Filmes do Batman, são sempre um acontecimento no cinema, e esse "The Batman", foi um dos maiores!
Matt Reeves o filme traz um tom mais sério, sombrio e investigativo para o universo do personagem. O Robert Pattinson interpreta um Batman mais jovem, em início de carreira, que comete erros, mas que precisa lidandar com a podridão de Gotham.
A Gotham desse filme é que verdadeira Cidade das Sombras, um lugar onde a chuva nunca termina, que vive uma noite quase eterna, parecendo que nunca amanhece. Um mundo opressor e corrompido, onde o mal reina em cada esquina. Sendo com pessimismo, um noir de moderno, que lembra os filmes policiais da velha Hollywood, onde um herói sem capa precisa decifrar enigmas para pegar um assassino.
O mistério envolve o Charada, com uma atmosfera quase doentia de mistério. O lado detetivesco do herói é mostrado de forma magnifica! Esqueça o brilho de outros filmes, o Batman de Robert Pattinson é melancólico, traumatizado, não dorme, vive para a vingança e está sempre com o olhar pesado. Ele quase não parece como o Bruce Wayne "rico", ele é o um Bruce Wayne jovem, abandonado, vivendo o Homem Morcego o tempo todo.
O elenco inclui Zoë Kravitz como Mulher-Gato, Jeffrey Wright como Comissário Gordon, Colin Farrell como o Pinguim e o Charada como Paul Dano. Todos com suas personalidades mutiladas e corroídas por Gotham, que como um personagem vivo, devora à todos como um demônio disfarçado de cidade.
A trilha sonora é poderosa, o tema central ganha forma nas cenas de ação como um tiro ba noite. A fotografia é uma mortalha jogada nos nossos olhos, mostrando um cenário de sonho ruim e pesadelo, com cores escuras reinando, mas com o vermelho sangue, o mais próximo da luz que o filme mostra.
Como em todo filme do Batman, o carro continua sendo um dos pontos altos. Aqui ele não é um tanque de guerra tecnológico, mas sim um "Muscle Car" envenenado, barulhento e assustador. A cena da perseguição com o Pinguim é foda.
O desfecho para mim, continua sendo um dos pontos fracos do filme, por causa da inundação da cidade. Mas isso é coisa minha, acho que o roteiro poderia ter explorado outras possibilidades do que essa mostrada.
"The Batman" do Matt Reeves, envelheceu muito bem! A adaptação é foda, o diretor constrói uma atmosfera que superou minhas expectativas. A Gotham City, é a quase que a Sin City do Frank Miller, e a história, poderia ser escrita paras as duas. A atmosfera de medo é pulsante, o trabalho de fotografia, cenários e direção de arte, joga a gente para um pesadelo vivo.
A roupa do Batman, o carro, a caverna e a mansão, mostram quase que um mundo do Sandman. Robert Pattinson abandona de vez o brilho vampiresco do passado, mostrando uma performance marcante, junto de um elenco que virou os personagens dos avessos, com atuações incríveis!
Gostei muito de ter revisto! Tomara que esse Batman do Matt Reeves, tenha um espaço paralelo nesse universo zuado do James Gunn. Perder isso, seria o fim da DC.
O primeiro filme foi sobre o despertar do medo, mas agora "It: Capítulo 2", é uma ficção com o peso do trauma na vida adulta. Andy Muschietti volta para fechar o caixão da obra do Stephen King, com uma filme que escala o horror do bueiro para níveis cósmicos, com um pouco de fantasia, mas sem perder a essência do oitentismo da época.
Finalmente eu fiz as pazes com essa sequência, a revelação de que o Pennywise não era apenas um monstro de terror, mas uma entidade extraterrestre, foi descepicionante pra mim. Porque quando assisti eu esqueci completamente que "It - A Coisa", é mais um filme adaptado do Stephen King, que é um escritor que mistura terror e ficção como ninguém.
O "It" do King, tem duas fases, mas é um livro só. E Andy Muschietti foi tão foda, que conseguiu divir o livro em dois filmes distintos. O primeiro é um terror puro, desses que vira clássico Instantâneo. Já essa sequência, a ficção toma a frente por causa da revelação bombástica sobre o temido palhaço Pennywise. Coisa absurda para mim e pra muita gente na época. Porque no cinema quando você revela a origem de um monstro, o monstro acaba. E foi isso que aconteceu para mim quando assisti pela primeira vez.
Com sabedoria cinéfila, e uns papos com alguns fãs do escritor, eu entendi que It, a coisa, o palhaço, o Pennywise, por mais que seja um dos personagens mais demoníacos e marcantes dos filmes de terror em todos os tempos, ele sempre foi um alienígena! Isso não é foda? Andy Muschietti, guardou plot como poucos diretores de cinema e fez dois filmes geniais, respeitando a obra original, que provocou emoções diferentes nos dois filme: Amor no primeiro e ódio Jason no segundo.
"It: Capítulo 2" mergulha fundo na mitologia do livro do King, que é bem mais viajado aqui do que o primeiro filme. O Ritual de Chüd, confunde, mas ele é a base do filme, sendo a parte mais controversa da história, porque ele mergulha no Xamanismo, em vez de ficar no mar negro do terror que a gente adora nadar nos filmes.
Na trama após 27 anos dos eventos do primeiro filme, agora adultos, os personagens retornam à cidade de Derry para cumprir a promessa de enfrentar o temido palhaço Pennywise mais uma vez, após ele ressurgir. Mike Hanlon ficou em Derry esses 27 anos estudando a origem da Coisa. Ele descobriu que o povo indígena Shokopiwah já enfrentavam a entidade séculos atrás.
Quem sai de Derry esquece o que acontece, por isso, quando Mike liga para os amigos, eles sentem um terror físico, mas não lembram do palhaço e nem dos horrores que viveram. Mike mete o loco nos amigos para participar do Ritual de Chüd. E para vencer uma entidade que não é física, você não pode usar armas comuns. O ritual exige que cada "Perdedor" recupere um objeto de memória do passado. Isso obriga cada personagem a reviver seu trauma de infância sozinho antes da batalha final.
As cenas são sensacionais, Andy Muschietti recria momentos de terror e fantasia, com o uso inteligente de CGI, muito bem feitos, mas sem abandonar o horror corporal, e os cenários físicos, que dão aquele charme de filme raiz em muitas cenas, coisa que faz toda diferença. O filme tem cenas icônicas como a do restaurante chinês, da sala dos espelhos, dos vários flashbacks, mas a da velha monstro foi a melhor.
O elenco adulto é um otimo! Ver Jessica Chastain e James McAvoy dando continuidade à Beverly e ao Bill é impressionante, Bill Hader (Richie), traz um alívio cômico que esconde uma dor profunda, mostrando que mesmo 27 anos depois, ele e nem seus amigos realmente saíram de Derry. Mike (Isaiah Mustafa) aparentava ter bem mais a idade que tinha, ele negão raiz oitentista, aparencia simples e séria dos pais de família.
James Ransone na pele do hipocondríaco Eddy, parece ser o pai de sua versão adolescente que foi vivia por Jack Dylan Grazer. James Ransone e Jack Dylan Grazer, são um só! Isso é raro e absurdo num filme. E Jay Ryan, vivendo o adulto Ben, foi uma das coisas mais impressionantes do filme. De gordo trolado, á Reinaldo Gianecchini. Agora Bill Skarsgård, dispensa comentários, Bill é o Pennywise.
O confronto final é uma batalha do capeta! Eles vão para velha casa decrépit e abandonada na rua Neibolt, onde tem o antigo poço que leva para o local onde o extraterrestre dorme. O ritual Chüd começa, mas dá ruim, o bicho pega, é uma correria loca, Pennywise fica alucinado, o Perdedores Desesperados.
O final é emocionante, o amor a amizade e sacrifício, provam ser as únicas armas capazes de enfrentar aquela entidade milenar. E ensina que pra vencer os "Pennywise" da vida real, não precisa lutar com ele fisicamente. Ė preciso antes diminuí-lo, tirarando primeiro o poder que o medo tem sobre nós. Depois pode descer a bota...
Esqueça o palhaço engraçadinho, Pennywise de 2017 é uma entidade do mais puro sadismo e de um medo real. Eu perdi as contas das vezes que assisti esse filme, e cada vez que assisto me impressiono mais.
A direção de Andy Muschietti, capiturou o medo e a fantasia, de forma alucinante. Ele transformou o Pennywise em algo que se alimenta não só de carne, mas de traumas. O filme mostra que pra uma criança, um pai abusivo ou a culpa pela morte de um irmão são muito mais assustadores do que um monstro debaixo da cama. O Pennywise, o palhaço, é apenas o catalisador que coloca essas feridas para fora.
Bill Skarsgård, está visceral! Sua atuação hipnotiza! Aquele olhar desalinhado e a baba escorrendo não são apenas efeitos, é uma entrega física que dá medo de verdade. A forma debochada e sarcástica, junto com a violência extrema dele assassinando crianças, de forma fria, maldosa e descontrolada, foi uma coisa que não se via no cinema.
O Clube dos Perdedores é a alma do filme! Você sente o peso da amizade o amor deles. É o tipo de filme que te faz torcer para que os personagens não cresçam, porque a união deles é a única coisa que o mal de Derry não consegue quebrar. Só quem viveu os anos 80 sabe disso.
O filme tem cenas fantásticas! O banheiro da Beverly, jorrando sangue! Quandi aquele sangue jorra no rosto dela sujando as paredes e o teto inteiro, traz uma sensação de sujeira e realidade que no CGI nunca consegue replicar com a mesma textura. Aquilo tudo era vivi e dava pra ver a angústia e o desespero da personagem.
A cena dos slides, aquilo foi um dos maiores sustos que eu tive numa sala de cinema na minha vida! Ele aparecendo do nada nas fotos já dava medo, mas qua do pulou pra fora da tela, eu quase voei na sala! E a produção da cena com efeitos práticos, fez toda diferença! Se fosse no CGI, perderia todo impacto e intensidade.
E claro, o terror que eles passaram dentro da casa! Ali a fantasia tomou conta das cenas, com sequências geniais! As três portas, são clássicas! Como não lembras das "Portas dos Desesperados", do programa do Sérgio Malandro? E depois teve briga, separação, o que levou ao subito sequestro da Beverly que foi uma angústia dolorosa se se ver!
A luta contra o Pennywise no fim, foi alucinante! Amor amizade sacrifício! Uma das formulas mágicas dos anos 80, que funcionaram como nunca! A luta deles contra o palhaço é fantástica! Tudo deu errado, mas deu certo! Sorte, amizade, raça e resiliência! O Clube dos Perdedores são pica.
"It: A Coisa" é um clássicos mais marcantes do terror nos últimos tempos! Dirigido de forma brilhante por Andy Muschietti e com uma performance única de Bill Skarsgård, o filme é uma marco no gênero, superando a amada série dos anos 90, estrelado por Tim Curry. Andy Muschietti e Bill Skarsgård, transformaram o Pennywise, em uma espécie de Freddy Krueger, mas agindo em alucinações e pro desespero de todos, no mundo real.
Não li o livro, mas achei genial o trabalho realizado no cinema. A história é incrível, os personagens são inesquecíveis e as cenas estão tatuadas na minha mente!
Assisti várias vezes, quase flutuei e ainda fico esperto quando passo por um bueiro durante as chuvas...
Ficção/terror, transformado em ação/comédia, com momentos de cantoria. É meus amigos, as coisas estão difíceis...
Os anos 90 transformaram o cinema de terror e misterio dos anos 80, em filmes de ação e violência. Eu nunca gostei disso, mas a cultura, o cinema e a adolescência minha e de muita gente não seriam as mesmas sem obras como "Cemitério Maldito 2", "Hellraiser II: Renascido do Inferno", "A Noite dos Demônios II", Exterminador do Futuro 2", "Brinquedo Assassino 2".
E sobreviveria sem alguns desse, mas a alma da década de noventa, dos filmes de ação e violência eram isso, eles pulsavam fortes nos cinemas e nas locadoras. Era a grande mudança de geração, a mudança da cultura, a mudança de identidade que sempre ocorre no mundo. As transformações que aconteciam numa década, foi sendo diminuida pela metade, e hoje a cada dois anos ou menos tudo parece mudar.
O que ocorre aqui com "M3gan", me lembrou o que aconteceu essas obra-prima do terror oitentistas, que acabaram virarando filmes de ação. Deu certo, alguns filmes citados acima, provam isso. Hoje isso é mais uma fórmula usada pela indústria, dentro das muitas usadas no cinema. Mas infelizmente, essa mudança não tem nada haver mais com cultura e identidade de uma geração.
"O que fez "M3gan 2.0" mudar de gênero é a mudança de faixa etária. Um filme sem restrições de idade, leva muito mais público para as salas de cinema do que uma temerosa sequênciade terror. E o filme anterior? A trama do primeiro? O público que curtiu? Já sabe...
"M3gan 2.0", dirigido por Gerard Johnstone, é um entretenimento barato, genérico e fácil. É mais uma sequência caça niqueis que o estúdio apresenta para o púbico, aproveitando a boa repercussão que o primeiro filme teve no cinema.
O terror e a ficção, deram lugar para ação e comédia, onde muitos clichês de filme de robô estão na trama, que acaba tirando o frágil interesse na história que ela construída no filme passado. Tudo é muito fácil, raso, mal pensado. A ideia do Gerard Johnstone, foi fazer de M3gan uma robô de filmes de ação, mais nada.
Os personagens voltam, outros surgem, a trama de robô malvado que caçava a protagonista no filme anterior, mas que agora fica bonzinho, vem forte e não precisa citar de onde isso veio.
A produção é fraca, a história é dessas de refugo, os efeitos são básicos, o CGI beira a sci-fis baratos dos anos 2000, o elenco tem atrações medíocres. Mas o filme cumpre seu papel higiênico de entreter e distrair que assiste. Tem muita luta, tiros, explosões e corre corre, entre a Lu Patinadora T-800 X a Barbie T-1000.
Futuro distópico, pessimista e apocalíptico. Mundo sem vida, controlado, vigiado, sem liberdade, sem maternidade. "A Avaliação", apresenta uma realidade perdida, cínica e sufocante, onde o desejo de ser pai ou mãe não é mais um direito, mas um privilégio que é concedido pelo Estado.
O filme conta o drama de Mia (Elizabeth Olsen) e Aaryan (Himesh Patel), um casal que vive em uma sociedade isolada e "perfeita", enquanto o resto do mundo (Velho Mundo) vive em colapso ambiental e social. Onde querem ter um filho, acaba sendo uma verdadeira luta, contra a auditoria feita pelo estado.
Alicia Vikander vive Virginia, a avaliadora, uma mulher fria, hipnotizante e bizarra, que se muda para a casa deles e começa a agir como uma criança, sendo ela uma criança de 30 anos. Testando e avaliando, a paciência, a moral e a mentalidade do casal em situações insuportáveis que beiram a loucura.
Cuba, Coreia do Norte, Venezuela. Todas do Futuro! Onde as instituições públicas são governadas pelo Estado, pelo partido. Você não tem direito a nada, não pode ter opinião, come inseto, tem salário universal.
"Fahrenheit 451", "Brazil - O Filme", "1984", são várias as referências. Fleur Fortuné, nos leva para esse Mundo perdido, um mundo que é uma prisão aberta, um parque de animais que aparentam estarem soltos, mas que na verdade vivem presos num zoológico, onde as jaulas estão primeiras em suas mentes.
