Me incomodou a trilha sonora e o uso dela. Achei apelativa e quando descambava pra uma trilha mais de humor achava fora de tom com a proposta da série. Acho também que a série sacrifica muito o ritmo ao esticar a narrativa pra preencher oito episódios quando claramente seria melhor se fosse menor. Mas de resto achei bem feita, bem produzida, bem roteirizada, bem atuada. Pondo na balança saio satisfeito.
Achei essa última temporada irregular com seus altos e baixos, mas esse último episódio não tem o que falar, é extremamente satisfatório. Claro que tem ponta solta, tem a confusão com a idade do Henry que na quarta temporada aparentemente matou a família com no máximo 10 anos e nessa aparece em memórias muito mais velho sem aparentemente ainda ter matado a família, tem a porta da casa do Will que ninguém sabe quem abriu, tem a Susie que decidiram esquecer completamente nem sequer mencionar, tem o Dr. Owens que é um personagem que só eu gosto e só eu me importo que não ficou claro se morreu ou ficou vivo, tem a mãe da Max que não tava presente nem quando a filha entrou em coma nem quando saiu, nem vi se ela tava na formatura da filha. Mas mesmo com tudo isso e mais coisas que a gente possa vir a pensar o final conseguiu ser tão satisfatório pra mim que isso tudo vira nada, vira meros detalhes. O sacrifício da Eleven foi ótimo sob todas as óticas possíveis, foi uma conclusão de arco perfeita pra personagem e pra história, era o único jeito pra parar o avanço dos cientistas e militares e ainda faz uma rima com o final da Eleven da primeira temporada que era parecido guardadas as devidas as proporções e como se tudo isso não bastasse ainda é perfeito pra conclusão de outro personagem que é o Hopper. Desde do fim da segunda temporada pra cá eu sentia que o arco dele tava estagnado repetitivo andando em círculos, sempre na ideia de tenho que proteger ela a todo custo o que é super compreensível mas já tava entediante a dinâmica, agora ele finalmente se libertou disso, a Eleven explica que é adulta, toma suas próprias decisões e pede pra ele aceitar a decisão dela. E ele entende que não podia fazer nada e encarando o luto mais uma vez ele opta por seguir em frente, se libertar desse peso viver a vida, olha que coisa linda, olha se não é um fechamento de arco perfeito. E a aceitação dele ele passa pro Mike que proporciona outra coisa mais perfeita ainda a dubiedade, a dúvida, contando uma história que poderia ter acontecido e faria sentido mas que ele pode ter simplesmente inventado como um bom contador de histórias que é, o que aconteceu de verdade? Você decide. Eu amo isso quando um roteiro cria uma dubiedade pra que cada um faça sua interpretação e quando se permite não mastigar tudo. Eu tava morrendo de medo de eles colocarem uma ceninha comprovando que ela ficou viva porque aí ia estragar tudo, desmoronar na nossa frente. Adorei que deram um jeito de trazer o Devorador de Mentes de volta eu senti saudades dele. E achei que foi a decisão mais sábia não tentar criar uma redenção pro Vecna e nem tentar explicar quem é maior que quem, quem é o grande chefão, foda-se, os dois existem e eles são um só. E por falar em um só, é triste constatar como eu e o Jonathan somos a mesma pessoa. Ele não é meu personagem favorito, tá muito longe de ser, acho ele chatinho, mas a gente é igual. A gente gosta das mesmas coisas, mesmo gosto musical, a gente gosta de Smiths, The Clash, Bowie. A gente gosta de uma certa plantinha. Gostamos de cinema, temos aspiração de ser cineasta e agora até anticapitalista ele é também assim como eu. É incrível, cara, é incrível. A frase que eu mais amo e mais me define em toda a série foi ele que disse quando perguntou do Will na segunda temporada se ele preferia ser amigo do Bowie ou do Kenny Rogers. Mas eu teimo em considerar o Steven meu personagem favorito afinal em minha defesa que graça tem você gostar de si mesmo? Mas enfim, é isso... Acabou. E pra mim acabou muito bem.
Só fico triste pela Linda Hamilton que tiraram ela da casa dela pra fazer a personagem mais desinteressante e sem camadas de todos os tempos que não teve direito nem a um desfecho, ela não merecia isso. Mas não prejudicou a história também e eu espero que ela pelo menos tenha ganhado muito dinheiro.
