Confesso que num primeiro momento, apesar daquele discurso melancólico sobre como ele não conseguia ser feliz, pensava que ele alimentava uma paixão platônica pela Clara.
No decorrer da história, o suspense acaba ficando cada vez mais denso e quando começamos a descobrir as suas verdadeiras intenções para com a Clara, acaba ficando surreal.
Seus monólogos com a mãe são fantásticos, dá pra perceber nitidamente o quão doentio ele é quando conta sobre a Clara e o quão é frustrante vê-la sorridente todos os dias, por mais que ele se esforce para fazer com que o contrário ocorra.
Realmente é um filme que deixa o horror em nossas mentes, porque o que ele faz com ela é de certa forma permanente e o fato dele se sentir pseudo feliz com o sofrimento dela é algo avassalador. Fora que, a cartada final, além da sementinha que plantou foi enviar-lhe o diário. Que agonia.
Filme muito bem feito!
Ps.: Destaque para ele destruindo a vida da velhinha do prédio ao lhe contar a 'realidade'
Achei o filme bem interessante. A forma como aborda a relação conflituosa entre o protagonista e sua mãe não foge muito do que constumamos ver em filmes do mesmo gênero. A nuance aqui talvez resida na ênfase que dão à mistura de amor e ódio na relação, mistura caótica desses sentimentos antagônicos nos proporciona sensações de certa forma semelhantes às dos personagens. Houve horas em que eu odiei a mãe e compreendi o filho e horas em que senti compaixão dela e desprezo dele...É um filme conflituoso. Talvez porque a vida assim o seja. A trilha sonora me chamou a atenção, em certo momento jurava que era o Yann Tiersen (Amo esse cara!), mas pelo que li, foi mero engano meu.
Antes que o mundo acabe é um filme que conta a história de Daniel, um menino que vive em uma cidadezinha do interior e se vê diante de algumas problemáticas adolescentes. Seu melhor amigo é acusado de roubo, sua namorada pede um tempo e sua irmã é uma pentelha. Esses parecem ser os maiores problemas do mundo, afinal, aquele era o único mundo que conhecia.
Porém, Daniel recebe uma carta de seu pai que aparentemente havia lhe abandonado ainda criança. Apesar de ficar um tanto relutante em abri-la, ele acaba cedendo e se depara com todo um universo de descobertas, não só sobre sua origem, mas sobre o Mundo. E isso tudo acontece porque seu pai é fotógrafo e é através de fotos que ele lhe abre novos horizontes...
"Esse é o meu trabalho, fotografar tudo o que houver de diferente enquanto ainda existir"
O filme começa sendo contado através da visão da irmã do Daniel, e é através dela que vemos quanta coisa pode acabar, sumir, extinguir-se. O filme tem uma mensagem muito linda que pra mim é sobre eternizar momentos antes que eles acabem...
A história gira em torno de Jess, um garoto um tanto reprimido e solitário. Tanto a escola como sua casa são ambientes nos quais ele parece não pertencer. A sua vida muda com a chegada de Leslie, uma garota diferente que se muda para a casa ao lado da sua. Leslie foge dos padrões e no começo há um pouco de resistência da parte dele para o começo de uma amizade, mas esta logo acontece e é a coisa mais lida ever do filme. Alguns diálogos inocentes entre eles são profundamente críticos como quando ele fala: "Você sabe contruir coisas muito bem, para uma menina"... e ela retuca "você sabe desenhar (ou pintar, não lembro) muito bem para um menino". Há uma nítida crítica aos valores que nos são impostos e isso tornou o filme muito mais interessante, outro destaque foi quando eles conversaram sobre 'deus'. Gostei de tudo nele, esse resgate à parte lúdica da infância, onde sempre buscamos nos esconder dos problemas que nos cercam, no nosso lugar secreto, que no caso deles era Terabithia. Este é um filme muito emocionante e é inevitavelmente nostálgico, a forma como ele nos toca é profunda e digo que é algo que vale muito à pena ser assistido, não só uma, mas várias vezes durante a vida. Ele nos relembra coisas e valores que se desgastam ao longo do tempo, mas que não devem jamais ser esquecidos. Ao menos foi isso que ele causou em mim.
Ps.: A minha única ressalva, que pode até soar pedante, mas de forma alguma visa depreciar o filme, é que ele poderia ter acabado com a cena da ponte. O que veio depois foi legal, mas achei desnecessário porque poderia ficar subentendido na nossa imaginação. Mas foi só isso.
Enfim, todo mundo tem a sua própria Ponte para Terabítia escondida em algum lugar...
Para mim, foi o típico "a estória é melhor que o filme". Ao assistí-lo e ver o quanto o filme é fraco, fiquei com vontade de ler o livro, pois todos falam que é ótimo. Mas voltando ao que interessa, Jogos Vorazes só não foi algo decepcionante porque já fui com expectativas baixas, pois muita gente criticou. Acho que pra um filme com essa estória toda de ser um BBB com mortes, uma crítica social num tempo apocalíptico e uma reprodução da hegemonia de "uma super potência" que é a Capital em relação aos Distritos, ficou monótono e um pouco "jogado", com protagonistas fraquinhos e uma narrativa fragmentada.
Alfredo s2! Cinema Paradiso é um dos filmes mais lindos que já assisti, chorei igual a uma bobona! O filme é tocante demais e Ennio Morricone consegue nos deixar mais emotivos ainda com aquela trilha. Como muita gente acabou citando, também vi alguma semelhança de Hugo Cabret com este filme, só que Cinema Paradiso é mais visceral. Particularmente gostei mais da fase do Totó babyssauro e adulto nostálgico, porém aquela cena do beijo na chuva foi demais! Arrepiei aqui. E aquele final? Todos os beijos, toda a censura, a história do próprio cinema! Foi no final que pra mim a pergunta que o Totó fez ao Alfredo sobre o "trato" deles foi respondida, pois ele finalmente recebeu o prometido. Nem sei se exite nota pra qualificar este filme, simplesmente amei.