Aaryan e Mia, querem ter um filho, mas precisam passar pela avaliação de absurda de Virgínia, que impõe regras e situações que tiram toda intimidade deles de dentro de sua própria casa, dando lugar a um domínio lento e amargo, com métodos que só os Campos de Extermínio da Segunda Guerra Mundial, e os regimes comunistas nos países que a gente está se saco cheio de lembrar, fazem com o povo.
Esse pano de fundo da trama é trágico, mas a vida pessoal (ou o que resta) dos personagens, são o coração da história. A fragilidade de Mia, com um passado tráfico, vira uma ferida aberta na trama, junto os traumas de Aaryan. A presença de Virgínia, com seus jogos de psicológicos levam o casal ao limite. Mas não são apenas as regras do Estado que são colocadas, o filme de Fleur Fortuné, mostra que não importa o cabresto ideológico, o ser humano sempre vai dar um jeitinho de continuar sendo ser humano.
Alicia Vikander devora a personagem, que apresenta sérios problemas, que são disfarçado pela criança que ela interpreta, oprimindo o casal de todas as formas e obrigando eles a segurem as regras, sob pena serem reprovados. Elizabeth Olsen, vira dos avessos com sua Mia, a atriz consegue passar as dores de uma mulher fragilizada pelo passado, e temerosa com o futuro, que foi lançado toda felicidade numa criança que poderia vir aos mundo.
Himesh Patel, vive um homem afundado no trabalho, que independente de se revela ser a cura dos problemas das personagens, acaba não ganhando espaço na trama, que se prende ao furacão Virginia em sua própria casa.
O filme é nervoso, dramático, com memórias tristes de passado, mas as ações da Virginia, levam a gente a perder as estribeiras com a personagem, suas obrigações e sua malícia.
O final é amargo, com uma revelação que lembra os filmes do leste europeu, que fala da desgraça das lembranças da Cortina de Ferro que a URSS impunha aos países que ela dominava.
"Apenas apanhei, na beira-mar Um Saturn SL 1994 pra estação lunar"
Sarah (Margot Robbie) e David (Colin Farrell), dois estranhos que se conhecem num casamento, tem suas vidas entrelaçadas depois que entram num carro antigo que tem o poder de viajar através do tempo e do espaço, para momentos determinantes de suas vidas.
Com um GPS mágico que lembra o painel luminoso de publicidade do filme "L.A. Story" de 1991, estrelado por Steve Martin e Sarah Jessica Parker, "A Grande Viagem Da Sua Vida" me fez esquecer um pouco da mesmice do cinema de hoje, com uma história que você coloca o cérebro no bolso e entra no carro com eles.
"Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"? Sim um pouco. O filme de Kogonada me levou embora, sem esforço e sem explicar nada. Você acompanha os personagens que no início tem uma conexão tímida, ser transformados pela viagem ao passado, onde eles observam e revivem momentos marcantes de suas vidas.
Abandono, morte, arrependimento, reconhecimento, perdão, valorização, amor-próprio. A trama mostra a transformação dos personagens de forma cômica, com cenas dramática, mas sem perder o humor. O filme não tem grandes atuação, Margot Robbie e Collin Farrel, preenchem o longa com sua presença, mas deixando pra trama, com seu GPS, suas portas no meio do nada e suas revelações, serem os protagonistas da história.
A produção é muito boa, a gente viaja o filme todo com Sarah e David, que tem aquele feeling nos dois, mas fuga de um, medo de outro, que só na viagem, com as revelações e confrontos com o passado, eles são curados.
Adorei! Sou suspeito para falar desse tipo de filme. Curto bastante esse tipo de ficção, que nos dias de hoje perdem espaço pra filmes precisam explicar suas mensagem de forma mais clara e linear. Acho que a grande viagem da vida de qualquer pessoa, se não tiver mistério e se não fugir um pouco da realidade, perde a graça.
Peça clássica, revisionismo histórico e uma diretora em busca da redenção. "Hedda" é o Hamlet feminino, é a releitura visceral da peça teatral "Hedda Gabler" de Henrik Ibsen de 1891, levado de forma incrível para as telas de forma por Nia DaCosta e estrelado por Tea Thompson.
O filme mostra o festão na casa de Hedda Gabler, uma mulher aristocrática recém-casada com George Tesman (Tom Bateman), um acadêmico meia tigela, tolo e dominavel. Presa num casamento sem paixão e sufocada pelas expectativas sociais da época, Hedda manipula as pessoas ao seu redor para tentar exercer algum poder sobre seu destino e o dos outros, o que culmina em uma tragédia inevitável.
Bruxa, capeta, Satanás, vaca. Hedda é a vilã odiosa, sem alma e coração, é uma mulher que se diverte em destruir as vidas dos outros por pura inveja, maldade e diversão. Mas que acaba se transformando num anti heroína do cruel mundo patriarcal da época.
Tessa Thompson entrega uma Hedda fria, mas num veneno que nem as cobras conhecem. Sua atuação é eletrizante, cínica e gelada, conseguindo transmitir o tédio existencial da personagem sem perder a veia maligna para quem quer se feder do pé a cabeça.
Uma mansão, uma noite e uma festa, Nia DaCosta, nos prende num lugar estranho, com gente esquisita, rica e má, fazendo coisas que beiram ao crime. Hedda fica testando a fé de quem se aproxima dela, mas os alvos eram fáceis, mas as atitudes delas, foi que aumentou a minha repulsa por ela.
A construção de época foge do resgate histórico. Nia DaCosta não retrata a sociedade da época, ela se inspira muito nos padrões, mas sem cumprir todas as etiquetas de texto e visuais dos anos 1800 e pouco em que apeca teatral foi feita.
Manipulações, enganações, inveja, falsidade, a mulher é uma máquina. Suas ações são aquelas que o diabo ama e se orgulha, qur se não bastasse o jogo de amor falsidade entre ela, Thea Clifton (Imogen Poots) e Eileen Lovborg (Nina Hoss), o ódio espira pra fora da tela, quando o lance do manuscrito aparece. Fazer aquilo, por aquele motivo é pra entender porque o inferno está embarrotado de gente.
"A minha tragédia é que eu só consigo me aborrecer de morte." Isso poderia ser o epitáfio dela.
"Hedda" é um drama psicológico denso, focado no colapso mental e na sede de controle. É um estudo sobre como o privilégio, a degradação de valores e a falta de propósito podem corroer a alma humana, fazendo-a sucumbir nela mesma, fazendo do mundo um puchadinho da oficina do diabo, e das pessoas a sua volta seus doces brinquedos.
Pastel de chuchu, chá de H2O, suco de água e sorvete de gelo. "Amores Materialistas", faz você entender porque o romance acabou no cinema. Acho que esse pessoal que faz comédias românticas hoje, nunca, mas nunca se apaixonou de verdade, nunca fez merda na relação e nunca deu uma bimbada daquelas que você fica com dor nas vértebras e quer casar com a garota no outro dia.
É extremamente decepcionante começar assistir um filme sabendo que dificilmente ele vai ser bom e que no máximo ele vai estar na média do que é feito nas pragas dos serviços de streamings que fez o trabalho de sugar até o osso, tudo que esse gênero pode dar dentro da esfera clichê desses filmes.
Não tem mais onde correr, o gênero está saturado porque a forma que os seres humanos se relacionam é o limite. Mas isso não é o fim! Cada história é uma história e as possibilidades são quase que infinitas pra transformar elas em grandes filmes. O que falta pro cinema é mão de obra qualificada, talento, arte, capacidade, inteligência. É a mesma inspiração que um ator, pintor, escritor, escultor, músico e cantor, tem quando cria uma obra ou pelo menos criava antes, porque hoje a coisa tá foda pra todo lado.
O que teve de crítico babando ovo pra esse filme, por causa que era um filme da tal Celine Song, foi o que me levou a assistir "Amores Materialistas". Histeria éuma forma de propaganda, mas só vale quando o produto é bom. "As comédias românticas voltaram", "A comédia romântica da década", foram os jingles publicitários que eu ouvi.
O filme acompanha a vida da casamenteira de elite Lucy (Dakota Johnson), uma profissional que encontra parceiros ideais para os solteiros ricos da cidade, tratando o amor quase como uma transação de negócios de alto nível. Daí o título "Materialistas". Num dia qualquer ela encontra ex namorado John (Chris Evans), um amor antigo que por causa $$$, tinha rompido o namoro. Ao mesmo tempo que Harry (Pedro Pascal), aparece a sua vida.
John é um garson pobre o outro é um empresário rico um é um jegue da CLT o outro um unicórnio do mundo corporativo. E a Dakota Johnson, com aquela cara de "Sr. Gray, me vira dos avessos", se joga em cima do que tem a carteira mais pesada.
Se fosse nos anos 80 e 90, esse filme seria foda, mas o sarapatel de chuchu, com H2O, água e gelo, que a Celine Song fez de toda a história, tentando buscar significados sutis na trama e nos personagens, foi como fritar um ovo e chamar de "Oeuf au plat", pra inglês besta assistir.
É o clichê da garota pobre, que cai na real na vida amorosa com o cara rico, onde a descobre que o tal unicórnio é na verdade o Pé de Pano. "Amores Materialistas" é quase que o novo "Anora", um filme comum, sendo vendido como "Uma Linda Mulher".
Surreal mesmo era o cinema natalino das décadas passadas que fizeram miséria com filmes que são verdadeiros clássicos e que hoje são eternos. Drama, ação, comédia e romance. O cinema passou a régua no Noel, com obras primas para todos os gêneros. Sou oitentista louco e noventista doente, e vi filmes de todo jeito que é bom nem citar, mas devo confessar que nos anos 2000 saíram comédias natalinas incríveis, como "O Amor não Tira Férias", "Escrito mas Estrelas" e "Simplesmente Amor".
Hoje isso acabou, sobra um filme aqui e outro acolá no pé de meia da lareira, que na maioria são todos sofridos de se assistir. "Um. Natal. Surreal" é isso, o filme não tem nada, é sem graça, chato e com clichês sem inspiração alguma.
A Michelle Pfeiffer, que é a eterna deusa oitentista, não aguenta levar o filme nas costas sozinha. E o elenco com Felicity Jones, Jason Schwartzman, Eva Longoria, Denis Leary, Chloë Grace Moretz e Dominic Sessa, são invisíveis em cena e mesmo sendo quase que o casting todo do filme, eles tem personagens ruins que não fazem a menor diferença na história que é fraca, e esquecivel.
Pfeiffer vive Claire Clauster, uma mãe natalina que mantém a família toda unida em dezembro para as celebrações do Natal. Porém o resto da família não liga pro esforço da mãe, até que ela surta e some no mundão deixando as crianças sozinhas em casa mordendo a bunda um do outro.
Valores familiares, amor próprio, significado de ser mãe, briga de irmãos, perdão e namorico casual. O diretor Michael Showalter coloca tudo isso no pacote, e alguma coisa ou nada conseguem transmitir emoções genuínas na história, que vai enganando a gente até o final, ajudando pelo menos na digestão da Seia.
Revolucionaria, rebelde, ativista, empoderada? Tudo mentira! "O Jogo da Rainha" do brasileiro Karim Aïnouz, é um "E se...?", como no filme do Tarantino, tipo "Bastardos Inglórios", que dá um destino mãos feliz a uma personagem sofrida, que foi vítima de um rei famoso por literalmente matar suas esposas.
A história foi cruel com as mulheres ao longo dos séculos. Com o revisionismo histórico inventado nos últimos anos, os fatos acabam sendo transformados para dar à essas personagem a vitória que ela não tiveram na vida real.
Hitler e Henrique VIII, são figuras históricas marcantes; mudar seus destinos nos filmes não é proibido. Mas algo tão radical e ousado pode levar a obra ao fracasso ou para prateleira de DVD da sua casa, onde estão as obras primas do cinema.
"O Jogo da Rainha" está longe desses extremos, o filme do Karim Aïnouz, reconstrui esses momentos da vida de Catherine Parr e Henrique VIII, de forma crua, focada na maldade do monarca com sua esposa no controle da igreja durante a monarquia.
Alicia Vikander vive Catherine, que foi a sexta e última esposa do rei Henrique VIII (Jude Law), que diferente de suas antecessoras, Catherine é retratada não apenas como sua acompanhante, mas sim como uma intelectual progressista e estrategista, uma voz importante do Reino que apoiava a mudança nas escrituras cristãs, que eram ensinadas em latim, em vez da língua inglesa, impedindo que o povo tomasse posse do conhecimento.
Jude Law, tem uma atuação grotesca, passando toda repulsa que ele deveria ter tido (sinceramente eu só percebi que era o ator, durante as cenas finais). Alicia Vikander, tem uma atuação típica de rainha da época, com o medo, a opressão e ameaças de ser decapitada ou queimada viva se ela desafiasse ou desagradasse o seu amado marido podre.
O filme é lento, a direção de Karina é competente, a fotografia, cenografia e figurinos são pesados, dando a impressão de que um grande mal cairia sobre todos e por se tratar da corte de Henrique VIII, onde um capítulo brutal da história do mundo foi contada, essa atmosfera criada perfeita para a história.
"O Jogo da Rainha", é um bom filme, não passa disso. Ele não se atropela e não força muito a história como "Duas Rainhas" com a Margot Robbie e Saoirse Ronan, fizeram no filme. Mas não empolga a gente como "A Favorita" do Yorgos Lanthimos e "Maria Antonieta" da Sofia Coppola fizeram.
Facistóides X Esquerdopatas. Paul Thomas Anderson, tira onda desse povo, num filme que faz uma sátira loca dos possíveis extremos dois lados ideológicos e politico que na moita, governam nosso mundo.
Numa atuação visceral, Leonardo DiCaprio vive Bob Ferguson, ex-revolucionário que vive ha anos na clandestinidade tentando criar sua filha adolescente, Willa (Chase Infiniti), longe das loucuras do seu passado comuna. Mas entre eles existe o Coronel Lockjaw (Sean Penn), o vilão arquetipico, a personificação do "Establishment" (poder do Estado), a figura militar do autoritarismo e do controle. Um racista, fascista, homofóbico clássico desses que os patetas da USP, caçam mundo à fora, mais que cigarro de maconha nas esquinas.
Como um bom dono de fazenda de escravos, Lockjaw tem uma tara secreta por Perfidia Beverly Hills, vivida por Teyana Taylor, afair do Ferguson. Perfidia é uma muher negra, uma das líderes da revolução de gaveta que e afair do Ferguson mú...
O tempo passa, mas o amor, odio, tara de Lockjaw não. Por uma motivação do governo, o Recruta Zero fascista do governo, vai atrás de Ferguson e sua filha pelos crimes cometidos e pela confirmação que o Programa do Ratinho da na TV, sem você precisar fazer uma guerra após a outra...
Caos, desordem, exageros e uma dose inteligente de bom humor, Paul Thomas Anderson nos leva pra uma viagem frenética por uma América fictícia, onde as políticas de extrema direita estão no poder e as de extrema esquerda estão mordendo a bunda deles, com as sociedades secretas ditando regras por trás do governo e o povo tentando fugir.
PTA, ridiculariza os lados, fazendo desses excessos uma crítica velada das políticas que governam nosso mundo.
Direita Conservadora: A fúria racial, o lance nazista do sangue puro, com o controle, tecnologia, ordem, força, autoridade e a religião validando tudo. Esquerda Rebelde: Liberalismo sem fim, drogas, caos, desordem, violência, depravação moral, ideologias infinitas e inúteis sobre tudo, ignorância e pobreza.
É uma comédia de erros, que mostra a polarização dos lados com personagens caricatos. Ferguson com seu roupão grunge sujo, barba por fazer e cabelo despenteado. E o Coronel Lockjaw, e seu visual milico típico, com expressões tão duras que parece que seu corpo e rosto vão se rachar.
