Que filme forte, é surpreendente como eles vão contando sobre questões raciais de forma lúdica, misturando com magia, superstição, terror e frases que são bem soco no estômago mesmo! E quando achei que tinha acabado, veio mais uma frase assim!
Realmente, Michael B Jordan mereceu o Oscar de Melhor Ator, uma pena esse filme não ter concorrido ao filme do ano também. O conceito de "filme de terror" aqui foi bem explorado porque sim, é o macabro, mas também o que os negros viviam naquele contexto. Excelente mesmo!
Eu amei a estética do filme, a divisão em capítulos, a história sendo contada em núcleos de personagens, mas confesso que achei o áudio meio ruim. Em alguns momentos, não conseguia entender o que eles estavam falando. O personagem do Wagner Moura foi falar o nome dele de verdade e eu precisei colocar a legenda pra entender. E eu amo filme que quando vira, vira de uma vez só, sabe? Cheguei a dar um pulo no sofá quando a trama virou de ponta cabeça! Muito bom mesmo!
Eu percebi pelo cachorro, já no comecinho, que aquele encontro não foi acidental e achei que o marido tinha sido conivente quando o amante senta-se à mesa com a família e ela não está.
Aí, chegou no final, entendi que o marido queria que ela caísse na armadilha, talvez como punição ou pra quebrar a ilusão de controle dela, usando o próprio desejo dela contra ela. Um tipo de armadilha emocional com cara de libertação. Ou seja: não foi só uma traição… foi um jogo de xadrez.
Mesmo assim, achei o filme muito arrastado. Podia ter cortado uma meia hora fácil.
Conclave é um filme sobre vaidade, disputa de poder e ego acima de qualquer crença. Entre o silêncio e ritualísticas, as orações são a fachada de um jogo político disfarçado de espiritualidade, uma guerra de interesses mesmo que, mesmo que ninguém ali assuma, todos acabam jogando.
Pra mim, o que marca o filme é o grito de Eunice Paiva sempre pra dentro. A gente percebe o desespero e a dor dela no olhar praticamente o filme inteiro, inclusive no choro contido. Ela não deixa as crianças se desesperarem, mostra que tudo está sob controle, mesmo que ela mesma não saiba o que fazer, nem o que está acontecendo. E mesmo assim, se reinventa (tanto que voltou a estudar). A casa também é fundamental pra construção da narrativa. Nos créditos, onde a casa aparece vazia, eu senti como se ela estivesse respirando ainda.
Absolutamente todo o resto, é o que todo mundo já falou, criticou, torceu, reclamou. No fim das contas, o filme é isso tudo mesmo.
Esse filme é uma super viagem visual! As cenas que parecem sonhos ou pesadelos, onde os cenários trocam de um pro outro tão rapidamente que é como se você estivesse pulando de um mundo estranho para outro e, a tirar pela época em que foi feito o filme, é uma obra colossal (tanto pelo visual quanto pela produção). Além disso, tem muitos monólogos extensos, que trazem a sensação de teatralidade e intensidade.
Então, né? Borowczyk usava muito símbolos religiosos e sexuais para criticar a repressão moral e social, especialmente aquela imposta pela Igreja ou pela sociedade conservadora. As cenas são majoritariamente perturbadoras e carregam forte carga psicológica, reforçando essa atmosfera provocativa e simbólica do filme. Eu entendo.
Mas velho... Pra mim, é o tipo de filme que pode morrer lá nos anos 70.
Suspiria é um espetáculo visual incrível, com aquele uso vibrante de cores saturadas — especialmente o vermelho e o azul — que cria uma atmosfera quase hipnótica. Argento transforma cada cena em uma pintura surreal, e a estética barroca amplifica a sensação de pesadelo constante.
O filme mistura alquimia, psicomagia e crítica social para questionar poder, espiritualidade e a própria natureza da realidade. É um tapa na cara das certezas e convenções sociais, empurrando você a repensar o que é real e onde está o verdadeiro poder de transformação.
Como em toda franquia, o primeiro filme é sempre o melhor, mas que gostoso ver todos os personagens ali de volta! É um grande tributo a esse clássico pop com referências inclusive de cenas e looks dos primeiros filmes!
