A mensagem central é que, mesmo em um sistema cruel que tenta destruir a nossa humanidade, a solidariedade e a dignidade humana ainda são as maiores ferramentas de resistência que possuímos. Filmao! E que exemplo de amizade e parceria de seu esposo. Excelente atuação de Marion Cotillard.
A primeira vez que assisti, adorei. Hoje continuo gostando, mas já não com o mesmo encanto de antes. E nem é uma questão dos efeitos especiais terem envelhecido mal — isso faz parte do charme de muitos filmes de terror dos anos 80. O problema, pra mim, está muito mais nas atuações dos pais.
O ator que interpreta o pai parece preso demais à imagem de “galã”, sem conseguir transmitir o peso psicológico e emocional que a história exige. Já a mãe soa extremamente forçada em vários momentos, o que acaba quebrando parte da imersão dramática do filme.
Quem realmente sustenta o filme nas atuações é o velho Jud e, principalmente, as crianças, que conseguem trazer uma naturalidade e um desconforto muito mais convincentes dentro daquele clima sombrio.
Mesmo assim, o filme ainda mantém uma atmosfera perturbadora e melancólica muito forte, algo que ajuda a explicar por que virou um clássico do terror baseado na obra de Stephen King.
Ainda não assisti ao remake porque ouvi muitas críticas negativas. Talvez um dia eu dê uma chance.
E continua sendo uma verdadeira obra-prima do cinema.
Existem filmes que não apenas contam uma história…eles criam um clima.Uma atmosfera tão bonita, melancólica e esperançosa, que parece que você entrou dentro de um sonho.
“Ou você se esforça para morrer…ou você se esforça para viver.”
Uma das mensagens mais fortes sobre não desistir de si mesmo.Sobre continuar acreditando, mesmo quando a vida parece apertada demais para os sonhos caberem.
Que diferença num faz uma barba hein…tirou a barba e ficou com cara de joelho hahaha
Filme sobre vingança que foge do clichê. Aqui o protagonista é gente como a gente e não não é nenhum “rambo”. Esse é o diferencial e que torna um filme não tão óbvio. Indico! Bom filme!
Filmaco!!!! Não vá esperando ação! É um drama muito bem construído e com doses violentas no momento certo. Tom Hardy, sempre incrível. Aqui ele está mais frio que o Alasca.
Olha que sou uma pessoa que se emociona fácil, mas esse aqui nem de perto me emocionou. Achei cansativo, a história contada de traz pra frente, confusa. O que era o terceiro ato? O fim do mundo? E não se explica depois? O narrador com voz de narrador da National Geographic? Não colou.
Que filme arrebatador. Emociona do início ao fim. Jaafar Jackson não apenas interpreta, ele incorpora Michael Jackson com uma entrega impressionante, da expressão corporal aos detalhes mais sutis. É daquelas atuações que ficam na memória e, sem exagero, tem força para brigar pelo Oscar.
Saí do cinema impactado. Mesmo sem ser um fã de carteirinha, o filme me aproximou da história de Michael de um jeito humano, sensível e inspirador. Mais do que uma cinebiografia, é um convite a enxergar o artista além do palco, suas dores, sua genialidade e o legado que transcende gerações. Um filme que não só entretém, mas toca.
Ótimo clima de mistério e suspense, que te prende do início ao fim. Mas o filme vai além: traz uma reflexão incômoda sobre a comparação, esse hábito de olhar o palco do outro e esquecer que não vemos os bastidores. No fundo, é sobre as ilusões que criamos a partir do que parece perfeito. Uma grata surpresa. Filmão.
Não é uma obra-prima e nem tenta ser. Mas cumpre muito bem o papel de entreter.
Agora, o que realmente chama atenção é a curadoria de som. Aqui, o filme acerta em cheio. A edição sonora não é só um complemento, ela conduz a experiência, cria tensão, antecipa sensações e, em muitos momentos, diz mais do que a própria imagem.
E vale o aviso: assistir com fone de ouvido muda completamente o jogo. O nível de imersão sobe, os detalhes aparecem, e a experiência fica muito mais intensa, especialmente se você estiver sozinho em casa… aí é outro filme.
