Revendo essa obra de arte! Há 10 anos assistia pela primeira vez…algo que com a minha idade não observei na primeira vez que assisti, mas agora revendo, consegui notar com bastante atenção a baita atuação de Mel Gibson…Ele manda muito bem! Excelente ator!
A segunda temporada de O Homem das Castanhas está simplesmente sensacional. E olha que isso é raro: dificilmente uma continuação consegue superar a primeira temporada… mas aqui conseguiram. A primeira já era muito boa, mas essa segunda elevou o nível em tensão, atuação e impacto emocional.
As atuações estão absurdamente boas. A mãe da Emma entrega uma performance pesada, intensa e extremamente convincente. Que atriz! Cada cena dela carrega dor, desespero e tensão de uma forma muito real.
E preciso destacar também a filha da detetive: a naturalidade dessa menina impressiona. Em vários momentos parece que ela nem está atuando, apenas vivendo a cena. Tem um futuro gigantesco no cinema se continuar nesse nível.
A trilha sonora merece destaque à parte: tensa, sombria e pesada na medida certa. Ela aumenta a sensação de desconforto o tempo inteiro e ajuda muito na imersão da série.
Agora um aviso importante para quem vai assistir: cuidado com comentários no Filmow ou em qualquer rede antes de terminar a temporada. Cometi esse erro. Tem gente que acha que não está dando spoiler, mas solta aquelas frases do tipo: “eu não esperava que tal coisa acontecesse”. E pronto… mesmo sem citar nomes ou detalhes, você já entra em certas cenas esperando uma grande reviravolta. Isso estraga parte do impacto. É o famoso spoiler subliminar — e eu fico muito irritado com isso. Então minha dica é: assista primeiro e leia comentários depois.
Fraco e cansativo. Talvez funcione para quem ainda está começando no terror e se impressiona mais facilmente com clima e sustos pontuais. Mas para quem já carrega uma bagagem maior no gênero, especialmente os da velha guarda, falta impacto, tensão e originalidade. Não conseguiu me prender… e, sinceramente, não funcionou comigo.
O clima de mistério foi, sem dúvida, um dos grandes acertos da obra. A simplicidade da direção e a forma como as cenas foram conduzidas criaram uma atmosfera envolvente, quase íntima. A fotografia também merece destaque: as luzes mais baixas e a ambientação sombria deram personalidade ao filme e ajudaram a sustentar essa tensão silenciosa ao longo da narrativa.
Por outro lado, alguns aspectos me afastaram emocionalmente da experiência. As falas excessivamente aceleradas, em certos momentos, soaram cansativas e artificiais — como se os personagens estivessem presos em um estado constante de ansiedade ou pensamento acelerado. Isso acabou prejudicando o ritmo natural das interações.
Além disso, o jovem locutor me causou incômodo durante boa parte do filme. Sua postura arrogante e a maneira áspera com que trata a jovem tornam difícil criar empatia por ele. Em alguns momentos, o comportamento chega até a transmitir um tom machista, o que enfraquece ainda mais a conexão emocional com o personagem.
Revendo pela segunda vez! Esse filme é diferenciado no universo do terror…ele incomoda, ele é sinistro, parece que tem uma força sobrenatural ao seu lado quando termina de assistir. Acho super sinistro, traz uma inquietação. A atuação da atriz que interpreta a mãe é sensacional. Baita filme! E essa conversa que na verdade não é nada sobrenatural, mas sim o luto dela sendo retratado, vai nessa! Esse filme é super espiritual. Na verdade, o demônio se aproveita da baixa imunidade mental dela para crescer em força. Minha opinião!!!!
A mensagem central é que, mesmo em um sistema cruel que tenta destruir a nossa humanidade, a solidariedade e a dignidade humana ainda são as maiores ferramentas de resistência que possuímos. Filmao! E que exemplo de amizade e parceria de seu esposo. Excelente atuação de Marion Cotillard.
A primeira vez que assisti, adorei. Hoje continuo gostando, mas já não com o mesmo encanto de antes. E nem é uma questão dos efeitos especiais terem envelhecido mal — isso faz parte do charme de muitos filmes de terror dos anos 80. O problema, pra mim, está muito mais nas atuações dos pais.
O ator que interpreta o pai parece preso demais à imagem de “galã”, sem conseguir transmitir o peso psicológico e emocional que a história exige. Já a mãe soa extremamente forçada em vários momentos, o que acaba quebrando parte da imersão dramática do filme.