Valente: Infelizmente tive que ver dublado. O filme é divertido e muito bem feito, disso não temos do que reclamar. A história é bem interessante e foge dos moldes convencionais, o que realmente parecia ser a proposta do filme. Só achei que não foi lá essas coisas todas e a Pixar pode fazer "essas coisas todas".
Ps.: Particularmente eu amei mais o curta "La Luna" que foi exibido antes de Brave, coisa mais cutezinha que a Pixar produziu!
É um filme bem divertido e propõe muita coisa, ainda que não aprofunde nenhum dos temas ali expostos. Mas é gostoso de assistir e o Woody Allen está hilário!
Gostei bastante do filme. O que começa com uma conversa civilizada de pais sobre o incidente que ocorreu com seus filhos acaba sendo uma "lavagem de roupa suja", literalmente, porque acho que a cena do vômito foi o estopim pra muita coisa por ali. Gostei bastante da construção dos diálogos e principalmente do humor contido, ironias e sarcasmos não faltaram à trama e nos remeteram aos falsos moralismos que estamos acostumados a lidar. As melhores partes, para mim, são as do Alan atendendo o telefone e claro, a personalidade (Homer Simpson?) do Michael que foi aparecendo depois de alguns drinks. Enfim, é um Drama no qual dá pra dar umas boas risadas!
Achei o filme bem intenso na sua forma nostálgica de abordar todos os nossos medos e possíveis erros. Primeiro o medo da morte, com os sonhos do Isak Borg e depois a questão da solidão, representada por sua própria vida. Achei fantástico que as lembranças do protagonista começaram lá no canteiro de morangos silvestres na sua antiga residência, bem como todos os acontecimentos da sua viagem estarem relacionados com o seu passado. Por exemplo ele encontrar os três jovens que vivem num tipo de triângulo amoroso e a moça ser tão semelhante à sua prima, pela qual ele era apaixonado, mas que acabou casando com seu irmão. Outro caso é o casal frustrado que se envolve no acidente de trânsito e acaba fazendo parte da viagem com eles (Isak, a nora e os jovens) e representavam o próprio casamento conturbado e problemático do Isak, problemas estes que parecem se repetir agora com seu filho e sua nora (como se a frieza fosse hereditária). Enfim, nostálgico e muito bom!
O filme realmente me surpreendeu. Adorei a forma não linear que usaram para apresentar os fatos, deixou o filme mais interessante ainda e nos faz criar muitas expectativas no desenrolar da trama. Mostrar a vida através da cozinha foi uma ótima jogada e as metáforas, grotescas às vezes, são muito interessantes.
Todo o meu amor pro João Miguel que interpretou o Nonato de forma magnífica, adoro a forma como ele conta as estórias e aquele sorrisinho acanhado que ele dá às vezes.
Em dado momento o final já era esperado, mas a construção dele foi surpreendente!
Cara, adorei o filme. A temática é interessante, não o fato da "invasão" em si, mas de como lidamos quando as circunstâncias nos levam a nosso estado mais primitivo. (Isso não quer dizer que não gostei do tema)
A personagem da crente é um saco e ainda bem que ela morreu, mas nos mostra que o ser humano sempre se apega à religião como sua última "chance" e lógico que era preciso utilizar-se de um personagem super fundamentalista para isso etc.e foi interessante ver, aos poucos, todos se "convertendo" à loucura. Principalmente um dos mais céticos à respeito. O ápice da insanidade, além da parte de esfaquearem o militar, foi tentarem pegar o menininho! Acho que num filme com essa magnitude, com esse aprofundamento reflexivo, não podemos nos apegar aos efeitos especiais (que são fracos de certo ponto). Acho que 'The Mist' vai além disso e é preciso ter sensibilidade suficiente para enxergar "além da neblina".
O que para alguns poderia parecer monótono ( que deve ser à partir do momento que eles pegam o carro e vão vagando pela cidade), para mim foi o que me deixou sem fôlego, não pela extensão, mas pela intensidade! E não são os "seres do outro mundo" o foco aqui, mas o próprio ser humano.
E o final do filme fala por si só. Se houve algum clichê durante ele, com esse final, não se pode reclamar de quebra de paradigma. Eu mesma fiquei chocada! Apesar de que com ele o personagem principal cumpriu, de certa forma, a sua promessa com o filho.
Enfim, o filme é foda e acho que a análise subjetiva dele é melhor do que essas análises pedantes e objetivas. Vale muito à pena assistir!
No começo do filme nos deparamos com a Clara ( Meryl Streep) ainda criança e já apresentando seus poderes paranormais. Achei super diferente a abordagem do filme quanto a isso, porque a família de Clara não tem aquela repulsa, que quase sempre vemos quando se trata desse tipo de fenômeno, por ela. A cidade toda conhece os poderes da criança e ao invés de rejeitá-la de alguma forma, criam o hábito de consultar seus poderes paranormais afim de obter conselhos para a suas vidas. É aí que vemos o tamanho do poder de Clara, quando então ela tem uma ‘visão do futuro’ de que alguém de sua família morreria. Essa premonição é acompanhada de um terremoto, achei fantástico porque foi uma exteriorização do sentimento de perturbação que ela sentiu. Esteban Trueba (Jeremy Irons), é um homem simples e sem poder aquisitivo que se apaixonou pela irmã mais velha de Clara e para casar-se com ela promete ficar rico etc. e acaba indo trabalhar uma mina para tanto. Acontece que, desde o momento em que a menina Clara o vê, se apaixona por ele, apesar de sua pouca idade. Nesse meio tempo, alguém que queria assassinar o pai de Clara, que era político, lhe enviou um conhaque envenenado de presente. Quem acaba tomando a bebida é a irmã mais velha, que falece. Assim, a premonição de Clara se concretiza e ela por se sentir culpada decide nunca mais falar. E assim seguem-se anos. Enquanto isso, Esteban, que conseguiu juntar um bom dinheiro na mina, volta para a cidade para ir ao velório de sua amada. Estando na cidade, este vai ao encontro de sua irmã, Férula (Genn Close), que cuidava da mãe enferma. Ele, que depois da morte de sua ‘noiva’ não vê mais sentido de ficar ali, diz que comprou uma fazenda, a ‘Três Marias’, e pretende mudar-se para lá. É nessa parte que temos um dos diálogos que eu achei interessantes no filme, pois retrata friamente a sociedade patriarcal da época. Porque Férula diz que queria ter nascido homem para poder sair dali – no caso da cidade, da obrigação de cuidar da mãe doente sozinha, etc – e ele responde simplesmente que ‘ainda bem’ que não nasceu mulher. Enfim, Estaban toca a sua fazenda muito bem e vira um homem rico e influente. Passam-se anos e finalmente ele volta à cidade em decorrência do falecimento de sua mãe. É nesse meio tempo que ele reencontra Clara na igreja e decide ir à casa de seus pais pedir-lhe em casamento, pois este era um desejo de sua falecida mãe. Após anos de silêncio, é com Esteban que Clara volta a falar. Afinal, ela o amava desde criança. Outro pico do filme é quando Férula marca um encontro com Clara em um restaurante, a fim de fazer-lhe desistir do casamento, e é trada por esta com tanto afeto – o que nunca recebeu de ninguém - que desaba. É tocante.
