido mais ousado que o país já conheceu. Com o roteiro escrito por José Louzeiro (que escreveu o livro, que dá o nome do filme), Lúcio Flávio se tornou conhecido por seus assaltos à bancos e de fugas espetaculares, sejam em prisões ou da polícia.
Numa época em que a Ditadura organizou uma espécie de equipe de investigadores, conhecida como Esquadrão da Morte, cuja intenção é combater o crime à margem da lei.
Isso tudo envolve assassinato, corrupção policial e tortura. O elenco foi composto por Milton Gonçalves, Paulo César Pereio, Lady Francisco, Grande Otelo, José Dumont e Stepan Nercessian.
O filme ganhou 4 kikitos do Festival de Gramado, como Melhor Ator, Ator Coadjuvante (Ivan Cândido), Fotografia e Edição. E foi escolhido como melhor Filme pelo grande Júri, da Mostra Internacional de Cinema São Paulo, de 1977.
Em 2015, entrou na lista do 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, segundo a Abraccine. Além de ser um dos filmes nacionais mais vistos da história, com mais de 5,4 milhões de espectadores.
Em 1958, Gianfrancesco Guarnieri criou a peça Eles Não Usam Black-Tie, cujo tema aborda a greve e a vida operária em São Paulo. O sucesso foi imediato, fazendo com que o Teatro de Arena saísse da falência.
Anos depois, o diretor Leon Hirszman resolveu adaptar a peça para o cinema, em 1981, numa época em que o Brasil, ainda, estava sob o regime militar. A trilha sonora foi composta por Adoniran Barbosa.
Guarnieri, que na peça vivia o Tião, no filme interpretou o Otávio, pai do Tião, que fora vivido por Carlos Alberto Riccelli. No elenco, estavam Fernanda Montenegro, Bete Mendes, Milton Gonçalves, Francisco Milani e Anselmo Vasconcelos.
Um movimento de trabalhadores faziam greve numa empresa, na qual Otávio trabalhava com seu filho, Tião. O rapaz era namorado de Maria, que fica grávida, e os dois resolvem se casar. Para não perder o emprego, Tião fura a greve, que seu pai liderava, e inicia um conflito familiar, se estendendo à assembleias e piquetes.
O filme se tornou um sucesso Internacional, ganhando muitos prêmios, entre eles, o Grande Prêmio de Júri (Leão de Ouro) do Festival de Veneza e o FIPRESCI. No Festival de Havana, ganhou o Prêmio Grand Coral. Em 1982, Guarnieri recebeu o troféu APCA de Melhor ator. No mesmo ano, ganhou o prêmio Margarida de Prata.
Em 2015, Eles Não Usam Black-Tie entrou na lista da Abraccine dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Na sua opinião, qual foi o primeiro filme brasileiro a ser indicado ao Oscar de Melhor filme? Se você disse Ainda Estou Aqui, você ERRRRRROOOUUU! Mas, vamos para algumas curiosidades sobre O Beijo da Mulher Aranha.
Em 1981, o diretor Hector Babenco resolveu adaptar um romance de Manuel Puig, com a ajuda de Leonard Schrader, o Beijo da Mulher Aranha. Para viver o homossexual Luís Molina, o diretor indicou Burt Lancaster, que se manifestou desejar fazer o papel. Para interpretar o preso político Valentín Arregui, foi escalado Richard Gere (dá pra ver que o Hermano não tava brincando!).
Porém, com a mudança de planos, Gere foi substituído por Raúl Juliá. Quanto à Lancaster, ele estava propenso a fazer papel de homossexual, com os boatos de que ele assumiria (o que não era verdade!). Desde então, Babenco escalou William Hurt para viver Molina.
Sonia Braga, na época, não sabia falar inglês e teve suas falas decoradas foneticamente. Durante as filmagens, Hurt e um amigo foram sequestrados à mão armada, mas foram liberados. As filmagens foram feitas nos estúdios da Vera Cruz, então abandonados, sendo que as cenas ocorreram em uma penitenciária de São Paulo, que foi desocupada devido à rebeliões dos presos.
O filme conta a relação de Molina com Valentín na cela, em que o preso homossexual conta trechos de um filme de propaganda n4z1st4. Molina tenta confortar seu colega da dura realidade da prisão e da sua separação de sua amada Marta.
Valentín não sabia que Molina estava sendo chantageado para entregá-lo, contando toda a tramoia envolvendo um grupo guerrilheiro, e Valentín fora envenenado pelos carcereiros para contar tudo para seu colega. No meio da trama, os dois se envolvem calorosamente, esquecendo das tensões numa cela.
A maior parte do filme fora feita por brasileiros, sendo que, no elenco, estavam Milton Gonçalves, Fernando Torres, José Lewgoy, Nuno Leal Maia, Miriam Pires, Herson Capri, Miguel Falabella e Ana Maria Braga (NÃO É ESSA ANA MARIA, ENTENDERAM? É a irmã da Sônia e mãe de Alice). Por ser uma coprodução brasileira e americana, O Beijo da Mulher Aranha foi o primeiro a estrear comercialmente em 26 de julho de 1985. No Brasil, estreou somente em 13 de abril de 1986.
O filme foi indicado à 4 Oscars (Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado), sendo o primeiro filme brasileiro a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme. William Hurt ganhou o de Melhor ator, além de ter ganhado na mesma categoria no Festival de Cannes e o BAFTA.
Atualmente, o filme está na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, segundo a Abraccine, na posição 61. Manuel Puig adaptou a obra para o teatro, após o lançamento do filme. Em 1993, virou musical da Broadway, e recebeu 3 prêmios Tony. O musical recebeu adaptação no Brasil, com Claudia Raia, Miguel Falabella e Tuca Andrada.
Em 1936, o escritor Graciliano Ramos (Carlos Vereza), na época, dirigente do ensino em Alagoas e simpatizante comunista do Palácio do Governo, foi preso, após o Getúlio Vargas esmagar a revolta militar da ALN, conhecida como Intentona Comunista. Ramos foi preso, sem haver nenhum processo formal de acusação.
Durante seu período no Cárcere, Ramos presenciou alguns acontecimentos, como a deportação da Olga Benário Prestes, recebia visitas da esposa Heloísa (Glória Pires) e de seu advogado, foi enviado à Colônia Penal da Ilha Grande.