Se fosse só “chata”, ainda estaria tudo bem. O problema é que Cenas de um Casamento se arrasta numa proposta que promete profundidade, mas entrega repetição emocional sem evolução real. É um excesso de diálogo que não aprofunda, apenas gira em círculos.
E aqui entra um ponto essencial: a série falha logo na base. Se a intenção era gerar um impacto emocional forte na separação do casal, ela não constrói o principal, conexão. A história já começa praticamente com a ruptura encaminhada, sem dar ao espectador tempo ou material suficiente para se apegar àquela relação. Não vemos com força como eles se conheceram, o que os uniu, o que sustentava aquele vínculo. Sem isso, a separação não dói… ela só acontece.
E quando a dor não chega, tudo vira ruído.
Comparando com a obra original de Ingmar Bergman, fica ainda mais evidente. Bergman sabia construir tensão emocional com precisão, havia camadas, história, silêncio com significado. Aqui, sem a direção dele, parece que tentaram atualizar o clássico, mas perderam justamente o que o tornava potente: o desconforto que transforma. Ficou só o desconforto… sem transformação.
Os personagens também não ajudam. Jonathan é cansativo nas próprias falas: pedante, excessivamente reflexivo, fala demais e não chega a lugar nenhum. Ele gira em torno de ideias, mas não se posiciona, não sustenta escolhas. Em vez de profundidade, soa como um acúmulo de reflexões vazias e, em muitos momentos, passa a impressão de um “bebezão” emocional, frágil e sem firmeza. Já Mira aparece completamente bagunçada, indecisa, oscilando sem consistência, o que não gera complexidade, mas confusão.
E isso cansa.
Não é um cansaço reflexivo, daqueles que te fazem pensar sobre a vida, sobre o amor ou sobre escolhas difíceis. É um cansaço de repetição, de diálogos longos que não evoluem, de conflitos que não amadurecem e de um casal pelo qual você simplesmente não consegue sentir nada.
No fim, fica a sensação de uma obra que quis ser profunda, mas esqueceu de construir o básico: fazer a gente se importar.
Um retrato devastador, cru e profundamente existencial. Um filme que atravessa, que incomoda, que emociona sem pedir licença. Um verdadeiro soco silencioso na alma.
Como psicólogo, foi um “deleite” assistir essa obra.
A diretora Sandra Nettelbeck faz uma escolha narrativa muito clara: se afastar da terapia como eixo central, para enfatizar a depressão como uma condição biológica, não como uma tristeza passageira ou algo “resolvível” apenas pela conversa.
Isso fica sintetizado de forma poderosa na fala da médica: “Ela não está infeliz… ela está doente.”
E, de fato, o filme cumpre esse propósito com força.
Mas, ainda assim, fica uma inquietação.
Porque, embora a depressão seja, sim, uma doença e precise ser compreendida para além do emocional, ela também atravessa a subjetividade. E é justamente nesse atravessamento que a escuta clínica se torna essencial.
A fala não cura sozinha. Mas o silêncio também não.
Senti falta desse espaço no filme. Do lugar onde a dor ganha linguagem. Onde o caos interno começa, ainda que lentamente, a fazer algum sentido.
Ainda assim, é preciso reconhecer: foi uma escolha estética e conceitual da direção e, dentro dessa proposta, o filme é potente, coerente e profundamente impactante.
Um grande filme. Daqueles que não terminam quando sobem os créditos… continuam reverberando dentro da gente.
A Cindy é uma baita de uma mimada e imatura. Em nenhum momento senti empatia por ela. Ele o tempo todo tentando um diálogo e a mimada simplesmente sem querer conversar, diminuindo o cara, flertando de forma leve no supermercado com o ex…enfim, ele (esposo) tentou, ela não.
Se você acha MacGyver mentiroso, é porque não conheceu o professor dele: SISU! Altamente exagerado e com cenas intragáveis…talvez se vendessem como filme de super herói da Marvel com super poderes daria para relevar. O primeiro é bom! Esse segundo não!