Uma única agonia é ela passar o filme quase inteiro com o cabelo embaraçado kkkk
Só achei que os personagens dos pais dos gêmeos não renderam mt, nem precisavam ter existido. E cada vez que eu vi o Mark Darcy como uma lembrança, eu morri um pouco durante o filme. Juro que, por mais que o Daniel Cleaver seja um cafajeste, eu gosto dele e queria o final dele com a Bridget, mas entendo que ela fez a melhor escolha hahaha <3
Gosto muito do ritmo do filme, que até me remeteu a filmes antigos, inclusive as telas paradas, que deixam você perceber as coisas com mais tranquilidade (especialmente o olhar do cachorro e a casa onde tudo aconteceu). Nos filmes nesse estilo, é tipo, a pessoa aperta o botão pra chamar o elevador e tem todo um processo até ela chegar no andar que ela quer. Nos filmes estilo Hollywood dos dias de hoje, a pessoa chega no prédio e, na outra cena, ela já tá dentro da sala. Toda a sequência fica na imaginação do espectador.
E justamente, nesse filme, a gente precisa acompanhar o passo a passo do crime, formar idéias, entender os personagens e a movimentação deles, até mesmo do cachorro. É brilhante mesmo!
FIlme bonito e leve, apesar de falar sobre violência doméstica. É uma outra forma de abordar o tema, acho meio raso, mas se a mensagem alcançar quem precisa, tá ótimo.
De repente, o livro é melhor. Não sei. Ainda não li.
Particularmente, acho muito corajoso da parte do Bill expor seus momentos no hospital e falar sobre a sua relação difícil com o pai.
Eu amo a banda e amo cada um individualmente. O documentário só trouxe a luz que cada personalidade trouxe um pouco do que o Descendents se tornou, desde a vibe explosiva do Navetta ao carisma do Milo, somado à genialidade do Bill.
O cadáver se decompôs absurdamente rápido e o crescimento das crianças acompanhou esse primeiro momento, mas depois simplesmente começou a desacelerar ao longo da narrativa. Inclusive, a proposta é de que as crianças continuariam com mentes e comportamentos infantis, mas isso varia bastante e, por várias vezes, eles demonstram maturidade. Na cena de Kara falando que não teve baile, nem graduação, por exemplo: uma criança da idade em que ela chega na praia não teria esse raciocínio tão desenvolvido. Aliás, ainda falando sobre a questão da lógica temporal, a digestão da comida deveria ser extremamente rápida, levando a uma necessidade constante de comer, o que não é mostrado ou abordado no filme.
a retirada do tumor de Priska. Quando o tumor de Prisca é removido, a cirurgia é feita com um corte simples e é rapidamente concluída, ignorando a complexidade e os riscos envolvidos em tal procedimento. Além disso, a forma como o corpo se cura imediatamente após a incisão parece ser uma simplificação excessiva, mesmo dentro da lógica do filme.
alguns objetos e roupas dos personagens mudam ou desaparecem sem explicação ao longo das cenas, quebrando a continuidade. A gente consegue entender que haviam itens de outras pessoas dos outros 72 testes que foram feitos, mas os personagens simplesmente desaparecem e voltam com outras roupas. Além disso, a forma como as crianças crescem fisicamente às vezes não se alinha com o tempo que supostamente passou, prejudicando a cronologia do envelhecimento. Nesse sentido, a maquiagem também não contribuiu, já que eles podem parecer significativamente mais velhos em uma cena, mas em outra, a diferença é menos perceptível.
Apesar desses pontos, o conceito do filme é bem original e Shyamalan consegue criar um ambiente de claustrofobia em um lugar aberto, como uma praia. O filme aborda temas profundos, como a passagem do tempo, a mortalidade, o envelhecimento, as relações familiares e a moralidade em situações arbitrárias,
bem como a indústria farmacêutica e outras questões relacionadas à ética.
O plot do final lembra outros filmes já consagrados no estilo, mas não deixa de ser bom e bem amarradinho, coerente com tudo o que aconteceu até então.
Amo tudo nesse filme, inclusive a redenção de Sandie no final e o belíssimo plot twist.
Desde o início, somos apresentados a uma protagonista feminina, Ellie, cujo sonho de se tornar uma estilista a leva a uma jornada de autodescoberta e enfrentamento de seus próprios demônios.
A estética dos anos 60, com seus vestidos elegantes e penteados glamorosos, é mais do que uma mera ambientação; é um lembrete do poder das mulheres naquela época e da luta contínua por igualdade de gênero. Enquanto Ellie mergulha nesse mundo vibrante, ela é confrontada com as realidades cruas da sociedade patriarcal da época, onde as mulheres enfrentavam inúmeras barreiras em suas vidas pessoais e profissionais.