Nesse lugar, ele ficou muito doente devido à uma úlcera, mas continuou a escrever, mesmo sobrevivendo por 10 meses de confinamento, em condições precárias e sofrendo barbaridades, com a ajuda de funcionários e dos prisioneiros, como ladrões e presos políticos, é que seria retratados no livro do escritor.
Memórias do Cárcere foi lançado em 1953, após a morte de Ramos, tendo 4 volumes. O autor não chegou a concluir a obra, faltando o capítulo final. Em 1984, o diretor Nelson Pereira dos Santos aproveitou que sua obra, Vidas Secas, repercutiu (e também foi baseado no livro do Graciliano), e resolveu adaptar Memórias para o cinema.
Com 3 horas de duração, o filme, além de Vereza e Glória, contam no elenco, Tonico Pereira, Nildo Parente, José Dumont e Jofre Soares, além de Silvio de Abreu, Cássia Kis. A trilha sonora tem, como música-tema, a Marcha Solene Brasileira, variação do Hino Nacional, de Louis Moreau Gottschalk para a Orquestra Sinfônica de Berlim, sob regência de Samuel Adler.
O longa foi exibido no Festival de Cannes arrancando aplausos dos quase 3 mil presentes. A obra ganhou o prêmio FIPRESCI da edição. Além de ganhar o prêmio Grand Coral no Festival de Havana, e Troféu APCA de Melhor Filme e Ator.
O filme foi restaurado, sob patrocínio da Petrobrás. Em 2015, o filme entrou na lista da Abraccine dos 100 melhores filmes nacionais de todos os tempos.
Hollywood se tornou a cidade em que todo mundo quer realizar o sonho de ser estrela. Porém, algo mais pode virar um pesadelo, até mesmo nos sonhos mais sombrios. Foi com esse foco que o David Lynch criou Cidade dos Sonhos, uma coprodução dos EUA com a França, em 2001.
Inicialmente, Lynch queria criar uma série, no mesmo estilo do Twin Peaks, porém, resolveu alterar as cenas, para virar filme, com algumas cenas da possível série, filmadas em 1999, já que o projeto da série foi recusado.
Com uma história não-linear, o filme com a história de Betty (Naomi Watts), que veio do Canadá para se tornar atriz. No meio do caminho, encontra Rita (Laura Harring), que perdeu a memória, devido à um acidente de carro. Então, Betty ajuda Rita a tentar encontrar sua identidade.
Ao mesmo tempo, o cineasta Adam Kesher (Justin Theroux) procura uma atriz ideal para seu filme, porém tem que enfrentar dois mafiosos que querem controlar tudo.
Durante todo o filme, vemos uma viagem ao surrealismo e suspense, com uma crítica à indústria do cinema e de Hollywood, com tramas mais tensas. De acordo com Lynch, o filme define como "uma história de amor na cidade dos sonhos".
David Lynch foi aclamado com o prêmio de Melhor diretor no Festival de Cannes, além de ser indicado à mesma categoria no Oscar. O filme também foi indicado à quatro Globos de Ouro.
Anora
3.4 1,2K Assista AgoraO ano de 2024 teve filmes importantes que foram lançados. E ao concorrerem ao Oscar, fica aquela expectativa de saber quem são os vencedores. Claro que, para nós, Brasileiros, Ainda Estou Aqui conseguiu o feito inédito.
Mas, teve um filme que muita gente ficou impressionada ao ser anunciada como a grande vencedora. Anora, de Sean Baker, venceu 5 estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Edição e Atriz, para Mikey Madison.
Mas, por que esse filme teve todo esse êxito ao vencer concorrentes fortes, como Ainda Estou Aqui e A Substância?
A história do filme fala sobre Ani (Mikey), uma prostituta de luxo,que se envolve em um relacionamento com Ivan, um herdeiro do Oligarca russo, que passa a ser o seu príncipe encantado para a donzela.
Claro que Ivan se mostrava egoísta e imaturo no começo, quando seguranças dos pais dele visitam à mansão e se deparam com o inocente casal. É aí que a vida da Ani se torna uma montanha-russa (com o perdão do trocadilho, pois o filme tem quase todo o idioma em russo!).
No filme, Ani se mostra uma fortaleza humana e determinada, além de ser sobrevivente de muitas injustiças pairando na sua mente. Não é à toa que Mikey Madidon apareceu, pela primeira vez, no filme Era Uma Vez... Em Hollywood, do Quentin Tarantino. E sua atuação foi tão marcante em todo o filme.
Outro ponto a ressaltar é a presença de Ivan (Yura Borisov), capanga da família russa. Ele, na primeira vista, parecia ser aterrorizante. Mas, com o passar do tempo, ele se mostrava afetuoso com a moça, mesmo ela o rejeitando.
Além do Oscar, Anora venceu a Palma de Ouro, no Festival de Cannes, em 2024, passando a ser o quarto filme da história a ganhar, tanto a Palma de Ouro quanto o Oscar de melhor Filme. Sean Baker fez história ao ganhar os prêmios da Academia em uma única cerimônia, se igualando à Walt Disney.
Quiz Show: A Verdade dos Bastidores
3.6 95 Assista AgoraQualquer pessoa no mundo sonha em participar em um programa de perguntas e respostas na televisão. Mesmo que você seja muito humilde, mas com uma inteligência acima do normal. Porém, apenas poucos programas utilizam regras, de forma correta e ética, sem, ao menos, enganar os telespectadores.
E isso tudo foi filmado em Quiz Show - A Verdade dos Bastidores, dirigido por Robert Redford, em 1994. Baseado em fatos reais, sendo o caso mais emblemático, o escândalo do programa Twenty-One, nos anos 50.
Um advogado enviado pelo Congresso Americano descobre uma possível fraude do programa, que tinha como principal competidor um rapaz judeu humilde. Até aí, os produtores resolvem convocar um professor jovem de família rica, que passa a ganhar do judeu. Esse professor passou a ser celebridade, da noite para o dia.
Foi aí que o investigador resolve juntar um grande quebra-cabeça pra saber se o programa foi combinado. O roteiro de Paul Attanasio foi baseado nas memórias do Richard N. Goodwin, o próprio advogado que investigou Twenty-One.