Revendo hoje, chego à conclusão de que a refilmagem foi, de fato, justificável. Por envolver efeitos visuais, o original acabou envelhecendo em alguns momentos, o que interfere um pouco na imersão. As atuações também oscilam — especialmente a da criança, que em certos trechos não sustenta a carga dramática.
O remake, por sua vez, se mostra mais consistente: é mais polido, tecnicamente refinado e emocionalmente mais equilibrado.
Mas é importante reconhecer, todo o mérito nasce do original. O remake só existe porque alguém criou, antes, a essência. No fim das contas, ele não deixa de ser uma versão lapidada de uma obra que já era, por si só, marcante.
Há momentos na história em que a humanidade se olha no espelho e não se reconhece, ficam cegos. A Segunda Guerra Mundial foi um desses abismos, onde a crueldade deixou de ser exceção e virou método. Nos campos de concentração, vidas foram reduzidas a números, a cinzas, a silêncio. Homens, mulheres, idosos e crianças tratados como se não fossem gente, como se sentir dor fosse um detalhe irrelevante, sem nenhum remorso ou pensamento perturbador sobre se estavam praticando o MUA ou não. As experiências, as torturas, a frieza calculada de quem acreditava ter o direito de decidir quem merecia existir. É difícil compreender como alguém pode descer a esse nível mental sem perder completamente a própria humanidade. Já perdida, só eles não classificariam desta forma. E ainda assim, o mais perturbador é perceber que isso não ficou apenas no passado. O mundo avançou em tecnologia, em ciência, em discurso, mas o coração humano continua dividido, fraco de compaixão. Ainda vemos poder sendo usado para oprimir, interesses sendo colocados acima da dignidade, conflitos sendo alimentados. Grandes nações disputam influência enquanto vidas comuns seguem sendo afetadas como peças de um jogo maior. O século XXI prometia maturidade, mas muitas atitudes lembram que a evolução moral não acompanhou o progresso técnico. A retórica de superioridade, de domínio, de “nós contra eles” reaparece de formas diferentes, mas com a mesma raiz perigosa. Não importa o país ou o líder, quando o poder se distancia da compaixão, o risco sempre volta. Comparações históricas exigem cuidado, porque cada tragédia tem sua dimensão própria, mas o alerta permanece válido. Quando o ser humano se coloca acima do outro, abre-se espaço para repetir erros que juramos nunca mais aceitar. O que falta não é inteligência, nem força, nem recursos. Falta empatia real, aquela que impede que o outro seja reduzido a algo descartável. Falta lembrar que nenhuma nação, nenhum povo, nenhuma ideologia é dono do mundo. Essa é para Donald Trump. E que toda vez que esquecemos disso, a história cobra um preço alto demais, está acontecendo : criancas, idosos, mulheres e até homens de bem estão pagando com suas vidas por conta de 1/2 dúzia de idotas, ganciosos, imperadores.
Sobre o filme, excelente! Atuações soberbas de Rami Malek e Russell Crowe.
Dois Dias, Uma Noite
3.9 543 Assista AgoraA mensagem central é que, mesmo em um sistema cruel que tenta destruir a nossa humanidade, a solidariedade e a dignidade humana ainda são as maiores ferramentas de resistência que possuímos. Filmao! E que exemplo de amizade e parceria de seu esposo. Excelente atuação de Marion Cotillard.
Eu, Daniel Blake
4.3 539 Assista AgoraFilme triste da porra!!! Pqp…
Excelente roteiro e crítica a um sistema lixo na Inglaterra! Não fica longe do Brasil essa realidade.
A Cura
3.9 110Bom filme, nada espetacular! E não assista em um dia que esteja cansado, você vai dormir.
Cemitério Maldito
3.7 1,1K Assista AgoraA primeira vez que assisti, adorei. Hoje continuo gostando, mas já não com o mesmo encanto de antes. E nem é uma questão dos efeitos especiais terem envelhecido mal — isso faz parte do charme de muitos filmes de terror dos anos 80. O problema, pra mim, está muito mais nas atuações dos pais.
O ator que interpreta o pai parece preso demais à imagem de “galã”, sem conseguir transmitir o peso psicológico e emocional que a história exige. Já a mãe soa extremamente forçada em vários momentos, o que acaba quebrando parte da imersão dramática do filme.
