Cara, uma lindeza rs. O primeiro ato, no hospital, parece até meio onírico, é meio onírico. Tem coisas que parecem difíceis de acontecer num hospital, mas que até acontecem mesmo. A transição pro segundo ato, no campo, também é curiosa. Que cliché e que lindo o embalo trazido por Fazenda na trilha sonora deste momento, um deleite! O campo tem a calma e a cura, a singeleza. O filme cresce demais a partir daqui. Amo as sugestões, os descobrimentos e também que segue velado. Elenco bom demais! Boa técnica. Grato aos envolvido. Sucesso!!
Tarantino nos seus últimos filmes, decidiu de forma mais direta, reescrever partes de histórias: reescreveu parte da história nazista, parte da história da escravidão estadunidense e agora, parte da história de Hollywood. No mundo real, tudo é muito duro e, triste. No universo tarantinesco, nunca vai faltar morte e sangue, mas certamente o espectador sairá redimido e muito mais satisfeito. Aliás, ver grande parte desse sangue faz parte desta satisfação, não é mesmo?! Já que a violência estética muito nos agrada e, poucos como Tarantino para criar personagens que nós passemos a desprezar de modo que não sintamos pena ou comoção quando os tais são submetidos a toda sorte de maltrato e sofrimento. Pois bem, Era Uma Vez em... Hollywood é um deleite aos fãs do diretor, é cheio de participações maravilhosas, destas que a gente ama e os easter eggs ao universo do cara. Eu demorei tanto a ver também por depois dele ter anunciado que só faria mais um filme na carteira, pensei: pois bem, vou deixar pra ver este só depois e, lá se foram mais de 5 anos, este já é e provavelmente será o maior hiato da carreira do diretor, e enfim eu decidi vê-lo. Confesso que eu esperava o Clif Booth como um dublê, realmente e, o personagem é maravilhoso, Brad Pitt está um primor no papel, mas acho que ele merecia mais do que ser o braço direito de Rick Dalton, que aliás, DiCaprio, te amo, mas Pitt destrói, toma o filme, o homem é carismático demais e DiCaprio tem o magnetismo de uma porta de madeira, convenhamos. O roteiro, poxa, não tem como, é muito bom! A forma como Tarantino entrelaça a história, usando o gancho do rancho Spahn, a relação de Manson e sua Família com a arte, deixa tudo muito perfeito. É satisfatório ver um fim diferente do real, pra essa história e, triste ao mesmo tempo de lembrar o que realmente aconteceu. Bom, estas são algumas das primeiras impressões, já quero revisar esse filme. Provavelmente Os Oito Odiados é o único Tarantino que só vi uma vez e a revisão deste aqui deve sair até antes.
Não conhecia o documentarista Marcos Pimentel, também conheci por acaso, logo no seu primeiro filme de ficção. A sessão deste foi minha oportunidade de conhecer o Cine Bangüê em João Pessoa, e que ótima oportunidade! O longa narra a história de Kaylane e de como ela teve sua vida destruída pela mineração em incontáveis situações: o pai, de certa modo a mãe, os irmãos - um a um, a inocência, e seu habitat - como se este, o imensurável dano à natureza, não fosse suficiente. É um filme forte, de grande beleza, mesmo em meio a tanta dor e destruição. Um manifesto anti mineração. Kaylane é lindamente interpretada por uma incrível atriz mirim e pela maravilhosa Bárbara Colen, acompanhadas de grande elenco e, ainda conta com a fotografia mágica de Petrus Cariry. Obrigado Marcos Pimentel. Vida longa!
Primeiro filme a cores de Tati. A casa do senhor Hulot é um espetáculo visual à parte. Os gadgets modernos da casa dos pais de Gerard nos ativam muitas reflexões num filme que ainda é dos anos 50. Uma delícia de imagens urbanas, além da música maravilhosa! Certamente o Oscar e a Palma de Ouro foram justamente entregues.
As Canções é um filho de Jogo de Cena, aqui menos experimentalista e mais pessoalista. Talvez a mulher que canta em Jogo de Cena tenha ajudado na gestação dessa ideia, fiquei com este pensamento. Uma bela seleção de personagens, com grandes histórias e escolhas de canções, inclusive e sobretudo as autorais. Forte demais. Em alguns específicos momentos percebo o limiar entre realidade e ficção. Será?