Com um elenco estelar de John Turturro, Ralph Fiennes, Mira Sorvino e a participação de Martin Scorsese, o filme teve o orçamento de US$ 31 milhões, com um lucro de US$ 52,2 milhões. Além de ser indicado aos Oscars de Melhor Filme, Direção, Ator Coadjuvante e Roteiro Adaptado. No mesmo ano que tivemos competidores acirrados, como Forest Gump, Pulp Fiction e Um Sonho de Liberdade.
Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto
3.4 69O ano era 1995. E o cinema tem realizado importantes filmes, de todos os gêneros. Mas, apenas, UM filme foi realizado, e se tornado cult: Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto.
Em Denver, o gangster Jimmy "O Santo" (Andy Garcia) tinha um programa para pessoas que tinham pouco tempo de vida, gravando vídeos póstumos. Mas, ele se encontra com problemas financeiros. Um grande chefão do crime (Christopher Walken) havia comprado promissórias, mas, estava disposto a esquecer tudo se o Jimmy fizer um "serviço": eliminar seu filho drogado.
Para isso, Jimmy convoca um grupo de assassinos, ele confiança, para fazer esse trabalho, e que também precisam de dinheiro. Porém, algo sai errado e eles tem prazo de 48 horas para deixar a cidade.
O título do filme vem de uma canção de Warren Zevon com o mesmo nome, gravada em 1991, no qual o mesmo permitiu sob a condição de que a música fosse tocada nos créditos finais. O nome do protagonista Jimmy O Santo vem da canção de Bruce Springsteen, Lost In The Flood, de 1973.
O filme foi exibido no Festival de Cannes, em 1995. E foi um fracasso de bilheteria e recebeu críticas negativas, com muitos comentando de que seria um "clone" de Pulp Fiction, do Quentin Tarantino. O filme teve um orçamento de US$ 8 milhões, com um lucro de (pasmem!) US$ 529 mil, na época.
A Miramax (na época, sob a gestão dos irmãos Weinstein) vendeu os direitos de distribuição para a japonesa Shochiku, junto com outras produções, como Grande Hotel e Robinson Crusoé, em um acordo de aquisição em massa.
Super Mario Galaxy: O Filme
3.4 81Novamente, devo exaltar minha infância, quando eu ficava tardes inteiras jogando Super Mario Bros. Porém, eu nunca tive a oportunidade de jogar um Nintendo 64. Mas, eu já joguei Nintendo Wii, com o Mario Kart. E posso dizer que foi uma sensação memorável.
Depois de lucrar mais de 1 bilhão de dólares com o primeiro filme, novamente fizeram Super Mario Galaxy, baseado no mesmo jogo do Nintendo Wii. E, dessa vez, a aventura será no espaço.
A Princesa Rosalina foi sequestrada pelo Bowser Jr., que quer destruir o Universo. Mas, primeiro, ele quer resgatar seu pai, que foi aprisionado pela Princesa Peach, no Reino dos Cogumelos.
É lá que Mário e Luigi vivem, após derrotar o Bowser e salvar Brooklin. Durante sua jornada, eles encontram Yoshi, um pequeno dinossauro simpático e comilão.
Voltando ao tema, Peach fica sabendo do sequestro da Rosalina e parte, junto com Toad, para o resgate. Mario e Luigi também vão salvá-la. E é aí que entra mais um componente (e também cria da Nintendo): Star Fox.
O filme pretende resgatar a nostalgia do público, que cresceu com os jogos. Aliás, é exatamente a proposta do cinema, em fazer adaptações de games para o cinema. Como vêm fazendo com Street Fighter e Mortal Kombat, cujas produções estão em vias de estrear.
Assim como no primeiro filme, Super Mario Galaxy deixou um gosto a mais. Porém, é diversão garantida. E, ainda, tem duas cenas pós-créditos no final.
A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel
4.0 22 Assista AgoraO Red Hot Chili Peppers é um dos grupos de rock mais bem sucedidos de todos os tempos, sempre com shows lotados e atrações principais em diversos festivais, além de ser vencedor do Grammy, milhões de discos vendidos e clipes com bilhões de visualizações no YouTube. MAS, o começo não foi fácil.
E isso tudo foi mostrado no documentário A Origem do Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão, Hillel, que está disponível na Netflix, desde 20 de março.
Flea e Anthony Kieds deram seus depoimentos sobre o começo da banda, além da sua relação com o antigo guitarrista e amigo Hillel Slovak. Seus passeios, as aventuras, as festas, o começo do gosto pelo rock foram fundamentais para a criação do RHCP.
Os primeiros discos tinham aquela pegada Funk com o Rock e Metal, tudo isso sob influência do George Clinton, que produziu o segundo disco deles.
Parecia que estava tudo bem. Porém, aquele inimigo traiçoeiro passaria a incomodar os planos: se chamava D-R-0-G-@-S! E a sua vítima era Slovak.
Além da dupla do Red Hot, o irmão e a ex-namorada do guitarrista falavam, de forma tocante, a agonia que ele passava, durante as turnês.
Infelizmente, em 1988, Slovak morreu, devido à uma overdose acidental. John Frusciante, que acompanhava a banda em shows, passou a ser o cara ideal para ficar no lugar do Hillel.
Se você não curte a fase Pop do Red Hot, sugiro que ouça os primeiros discos. Vale a pena!
Kill Bill: The Whole Bloody Affair
4.4 48 Assista AgoraQuentin Tarantino sempre quis exibir seus filmes, da maneira como ele queria. Porém, a indústria cinematográfica resolve estragar seus planos mirabolantes. Apenas para que o público não fique enjoado e perca milhões de dólares em bilheterias.
Um dos projetos do Mestre foi exibir, sem cortes e divisões, o seu 4º filme, Kill Bill, exibidos em dois volumes, entre 2003 e 2004, respectivamente.
Quem já viu (diversas vezes!), sabe da epopeia da Noiva, que se vinga do seu ex, o Bill, e do Esquadrão das Víboras Mortais, que massacraram as pessoas, num casamento, no Texas.
A Noiva fica em coma, durante 4 anos. Quando acorda, ela descobre que seu bebê não estava em seu ventre. Aí, ela se entope de fúria e mata todos, com sua espada de samurai. (Quem quiser saber detalhes, visita o blog e veja as resenhas dos dois volumes.)