Clara casa com Esteban e se mudam para Três Marias, Férula também vai e vira uma forma de governanta do casal. O interessante nesse meio tempo é que Férula desenvolve um tipo de amor por Clara o que a deixa de certa forma confusa, porque ela associa esse carinho com algo pecaminoso. Quando ela vai se confessar com o padre e narra a sua ‘espionagem’ noturna ao quarto do casal, mostra nitidamente a sua perturbação, mas não num sentido negativo, diante do sexo e demonstra também a sua admiração pela cunhada, quando diz que essa parecia um anjo e provavelmente estava mais perto de deus que qualquer um etc. Depois de um tempo, Clara engravida – e tem a premonição de que será um menina - e nasce Blanca. E é quando esta se encontra com cerca de 10 anos de idade que nos deparamos com dois personagens importantes para o futuro da trama. Primeiro temos o ‘bastardo’ do Esteban, fruto de um estupro a uma de suas empregadas e o segundo é Pedro (Antônio Bandeiras), que futuramente vem a ser o grande amor da menina. Blanca é enviada a um internato e quando retorna, passa a manter um romance secreto com Pedro, que agora era um revolucionário que ficava pregado aos trabalhadores de Três Marias seus direitos e sua luta contra a opressão do patrão. Desta forma, Esteban passa a odiar e persseguir Pedro, tornando o seu romance cada vez mais impossível com Blanca. O estopim do ódio se dá quando Esteban descobre que Blanca manteve relações sexuais com Pedro, pois ele a espanca e acaba batendo em Clara também porque a culpava por não ter sabido ‘criar’ a filha com ‘valores’ (Olá, patriarcado machista?!).
Depois desse acontecimento, Clara sai de casa e nunca mais volta a falar com Esteban. Blanca fica grávida e apesar do pai ter tentado casar-lhe com um ‘ser’ para que não tivesse um bastardo na família, uma vez que estava se candidatando à política pelo Partido Conservador, ela rejeita. Anos se passam, Esteban é eleito, e no ápice de sua solidão resolve pedir desculpas a Clara por tudo o que fez a ela e a Blanca, pede para que o deixe morar com elas. “Clara, sweet, Clara” deixa ele ficar, mas no entanto não volta a falar com ele. Passado um tempo, Clara morre. Esteban perde a eleição para a esquerda, e com essa revira volta social Pedro volta à história e começa a encontrar-se secretamente com Blanca mais uma vez. Não satisfeitos com a derrota, o Partido Conservador conspira para um golpe militar, o que surte efeito. Ocorre que, nesse meio tempo, Pedro passa a ser um perseguido político e Blanca é presa por “conspirar” com ele. É nessa parte que Esteban, ao se ver impotente diante do regime militar que ele contribuiu para ser imposto, muda a sua personalidade. Ajuda Pedro a sair do país e faz de tudo para achar Blanca. Enquanto isso, Blanca é torturada por seu meio irmão, o ‘bastardo’ de Esteban que tornou-se militar e a sua investigação baseada em descobrir o paradeiro de Pedro é só um plano de fundo para a sua vingança. Quando ele a estupra, não sei porque, vi um pouco de Gabriel Garcia aqui, tipo na história ‘A última viagem do navio fantasma’ – conto que representa que coisas que não são resolvidas sempre retornam para nos atormentar -, o ‘bastardo’ sendo fruto de um estupro, mantinha já um certo desejo por Blanca e viu ali a sua oportunidade de se vingar e saciar esse desejo. Ela representava tudo o que ele não tinha, e isso mostrou-se uma forma de anulá-la.
No final, Esteban consegue recuperar Blanca e eles voltam à Três Marias, onde ele morre.
Eu adorei o filme. Achei marcante, me emocionei bastente e sim, chorei. Além da doçura imensurável de Clara, o que me chamou a atenção foi a transformação do personagem de Esteban que de um homem humilde, porém ambicioso, passou a tirano e depois foi traído pelos próprios princípios e convicções políticas equivocadas.
"A voz de Piaf é a alma de Paris".Uma das falas do filme que conseguiram chegar mais perto do que ela realmente foi esta grande artista! Piaf é intensa, suas músicas nos tocam tão profundamente e a sua história não poderia ser diferente. No início de sua carreira quando ela está começando a aprender a cantar mais tecnicamente, seu instrutor diz que ela tinha que viver a música. E ela viveu, o pequeno pardal virou Piaf. Só uma pequena observação: "La vie en rose" cantada em inglês não é "La vie en rose"!
