Pesquisando o filme "Da Terra nascem os Homens" peguei a referência desse filme. A película é curta, mas com uma mensagem forte. Henry Fonda é um dos maiores atores da era de ouro de Hollywood. Aqui ele faz um personagem que no primeiro momento parece um homem brutalizado, um típico vaqueiro, mas já no primeiro corte já demonstra a sua consciência social e de justiça. Esse personagem é o alicerce para outro grande filme " Doze Homens e uma Sentença" onde um único jurado com seus argumentos fortes tenta mudar a decisão de uma sentença. Já em Consciência Mortas uma dupla tenta convencer uma população revoltada a não cometer um lixamento ou executar uma sentença sem a devida justiça ser executada.
Guy Ritchie tem uma carreira de altos e baixos Com filmes marcantes e outros esqueciveis, mas Revolver é um filme fora da curva. Aparentemente parece um filme de Guy Ritchie. Com bandidos, roubos e assassinatos, mas o diretor optou por outro caminho. Recheando o filme com diálogos filosoficos e psicologia para moldar o seus personagens, principalmente o Jake de Jason Statham. A narrativa lenta e as vezes confusa não me agradou. O ponto fonte do filme é o assassino frio e calculista vivido pelo sempre ótimo Mark Strong que parece literalmente um personagem da filmografia do Guy.
Nova adaptação do livro do de Alexandre Dumas para o cinema. Essa versão francesa do diretores Alexandre de La Patellière Matthieu Delaporte é mais fiel ao livro. Com o conde assumindo facetas que a versão de 2002 optou por não mostrar. Mas a versão do diretor Kevin Reynolds é mais marcante devido as decisões técnicas e cortes que essa não tem. A versão francesa não trabalhou muito bem as interações. Um exemplo é a relação de Edmond Dantês na prisão com o Abade Faria. Um dos melhores personagens que não é bem explorado nessa versão. Muito menos os ensinamentos a Dantês tirando-o da total escuridão e ingenuidade e levando a programar um plano de vingança aos verdadeiros culpados da sua desgraça. Para 3H de filme faltou explorar os personagens e a narrativa, mas para quem não assistiu a versão de 2004 é ótima oportunidade de conhecer um dos melhores personagens da literatura.
Baseado no Romance ganhador do Pulitzer de 2020 "Reformatorio Nickel". Conta os dilemas de dois garotos negros em um reformatorio em plena época segregacionista dos anos 60 americana. Trazendo fatos históricos dessa época. É uma vida complicada já que são cidadãos não têm perspectiva de saírem livres ou que a justiça seja feita de forma justa. O filme concorreu ao Oscar de melhor filme deste ano e a roteiro adapatado, mas não levou nenhuma. O filme é ótimo em mostrar as tristezas e a amizade formada pelos dois garotos, mas a montagem não me agradou. A camera em primeira pessoa alternando entre os dois garotos é um pouco incômoda.
Vi muito sofrimento e uma jornada de superação de traumas causados pela guerra. O chamado "sonho americano" aqui se revela de forma amarga e muitas vezes bem cruel. A interpretação de Adrien Brody é impressionante—ele transmite com profundidade a dor e o desgaste emocional do personagem em um sofrimento que parece não ter fim. O elenco de apoio também se destaca, entregando atuações sólidas e envolventes. Um detalhe marcante do filme é o silêncio, revelando de forma sutil os profundos traumas deixados pela guerra. Além de tudo o que viveu, o protagonista ainda enfrenta a violência de forma brutal, intensificando a carga dramática da história. Mas nem tudo são flores, o roteiro em alguns momentos e a narrativa vacilam e trazem momentos que não são tão convicentes. A fotografia e os cenários em tons acinzentados reforçam a atmosfera sombria e melancólica do filme.
Os dialogos são bem expositivos. Acho que o ponto forte aqui é o roteiro adapatado que mereceu o Oscar por essa categoria. A escolha do elenco merece destaque com Ralph Fiennes muito bem. O ator sempre emtrega muito bem os seus trabalhos. Com temas como religião, política e intrigas. A motivação dos personagens com interesses estrategicos na eleição de um novo Papa. Filme com bela montagem por ser rodado em grande parte em cenários internos, não compromete na entrega de uma ótima película.