Quem realmente sustenta o filme nas atuações é o velho Jud e, principalmente, as crianças, que conseguem trazer uma naturalidade e um desconforto muito mais convincentes dentro daquele clima sombrio.
Mesmo assim, o filme ainda mantém uma atmosfera perturbadora e melancólica muito forte, algo que ajuda a explicar por que virou um clássico do terror baseado na obra de Stephen King.
Ainda não assisti ao remake porque ouvi muitas críticas negativas. Talvez um dia eu dê uma chance.
Um Sonho de Liberdade
4.6 2,4K Assista AgoraRevisto em 2016
Revisto em 13 de maio de 2026.
E continua sendo uma verdadeira obra-prima do cinema.
Existem filmes que não apenas contam uma história…eles criam um clima.Uma atmosfera tão bonita, melancólica e esperançosa, que parece que você entrou dentro de um sonho.
“Ou você se esforça para morrer…ou você se esforça para viver.”
Uma das mensagens mais fortes sobre não desistir de si mesmo.Sobre continuar acreditando, mesmo quando a vida parece apertada demais para os sonhos caberem.
Ruína Azul
3.5 131Que diferença num faz uma barba hein…tirou a barba e ficou com cara de joelho hahaha
Filme sobre vingança que foge do clichê. Aqui o protagonista é gente como a gente e não não é nenhum “rambo”. Esse é o diferencial e que torna um filme não tão óbvio. Indico! Bom filme!
O Profeta
3.9 183 Assista AgoraUai, que filmaço! Brutal!!!! Um dos mais realistas que já vi sobre prisão.
O Escritor Fantasma
3.6 579Revendo esse filmaço! O clima investigativo, dias chuvosos, nublados são maravilhosos! Viva Polansk
A Entrega
3.4 233 Assista AgoraFilmaco!!!! Não vá esperando ação! É um drama muito bem construído e com doses violentas no momento certo. Tom Hardy, sempre incrível. Aqui ele está mais frio que o Alasca.
No Ritmo do Coração
4.1 773 Assista AgoraUau!!!! Esse me colocou pra chorar!!!que filme lindo e emocionante 💙
O Nome da Rosa
3.9 785 Assista AgoraRevendo essa obra de arte pela segunda vez. De pensar que esse filme já tem 40 anos, ele é atemporal. Uma aula de história! Um baita roteiro.
A Vida de Chuck
3.7 129 Assista AgoraOlha que sou uma pessoa que se emociona fácil, mas esse aqui nem de perto me emocionou. Achei cansativo, a história contada de traz pra frente, confusa. O que era o terceiro ato? O fim do mundo? E não se explica depois? O narrador com voz de narrador da National Geographic? Não colou.
Michael
3.8 294Que filme arrebatador. Emociona do início ao fim. Jaafar Jackson não apenas interpreta, ele incorpora Michael Jackson com uma entrega impressionante, da expressão corporal aos detalhes mais sutis. É daquelas atuações que ficam na memória e, sem exagero, tem força para brigar pelo Oscar.
Saí do cinema impactado. Mesmo sem ser um fã de carteirinha, o filme me aproximou da história de Michael de um jeito humano, sensível e inspirador. Mais do que uma cinebiografia, é um convite a enxergar o artista além do palco, suas dores, sua genialidade e o legado que transcende gerações. Um filme que não só entretém, mas toca.
Aquilo que Você Deseja
3.4 62 Assista AgoraÓtimo clima de mistério e suspense, que te prende do início ao fim. Mas o filme vai além: traz uma reflexão incômoda sobre a comparação, esse hábito de olhar o palco do outro e esquecer que não vemos os bastidores. No fundo, é sobre as ilusões que criamos a partir do que parece perfeito. Uma grata surpresa. Filmão.
Undertone
3.0 87Não é uma obra-prima e nem tenta ser. Mas cumpre muito bem o papel de entreter.