É um espetáculo, uma fantasia onde cada lado veste seus trajes, sejam eles uma farda limpa e perfeita ou uma calça jeans suja. Onde um lado tenta fugir do outro, num verdadeiro jogo de gato e rato, com o choque ideológicos e físicos, desde mundo que não está muito longe do nosso, só faltando mais inbecis vendendo idiotices para quem ainda não aprendeu a ver como as coisas funcionam.
Tiroteio ao léo, perseguições de carro, corre corre, gritaria, senhas absurdas, rebeldes sem causa, PTA, zoa o barraco desse povo rebelde e suas revoluções a base de maconha, sensualidade instituída, pobreza normalizada e uma nada que vai pra lugar algum. Ao mesmo tempo que mostra o facismo instituído nas altas cúpulas do governo, que deita e rola fazendo uso da força para governar e governar.
As atuações são fantásticas! Leonardo DiCaprio e Sean Penn arrebentam nos personagens, com suas facetas onde um apresenta um herói cansado das revoluções e o outro, que mesmo na velhice não entrega os pontos, mesmo com a morte bicando suas botas.
Ferguson é a ridicularizacão da revolução comunista e Lockjaw é o facista transformado no vilão clássico, no arquétipo das instituições globais e ricas, que mandam em tudo.
Barulhento, confuso, genérico, satírico e explosivo, "Uma Batalha Após a Outra", ė uma viagem maluca ao caos de uma possível realidade, éum retrato moderno e exagerado do nosso mundo. Você não leva a sério, mas sabe que muita coisa que ele mostra é verdade. Eu me diverti muito, mas espero estar em Nárnia se isso for acontecer um dia...
Pega, pega, pega, pega Pega, pega, pega, pega, pega Vê se pega de uma vez..."
Jacob Elordi, Daisy Edgar-Jones, Will Poulter, Sasha Calle e Diego Calva. Todo mundo se pegando! É uma putaria cienquentista, onde ninguém é de ninguém. Imagina o 👌 de bêbado?
Muriel (Daisy Edgar-Jones) e seu marido Lee (Will Poulter) se pegam no casamento, mas sua esposa gulosa, pega (Sasha Calle) e que pegar ainda o cunhadinho Julius (Jacob Elordi), que por sua vez pega Henry (Diego Calva) no trampo.
Dirigido por Daniel Minahan, o filme é uma mistura de drama e romance, que evoca os melodramas da velha Hollywood clássica, mas solta pra fora o mundo de Maurinha e sua vida tripla, quadupla + azeitonas. Ao mesmo tempo que Julius escancara a vida oculta dos gays naquela época, quase que numa abertura de Globo Repórter: "Gays, quem são? O que fazem? Como vivem? O que comem? No Globo Repórter desta noite... ".
Tem guerrilha de vários tipos tipo! Suga suga, chupa chupa e ataque covarde. O quadrúpede de atores, tem boas atuações, com destaque para Elordi e Calva, que se devoram quase que o filme todo e Daisy e sua personagem que traça qualquer coisa que passar na frente dela com mais de 300 g.
A direção é boa, a fotografia é incrível, mas a trama esquece de alguma coisa no caminho ou ela refaz essa estrada cheia de grandes histórias novamente, apenas mudando personagens e atores. No final você sente que "Apostas & Segredos" poderia ter ido mais longe, dando outras estruturas para trama, com um desfecho muito mais surpreendente para seus personagens.
"Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out" é mais um capítulo da saga do famoso detetive Benoit Blanc e sua infalível luneta para desvendar crimes, que entra em ação agora dentro de uma comunidade religiosa.
Diferente do clima ensolarado e exagerado de "Glass Onion", este terceiro filme da franquia, mergulha numa atmosfera muito mais sombria, gótica e séria, do que foi mostrada naquele decepcionante filme anterior.
Benoit Blanc (Daniel Craig) ė levado pra uma pequena e isolada cidade no interior de Nova York, onde o poderoso e carismático Monsenhor Jefferson Wicks (Josh Brolin) é encontrado morto na igreja, durante o culto. Tendo o padre e ex-boxeador Jud (Josh O’Connor) como maior suspeito, pelo seu passado de bas boy e por ele confrontar as decisões do seu superior que são tidas como santas, Blanc vai pra cima do caso, feito um urso vai pro mel.
Hipocrisia, fé, culpa. Esses sentimentos dominam o longa, que opera num ritmo mais cadenciado do que nos filmes anteriores. Mais uma vez Daniel Craig esta ótimo no personagem, ele segue com seu olhar cirúrgico sobre os fatos e vai decifrando a morte em meio a acusações, corre corre e situação que passam despercebido pela gente, que não tem um 007 no currículo pra validar a forma quase perfeita de investigar.
Além dos Josh Brolin e O’Connor, o filme vem com nomes de Glenn Close, Mila Kunis, Jeremy Renner, Kerry Washington, Andrew Scott, Cailee Spaeny e Thomas Haden Church, que levam a gente viver situações onde os suspeitos do crime parecem se certos, mas que logo naquele discurso de conclusão da investigação Homérica de Blanc, destrói toda a narrativa mental que a gente tinha criado.
Reviravoltas Impossíveis, criadas por Rian Johnson mantém sua marca registrada de subverter o gênero, quando tudo parecia resolvido. Você acha que entendeu o papel e a motivações do padre, do monsenhor e dos funcionários da paróquia, mas o roteiro puxa o tapete com uma solução que estava escondida bem diante dos seus olhos.
O final com a revelação do assassino, o famoso discurso é sempre foda! Rian conseguiu transformar um "quem matou?" tradicional, num monólogo moral, num solo de guitarra, onde o culpado é destrinchado feito sushi na espada cortadeira de um samurai sábio e malandro, que ganha os adversários e eles nem percebem.
Inferior ao primeiro, mas muito melhor que o segundo "Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out" prova que a fórmula de Rian Johnson não está cansada. Desta vez a história se acerta com uma trama misteriosa, cheia de suspense, com revelações e reviravoltas de morder a bunda de quem pega no sono.
É preciso mesmo ter um pouco mais de paciência nesse terceiro filme, do que nos outros. A trama com motivações religiosa deixa o filme mais lento e com uma atmosfera pesada. Mas no final de tudo, ter essa novo "Knives Out" com esse clima pesado do que ver o Benoit Blanc, ser transformado numa mistura de James Bond com Jacques Clouseau que aconteceu no filme anterior.
Novo filme, mesma história, novo grupo de jovens, novas mortes, novo encapuzado. A volta do "Pânico" deu a letra e "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado", abraçou a ideia de requel (mistura de rebot com prequel) e vamos lá, de volta, outra vez, de novo ver a mesma coisa, novamente.
Um grupo de cinco amigos liderados por Madelyn Cline (Danica Richards) e Jonah Hauer-King (Milo Griffin) após uma festa fazem merda, causam um acidente de carro fatal e decidem ocultar o corpo fazendo o famoso "morre aqui", pra não dar ruim. Um ano depois, mensagens anônimas começam a pipocar e um misterioso assassino com capa de chuva e gancho Shopee passa a caçá-los...
Jennifer Love Hewitt (Julie James) e Freddie Prinze Jr. (Ray Bronson) retornam como mentores do Homem do Gancho, mas numa atmosfera totalmente nova. O filme noventista surfava na onda do "Panico", e se deu muito bem. Tanto "Eu Sei o Que... quanto "Eu Ainda Sei o que...", são clássicos da época, slasher que fizeram sucesso nos cinemas, locadoras e TV.
O filme é não era esses de terror desses de capeta no corpo, mas o clima de medo e suspense eram únicos! Esse era o novo terror daquela época, e esse longa com todos os cliches possíveis, fez muito sucesso.
Mas esse requel da Jennifer Kaytin Robinson, por mais que ainda envolva, o filme abandona o medo, se perdendo em piadas desnecessárias, que piora mais a vida dos personagens que já são repetecos, mas que aqui conseguem ser antipáticos e artificiais, que me fez nem ligar pra quem vive ou morre.
Até aí, tudo bem, você assiste de boa, como eu disse o filme é envolvente e acabou me distraindo muito. Mas vem a revelação final do assassino, e isso fode qualquer fã dos filmes da época. Que plot twists dos infernos! O herói masculino do passado, agora é um macho opressor maluco? E o saldo do fim, são duas amigas que detestam homens, vão juntas para uma nova aventura do mundo woke feliz?
Cinema de hoje é uma bosta. Além dos estudios não terem novas ideias pra nada, eles subvertem o que foi feito de bom para se adequar ao novo modelo de ação que eles querem implantar. Infelizmente isso ocorre no fim do filme, com um artista que não aguenta um peido, revelando ser o emcapuzado, com o macho opressor depois. Porque se tivessem dado a fita antes, eu teria jogado algum game no meu celular enquanto assitia. E o que é simplesmente ainda mais ridículo é a motivação de tudo. Sério encapuzado? É por isso que você ficou o verão inteiro pistola?
Star Wars, Marvel, DC. Acho que agora só falta a Turma do Chaves e do Chapolin.
"Premonição" é coisa dos anos 2000. O filme foi um estouro nas locadoras e uma das coisas mais bacanas que surgiram no terror dos últimos tempos! A sequência manteve os personagens e parte do elenco, com um filme redondo, e pra muitos melhor que o primeiro. O terceiro filme fecha a trilogia de trilogia se forma brilhante, ousando em criar novos personagens, mas mantendo a essência genial dos filmes anteriores.
O tempo passou, as gerações mudaram, vieram duas sequências, mas tudo dos filmes ficaram para traz. "Premonição" 4 e 5, são filmes quaisquer, com história e trama fraquissimas, com cenas de mortes (que são a atração do filme), pouco inspiradas, coisa que decepcionou fãs como eu, e ajudaram a entregar pra morte a franquia. Mas isso acaba de mudar.
"Premonição 6: Laços de Sangue", tira a franquia do cemitério, pra uma história que surpreende e dá orgulho a todo mundo um viu o plano da morte nos anos 2000. Pra mim a franquia acabou no terceiro filme, num enterror lindo, mas esse filme ressuscitou muita coisa que eu não esperava.
A historia é ótima, os personagens são interessantes, a produção não deixa a gente com a vergonha que o "Premonição 5" deixou e os atores trabalham bem. O único problema de "Premonição 6: Laços de Sangue" é a época ele foi feito. Hoje tudo é feito no CGI, coisa um faz muito filme virar vídeo game.
Atores, cenários, locações, sangue, o CGI acabou com as pequenas coisas que os filmes tinham de básico que fazia o cinema se aproximar do teatro. Mano, pra quê usar sangue feito por computador, em vem da boa e velha misturinha de chocolate com Ketchup? É muito mais real do que qualquer coisa, mas isso prova que o cinema está caminhando pra que CGI tome conta de quase tudo.
Mas isso não faz que "Premonição 6", seja um filme ruim, pelo contrário. O filme é bom, diverte, distrai e surpreende a gente com boas cenas de morte e corre corre, lembrando os melhores momentos da franquia. O filme esta longe de fazer a gente morrer de alegria, mas pelo menos de desgosto, você não morre.
Quando anunciou esse filme com um diretor barbante, quem ficou com medo foi eu. Leigh Janiak adaptou de forma corajosa os livros a série de livros de R. L. Stine, mudando muita coisa e adaptando para a galera se hoje. E o resultado pra mim foi genial!
A série Rua do Medo 1984, 1978 e 1966, são um dos melhores slasher que eu já assisti na vida! Achei uma das melhores coisas que a Netflix já fez e já perdia as contas das cenas que revi o filme. A trilogia tinha deixado espaço para sequências, e eu sempre tive medo que isso acontecesse, porque esse estúdio, faz escola em pegar grandes trabalhos e entregar a diretores sem talento alguma para realização.
"Rua do Medo: Rainha do Baile", é um lixo, uma boata, uma porcaria que nunca poderia ter acontecido. A história é horrível, fraca, genérica, fácil, chata, clichê, muito mal dirigida, produzida, idealizada e adaptada dos livros, a ponto de voce mudar o nome do título, você cria outro filméco de gênero pra perder tempo.
Matt Palmer, não conseguiu aproveitar nada, nem uma gota do universo do adaptado por Leigh Janiak, para seu filme. O longa não tem referência com nada, nem com personagens, ele só pega o nome dos bairros e segue a história quase que de forma amadora, não conseguindo nem usar as músicas da epoca, pra criar o vinculo emocional que os outros filmes criaram, e que tiveram uma das melhores trilhas musicais dos últimos tempos.
O elenco acho que deve ter sido escolhido por alguém com uma catarata bem avançada. Além de ruim em cena, seus personagens são horrorosos, fugidos acho que vários refugos de roteiros recusados. As cenas que eles atuam além de pífias, são chatas, previsíveis e muito mal feitas.
O final do filme é coisa de babaca que até hoje, chora na "Carrie" e em slashers clássicos que moldaram o gênero.
"Rua do Medo: Rainha do Baile", é uma encruzilhada de macumba, com farinha azeda, Corote e curanchim de galinha suja. Não vale a pena sujar as Havaianas chutando.
Roubo milionário, carro envenenado, motorista loca e um namorado problema. "Motorista de Fuga" é quase que um "Baby Driver" versão Samara Weaving. O de Shawn Simmons, usa um pouco da estética desses filme pra contar essas histórias de clichê de roubo e carro em fuga.
Samara Weaving vive Edie, uma jovem que passou a adolescência trabalhando como motorista de fuga para criminosos, mas que gora está tentando mudar de vida, com trabalho honesto e faculdade. Mas tudo quando seu ex-namorado, John (Karl Glusman) um ladrãozinho estourado, se fode todo com seu antigo chefe de crime Nico (Andy Garcia). Para salvar a vida de John é das surpresas uterinas, Edie é forçada a voltar pro volante num assalto de cassino, coisa se não mata na hora, você passa o resto da vida em fuga.
O filma não é aquele corre corre desgraçado que a gente está acostumado a ver. "Motorista de Fuga" impõe um ritmo bacana, com drama de mamoro e cenas de ação, antes do ápice do roubo ao cassino. Samara Weaving é uma loucura. Essa garota não descepiciona! Ela puxa nossos olhos pra beleza de Barbie dela, mas com a dureza de sempre de suas personagens que não entregam a rapadura fácil, nem pro namorado vacilão e muito menos pra assassino na bota dela.
Karl Glusman, com aquela cara de Fundação Casa, é a imagem do bandido apaixonado que fez merda e deixar ele caga em lata de leite Ninho. E caga. O papel dele é desses que tem a pinta de herói, de cusão e de machão. E para uma Samara Weaving, cheia de amor e bala pra dar, é cara errado na hora errada da vida. O final explica tudo.
"Tampa de bule não segura panela de pressão." reza o ditado, desde a minha vó.
Vale assistir e lembrar de muitos clássicos do gênero.
"Desenhos", filme estilo Nickelodeon e TV Cultura, que deixa muita produção da Disney e Netflix no rascunho.
Dirigido por Seth Worley, numa espécie de vaquinha, o filme conta a Amber Wyatt (Bianca Belle), uma garota que após a perda de sua mãe, canaliza sua dor e raiva em desenhos de criaturas sombrias em seu caderno de escola. Mas o mundo dela vira dos avessos depois que o caderno cai em um lago mágico, fazendo que todas as coisas que ela desenhou, ganhasse vida no mundo real.
A história é simples, infantil e bobinha, mas acerta em cheio na produção, que utiliza efeitos extremamente criativos para criar os monstros do caderno, coisa que fez toda diferença na história. Esse visual das criaturas parece ser amador, mas é intencionalmente peculiar, porque elas parecem ter realmente pulado de um caderno, feitas de canetinha, giz de cera e glitter.