Finalmente assisti "Let me In" e não é que gostei?! Lógico que a versão sueca é muito foda, mas o remake tá aprovado! A Chloe foi ótima e o Kodi se parece muito com o Owen da versão original. Só achei meio exagerado a parte em que a mulher pega fogo no hospital, mas mesmo assim ficou muito bom!
Infelizmente 'O Lorax' foi uma decepção.Personagens fofos, musiquinhas e nada mais. Não sei como conseguiram fazer aquilo com uma história tão fantástica do Dr. Seuss.
"Pode um homem enriquecer a natureza com a sua incompletude?"
Conhecer o Manoel através deste documentário foi uma das coisas mais fantásticas que pude experimentar, assim como conhecê-lo por sua poesia. Não tem como assistir esse documentário sem ficar com vontade de devorar toda a obra poética do autor.
Ver a influência dele na vida das pessoas que aparecerem no documentário é interessante porque conseguimos de alguma forma ver concretizada toda a abstração da obra.
Manoel ultrapassa a si mesmo. Com seu jeito peculiar e sua poesia totalmente fora dos padrões, ele nos possibilita ir além, sentimos suas palavras. Conseguimos ouvir cores e enxergar sons, é magnífico.
A apresentação do documentário foi muito bem feita e a trilha magnificamente incorporada. Adorei!
Christian é um cara bonitão e superficial que faz sexo com qualquer um e que acaba encontrando alguém especial, no caso Aaron que é um Mormom virgem. Clichê, sim. Mas o importante é que o filme não trata a relação homossexual com hipocrisia, como alguns filmes do gênero o fazem. Claro que no caso dos protagonistas, a condição sexual é vista com maus olhos pela sociedade e ainda tem a religião para apimentar todo o preconceito em torno do assunto. Mostrar como é difícil assumir a sexualidade para si e para a sociedade, principalmente nesses casos, também é uma forma de deixar a história legítima.
O filme não é ótimo, há cenas desnecessárias, mas é interessante.
O filme não faz nenhuma análise aprofundada dos personagens da forma como ele se apresenta. Digamos que é um filme mediano porque havia muito o que se explorar e ele acabou se limitando. Apesar do Gabriel ser o protagonista que irá fazer descobertas megablasters sobre ele mesmo ( o que não acontece) o filme tenta envolver todo o grupo de amigos e suas histórias, que deveriam ser apenas um plano de fundo, de forma igual. Acho que eles deveriam ter aproveitado mais a descoberta da sexualidade do personagem e demonstrado como isso é uma condição e não opção sexual. Além de que deveria ter mais drama na descoberta, mas deixam todo o drama do filme para as histórias dos amigos de Gabriel.
O filme tem uma cenas engraçadas, mas não vale o ingresso do cinema. Quando o filme começou pensei que era o remake do "Missão Madrinha de Casamento" em uma versão piorada. Só quero dizer que quando você vai sem grandes expectativas, fica mais fácil de encarar. Mas não vamos ser tão chatos, dá pra dar umas risadas e o Chris Evans sabe interpretar muito bem personagens que não precisem usar camisa! haha
O eventual "futuro" do planeta é impactante e levanta várias questões ambientais e também da própria vida sedentária que nós humanos estamos quase que predestinados a levar. No meio de todas essas reflexões, temos o pequeno Wall-E vivendo a sua solitária rotina de limpar todo aquele lixo deixado pela humanidade. Desde o começo do filme, vemos a personalidade fofa do personagem que tem como única companhia uma pequena baratinha. Adoro quando ele olha para a mão, para a Eva e lembra do musical. Será o amor?
Com seu jeitinho atrapalhado e seus olhos cativantes, Wall-E conquista qualquer um. Não tem como falar desse filme sem usar de todo o subjetivismo possível. É simplesmente adorável!
O filme é divertido! Pra começar, tem o clipe tosco da banda "POP!" que é super engraçado e já descreve quem é o Alex Fletcher (Hugh Grant), um típico cantor em decadência. Devo admitir que as características da Sophie Fisher (Drew Barrymore), como ser hipocondríaca e atrapalhada(CLICHÊ) não a tornaram tão engraçada assim, mas a atriz é ótima e deixou seu personagem divertido ainda assim.
Vale à pena conferir o filme, até porque o rebolado do Hugh é muito hilário! E claro, "Way back into love" vai ficar na sua mente por pelo menos uma semana. O filme é bem legal!!
O filme tinha tudo pra ser legal, mas a visão do Max é adulta demais, há reflexões profundas no filme e alguns exageros. Não sei, nenhuma criança foge para um mundo imaginário tão complexo assim. Acho inclusive que a parte em que ele é mandado pro quarto de castigo, contida no livro, seria melhor que a fuga para a floresta.
Enquanto Você Dorme
3.6 376O protagonista estava fantástico e a forma como ele foi, aos poucos, se revelando para nós foi o que deixou tudo mais interessante na trama.
Confesso que num primeiro momento, apesar daquele discurso melancólico sobre como ele não conseguia ser feliz, pensava que ele alimentava uma paixão platônica pela Clara.
No decorrer da história, o suspense acaba ficando cada vez mais denso e quando começamos a descobrir as suas verdadeiras intenções para com a Clara, acaba ficando surreal.
Seus monólogos com a mãe são fantásticos, dá pra perceber nitidamente o quão doentio ele é quando conta sobre a Clara e o quão é frustrante vê-la sorridente todos os dias, por mais que ele se esforce para fazer com que o contrário ocorra.
Realmente é um filme que deixa o horror em nossas mentes, porque o que ele faz com ela é de certa forma permanente e o fato dele se sentir pseudo feliz com o sofrimento dela é algo avassalador. Fora que, a cartada final, além da sementinha que plantou foi enviar-lhe o diário. Que agonia.
Filme muito bem feito!