Ate o momento dos filmes do Oscar 2025, Anora até agora foi que me deixou menos impressionado. Na verdade, Anora tem um roteiro fraco. Com situações repetivas como as cenas de sexo. A atuação da protagonista é boa, mas acho que assim como o filme nao merecia cinco Oscars, Mikey Madison nao teve uma atuação para levar a estatueta. Demi Moore em A Substancia teve uma atuação mais impactante. O elenco de apoio entrega performances apenas razoáveis, sem grandes destaques. No geral, Conclave e O Brutalista são filmes superiores.
Tem uma ótima técnica, as atuações são muito boas. A maquiagem e os cenarios sao os pontos fortes aqui. Voce nao reconhece Bill Skarsgard não pele do Conde Orlok. As atuações da Lily Rose Depp e do Nicholas Houter são ótimas. Não é a melhor adaptação do Conde Orlok vulgo Nosferato, mas entretem. O diretor, optou por mudar o roteiro em relação a versão de 1922 , mas não vi nada que fugisse de um bom terror.
"Assim como A Caça e Druk, Vinterberg tras um filme com uma narrativa muito bem construída. O diretor nos leva profundamente à intimidade de uma família, revelando segredos e feridas há muito tempo escondidos. A trama gira em torno de uma reunião familiar para celebrar os 60 anos do patriarca, dono de um hotel. No entanto, durante um discurso, o filho mais velho traz à tona uma memória dolorosa do passado, abalando os alicerces da família e mudando o rumo da celebração. Festa de Família é um retrato cru e visceral das complexidades e tensões familiares, com atuações intensas e uma direção que sabe como explorar, sem filtros, os sentimentos e as cicatrizes que cada personagem carrega. A combinação de roteiro afiado e a câmera próxima e íntima do diretor envolvem o espectador em uma experiência incômoda e reveladora, fazendo deste um dos grandes marcos do movimento Dogma 95.
Bergman trás temas interessantes em O Rosto. Como o macabro, o terror, o papel do artista, e o alcance da arte na comunidade. Tem discursoes interessantes no embate do grupo de artistas e membros importantes da cidade onde a trupe está de passagem para encenar os seus "truques". O destaque vai para o sempre soberbo e habitual parceiro de Bergman o ator Gunnar Bjornstrand que aqui despeja diálogos muito bem estruturados sobre o papel do artista e o alcance da arte no cidadão comum e a consequência em que a dramaturgia pode levar a desacreditar que é realmente realista, a Ciência e espiritualidade. O Rosto ainda conta com uma bela fotografia e um ótimo roteiro.
O último filme desse que para mim é um dos grandes diretores do cinema. Mesmo com uma filmografia curta, ele conseguiu explorar vários aspectos que deixaram os seus filmes memoraveis. O Sacrificio não é diferente. O filme trás uma fotografia muito bonita com planos abertos e longínquos que deixa a experiência do telespectador satisfatória em relação a técnica usada. O filme é carregado de diálogos profundos abordando temas como arte, fé, família, religião ou a falta dela. O roteiro pode parecer abordar temas absurdos como sacrificar ou se afastar daquilo que mais se ama em prol de uma causa ou um medo eminente. Filme belíssimo que na minha opinião não é o melhor do diretor, mas fecha com chave de ouro uma carreira brilhante.
Ridley Scott não teve comprometimento com fatos históricos ao contrário do seu trabalho em o Último Duelo que Ridley é fiel ao material original. Aqui temos um Napoleão submisso ao seu amor, mas ao mesmo tempo implacável em suas guerras. Não espere passagens detalhadas, aliás o diretor foi bem econômico, como se você tivesse vendo um resumo superficial dos acontecimentos. O filme tem uma boa técnica de direção com cenários externos muito bem utilizados nas cenas de guerra, mas o roteiro é o ponto fraco do filme. O Joaquin Phoenix é um dos grandes atores da sua geração, mas aqui fiquei com a opinao que não é um dos seus grandes trabalhos. Já o seu par romantico vivido pela belíssima Vanessa Kirby tem momentos marcantes e é um dedtaque em cena. Não é o melhor do diretor, mas para um bom entretenimento sem comprimosso é valido ficar 2h 38 na frente da tela.