Apesar do tom de fantasia e comédia, a história lida com temas profundos pro público infantil, como luto e o trauma da perda. O elenco desconhecido, atuações são amadoras, isso não importa. "Desenhos", entrega mais que do que se imagina, e muito mais ainda que muitos filmes de pedigree prometem e não dão.
Sombrio, charmoso, estranho. "A Lenda de Ochi" faz você voltar um pouco para os anos 80, com uma daquelas aventuras de fantasias que passava nas Sessão da Tarde da vida, onde a gente ficava feliz e esparramado no sofá assistindo.
Dirigido por Isaiah Saxon em sua estreia em longas, o filme é mais uma produção da A24 que insiste em fazer filmes diferentes e que saía um pouco do estilo de produção cheia de CGI que empesteia o cinema de hoje. O animatronic volta em grande estilo para dar vida a personagens impossíveis, como se fazia décadas atrás. E o resultado é um filme com uma história simples e despretensiosa, coisa que era comum na época.
O filme conta a história de Yuri (Helena Zengel), uma jovem filha de Maxim (Willem Dafoe), um severo líder que vive em constante conflito com os Ochi, criaturas mágicas e de aparência primata da floresta. Onde ela desafia as regras de isolamento ao resgatar um filhote de Ochi ferido.
A jornada de Yuri pra devolver a criatura à sua família nas montanhas é daquelas velhas histórias sobre descoberta e amadurecimento, onde a ruptura dos preconceitos familiares e comunitários, são o motor da personagem que mostra que você precisa ser você mesmo, quebrar as regras e se libertar para ser feliz. É um parachoque de caminhão em forma de filme, coisa rara.
O maior trunfo de "A Lenda de Ochi" é a sua estética artesanal. O diretor usa um animatrônico incrível para dar vida a criatura, com detalhes orgânicos que faz você nãos saber que tipo de efeito ele usa nas cenas. A fotografia leva a gente para um mundo de sonhos, utilizando luz natural das belissimas paisagens da Romênia que dão ao filme um charme retrô, sombrio e lúdico.
Helena Zengel (Yuri) entrega uma atuação contida, mas poderosa, carregando o peso da curiosidade e da rebeldia juvenil. Willem Dafoe (Maxim) dispensa cometaruis, a Lenda de ator, brilha no papel do pai, que representa o lado humano critico e cheio ze crenças, em contraponto ao mundo mágico, que A filha representa. A dinâmica entre Yuri e o Ochi é o coração do filme, com uma amizade fofa, que lembra muita coisa boa.
História subvertida, conto de fada perdido. Princesa apática e com ambições genéricas. Vilã sem brilho, sem talento para cantar. Nmeros musicais caóticos e mal condenados. Diretor sem capacidade e talento para esse tipo de filme. Príncipe encantado inútil, com história rasa e que foi substituído por um ladrão. E uma atriz que fisicamente nada tem haver com a personagem, que não gosta da animação clássica e desdenhou da história, antes, durante e depois da produção do filme...
Sério Disney, fazer uma cagada dessa na maior animação de todos os tempos? No filme que era a alma do criador do estúdio, isso jamais poderia acontecer. Não existem filmes perfeitos, um longa sempre vai ter erros mas errar em tudo acho que poucos filmes fizeram.
"Cats" do Tom Hooper é desses exemplos que ninguém gosta de lembrar. Falar que a culpa é só do diretor é covardia em dizer. O estúdio aprovou, os produtores aprovaram, os roteiristas aprovaram e os atores também. Será que a bucha vai ficar pra tia do café?
O filme se propôs a ser uma correção ideológica do original, mas ao tentar modernizar a personagem, os roteiristas perderam de vista o que em verdade a tornava a protagonista numa heroína de conto de fadas. Branca de Neve, é a alma da história, sem ela o conto se torna um panfleto progressista pra meia dúzia de anarquista ficar feliz.
Branca de Neve não personifica mais a pureza, a bondade, a inocência e alegria. Essa nova Branca de Neve é uma heroína genérica que diz querer liderar, mas que não tem ações memoráveis que justifiquem essa ambição. O resultado é uma personagem morna com falas de autoajuda em cenas enfadonhas.
Foi constrangedor ver Rachel Zegler, ter seu talento esvaziado, envenenado e diluído, numa personagem fraca, chata e sem carisma, mas também em cenas muito mal dirigidas, idealizadas e produzidas. O filme do Marc Web, errou miseravelmente em três pilares: Roteiro, atores, produção.
O roteiro desmantelou a personagem original com as declarações da protagonista que criaram uma tempestade de confusões que prejudicou fatalmente a produção. Ela enfatizava que sua Branca de Neve não seria mais "salva pelo príncipe" e não ficaria "sonhando com o amor verdadeiro". Em vez disso, ela estaria "sonhando em se tornar a líder que sabe que pode ser". Lindo isso, mas na execução foi uma merda.
E os Sete Anões? Quando você até que aceita essa visão nova da adaptação, vem esses bichos pra acabar com tudo. Peter Dinklage ator anão famoso da "Guerra dos Tronos", criticou publicamente a Disney questionando o fato do estúdio celebrar a diversidade da atriz principal enquanto contava uma história retrógrada sobre sete anões que vivem juntos em uma caverna.
O cérebro inteligente woke dos produtores, anunciou que os Sete Anões seriam substituídos por "criaturas mágicas" de diferentes etnias e tamanhos. Coisa que deu tão errado que eles foram substituídos por um dos piores efeitos de CGI dos últimos tempos. Sério, os carinhosos Sete Anões, pareciam criaturas vindo de outras histórias, além do terrível resultado do trabalho digital realizado.
O Dunga me lembrava o Alfred E. Neuman, mascote fictício e capa da revista Mad. O resto parecia um retoque digital em atores reais que não deram certo e que o estúdio precisou dar um jeito pra consertar em vez de jogar a toalha de mais de $400 pila investidos.
Confesso que o único momento que meus olhos se encheram de brilho, foram nas cenas do musical na casa dos anões. O resto é desespero.
Eu poderia ficar escrevendo e escrevendo sobre o tanto que esse filme é horroroso, das polêmicas, do clima, do ataques, do clima ruim de produção, mas pra mim já deu...
Mano, o Paul W.S. Anderson, devia ter começado sua carreira nos anos 80. A veia dele é de filmes B e trash, e se ele fosse mais velho e tivesse seus filmes feitos nessa década, ele seria rei!
O estilo de produção de hoje, não valoriza sua obras que ficam a mercê de CGI, pra fazer tudo. Sendo que se fossem feitos com efeitos especiais, cenograficos, práticos, com uso de maquetes e também fundo azul, ele seria muito mais feliz. Pelo menos eu acho.
"Nas Terras Perdidas", é desses filmes do Paul W.S, que tem uma grande história, mas a execução é de filmes B e trash de luxo. A aventura num mundo pós apocalípse Mad Max, com magia e fuga da esperança no futuro é carregada de muita ação, lutas, macumba, perseguições, fanatismo religioso, disputas por poder e criaturas místicas.
O filme é uma adaptação de um conto do escritor R.R. Martin (o criador de Game of Thrones). Gray Alys (Milla Jovovich) é uma poderosa feiticeira, que é contratada pela rainha Melange (Amara Okereke) para uma missão às amaldiçoadas Terras Perdidas, onde ela precisa encontrar um poder mágico, um lêlê capaz de transformar um ser humano em lobisomem.
Para essa empreitada, Alys conta com a ajuda do misterioso caçador Boyce (Dave Bautista) e o jumento aceita. Facções religiosas, perigos, monstros e criaturas de fim de mundiais. A dupla segue nesse apocalípse sem Deus, trombando com tudo que não presta, mas Gray Alys carrega um segredo sombrio, onde cada desejo que ela realiza cobra também um preço muito alto.
O autor é famoso, mas é um filme do Paul W.S. Não tem muito o que esperar. Toda estrutura e estética de produção são de filmes B, de um pouco mais de 90 minutos, diálogos fáceis, personagens rasteiros e efeitos baratos, que e diga-se de passagem, parecem de Playstation.
A esposa trabalha bem, Milla Jovovich faz a bruxa fodona Gray Alys, personagem no mesmo molde dos Resident Evil. Dave Bautista, entrega os fortões de sempre que ele faz, bicho musculoso, um brucutú, mas com uma veia moral de herói.
A história tem muitas reviravoltas e revelações, mas eu nem quero imaginar como deve ser o livro, que virou um recheio de pastel em mais um filme igual do do velho e bom Paul W.S Anderson, diretor que veio na época errada para fazer seus filmes certo.
A24, estúdio que ficou famoso por filmes ousados e inteligentes que mudaram o estilo des produções de cinema no mundo dominadas por blockbusters e franquias Marvel e Star Wars.
Liberdade criativa, histórias difíceis, narrativas mais subjetivas, personagens complexos e estéticas ousadas. O estúdio virou uma grife para atores e diretores de cinema, dando mais opção para se produzir filmes originais, promessa essa que era da Netflix no início.
"Morte de um Unicórnio" é mais um filme da Netflix, feito pela A24. O filme é bizarro, tira sarro das elites ricas, brinca com os contos de fadas, faz críticas sociais, escancara o meta-capitalismo, tudo na moda slasher, coisa que lembra muito o que a Blumhouse, nos filmes que ela solta.
Então, porque a "Morte de um Unicórnio" sofre tantas críticas? É porque o filme é ruim ou porque ele é da A24? A gente julga o filme, mais por ele ser uma produção desse estúdio, do que o filme em si. Eu curti o filme por ele ser esses entretenimento típicos de streaming (coisa que ele não é), pra gente assistir e esquecer.
O filme tem a Jenna Ortega no auge, o velho formiga Paul Rudd, nessas histórias genéricas sobre mundo moderno tentando matar de vez o pouco de magia que existe no mundo. Mas não é nada pra se levar a sério! O longa de estreia de Alex Scharfman, pega um ser ou personagem mítico num cenário tendencioso onde todo pacote de situações acontecem pra validar a discussão ideológica de hoje.
Mas tudo é feito nas coxas e de forma tão genérica que eu nem liguei. Apertei o botão do foda-se no peito e me diverti com o que vi. Independente do estúdio, a produção é ruim, a mansão parece cenário de série, o CGI é suspeito e nas cenas finais acho que o dinheiro acaba, a qualidade some e parece que jogaram cenas detadas de jogos de Playstation pra acabar o filme.
O elenco trabalha bem, Jenna Ortega continua na Wandinha, Paul Rudd no Homem Formiga, e Will Poulter, Téa Leoni, Richard E. Grant, mandam bem em seus personagens.
Enfim, "Morte de um Unicórnio" é um filme pra você se divertir, distrair e esquecer. Ele cumpre seu papel de ser um entretenimento descartável, mas se você olhar ele como uma produção da A24, o filme é uma bomba, dessas teleguiadas para quebrar os Pilares morais da empresa, para que ela seja igual as outras.
Disney, Netflix, Marvel, Star Wars, DC... A24. Tic-tac...
É mais um filme Jason Stanton, minha gente! É difícil não se divertir! Porrada, tiros, perseguição e mortes de todo jeito. Tudo sem ele suar a testa!
David Ayer sabe fazer filmes de ação, se diverte muito fazendo, e quando conta com uma das últimas lendas vidas da escola de pancada do Steven Seagal, pode preparar a pipoca porque a noite promete.A história é quase a mesma, Jason muda o nome do personagem e o filme vai que é uma beleA! Minha mãe adora! Vagner, tem o filme do carequinha rsrsrs?
Em "Resgate Implacável", Jason vive Levon Cade, um chefe de obra e ex militar boinas verdes, que após a filha do chefe ser sequestrada, ele acaba aceitando a missão de resgatá-la de traficantes russos cheio de maldade no coração. Ele vai atrás e o resto do filme você já sabe.
A direção do David é muito boa, a produção muda bem nos efeitos práticos, dando todo suporte pras uma enxurrada de cenas de ação, com lutas muito bem coreografadas, onde o Jason Stanton faz a festa socando tudo que aparece pela frente.
Me diverti muito! Esse Jason Stanton raramente erra em seus filmes, que já são uma marca registrada do cinema de ação dos últimos anos. Acho que vai ter o dois, e se vir será bem vindo.
Eu achava que o cinema precisava de um milagre pra ver se salva o gênero de aventura no cinema. Mas depois desse "Fonte da Juventude", acredito que só um apocalípse pra salvar o do esquecimento.
O cinema não pode viver pra lembrar só das obras-primas oitentistas do Spielberg "Indiana Jones" e da trilogia "Piratas dos Caribe" do Verbinski não dá. As coisas pro genero não estão fáceis, "Caça ao Tesouro" que é uma releitura clichê de muitos filmes do genero em especial do Spielberg, virou um sinônimo de filme de caça ao tesouro.
Mas quando eu ouvi o nome do Guy Richie no projeto, a famosa luz da esperança acendeu no fim do túnel. Richie que tem uma assinatura inconfundível na direção, poderia salvar o genero, com seu estilo único de se fazer cinema. Ritmo frenético, diálogos rápidos, gírias, edição quebrada, linhas de tempo torta, muita violência, humor britânico e trilha sonora bem pesada.
Mano eu sonhei com tudo isso! Quando eu vi o nome da Natalie Portman no elenco, quase encomendei uma missa de agradecimento à Deus. Mas, quando me deparei com John Krasinski sendo um dos protagonistas, me imaginei dançando na encruzilhada de tanto ódio.
"A Fonte da Juventude" é uma bica d'água dos filmes de aventura, é mais um caça ao tesouro genérico que vem você assistir e esquecer. Como entretenimento pipoca você se distrair, se diverte, seca as cervejas do freezer e come feito um filho da puta. Mas como a obra do cinema aventura que tanto clama os fãs, o filme não vale nem o ódio que sente.
"Aladdin, Esquema de Risco, Guerra Sem Regras...", já faz um tempo que o diretor poderia pedir música no Fantástico, mas depois desse "A Fonte da Juventude" ele poderia até trabalhar lá dirigindo as reportagens e fazendo vinheta. Porque abandonar umas das maiores marcas do cinema, que consagraram filmes como: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes Snatch: Porcos e Diamantes, Revolver, RocknRolla: A Grande Roubada, Sherlock Holmes e outros, pra trocar por esse cinema barato de estúdio buscando alguém com um pouco de cérebro pra tocar a história sem fazer merda, é humilhante.
O filme segue o padrão Netflix, Prime e Disney de produção que tenta agradar a família toda, em ve de fazer um filme do estilo. Guy Richie, mais uma vez se vende pra indústria pra fazer filmes comuns, nesse caso uma superprodução com grande elenco, grandes locações, muitos efeitos e a mesma história.
John Krasinski e Natalie Portman não tem química e por favor, John Krasinski não é protagonistade filmes do gênero e me desculpem... Nem galã ele é. Perto da Natalie ele vira elenco de apoio comum, que passa despercebido na história quando as letrinhas no fim começam a subir. Ele é um bom ator, mas não precisa forçar assim.
O elenco é bom, nomes como: Eiza González, Stanley Tucci e Domhnall Gleeson dão muita visibilidade ao filme, com personagens típicos, uns são vilões disfarçados de amigos outros são organizações que tentam proteger o tesouro. A Apple não economiza nas viagens, locações como em Bangkok na cena de abertura, Viena e Liverpool, no corre corre da Polícia, e na sequência final no Egito encochando as pirâmides, dão a grandiosidade que todo filme de aventura precisa ter para se encaixar no genero. No mínimo.