Um experimento que mistura documentário, com mocumentário e talvez ficção independente, talvez jamais saberemos onde estão os limiares. Obrigado Coutinho, obrigado elenco, obrigado pessoas normais. Exercício fuderoso e necessário sobre atuação, cinema e existência humana. Diferenciado e indispensável.
Não conheço o diretor mas achei curioso o trabalho. Pra ser sincero, esperava algo menos conspiratório. Em muitos momentos, a caricaturização dos cardeais fica demasiadamente exagerada, parece até uma história de Dan Brown, além do exagero com o tanto de reviravolta que o filme dá, quase cansa. De todo modo, me agradei de alguns aspectos, como as excelentes atuações, sobretudo do maravilhoso Ralph Fiennes, além da belíssima direção de arte e da fotografia do filme. Vale ainda mais pela curiosidade do momento que acabamos de viver mais uma vez na história. Segue a igreja católica e todos os seus mistérios.
Decidi dar prioridade a esse filme dentro da minha lista, pois ele conta com uma pequenina participação de um ancestral meu, tio Raul de Xangô. Aqui vemos Glauber Braga em seu delírio final. É possível perceber realmente a ideia do filme de não ter uma ordem correta para que se vissem as sequências. Vi numa montagem que está disponível no YouTube, deve ser a mais usual. Ela começa com uma bonita cena do nascer do sol, depois tem uma suruba amazônica, já tô me perdendo mas depois tem uma cena incrível de Carnaval e também um monólogo excelente de Carlos Castelo Branco sobre o golpe militar. Há cenas com bravatas políticas, outras que querem passar uma mensagem com as imagens e outras que parecem não significar exatamente nada, que são os momentos nos quais ele se torna mais pretensioso. Eu consegui desfrutar de alguns momentos, mas me senti exausto em outros. É experimental mesmo, em alguns momentos flerta com o documental, com a quebra da quarta parede, com a homenagem pela homenagem. É isto, o poder da arte, não tenhamos exageradas paixões que as coisas ficam todas menos difíceis.
A fé é uma forma socialmente aceita de loucura. O filme é uma colagem um pouco aleatória de gravações de cenas acerca de religiões diversas Brasil afora, mas de uma forma muito interessante, me agrada! Cheguei a ele por ter um ancestral meu em tela, tio Raul e, curti a experiência.
Agora tenho que assistir Madame Satã de Cecil B. DeMille e Rainha Diaba. Personagem maravilhoso da história brasileira que eu conhecia muito pouco, fui melhor apresentado pelo filme e pesquisando depois. Era uma pessoa complicada, cheia de traumas e perturbações, mas também extremamente forte e corajoso. Grande figura! Filme é bom, excelente estreia pro ótimo Karim Ainouz. Elenco irado e bela fotografia. Grato Karim!!
Dando sopa na Netflix, já tinha adiado demais. Que violência, não?! Uma história crua e natural sobre o patriarcado e sua face mais vil. Elenco afiado e Karim sempre certeiro na condução. Fiquei atordoado quando acabou, preciso me recompor!
Faz anos que quero ver esse filme e só agora chegou o dia rs. Vi Casa de Areia e lembrei dele por causa de Seu Jorge, tava dando sopa da Disney, não deixei passar mais essa oportunidade. Mais um Wes Anderson, apesar da ambientação italianesca o homenageado como Steve Zissou é o oceanógrafo e cineasta francês Jacques-Yves Costeau e sua sociedade. Cheguei à esta figura por meio do filme e certamente procurarei seus filmes em algum momento. A história é maravilhosa, a ambientação e o elenco sempre estrelado do diretor. Como um brinde, Wes se encantou por Seu Jorge em Cidade de Deus e pediu que este fizesse versões em português de David Bowie que são apresentadas durante o filme. O resultado é este, coisa linda! Rsrs. Mais uma vez, muito obrigado Wes Anderson.