Filme muito bonito. A direção é muito competente e o roteiro é um primor. Não só os aspectos técnicos chamam atenção, mas a presença em cena do casal , a cumplicidade e o desejo de estar próximo sem ultrapassar uma barreira que ambos até um certo momento se impõe é de uma beleza pouco vista no cinema.
É um belíssimo filme permeado de questões filosóficas e com uma fotografia exemplar. Cheio de angústia, medo e existencialismo. Os anjos acompanham o dia a dia de pessoas comuns, mas o roteiro da ênfase em uma personagem que disperta o interesse de um dos seres celestiais. Os anjos que vagam por uma Berlim cinzenta é que remonta as dores da Grande Guerra mundial. Existe um fluxo de consciência que é bem interessante. Não é um filme para todos os gostos, mas vale a pena prestigiar o talento Bruno Ganz que foi um dos grandes atores alemãs.
É filme de tribunal, mas sem aquele drama hollywoodiano que a maioria das películas de tribunais apresentam. O roteiro te prende até o fim. É inteligente, amarrado e te provoca a pensar no que realmente aconteceu. Os personagens são muito bem desenvolvidos e todo o núcleo que cercam os acontecimentos que antecederam a morte do marido e durante o julgamento deixam no ar a culpabilidade ou não da Sandra. Sandra Hüller esta excelente no papel. É um filme muito dirigido pela Justine Triet com os seus enquadros e uma trilha muito bem executada. É um filme especulativo e complexo.
Filme abaixo da média do Alejandro.Ele misturou um realismo mágico com fatos sobre a história mexicana ou tema recorrentes aos mexicanos e questões particulares. Achei cansativo, apesar da técnica de filmagem ser muito boa. A estória é interessante, mas a narrativa que pega. O filme usar do mesmo aspecto do filme do Felline "Oito e Meio" sonho com realidade ou realidade com sonho, mas lá, além da técnica que é acima da média, a estória é muito interessante e a narrativa corre muito fluida. Alejandro Iñárritu é um diretor excelente com as suas histórias bem amarradas e bem dirigidas, mas nesse aqui senti que o Diretor passou um pouco do ponto em relação a sua narrativa.
Primeiro trabalho de Sérgio Leone na América e infelizmente o seu último. Aqui tem um épico muito bem escrito e filmado com detalhes que se você não prestar atenção vai perder o fio da narrativa. O filme trata de intrigas, traições, lealdade e amizades. Não é complexo, mas o diretor não faz um filme mastigado. O filme teve uma pessima recepcao nos Estados Unidos gracas a estrategia de condensar a pelicula e isso facilitou a péssima recepção. É um grande trabalho e com De Niro excepcional na pele de David Noodles, um marginal que é retratado em conjunto com os seus amigos, principalmente Woods em uma América na época da lei seca e 35 anos depois nos anos 60 já com cenários em metamorfose devido o crescimento da cidade de Nova York. O filme ainda conta com a mestria de Ennio Morricone. Filmaço que está na lista dos melhores do século XX
Já tinha assistido Vicio Inerente, mas fiquei de ler o livro de Thomas Pynchon para depois assisitr novamente o filme do Paul Thomas. O livro que foi a minha última leitura de 2023 é mais confusa. O autor deixa a narrativa mais confusa e viaja em uma paranoia maluca de um detetive chapado em busca de respostas do sequestro de um magnata do ramo imobiliário a pedido de sua ex namorada. Paul Thomas Anderson facilita a narrativa do seu filme colocando um personagem que narra as paranoias do DOC. Assim como o livro, o filme mostra a contra cultura dos anos 70. Joaquin Phoenix está mais uma vez muito bem. Vale a pena ler o livro e em seguida assistir ao filme. Vai facilitar em muito o entendimento do livro do Pynchon.