Tem tiroteio, perseguições, corre corre, piadas, lutas e forçadas sem fim. Coisa do estilo do Richie, mas bem moderado, igual a uma cerveja 0,0 Álcool, que deve ser mijo de boi engarrafado.
Enfim, "A Fonte da Juventude" é um bom filme, é bem dirigido, muito bem produzido, com grandes efeitos, belo trabalhos de CGI. O longa diverte, entretém, paga os executivos, deixa o gênero onde está, e ainda estraga o diretor, mais que a água da Sabesp estraga quem bebe de suas fontes pela torneira...
Batman
4.0 1,9K Assista AgoraFilmes do Batman, são sempre um acontecimento no cinema, e esse "The Batman", foi um dos maiores!
Matt Reeves o filme traz um tom mais sério, sombrio e investigativo para o universo do personagem. O Robert Pattinson interpreta um Batman mais jovem, em início de carreira, que comete erros, mas que precisa lidandar com a podridão de Gotham.
A Gotham desse filme é que verdadeira Cidade das Sombras, um lugar onde a chuva nunca termina, que vive uma noite quase eterna, parecendo que nunca amanhece. Um mundo opressor e corrompido, onde o mal reina em cada esquina. Sendo com pessimismo, um noir de moderno, que lembra os filmes policiais da velha Hollywood, onde um herói sem capa precisa decifrar enigmas para pegar um assassino.
O mistério envolve o Charada, com uma atmosfera quase doentia de mistério. O lado detetivesco do herói é mostrado de forma magnifica! Esqueça o brilho de outros filmes, o Batman de Robert Pattinson é melancólico, traumatizado, não dorme, vive para a vingança e está sempre com o olhar pesado. Ele quase não parece como o Bruce Wayne "rico", ele é o um Bruce Wayne jovem, abandonado, vivendo o Homem Morcego o tempo todo.
O elenco inclui Zoë Kravitz como Mulher-Gato, Jeffrey Wright como Comissário Gordon, Colin Farrell como o Pinguim e o Charada como Paul Dano. Todos com suas personalidades mutiladas e corroídas por Gotham, que como um personagem vivo, devora à todos como um demônio disfarçado de cidade.
A trilha sonora é poderosa, o tema central ganha forma nas cenas de ação como um tiro ba noite. A fotografia é uma mortalha jogada nos nossos olhos, mostrando um cenário de sonho ruim e pesadelo, com cores escuras reinando, mas com o vermelho sangue, o mais próximo da luz que o filme mostra.
Como em todo filme do Batman, o carro continua sendo um dos pontos altos. Aqui ele não é um tanque de guerra tecnológico, mas sim um "Muscle Car" envenenado, barulhento e assustador. A cena da perseguição com o Pinguim é foda.
O desfecho para mim, continua sendo um dos pontos fracos do filme, por causa da inundação da cidade. Mas isso é coisa minha, acho que o roteiro poderia ter explorado outras possibilidades do que essa mostrada.
"The Batman" do Matt Reeves, envelheceu muito bem! A adaptação é foda, o diretor constrói uma atmosfera que superou minhas expectativas. A Gotham City, é a quase que a Sin City do Frank Miller, e a história, poderia ser escrita paras as duas. A atmosfera de medo é pulsante, o trabalho de fotografia, cenários e direção de arte, joga a gente para um pesadelo vivo.
A roupa do Batman, o carro, a caverna e a mansão, mostram quase que um mundo do Sandman. Robert Pattinson abandona de vez o brilho vampiresco do passado, mostrando uma performance marcante, junto de um elenco que virou os personagens dos avessos, com atuações incríveis!
Gostei muito de ter revisto! Tomara que esse Batman do Matt Reeves, tenha um espaço paralelo nesse universo zuado do James Gunn. Perder isso, seria o fim da DC.
It: Capítulo Dois
3.4 1,5K Assista AgoraTem Alguns Spoliers...
O primeiro filme foi sobre o despertar do medo, mas agora "It: Capítulo 2", é uma ficção com o peso do trauma na vida adulta. Andy Muschietti volta para fechar o caixão da obra do Stephen King, com uma filme que escala o horror do bueiro para níveis cósmicos, com um pouco de fantasia, mas sem perder a essência do oitentismo da época.
Finalmente eu fiz as pazes com essa sequência, a revelação de que o Pennywise não era apenas um monstro de terror, mas uma entidade extraterrestre, foi descepicionante pra mim. Porque quando assisti eu esqueci completamente que "It - A Coisa", é mais um filme adaptado do Stephen King, que é um escritor que mistura terror e ficção como ninguém.
O "It" do King, tem duas fases, mas é um livro só. E Andy Muschietti foi tão foda, que conseguiu divir o livro em dois filmes distintos. O primeiro é um terror puro, desses que vira clássico Instantâneo. Já essa sequência, a ficção toma a frente por causa da revelação bombástica sobre o temido palhaço Pennywise. Coisa absurda para mim e pra muita gente na época. Porque no cinema quando você revela a origem de um monstro, o monstro acaba. E foi isso que aconteceu para mim quando assisti pela primeira vez.
Com sabedoria cinéfila, e uns papos com alguns fãs do escritor, eu entendi que It, a coisa, o palhaço, o Pennywise, por mais que seja um dos personagens mais demoníacos e marcantes dos filmes de terror em todos os tempos, ele sempre foi um alienígena! Isso não é foda? Andy Muschietti, guardou plot como poucos diretores de cinema e fez dois filmes geniais, respeitando a obra original, que provocou emoções diferentes nos dois filme: Amor no primeiro e ódio Jason no segundo.
"It: Capítulo 2" mergulha fundo na mitologia do livro do King, que é bem mais viajado aqui do que o primeiro filme. O Ritual de Chüd, confunde, mas ele é a base do filme, sendo a parte mais controversa da história, porque ele mergulha no Xamanismo, em vez de ficar no mar negro do terror que a gente adora nadar nos filmes.
Na trama após 27 anos dos eventos do primeiro filme, agora adultos, os personagens retornam à cidade de Derry para cumprir a promessa de enfrentar o temido palhaço Pennywise mais uma vez, após ele ressurgir. Mike Hanlon ficou em Derry esses 27 anos estudando a origem da Coisa. Ele descobriu que o povo indígena Shokopiwah já enfrentavam a entidade séculos atrás.
Quem sai de Derry esquece o que acontece, por isso, quando Mike liga para os amigos, eles sentem um terror físico, mas não lembram do palhaço e nem dos horrores que viveram. Mike mete o loco nos amigos para participar do Ritual de Chüd. E para vencer uma entidade que não é física, você não pode usar armas comuns. O ritual exige que cada "Perdedor" recupere um objeto de memória do passado. Isso obriga cada personagem a reviver seu trauma de infância sozinho antes da batalha final.
As cenas são sensacionais, Andy Muschietti recria momentos de terror e fantasia, com o uso inteligente de CGI, muito bem feitos, mas sem abandonar o horror corporal, e os cenários físicos, que dão aquele charme de filme raiz em muitas cenas, coisa que faz toda diferença. O filme tem cenas icônicas como a do restaurante chinês, da sala dos espelhos, dos vários flashbacks, mas a da velha monstro foi a melhor.
O elenco adulto é um otimo! Ver Jessica Chastain e James McAvoy dando continuidade à Beverly e ao Bill é impressionante, Bill Hader (Richie), traz um alívio cômico que esconde uma dor profunda, mostrando que mesmo 27 anos depois, ele e nem seus amigos realmente saíram de Derry. Mike (Isaiah Mustafa) aparentava ter bem mais a idade que tinha, ele negão raiz oitentista, aparencia simples e séria dos pais de família.
James Ransone na pele do hipocondríaco Eddy, parece ser o pai de sua versão adolescente que foi vivia por Jack Dylan Grazer. James Ransone e Jack Dylan Grazer, são um só! Isso é raro e absurdo num filme. E Jay Ryan, vivendo o adulto Ben, foi uma das coisas mais impressionantes do filme. De gordo trolado, á Reinaldo Gianecchini. Agora Bill Skarsgård, dispensa comentários, Bill é o Pennywise.
O confronto final é uma batalha do capeta! Eles vão para velha casa decrépit e abandonada na rua Neibolt, onde tem o antigo poço que leva para o local onde o extraterrestre dorme. O ritual Chüd começa, mas dá ruim, o bicho pega, é uma correria loca, Pennywise fica alucinado, o Perdedores Desesperados.
O final é emocionante, o amor a amizade e sacrifício, provam ser as únicas armas capazes de enfrentar aquela entidade milenar. E ensina que pra vencer os "Pennywise" da vida real, não precisa lutar com ele fisicamente. Ė preciso antes diminuí-lo, tirarando primeiro o poder que o medo tem sobre nós. Depois pode descer a bota...
It: A Coisa
3.9 3,0K Assista AgoraEsqueça o palhaço engraçadinho, Pennywise de 2017 é uma entidade do mais puro sadismo e de um medo real. Eu perdi as contas das vezes que assisti esse filme, e cada vez que assisto me impressiono mais.
A direção de Andy Muschietti, capiturou o medo e a fantasia, de forma alucinante. Ele transformou o Pennywise em algo que se alimenta não só de carne, mas de traumas. O filme mostra que pra uma criança, um pai abusivo ou a culpa pela morte de um irmão são muito mais assustadores do que um monstro debaixo da cama. O Pennywise, o palhaço, é apenas o catalisador que coloca essas feridas para fora.
Bill Skarsgård, está visceral! Sua atuação hipnotiza! Aquele olhar desalinhado e a baba escorrendo não são apenas efeitos, é uma entrega física que dá medo de verdade. A forma debochada e sarcástica, junto com a violência extrema dele assassinando crianças, de forma fria, maldosa e descontrolada, foi uma coisa que não se via no cinema.
O Clube dos Perdedores é a alma do filme! Você sente o peso da amizade o amor deles. É o tipo de filme que te faz torcer para que os personagens não cresçam, porque a união deles é a única coisa que o mal de Derry não consegue quebrar. Só quem viveu os anos 80 sabe disso.
O filme tem cenas fantásticas! O banheiro da Beverly, jorrando sangue! Quandi aquele sangue jorra no rosto dela sujando as paredes e o teto inteiro, traz uma sensação de sujeira e realidade que no CGI nunca consegue replicar com a mesma textura. Aquilo tudo era vivi e dava pra ver a angústia e o desespero da personagem.
A cena dos slides, aquilo foi um dos maiores sustos que eu tive numa sala de cinema na minha vida! Ele aparecendo do nada nas fotos já dava medo, mas qua do pulou pra fora da tela, eu quase voei na sala! E a produção da cena com efeitos práticos, fez toda diferença! Se fosse no CGI, perderia todo impacto e intensidade.
E claro, o terror que eles passaram dentro da casa! Ali a fantasia tomou conta das cenas, com sequências geniais! As três portas, são clássicas! Como não lembras das "Portas dos Desesperados", do programa do Sérgio Malandro? E depois teve briga, separação, o que levou ao subito sequestro da Beverly que foi uma angústia dolorosa se se ver!
A luta contra o Pennywise no fim, foi alucinante! Amor amizade sacrifício! Uma das formulas mágicas dos anos 80, que funcionaram como nunca! A luta deles contra o palhaço é fantástica! Tudo deu errado, mas deu certo! Sorte, amizade, raça e resiliência! O Clube dos Perdedores são pica.
"It: A Coisa" é um clássicos mais marcantes do terror nos últimos tempos! Dirigido de forma brilhante por Andy Muschietti e com uma performance única de Bill Skarsgård, o filme é uma marco no gênero, superando a amada série dos anos 90, estrelado por Tim Curry. Andy Muschietti e Bill Skarsgård, transformaram o Pennywise, em uma espécie de Freddy Krueger, mas agindo em alucinações e pro desespero de todos, no mundo real.
Não li o livro, mas achei genial o trabalho realizado no cinema. A história é incrível, os personagens são inesquecíveis e as cenas estão tatuadas na minha mente!
Assisti várias vezes, quase flutuei e ainda fico esperto quando passo por um bueiro durante as chuvas...
M3GAN 2.0
2.7 222 Assista AgoraFicção/terror, transformado em ação/comédia, com momentos de cantoria. É meus amigos, as coisas estão difíceis...
Os anos 90 transformaram o cinema de terror e misterio dos anos 80, em filmes de ação e violência. Eu nunca gostei disso, mas a cultura, o cinema e a adolescência minha e de muita gente não seriam as mesmas sem obras como "Cemitério Maldito 2", "Hellraiser II: Renascido do Inferno", "A Noite dos Demônios II", Exterminador do Futuro 2", "Brinquedo Assassino 2".
E sobreviveria sem alguns desse, mas a alma da década de noventa, dos filmes de ação e violência eram isso, eles pulsavam fortes nos cinemas e nas locadoras. Era a grande mudança de geração, a mudança da cultura, a mudança de identidade que sempre ocorre no mundo. As transformações que aconteciam numa década, foi sendo diminuida pela metade, e hoje a cada dois anos ou menos tudo parece mudar.
O que ocorre aqui com "M3gan", me lembrou o que aconteceu essas obra-prima do terror oitentistas, que acabaram virarando filmes de ação. Deu certo, alguns filmes citados acima, provam isso. Hoje isso é mais uma fórmula usada pela indústria, dentro das muitas usadas no cinema. Mas infelizmente, essa mudança não tem nada haver mais com cultura e identidade de uma geração.
"O que fez "M3gan 2.0" mudar de gênero é a mudança de faixa etária. Um filme sem restrições de idade, leva muito mais público para as salas de cinema do que uma temerosa sequênciade terror. E o filme anterior? A trama do primeiro? O público que curtiu? Já sabe...
"M3gan 2.0", dirigido por Gerard Johnstone, é um entretenimento barato, genérico e fácil. É mais uma sequência caça niqueis que o estúdio apresenta para o púbico, aproveitando a boa repercussão que o primeiro filme teve no cinema.
O terror e a ficção, deram lugar para ação e comédia, onde muitos clichês de filme de robô estão na trama, que acaba tirando o frágil interesse na história que ela construída no filme passado. Tudo é muito fácil, raso, mal pensado. A ideia do Gerard Johnstone, foi fazer de M3gan uma robô de filmes de ação, mais nada.
Os personagens voltam, outros surgem, a trama de robô malvado que caçava a protagonista no filme anterior, mas que agora fica bonzinho, vem forte e não precisa citar de onde isso veio.
A produção é fraca, a história é dessas de refugo, os efeitos são básicos, o CGI beira a sci-fis baratos dos anos 2000, o elenco tem atrações medíocres. Mas o filme cumpre seu papel higiênico de entreter e distrair que assiste. Tem muita luta, tiros, explosões e corre corre, entre a Lu Patinadora T-800 X a Barbie T-1000.
Vai ter o 3.0...
A Avaliação
3.5 150 Assista AgoraFuturo distópico, pessimista e apocalíptico. Mundo sem vida, controlado, vigiado, sem liberdade, sem maternidade. "A Avaliação", apresenta uma realidade perdida, cínica e sufocante, onde o desejo de ser pai ou mãe não é mais um direito, mas um privilégio que é concedido pelo Estado.
O filme conta o drama de Mia (Elizabeth Olsen) e Aaryan (Himesh Patel), um casal que vive em uma sociedade isolada e "perfeita", enquanto o resto do mundo (Velho Mundo) vive em colapso ambiental e social. Onde querem ter um filho, acaba sendo uma verdadeira luta, contra a auditoria feita pelo estado.