O filme aborda questões profundas sobre sexualidade, consentimento e poder, destacando como as mulheres muitas vezes são objetificadas e subjugadas em uma cultura que valoriza mais a aparência do que a autenticidade.
Além disso, o filme apresenta personagens femininas complexas e multifacetadas, que desafiam estereótipos e assumem o controle de suas próprias narrativas. Desde Sandie, a musa enigmática e perturbadora, até Ellie, que é apresentada como uma jovem inocente em busca de seus sonhos, mas à medida que a história se desenrola, testemunhamos sua transformação em uma mulher determinada a enfrentar os desafios que surgem conforme ela mergulha mais fundo na escuridão do passado no quarto alugado em Soho.
Frankenstein
3.7 596 Assista AgoraQue filme lindo, é o filme de Frankenstein mais lindo que eu já vi!
E eu amo o trabalho de del Toro, é sempre impecável.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraQue filme forte, é surpreendente como eles vão contando sobre questões raciais de forma lúdica, misturando com magia, superstição, terror e frases que são bem soco no estômago mesmo! E quando achei que tinha acabado, veio mais uma frase assim!
Realmente, Michael B Jordan mereceu o Oscar de Melhor Ator, uma pena esse filme não ter concorrido ao filme do ano também. O conceito de "filme de terror" aqui foi bem explorado porque sim, é o macabro, mas também o que os negros viviam naquele contexto. Excelente mesmo!
Pânico 7
2.7 346 Assista AgoraMuito ruim é elogio kkk
A morte de um dos assassinos foi assim: piscou, perdeu.
Passaram voando no desfecho, parece que foi um filme muito preguiçoso.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraEu amei a estética do filme, a divisão em capítulos, a história sendo contada em núcleos de personagens, mas confesso que achei o áudio meio ruim. Em alguns momentos, não conseguia entender o que eles estavam falando. O personagem do Wagner Moura foi falar o nome dele de verdade e eu precisei colocar a legenda pra entender. E eu amo filme que quando vira, vira de uma vez só, sabe? Cheguei a dar um pulo no sofá quando a trama virou de ponta cabeça! Muito bom mesmo!
Um Pequeno Favor
3.3 732 Assista AgoraQue bombaaaa!
Meia estrela pros looks da diva, apenas.
Wicked
3.9 524 Assista AgoraQue adaptação mais linda de Wicked, apaixonante!!!!!!!
Ressignificar
3.3 7É legal pra lembrar a importância de cuidar de si, mas não aprofunda nada.
O Jogo do Amor - Ódio
3.1 126 Assista AgoraAchei esse cara perturbador, especialmente com as anotações no planner dele. Eu hein, gente.
Babygirl
2.7 491 Assista AgoraEu percebi pelo cachorro, já no comecinho, que aquele encontro não foi acidental e achei que o marido tinha sido conivente quando o amante senta-se à mesa com a família e ela não está.
Aí, chegou no final, entendi que o marido queria que ela caísse na armadilha, talvez como punição ou pra quebrar a ilusão de controle dela, usando o próprio desejo dela contra ela. Um tipo de armadilha emocional com cara de libertação. Ou seja: não foi só uma traição… foi um jogo de xadrez.
Mesmo assim, achei o filme muito arrastado. Podia ter cortado uma meia hora fácil.
Conclave
3.9 825 Assista AgoraConclave é um filme sobre vaidade, disputa de poder e ego acima de qualquer crença. Entre o silêncio e ritualísticas, as orações são a fachada de um jogo político disfarçado de espiritualidade, uma guerra de interesses mesmo que, mesmo que ninguém ali assuma, todos acabam jogando.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraPra mim, o que marca o filme é o grito de Eunice Paiva sempre pra dentro. A gente percebe o desespero e a dor dela no olhar praticamente o filme inteiro, inclusive no choro contido. Ela não deixa as crianças se desesperarem, mostra que tudo está sob controle, mesmo que ela mesma não saiba o que fazer, nem o que está acontecendo. E mesmo assim, se reinventa (tanto que voltou a estudar). A casa também é fundamental pra construção da narrativa. Nos créditos, onde a casa aparece vazia, eu senti como se ela estivesse respirando ainda.