Segundo projeto do Bladley Cooper na direção. Segundo voltado para a música e seus expoentes. O filme trata do relacionamento do maestro Leonard Bernstein com a sua mulher Felicia Montealegre com pequenos lapsos na carreira musical de Bernstein. É um trabalho muito bem feito dentro da proposta do diretor de focar no relacionamento do maestro com a sua mulher e a sua bissexualidade. As interpretações são excelentes com Bradley bem caracterizado, mas quem rouba a cena é a Carey Mullingan que tem aqui um dos seus grandes trabalhos. E uma atriz com muitos recursos. No geral, quem procura saber mais sobre a carreira de Bernstein e a música classica vai se decepcionar. Se querem saber mais sobre a carreira desse maestro que quebrou uma tradição europeia e se destacou em uma época que tinha Karajan como maestro da filarmônica de Berlim, assista algum documentário.
Filmaço do Michael Mann! Colocou frente a frente dois dos maiores atores do cinema que não decepcionam em nenhum momento. O personagem vivido por De Niro é um cara inteligente e sagaz que confronta de maneira brilhante o policial vivido pelo Al Paccino que é igualmente inteligente e segue os passos do seu oponente em uma caçada pelos rastros deixados por ele e sua equipe. O roteiro é excelente, não deixa pontas soltas e dá margem para os personagens secundários que tambem são de peso desenvolverem os seus arcos. Cada detalhe pego pela câmera do Mann é muito bem feito. A cena do roubo a banco é de um primor. Cena seca, eletrizante e de uma técnica pouca vista no cinema. Vale a pena ficar 3 horas na frente da TV vendo um trabalho primoroso.
Filme muito bonito, mas com uma melancolia em segundo plano. A relação de Sophie com o pai distante tem o seu ápice nas férias da menina quando ela tinha 11 anos e com vários enquadramentos desses dias ensolarados na costa turca. Calum vivido pelo ótimo Paul Mescal é um pai que tenta passar a melhor imagem para a filha, mas com o passar do tempo se percebe que tem algo de triste em Calum. Algo que ele não quer que Sophie perceba. Quando adulta, Sophie reflete sobre aqueles momentos marcantes já que ela tenta resgatar as imagens do pai daqueles momentos com a sua outra faceta. É para se assistir com calma e observando os detalhes. Na minha opinião. o final ficou em aberto.
Os irmãos Coen são excelentes realizadores. Tem trabalhos muito bons. Mas fiquei com a sensação que esse deixou a desejar. Apesar do caos inicial, aos poucos o filme começa a juntar as pontas que pareciam não terem ligação nenhuma, fruto de um roteiro até coeso. O que deixa a desejar é o desfecho rápido e resumido. O elenco conta com atores de primeira e alguns tem mais destaque pelo tempo em tela. Acho que faltaram mais 30 minutos para fechar todos os arcos.
Esse filme é uma viagem, mas uma viagem das boas. Praticamente é um homem preso em um pesadelo. Esse pesadelo na verdade são sequelas da difícil relação do Beau com a sua mãe. É um adulto frustrado e incapaz de entender os seus sentimentos. Isolado de todos, mas ao mesmo tempo cercado de muita coisa ruim. O Joaquin mas uma vez da um show. As expressões faciais e corporais, mostram um homem quebrado sem entender o mundo que o cerca. Filme muito bom com muito simbolismo na narrativa.
Bom filme. É o mais sombrio até agora das adaptações do Kenneth Branagh da escritora Agatha Christie. Tem o mistério já característico das obras da autora, ocultismo, assassinato, drama familiar e charlatões.
Consciências Mortas
4.2 75 Assista AgoraPesquisando o filme "Da Terra nascem os Homens" peguei a referência desse filme. A película é curta, mas com uma mensagem forte. Henry Fonda é um dos maiores atores da era de ouro de Hollywood. Aqui ele faz um personagem que no primeiro momento parece um homem brutalizado, um típico vaqueiro, mas já no primeiro corte já demonstra a sua consciência social e de justiça. Esse personagem é o alicerce para outro grande filme " Doze Homens e uma Sentença" onde um único jurado com seus argumentos fortes tenta mudar a decisão de uma sentença. Já em Consciência Mortas uma dupla tenta convencer uma população revoltada a não cometer um lixamento ou executar uma sentença sem a devida justiça ser executada.