Alicia Vikander vive Virginia, a avaliadora, uma mulher fria, hipnotizante e bizarra, que se muda para a casa deles e começa a agir como uma criança, sendo ela uma criança de 30 anos. Testando e avaliando, a paciência, a moral e a mentalidade do casal em situações insuportáveis que beiram a loucura.
Cuba, Coreia do Norte, Venezuela. Todas do Futuro! Onde as instituições públicas são governadas pelo Estado, pelo partido. Você não tem direito a nada, não pode ter opinião, come inseto, tem salário universal.
"Fahrenheit 451", "Brazil - O Filme", "1984", são várias as referências. Fleur Fortuné, nos leva para esse Mundo perdido, um mundo que é uma prisão aberta, um parque de animais que aparentam estarem soltos, mas que na verdade vivem presos num zoológico, onde as jaulas estão primeiras em suas mentes.
Aaryan e Mia, querem ter um filho, mas precisam passar pela avaliação de absurda de Virgínia, que impõe regras e situações que tiram toda intimidade deles de dentro de sua própria casa, dando lugar a um domínio lento e amargo, com métodos que só os Campos de Extermínio da Segunda Guerra Mundial, e os regimes comunistas nos países que a gente está se saco cheio de lembrar, fazem com o povo.
Esse pano de fundo da trama é trágico, mas a vida pessoal (ou o que resta) dos personagens, são o coração da história. A fragilidade de Mia, com um passado tráfico, vira uma ferida aberta na trama, junto os traumas de Aaryan. A presença de Virgínia, com seus jogos de psicológicos levam o casal ao limite. Mas não são apenas as regras do Estado que são colocadas, o filme de Fleur Fortuné, mostra que não importa o cabresto ideológico, o ser humano sempre vai dar um jeitinho de continuar sendo ser humano.
Alicia Vikander devora a personagem, que apresenta sérios problemas, que são disfarçado pela criança que ela interpreta, oprimindo o casal de todas as formas e obrigando eles a segurem as regras, sob pena serem reprovados. Elizabeth Olsen, vira dos avessos com sua Mia, a atriz consegue passar as dores de uma mulher fragilizada pelo passado, e temerosa com o futuro, que foi lançado toda felicidade numa criança que poderia vir aos mundo.
Himesh Patel, vive um homem afundado no trabalho, que independente de se revela ser a cura dos problemas das personagens, acaba não ganhando espaço na trama, que se prende ao furacão Virginia em sua própria casa.
O filme é nervoso, dramático, com memórias tristes de passado, mas as ações da Virginia, levam a gente a perder as estribeiras com a personagem, suas obrigações e sua malícia.
O final é amargo, com uma revelação que lembra os filmes do leste europeu, que fala da desgraça das lembranças da Cortina de Ferro que a URSS impunha aos países que ela dominava.
Grande filme! Me surpreendeu bastante!
A Grande Viagem Da Sua Vida
2.9 51 Assista Agora"Apenas apanhei, na beira-mar
Um Saturn SL 1994 pra estação lunar"
Sarah (Margot Robbie) e David (Colin Farrell), dois estranhos que se conhecem num casamento, tem suas vidas entrelaçadas depois que entram num carro antigo que tem o poder de viajar através do tempo e do espaço, para momentos determinantes de suas vidas.
Com um GPS mágico que lembra o painel luminoso de publicidade do filme "L.A. Story" de 1991, estrelado por Steve Martin e Sarah Jessica Parker, "A Grande Viagem Da Sua Vida" me fez esquecer um pouco da mesmice do cinema de hoje, com uma história que você coloca o cérebro no bolso e entra no carro com eles.
"Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"? Sim um pouco. O filme de Kogonada me levou embora, sem esforço e sem explicar nada. Você acompanha os personagens que no início tem uma conexão tímida, ser transformados pela viagem ao passado, onde eles observam e revivem momentos marcantes de suas vidas.
Abandono, morte, arrependimento, reconhecimento, perdão, valorização, amor-próprio. A trama mostra a transformação dos personagens de forma cômica, com cenas dramática, mas sem perder o humor. O filme não tem grandes atuação, Margot Robbie e Collin Farrel, preenchem o longa com sua presença, mas deixando pra trama, com seu GPS, suas portas no meio do nada e suas revelações, serem os protagonistas da história.
A produção é muito boa, a gente viaja o filme todo com Sarah e David, que tem aquele feeling nos dois, mas fuga de um, medo de outro, que só na viagem, com as revelações e confrontos com o passado, eles são curados.
Adorei! Sou suspeito para falar desse tipo de filme. Curto bastante esse tipo de ficção, que nos dias de hoje perdem espaço pra filmes precisam explicar suas mensagem de forma mais clara e linear. Acho que a grande viagem da vida de qualquer pessoa, se não tiver mistério e se não fugir um pouco da realidade, perde a graça.
Hedda
3.0 32 Assista AgoraPeça clássica, revisionismo histórico e uma diretora em busca da redenção. "Hedda" é o Hamlet feminino, é a releitura visceral da peça teatral "Hedda Gabler" de Henrik Ibsen de 1891, levado de forma incrível para as telas de forma por Nia DaCosta e estrelado por Tea Thompson.
O filme mostra o festão na casa de Hedda Gabler, uma mulher aristocrática recém-casada com George Tesman (Tom Bateman), um acadêmico meia tigela, tolo e dominavel. Presa num casamento sem paixão e sufocada pelas expectativas sociais da época, Hedda manipula as pessoas ao seu redor para tentar exercer algum poder sobre seu destino e o dos outros, o que culmina em uma tragédia inevitável.
Bruxa, capeta, Satanás, vaca. Hedda é a vilã odiosa, sem alma e coração, é uma mulher que se diverte em destruir as vidas dos outros por pura inveja, maldade e diversão. Mas que acaba se transformando num anti heroína do cruel mundo patriarcal da época.
Tessa Thompson entrega uma Hedda fria, mas num veneno que nem as cobras conhecem. Sua atuação é eletrizante, cínica e gelada, conseguindo transmitir o tédio existencial da personagem sem perder a veia maligna para quem quer se feder do pé a cabeça.
Uma mansão, uma noite e uma festa, Nia DaCosta, nos prende num lugar estranho, com gente esquisita, rica e má, fazendo coisas que beiram ao crime. Hedda fica testando a fé de quem se aproxima dela, mas os alvos eram fáceis, mas as atitudes delas, foi que aumentou a minha repulsa por ela.
A construção de época foge do resgate histórico. Nia DaCosta não retrata a sociedade da época, ela se inspira muito nos padrões, mas sem cumprir todas as etiquetas de texto e visuais dos anos 1800 e pouco em que apeca teatral foi feita.
Manipulações, enganações, inveja, falsidade, a mulher é uma máquina. Suas ações são aquelas que o diabo ama e se orgulha, qur se não bastasse o jogo de amor falsidade entre ela, Thea Clifton (Imogen Poots) e Eileen Lovborg (Nina Hoss), o ódio espira pra fora da tela, quando o lance do manuscrito aparece. Fazer aquilo, por aquele motivo é pra entender porque o inferno está embarrotado de gente.
"A minha tragédia é que eu só consigo me aborrecer de morte." Isso poderia ser o epitáfio dela.
"Hedda" é um drama psicológico denso, focado no colapso mental e na sede de controle. É um estudo sobre como o privilégio, a degradação de valores e a falta de propósito podem corroer a alma humana, fazendo-a sucumbir nela mesma, fazendo do mundo um puchadinho da oficina do diabo, e das pessoas a sua volta seus doces brinquedos.
Amores Materialistas
3.1 388 Assista AgoraPastel de chuchu, chá de H2O, suco de água e sorvete de gelo. "Amores Materialistas", faz você entender porque o romance acabou no cinema. Acho que esse pessoal que faz comédias românticas hoje, nunca, mas nunca se apaixonou de verdade, nunca fez merda na relação e nunca deu uma bimbada daquelas que você fica com dor nas vértebras e quer casar com a garota no outro dia.
É extremamente decepcionante começar assistir um filme sabendo que dificilmente ele vai ser bom e que no máximo ele vai estar na média do que é feito nas pragas dos serviços de streamings que fez o trabalho de sugar até o osso, tudo que esse gênero pode dar dentro da esfera clichê desses filmes.
Não tem mais onde correr, o gênero está saturado porque a forma que os seres humanos se relacionam é o limite. Mas isso não é o fim! Cada história é uma história e as possibilidades são quase que infinitas pra transformar elas em grandes filmes. O que falta pro cinema é mão de obra qualificada, talento, arte, capacidade, inteligência. É a mesma inspiração que um ator, pintor, escritor, escultor, músico e cantor, tem quando cria uma obra ou pelo menos criava antes, porque hoje a coisa tá foda pra todo lado.
O que teve de crítico babando ovo pra esse filme, por causa que era um filme da tal Celine Song, foi o que me levou a assistir "Amores Materialistas". Histeria éuma forma de propaganda, mas só vale quando o produto é bom. "As comédias românticas voltaram", "A comédia romântica da década", foram os jingles publicitários que eu ouvi.
O filme acompanha a vida da casamenteira de elite Lucy (Dakota Johnson), uma profissional que encontra parceiros ideais para os solteiros ricos da cidade, tratando o amor quase como uma transação de negócios de alto nível. Daí o título "Materialistas".
Num dia qualquer ela encontra ex namorado John (Chris Evans), um amor antigo que por causa $$$, tinha rompido o namoro. Ao mesmo tempo que Harry (Pedro Pascal), aparece a sua vida.
John é um garson pobre o outro é um empresário rico
um é um jegue da CLT o outro um unicórnio do mundo corporativo. E a Dakota Johnson, com aquela cara de "Sr. Gray, me vira dos avessos", se joga em cima do que tem a carteira mais pesada.
Se fosse nos anos 80 e 90, esse filme seria foda, mas
o sarapatel de chuchu, com H2O, água e gelo, que a Celine Song fez de toda a história, tentando buscar significados sutis na trama e nos personagens, foi como fritar um ovo e chamar de "Oeuf au plat", pra inglês besta assistir.
É o clichê da garota pobre, que cai na real na vida amorosa com o cara rico, onde a descobre que o tal unicórnio é na verdade o Pé de Pano. "Amores Materialistas" é quase que o novo "Anora", um filme comum, sendo vendido como "Uma Linda Mulher".
Um. Natal. Surreal.
2.7 54 Assista AgoraSurreal mesmo era o cinema natalino das décadas passadas que fizeram miséria com filmes que são verdadeiros clássicos e que hoje são eternos. Drama, ação, comédia e romance. O cinema passou a régua no Noel, com obras primas para todos os gêneros. Sou oitentista louco e noventista doente, e vi filmes de todo jeito que é bom nem citar, mas devo confessar que nos anos 2000 saíram comédias natalinas incríveis, como "O Amor não Tira Férias", "Escrito mas Estrelas" e "Simplesmente Amor".
Hoje isso acabou, sobra um filme aqui e outro acolá no pé de meia da lareira, que na maioria são todos sofridos de se assistir. "Um. Natal. Surreal" é isso, o filme não tem nada, é sem graça, chato e com clichês sem inspiração alguma.
A Michelle Pfeiffer, que é a eterna deusa oitentista, não aguenta levar o filme nas costas sozinha. E o elenco com Felicity Jones, Jason Schwartzman, Eva Longoria, Denis Leary, Chloë Grace Moretz e Dominic Sessa, são invisíveis em cena e mesmo sendo quase que o casting todo do filme, eles tem personagens ruins que não fazem a menor diferença na história que é fraca, e esquecivel.
Pfeiffer vive Claire Clauster, uma mãe natalina que mantém a família toda unida em dezembro para as celebrações do Natal. Porém o resto da família não liga pro esforço da mãe, até que ela surta e some no mundão deixando as crianças sozinhas em casa mordendo a bunda um do outro.
Valores familiares, amor próprio, significado de ser mãe, briga de irmãos, perdão e namorico casual. O diretor Michael Showalter coloca tudo isso no pacote, e alguma coisa ou nada conseguem transmitir emoções genuínas na história, que vai enganando a gente até o final, ajudando pelo menos na digestão da Seia.
O Jogo da Rainha
3.2 28 Assista AgoraRevolucionaria, rebelde, ativista, empoderada? Tudo mentira! "O Jogo da Rainha" do brasileiro Karim Aïnouz, é um "E se...?", como no filme do Tarantino, tipo "Bastardos Inglórios", que dá um destino mãos feliz a uma personagem sofrida, que foi vítima de um rei famoso por literalmente matar suas esposas.
A história foi cruel com as mulheres ao longo dos séculos. Com o revisionismo histórico inventado nos últimos anos, os fatos acabam sendo transformados para dar à essas personagem a vitória que ela não tiveram na vida real.
Hitler e Henrique VIII, são figuras históricas marcantes; mudar seus destinos nos filmes não é proibido. Mas algo tão radical e ousado pode levar a obra ao fracasso ou para prateleira de DVD da sua casa, onde estão as obras primas do cinema.
"O Jogo da Rainha" está longe desses extremos, o filme do Karim Aïnouz, reconstrui esses momentos da vida de Catherine Parr e Henrique VIII, de forma crua, focada na maldade do monarca com sua esposa no controle da igreja durante a monarquia.
Alicia Vikander vive Catherine, que foi a sexta e última esposa do rei Henrique VIII (Jude Law), que diferente de suas antecessoras, Catherine é retratada não apenas como sua acompanhante, mas sim como uma intelectual progressista e estrategista, uma voz importante do Reino que apoiava a mudança nas escrituras cristãs, que eram ensinadas em latim, em vez da língua inglesa, impedindo que o povo tomasse posse do conhecimento.
Jude Law, tem uma atuação grotesca, passando toda repulsa que ele deveria ter tido (sinceramente eu só percebi que era o ator, durante as cenas finais). Alicia Vikander, tem uma atuação típica de rainha da época, com o medo, a opressão e ameaças de ser decapitada ou queimada viva se ela desafiasse ou desagradasse o seu amado marido podre.
O filme é lento, a direção de Karina é competente, a fotografia, cenografia e figurinos são pesados, dando a impressão de que um grande mal cairia sobre todos e por se tratar da corte de Henrique VIII, onde um capítulo brutal da história do mundo foi contada, essa atmosfera criada perfeita para a história.
"O Jogo da Rainha", é um bom filme, não passa disso. Ele não se atropela e não força muito a história como "Duas Rainhas" com a Margot Robbie e Saoirse Ronan, fizeram no filme. Mas não empolga a gente como "A Favorita" do Yorgos Lanthimos e "Maria Antonieta" da Sofia Coppola fizeram.
O final é polêmico...
Uma Batalha Após a Outra
3.7 647 Assista AgoraTem Alguns Spoliers...
Facistóides X Esquerdopatas. Paul Thomas Anderson, tira onda desse povo, num filme que faz uma sátira loca dos possíveis extremos dois lados ideológicos e politico que na moita, governam nosso mundo.
Numa atuação visceral, Leonardo DiCaprio vive Bob Ferguson, ex-revolucionário que vive ha anos na clandestinidade tentando criar sua filha adolescente, Willa (Chase Infiniti), longe das loucuras do seu passado comuna. Mas entre eles existe o Coronel Lockjaw (Sean Penn), o vilão arquetipico, a personificação do "Establishment" (poder do Estado), a figura militar do autoritarismo e do controle. Um racista, fascista, homofóbico clássico desses que os patetas da USP, caçam mundo à fora, mais que cigarro de maconha nas esquinas.