Não é lá uma história das mais originais mas é interessante. E o Jaffar Bambirra (a quem eu apelidei carinhosamente de 'Princípe' graças a um personagem marcante de uma novela que fracassou não por culpa dele) tá muito bem. Eu só acho que a escolha dos pontos de vista não se justifica na maioria dos episódios e não faz muita diferença pra trama de modo geral. Adorei descobrir que 'Carinhoso' é uma espécie de 'Every Breath You Take' brasileira ainda mais antiga. Como eu nunca tinha reparado que essa letra era tão errada e levemente perturbadora? Logo que tocou pela primeira vez eu de cara achei que era uma ironia contrastando música romântica com toda a violência da série porque era assim que eu enxergava essa música, uma música romântica, então imaginem meu choque ao constatar que a música era bizarramente super adequada.
Sem palavras, mais uma temporada impecável. Eu já tô convencido que Ruptura é a série da década e uma das maiores obras audiovisuais de todos os tempos.
Sensacional em tudo. Na técnica, com os episódios em plano sequência que além de serem um notável feito ainda são eficientes ao nos emergir na história. Nas performances completamente viscerais especialmente nos episódios 3 e 4. No tema que é infelizmente muito atual. Mas principalmente na abordagem narrativa. Não é pra ser uma série genêrica de crime, como muitas outras. Não é pra ser sensacionalista e a base de mistérios e plot twist. Então não tem muito tempo pra suspense. Nem sequer é sobre crime em si. É sobre as consequências. É sobre as pessoas lidando com isso, sobre a sociedade de modo geral. Com episódios rodados em plano sequência são limitadas as coisas que podem ser exploradas pelo tempo cronológico diegetico da narrativa, afinal se não tem cortes não tem como ter saltos no tempo durante os episódios. Mas esse é exatamente o intuito da série. E é justamente essa sacada que a faz tão incrível. Um uso perfeito e muito inteligente do formato de série a serviço da história que tá sendo contada. Quem for assistir esperando série criminal mais do mesmo vai sair frustrado, mas não por culpa da série.
A primeira série original da Pixar é também melhor coisa que o estúdio produziu nos últimos três anos. A série conquistou esse feito pra mim por méritos próprios, ela é realmente muito boa, mas também porque a Pixar tá numa fase terrível.
Uma temporada enfadonha e arrastada pra chegar no final e colocarem tudo que é importante num episódio só pra prender o público pra temporada seguinte. Decepcionante se comparado ao primeiro ano da série. Não li os livros mas tudo que foi contado na temporada renderia 3 ou 4 episódios no máximo.
Que saudade que eu tava do Cuarón! Eu soube da existência dessa história, assisti essa minissérie e tô aqui escrevendo esse review por causa dele. A história no fim das contas não é nada de especial, de nova ou de impactante. O que faz dela tão foda é o storytelling do Cuarón.
As diferentes histórias e/ou versões se passando ao mesmo tempo de forma não linear com narrações distintas. Isso pode vim do livro de origem mas o Cuarón ainda tem muitos méritos mesmo assim. O jeito como ele apresenta a história que não é verdadeira, a fotografia, a tela se fechando e abrindo como num desenho ou num filme clássico... Em certo momento uma nova narração começa contando uma nova versão da história com um som de fundo, que só depois você descobre que o som vem do lugar onde a história tá literalmente sendo contada. Enfim, é muito apuro técnico a serviço de uma história, é característico do Cuarón e não é toda produção que tem.
Vi também que ele conseguiu juntar Emmanuel Lubezki e Bruno Delbonnel na fotografia, alguns dos melhores diretores de fotografia do cinema contemporâneo. Se eles dividiram as cenas ou se colaboraram num trabalho conjunto eu não sei mas de qualquer forma parabenizo o Cuarón pelo feito.
Sobre a trama eu queria dizer que já tava do lado da Catherine desde muito antes da verdade vir a tona. Mesmo só com conhecimento da versão mentirosa eu já tava achando super exagerado e desproporcional a forma que tavam tratando ela. Não tem nada nem na história falsa que justificasse tudo isso assim como não tem nada que justificasse todas as atitudes do Stephen. É muito sexismo e misoginia. Não quero ser o chato que fala de política mas não tem como não se perguntar se um homem na mesma situação receberia o mesmo tratamento e acho que sei a resposta. Sobre a frase espetacular que ela manda pro marido no final eu teria argumentos para contrapô-la mas não vou fazer isso porque a última coisa que eu vou fazer na vida vai ser defender homem branco europeu e eu acho que ela tá certíssima e coberta de razão no que diz. Cate Blanchett foda como sempre e um destaque especial pra Leila George D'Onofrio que imprimiu muita verdade em tela de uma forma que eu não esperava e pro Kevin Kline que conseguiu me fazer odiar ele profundamente.