Quem realmente sustenta o filme nas atuações é o velho Jud e, principalmente, as crianças, que conseguem trazer uma naturalidade e um desconforto muito mais convincentes dentro daquele clima sombrio.
Mesmo assim, o filme ainda mantém uma atmosfera perturbadora e melancólica muito forte, algo que ajuda a explicar por que virou um clássico do terror baseado na obra de Stephen King.
Ainda não assisti ao remake porque ouvi muitas críticas negativas. Talvez um dia eu dê uma chance.
E continua sendo uma verdadeira obra-prima do cinema.
Existem filmes que não apenas contam uma história…eles criam um clima.Uma atmosfera tão bonita, melancólica e esperançosa, que parece que você entrou dentro de um sonho.
“Ou você se esforça para morrer…ou você se esforça para viver.”
Uma das mensagens mais fortes sobre não desistir de si mesmo.Sobre continuar acreditando, mesmo quando a vida parece apertada demais para os sonhos caberem.
Que diferença num faz uma barba hein…tirou a barba e ficou com cara de joelho hahaha
Filme sobre vingança que foge do clichê. Aqui o protagonista é gente como a gente e não não é nenhum “rambo”. Esse é o diferencial e que torna um filme não tão óbvio. Indico! Bom filme!
Filmaco!!!! Não vá esperando ação! É um drama muito bem construído e com doses violentas no momento certo. Tom Hardy, sempre incrível. Aqui ele está mais frio que o Alasca.
Olha que sou uma pessoa que se emociona fácil, mas esse aqui nem de perto me emocionou. Achei cansativo, a história contada de traz pra frente, confusa. O que era o terceiro ato? O fim do mundo? E não se explica depois? O narrador com voz de narrador da National Geographic? Não colou.
Que filme arrebatador. Emociona do início ao fim. Jaafar Jackson não apenas interpreta, ele incorpora Michael Jackson com uma entrega impressionante, da expressão corporal aos detalhes mais sutis. É daquelas atuações que ficam na memória e, sem exagero, tem força para brigar pelo Oscar.
Saí do cinema impactado. Mesmo sem ser um fã de carteirinha, o filme me aproximou da história de Michael de um jeito humano, sensível e inspirador. Mais do que uma cinebiografia, é um convite a enxergar o artista além do palco, suas dores, sua genialidade e o legado que transcende gerações. Um filme que não só entretém, mas toca.
Ótimo clima de mistério e suspense, que te prende do início ao fim. Mas o filme vai além: traz uma reflexão incômoda sobre a comparação, esse hábito de olhar o palco do outro e esquecer que não vemos os bastidores. No fundo, é sobre as ilusões que criamos a partir do que parece perfeito. Uma grata surpresa. Filmão.
Não é uma obra-prima e nem tenta ser. Mas cumpre muito bem o papel de entreter.
Agora, o que realmente chama atenção é a curadoria de som. Aqui, o filme acerta em cheio. A edição sonora não é só um complemento, ela conduz a experiência, cria tensão, antecipa sensações e, em muitos momentos, diz mais do que a própria imagem.
E vale o aviso: assistir com fone de ouvido muda completamente o jogo. O nível de imersão sobe, os detalhes aparecem, e a experiência fica muito mais intensa, especialmente se você estiver sozinho em casa… aí é outro filme.
Se fosse só “chata”, ainda estaria tudo bem. O problema é que Cenas de um Casamento se arrasta numa proposta que promete profundidade, mas entrega repetição emocional sem evolução real. É um excesso de diálogo que não aprofunda, apenas gira em círculos.
E aqui entra um ponto essencial: a série falha logo na base. Se a intenção era gerar um impacto emocional forte na separação do casal, ela não constrói o principal, conexão. A história já começa praticamente com a ruptura encaminhada, sem dar ao espectador tempo ou material suficiente para se apegar àquela relação. Não vemos com força como eles se conheceram, o que os uniu, o que sustentava aquele vínculo. Sem isso, a separação não dói… ela só acontece.
E quando a dor não chega, tudo vira ruído.
Comparando com a obra original de Ingmar Bergman, fica ainda mais evidente. Bergman sabia construir tensão emocional com precisão, havia camadas, história, silêncio com significado. Aqui, sem a direção dele, parece que tentaram atualizar o clássico, mas perderam justamente o que o tornava potente: o desconforto que transforma. Ficou só o desconforto… sem transformação.