Como um bom dono de fazenda de escravos, Lockjaw tem uma tara secreta por Perfidia Beverly Hills, vivida por Teyana Taylor, afair do Ferguson. Perfidia é uma muher negra, uma das líderes da revolução de gaveta que e afair do Ferguson mú...
O tempo passa, mas o amor, odio, tara de Lockjaw não. Por uma motivação do governo, o Recruta Zero fascista do governo, vai atrás de Ferguson e sua filha pelos crimes cometidos e pela confirmação que o Programa do Ratinho da na TV, sem você precisar fazer uma guerra após a outra...
Caos, desordem, exageros e uma dose inteligente de bom humor, Paul Thomas Anderson nos leva pra uma viagem frenética por uma América fictícia, onde as políticas de extrema direita estão no poder e as de extrema esquerda estão mordendo a bunda deles, com as sociedades secretas ditando regras por trás do governo e o povo tentando fugir.
PTA, ridiculariza os lados, fazendo desses excessos uma crítica velada das políticas que governam nosso mundo.
Direita Conservadora: A fúria racial, o lance nazista do sangue puro, com o controle, tecnologia, ordem, força, autoridade e a religião validando tudo.
Esquerda Rebelde: Liberalismo sem fim, drogas, caos, desordem, violência, depravação moral, ideologias infinitas e inúteis sobre tudo, ignorância e pobreza.
É uma comédia de erros, que mostra a polarização dos lados com personagens caricatos. Ferguson com seu roupão grunge sujo, barba por fazer e cabelo despenteado. E o Coronel Lockjaw, e seu visual milico típico, com expressões tão duras que parece que seu corpo e rosto vão se rachar.
É um espetáculo, uma fantasia onde cada lado veste seus trajes, sejam eles uma farda limpa e perfeita ou uma calça jeans suja. Onde um lado tenta fugir do outro, num verdadeiro jogo de gato e rato, com o choque ideológicos e físicos, desde mundo que não está muito longe do nosso, só faltando mais inbecis vendendo idiotices para quem ainda não aprendeu a ver como as coisas funcionam.
Tiroteio ao léo, perseguições de carro, corre corre, gritaria, senhas absurdas, rebeldes sem causa, PTA, zoa o barraco desse povo rebelde e suas revoluções a base de maconha, sensualidade instituída, pobreza normalizada e uma nada que vai pra lugar algum. Ao mesmo tempo que mostra o facismo instituído nas altas cúpulas do governo, que deita e rola fazendo uso da força para governar e governar.
As atuações são fantásticas! Leonardo DiCaprio e Sean Penn arrebentam nos personagens, com suas facetas onde um apresenta um herói cansado das revoluções e o outro, que mesmo na velhice não entrega os pontos, mesmo com a morte bicando suas botas.
Ferguson é a ridicularizacão da revolução comunista e Lockjaw é o facista transformado no vilão clássico, no arquétipo das instituições globais e ricas, que mandam em tudo.
Barulhento, confuso, genérico, satírico e explosivo, "Uma Batalha Após a Outra", ė uma viagem maluca ao caos de uma possível realidade, éum retrato moderno e exagerado do nosso mundo. Você não leva a sério, mas sabe que muita coisa que ele mostra é verdade. Eu me diverti muito, mas espero estar em Nárnia se isso for acontecer um dia...
Apostas & Segredos
3.0 39Tem Alguns Spoliers...
"...Pega, pega, pega, pega
Pega, pega, pega, pega
Pega, pega, pega, pega
Já peguei!
Pega, pega, pega, pega
Pega, pega, pega, pega, pega
Vê se pega de uma vez..."
Jacob Elordi, Daisy Edgar-Jones, Will Poulter, Sasha Calle e Diego Calva. Todo mundo se pegando! É uma putaria cienquentista, onde ninguém é de ninguém. Imagina o 👌 de bêbado?
Muriel (Daisy Edgar-Jones) e seu marido Lee (Will Poulter) se pegam no casamento, mas sua esposa gulosa, pega (Sasha Calle) e que pegar ainda o cunhadinho Julius (Jacob Elordi), que por sua vez pega Henry (Diego Calva) no trampo.
Dirigido por Daniel Minahan, o filme é uma mistura de drama e romance, que evoca os melodramas da velha Hollywood clássica, mas solta pra fora o mundo de Maurinha e sua vida tripla, quadupla + azeitonas. Ao mesmo tempo que Julius escancara a vida oculta dos gays naquela época, quase que numa abertura de Globo Repórter: "Gays, quem são? O que fazem? Como vivem? O que comem? No Globo Repórter desta noite... ".
Tem guerrilha de vários tipos tipo! Suga suga, chupa chupa e ataque covarde. O quadrúpede de atores, tem boas atuações, com destaque para Elordi e Calva, que se devoram quase que o filme todo e Daisy e sua personagem que traça qualquer coisa que passar na frente dela com mais de 300 g.
A direção é boa, a fotografia é incrível, mas a trama esquece de alguma coisa no caminho ou ela refaz essa estrada cheia de grandes histórias novamente, apenas mudando personagens e atores. No final você sente que "Apostas & Segredos" poderia ter ido mais longe, dando outras estruturas para trama, com um desfecho muito mais surpreendente para seus personagens.
Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
3.6 240 Assista Agora"Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out" é mais um capítulo da saga do famoso detetive Benoit Blanc e sua infalível luneta para desvendar crimes, que entra em ação agora dentro de uma comunidade religiosa.
Diferente do clima ensolarado e exagerado de "Glass Onion", este terceiro filme da franquia, mergulha numa atmosfera muito mais sombria, gótica e séria, do que foi mostrada naquele decepcionante filme anterior.
Benoit Blanc (Daniel Craig) ė levado pra uma pequena e isolada cidade no interior de Nova York, onde o poderoso e carismático Monsenhor Jefferson Wicks (Josh Brolin) é encontrado morto na igreja, durante o culto. Tendo o padre e ex-boxeador Jud (Josh O’Connor) como maior suspeito, pelo seu passado de bas boy e por ele confrontar as decisões do seu superior que são tidas como santas, Blanc vai pra cima do caso, feito um urso vai pro mel.
Hipocrisia, fé, culpa. Esses sentimentos dominam o longa, que opera num ritmo mais cadenciado do que nos filmes anteriores. Mais uma vez Daniel Craig esta ótimo no personagem, ele segue com seu olhar cirúrgico sobre os fatos e vai decifrando a morte em meio a acusações, corre corre e situação que passam despercebido pela gente, que não tem um 007 no currículo pra validar a forma quase perfeita de investigar.
Além dos Josh Brolin e O’Connor, o filme vem com nomes de Glenn Close, Mila Kunis, Jeremy Renner, Kerry Washington, Andrew Scott, Cailee Spaeny e Thomas Haden Church, que levam a gente viver situações onde os suspeitos do crime parecem se certos, mas que logo naquele discurso de conclusão da investigação Homérica de Blanc, destrói toda a narrativa mental que a gente tinha criado.
Reviravoltas Impossíveis, criadas por Rian Johnson mantém sua marca registrada de subverter o gênero, quando tudo parecia resolvido. Você acha que entendeu o papel e a motivações do padre, do monsenhor e dos funcionários da paróquia, mas o roteiro puxa o tapete com uma solução que estava escondida bem diante dos seus olhos.
O final com a revelação do assassino, o famoso discurso é sempre foda! Rian conseguiu transformar um "quem matou?" tradicional, num monólogo moral, num solo de guitarra, onde o culpado é destrinchado feito sushi na espada cortadeira de um samurai sábio e malandro, que ganha os adversários e eles nem percebem.
Inferior ao primeiro, mas muito melhor que o segundo
"Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out" prova que a fórmula de Rian Johnson não está cansada. Desta vez a história se acerta com uma trama misteriosa, cheia de suspense, com revelações e reviravoltas de morder a bunda de quem pega no sono.
É preciso mesmo ter um pouco mais de paciência nesse terceiro filme, do que nos outros. A trama com motivações religiosa deixa o filme mais lento e com uma atmosfera pesada. Mas no final de tudo, ter essa novo "Knives Out" com esse clima pesado do que ver o Benoit Blanc, ser transformado numa mistura de James Bond com Jacques Clouseau que aconteceu no filme anterior.
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado
2.4 332 Assista AgoraTem Alguns Spoliers....
Novo filme, mesma história, novo grupo de jovens, novas mortes, novo encapuzado. A volta do "Pânico" deu a letra e "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado", abraçou a ideia de requel (mistura de rebot com prequel) e vamos lá, de volta, outra vez, de novo ver a mesma coisa, novamente.
Um grupo de cinco amigos liderados por Madelyn Cline (Danica Richards) e Jonah Hauer-King (Milo Griffin) após uma festa fazem merda, causam um acidente de carro fatal e decidem ocultar o corpo fazendo o famoso "morre aqui", pra não dar ruim. Um ano depois, mensagens anônimas começam a pipocar e um misterioso assassino com capa de chuva e gancho Shopee passa a caçá-los...
Jennifer Love Hewitt (Julie James) e Freddie Prinze Jr. (Ray Bronson) retornam como mentores do Homem do Gancho, mas numa atmosfera totalmente nova. O filme noventista surfava na onda do "Panico", e se deu muito bem. Tanto "Eu Sei o Que... quanto "Eu Ainda Sei o que...", são clássicos da época, slasher que fizeram sucesso nos cinemas, locadoras e TV.
O filme é não era esses de terror desses de capeta no corpo, mas o clima de medo e suspense eram únicos! Esse era o novo terror daquela época, e esse longa com todos os cliches possíveis, fez muito sucesso.
Mas esse requel da Jennifer Kaytin Robinson, por mais que ainda envolva, o filme abandona o medo, se perdendo em piadas desnecessárias, que piora mais a vida dos personagens que já são repetecos, mas que aqui conseguem ser antipáticos e artificiais, que me fez nem ligar pra quem vive ou morre.
Até aí, tudo bem, você assiste de boa, como eu disse o filme é envolvente e acabou me distraindo muito. Mas vem a revelação final do assassino, e isso fode qualquer fã dos filmes da época. Que plot twists dos infernos! O herói masculino do passado, agora é um macho opressor maluco? E o saldo do fim, são duas amigas que detestam homens, vão juntas para uma nova aventura do mundo woke feliz?
Cinema de hoje é uma bosta. Além dos estudios não terem novas ideias pra nada, eles subvertem o que foi feito de bom para se adequar ao novo modelo de ação que eles querem implantar. Infelizmente isso ocorre no fim do filme, com um artista que não aguenta um peido, revelando ser o emcapuzado, com o macho opressor depois. Porque se tivessem dado a fita antes, eu teria jogado algum game no meu celular enquanto assitia. E o que é simplesmente ainda mais ridículo é a motivação de tudo. Sério encapuzado? É por isso que você ficou o verão inteiro pistola?
Star Wars, Marvel, DC. Acho que agora só falta a Turma do Chaves e do Chapolin.
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 732 Assista Agora"Premonição" é coisa dos anos 2000. O filme foi um estouro nas locadoras e uma das coisas mais bacanas que surgiram no terror dos últimos tempos! A sequência manteve os personagens e parte do elenco, com um filme redondo, e pra muitos melhor que o primeiro. O terceiro filme fecha a trilogia de trilogia se forma brilhante, ousando em criar novos personagens, mas mantendo a essência genial dos filmes anteriores.
O tempo passou, as gerações mudaram, vieram duas sequências, mas tudo dos filmes ficaram para traz. "Premonição" 4 e 5, são filmes quaisquer, com história e trama fraquissimas, com cenas de mortes (que são a atração do filme), pouco inspiradas, coisa que decepcionou fãs como eu, e ajudaram a entregar pra morte a franquia. Mas isso acaba de mudar.
"Premonição 6: Laços de Sangue", tira a franquia do cemitério, pra uma história que surpreende e dá orgulho a todo mundo um viu o plano da morte nos anos 2000. Pra mim a franquia acabou no terceiro filme, num enterror lindo, mas esse filme ressuscitou muita coisa que eu não esperava.
A historia é ótima, os personagens são interessantes, a produção não deixa a gente com a vergonha que o "Premonição 5" deixou e os atores trabalham bem. O único problema de "Premonição 6: Laços de Sangue" é a época ele foi feito. Hoje tudo é feito no CGI, coisa um faz muito filme virar vídeo game.
Atores, cenários, locações, sangue, o CGI acabou com as pequenas coisas que os filmes tinham de básico que fazia o cinema se aproximar do teatro. Mano, pra quê usar sangue feito por computador, em vem da boa e velha misturinha de chocolate com Ketchup? É muito mais real do que qualquer coisa, mas isso prova que o cinema está caminhando pra que CGI tome conta de quase tudo.
Mas isso não faz que "Premonição 6", seja um filme ruim, pelo contrário. O filme é bom, diverte, distrai e surpreende a gente com boas cenas de morte e corre corre, lembrando os melhores momentos da franquia. O filme esta longe de fazer a gente morrer de alegria, mas pelo menos de desgosto, você não morre.
Rua do Medo: Rainha do Baile
2.2 157 Assista AgoraQuando anunciou esse filme com um diretor barbante, quem ficou com medo foi eu. Leigh Janiak adaptou de forma corajosa os livros a série de livros de R. L. Stine, mudando muita coisa e adaptando para a galera se hoje. E o resultado pra mim foi genial!
A série Rua do Medo 1984, 1978 e 1966, são um dos melhores slasher que eu já assisti na vida! Achei uma das melhores coisas que a Netflix já fez e já perdia as contas das cenas que revi o filme. A trilogia tinha deixado espaço para sequências, e eu sempre tive medo que isso acontecesse, porque esse estúdio, faz escola em pegar grandes trabalhos e entregar a diretores sem talento alguma para realização.
"Rua do Medo: Rainha do Baile", é um lixo, uma boata, uma porcaria que nunca poderia ter acontecido. A história é horrível, fraca, genérica, fácil, chata, clichê, muito mal dirigida, produzida, idealizada e adaptada dos livros, a ponto de voce mudar o nome do título, você cria outro filméco de gênero pra perder tempo.
Matt Palmer, não conseguiu aproveitar nada, nem uma gota do universo do adaptado por Leigh Janiak, para seu filme. O longa não tem referência com nada, nem com personagens, ele só pega o nome dos bairros e segue a história quase que de forma amadora, não conseguindo nem usar as músicas da epoca, pra criar o vinculo emocional que os outros filmes criaram, e que tiveram uma das melhores trilhas musicais dos últimos tempos.
O elenco acho que deve ter sido escolhido por alguém com uma catarata bem avançada. Além de ruim em cena, seus personagens são horrorosos, fugidos acho que vários refugos de roteiros recusados. As cenas que eles atuam além de pífias, são chatas, previsíveis e muito mal feitas.
O final do filme é coisa de babaca que até hoje, chora na "Carrie" e em slashers clássicos que moldaram o gênero.
"Rua do Medo: Rainha do Baile", é uma encruzilhada de macumba, com farinha azeda, Corote e curanchim de galinha suja. Não vale a pena sujar as Havaianas chutando.
Motorista de Fuga
2.6 24 Assista AgoraRoubo milionário, carro envenenado, motorista loca e um namorado problema. "Motorista de Fuga" é quase que um "Baby Driver" versão Samara Weaving. O de Shawn Simmons, usa um pouco da estética desses filme pra contar essas histórias de clichê de roubo e carro em fuga.
Samara Weaving vive Edie, uma jovem que passou a adolescência trabalhando como motorista de fuga para criminosos, mas que gora está tentando mudar de vida, com trabalho honesto e faculdade. Mas tudo quando seu ex-namorado, John (Karl Glusman) um ladrãozinho estourado, se fode todo com seu antigo chefe de crime Nico (Andy Garcia). Para salvar a vida de John é das surpresas uterinas, Edie é forçada a voltar pro volante num assalto de cassino, coisa se não mata na hora, você passa o resto da vida em fuga.