Agora, o que realmente chama atenção é a curadoria de som. Aqui, o filme acerta em cheio. A edição sonora não é só um complemento, ela conduz a experiência, cria tensão, antecipa sensações e, em muitos momentos, diz mais do que a própria imagem.
E vale o aviso: assistir com fone de ouvido muda completamente o jogo. O nível de imersão sobe, os detalhes aparecem, e a experiência fica muito mais intensa, especialmente se você estiver sozinho em casa… aí é outro filme.
Awake: A Vida Por Um Fio
3.5 757 Assista AgoraÓtimo clima de mistério!!!!
Cenas de um Casamento
4.2 204 Assista AgoraSe fosse só “chata”, ainda estaria tudo bem. O problema é que Cenas de um Casamento se arrasta numa proposta que promete profundidade, mas entrega repetição emocional sem evolução real. É um excesso de diálogo que não aprofunda, apenas gira em círculos.
E aqui entra um ponto essencial: a série falha logo na base. Se a intenção era gerar um impacto emocional forte na separação do casal, ela não constrói o principal, conexão. A história já começa praticamente com a ruptura encaminhada, sem dar ao espectador tempo ou material suficiente para se apegar àquela relação. Não vemos com força como eles se conheceram, o que os uniu, o que sustentava aquele vínculo. Sem isso, a separação não dói… ela só acontece.
E quando a dor não chega, tudo vira ruído.
Comparando com a obra original de Ingmar Bergman, fica ainda mais evidente. Bergman sabia construir tensão emocional com precisão, havia camadas, história, silêncio com significado. Aqui, sem a direção dele, parece que tentaram atualizar o clássico, mas perderam justamente o que o tornava potente: o desconforto que transforma. Ficou só o desconforto… sem transformação.
Os personagens também não ajudam. Jonathan é cansativo nas próprias falas: pedante, excessivamente reflexivo, fala demais e não chega a lugar nenhum. Ele gira em torno de ideias, mas não se posiciona, não sustenta escolhas. Em vez de profundidade, soa como um acúmulo de reflexões vazias e, em muitos momentos, passa a impressão de um “bebezão” emocional, frágil e sem firmeza. Já Mira aparece completamente bagunçada, indecisa, oscilando sem consistência, o que não gera complexidade, mas confusão.
E isso cansa.
Não é um cansaço reflexivo, daqueles que te fazem pensar sobre a vida, sobre o amor ou sobre escolhas difíceis. É um cansaço de repetição, de diálogos longos que não evoluem, de conflitos que não amadurecem e de um casal pelo qual você simplesmente não consegue sentir nada.
No fim, fica a sensação de uma obra que quis ser profunda, mas esqueceu de construir o básico: fazer a gente se importar.
As Faces de Helen
3.6 115Um retrato devastador, cru e profundamente existencial. Um filme que atravessa, que incomoda, que emociona sem pedir licença. Um verdadeiro soco silencioso na alma.
Como psicólogo, foi um “deleite” assistir essa obra.
A diretora Sandra Nettelbeck faz uma escolha narrativa muito clara: se afastar da terapia como eixo central, para enfatizar a depressão como uma condição biológica, não como uma tristeza passageira ou algo “resolvível” apenas pela conversa.
Isso fica sintetizado de forma poderosa na fala da médica:
“Ela não está infeliz… ela está doente.”
E, de fato, o filme cumpre esse propósito com força.
Mas, ainda assim, fica uma inquietação.
Porque, embora a depressão seja, sim, uma doença e precise ser compreendida para além do emocional, ela também atravessa a subjetividade. E é justamente nesse atravessamento que a escuta clínica se torna essencial.
A fala não cura sozinha.
Mas o silêncio também não.
Senti falta desse espaço no filme.
Do lugar onde a dor ganha linguagem.
Onde o caos interno começa, ainda que lentamente, a fazer algum sentido.
Ainda assim, é preciso reconhecer:
foi uma escolha estética e conceitual da direção e, dentro dessa proposta, o filme é potente, coerente e profundamente impactante.
Um grande filme.
Daqueles que não terminam quando sobem os créditos… continuam reverberando dentro da gente.