Concluindo, como eu disse antes, não é lá uma baita e super surpreendente história mas é uma história muito bem contada por um dos maiores e melhores contadores de história que eu já conheci. Eu recomendo o play.
Completamente impactado. Acho que Paranoia Agent assumiu o primeiro lugar no meu ranking de animes (em formato de série) favoritos, empurrando Fullmetal Alchemist Brotherhood pra terceiro lugar e roubando a liderança isolada de Erased. A primeira coisa que eu soube sobre o anime era que se tratava de ideias que o Satoshi Kon teve que não se encaixaram em seus filmes. E agora eu entendo isso porque se eu tivesse que resumir em uma frase Paranoia Agent, eu diria que é uma apanhado de ideias geniais juntas formando uma unidade e contando uma história. Porque o Kon não discute só um tema aqui, ele fala de diversas coisas, de ansiedade, de escapismo, de saúde mental, de trauma emocional, de sociedade, do papel da mulher na sociedade, do papel do homem, de bullying, de ideação suicida, de desconexão da realidade, da própria indústria dos animes... é tanta coisa. Acho que nunca existiu um anime tão rico tematicamente como esse. Você também reconhece todos os filmes do Kon aqui através dos elementos. Tem pelo menos um episódio que lembra bastante cada um dos filmes dele, mas isso não é demérito, é assinatura. É perfeito! Eu também amei a abertura, amei o encerramento, amei tudo. E infelizmente é a última produção inédita do Satoshi Kon pra mim. Fico triste que um artista do gabarito dele tenha partido de forma tão prematura e tenha privado o mundo de outras obras de arte que poderiam ter nascido. Mas fico feliz de ter conhecido toda a obra perfeita dele e ter encerrado com chave de ouro em Paranoia Agent que sintetiza perfeitamente a arte de Satoshi Kon.
O início e o final são ótimos, no meio do caminho tem enrolação, forçação, barriga, umas atuação meia bomba vindo de núcleo adolescente... coisas que são típicas de uma novela. Também não foi fácil acompanhar tanta gente detestável por metro quadrado, mas até nisso dá pra justificar que passar toda essa raiva ajuda a tornar a libertação do trauma da Liana no clímax muito mais satisfatória. E fazendo justiça eles também criaram um punhado de personagens boa gente que só inspiram sentimentos bons pra dar uma equilibrada. No último episódio eu só sabia chorar, chorei feito um desgraçado. Porque mesmo com atuações prejudicadas, o texto e a força da história são muito bonitos. E eu não consigo ver uma coisa muito bonita, sem no mínimo lacrimejar. Eu sou sensível.
Não consigo ver o abraço dos filhos com a mãe depois de descobrirem toda a verdade e continuar inteiro por dentro. Não consigo passar incólume àquele monólogo do Matheus. A história dessa mulher que passa por cima do seu trauma e ama incondicionalmente seus dois filhos mesmo o que foi fruto de um estupro, o amor incondicional entre os dois irmãos que não são filhos do mesmo pai e o amor e compreensão deles com a mãe e com sua história... É tudo muito lindo e poderoso que não dava pra não sair extremamente tocado.
Então acho que o saldo é positivo. Eu sempre gosto de obras que me fazem chorar (mesmo que não seja lá tarefa muito difícil).
Segunda temporada deprimente e anticlimática. O último episódio foi um grande trailer do que vem por aí, com um pouquinho de fanservice pra te empolgar de assistir. Parece até filme da marvel, é sempre o próximo filme que é o mais importante, que vai ser o melhor (nesse caso a próxima temporada). Falaram no twitter que House of the Dragon é o cadáver reanimado de Game of Thrones e eu não poderia concordar mais. "Vamo esticar esse conflito até onde der pra encher o cu de dinheiro mesmo que pra isso a gente sacrifique toda a coerência, o desenvolvimento e as qualidades que fizeram a série mãe ter sido o que foi." Patético!
Acho que a série se beneficiaria se tivesse um episódio a menos porque do meio pro fim ela perde consideravelmente o ritmo. E acho que a narração e o recurso do corte seco dramático em tela preta são usados exageradamente. O primeiro caso acaba com qualquer sutileza que seria bem-vinda. Já o segundo caso nos últimos episódios já tava me irritando e me tirando da série, se a intenção era causar impacto a série falha terrivelmente porque se tudo é impactante nada é impactante. Mas dito tudo isso
acho admirável como o autor, protagonista e vítima da história escolhe ir pelo caminho menos obvio e decide não condenar e olhar para seu abusador e principalmente para Matha com complexidade e humanidade. Mas admirável ainda é ele ter tomado a decisão de reviver toda a sua dor e sentir literalmente na pele de novo pela razão mais nobre e mais bonita de todas: em nome da arte.
