Bateu saudades, revi alguns trechos no YT e tive e de vir aqui comentar. Anos se passaram desde que vi a série. Foi no auge da Pandemia, todo aquele caos, lockdown total ainda assim acabei perdendo um tio de 51 anos para o Covid, várias coisas acontecendo em paralelo, uma barra do cão. Essa série me ajudou passar por aquele turbilhão. Em alguns episódios eu ria, outros gargalhava, alguns ficava constrangido, por vezes me emocionava muito. Quem estiver vendo pela primeira vez, vai fundo e aproveite, é incrível. Hoje sei que nunca conseguirei superar esse show.
A cena inicial dos vagões do trem passando com suas janelas escancaradas, onde observamos inúmeros passageiros cada qual fazendo algo em seu próprio universo é uma das maiores sínteses metalinguísticas sobre o que é o cinema, o que é assistir um filme. O olhar do observador - nós, público - e, sobres as narrativas que acompanhamos encenadas filme após filme de diversas formas.
Para mim, a mais satírica e feroz crítica contida no filme, foi o lance com o "Bronteroc"! Com essa simbologia, além de bater forte em figuras oriundas do "Vale do Silício", Adam McKay ligou o fodasse e mandou na lata a necessidade da "luta de classes"
- Quadro Geral: Os bastidores de milionários se digladiando por poder - Núcleo: Uma família de víboras - Objetivo: Odiar todos personagens - Empecilho: Kendall
Sem sombra de dúvidas, o capítulo protagonizado por Benicio del Toro e Léa Seydoux é possivelmente a coisa mais linda e singela que Wes Anderson já produziu.
Isso nem é um filme, na real é um acontecimento! Só esse ano já revi duas vezes, e, em cada revisão algo aflora sob uma nova ótica. Essa obra é uma poesia na mais pura acepção da palavra.
“Ele se recorda desses anos perdidos como se olhasse para uma janela empoeirada. O passado é algo que ele pode ver, mas não pode tocar e, tudo que vê, agora está turvo e mal definido“.
"Mais tarde perceberás. Não fizeste como eu? Tu também saíste fora do comum... Tiveste essa coragem. Destruíste uma vida... a tua (é tudo a mesma coisa!). Pode viver em espírito e compreensão, mas terminarás no Mercado de Feno..."
"Como os anos passam depressa! Que fizeste durante esse tempo? Chegaste realmente a viver ou não? Que frio faz neste mundo, basta que passem mais uns anos para que chegue a espantosa solidão, a trêmula velhice que traz consigo a tristeza e a dor. O teu mundo fantástico há de perder então as suas cores, murcharão e morrerão os teus sonhos, e como as folhas amarelas que tombam das árvores, também eles se desprenderão de ti."
Misture as estéticas de Malick e Tarkovski sem necessariamente copiá-los. Insira um pouco do humanismo presente nas obras de Angelopoulos. Não conceba um filme de guerra, mas sobre a guerra e seus reflexos. Deixe que o diálogo exerça sua força nas entrelinhas. Faça com que a degradação e o lirismo coabitem o mesmo espaço. Una todos esses elementos e subverta todos esses signos. O Farol faz isso. Resultado? Um filme hipnótico.
Amantes
3.5 344Dostoiévski (Noites Brancas) adaptado em Nova Iorque. A arte é capaz de propor questões que em primeira instância soam inconciliáveis.
Maravilhoso.
As Coisas Simples da Vida
4.2 128Isso nem é um filme. Na verdade é um milagre.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraUm cyberpunk na era vitoriana.
Fechar os Olhos
4.2 20Alguma previsão para download?
Afire
3.8 63 Assista AgoraGenial!
Succession (2ª Temporada)
4.5 240O desfecho do último episódio é magistral.
Logan sorrindo e pensando: "Meu filho é um matador."
FODA!!
Amantes Constantes
3.6 133 Assista AgoraMonumento!
A Grande Testemunha
4.0 101 Assista AgoraForte candidato a ser o filme mais triste já feito.
The Office (5ª Temporada)
4.6 385Bateu saudades, revi alguns trechos no YT e tive e de vir aqui comentar. Anos se passaram desde que vi a série.
Foi no auge da Pandemia, todo aquele caos, lockdown total ainda assim acabei perdendo um tio de 51 anos para o Covid, várias coisas acontecendo em paralelo, uma barra do cão.