Wow, que filmaço, me pegou de surpresa. Na real é um filme que já estava na minha lista há muitos anos, mas juro que não lembrava. É um dos trabalhos em família dos Torres-Waddington e, olha, bom demais! Pelo que li esse filme começou com uma foto de uma casa soterrada que Barretão mostrou pra Andrucha e daí ambos tiveram a ideia de contar a história de alguém que viveu ali. Convidaram Elena Soarez pra ajudar a escrever o roteiro. Andrucha por óbvio dirigiu, chamou mulher e sogra pra protagonizarem, além de ninguém menos que Ruy Guerra, Stênio Garcia e Enrique Diaz pra compor. Curiosamente o filme também tem vários músicos no seu elenco: Jorge Mautner e Nelson Jacobina, que também estão músicos no filme; E Seu Jorge e, por fim, Luiz Melodia. Ler esses nomes juntos já é por si só, um suspiro. As lindas Dunas dos lençóis maranhenses encantam, mas, na situação que o filme apresenta, já começam a assustar. E caminha bastante por aí, o filme à todo momento nos coloca em agonia e desespero.
Fernanda Montenegro interpretando três gerações é um primor, de atuação, maquiagem, tudo! Fernanda Torres corre atrás muito bem. Massu desgraçado, matou o velho do sal e fez de tudo pra mantê-las ali, que raiva! Eu provavelmente teria tido um comportamento diferente, nem que tivesse morrido no deserto tentando sair daquele lugar, mas a história contada aqui é muito maior que isso. Eu curti demais, mexeu comigo. E bem, no fim, certamente conseguiram, né?! De alguma forma. Os poucos diálogos do filme também colocam na trama muito inteligentemente questões acerca da passagem do tempo e acontecimentos do mundo, além de umas falas que trazem reflexões maravilhosas. Também curti a forma como Andrucha optou por fazer os lapsos temporais, sem muita cerimônia, e cobrando um mínimo do expectador.
Fernando Meirelles seguindo sua lida internacional. Só agora peguei pra assisti-lo. Curti pra caramba, concordo com Meirelles e discordo das críticas da Igreja sobre polarização entre as duas figuras, no filme, Ratzinger é melhor que na vida real rsrs. Gosto do roteiro, das pitadas cômicas e da leveza que o filme traz em alguns momentos, meio à algumas questões tão obscuras quanto coisas relacionadas à Igreja possam ser. Gostei das dramatizações nas questões às quais não temos certeza de como aconteceram, mas que precisam ser contadas de alguma forma pra dar sentido ao filme. A dupla de protagonistas é indiscutivelmente formidável. Um belo trabalho, valeu Meirelles!!
Cliché atrás de cliché pra terminar a trilogia, disparado o mais fraco dos mais de dez filmes de Star Wars já feitos. É bonito para um caralho, tecnicamente muito bem feito, mas acho que JJ ficou com preguiça de pensar, é um jedi super herói, um morre e ressuscita e que beijo foi aquele cara. Olha, beleza, mas se forem continuar, que venha coisa melhor na próxima trilogia.
A recepção do filme foi bem ruim, imagino que pelas soluções rápidas e fáceis que ele acaba dando pra tudo que se propõe: nos mostrar as origens de Han, o início da relação com Chewbacca, como ele conheceu Lando e adquiriu a Millenium Falcon. É compreensível a insatisfação, mas como só cheguei ao filme hoje, sete anos depois do lançamento, já sabia o que ia ver e acabei só aproveitando. Valeu, a experiência, é isto! Curti a seleção de elenco e arte do filme.
Filme bastante estético e que propõe reflexões rápidas e inteligentes sobre questões políticas e sociais. É simples no enredo e complexo na imagética. O elenco entrega atuações bem decentes. Eu só tinha visto Ex Machina mesmo de Alex Garland, muito bom ver um novo trabalho dele. A questão estética que mencionei em alguns momentos me lembrou O Homem da Máfia. Experiência!
Brasília em sua face de profundidade artística e mística, uma coisa linda, uma declaração de amor. Direção e roteiro simples mas com figuras grandiosas que enriquecem a obra. Assistam!!!
Obrigado Walter, você fez um filme pra ganhar o Oscar e, venceu! Relembrar para não repetir é essencial e essa história deve ser sempre repetida! Obrigado Fernanda Torres, pela força e potência, por ser este filme. Vocês são incríveis! A gente só agradece.
Boas escolhas, boa edição. Mais uma obra à reboque do livro "A invenção do Nordeste e outras artes" do professor Durval Muniz. É literatura, teatro, música e cinema. Coisa linda!