Acho que eu nunca tinha visto isso antes, alguém escrever e reencenar suas próprias feridas. Me parece algo sem precedentes na história do cinema e do audiovisual de modo geral.
Eu nunca conseguia engrenar e passar dos primeiros episódios, foi preciso a Netflix criar todo o hype pra adaptação deles pra eu embarcar de verdade no original. É sempre muito interessante quando um desenho "bobo" e infantil ousa ser muito mais ambicioso, complexo, maduro e fantástico do que tinha direito e do que os desenhos costumam ser. Eu já vi acontecer no Cartoon Network, no Disney Channel, mas justiça seja feita, a Nickelodeon já tinha realizado esse feito bem antes, eu só não o conhecia a fundo. E conhecendo agora eu posso dizer que é um trabalho muito superior aos dos seus concorrentes sem nenhuma dúvida, e isso levando em conta apenas a primeira temporada. É uma das obras mais bem sucedidas que eu já pude prestigiar em termos de construção de mundo, de coesão narrativa, de desenvolvimento de trama e personagens e de temática, subtextos e camadas. Tem muita coisa aqui. Nada contra os desenhos "bobos" e despretensiosos mas ao ver um desenho ir muito além disso de forma absolutamente magistral a gente não pode deixar de reconhecer o mérito.
Só queria deixar registrado aqui que eu amo muito a Suzy, ela é fácil top 5 melhores comediantes do Brasil, quiçá do mundo. Sou muito fã desde quando a vi pela primeira vez no programa do Porchat.
Acho lindo o Daniel se dando bem com todos os caras que ele lutou no passado, provando que eles eram só adolescentes ainda imaturos fáceis de influenciar como os próprios adolescentes da série.
Os senseis é que já tinham o caráter definido, pro bem ou pro mal.
Severance tá aqui pra lembrar que antes de qualquer coisa cinema e audiovisual são artes porque só uma peça de arte tão perfeitamente bem feita e construída poderia me fazer pensar tanto e me inspirar tantas reflexões ao longo de nove episódios. Eu nunca tinha parado pra pensar como memória é algo tão vital, como nós somos feitos de memórias, como elas nos moldam e como sem elas não somos os mesmos. Eu amei cada segundo dessa experiência porque eu amo tudo que me faz pensar, e não é pra isso que serve a arte afinal? Obrigado Dan Erickson! Conte com minha audiência em futuras temporadas.
A primeira história é boa com uma péssima conclusão, a segunda é horrível, péssima, horrorosa em tudo que se propõe. Prendam Manny Coto! Alguém precisa parar esse homem. Ryan Murphy sabe fazer série ruim com glamour, com alma e coerência. Esse Manny Coto nem isso consegue, é só muito, muito ruim, brega, de baixíssimo nível, tão ruim quanto American Horror StorieS, tão ruim que chega a ser ofensivo. Basta!
É foda, é memorável, é histórico, é glorioso, é catártico, é magnifico. Você termina se sentindo próximo e intimo da banda mais importante da história da música e da cultura pop mas isso não te impede de ficar enjoado da música Get Back também.
Fazendo jus ao nome da série é um verdadeiro horror. São dois episódios ok pra cinco episódios terríveis, horríveis, horrorosos, sendo três episódios focados na já manjada e saturada Murder House. TRÊS! Um absurdo! Uma propaganda enganosa! O que é vendido pra gente é que é uma série antológica, a pessoa vai ver e recebe episódios cheios de conexões e completamente dependentes narrativamente. É uma masturbação de ego desses cara que eles não se aguentam, eles tem que se auto-referenciar, se homenagear jogando no lixo o formato antológico da série em detrimento disso.
Tudo Culpa Dela
4.1 301 Assista AgoraMe incomodou a trilha sonora e o uso dela. Achei apelativa e quando descambava pra uma trilha mais de humor achava fora de tom com a proposta da série. Acho também que a série sacrifica muito o ritmo ao esticar a narrativa pra preencher oito episódios quando claramente seria melhor se fosse menor. Mas de resto achei bem feita, bem produzida, bem roteirizada, bem atuada. Pondo na balança saio satisfeito.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 508 Assista AgoraAchei essa última temporada irregular com seus altos e baixos, mas esse último episódio não tem o que falar, é extremamente satisfatório. Claro que tem ponta solta, tem a confusão com a idade do Henry que na quarta temporada aparentemente matou a família com no máximo 10 anos e nessa aparece em memórias muito mais velho sem aparentemente ainda ter matado a família, tem a porta da casa do Will que ninguém sabe quem abriu, tem a Susie que decidiram esquecer completamente nem sequer mencionar, tem o Dr. Owens que é um personagem que só eu gosto e só eu me importo que não ficou claro se morreu ou ficou vivo, tem a mãe da Max que não tava presente nem quando a filha entrou em coma nem quando saiu, nem vi se ela tava na formatura da filha. Mas mesmo com tudo isso e mais coisas que a gente possa vir a pensar o final conseguiu ser tão satisfatório pra mim que isso tudo vira nada, vira meros detalhes.