Absolutamente todo o resto, é o que todo mundo já falou, criticou, torceu, reclamou. No fim das contas, o filme é isso tudo mesmo.
Satyricon de Fellini
3.8 151 Assista AgoraEsse filme é uma super viagem visual! As cenas que parecem sonhos ou pesadelos, onde os cenários trocam de um pro outro tão rapidamente que é como se você estivesse pulando de um mundo estranho para outro e, a tirar pela época em que foi feito o filme, é uma obra colossal (tanto pelo visual quanto pela produção). Além disso, tem muitos monólogos extensos, que trazem a sensação de teatralidade e intensidade.
Contos Imorais
2.9 56 Assista AgoraEntão, né? Borowczyk usava muito símbolos religiosos e sexuais para criticar a repressão moral e social, especialmente aquela imposta pela Igreja ou pela sociedade conservadora.
As cenas são majoritariamente perturbadoras e carregam forte carga psicológica, reforçando essa atmosfera provocativa e simbólica do filme. Eu entendo.
Mas velho... Pra mim, é o tipo de filme que pode morrer lá nos anos 70.
Suspiria
3.8 998 Assista AgoraSuspiria é um espetáculo visual incrível, com aquele uso vibrante de cores saturadas — especialmente o vermelho e o azul — que cria uma atmosfera quase hipnótica. Argento transforma cada cena em uma pintura surreal, e a estética barroca amplifica a sensação de pesadelo constante.
A Montanha Sagrada
4.3 481 Assista AgoraO filme mistura alquimia, psicomagia e crítica social para questionar poder, espiritualidade e a própria natureza da realidade. É um tapa na cara das certezas e convenções sociais, empurrando você a repensar o que é real e onde está o verdadeiro poder de transformação.
Bridget Jones: Louca Pelo Garoto
3.3 53Como em toda franquia, o primeiro filme é sempre o melhor, mas que gostoso ver todos os personagens ali de volta! É um grande tributo a esse clássico pop com referências inclusive de cenas e looks dos primeiros filmes!
Uma única agonia é ela passar o filme quase inteiro com o cabelo embaraçado kkkk
Só achei que os personagens dos pais dos gêmeos não renderam mt, nem precisavam ter existido. E cada vez que eu vi o Mark Darcy como uma lembrança, eu morri um pouco durante o filme. Juro que, por mais que o Daniel Cleaver seja um cafajeste, eu gosto dele e queria o final dele com a Bridget, mas entendo que ela fez a melhor escolha hahaha <3
Pearl
3.9 1,2K Assista AgoraTerminei de assistir o filme
com o sorriso congelado igual ao da Pearl kkkkk
Meu deus, que tenso! Mt bom!
Anatomia de uma Queda
4.0 974 Assista AgoraGosto muito do ritmo do filme, que até me remeteu a filmes antigos, inclusive as telas paradas, que deixam você perceber as coisas com mais tranquilidade (especialmente o olhar do cachorro e a casa onde tudo aconteceu). Nos filmes nesse estilo, é tipo, a pessoa aperta o botão pra chamar o elevador e tem todo um processo até ela chegar no andar que ela quer. Nos filmes estilo Hollywood dos dias de hoje, a pessoa chega no prédio e, na outra cena, ela já tá dentro da sala. Toda a sequência fica na imaginação do espectador.
E justamente, nesse filme, a gente precisa acompanhar o passo a passo do crime, formar idéias, entender os personagens e a movimentação deles, até mesmo do cachorro. É brilhante mesmo!
Aliás, o cachorro foi um show a parte!
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraMelhor que um filme que te faz pensar e querer falar dele o tempo todo é aquele que, quando termina, te deixa sem palavras. Esse é o caso.
Tentei abstrair das sequências, como por exemplo,
Sue fazendo uma sala só usando uma furadeira e uma marreta
e focar mais na mensagem que o filme que passar.
É um filme inacreditável, pesado, contundente, louco e necessário.
É Assim Que Acaba
3.3 394 Assista AgoraFIlme bonito e leve, apesar de falar sobre violência doméstica.
É uma outra forma de abordar o tema, acho meio raso, mas se a mensagem alcançar quem precisa, tá ótimo.
De repente, o livro é melhor. Não sei. Ainda não li.
Crônicas de Natal
3.7 262 Assista AgoraUm dos filmes de Natal que eu mais gosto!