Não é ótimo mas também não é uma decepção. Desde o primeiro filme os sotaques me incomodam, apesar de Ariano dizer que aos ouvidos dele cada um estava falando com seu próprio sotaque, até parece piada isso né?! Este tem uma opção bem esquisita que é ter feito o filme inteiro em um CGI emulando um cordel animado ou algo do tipo, estranhei demais. Afora isso, tudo dentro do esperado. Roteiro, elenco, trilha sonora. É ok.
Visto espetacularmente na Mostra de Cinema de Gostoso, foi a estreia pública do filme e abertura do festival. Kubrusly, Bia e equipe estavam presentes. Noite mágica! Na manhã seguinte, um bate papo maravilhoso com essa galera. Achei grandiosa a destreza do casal de diretores em conduzir tal história, fazendo uma montagem inteligentíssima, casando o belo material produzido com o embasbacante arquivo que existe sobre o histórico Maurício Kubrusly. É muito interessante como ele próprio vai contando esse história com um material já pré existente e como suas falas, hoje, um pouco dispersas, se comunicam bem com o que é contado. Linda também é a presença da música nesta empreitada, ela está antes mesmo de iniciar o filme, em seu título e, percorre toda a metragem, desta que também é, além de tudo, uma encantadora história de amor. À primeira vista achei dilatada a participação de Gil, acabei agora de rever na Globoplay e acho que não mantenho a opinião. Um presente de produção. Assistam!
A Natureza das Coisas Invisíveis
3.7 21 Assista AgoraCara, uma lindeza rs. O primeiro ato, no hospital, parece até meio onírico, é meio onírico. Tem coisas que parecem difíceis de acontecer num hospital, mas que até acontecem mesmo. A transição pro segundo ato, no campo, também é curiosa. Que cliché e que lindo o embalo trazido por Fazenda na trilha sonora deste momento, um deleite! O campo tem a calma e a cura, a singeleza. O filme cresce demais a partir daqui. Amo as sugestões, os descobrimentos e também que segue velado. Elenco bom demais! Boa técnica. Grato aos envolvido. Sucesso!!
Era Uma Vez em... Hollywood
3.8 2,3K Assista AgoraTarantino nos seus últimos filmes, decidiu de forma mais direta, reescrever partes de histórias: reescreveu parte da história nazista, parte da história da escravidão estadunidense e agora, parte da história de Hollywood. No mundo real, tudo é muito duro e, triste. No universo tarantinesco, nunca vai faltar morte e sangue, mas certamente o espectador sairá redimido e muito mais satisfeito. Aliás, ver grande parte desse sangue faz parte desta satisfação, não é mesmo?! Já que a violência estética muito nos agrada e, poucos como Tarantino para criar personagens que nós passemos a desprezar de modo que não sintamos pena ou comoção quando os tais são submetidos a toda sorte de maltrato e sofrimento. Pois bem, Era Uma Vez em... Hollywood é um deleite aos fãs do diretor, é cheio de participações maravilhosas, destas que a gente ama e os easter eggs ao universo do cara. Eu demorei tanto a ver também por depois dele ter anunciado que só faria mais um filme na carteira, pensei: pois bem, vou deixar pra ver este só depois e, lá se foram mais de 5 anos, este já é e provavelmente será o maior hiato da carreira do diretor, e enfim eu decidi vê-lo. Confesso que eu esperava o Clif Booth como um dublê, realmente e, o personagem é maravilhoso, Brad Pitt está um primor no papel, mas acho que ele merecia mais do que ser o braço direito de Rick Dalton, que aliás, DiCaprio, te amo, mas Pitt destrói, toma o filme, o homem é carismático demais e DiCaprio tem o magnetismo de uma porta de madeira, convenhamos. O roteiro, poxa, não tem como, é muito bom! A forma como Tarantino entrelaça a história, usando o gancho do rancho Spahn, a relação de Manson e sua Família com a arte, deixa tudo muito perfeito. É satisfatório ver um fim diferente do real, pra essa história e, triste ao mesmo tempo de lembrar o que realmente aconteceu. Bom, estas são algumas das primeiras impressões, já quero revisar esse filme. Provavelmente Os Oito Odiados é o único Tarantino que só vi uma vez e a revisão deste aqui deve sair até antes.