Revolver
3.5 234 Assista AgoraGuy Ritchie tem uma carreira de altos e baixos Com filmes marcantes e outros esqueciveis, mas Revolver é um filme fora da curva. Aparentemente parece um filme de Guy Ritchie. Com bandidos, roubos e assassinatos, mas o diretor optou por outro caminho. Recheando o filme com diálogos filosoficos e psicologia para moldar o seus personagens, principalmente o Jake de Jason Statham. A narrativa lenta e as vezes confusa não me agradou. O ponto fonte do filme é o assassino frio e calculista vivido pelo sempre ótimo Mark Strong que parece literalmente um personagem da filmografia do Guy.
O Conde de Monte Cristo
3.6 100 Assista AgoraNova adaptação do livro do de Alexandre Dumas para o cinema. Essa versão francesa do diretores Alexandre de La Patellière Matthieu Delaporte é mais fiel ao livro. Com o conde assumindo facetas que a versão de 2002 optou por não mostrar. Mas a versão do diretor Kevin Reynolds é mais marcante devido as decisões técnicas e cortes que essa não tem. A versão francesa não trabalhou muito bem as interações. Um exemplo é a relação de Edmond Dantês na prisão com o Abade Faria. Um dos melhores personagens que não é bem explorado nessa versão. Muito menos os ensinamentos a Dantês tirando-o da total escuridão e ingenuidade e levando a programar um plano de vingança aos verdadeiros culpados da sua desgraça. Para 3H de filme faltou explorar os personagens e a narrativa, mas para quem não assistiu a versão de 2004 é ótima oportunidade de conhecer um dos melhores personagens da literatura.
O Reformatório Nickel
3.3 158Baseado no Romance ganhador do Pulitzer de 2020 "Reformatorio Nickel". Conta os dilemas de dois garotos negros em um reformatorio em plena época segregacionista dos anos 60 americana. Trazendo fatos históricos dessa época. É uma vida complicada já que são cidadãos não têm perspectiva de saírem livres ou que a justiça seja feita de forma justa. O filme concorreu ao Oscar de melhor filme deste ano e a roteiro adapatado, mas não levou nenhuma. O filme é ótimo em mostrar as tristezas e a amizade formada pelos dois garotos, mas a montagem não me agradou. A camera em primeira pessoa alternando entre os dois garotos é um pouco incômoda.
O Brutalista
3.6 307 Assista AgoraVi muito sofrimento e uma jornada de superação de traumas causados pela guerra. O chamado "sonho americano" aqui se revela de forma amarga e muitas vezes bem cruel. A interpretação de Adrien Brody é impressionante—ele transmite com profundidade a dor e o desgaste emocional do personagem em um sofrimento que parece não ter fim.
O elenco de apoio também se destaca, entregando atuações sólidas e envolventes. Um detalhe marcante do filme é o silêncio, revelando de forma sutil os profundos traumas deixados pela guerra. Além de tudo o que viveu, o protagonista ainda enfrenta a violência de forma brutal, intensificando a carga dramática da história. Mas nem tudo são flores, o roteiro em alguns momentos e a narrativa vacilam e trazem momentos que não são tão convicentes.
A fotografia e os cenários em tons acinzentados reforçam a atmosfera sombria e melancólica do filme.
Conclave
3.9 829 Assista AgoraOs dialogos são bem expositivos. Acho que o ponto forte aqui é o roteiro adapatado que mereceu o Oscar por essa categoria. A escolha do elenco merece destaque com Ralph Fiennes muito bem. O ator sempre emtrega muito bem os seus trabalhos. Com temas como religião, política e intrigas. A motivação
dos personagens com interesses estrategicos na eleição de um novo Papa. Filme com bela montagem por ser rodado em grande parte em cenários internos, não compromete na entrega de uma ótima película.