Uma coisa que eu admiro no Tarantino é que ele sempre ousou a violência estilizada em suas obras-primas. Mas, na sua versão completa e longa, com o título The Whole Bloody Affair, que estreou nos cinemas, com duração de 4h30 (!), o Mestre colocou cenas excluídas, para deixar os fãs com água na boca.
Uma das cenas está no curta de anime, em que conta a história de O-Ren Ishi, feita pelo mesmo estúdio do clássico Ghost In The Shell, e do clipe Breaking The Habit, do Linkin' Park.
Claro que, como todo filme com duração longa, sempre tem o intervalo, apenas para dar um respiro ao espectador. Mas, cada minuto e cada hora passam voando.
Aguardemos o que o Mestre vai aprontar, quando anunciar seu 10º e derradeiro filme de sua filmografia.
A Ilha do Diabo
2.7 9Filmaço de macho-alfa, reunindo os saudosos Hulk Hogan, Carl Weathers (eterno Apollo Creed) e Trevor Goddard (o Kano do Mortal Kombat), Billy Drago e a deliciosa Shannon Tweed (atual sra. Gene Simmons, do KISS).
Típico filme pra ver num dia chuvoso, tomando cerveja e na companhia de sua gata ao lado!
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraNum momento em que o Brasil se encontra numa política polarizada em ambas as partes, o cinema brasileiro, novamente, nos enche de orgulho com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho (Bacurau), cuja produção foi conjunta com Brasil, França, Holanda e Alemanha.
Em 1977, o engenheiro Marcelo (Wagner Moura) foge de São Paulo para se instalar em Recife, em busca de paz. Lá, conhece um albergue, comandado por Dona Sebastiana (Tânia Maria), além de alguns vizinhos, entre eles, um casal de angolanos fugitivos.
Por outro lado, em São Paulo, um industrial contrata dois assassinos para matar o Marcelo, que resolve se envolver com um delegado local, provavelmente um membro do regime militar da época.
Marcelo tem um filho, que mora com os avós maternos, sendo que o avô trabalha como projecionista no cinema local. É aí que o pobre homem se questiona sobre a situação em que se encontra. Mesmo estando longe de casa, ele corre contra o tempo para tentar encontrar a origem da sua mãe.
Nesse filme, podemos ver que temos imagens antigas de programas de televisão, filmes, desenhos, referências ao filme Tubarão (que o filho do Marcelo quer muito ver!), inclusive, tem também a perna humana, que foi dilacerada por um Tubarão, no começo do filme.
O filme se passa na época do Regime Militar, até mesmo o retrato do presidente Geisel se encontra. No elenco, temos gente do calibre de Maria Fernanda Cândido, Tomás Aquino e Udo Kier (em seu último papel da carreira, antes dele morrer), que também fez Bacurau, do mesmo Kleber Mendonça Filho.
A trilha sonora tem músicas diversas, entre elas a Guerra e Pace, Pollo e Brace, de Ennio Morricone. Sem falar que outro destaque eram os famosos orelhões públicos, que, recentemente, foram extintos em todo o Brasil.
O Agente Secreto estreou em 18 de maio de 2025, no Festival de Cannes, em que venceu a Palma de Ouro de Melhor diretor e Interpretação Masculina para Wagner Moura. O filme estreou no Brasil em 6 de Novembro do mesmo ano.
Esse ano, no Globo de Ouro, venceu Melhor Filme em língua não-inglesa e melhor ator (Wagner Moura). E, recentemente, foi indicado à 4 Oscars, de Melhor Filme do Ano, Filme Internacional, Ator (Wagner Moura) e Direção de Elenco.
O Sobrevivente
3.2 267 Assista AgoraEm uma época em que a TV resolve investir em reality shows, competições de alto risco, séries documentais, lá nos anos 80, principalmente em 1987, surgiu o filme O Sobrevivente, baseado no livro O Concorrente, de Richard Bachman. Se você nunca ouviu falar desse autor, saiba que ele é o alter-ego do Mestre do Horror sobrenatural Stephen King.
Entre 2017 e 2019, os EUA vivia em colapso, todas as formas culturais eram censuradas. A única diversão era o programa O Sobrevivente, em que fugitivos eram perseguidos por mercenários.
Ben Richards era um oficial que descumpriu ordens para exterminar uma multidão de manifestantes. Ao desobedecer, ele é traído e os soldados massacraram todos, botando a culpa em Ben.
Ao fugir da prisão, ele encontra com Amber Mendez, uma funcionária da TV, que acaba entregando ele às autoridades. Lá, se encontra com Damon Killigan, o sádico apresentador de O Sobrevivente.
É nessa hora que Ben arrisca para salvar sua pele e provar sua inocência, com a ajuda da Amber.
Nesse filme, estrelado por Arnold Schwarzenegger, temos no elenco Maria Conchita Alonso, Dweezel Zappa, Mick Fleetwood e Jesse Ventura. Cabe ressaltar que tanto Arnold quanto Ventura foram governadores: Arnold foi da Califórnia e Ventura de Minessota.
Steven E. de Souza escreveu o roteiro, Paula Abdul foi responsável pela coreografia das bailarinas, que, na verdade, são cheerleaders dos Los Angeles Lakers.
O Sobrevivente custou US$ 27 milhões e faturou US$ 38 milhões em bilheteria.
O Especialista
3.0 198 Assista AgoraCom certeza, qualquer jovem dos anos 90 se debruçou ao ver esse filme de ação, O Especialista, de Luis Llosa, com Sylvester Stallone e Sharon Stone. Pelo jeito, qualquer um torcia para esses dois, do começo ao fim.
May Munro (Stone) quer se vingar dos assassinos dos seus pais, mas, para isso, contrata um perito em explodivos da CIA Ray Quick (Stallone), que havia abandonado seu serviço no passado, quando uma operação custou a vida de um inocente.
Nessa trama, está Ned Trent (James Woods), ex-parceiro de Ray, que não vale o pão que come, e acaba trabalhando para o chefe do tráfico, que é pai do Thomas (Eric Roberts), assassino dos pais da May. E esse mesmo cara se apaixona pela moça, sem saber que ela quer se vingar.
O filme tem a famosa cena do chuveiro, entre Stallone e Sharon. Mas, para quem achava que havia algo sensual, na verdade, a química entre os dois era muito forçada.