O Silêncio das Ostras
3.7 6Não conhecia o documentarista Marcos Pimentel, também conheci por acaso, logo no seu primeiro filme de ficção. A sessão deste foi minha oportunidade de conhecer o Cine Bangüê em João Pessoa, e que ótima oportunidade! O longa narra a história de Kaylane e de como ela teve sua vida destruída pela mineração em incontáveis situações: o pai, de certa modo a mãe, os irmãos - um a um, a inocência, e seu habitat - como se este, o imensurável dano à natureza, não fosse suficiente. É um filme forte, de grande beleza, mesmo em meio a tanta dor e destruição. Um manifesto anti mineração. Kaylane é lindamente interpretada por uma incrível atriz mirim e pela maravilhosa Bárbara Colen, acompanhadas de grande elenco e, ainda conta com a fotografia mágica de Petrus Cariry. Obrigado Marcos Pimentel. Vida longa!
Meu Tio
4.0 121Primeiro filme a cores de Tati. A casa do senhor Hulot é um espetáculo visual à parte. Os gadgets modernos da casa dos pais de Gerard nos ativam muitas reflexões num filme que ainda é dos anos 50. Uma delícia de imagens urbanas, além da música maravilhosa! Certamente o Oscar e a Palma de Ouro foram justamente entregues.
As Canções
4.2 168As Canções é um filho de Jogo de Cena, aqui menos experimentalista e mais pessoalista. Talvez a mulher que canta em Jogo de Cena tenha ajudado na gestação dessa ideia, fiquei com este pensamento. Uma bela seleção de personagens, com grandes histórias e escolhas de canções, inclusive e sobretudo as autorais. Forte demais. Em alguns específicos momentos percebo o limiar entre realidade e ficção. Será?
Jogo de Cena
4.4 351 Assista AgoraUm experimento que mistura documentário, com mocumentário e talvez ficção independente, talvez jamais saberemos onde estão os limiares. Obrigado Coutinho, obrigado elenco, obrigado pessoas normais. Exercício fuderoso e necessário sobre atuação, cinema e existência humana. Diferenciado e indispensável.
Gaza
4.7 2O sionismo precisa ser parado com urgência. Liberdade ao povo palestino!
Conclave
3.9 825 Assista AgoraNão conheço o diretor mas achei curioso o trabalho. Pra ser sincero, esperava algo menos conspiratório. Em muitos momentos, a caricaturização dos cardeais fica demasiadamente exagerada, parece até uma história de Dan Brown, além do exagero com o tanto de reviravolta que o filme dá, quase cansa. De todo modo, me agradei de alguns aspectos, como as excelentes atuações, sobretudo do maravilhoso Ralph Fiennes, além da belíssima direção de arte e da fotografia do filme. Vale ainda mais pela curiosidade do momento que acabamos de viver mais uma vez na história. Segue a igreja católica e todos os seus mistérios.
A Idade da Terra
3.6 54Decidi dar prioridade a esse filme dentro da minha lista, pois ele conta com uma pequenina participação de um ancestral meu, tio Raul de Xangô. Aqui vemos Glauber Braga em seu delírio final. É possível perceber realmente a ideia do filme de não ter uma ordem correta para que se vissem as sequências. Vi numa montagem que está disponível no YouTube, deve ser a mais usual. Ela começa com uma bonita cena do nascer do sol, depois tem uma suruba amazônica, já tô me perdendo mas depois tem uma cena incrível de Carnaval e também um monólogo excelente de Carlos Castelo Branco sobre o golpe militar. Há cenas com bravatas políticas, outras que querem passar uma mensagem com as imagens e outras que parecem não significar exatamente nada, que são os momentos nos quais ele se torna mais pretensioso. Eu consegui desfrutar de alguns momentos, mas me senti exausto em outros. É experimental mesmo, em alguns momentos flerta com o documental, com a quebra da quarta parede, com a homenagem pela homenagem. É isto, o poder da arte, não tenhamos exageradas paixões que as coisas ficam todas menos difíceis.
Fé
3.5 5A fé é uma forma socialmente aceita de loucura. O filme é uma colagem um pouco aleatória de gravações de cenas acerca de religiões diversas Brasil afora, mas de uma forma muito interessante, me agrada! Cheguei a ele por ter um ancestral meu em tela, tio Raul e, curti a experiência.