Anora
3.4 1,2K Assista AgoraAte o momento dos filmes do Oscar 2025, Anora até agora foi que me deixou menos impressionado. Na verdade, Anora tem um roteiro fraco. Com situações repetivas como as cenas de sexo. A atuação da protagonista é boa, mas acho que assim como o filme nao merecia cinco Oscars, Mikey Madison nao teve uma atuação para levar a estatueta. Demi Moore em A Substancia teve uma atuação mais impactante. O elenco de apoio entrega performances apenas razoáveis, sem grandes destaques. No geral, Conclave e O Brutalista são filmes superiores.
Nosferatu
3.6 945 Assista AgoraTem uma ótima técnica, as atuações são muito boas. A maquiagem e os cenarios sao os pontos fortes aqui. Voce nao reconhece Bill Skarsgard não pele do Conde Orlok. As atuações da Lily Rose Depp e do Nicholas Houter são ótimas. Não é a melhor adaptação do Conde Orlok vulgo Nosferato, mas entretem. O diretor, optou por mudar o roteiro em relação a versão de 1922 , mas não vi nada que fugisse de um bom terror.
Festa de Família
4.2 416 Assista Agora"Assim como A Caça e Druk, Vinterberg tras um filme com uma narrativa muito bem construída. O diretor nos leva profundamente à intimidade de uma família, revelando segredos e feridas há muito tempo escondidos. A trama gira em torno de uma reunião familiar para celebrar os 60 anos do patriarca, dono de um hotel. No entanto, durante um discurso, o filho mais velho traz à tona uma memória dolorosa do passado, abalando os alicerces da família e mudando o rumo da celebração.
Festa de Família é um retrato cru e visceral das complexidades e tensões familiares, com atuações intensas e uma direção que sabe como explorar, sem filtros, os sentimentos e as cicatrizes que cada personagem carrega. A combinação de roteiro afiado e a câmera próxima e íntima do diretor envolvem o espectador em uma experiência incômoda e reveladora, fazendo deste um dos grandes marcos do movimento Dogma 95.
O Rosto
3.9 46 Assista AgoraBergman trás temas interessantes em O Rosto. Como o macabro, o terror, o papel do artista, e o alcance da arte na comunidade. Tem discursoes interessantes no embate do grupo de artistas e membros importantes da cidade onde a trupe está de passagem para encenar os seus "truques". O destaque vai para o sempre soberbo e habitual parceiro de Bergman o ator Gunnar Bjornstrand que aqui despeja diálogos muito bem estruturados sobre o papel do artista e o alcance da arte no cidadão comum e a consequência em que a dramaturgia pode levar a desacreditar que é realmente realista, a Ciência e espiritualidade. O Rosto ainda conta com uma bela fotografia e um ótimo roteiro.
O Sacrifício
4.3 155 Assista AgoraO último filme desse que para mim é um dos grandes diretores do cinema. Mesmo com uma filmografia curta, ele conseguiu explorar vários aspectos que deixaram os seus filmes memoraveis. O Sacrificio não é diferente. O filme trás uma fotografia muito bonita com planos abertos e longínquos que deixa a experiência do telespectador satisfatória em relação a técnica usada. O filme é carregado de diálogos profundos abordando temas como arte, fé, família, religião ou a falta dela. O roteiro pode parecer abordar temas absurdos como sacrificar ou se afastar daquilo que mais se ama em prol de uma causa ou um medo eminente. Filme belíssimo que na minha opinião não é o melhor do diretor, mas fecha com chave de ouro uma carreira brilhante.
Napoleão
3.1 371Ridley Scott não teve comprometimento com fatos históricos ao contrário do seu trabalho em o Último Duelo que Ridley é fiel ao material original. Aqui temos um Napoleão submisso ao seu amor, mas ao mesmo tempo implacável em suas guerras. Não espere passagens detalhadas, aliás o diretor foi bem econômico, como se você tivesse vendo um resumo superficial dos acontecimentos. O filme tem uma boa técnica de direção com cenários externos muito bem utilizados nas cenas de guerra, mas o roteiro é o ponto fraco do filme. O Joaquin Phoenix é um dos grandes atores da sua geração, mas aqui fiquei com a opinao que não é um dos seus grandes trabalhos. Já o seu par romantico vivido pela belíssima Vanessa Kirby tem momentos marcantes e é um dedtaque em cena. Não é o melhor do diretor, mas para um bom entretenimento sem comprimosso é valido ficar 2h 38 na frente da tela.