O Especialista teve o orçamento de US$ 45 milhões, e faturou US$ 170 milhões. Mesmo com esse sucesso todo, a crítica não perdoou. Sem falar que o filme faturou dois Framboesas de Ouro, para pior Atriz para Sharon, e para pior casal, com Sharon e Stallone.
A música Turn the Beat Around, da Glória Estefan, virou mania nas pistas de dança na época.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 664 Assista AgoraEm meio à táticas extremamente complexas do presidente Donald Trump, quanto à sua caçada (involuntária!) de imigrantes ilegais nos EUA, sem falar da cobrança (também involuntária!) de taxas de exportação, enfiando a faca nos países subdesenvolvidos, como o Brasil, o cinema também mostra sua crítica à sociedade em geral. E isso podemos ver em Uma Batalha Após a Outra, do diretor Paul Thomas Anderson.
Nele, o casal Bob e Perfídia fazem parte de uma organização chamada 75 Franceses, que promovem ataques contra a Imigração, para libertar estrangeiros ilegais. Porém, Perfídia foi capturada pelo Coronel Steven J. Lockjaw. Com isso, o plano todo foi por água abaixo. E Bob, temendo pelo futuro de sua filha recém-nascida, foge e vive numa comunidade alternativa, enquanto sua amada mulher foge do programa de proteção às testemunhas e desaparece.
Anos depois, Willa se torna uma adolescente e Bob, um viciado em drogas. O que ele não sabia era que o Lockjaw está atrás da Willa, por meio de uma conspiração que envolvia a supremacia (vocês sabem do que eu me refiro!) e a segurança nacional.
Então, o Coronel se junta com um exército de mercenários e caçam, implacavelmente, os fugitivos dos 75 Franceses. Mas, para isso, Bob precisa "acordar" e ver que a coisa era Séria, bem mais do que ele imagina.
O filme, por ser de ação, tem toques de comédia e humor negro. Sem falar que nos remetemos aos filmes de Tarantino, Hitchcock e os Irmãos Coen. Leonardo Di Caprio nos diverte com atuações histéricas, como de costume. Sean Penn sabe muito bem fazer papel de vilão. Benicio Del Toro não fica atrás. Agora, a revelação fica por conta da Chase Infiniti, no papel da Willa.
Uma Batalha... pode ser, com justiça, um forte candidato ao Oscar, no ano que vem. Quem sabe um desses atores citados possam ganhar mais uma estatueta nas suas prateleiras.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraHoje em dia, vemos as mulheres (e os homens) fazendo de tudo para se manterem jovens. Sejam influenciadores digitais, pessoas do mundo fitness, modelos, celebridades, atores, etc. Isso tudo é relatado no filme A Substância, escrito e dirigido por Coralie Fargeat.
Nesse filme, a musa fitness Elzabeth Sparkle (Demi Moore) foi demitida por seu produtor Harry (Dennis Quaid), por causa do etarismo dela. Prestes a entrar em depressão, ela recorre à uma experiência chamada A Substância, que conseguiu no mercado negro.
Ela, ao usar, acaba criando uma outra mulher, muito mais jovem e mais bonita, a Sue (Margareth Qualley), que vira estrela, da noite para o dia. Porém, essa obsessão acaba tendo efeitos devastadores.
Como podemos ver, isso sempre ocorre com as pessoas, que se submetem ao culto ao corpo e à obsessão extrema da beleza e da juventude eterna.
O filme têm algumas referências, como A Mosca, Videodrome, Requiem Para Um Sonho, com algo mais gore.
A Substância "ressucitou" a carreira de Demi Moore, que ganhou diversos prêmios, como o Globo de Ouro, e uma indicação ao Oscar. O filme foi aplaudido no Festival de Cannes, sendo que ganhou o de melhor roteiro. A Substância ganhou o Oscar de melhor Maquiagem.
De Repente 30
3.5 2,2K Assista AgoraJenna Rink é uma adolescente de 13 anos, descontente com sua vida. No dia do seu aniversário, ela desejou ter 30 anos. Quando seu pedido foi realizado, se tornou uma mulher de verdade.
Mas, com o passar do tempo, ela percebe que, mesmo com sucesso na vida profissional e pessoal, ela se sentia infeliz, pois vai perceber que perdeu coisas importantes na sua vida, como o primeiro amor.
De Repente 30 pode ser um clássico da Sessão da Tarde, mas também nos dá uma lição de vida. Jennifer Garner deu um show de interpretação, sem contar com a trilha sonora repleta de clássicos dos anos 80.
Como havia dito, o filme fala sobre a reflexão de que, mesmo tendo feito coisas tardias, nos faz pensar que, perdemos parte importante de nossas vidas, sem ao menos aproveitar, enquanto éramos jovens.
As Duas Faces de um Crime
4.1 1,1K Assista AgoraMartin Vail (Richard Gere) é um ex-promotor público e um rico advogado, acostumado a holofotes midiáticos, passando a ser uma celebridade judicial. Porém, quando ocorre um misterioso assassinato de um arcebispo de Chicago, de forma cruel e brutal, Martin tira proveito do crime e se indica para ser o advogado para defender o principal suspeito, que é um coronha do coral da igreja, Aaron Stamper (Edward Norton).
Aaron é um jovem ingênuo e inseguro de si, que foi capturado com suas roupas cheias de sangue, que era da vítima. Apesar da timidez, ele se escondia na personalidade de um adolescente perturbado e sinistro.
Mesmo confiando na inocência do rapaz, Martin ignora todas as provas, que incriminam o réu. Até mesmo descartando a avaliação psicológica do suspeito, feita por uma perícia, que grava o rapaz se revelando um psicopata.
O que impressiona em As Duas Faces de Um Crime é que Edward Norton se entregou,de corpo e alma, nesse papel, de forma brilhante. Tanto é que ele ganhou o Globo de Ouro, na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, em 1997. Além de ser indicado ao Oscar dz mesma categoria.
O filme foi baseado no romance Primal Fear, de William Diehl. Sem falar que projetou a cantora portuguesa Dulce Pontes para King mundo, graças à música Canção do Mar (essa música também foi trilha de abertura da novela As Pupilas do Senhor Reitor, do SBT).