Madame Satã
3.9 432 Assista AgoraAgora tenho que assistir Madame Satã de Cecil B. DeMille e Rainha Diaba. Personagem maravilhoso da história brasileira que eu conhecia muito pouco, fui melhor apresentado pelo filme e pesquisando depois. Era uma pessoa complicada, cheia de traumas e perturbações, mas também extremamente forte e corajoso. Grande figura! Filme é bom, excelente estreia pro ótimo Karim Ainouz. Elenco irado e bela fotografia. Grato Karim!!
A Vida Invisível
4.3 661Dando sopa na Netflix, já tinha adiado demais. Que violência, não?! Uma história crua e natural sobre o patriarcado e sua face mais vil. Elenco afiado e Karim sempre certeiro na condução. Fiquei atordoado quando acabou, preciso me recompor!
A Vida Marinha com Steve Zissou
3.8 456 Assista AgoraFaz anos que quero ver esse filme e só agora chegou o dia rs. Vi Casa de Areia e lembrei dele por causa de Seu Jorge, tava dando sopa da Disney, não deixei passar mais essa oportunidade. Mais um Wes Anderson, apesar da ambientação italianesca o homenageado como Steve Zissou é o oceanógrafo e cineasta francês Jacques-Yves Costeau e sua sociedade. Cheguei à esta figura por meio do filme e certamente procurarei seus filmes em algum momento. A história é maravilhosa, a ambientação e o elenco sempre estrelado do diretor. Como um brinde, Wes se encantou por Seu Jorge em Cidade de Deus e pediu que este fizesse versões em português de David Bowie que são apresentadas durante o filme. O resultado é este, coisa linda! Rsrs. Mais uma vez, muito obrigado Wes Anderson.
Casa de Areia
3.7 256 Assista AgoraWow, que filmaço, me pegou de surpresa. Na real é um filme que já estava na minha lista há muitos anos, mas juro que não lembrava. É um dos trabalhos em família dos Torres-Waddington e, olha, bom demais! Pelo que li esse filme começou com uma foto de uma casa soterrada que Barretão mostrou pra Andrucha e daí ambos tiveram a ideia de contar a história de alguém que viveu ali. Convidaram Elena Soarez pra ajudar a escrever o roteiro. Andrucha por óbvio dirigiu, chamou mulher e sogra pra protagonizarem, além de ninguém menos que Ruy Guerra, Stênio Garcia e Enrique Diaz pra compor. Curiosamente o filme também tem vários músicos no seu elenco: Jorge Mautner e Nelson Jacobina, que também estão músicos no filme; E Seu Jorge e, por fim, Luiz Melodia. Ler esses nomes juntos já é por si só, um suspiro. As lindas Dunas dos lençóis maranhenses encantam, mas, na situação que o filme apresenta, já começam a assustar. E caminha bastante por aí, o filme à todo momento nos coloca em agonia e desespero.
Fernanda Montenegro interpretando três gerações é um primor, de atuação, maquiagem, tudo! Fernanda Torres corre atrás muito bem. Massu desgraçado, matou o velho do sal e fez de tudo pra mantê-las ali, que raiva! Eu provavelmente teria tido um comportamento diferente, nem que tivesse morrido no deserto tentando sair daquele lugar, mas a história contada aqui é muito maior que isso. Eu curti demais, mexeu comigo. E bem, no fim, certamente conseguiram, né?! De alguma forma. Os poucos diálogos do filme também colocam na trama muito inteligentemente questões acerca da passagem do tempo e acontecimentos do mundo, além de umas falas que trazem reflexões maravilhosas. Também curti a forma como Andrucha optou por fazer os lapsos temporais, sem muita cerimônia, e cobrando um mínimo do expectador.
Dois Papas
4.1 977 Assista AgoraFernando Meirelles seguindo sua lida internacional. Só agora peguei pra assisti-lo. Curti pra caramba, concordo com Meirelles e discordo das críticas da Igreja sobre polarização entre as duas figuras, no filme, Ratzinger é melhor que na vida real rsrs. Gosto do roteiro, das pitadas cômicas e da leveza que o filme traz em alguns momentos, meio à algumas questões tão obscuras quanto coisas relacionadas à Igreja possam ser. Gostei das dramatizações nas questões às quais não temos certeza de como aconteceram, mas que precisam ser contadas de alguma forma pra dar sentido ao filme. A dupla de protagonistas é indiscutivelmente formidável. Um belo trabalho, valeu Meirelles!!