Os personagens também não ajudam. Jonathan é cansativo nas próprias falas: pedante, excessivamente reflexivo, fala demais e não chega a lugar nenhum. Ele gira em torno de ideias, mas não se posiciona, não sustenta escolhas. Em vez de profundidade, soa como um acúmulo de reflexões vazias e, em muitos momentos, passa a impressão de um “bebezão” emocional, frágil e sem firmeza. Já Mira aparece completamente bagunçada, indecisa, oscilando sem consistência, o que não gera complexidade, mas confusão.
E isso cansa.
Não é um cansaço reflexivo, daqueles que te fazem pensar sobre a vida, sobre o amor ou sobre escolhas difíceis. É um cansaço de repetição, de diálogos longos que não evoluem, de conflitos que não amadurecem e de um casal pelo qual você simplesmente não consegue sentir nada.
No fim, fica a sensação de uma obra que quis ser profunda, mas esqueceu de construir o básico: fazer a gente se importar.
Sinais
3.5 1,4K Assista AgoraRevendo essa obra de arte! Há 10 anos assistia pela primeira vez…algo que com a minha idade não observei na primeira vez que assisti, mas agora revendo, consegui notar com bastante atenção a baita atuação de Mel Gibson…Ele manda muito bem! Excelente ator!
Meu Nome é Agneta
3.9 36 Assista AgoraUau….que filme lindo!!!emocionante, encantador e existencial
O Homem das Castanhas (2ª Temporada)
3.5 13A segunda temporada de O Homem das Castanhas está simplesmente sensacional. E olha que isso é raro: dificilmente uma continuação consegue superar a primeira temporada… mas aqui conseguiram. A primeira já era muito boa, mas essa segunda elevou o nível em tensão, atuação e impacto emocional.
As atuações estão absurdamente boas. A mãe da Emma entrega uma performance pesada, intensa e extremamente convincente. Que atriz! Cada cena dela carrega dor, desespero e tensão de uma forma muito real.
E preciso destacar também a filha da detetive: a naturalidade dessa menina impressiona. Em vários momentos parece que ela nem está atuando, apenas vivendo a cena. Tem um futuro gigantesco no cinema se continuar nesse nível.
A trilha sonora merece destaque à parte: tensa, sombria e pesada na medida certa. Ela aumenta a sensação de desconforto o tempo inteiro e ajuda muito na imersão da série.
Agora um aviso importante para quem vai assistir: cuidado com comentários no Filmow ou em qualquer rede antes de terminar a temporada. Cometi esse erro. Tem gente que acha que não está dando spoiler, mas solta aquelas frases do tipo: “eu não esperava que tal coisa acontecesse”. E pronto… mesmo sem citar nomes ou detalhes, você já entra em certas cenas esperando uma grande reviravolta. Isso estraga parte do impacto. É o famoso spoiler subliminar — e eu fico muito irritado com isso. Então minha dica é: assista primeiro e leia comentários depois.
Maldição da Múmia
3.1 209 Assista AgoraFraco e cansativo. Talvez funcione para quem ainda está começando no terror e se impressiona mais facilmente com clima e sustos pontuais. Mas para quem já carrega uma bagagem maior no gênero, especialmente os da velha guarda, falta impacto, tensão e originalidade. Não conseguiu me prender… e, sinceramente, não funcionou comigo.
A Vastidão da Noite
3.5 583O clima de mistério foi, sem dúvida, um dos grandes acertos da obra. A simplicidade da direção e a forma como as cenas foram conduzidas criaram uma atmosfera envolvente, quase íntima. A fotografia também merece destaque: as luzes mais baixas e a ambientação sombria deram personalidade ao filme e ajudaram a sustentar essa tensão silenciosa ao longo da narrativa.
Por outro lado, alguns aspectos me afastaram emocionalmente da experiência. As falas excessivamente aceleradas, em certos momentos, soaram cansativas e artificiais — como se os personagens estivessem presos em um estado constante de ansiedade ou pensamento acelerado. Isso acabou prejudicando o ritmo natural das interações.
Além disso, o jovem locutor me causou incômodo durante boa parte do filme. Sua postura arrogante e a maneira áspera com que trata a jovem tornam difícil criar empatia por ele. Em alguns momentos, o comportamento chega até a transmitir um tom machista, o que enfraquece ainda mais a conexão emocional com o personagem.