Ps.: Destaque para ele destruindo a vida da velhinha do prédio ao lhe contar a 'realidade'
Eu Matei Minha Mãe
3.9 1,3KAchei o filme bem interessante. A forma como aborda a relação conflituosa entre o protagonista e sua mãe não foge muito do que constumamos ver em filmes do mesmo gênero. A nuance aqui talvez resida na ênfase que dão à mistura de amor e ódio na relação, mistura caótica desses sentimentos antagônicos nos proporciona sensações de certa forma semelhantes às dos personagens. Houve horas em que eu odiei a mãe e compreendi o filho e horas em que senti compaixão dela e desprezo dele...É um filme conflituoso. Talvez porque a vida assim o seja.
A trilha sonora me chamou a atenção, em certo momento jurava que era o Yann Tiersen (Amo esse cara!), mas pelo que li, foi mero engano meu.
Antes Que o Mundo Acabe
3.5 352Antes que o mundo acabe é um filme que conta a história de Daniel, um menino que vive em uma cidadezinha do interior e se vê diante de algumas problemáticas adolescentes. Seu melhor amigo é acusado de roubo, sua namorada pede um tempo e sua irmã é uma pentelha. Esses parecem ser os maiores problemas do mundo, afinal, aquele era o único mundo que conhecia.
Porém, Daniel recebe uma carta de seu pai que aparentemente havia lhe abandonado ainda criança. Apesar de ficar um tanto relutante em abri-la, ele acaba cedendo e se depara com todo um universo de descobertas, não só sobre sua origem, mas sobre o Mundo. E isso tudo acontece porque seu pai é fotógrafo e é através de fotos que ele lhe abre novos horizontes...
"Esse é o meu trabalho, fotografar tudo o que houver de diferente enquanto ainda existir"
O filme começa sendo contado através da visão da irmã do Daniel, e é através dela que vemos quanta coisa pode acabar, sumir, extinguir-se. O filme tem uma mensagem muito linda que pra mim é sobre eternizar momentos antes que eles acabem...
Ponte para Terabítia
3.9 1,6KA história gira em torno de Jess, um garoto um tanto reprimido e solitário. Tanto a escola como sua casa são ambientes nos quais ele parece não pertencer. A sua vida muda com a chegada de Leslie, uma garota diferente que se muda para a casa ao lado da sua. Leslie foge dos padrões e no começo há um pouco de resistência da parte dele para o começo de uma amizade, mas esta logo acontece e é a coisa mais lida ever do filme. Alguns diálogos inocentes entre eles são profundamente críticos como quando ele fala: "Você sabe contruir coisas muito bem, para uma menina"... e ela retuca "você sabe desenhar (ou pintar, não lembro) muito bem para um menino". Há uma nítida crítica aos valores que nos são impostos e isso tornou o filme muito mais interessante, outro destaque foi quando eles conversaram sobre 'deus'. Gostei de tudo nele, esse resgate à parte lúdica da infância, onde sempre buscamos nos esconder dos problemas que nos cercam, no nosso lugar secreto, que no caso deles era Terabithia.
Este é um filme muito emocionante e é inevitavelmente nostálgico, a forma como ele nos toca é profunda e digo que é algo que vale muito à pena ser assistido, não só uma, mas várias vezes durante a vida. Ele nos relembra coisas e valores que se desgastam ao longo do tempo, mas que não devem jamais ser esquecidos. Ao menos foi isso que ele causou em mim.
Ps.: A minha única ressalva, que pode até soar pedante, mas de forma alguma visa depreciar o filme, é que ele poderia ter acabado com a cena da ponte. O que veio depois foi legal, mas achei desnecessário porque poderia ficar subentendido na nossa imaginação. Mas foi só isso.
Enfim, todo mundo tem a sua própria Ponte para Terabítia escondida em algum lugar...
Jogos Vorazes
3.8 5,0K Assista AgoraPara mim, foi o típico "a estória é melhor que o filme". Ao assistí-lo e ver o quanto o filme é fraco, fiquei com vontade de ler o livro, pois todos falam que é ótimo. Mas voltando ao que interessa, Jogos Vorazes só não foi algo decepcionante porque já fui com expectativas baixas, pois muita gente criticou. Acho que pra um filme com essa estória toda de ser um BBB com mortes, uma crítica social num tempo apocalíptico e uma reprodução da hegemonia de "uma super potência" que é a Capital em relação aos Distritos, ficou monótono e um pouco "jogado", com protagonistas fraquinhos e uma narrativa fragmentada.
Cinema Paradiso
4.5 1,5K Assista AgoraAlfredo s2!
Cinema Paradiso é um dos filmes mais lindos que já assisti, chorei igual a uma bobona! O filme é tocante demais e Ennio Morricone consegue nos deixar mais emotivos ainda com aquela trilha. Como muita gente acabou citando, também vi alguma semelhança de Hugo Cabret com este filme, só que Cinema Paradiso é mais visceral.
Particularmente gostei mais da fase do Totó babyssauro e adulto nostálgico, porém aquela cena do beijo na chuva foi demais! Arrepiei aqui.
E aquele final? Todos os beijos, toda a censura, a história do próprio cinema! Foi no final que pra mim a pergunta que o Totó fez ao Alfredo sobre o "trato" deles foi respondida, pois ele finalmente recebeu o prometido.
Nem sei se exite nota pra qualificar este filme, simplesmente amei.
Valente
3.8 2,8K Assista AgoraValente: Infelizmente tive que ver dublado. O filme é divertido e muito bem feito, disso não temos do que reclamar. A história é bem interessante e foge dos moldes convencionais, o que realmente parecia ser a proposta do filme. Só achei que não foi lá essas coisas todas e a Pixar pode fazer "essas coisas todas".
Ps.: Particularmente eu amei mais o curta "La Luna" que foi exibido antes de Brave, coisa mais cutezinha que a Pixar produziu!
Para Roma Com Amor
3.4 1,3K Assista AgoraÉ um filme bem divertido e propõe muita coisa, ainda que não aprofunde nenhum dos temas ali expostos. Mas é gostoso de assistir e o Woody Allen está hilário!