O sacrifício da Eleven foi ótimo sob todas as óticas possíveis, foi uma conclusão de arco perfeita pra personagem e pra história, era o único jeito pra parar o avanço dos cientistas e militares e ainda faz uma rima com o final da Eleven da primeira temporada que era parecido guardadas as devidas as proporções e como se tudo isso não bastasse ainda é perfeito pra conclusão de outro personagem que é o Hopper. Desde do fim da segunda temporada pra cá eu sentia que o arco dele tava estagnado repetitivo andando em círculos, sempre na ideia de tenho que proteger ela a todo custo o que é super compreensível mas já tava entediante a dinâmica, agora ele finalmente se libertou disso, a Eleven explica que é adulta, toma suas próprias decisões e pede pra ele aceitar a decisão dela. E ele entende que não podia fazer nada e encarando o luto mais uma vez ele opta por seguir em frente, se libertar desse peso viver a vida, olha que coisa linda, olha se não é um fechamento de arco perfeito. E a aceitação dele ele passa pro Mike que proporciona outra coisa mais perfeita ainda a dubiedade, a dúvida, contando uma história que poderia ter acontecido e faria sentido mas que ele pode ter simplesmente inventado como um bom contador de histórias que é, o que aconteceu de verdade? Você decide. Eu amo isso quando um roteiro cria uma dubiedade pra que cada um faça sua interpretação e quando se permite não mastigar tudo. Eu tava morrendo de medo de eles colocarem uma ceninha comprovando que ela ficou viva porque aí ia estragar tudo, desmoronar na nossa frente.
Adorei que deram um jeito de trazer o Devorador de Mentes de volta eu senti saudades dele. E achei que foi a decisão mais sábia não tentar criar uma redenção pro Vecna e nem tentar explicar quem é maior que quem, quem é o grande chefão, foda-se, os dois existem e eles são um só.
E por falar em um só, é triste constatar como eu e o Jonathan somos a mesma pessoa. Ele não é meu personagem favorito, tá muito longe de ser, acho ele chatinho, mas a gente é igual. A gente gosta das mesmas coisas, mesmo gosto musical, a gente gosta de Smiths, The Clash, Bowie. A gente gosta de uma certa plantinha. Gostamos de cinema, temos aspiração de ser cineasta e agora até anticapitalista ele é também assim como eu. É incrível, cara, é incrível. A frase que eu mais amo e mais me define em toda a série foi ele que disse quando perguntou do Will na segunda temporada se ele preferia ser amigo do Bowie ou do Kenny Rogers. Mas eu teimo em considerar o Steven meu personagem favorito afinal em minha defesa que graça tem você gostar de si mesmo?
Mas enfim, é isso... Acabou. E pra mim acabou muito bem.
Só fico triste pela Linda Hamilton que tiraram ela da casa dela pra fazer a personagem mais desinteressante e sem camadas de todos os tempos que não teve direito nem a um desfecho, ela não merecia isso. Mas não prejudicou a história também e eu espero que ela pelo menos tenha ganhado muito dinheiro.
Dias Perfeitos
3.4 86 Assista AgoraNão é lá uma história das mais originais mas é interessante. E o Jaffar Bambirra (a quem eu apelidei carinhosamente de 'Princípe' graças a um personagem marcante de uma novela que fracassou não por culpa dele) tá muito bem.
Eu só acho que a escolha dos pontos de vista não se justifica na maioria dos episódios e não faz muita diferença pra trama de modo geral.
Adorei descobrir que 'Carinhoso' é uma espécie de 'Every Breath You Take' brasileira ainda mais antiga. Como eu nunca tinha reparado que essa letra era tão errada e levemente perturbadora? Logo que tocou pela primeira vez eu de cara achei que era uma ironia contrastando música romântica com toda a violência da série porque era assim que eu enxergava essa música, uma música romântica, então imaginem meu choque ao constatar que a música era bizarramente super adequada.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraSem palavras, mais uma temporada impecável.
Eu já tô convencido que Ruptura é a série da década e uma das maiores obras audiovisuais de todos os tempos.
Adolescência
4.0 611 Assista AgoraSensacional em tudo.