Berlim e a Dama com Arminho (2ª Temporada)
3.3 12 Assista AgoraPiegas, forçada, cheia de lacraçao! As cenas com os roubos são boas, mas se perde no drama (infantil) de seus personagens.
O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraRevendo pela segunda vez! Esse filme é diferenciado no universo do terror…ele incomoda, ele é sinistro, parece que tem uma força sobrenatural ao seu lado quando termina de assistir. Acho super sinistro, traz uma inquietação. A atuação da atriz que interpreta a mãe é sensacional. Baita filme! E essa conversa que na verdade não é nada sobrenatural, mas sim o luto dela sendo retratado, vai nessa! Esse filme é super espiritual. Na verdade, o demônio se aproveita da baixa imunidade mental dela para crescer em força. Minha opinião!!!!
Dois Dias, Uma Noite
3.9 544 Assista AgoraA mensagem central é que, mesmo em um sistema cruel que tenta destruir a nossa humanidade, a solidariedade e a dignidade humana ainda são as maiores ferramentas de resistência que possuímos. Filmao! E que exemplo de amizade e parceria de seu esposo. Excelente atuação de Marion Cotillard.
Eu, Daniel Blake
4.3 538 Assista AgoraFilme triste da porra!!! Pqp…
Excelente roteiro e crítica a um sistema lixo na Inglaterra! Não fica longe do Brasil essa realidade.
A Cura
3.9 111Bom filme, nada espetacular! E não assista em um dia que esteja cansado, você vai dormir.
Cemitério Maldito
3.7 1,1K Assista AgoraA primeira vez que assisti, adorei. Hoje continuo gostando, mas já não com o mesmo encanto de antes. E nem é uma questão dos efeitos especiais terem envelhecido mal — isso faz parte do charme de muitos filmes de terror dos anos 80. O problema, pra mim, está muito mais nas atuações dos pais.
O ator que interpreta o pai parece preso demais à imagem de “galã”, sem conseguir transmitir o peso psicológico e emocional que a história exige. Já a mãe soa extremamente forçada em vários momentos, o que acaba quebrando parte da imersão dramática do filme.
Quem realmente sustenta o filme nas atuações é o velho Jud e, principalmente, as crianças, que conseguem trazer uma naturalidade e um desconforto muito mais convincentes dentro daquele clima sombrio.
Mesmo assim, o filme ainda mantém uma atmosfera perturbadora e melancólica muito forte, algo que ajuda a explicar por que virou um clássico do terror baseado na obra de Stephen King.
Ainda não assisti ao remake porque ouvi muitas críticas negativas. Talvez um dia eu dê uma chance.
Um Sonho de Liberdade
4.6 2,4K Assista AgoraRevisto em 2016
Revisto em 13 de maio de 2026.
E continua sendo uma verdadeira obra-prima do cinema.
Existem filmes que não apenas contam uma história…eles criam um clima.Uma atmosfera tão bonita, melancólica e esperançosa, que parece que você entrou dentro de um sonho.
“Ou você se esforça para morrer…ou você se esforça para viver.”
Uma das mensagens mais fortes sobre não desistir de si mesmo.Sobre continuar acreditando, mesmo quando a vida parece apertada demais para os sonhos caberem.
Ruína Azul
3.5 131Que diferença num faz uma barba hein…tirou a barba e ficou com cara de joelho hahaha
Filme sobre vingança que foge do clichê. Aqui o protagonista é gente como a gente e não não é nenhum “rambo”. Esse é o diferencial e que torna um filme não tão óbvio. Indico! Bom filme!
O Profeta
3.9 183 Assista AgoraUai, que filmaço! Brutal!!!! Um dos mais realistas que já vi sobre prisão.
O Escritor Fantasma
3.6 580Revendo esse filmaço! O clima investigativo, dias chuvosos, nublados são maravilhosos! Viva Polansk
A Entrega
3.4 233 Assista AgoraFilmaco!!!! Não vá esperando ação! É um drama muito bem construído e com doses violentas no momento certo. Tom Hardy, sempre incrível. Aqui ele está mais frio que o Alasca.
No Ritmo do Coração
4.1 773 Assista AgoraUau!!!! Esse me colocou pra chorar!!!que filme lindo e emocionante 💙
O Nome da Rosa
3.9 785 Assista AgoraRevendo essa obra de arte pela segunda vez. De pensar que esse filme já tem 40 anos, ele é atemporal. Uma aula de história! Um baita roteiro.