A Mulher Rei
4.0 532 Assista AgoraNo Reino de Daomé, na África Ocidental, na década de 1820, a general Nanisca (Viola Davis) resgata mulheres que foram sequestradas pelos traficantes de escravos do Império de Oió. Em meio à uma guerra, a general treina várias mulheres novas para se juntar ao exército. Uma delas é Nawi (Thuso Mbedu), uma jovem determinada que foi oferecida pelo pai ao rei depois de se recusar a se casar com homens violentos.
O que, mais tarde, veio com a chegada de europeus para comprar escravos. Nawi conhece Malik (Jordan Bolger), parceiro de Santo Ferreira (Hero Fiennes Tiffin), chefe da delegação europeia. Mas, pouco depois de concluir o treinamento, a jovem descobre que os Oió estão planejando atacar o Daomé e relata à Nanisca.
A Mulher Rei, co-produzida por Davis mostra a história de luta dos africanos contra a supremacia Ocidental europeia. Inicialmente, além da Davis, o elenco teria Maria Bello e Lupita Nyong'o, como protagonistas. A trilha sonora foi composta por Terence Blanchard.
O filme teve orçamento de US$ 50 milhões. E faturou US$ 97,2 milhões. O filme teve sua première durante o Festival de Cinema de Toronto em 9 de setembro de 2022.
A crítica elogiou o filme, pelo desempenho da Viola Davis, além do desempenho da Thuso Mbadu. Embora a pouca expressão histórica não tenha sido bem recebida, com comentários do tipo: "filme pipoca, com consciência social".
Homem com H
4.2 520 Assista AgoraNey Matogrosso é um artista muito além de sua personalidade. Seu talento, carisma e humildade conquistaram o Brasil, por sua postura provocadora e descontraída, seja na sua antiga banda Secos & Molhados, ou na sua vitoriosa carreira solo.
Mas, o que ninguém sabia era como ele virou esse artista que conhecemos. Baseado na sua biografia, escrita por Júlio Maria, a Paris Filmes realizou o filme Homem com H, escrito e dirigido por Esmir Filho.
Nesse filme, mostra Ney, desde a infância, sendo vítima de preconceito por seu pai, que era militar. Na juventude, conheceu o teatro, e, em seguida, a música, que mudaria seu rumo.
Com Secos & Molhados, ele provocou a ira dos machões de plantão e, até, do seu pai opressor. Na carreira solo, ele rebolou, mostrou, agachou, balançou e sacudiu a poeira e deu a volta por cima.
Durante sua vida, conheceu o sexo promíscuo, os vícios e amigos muito íntimos, como o Cazuza. Mas, a ameaça, conhecida como Mal do Século, foi o pesadelo, que se tornaria o pior momento de Ney, como veremos nesse filme.
Jesuíta Barbosa "viveu" Ney e incorporou, com honra, sua persona. A ex-VJ Sarah Oliveira (irmã do Esmir) faz uma participação especial.
Em sua primeira semana, o filme atraiu 160 mil espectadores, arrecadando R$ 3,6 milhões. Em um mês, passou de 600 mil espectadores.
Porém, se envolveu em polêmica, quando estreou na Netflix, mesmo com o filme em cartaz. Independente de ter, ou não, o acesso, o filme ganhou destaque de encerramento do 27º Festival de Cinema Brasileiro de Paris.
Vitória
3.7 249 Assista AgoraEmbalado pelo 1º Oscar da história do cinema brasileiro, agora foi a vez de um filme abordar o tráfico de drogas e a corrupção polícial, no filme Vitória, lançado em março de 2025.
Com coprodução da Globoplay, Globo Filmes e Conspiração Filmes, e a distribuição da Sony Pictures, o filme tem como protagonista a imortal Fernanda Montenegro, no papel da Nina.
Baseado na história da Joana Zeferina da Paz, Nina era uma idosa que morava num condomínio, próximo à favela. Lá, ela conviveu com os tiroteios e a violência. Numa questão de atitude, ela tentava denunciar para a polícia, mas, sem sucesso.
Até que, ela teve uma ideia de filmar todo o estardalhaço nas comunidades. Mesmo com a preguiça, a falta de empatia e a omissão da lei policial, Nina conhece o repórter Flávio Godoy, que oferece o seu apoio.
Sabendo que sua missão é arriscada, Nina precisa entrar num programa de proteção à testemunhas, ou seja, ela tem que se mudar de cidade e de nome. No filme, temos a atuação da Linn da Quebrada, que faz o papel da Bibiana.
Vitória foi dirigido por Andrucha Waddington (que é genro da Fernanda Montenegro), e também produziu o filme. Na verdade, foi Breno Silveira que começou a direção e sua esposa, Paula Fiúza, escreveu o roteiro. Mas, durante as gravações, Breno sofreu um infarto fulminante e morreu em maio de 2022.
Então, Andrucha, que era amigo pessoal de Breno, assumiu a direção e finalizou o projeto, tanto é que o filme foi dedicado ao Breno.
Apesar de tudo, o filme gerou polêmica, quanto à escolha de Fernanda no papel, baseado da Joana. O motivo era que Joana era negra e muita gente criticou o fato de indicar uma mulher branca para o papel.
Outro fato era que a identidade de Joana foi revelada após sua morte em 2023, no momento em que as gravações foram encerradas. Sua identidade foi preservada por 17 anos e protegida pelo apelido de Vitória.
Em 18 de fevereiro de 2025, Vitória foi anunciado para ser o filme de abertura do 27º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, com exibição no dia 29 de abril no L'Arlequin, cinema de rua do bairro de Saint German-des-Près.
O filme levou 723 mil pessoas ao cinema, arrecadou R$ 4,68 milhões no primeiro final de semana.
2001: Uma Odisseia no Espaço
4.2 2,4K Assista AgoraMagnânimo, Magnífico, Estupendo, Espetacular, Fantástico, Astronômico. Todas essas definições resumem o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço. Poderia dizer que esse filme profetizou o futuro da Humanidade. Stanley Kubrick pode não estar presente para poder ver os progressos que o mundo enfrentou. Mas, com toda a certeza, ele foi à frente do seu tempo e realizou sua obra de arte cinematográfica do Século XX.
Kubrick produziu e dirigiu esse filme, e co-escreveu o roteiro, junto com Arthur C. Clarke, autor do conto A Sentinela, que se inspirou para realizar 2001. O filme aborda temas, como a evolução do homem, a tecnologia, Inteligência Artificial, Existencialismo e a vida extraterrestre.