Star Wars, Episódio IX: A Ascensão Skywalker
3.1 1,3K Assista AgoraCliché atrás de cliché pra terminar a trilogia, disparado o mais fraco dos mais de dez filmes de Star Wars já feitos. É bonito para um caralho, tecnicamente muito bem feito, mas acho que JJ ficou com preguiça de pensar, é um jedi super herói, um morre e ressuscita e que beijo foi aquele cara. Olha, beleza, mas se forem continuar, que venha coisa melhor na próxima trilogia.
Han Solo: Uma História Star Wars
3.3 645A recepção do filme foi bem ruim, imagino que pelas soluções rápidas e fáceis que ele acaba dando pra tudo que se propõe: nos mostrar as origens de Han, o início da relação com Chewbacca, como ele conheceu Lando e adquiriu a Millenium Falcon. É compreensível a insatisfação, mas como só cheguei ao filme hoje, sete anos depois do lançamento, já sabia o que ia ver e acabei só aproveitando. Valeu, a experiência, é isto! Curti a seleção de elenco e arte do filme.
Guerra Civil
3.5 649 Assista AgoraFilme bastante estético e que propõe reflexões rápidas e inteligentes sobre questões políticas e sociais. É simples no enredo e complexo na imagética. O elenco entrega atuações bem decentes. Eu só tinha visto Ex Machina mesmo de Alex Garland, muito bom ver um novo trabalho dele. A questão estética que mencionei em alguns momentos me lembrou O Homem da Máfia. Experiência!
Sob o signo da poesia
4.0 1Brasília em sua face de profundidade artística e mística, uma coisa linda, uma declaração de amor. Direção e roteiro simples mas com figuras grandiosas que enriquecem a obra. Assistam!!!
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraObrigado Walter, você fez um filme pra ganhar o Oscar e, venceu! Relembrar para não repetir é essencial e essa história deve ser sempre repetida! Obrigado Fernanda Torres, pela força e potência, por ser este filme. Vocês são incríveis! A gente só agradece.
Áurea
3.4 1Toda singeleza e doçura de Áurea Martins pelas lentes experimentais e atentas de Zeca Ferreira. Ainda nos brinda com uma bela performance. Um primor!
A Edição do Nordeste
3.5 2Boas escolhas, boa edição. Mais uma obra à reboque do livro "A invenção do Nordeste e outras artes" do professor Durval Muniz. É literatura, teatro, música e cinema. Coisa linda!
O Auto da Compadecida 2
3.0 444 Assista AgoraNão é ótimo mas também não é uma decepção. Desde o primeiro filme os sotaques me incomodam, apesar de Ariano dizer que aos ouvidos dele cada um estava falando com seu próprio sotaque, até parece piada isso né?! Este tem uma opção bem esquisita que é ter feito o filme inteiro em um CGI emulando um cordel animado ou algo do tipo, estranhei demais. Afora isso, tudo dentro do esperado. Roteiro, elenco, trilha sonora. É ok.
Kubrusly: Mistério Sempre Há de Pintar por Aí
3.9 6Visto espetacularmente na Mostra de Cinema de Gostoso, foi a estreia pública do filme e abertura do festival. Kubrusly, Bia e equipe estavam presentes. Noite mágica! Na manhã seguinte, um bate papo maravilhoso com essa galera. Achei grandiosa a destreza do casal de diretores em conduzir tal história, fazendo uma montagem inteligentíssima, casando o belo material produzido com o embasbacante arquivo que existe sobre o histórico Maurício Kubrusly. É muito interessante como ele próprio vai contando esse história com um material já pré existente e como suas falas, hoje, um pouco dispersas, se comunicam bem com o que é contado. Linda também é a presença da música nesta empreitada, ela está antes mesmo de iniciar o filme, em seu título e, percorre toda a metragem, desta que também é, além de tudo, uma encantadora história de amor. À primeira vista achei dilatada a participação de Gil, acabei agora de rever na Globoplay e acho que não mantenho a opinião. Um presente de produção. Assistam!