Filmage
4.6 22Já perdi as contas de quantas vezes assisti a esse documentário, é uma história linda.
Particularmente, acho muito corajoso da parte do Bill expor seus momentos no hospital e falar sobre a sua relação difícil com o pai.
Eu amo a banda e amo cada um individualmente. O documentário só trouxe a luz que cada personalidade trouxe um pouco do que o Descendents se tornou, desde a vibe explosiva do Navetta ao carisma do Milo, somado à genialidade do Bill.
Tempo
3.1 1,2K Assista AgoraA proposta da história do filme é consistente e faz total sentido, mas a falha está nos furos durante a execução.
O primeiro ponto é justamente a questão do tempo.
O cadáver se decompôs absurdamente rápido e o crescimento das crianças acompanhou esse primeiro momento, mas depois simplesmente começou a desacelerar ao longo da narrativa. Inclusive, a proposta é de que as crianças continuariam com mentes e comportamentos infantis, mas isso varia bastante e, por várias vezes, eles demonstram maturidade. Na cena de Kara falando que não teve baile, nem graduação, por exemplo: uma criança da idade em que ela chega na praia não teria esse raciocínio tão desenvolvido. Aliás, ainda falando sobre a questão da lógica temporal, a digestão da comida deveria ser extremamente rápida, levando a uma necessidade constante de comer, o que não é mostrado ou abordado no filme.
Outro ponto problemático foi
a retirada do tumor de Priska. Quando o tumor de Prisca é removido, a cirurgia é feita com um corte simples e é rapidamente concluída, ignorando a complexidade e os riscos envolvidos em tal procedimento. Além disso, a forma como o corpo se cura imediatamente após a incisão parece ser uma simplificação excessiva, mesmo dentro da lógica do filme.
Outra coisa que me incomodou:
alguns objetos e roupas dos personagens mudam ou desaparecem sem explicação ao longo das cenas, quebrando a continuidade. A gente consegue entender que haviam itens de outras pessoas dos outros 72 testes que foram feitos, mas os personagens simplesmente desaparecem e voltam com outras roupas. Além disso, a forma como as crianças crescem fisicamente às vezes não se alinha com o tempo que supostamente passou, prejudicando a cronologia do envelhecimento. Nesse sentido, a maquiagem também não contribuiu, já que eles podem parecer significativamente mais velhos em uma cena, mas em outra, a diferença é menos perceptível.
Apesar desses pontos, o conceito do filme é bem original e Shyamalan consegue criar um ambiente de claustrofobia em um lugar aberto, como uma praia. O filme aborda temas profundos, como a passagem do tempo, a mortalidade, o envelhecimento, as relações familiares e a moralidade em situações arbitrárias,
bem como a indústria farmacêutica e outras questões relacionadas à ética.
O plot do final lembra outros filmes já consagrados no estilo, mas não deixa de ser bom e bem amarradinho, coerente com tudo o que aconteceu até então.
Noite Passada em Soho
3.5 799 Assista AgoraAmo tudo nesse filme, inclusive a redenção de Sandie no final e o belíssimo plot twist.
Desde o início, somos apresentados a uma protagonista feminina, Ellie, cujo sonho de se tornar uma estilista a leva a uma jornada de autodescoberta e enfrentamento de seus próprios demônios.
A estética dos anos 60, com seus vestidos elegantes e penteados glamorosos, é mais do que uma mera ambientação; é um lembrete do poder das mulheres naquela época e da luta contínua por igualdade de gênero. Enquanto Ellie mergulha nesse mundo vibrante, ela é confrontada com as realidades cruas da sociedade patriarcal da época, onde as mulheres enfrentavam inúmeras barreiras em suas vidas pessoais e profissionais.
O filme aborda questões profundas sobre sexualidade, consentimento e poder, destacando como as mulheres muitas vezes são objetificadas e subjugadas em uma cultura que valoriza mais a aparência do que a autenticidade.
Além disso, o filme apresenta personagens femininas complexas e multifacetadas, que desafiam estereótipos e assumem o controle de suas próprias narrativas. Desde Sandie, a musa enigmática e perturbadora, até Ellie, que é apresentada como uma jovem inocente em busca de seus sonhos, mas à medida que a história se desenrola, testemunhamos sua transformação em uma mulher determinada a enfrentar os desafios que surgem conforme ela mergulha mais fundo na escuridão do passado no quarto alugado em Soho.