Essa série me ajudou passar por aquele turbilhão. Em alguns episódios eu ria, outros gargalhava, alguns ficava constrangido, por vezes me emocionava muito. Quem estiver vendo pela primeira vez, vai fundo e aproveite, é incrível.
Hoje sei que nunca conseguirei superar esse show.
Tár
3.7 424Brilhante em todos os sentidos.
Starman: O Homem das Estrelas
3.4 108 Assista AgoraLindo toda vida e bastante poético.
Possuída
3.9 14A cena inicial dos vagões do trem passando com suas janelas escancaradas, onde observamos inúmeros passageiros cada qual fazendo algo em seu próprio universo é uma das maiores sínteses metalinguísticas sobre o que é o cinema, o que é assistir um filme. O olhar do observador - nós, público - e, sobres as narrativas que acompanhamos encenadas filme após filme de diversas formas.
Amor Moderno (1ª Temporada)
4.2 590Aquece o coração.
Os episódios 2, 6, 1 e 7 são fantásticos.
Marcel, a Concha de Sapatos
3.8 111 Assista AgoraProcuro desesperadamente por uma legenda
A Filha Perdida
3.6 581Tá doido!! Olivia Colman tá sobrenatural no filme
Não Olhe para Cima
3.7 1,9K Assista AgoraPara mim, a mais satírica e feroz crítica contida no filme, foi o lance com o "Bronteroc"!
Com essa simbologia, além de bater forte em figuras oriundas do "Vale do Silício", Adam McKay ligou o fodasse e mandou na lata a necessidade da "luta de classes"
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa
4.2 1,8K"Você é "espetacular" cara."
Essa hora foi golpe baixo pô. Dos momentos mais emblemáticos do filme.
Succession (1ª Temporada)
4.2 277- Quadro Geral: Os bastidores de milionários se digladiando por poder
- Núcleo: Uma família de víboras
- Objetivo: Odiar todos personagens
- Empecilho: Kendall
A Crônica Francesa
3.5 290 Assista AgoraSem sombra de dúvidas, o capítulo protagonizado por Benicio del Toro e Léa Seydoux é possivelmente a coisa mais linda e singela que Wes Anderson já produziu.
PS: Não me refiro ao filme como um todo
O Último Duelo
3.9 352Me curvei pro Ridley Scott como há muito não fazia. Filmaço do cão
Sweetie
3.5 7Delícia de narrativa. Fiquei encantado com algumas passagens
Amor à Flor da Pele
4.3 525Isso nem é um filme, na real é um acontecimento!
Só esse ano já revi duas vezes, e, em cada revisão algo aflora sob uma nova ótica. Essa obra é uma poesia na mais pura acepção da palavra.
“Ele se recorda desses anos perdidos como se olhasse para uma janela empoeirada. O passado é algo que ele pode ver, mas não pode tocar e, tudo que vê, agora está turvo e mal definido“.
Ataque dos Cães
3.7 936"Mais tarde perceberás. Não fizeste como eu? Tu também saíste fora do comum... Tiveste essa coragem. Destruíste uma vida... a tua (é tudo a mesma coisa!). Pode viver em espírito e compreensão, mas terminarás no Mercado de Feno..."
"Como os anos passam depressa!
Que fizeste durante esse tempo?
Chegaste realmente a viver ou não?
Que frio faz neste mundo, basta que passem mais uns anos para que chegue a espantosa solidão, a trêmula velhice que traz consigo a tristeza e a dor. O teu mundo fantástico há de perder então as suas cores, murcharão e morrerão os teus sonhos, e como as folhas amarelas que tombam das árvores, também eles se desprenderão de ti."
(Dostoiévski, Crime e Castigo)
O Farol
3.7 16Misture as estéticas de Malick e Tarkovski sem necessariamente copiá-los. Insira um pouco do humanismo presente nas obras de Angelopoulos. Não conceba um filme de guerra, mas sobre a guerra e seus reflexos. Deixe que o diálogo exerça sua força nas entrelinhas. Faça com que a degradação e o lirismo coabitem o mesmo espaço. Una todos esses elementos e subverta todos esses signos. O Farol faz isso.
Resultado? Um filme hipnótico.