Algumas cenas, como o primata batendo os ossos e jogando ao ar, o monólito e os efeitos visuais marcaram gerações e entraram na cultura pop. Sem falar que as músicas Danúbio Azul (Johann Strauss) e Assim Falou Zarathustra (Richard Strauss) entraram para a história. Essa música de Richard foi baseada no poema, escrito por Frederich Nietzsche, que aborda a evolução filosófica do homem.
2001 ganhou o Oscar de Melhor Efeitos Visuais, sem contar que o filme entrou na Biblioteca do Congresso Americano. Até mesmo recebeu homenagens mundo afora, sendo imitado em outras produções.
O Estranho Sem Nome
3.8 266 Assista AgoraPegando emprestado do seu amigo e diretor Sergio Leone, Clint Eastwood fez seu primeiro faroeste como diretor, o Estranho Sem Nome. Em Portugal, virou O Pistoleiro do Diabo. Esse foi o segundo filme da carreira de Clint como diretor. E ele mostra toda sua faca nos dentes contra os malfeitores.
No começo do filme, o Pistoleiro chega em um povoado chamado Lago, sem qualquer diálogo nos primeiros seis minutos. E ele chega para ser provocado por três atiradores, que são mortos pelo estranho. Além de 3stupr4r uma donzela, causando desconforto de quem assiste.
O que o estranho não sabia era que, um dos atiradores mortos, era contratado para proteger a cidade de três bandidos, que acabam de sair da cadeia. Então, ele mesmo assume a tarefa, com uma condição: que ele consiga tudo o que tem direito, até mesmo mandar pintar a cidade toda de vermelho e chamar a cidade de Inferno.
Porém, o que a população não sabia era que esse Pistoleiro guarda um segredo obscuro: em um dos sonhos, ele imagina um homem sendo chicoteado até a morte por esses bandidos. E a população assistia, sob um olhar frio, sem poder ajudá-lo.
Aqui vale várias curiosidades:
Na cena do cemitério, vemos lápides com os nomes de Sergio Leone, Don Siegel e Brian G. Hutton, que foram seus diretores. Na biografia de 2002, ele cita, de forma bem-humorada, que "ele enterrou seus diretores".
O filme foi rodado durante seis semanas.
Na parede da igreja é possível ler o versículo Isaías 53:3-4 da bíblia, sobre um homem desprezado e rejeitado, mas que ajudou os aflitos.
Após o lançamento do filme, Clint escreveu uma carta só John Wayne, que queria fazer uma parceria em algum filme. Wayne respondeu, dizendo que Eastwood fazia filmes violentos e que estava estragando o velho oeste. Clint não respondeu e, desde então, seu sonho não realizou.
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia
3.7 121Pra quem acha que Tropa de Elite abordava a corrupção policial e o surgimento das milícias, saibam que, em 1977, Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia foi bem mais além do que havia imaginado.
Hector Babenco foi profundo ao contar a história do bandido mais ousado que o país já conheceu. Com o roteiro escrito por José Louzeiro (que escreveu o livro, que dá o nome do filme), Lúcio Flávio se tornou conhecido por seus assaltos à bancos e de fugas espetaculares, sejam em prisões ou da polícia.
Numa época em que a Ditadura organizou uma espécie de equipe de investigadores, conhecida como Esquadrão da Morte, cuja intenção é combater o crime à margem da lei.
Isso tudo envolve assassinato, corrupção policial e tortura. O elenco foi composto por Milton Gonçalves, Paulo César Pereio, Lady Francisco, Grande Otelo, José Dumont e Stepan Nercessian.
O filme ganhou 4 kikitos do Festival de Gramado, como Melhor Ator, Ator Coadjuvante (Ivan Cândido), Fotografia e Edição. E foi escolhido como melhor Filme pelo grande Júri, da Mostra Internacional de Cinema São Paulo, de 1977.
Em 2015, entrou na lista do 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, segundo a Abraccine. Além de ser um dos filmes nacionais mais vistos da história, com mais de 5,4 milhões de espectadores.
Eles Não Usam Black-Tie
4.3 312Em 1958, Gianfrancesco Guarnieri criou a peça Eles Não Usam Black-Tie, cujo tema aborda a greve e a vida operária em São Paulo. O sucesso foi imediato, fazendo com que o Teatro de Arena saísse da falência.
Anos depois, o diretor Leon Hirszman resolveu adaptar a peça para o cinema, em 1981, numa época em que o Brasil, ainda, estava sob o regime militar. A trilha sonora foi composta por Adoniran Barbosa.
Guarnieri, que na peça vivia o Tião, no filme interpretou o Otávio, pai do Tião, que fora vivido por Carlos Alberto Riccelli. No elenco, estavam Fernanda Montenegro, Bete Mendes, Milton Gonçalves, Francisco Milani e Anselmo Vasconcelos.
Um movimento de trabalhadores faziam greve numa empresa, na qual Otávio trabalhava com seu filho, Tião. O rapaz era namorado de Maria, que fica grávida, e os dois resolvem se casar. Para não perder o emprego, Tião fura a greve, que seu pai liderava, e inicia um conflito familiar, se estendendo à assembleias e piquetes.
O filme se tornou um sucesso Internacional, ganhando muitos prêmios, entre eles, o Grande Prêmio de Júri (Leão de Ouro) do Festival de Veneza e o FIPRESCI. No Festival de Havana, ganhou o Prêmio Grand Coral. Em 1982, Guarnieri recebeu o troféu APCA de Melhor ator. No mesmo ano, ganhou o prêmio Margarida de Prata.
Em 2015, Eles Não Usam Black-Tie entrou na lista da Abraccine dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
O Beijo da Mulher-Aranha
3.9 270 Assista AgoraNa sua opinião, qual foi o primeiro filme brasileiro a ser indicado ao Oscar de Melhor filme? Se você disse Ainda Estou Aqui, você ERRRRRROOOUUU! Mas, vamos para algumas curiosidades sobre O Beijo da Mulher Aranha.