Amor à Flor da Pele
4.3 529 Assista AgoraFilme muito bonito. A direção é muito competente e o roteiro é um primor. Não só os aspectos técnicos chamam atenção, mas a presença em cena do casal , a cumplicidade e o desejo de estar próximo sem ultrapassar uma barreira que ambos até um certo momento se impõe é de uma beleza pouco vista no cinema.
Asas do Desejo
4.3 499 Assista AgoraÉ um belíssimo filme permeado de questões filosóficas e com uma fotografia exemplar. Cheio de angústia, medo e existencialismo. Os anjos acompanham o dia a dia de pessoas comuns, mas o roteiro da ênfase em uma personagem que disperta o interesse de um dos seres celestiais. Os anjos que vagam por uma Berlim cinzenta é que remonta as dores da Grande Guerra mundial. Existe um fluxo de consciência que é bem interessante. Não é um filme para todos os gostos, mas vale a pena prestigiar o talento Bruno Ganz que foi um dos grandes atores alemãs.
Anatomia de uma Queda
4.0 979 Assista AgoraÉ filme de tribunal, mas sem aquele drama hollywoodiano que a maioria das películas de tribunais apresentam. O roteiro te prende até o fim. É inteligente, amarrado e te provoca a pensar no que realmente aconteceu. Os personagens são muito bem desenvolvidos e todo o núcleo que cercam os acontecimentos que antecederam a morte do marido e durante o julgamento deixam no ar a culpabilidade ou não da Sandra. Sandra Hüller esta excelente no papel. É um filme muito dirigido pela Justine Triet com os seus enquadros e uma trilha muito bem executada. É um filme especulativo e complexo.
Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades
3.3 84 Assista AgoraFilme abaixo da média do Alejandro.Ele misturou um realismo mágico com fatos sobre a história mexicana ou tema recorrentes aos mexicanos e questões particulares. Achei cansativo, apesar da técnica de filmagem ser muito boa. A estória é interessante, mas a narrativa que pega. O filme usar do mesmo aspecto do filme do Felline "Oito e Meio" sonho com realidade ou realidade com sonho, mas lá, além da técnica que é acima da média, a estória é muito interessante e a narrativa corre muito fluida. Alejandro Iñárritu é um diretor excelente com as suas histórias bem amarradas e bem dirigidas, mas nesse aqui senti que o Diretor passou um pouco do ponto em relação a sua narrativa.
Era uma Vez na América
4.3 541 Assista AgoraPrimeiro trabalho de Sérgio Leone na América e infelizmente o seu último. Aqui tem um épico muito bem escrito e filmado com detalhes que se você não prestar atenção vai perder o fio da narrativa. O filme trata de intrigas, traições, lealdade e amizades. Não é complexo, mas o diretor não faz um filme mastigado. O filme teve uma pessima recepcao nos Estados Unidos gracas a estrategia de condensar a pelicula e isso facilitou a péssima recepção. É um grande trabalho e com De Niro excepcional na pele de David Noodles, um marginal que é retratado em conjunto com os seus amigos, principalmente Woods em uma América na época da lei seca e 35 anos depois nos anos 60 já com cenários em metamorfose devido o crescimento da cidade de Nova York. O filme ainda conta com a mestria de Ennio Morricone. Filmaço que está na lista dos melhores do século XX
Vício Inerente
3.5 568 Assista AgoraJá tinha assistido Vicio Inerente, mas fiquei de ler o livro de Thomas Pynchon para depois assisitr novamente o filme do Paul Thomas. O livro que foi a minha última leitura de 2023 é mais confusa. O autor deixa a narrativa mais confusa e viaja em uma paranoia maluca de um detetive chapado em busca de respostas do sequestro de um magnata do ramo imobiliário a pedido de sua ex namorada. Paul Thomas Anderson facilita a narrativa do seu filme colocando um personagem que narra as paranoias do DOC. Assim como o livro, o filme mostra a contra cultura dos anos 70. Joaquin Phoenix está mais uma vez muito bem. Vale a pena ler o livro e em seguida assistir ao filme. Vai facilitar em muito o entendimento do livro do Pynchon.