Deus da Carnificina
3.8 1,4KGostei bastante do filme. O que começa com uma conversa civilizada de pais sobre o incidente que ocorreu com seus filhos acaba sendo uma "lavagem de roupa suja", literalmente, porque acho que a cena do vômito foi o estopim pra muita coisa por ali. Gostei bastante da construção dos diálogos e principalmente do humor contido, ironias e sarcasmos não faltaram à trama e nos remeteram aos falsos moralismos que estamos acostumados a lidar. As melhores partes, para mim, são as do Alan atendendo o telefone e claro, a personalidade (Homer Simpson?) do Michael que foi aparecendo depois de alguns drinks. Enfim, é um Drama no qual dá pra dar umas boas risadas!
Morangos Silvestres
4.4 663Achei o filme bem intenso na sua forma nostálgica de abordar todos os nossos medos e possíveis erros. Primeiro o medo da morte, com os sonhos do Isak Borg e depois a questão da solidão, representada por sua própria vida. Achei fantástico que as lembranças do protagonista começaram lá no canteiro de morangos silvestres na sua antiga residência, bem como todos os acontecimentos da sua viagem estarem relacionados com o seu passado. Por exemplo ele encontrar os três jovens que vivem num tipo de triângulo amoroso e a moça ser tão semelhante à sua prima, pela qual ele era apaixonado, mas que acabou casando com seu irmão. Outro caso é o casal frustrado que se envolve no acidente de trânsito e acaba fazendo parte da viagem com eles (Isak, a nora e os jovens) e representavam o próprio casamento conturbado e problemático do Isak, problemas estes que parecem se repetir agora com seu filho e sua nora (como se a frieza fosse hereditária). Enfim, nostálgico e muito bom!
Estômago
4.2 1,7K Assista AgoraO filme realmente me surpreendeu.
Adorei a forma não linear que usaram para apresentar os fatos, deixou o filme mais interessante ainda e nos faz criar muitas expectativas no desenrolar da trama. Mostrar a vida através da cozinha foi uma ótima jogada e as metáforas, grotescas às vezes, são muito interessantes.
Todo o meu amor pro João Miguel que interpretou o Nonato de forma magnífica, adoro a forma como ele conta as estórias e aquele sorrisinho acanhado que ele dá às vezes.
Em dado momento o final já era esperado, mas a construção dele foi surpreendente!
Enfim, tem que ter estômago pra digerir a vida!
O Nevoeiro
3.5 2,6K Assista AgoraCara, adorei o filme. A temática é interessante, não o fato da "invasão" em si, mas de como lidamos quando as circunstâncias nos levam a nosso estado mais primitivo. (Isso não quer dizer que não gostei do tema)
A personagem da crente é um saco e ainda bem que ela morreu, mas nos mostra que o ser humano sempre se apega à religião como sua última "chance" e lógico que era preciso utilizar-se de um personagem super fundamentalista para isso etc.e foi interessante ver, aos poucos, todos se "convertendo" à loucura. Principalmente um dos mais céticos à respeito. O ápice da insanidade, além da parte de esfaquearem o militar, foi tentarem pegar o menininho!
Acho que num filme com essa magnitude, com esse aprofundamento reflexivo, não podemos nos apegar aos efeitos especiais (que são fracos de certo ponto). Acho que 'The Mist' vai além disso e é preciso ter sensibilidade suficiente para enxergar "além da neblina".
O que para alguns poderia parecer monótono ( que deve ser à partir do momento que eles pegam o carro e vão vagando pela cidade), para mim foi o que me deixou sem fôlego, não pela extensão, mas pela intensidade! E não são os "seres do outro mundo" o foco aqui, mas o próprio ser humano.
E o final do filme fala por si só. Se houve algum clichê durante ele, com esse final, não se pode reclamar de quebra de paradigma. Eu mesma fiquei chocada! Apesar de que com ele o personagem principal cumpriu, de certa forma, a sua promessa com o filho.
Enfim, o filme é foda e acho que a análise subjetiva dele é melhor do que essas análises pedantes e objetivas. Vale muito à pena assistir!
A Casa dos Espíritos
3.9 456 Assista AgoraFaz um ano que este filme estava na minha estante esperando para ser assistido, mas no ápice da minha heresia fui deixando pra depois e só vi ontem.
No começo do filme nos deparamos com a Clara ( Meryl Streep) ainda criança e já apresentando seus poderes paranormais. Achei super diferente a abordagem do filme quanto a isso, porque a família de Clara não tem aquela repulsa, que quase sempre vemos quando se trata desse tipo de fenômeno, por ela.
A cidade toda conhece os poderes da criança e ao invés de rejeitá-la de alguma forma, criam o hábito de consultar seus poderes paranormais afim de obter conselhos para a suas vidas. É aí que vemos o tamanho do poder de Clara, quando então ela tem uma ‘visão do futuro’ de que alguém de sua família morreria. Essa premonição é acompanhada de um terremoto, achei fantástico porque foi uma exteriorização do sentimento de perturbação que ela sentiu.
Esteban Trueba (Jeremy Irons), é um homem simples e sem poder aquisitivo que se apaixonou pela irmã mais velha de Clara e para casar-se com ela promete ficar rico etc. e acaba indo trabalhar uma mina para tanto. Acontece que, desde o momento em que a menina Clara o vê, se apaixona por ele, apesar de sua pouca idade.
Nesse meio tempo, alguém que queria assassinar o pai de Clara, que era político, lhe enviou um conhaque envenenado de presente. Quem acaba tomando a bebida é a irmã mais velha, que falece. Assim, a premonição de Clara se concretiza e ela por se sentir culpada decide nunca mais falar. E assim seguem-se anos.