Em 1981, o diretor Hector Babenco resolveu adaptar um romance de Manuel Puig, com a ajuda de Leonard Schrader, o Beijo da Mulher Aranha. Para viver o homossexual Luís Molina, o diretor indicou Burt Lancaster, que se manifestou desejar fazer o papel. Para interpretar o preso político Valentín Arregui, foi escalado Richard Gere (dá pra ver que o Hermano não tava brincando!).
Porém, com a mudança de planos, Gere foi substituído por Raúl Juliá. Quanto à Lancaster, ele estava propenso a fazer papel de homossexual, com os boatos de que ele assumiria (o que não era verdade!). Desde então, Babenco escalou William Hurt para viver Molina.
Sonia Braga, na época, não sabia falar inglês e teve suas falas decoradas foneticamente. Durante as filmagens, Hurt e um amigo foram sequestrados à mão armada, mas foram liberados. As filmagens foram feitas nos estúdios da Vera Cruz, então abandonados, sendo que as cenas ocorreram em uma penitenciária de São Paulo, que foi desocupada devido à rebeliões dos presos.
O filme conta a relação de Molina com Valentín na cela, em que o preso homossexual conta trechos de um filme de propaganda n4z1st4. Molina tenta confortar seu colega da dura realidade da prisão e da sua separação de sua amada Marta.
Valentín não sabia que Molina estava sendo chantageado para entregá-lo, contando toda a tramoia envolvendo um grupo guerrilheiro, e Valentín fora envenenado pelos carcereiros para contar tudo para seu colega. No meio da trama, os dois se envolvem calorosamente, esquecendo das tensões numa cela.
A maior parte do filme fora feita por brasileiros, sendo que, no elenco, estavam Milton Gonçalves, Fernando Torres, José Lewgoy, Nuno Leal Maia, Miriam Pires, Herson Capri, Miguel Falabella e Ana Maria Braga (NÃO É ESSA ANA MARIA, ENTENDERAM? É a irmã da Sônia e mãe de Alice). Por ser uma coprodução brasileira e americana, O Beijo da Mulher Aranha foi o primeiro a estrear comercialmente em 26 de julho de 1985. No Brasil, estreou somente em 13 de abril de 1986.
O filme foi indicado à 4 Oscars (Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado), sendo o primeiro filme brasileiro a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme. William Hurt ganhou o de Melhor ator, além de ter ganhado na mesma categoria no Festival de Cannes e o BAFTA.
Atualmente, o filme está na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, segundo a Abraccine, na posição 61. Manuel Puig adaptou a obra para o teatro, após o lançamento do filme. Em 1993, virou musical da Broadway, e recebeu 3 prêmios Tony. O musical recebeu adaptação no Brasil, com Claudia Raia, Miguel Falabella e Tuca Andrada.
Memórias do Cárcere
3.8 59 Assista AgoraEm 1936, o escritor Graciliano Ramos (Carlos Vereza), na época, dirigente do ensino em Alagoas e simpatizante comunista do Palácio do Governo, foi preso, após o Getúlio Vargas esmagar a revolta militar da ALN, conhecida como Intentona Comunista. Ramos foi preso, sem haver nenhum processo formal de acusação.
Durante seu período no Cárcere, Ramos presenciou alguns acontecimentos, como a deportação da Olga Benário Prestes, recebia visitas da esposa Heloísa (Glória Pires) e de seu advogado, foi enviado à Colônia Penal da Ilha Grande.
Nesse lugar, ele ficou muito doente devido à uma úlcera, mas continuou a escrever, mesmo sobrevivendo por 10 meses de confinamento, em condições precárias e sofrendo barbaridades, com a ajuda de funcionários e dos prisioneiros, como ladrões e presos políticos, é que seria retratados no livro do escritor.
Memórias do Cárcere foi lançado em 1953, após a morte de Ramos, tendo 4 volumes. O autor não chegou a concluir a obra, faltando o capítulo final. Em 1984, o diretor Nelson Pereira dos Santos aproveitou que sua obra, Vidas Secas, repercutiu (e também foi baseado no livro do Graciliano), e resolveu adaptar Memórias para o cinema.
Com 3 horas de duração, o filme, além de Vereza e Glória, contam no elenco, Tonico Pereira, Nildo Parente, José Dumont e Jofre Soares, além de Silvio de Abreu, Cássia Kis. A trilha sonora tem, como música-tema, a Marcha Solene Brasileira, variação do Hino Nacional, de Louis Moreau Gottschalk para a Orquestra Sinfônica de Berlim, sob regência de Samuel Adler.
O longa foi exibido no Festival de Cannes arrancando aplausos dos quase 3 mil presentes. A obra ganhou o prêmio FIPRESCI da edição. Além de ganhar o prêmio Grand Coral no Festival de Havana, e Troféu APCA de Melhor Filme e Ator.
O filme foi restaurado, sob patrocínio da Petrobrás. Em 2015, o filme entrou na lista da Abraccine dos 100 melhores filmes nacionais de todos os tempos.
Cidade dos Sonhos
4.1 1,8K Assista AgoraHollywood se tornou a cidade em que todo mundo quer realizar o sonho de ser estrela. Porém, algo mais pode virar um pesadelo, até mesmo nos sonhos mais sombrios. Foi com esse foco que o David Lynch criou Cidade dos Sonhos, uma coprodução dos EUA com a França, em 2001.
Inicialmente, Lynch queria criar uma série, no mesmo estilo do Twin Peaks, porém, resolveu alterar as cenas, para virar filme, com algumas cenas da possível série, filmadas em 1999, já que o projeto da série foi recusado.
Com uma história não-linear, o filme com a história de Betty (Naomi Watts), que veio do Canadá para se tornar atriz. No meio do caminho, encontra Rita (Laura Harring), que perdeu a memória, devido à um acidente de carro. Então, Betty ajuda Rita a tentar encontrar sua identidade.
Ao mesmo tempo, o cineasta Adam Kesher (Justin Theroux) procura uma atriz ideal para seu filme, porém tem que enfrentar dois mafiosos que querem controlar tudo.
Durante todo o filme, vemos uma viagem ao surrealismo e suspense, com uma crítica à indústria do cinema e de Hollywood, com tramas mais tensas. De acordo com Lynch, o filme define como "uma história de amor na cidade dos sonhos".
David Lynch foi aclamado com o prêmio de Melhor diretor no Festival de Cannes, além de ser indicado à mesma categoria no Oscar. O filme também foi indicado à quatro Globos de Ouro.