Namorados para Sempre
3.6 2,5K Assista AgoraExcelente filme! Mas que meu causou certa revolta…
[/spoiler][spoiler]
A Cindy é uma baita de uma mimada e imatura. Em nenhum momento senti empatia por ela. Ele o tempo todo tentando um diálogo e a mimada simplesmente sem querer conversar, diminuindo o cara, flertando de forma leve no supermercado com o ex…enfim, ele (esposo) tentou, ela não.
O Capitão
3.9 57 Assista AgoraUau! Que historia!!!! E quanta crueldade quando se tem poder e se torna necessário mostrá-lo.
Sisu: Estrada da Vingança
3.3 71 Assista AgoraSe você acha MacGyver mentiroso, é porque não conheceu o professor dele: SISU! Altamente exagerado e com cenas intragáveis…talvez se vendessem como filme de super herói da Marvel com super poderes daria para relevar. O primeiro é bom! Esse segundo não!
A Profecia
3.9 629 Assista AgoraRevendo hoje, chego à conclusão de que a refilmagem foi, de fato, justificável. Por envolver efeitos visuais, o original acabou envelhecendo em alguns momentos, o que interfere um pouco na imersão. As atuações também oscilam — especialmente a da criança, que em certos trechos não sustenta a carga dramática.
O remake, por sua vez, se mostra mais consistente: é mais polido, tecnicamente refinado e emocionalmente mais equilibrado.
Mas é importante reconhecer, todo o mérito nasce do original. O remake só existe porque alguém criou, antes, a essência. No fim das contas, ele não deixa de ser uma versão lapidada de uma obra que já era, por si só, marcante.
A Cura
3.0 726 Assista AgoraLongo, cansa um pouco, mas depois refletindo é uma ótima história. Bom filme!
Nuremberg
3.5 50 Assista AgoraHá momentos na história em que a humanidade se olha no espelho e não se reconhece, ficam cegos.
A Segunda Guerra Mundial foi um desses abismos, onde a crueldade deixou de ser exceção e virou método.
Nos campos de concentração, vidas foram reduzidas a números, a cinzas, a silêncio.
Homens, mulheres, idosos e crianças tratados como se não fossem gente, como se sentir dor fosse um detalhe irrelevante, sem nenhum remorso ou pensamento perturbador sobre se estavam praticando o MUA ou não.
As experiências, as torturas, a frieza calculada de quem acreditava ter o direito de decidir quem merecia existir.
É difícil compreender como alguém pode descer a esse nível mental sem perder completamente a própria humanidade. Já perdida, só eles não classificariam desta forma.
E ainda assim, o mais perturbador é perceber que isso não ficou apenas no passado.
O mundo avançou em tecnologia, em ciência, em discurso, mas o coração humano continua dividido, fraco de compaixão.
Ainda vemos poder sendo usado para oprimir, interesses sendo colocados acima da dignidade, conflitos sendo alimentados.
Grandes nações disputam influência enquanto vidas comuns seguem sendo afetadas como peças de um jogo maior.
O século XXI prometia maturidade, mas muitas atitudes lembram que a evolução moral não acompanhou o progresso técnico.
A retórica de superioridade, de domínio, de “nós contra eles” reaparece de formas diferentes, mas com a mesma raiz perigosa.
Não importa o país ou o líder, quando o poder se distancia da compaixão, o risco sempre volta.
Comparações históricas exigem cuidado, porque cada tragédia tem sua dimensão própria, mas o alerta permanece válido.
Quando o ser humano se coloca acima do outro, abre-se espaço para repetir erros que juramos nunca mais aceitar.
O que falta não é inteligência, nem força, nem recursos.
Falta empatia real, aquela que impede que o outro seja reduzido a algo descartável.
Falta lembrar que nenhuma nação, nenhum povo, nenhuma ideologia é dono do mundo. Essa é para Donald Trump.
E que toda vez que esquecemos disso, a história cobra um preço alto demais, está acontecendo : criancas, idosos, mulheres e até homens de bem estão pagando com suas vidas por conta de 1/2 dúzia de idotas, ganciosos, imperadores.
Sobre o filme, excelente! Atuações soberbas de Rami Malek e Russell Crowe.