Enquanto isso, Esteban, que conseguiu juntar um bom dinheiro na mina, volta para a cidade para ir ao velório de sua amada. Estando na cidade, este vai ao encontro de sua irmã, Férula (Genn Close), que cuidava da mãe enferma. Ele, que depois da morte de sua ‘noiva’ não vê mais sentido de ficar ali, diz que comprou uma fazenda, a ‘Três Marias’, e pretende mudar-se para lá. É nessa parte que temos um dos diálogos que eu achei interessantes no filme, pois retrata friamente a sociedade patriarcal da época. Porque Férula diz que queria ter nascido homem para poder sair dali – no caso da cidade, da obrigação de cuidar da mãe doente sozinha, etc – e ele responde simplesmente que ‘ainda bem’ que não nasceu mulher.
Enfim, Estaban toca a sua fazenda muito bem e vira um homem rico e influente. Passam-se anos e finalmente ele volta à cidade em decorrência do falecimento de sua mãe. É nesse meio tempo que ele reencontra Clara na igreja e decide ir à casa de seus pais pedir-lhe em casamento, pois este era um desejo de sua falecida mãe.
Após anos de silêncio, é com Esteban que Clara volta a falar. Afinal, ela o amava desde criança. Outro pico do filme é quando Férula marca um encontro com Clara em um restaurante, a fim de fazer-lhe desistir do casamento, e é trada por esta com tanto afeto – o que nunca recebeu de ninguém - que desaba. É tocante.
Clara casa com Esteban e se mudam para Três Marias, Férula também vai e vira uma forma de governanta do casal. O interessante nesse meio tempo é que Férula desenvolve um tipo de amor por Clara o que a deixa de certa forma confusa, porque ela associa esse carinho com algo pecaminoso. Quando ela vai se confessar com o padre e narra a sua ‘espionagem’ noturna ao quarto do casal, mostra nitidamente a sua perturbação, mas não num sentido negativo, diante do sexo e demonstra também a sua admiração pela cunhada, quando diz que essa parecia um anjo e provavelmente estava mais perto de deus que qualquer um etc.
Depois de um tempo, Clara engravida – e tem a premonição de que será um menina - e nasce Blanca. E é quando esta se encontra com cerca de 10 anos de idade que nos deparamos com dois personagens importantes para o futuro da trama. Primeiro temos o ‘bastardo’ do Esteban, fruto de um estupro a uma de suas empregadas e o segundo é Pedro (Antônio Bandeiras), que futuramente vem a ser o grande amor da menina.
Blanca é enviada a um internato e quando retorna, passa a manter um romance secreto com Pedro, que agora era um revolucionário que ficava pregado aos trabalhadores de Três Marias seus direitos e sua luta contra a opressão do patrão. Desta forma, Esteban passa a odiar e persseguir Pedro, tornando o seu romance cada vez mais impossível com Blanca. O estopim do ódio se dá quando Esteban descobre que Blanca manteve relações sexuais com Pedro, pois ele a espanca e acaba batendo em Clara também porque a culpava por não ter sabido ‘criar’ a filha com ‘valores’ (Olá, patriarcado machista?!).
Depois desse acontecimento, Clara sai de casa e nunca mais volta a falar com Esteban. Blanca fica grávida e apesar do pai ter tentado casar-lhe com um ‘ser’ para que não tivesse um bastardo na família, uma vez que estava se candidatando à política pelo Partido Conservador, ela rejeita. Anos se passam, Esteban é eleito, e no ápice de sua solidão resolve pedir desculpas a Clara por tudo o que fez a ela e a Blanca, pede para que o deixe morar com elas. “Clara, sweet, Clara” deixa ele ficar, mas no entanto não volta a falar com ele. Passado um tempo, Clara morre.
Esteban perde a eleição para a esquerda, e com essa revira volta social Pedro volta à história e começa a encontrar-se secretamente com Blanca mais uma vez. Não satisfeitos com a derrota, o Partido Conservador conspira para um golpe militar, o que surte efeito. Ocorre que, nesse meio tempo, Pedro passa a ser um perseguido político e Blanca é presa por “conspirar” com ele. É nessa parte que Esteban, ao se ver impotente diante do regime militar que ele contribuiu para ser imposto, muda a sua personalidade. Ajuda Pedro a sair do país e faz de tudo para achar Blanca.
Enquanto isso, Blanca é torturada por seu meio irmão, o ‘bastardo’ de Esteban que tornou-se militar e a sua investigação baseada em descobrir o paradeiro de Pedro é só um plano de fundo para a sua vingança. Quando ele a estupra, não sei porque, vi um pouco de Gabriel Garcia aqui, tipo na história ‘A última viagem do navio fantasma’ – conto que representa que coisas que não são resolvidas sempre retornam para nos atormentar -, o ‘bastardo’ sendo fruto de um estupro, mantinha já um certo desejo por Blanca e viu ali a sua oportunidade de se vingar e saciar esse desejo. Ela representava tudo o que ele não tinha, e isso mostrou-se uma forma de anulá-la.
No final, Esteban consegue recuperar Blanca e eles voltam à Três Marias, onde ele morre.
Eu adorei o filme. Achei marcante, me emocionei bastente e sim, chorei.
Além da doçura imensurável de Clara, o que me chamou a atenção foi a transformação do personagem de Esteban que de um homem humilde, porém ambicioso, passou a tirano e depois foi traído pelos próprios princípios e convicções políticas equivocadas.
Piaf: Um Hino ao Amor
4.3 1,1K Assista Agora"A voz de Piaf é a alma de Paris".Uma das falas do filme que conseguiram chegar mais perto do que ela realmente foi esta grande artista!
Piaf é intensa, suas músicas nos tocam tão profundamente e a sua história não poderia ser diferente.
No início de sua carreira quando ela está começando a aprender a cantar mais tecnicamente, seu instrutor diz que ela tinha que viver a música. E ela viveu, o pequeno pardal virou Piaf.
Só uma pequena observação: "La vie en rose" cantada em inglês não é "La vie en rose"!
Deixe-me Entrar
3.4 1,9K Assista AgoraFinalmente assisti "Let me In" e não é que gostei?! Lógico que a versão sueca é muito foda, mas o remake tá aprovado!