Na técnica, com os episódios em plano sequência que além de serem um notável feito ainda são eficientes ao nos emergir na história.
Nas performances completamente viscerais especialmente nos episódios 3 e 4.
No tema que é infelizmente muito atual.
Mas principalmente na abordagem narrativa.
Não é pra ser uma série genêrica de crime, como muitas outras. Não é pra ser sensacionalista e a base de mistérios e plot twist.
Então não tem muito tempo pra suspense.
Nem sequer é sobre crime em si. É sobre as consequências. É sobre as pessoas lidando com isso, sobre a sociedade de modo geral.
Com episódios rodados em plano sequência são limitadas as coisas que podem ser exploradas pelo tempo cronológico diegetico da narrativa, afinal se não tem cortes não tem como ter saltos no tempo durante os episódios. Mas esse é exatamente o intuito da série.
E é justamente essa sacada que a faz tão incrível. Um uso perfeito e muito inteligente do formato de série a serviço da história que tá sendo contada.
Quem for assistir esperando série criminal mais do mesmo vai sair frustrado, mas não por culpa da série.
Ganhar ou Perder (1ª Temporada)
4.0 12 Assista AgoraA primeira série original da Pixar é também melhor coisa que o estúdio produziu nos últimos três anos.
A série conquistou esse feito pra mim por méritos próprios, ela é realmente muito boa, mas também porque a Pixar tá numa fase terrível.
Produção de Sonhos (1ª Temporada)
3.8 17Muito melhor e mais original que DivertidaMente 2
Silo (2ª Temporada)
3.8 113 Assista AgoraUma temporada enfadonha e arrastada pra chegar no final e colocarem tudo que é importante num episódio só pra prender o público pra temporada seguinte.
Decepcionante se comparado ao primeiro ano da série.
Não li os livros mas tudo que foi contado na temporada renderia 3 ou 4 episódios no máximo.
Difamação
4.0 128 Assista AgoraQue saudade que eu tava do Cuarón!
Eu soube da existência dessa história, assisti essa minissérie e tô aqui escrevendo esse review por causa dele.
A história no fim das contas não é nada de especial, de nova ou de impactante. O que faz dela tão foda é o storytelling do Cuarón.
As diferentes histórias e/ou versões se passando ao mesmo tempo de forma não linear com narrações distintas. Isso pode vim do livro de origem mas o Cuarón ainda tem muitos méritos mesmo assim. O jeito como ele apresenta a história que não é verdadeira, a fotografia, a tela se fechando e abrindo como num desenho ou num filme clássico... Em certo momento uma nova narração começa contando uma nova versão da história com um som de fundo, que só depois você descobre que o som vem do lugar onde a história tá literalmente sendo contada. Enfim, é muito apuro técnico a serviço de uma história, é característico do Cuarón e não é toda produção que tem.
Vi também que ele conseguiu juntar Emmanuel Lubezki e Bruno Delbonnel na fotografia, alguns dos melhores diretores de fotografia do cinema contemporâneo. Se eles dividiram as cenas ou se colaboraram num trabalho conjunto eu não sei mas de qualquer forma parabenizo o Cuarón pelo feito.
Sobre a trama eu queria dizer que já tava do lado da Catherine desde muito antes da verdade vir a tona. Mesmo só com conhecimento da versão mentirosa eu já tava achando super exagerado e desproporcional a forma que tavam tratando ela. Não tem nada nem na história falsa que justificasse tudo isso assim como não tem nada que justificasse todas as atitudes do Stephen. É muito sexismo e misoginia. Não quero ser o chato que fala de política mas não tem como não se perguntar se um homem na mesma situação receberia o mesmo tratamento e acho que sei a resposta.
Sobre a frase espetacular que ela manda pro marido no final eu teria argumentos para contrapô-la mas não vou fazer isso porque a última coisa que eu vou fazer na vida vai ser defender homem branco europeu e eu acho que ela tá certíssima e coberta de razão no que diz.
Cate Blanchett foda como sempre e um destaque especial pra Leila George D'Onofrio que imprimiu muita verdade em tela de uma forma que eu não esperava e pro Kevin Kline que conseguiu me fazer odiar ele profundamente.
Concluindo, como eu disse antes, não é lá uma baita e super surpreendente história mas é uma história muito bem contada por um dos maiores e melhores contadores de história que eu já conheci. Eu recomendo o play.
Paranoia Agent
4.4 55 Assista AgoraCompletamente impactado.
Acho que Paranoia Agent assumiu o primeiro lugar no meu ranking de animes (em formato de série) favoritos, empurrando Fullmetal Alchemist Brotherhood pra terceiro lugar e roubando a liderança isolada de Erased.