A Vida de Chuck
3.7 136 Assista AgoraOlha que sou uma pessoa que se emociona fácil, mas esse aqui nem de perto me emocionou. Achei cansativo, a história contada de traz pra frente, confusa. O que era o terceiro ato? O fim do mundo? E não se explica depois? O narrador com voz de narrador da National Geographic? Não colou.
Michael
3.8 359Que filme arrebatador. Emociona do início ao fim. Jaafar Jackson não apenas interpreta, ele incorpora Michael Jackson com uma entrega impressionante, da expressão corporal aos detalhes mais sutis. É daquelas atuações que ficam na memória e, sem exagero, tem força para brigar pelo Oscar.
Saí do cinema impactado. Mesmo sem ser um fã de carteirinha, o filme me aproximou da história de Michael de um jeito humano, sensível e inspirador. Mais do que uma cinebiografia, é um convite a enxergar o artista além do palco, suas dores, sua genialidade e o legado que transcende gerações. Um filme que não só entretém, mas toca.
Aquilo que Você Deseja
3.4 62 Assista AgoraÓtimo clima de mistério e suspense, que te prende do início ao fim. Mas o filme vai além: traz uma reflexão incômoda sobre a comparação, esse hábito de olhar o palco do outro e esquecer que não vemos os bastidores. No fundo, é sobre as ilusões que criamos a partir do que parece perfeito. Uma grata surpresa. Filmão.
Undertone
3.1 99Não é uma obra-prima e nem tenta ser. Mas cumpre muito bem o papel de entreter.
Agora, o que realmente chama atenção é a curadoria de som. Aqui, o filme acerta em cheio. A edição sonora não é só um complemento, ela conduz a experiência, cria tensão, antecipa sensações e, em muitos momentos, diz mais do que a própria imagem.
E vale o aviso: assistir com fone de ouvido muda completamente o jogo. O nível de imersão sobe, os detalhes aparecem, e a experiência fica muito mais intensa, especialmente se você estiver sozinho em casa… aí é outro filme.
Awake: A Vida Por Um Fio
3.5 760 Assista AgoraÓtimo clima de mistério!!!!
Cenas de um Casamento
4.2 204 Assista AgoraSe fosse só “chata”, ainda estaria tudo bem. O problema é que Cenas de um Casamento se arrasta numa proposta que promete profundidade, mas entrega repetição emocional sem evolução real. É um excesso de diálogo que não aprofunda, apenas gira em círculos.
E aqui entra um ponto essencial: a série falha logo na base. Se a intenção era gerar um impacto emocional forte na separação do casal, ela não constrói o principal, conexão. A história já começa praticamente com a ruptura encaminhada, sem dar ao espectador tempo ou material suficiente para se apegar àquela relação. Não vemos com força como eles se conheceram, o que os uniu, o que sustentava aquele vínculo. Sem isso, a separação não dói… ela só acontece.
E quando a dor não chega, tudo vira ruído.
Comparando com a obra original de Ingmar Bergman, fica ainda mais evidente. Bergman sabia construir tensão emocional com precisão, havia camadas, história, silêncio com significado. Aqui, sem a direção dele, parece que tentaram atualizar o clássico, mas perderam justamente o que o tornava potente: o desconforto que transforma. Ficou só o desconforto… sem transformação.
Os personagens também não ajudam. Jonathan é cansativo nas próprias falas: pedante, excessivamente reflexivo, fala demais e não chega a lugar nenhum. Ele gira em torno de ideias, mas não se posiciona, não sustenta escolhas. Em vez de profundidade, soa como um acúmulo de reflexões vazias e, em muitos momentos, passa a impressão de um “bebezão” emocional, frágil e sem firmeza. Já Mira aparece completamente bagunçada, indecisa, oscilando sem consistência, o que não gera complexidade, mas confusão.
E isso cansa.
Não é um cansaço reflexivo, daqueles que te fazem pensar sobre a vida, sobre o amor ou sobre escolhas difíceis. É um cansaço de repetição, de diálogos longos que não evoluem, de conflitos que não amadurecem e de um casal pelo qual você simplesmente não consegue sentir nada.
No fim, fica a sensação de uma obra que quis ser profunda, mas esqueceu de construir o básico: fazer a gente se importar.