Maestro
3.1 269Segundo projeto do Bladley Cooper na direção. Segundo voltado para a música e seus expoentes. O filme trata do relacionamento do maestro Leonard Bernstein com a sua mulher Felicia Montealegre com pequenos lapsos na carreira musical de Bernstein. É um trabalho muito bem feito dentro da proposta do diretor de focar no relacionamento do maestro com a sua mulher e a sua bissexualidade. As interpretações são excelentes com Bradley bem caracterizado, mas quem rouba a cena é a Carey Mullingan que tem aqui um dos seus grandes trabalhos. E uma atriz com muitos recursos. No geral, quem procura saber mais sobre a carreira de Bernstein e a música classica vai se decepcionar. Se querem saber mais sobre a carreira desse maestro que quebrou uma tradição europeia e se destacou em uma época que tinha Karajan como maestro da filarmônica de Berlim, assista algum documentário.
Fogo Contra Fogo
4.0 718 Assista AgoraFilmaço do Michael Mann! Colocou frente a frente dois dos maiores atores do cinema que não decepcionam em nenhum momento. O personagem vivido por De Niro é um cara inteligente e sagaz que confronta de maneira brilhante o policial vivido pelo Al Paccino que é igualmente inteligente e segue os passos do seu oponente em uma caçada pelos rastros deixados por ele e sua equipe. O roteiro é excelente, não deixa pontas soltas e dá margem para os personagens secundários que tambem são de peso desenvolverem os seus arcos. Cada detalhe pego pela câmera do Mann é muito bem feito. A cena do roubo a banco é de um primor. Cena seca, eletrizante e de uma técnica pouca vista no cinema. Vale a pena ficar 3 horas na frente da TV vendo um trabalho primoroso.
Aftersun
4.0 793Filme muito bonito, mas com uma melancolia em segundo plano. A relação de Sophie com o pai distante tem o seu ápice nas férias da menina quando ela tinha 11 anos e com vários enquadramentos desses dias ensolarados na costa turca. Calum vivido pelo ótimo Paul Mescal é um pai que tenta passar a melhor imagem para a filha, mas com o passar do tempo se percebe que tem algo de triste em Calum. Algo que ele não quer que Sophie perceba. Quando adulta, Sophie reflete sobre aqueles momentos marcantes já que ela tenta resgatar as imagens do pai daqueles momentos com a sua outra faceta. É para se assistir com calma e observando os detalhes. Na minha opinião. o final ficou em aberto.
Queime Depois de Ler
3.2 1,3K Assista AgoraOs irmãos Coen são excelentes realizadores. Tem trabalhos muito bons. Mas fiquei com a sensação que esse deixou a desejar. Apesar do caos inicial, aos poucos o filme começa a juntar as pontas que pareciam não terem ligação nenhuma, fruto de um roteiro até coeso. O que deixa a desejar é o desfecho rápido e resumido. O elenco conta com atores de primeira e alguns tem mais destaque pelo tempo em tela. Acho que faltaram mais 30 minutos para fechar todos os arcos.
Beau Tem Medo
3.2 443Esse filme é uma viagem, mas uma viagem das boas. Praticamente é um homem preso em um pesadelo. Esse pesadelo na verdade são sequelas da difícil relação do Beau com a sua mãe. É um adulto frustrado e incapaz de entender os seus sentimentos. Isolado de todos, mas ao mesmo tempo cercado de muita coisa ruim. O Joaquin mas uma vez da um show. As expressões faciais e corporais, mostram um homem quebrado sem entender o mundo que o cerca. Filme muito bom com muito simbolismo na narrativa.
A Noite das Bruxas
3.2 217Bom filme. É o mais sombrio até agora das adaptações do Kenneth Branagh da escritora Agatha Christie. Tem o mistério já característico das obras da autora, ocultismo, assassinato, drama familiar e charlatões.