A primeira coisa que eu soube sobre o anime era que se tratava de ideias que o Satoshi Kon teve que não se encaixaram em seus filmes. E agora eu entendo isso porque se eu tivesse que resumir em uma frase Paranoia Agent, eu diria que é uma apanhado de ideias geniais juntas formando uma unidade e contando uma história. Porque o Kon não discute só um tema aqui, ele fala de diversas coisas, de ansiedade, de escapismo, de saúde mental, de trauma emocional, de sociedade, do papel da mulher na sociedade, do papel do homem, de bullying, de ideação suicida, de desconexão da realidade, da própria indústria dos animes... é tanta coisa. Acho que nunca existiu um anime tão rico tematicamente como esse. Você também reconhece todos os filmes do Kon aqui através dos elementos. Tem pelo menos um episódio que lembra bastante cada um dos filmes dele, mas isso não é demérito, é assinatura.
É perfeito!
Eu também amei a abertura, amei o encerramento, amei tudo.
E infelizmente é a última produção inédita do Satoshi Kon pra mim. Fico triste que um artista do gabarito dele tenha partido de forma tão prematura e tenha privado o mundo de outras obras de arte que poderiam ter nascido. Mas fico feliz de ter conhecido toda a obra perfeita dele e ter encerrado com chave de ouro em Paranoia Agent que sintetiza perfeitamente a arte de Satoshi Kon.
Pedaço de Mim
3.8 123 Assista AgoraO início e o final são ótimos, no meio do caminho tem enrolação, forçação, barriga, umas atuação meia bomba vindo de núcleo adolescente... coisas que são típicas de uma novela.
Também não foi fácil acompanhar tanta gente detestável por metro quadrado, mas até nisso dá pra justificar que passar toda essa raiva ajuda a tornar a libertação do trauma da Liana no clímax muito mais satisfatória.
E fazendo justiça eles também criaram um punhado de personagens boa gente que só inspiram sentimentos bons pra dar uma equilibrada.
No último episódio eu só sabia chorar, chorei feito um desgraçado. Porque mesmo com atuações prejudicadas, o texto e a força da história são muito bonitos. E eu não consigo ver uma coisa muito bonita, sem no mínimo lacrimejar. Eu sou sensível.
Não consigo ver o abraço dos filhos com a mãe depois de descobrirem toda a verdade e continuar inteiro por dentro.
Não consigo passar incólume àquele monólogo do Matheus.
A história dessa mulher que passa por cima do seu trauma e ama incondicionalmente seus dois filhos mesmo o que foi fruto de um estupro, o amor incondicional entre os dois irmãos que não são filhos do mesmo pai e o amor e compreensão deles com a mãe e com sua história... É tudo muito lindo e poderoso que não dava pra não sair extremamente tocado.
Então acho que o saldo é positivo.
Eu sempre gosto de obras que me fazem chorar (mesmo que não seja lá tarefa muito difícil).
A Casa do Dragão (2ª Temporada)
3.5 345 Assista AgoraSegunda temporada deprimente e anticlimática.
O último episódio foi um grande trailer do que vem por aí, com um pouquinho de fanservice pra te empolgar de assistir.
Parece até filme da marvel, é sempre o próximo filme que é o mais importante, que vai ser o melhor (nesse caso a próxima temporada).
Falaram no twitter que House of the Dragon é o cadáver reanimado de Game of Thrones e eu não poderia concordar mais.
"Vamo esticar esse conflito até onde der pra encher o cu de dinheiro mesmo que pra isso a gente sacrifique toda a coerência, o desenvolvimento e as qualidades que fizeram a série mãe ter sido o que foi."
Patético!
Bebê Rena
4.0 633 Assista AgoraAcho que a série se beneficiaria se tivesse um episódio a menos porque do meio pro fim ela perde consideravelmente o ritmo.
E acho que a narração e o recurso do corte seco dramático em tela preta são usados exageradamente.
O primeiro caso acaba com qualquer sutileza que seria bem-vinda.
Já o segundo caso nos últimos episódios já tava me irritando e me tirando da série, se a intenção era causar impacto a série falha terrivelmente porque se tudo é impactante nada é impactante.
Mas dito tudo isso
acho admirável como o autor, protagonista e vítima da história escolhe ir pelo caminho menos obvio e decide não condenar e olhar para seu abusador e principalmente para Matha com complexidade e humanidade.
Mas admirável ainda é ele ter tomado a decisão de reviver toda a sua dor e sentir literalmente na pele de novo pela razão mais nobre e mais bonita de todas: em nome da arte.