A Chloe foi ótima e o Kodi se parece muito com o Owen da versão original. Só achei meio exagerado a parte em que a mulher pega fogo no hospital, mas mesmo assim ficou muito bom!
O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida
3.5 764 Assista AgoraInfelizmente 'O Lorax' foi uma decepção.Personagens fofos, musiquinhas e nada mais. Não sei como conseguiram fazer aquilo com uma história tão fantástica do Dr. Seuss.
Justa Causa
3.4 75 Assista AgoraA reviravolta de 'Justa Causa' me lembrou 'As duas faces de um crime'. Gostei de ambos, mas NADA vai superar 'Um crime de Mestre' nessa vida!
Só Dez Por Cento é Mentira
4.6 147"Pode um homem enriquecer a natureza com a sua incompletude?"
Conhecer o Manoel através deste documentário foi uma das coisas mais fantásticas que pude experimentar, assim como conhecê-lo por sua poesia. Não tem como assistir esse documentário sem ficar com vontade de devorar toda a obra poética do autor.
Ver a influência dele na vida das pessoas que aparecerem no documentário é interessante porque conseguimos de alguma forma ver concretizada toda a abstração da obra.
Manoel ultrapassa a si mesmo. Com seu jeito peculiar e sua poesia totalmente fora dos padrões, ele nos possibilita ir além, sentimos suas palavras. Conseguimos ouvir cores e enxergar sons, é magnífico.
A apresentação do documentário foi muito bem feita e a trilha magnificamente incorporada. Adorei!
Falsa Moral
3.5 175 Assista AgoraGostei do filme, ele tem a mesma essência dos filmes onde o par romântico é hétero.
Christian é um cara bonitão e superficial que faz sexo com qualquer um e que acaba encontrando alguém especial, no caso Aaron que é um Mormom virgem. Clichê, sim. Mas o importante é que o filme não trata a relação homossexual com hipocrisia, como alguns filmes do gênero o fazem.
Claro que no caso dos protagonistas, a condição sexual é vista com maus olhos pela sociedade e ainda tem a religião para apimentar todo o preconceito em torno do assunto. Mostrar como é difícil assumir a sexualidade para si e para a sociedade, principalmente nesses casos, também é uma forma de deixar a história legítima.
O filme não é ótimo, há cenas desnecessárias, mas é interessante.
Nervos à Flor da Pele
3.2 15Assisti esse filme na Mostra Internacional de Cinema e posso dizer que com base na sinopse apresentada, esperava outra coisa.
O filme não faz nenhuma análise aprofundada dos personagens da forma como ele se apresenta. Digamos que é um filme mediano porque havia muito o que se explorar e ele acabou se limitando.
Apesar do Gabriel ser o protagonista que irá fazer descobertas megablasters sobre ele mesmo ( o que não acontece) o filme tenta envolver todo o grupo de amigos e suas histórias, que deveriam ser apenas um plano de fundo, de forma igual.
Acho que eles deveriam ter aproveitado mais a descoberta da sexualidade do personagem e demonstrado como isso é uma condição e não opção sexual. Além de que deveria ter mais drama na descoberta, mas deixam todo o drama do filme para as histórias dos amigos de Gabriel.
Enfim, podia ser melhor.
Qual Seu Número?
3.3 1,4K Assista AgoraO filme tem uma cenas engraçadas, mas não vale o ingresso do cinema.
Quando o filme começou pensei que era o remake do "Missão Madrinha de Casamento" em uma versão piorada.
Só quero dizer que quando você vai sem grandes expectativas, fica mais fácil de encarar.
Mas não vamos ser tão chatos, dá pra dar umas risadas e o Chris Evans sabe interpretar muito bem personagens que não precisem usar camisa! haha
WALL·E
4.3 2,9K Assista AgoraNão dá pra não se apaixonar por esse filme!!
O eventual "futuro" do planeta é impactante e levanta várias questões ambientais e também da própria vida sedentária que nós humanos estamos quase que predestinados a levar.
No meio de todas essas reflexões, temos o pequeno Wall-E vivendo a sua solitária rotina de limpar todo aquele lixo deixado pela humanidade. Desde o começo do filme, vemos a personalidade fofa do personagem que tem como única companhia uma pequena baratinha.
Adoro quando ele olha para a mão, para a Eva e lembra do musical. Será o amor?
Com seu jeitinho atrapalhado e seus olhos cativantes, Wall-E conquista qualquer um.
Não tem como falar desse filme sem usar de todo o subjetivismo possível. É simplesmente adorável!
Letra e Música
3.5 1,1K Assista AgoraQue os pedantes me desculpem, mas a vida é um clichê. Não sei porque as pessoas falam "Clichê" quando querem fazer uma crítica negativa, enfim...
O filme é divertido! Pra começar, tem o clipe tosco da banda "POP!" que é super engraçado e já descreve quem é o Alex Fletcher (Hugh Grant), um típico cantor em decadência. Devo admitir que as características da Sophie Fisher (Drew Barrymore), como ser hipocondríaca e atrapalhada(CLICHÊ) não a tornaram tão engraçada assim, mas a atriz é ótima e deixou seu personagem divertido ainda assim.
Vale à pena conferir o filme, até porque o rebolado do Hugh é muito hilário!
E claro, "Way back into love" vai ficar na sua mente por pelo menos uma semana. O filme é bem legal!!
Onde Vivem os Monstros
3.8 2,4K Assista AgoraQuando você acaba de ver o filme fica aquela sensação de que faltou algo.
O filme tinha tudo pra ser legal, mas a visão do Max é adulta demais, há reflexões profundas no filme e alguns exageros. Não sei, nenhuma criança foge para um mundo imaginário tão complexo assim.
Acho inclusive que a parte em que ele é mandado pro quarto de castigo, contida no livro, seria melhor que a fuga para a floresta.
Que pena, eu esperava tanto...