Acho que eu nunca tinha visto isso antes, alguém escrever e reencenar suas próprias feridas. Me parece algo sem precedentes na história do cinema e do audiovisual de modo geral.
Avatar: A Lenda de Aang (1ª Temporada)
4.5 209 Assista AgoraEu nunca conseguia engrenar e passar dos primeiros episódios, foi preciso a Netflix criar todo o hype pra adaptação deles pra eu embarcar de verdade no original.
É sempre muito interessante quando um desenho "bobo" e infantil ousa ser muito mais ambicioso, complexo, maduro e fantástico do que tinha direito e do que os desenhos costumam ser. Eu já vi acontecer no Cartoon Network, no Disney Channel, mas justiça seja feita, a Nickelodeon já tinha realizado esse feito bem antes, eu só não o conhecia a fundo.
E conhecendo agora eu posso dizer que é um trabalho muito superior aos dos seus concorrentes sem nenhuma dúvida, e isso levando em conta apenas a primeira temporada.
É uma das obras mais bem sucedidas que eu já pude prestigiar em termos de construção de mundo, de coesão narrativa, de desenvolvimento de trama e personagens e de temática, subtextos e camadas. Tem muita coisa aqui.
Nada contra os desenhos "bobos" e despretensiosos mas ao ver um desenho ir muito além disso de forma absolutamente magistral a gente não pode deixar de reconhecer o mérito.
LOL: Se Rir, Já Era! (3ª Temporada)
3.3 34 Assista AgoraSó queria deixar registrado aqui que eu amo muito a Suzy, ela é fácil top 5 melhores comediantes do Brasil, quiçá do mundo.
Sou muito fã desde quando a vi pela primeira vez no programa do Porchat.
American Horror Stories (2ª Temporada)
3.0 54 Assista AgoraPetição para prisão ou aposentadoria forçada de Manny Coto
Nathan for You (3ª Temporada)
4.5 7 Assista AgoraMelhor temporada até então, a semente pra The Rehearsal começa aqui
Cobra Kai (5ª Temporada)
3.8 190 Assista AgoraAcho lindo o Daniel se dando bem com todos os caras que ele lutou no passado, provando que eles eram só adolescentes ainda imaturos fáceis de influenciar como os próprios adolescentes da série.
Os senseis é que já tinham o caráter definido, pro bem ou pro mal.
A Ponte: The Bridge Brasil (1ª Temporada)
3.7 60AMEI, melhor reality de 2022
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 870 Assista AgoraSeverance tá aqui pra lembrar que antes de qualquer coisa cinema e audiovisual são artes porque só uma peça de arte tão perfeitamente bem feita e construída poderia me fazer pensar tanto e me inspirar tantas reflexões ao longo de nove episódios.
Eu nunca tinha parado pra pensar como memória é algo tão vital, como nós somos feitos de memórias, como elas nos moldam e como sem elas não somos os mesmos. Eu amei cada segundo dessa experiência porque eu amo tudo que me faz pensar, e não é pra isso que serve a arte afinal?
Obrigado Dan Erickson! Conte com minha audiência em futuras temporadas.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 870 Assista AgoraCharlie Kaufman e eu morremos de inveja de não termos tido essa ideia antes
American Horror Story: Double Feature (10ª Temporada)
2.7 260A primeira história é boa com uma péssima conclusão, a segunda é horrível, péssima, horrorosa em tudo que se propõe.
Prendam Manny Coto! Alguém precisa parar esse homem.
Ryan Murphy sabe fazer série ruim com glamour, com alma e coerência.
Esse Manny Coto nem isso consegue, é só muito, muito ruim, brega, de baixíssimo nível, tão ruim quanto American Horror StorieS, tão ruim que chega a ser ofensivo.
Basta!
The Beatles: Get Back
4.7 119 Assista AgoraÉ foda, é memorável, é histórico, é glorioso, é catártico, é magnifico.
Você termina se sentindo próximo e intimo da banda mais importante da história da música e da cultura pop mas isso não te impede de ficar enjoado da música Get Back também.
American Horror Stories (1ª Temporada)
3.0 141 Assista AgoraFazendo jus ao nome da série é um verdadeiro horror.
São dois episódios ok pra cinco episódios terríveis, horríveis, horrorosos, sendo três episódios focados na já manjada e saturada Murder House. TRÊS!
Um absurdo! Uma propaganda enganosa!
O que é vendido pra gente é que é uma série antológica, a pessoa vai ver e recebe episódios cheios de conexões e completamente dependentes narrativamente.
É uma masturbação de ego desses cara que eles não se aguentam, eles tem que se auto-referenciar, se homenagear jogando no lixo o formato antológico da série em detrimento disso.