O filma não é aquele corre corre desgraçado que a gente está acostumado a ver. "Motorista de Fuga" impõe um ritmo bacana, com drama de mamoro e cenas de ação, antes do ápice do roubo ao cassino. Samara Weaving é uma loucura. Essa garota não descepiciona! Ela puxa nossos olhos pra beleza de Barbie dela, mas com a dureza de sempre de suas personagens que não entregam a rapadura fácil, nem pro namorado vacilão e muito menos pra assassino na bota dela.
Karl Glusman, com aquela cara de Fundação Casa, é a imagem do bandido apaixonado que fez merda e deixar ele caga em lata de leite Ninho. E caga. O papel dele é desses que tem a pinta de herói, de cusão e de machão. E para uma Samara Weaving, cheia de amor e bala pra dar, é cara errado na hora errada da vida. O final explica tudo.
"Tampa de bule não segura panela de pressão." reza o ditado, desde a minha vó.
Vale assistir e lembrar de muitos clássicos do gênero.
Desenhos
3.0 6 Assista Agora"Desenhos", filme estilo Nickelodeon e TV Cultura, que deixa muita produção da Disney e Netflix no rascunho.
Dirigido por Seth Worley, numa espécie de vaquinha, o filme conta a Amber Wyatt (Bianca Belle), uma garota que após a perda de sua mãe, canaliza sua dor e raiva em desenhos de criaturas sombrias em seu caderno de escola. Mas o mundo dela vira dos avessos depois que o caderno cai em um lago mágico, fazendo que todas as coisas que ela desenhou, ganhasse vida no mundo real.
A história é simples, infantil e bobinha, mas acerta em cheio na produção, que utiliza efeitos extremamente criativos para criar os monstros do caderno, coisa que fez toda diferença na história. Esse visual das criaturas parece ser amador, mas é intencionalmente peculiar, porque elas parecem ter realmente pulado de um caderno, feitas de canetinha, giz de cera e glitter.
Apesar do tom de fantasia e comédia, a história lida com temas profundos pro público infantil, como luto e o trauma da perda. O elenco desconhecido, atuações são amadoras, isso não importa. "Desenhos", entrega mais que do que se imagina, e muito mais ainda que muitos filmes de pedigree prometem e não dão.
A Lenda de Ochi
2.9 22 Assista AgoraSombrio, charmoso, estranho. "A Lenda de Ochi" faz você voltar um pouco para os anos 80, com uma daquelas aventuras de fantasias que passava nas Sessão da Tarde da vida, onde a gente ficava feliz e esparramado no sofá assistindo.
Dirigido por Isaiah Saxon em sua estreia em longas, o filme é mais uma produção da A24 que insiste em fazer filmes diferentes e que saía um pouco do estilo de produção cheia de CGI que empesteia o cinema de hoje. O animatronic volta em grande estilo para dar vida a personagens impossíveis, como se fazia décadas atrás. E o resultado é um filme com uma história simples e despretensiosa, coisa que era comum na época.
O filme conta a história de Yuri (Helena Zengel), uma jovem filha de Maxim (Willem Dafoe), um severo líder que vive em constante conflito com os Ochi, criaturas mágicas e de aparência primata da floresta. Onde ela desafia as regras de isolamento ao resgatar um filhote de Ochi ferido.
A jornada de Yuri pra devolver a criatura à sua família nas montanhas é daquelas velhas histórias sobre descoberta e amadurecimento, onde a ruptura dos preconceitos familiares e comunitários, são o motor da personagem que mostra que você precisa ser você mesmo, quebrar as regras e se libertar para ser feliz. É um parachoque de caminhão em forma de filme, coisa rara.
O maior trunfo de "A Lenda de Ochi" é a sua estética artesanal. O diretor usa um animatrônico incrível para dar vida a criatura, com detalhes orgânicos que faz você nãos saber que tipo de efeito ele usa nas cenas.
A fotografia leva a gente para um mundo de sonhos, utilizando luz natural das belissimas paisagens da Romênia que dão ao filme um charme retrô, sombrio e lúdico.
Helena Zengel (Yuri) entrega uma atuação contida, mas poderosa, carregando o peso da curiosidade e da rebeldia juvenil. Willem Dafoe (Maxim) dispensa cometaruis, a Lenda de ator, brilha no papel do pai, que representa o lado humano critico e cheio ze crenças, em contraponto ao mundo mágico, que A filha representa. A dinâmica entre Yuri e o Ochi é o coração do filme, com uma amizade fofa, que lembra muita coisa boa.
É um bom passatempo! Gostei se ter assistido!
Branca de Neve
2.1 333 Assista AgoraHistória subvertida, conto de fada perdido. Princesa apática e com ambições genéricas. Vilã sem brilho, sem talento para cantar. Nmeros musicais caóticos e mal condenados. Diretor sem capacidade e talento para esse tipo de filme. Príncipe encantado inútil, com história rasa e que foi substituído por um ladrão. E uma atriz que fisicamente nada tem haver com a personagem, que não gosta da animação clássica e desdenhou da história, antes, durante e depois da produção do filme...
Sério Disney, fazer uma cagada dessa na maior animação de todos os tempos? No filme que era a alma do criador do estúdio, isso jamais poderia acontecer. Não existem filmes perfeitos, um longa sempre vai ter erros mas errar em tudo acho que poucos filmes fizeram.
"Cats" do Tom Hooper é desses exemplos que ninguém gosta de lembrar. Falar que a culpa é só do diretor é covardia em dizer. O estúdio aprovou, os produtores aprovaram, os roteiristas aprovaram e os atores também. Será que a bucha vai ficar pra tia do café?
O filme se propôs a ser uma correção ideológica do original, mas ao tentar modernizar a personagem, os roteiristas perderam de vista o que em verdade a tornava a protagonista numa heroína de conto de fadas. Branca de Neve, é a alma da história, sem ela o conto se torna um panfleto progressista pra meia dúzia de anarquista ficar feliz.
Branca de Neve não personifica mais a pureza, a bondade, a inocência e alegria. Essa nova Branca de Neve é uma heroína genérica que diz querer liderar, mas que não tem ações memoráveis que justifiquem essa ambição. O resultado é uma personagem morna com falas de autoajuda em cenas enfadonhas.
Foi constrangedor ver Rachel Zegler, ter seu talento esvaziado, envenenado e diluído, numa personagem fraca, chata e sem carisma, mas também em cenas muito mal dirigidas, idealizadas e produzidas. O filme do Marc Web, errou miseravelmente em três pilares: Roteiro, atores, produção.
O roteiro desmantelou a personagem original com as declarações da protagonista que criaram uma tempestade de confusões que prejudicou fatalmente a produção. Ela enfatizava que sua Branca de Neve não seria mais "salva pelo príncipe" e não ficaria "sonhando com o amor verdadeiro". Em vez disso, ela estaria "sonhando em se tornar a líder que sabe que pode ser". Lindo isso, mas na execução foi uma merda.
E os Sete Anões? Quando você até que aceita essa visão nova da adaptação, vem esses bichos pra acabar com tudo. Peter Dinklage ator anão famoso da "Guerra dos Tronos", criticou publicamente a Disney questionando o fato do estúdio celebrar a diversidade da atriz principal enquanto contava uma história retrógrada sobre sete anões que vivem juntos em uma caverna.
O cérebro inteligente woke dos produtores, anunciou que os Sete Anões seriam substituídos por "criaturas mágicas" de diferentes etnias e tamanhos. Coisa que deu tão errado que eles foram substituídos por um dos piores efeitos de CGI dos últimos tempos. Sério, os carinhosos Sete Anões, pareciam criaturas vindo de outras histórias, além do terrível resultado do trabalho digital realizado.
O Dunga me lembrava o Alfred E. Neuman, mascote fictício e capa da revista Mad. O resto parecia um retoque digital em atores reais que não deram certo e que o estúdio precisou dar um jeito pra consertar em vez de jogar a toalha de mais de $400 pila investidos.
Confesso que o único momento que meus olhos se encheram de brilho, foram nas cenas do musical na casa dos anões. O resto é desespero.
Eu poderia ficar escrevendo e escrevendo sobre o tanto que esse filme é horroroso, das polêmicas, do clima, do ataques, do clima ruim de produção, mas pra mim já deu...
Nas Terras Perdidas
2.1 68 Assista AgoraMano, o Paul W.S. Anderson, devia ter começado sua carreira nos anos 80. A veia dele é de filmes B e trash, e se ele fosse mais velho e tivesse seus filmes feitos nessa década, ele seria rei!
O estilo de produção de hoje, não valoriza sua obras que ficam a mercê de CGI, pra fazer tudo. Sendo que se fossem feitos com efeitos especiais, cenograficos, práticos, com uso de maquetes e também fundo azul, ele seria muito mais feliz. Pelo menos eu acho.
"Nas Terras Perdidas", é desses filmes do Paul W.S, que tem uma grande história, mas a execução é de filmes B e trash de luxo. A aventura num mundo pós apocalípse Mad Max, com magia e fuga da esperança no futuro é carregada de muita ação, lutas, macumba, perseguições, fanatismo religioso, disputas por poder e criaturas místicas.
O filme é uma adaptação de um conto do escritor R.R. Martin (o criador de Game of Thrones). Gray Alys (Milla Jovovich) é uma poderosa feiticeira, que é contratada pela rainha Melange (Amara Okereke) para uma missão às amaldiçoadas Terras Perdidas, onde ela precisa encontrar um poder mágico, um lêlê capaz de transformar um ser humano em lobisomem.
Para essa empreitada, Alys conta com a ajuda do misterioso caçador Boyce (Dave Bautista) e o jumento aceita. Facções religiosas, perigos, monstros e criaturas de fim de mundiais. A dupla segue nesse apocalípse sem Deus, trombando com tudo que não presta, mas Gray Alys carrega um segredo sombrio, onde cada desejo que ela realiza cobra também um preço muito alto.
O autor é famoso, mas é um filme do Paul W.S. Não tem muito o que esperar. Toda estrutura e estética de produção são de filmes B, de um pouco mais de 90 minutos, diálogos fáceis, personagens rasteiros e efeitos baratos, que e diga-se de passagem, parecem de Playstation.
A esposa trabalha bem, Milla Jovovich faz a bruxa fodona Gray Alys, personagem no mesmo molde dos Resident Evil. Dave Bautista, entrega os fortões de sempre que ele faz, bicho musculoso, um brucutú, mas com uma veia moral de herói.
A história tem muitas reviravoltas e revelações, mas eu nem quero imaginar como deve ser o livro, que virou um recheio de pastel em mais um filme igual do do velho e bom Paul W.S Anderson, diretor que veio na época errada para fazer seus filmes certo.
Bom passatempo!
A Morte de um Unicórnio
2.6 89 Assista AgoraA24, estúdio que ficou famoso por filmes ousados e inteligentes que mudaram o estilo des produções de cinema no mundo dominadas por blockbusters e franquias Marvel e Star Wars.
Liberdade criativa, histórias difíceis, narrativas mais subjetivas, personagens complexos e estéticas ousadas. O estúdio virou uma grife para atores e diretores de cinema, dando mais opção para se produzir filmes originais, promessa essa que era da Netflix no início.
"Morte de um Unicórnio" é mais um filme da Netflix, feito pela A24. O filme é bizarro, tira sarro das elites ricas, brinca com os contos de fadas, faz críticas sociais, escancara o meta-capitalismo, tudo na moda slasher, coisa que lembra muito o que a Blumhouse, nos filmes que ela solta.
Então, porque a "Morte de um Unicórnio" sofre tantas críticas? É porque o filme é ruim ou porque ele é da A24? A gente julga o filme, mais por ele ser uma produção desse estúdio, do que o filme em si. Eu curti o filme por ele ser esses entretenimento típicos de streaming (coisa que ele não é), pra gente assistir e esquecer.
O filme tem a Jenna Ortega no auge, o velho formiga Paul Rudd, nessas histórias genéricas sobre mundo moderno tentando matar de vez o pouco de magia que existe no mundo. Mas não é nada pra se levar a sério! O longa de estreia de Alex Scharfman, pega um ser ou personagem mítico num cenário tendencioso onde todo pacote de situações acontecem pra validar a discussão ideológica de hoje.
Mas tudo é feito nas coxas e de forma tão genérica que eu nem liguei. Apertei o botão do foda-se no peito e me diverti com o que vi. Independente do estúdio, a produção é ruim, a mansão parece cenário de série, o CGI é suspeito e nas cenas finais acho que o dinheiro acaba, a qualidade some e parece que jogaram cenas detadas de jogos de Playstation pra acabar o filme.
O elenco trabalha bem, Jenna Ortega continua na Wandinha, Paul Rudd no Homem Formiga, e Will Poulter, Téa Leoni, Richard E. Grant, mandam bem em seus personagens.
Enfim, "Morte de um Unicórnio" é um filme pra você se divertir, distrair e esquecer. Ele cumpre seu papel de ser um entretenimento descartável, mas se você olhar ele como uma produção da A24, o filme é uma bomba, dessas teleguiadas para quebrar os Pilares morais da empresa, para que ela seja igual as outras.
Disney, Netflix, Marvel, Star Wars, DC... A24. Tic-tac...
Resgate Implacável
3.0 126É mais um filme Jason Stanton, minha gente! É difícil não se divertir! Porrada, tiros, perseguição e mortes de todo jeito. Tudo sem ele suar a testa!
David Ayer sabe fazer filmes de ação, se diverte muito fazendo, e quando conta com uma das últimas lendas vidas da escola de pancada do Steven Seagal, pode preparar a pipoca porque a noite promete.A história é quase a mesma, Jason muda o nome do personagem e o filme vai que é uma beleA! Minha mãe adora! Vagner, tem o filme do carequinha rsrsrs?
Em "Resgate Implacável", Jason vive Levon Cade, um chefe de obra e ex militar boinas verdes, que após a filha do chefe ser sequestrada, ele acaba aceitando a missão de resgatá-la de traficantes russos cheio de maldade no coração. Ele vai atrás e o resto do filme você já sabe.
A direção do David é muito boa, a produção muda bem nos efeitos práticos, dando todo suporte pras uma enxurrada de cenas de ação, com lutas muito bem coreografadas, onde o Jason Stanton faz a festa socando tudo que aparece pela frente.
Me diverti muito! Esse Jason Stanton raramente erra em seus filmes, que já são uma marca registrada do cinema de ação dos últimos anos. Acho que vai ter o dois, e se vir será bem vindo.
A Fonte da Juventude
2.7 86 Assista AgoraEu achava que o cinema precisava de um milagre pra ver se salva o gênero de aventura no cinema. Mas depois desse "Fonte da Juventude", acredito que só um apocalípse pra salvar o do esquecimento.
O cinema não pode viver pra lembrar só das obras-primas oitentistas do Spielberg "Indiana Jones" e da trilogia "Piratas dos Caribe" do Verbinski não dá. As coisas pro genero não estão fáceis, "Caça ao Tesouro" que é uma releitura clichê de muitos filmes do genero em especial do Spielberg, virou um sinônimo de filme de caça ao tesouro.
Mas quando eu ouvi o nome do Guy Richie no projeto, a famosa luz da esperança acendeu no fim do túnel. Richie que tem uma assinatura inconfundível na direção, poderia salvar o genero, com seu estilo único de se fazer cinema. Ritmo frenético, diálogos rápidos, gírias, edição quebrada, linhas de tempo torta, muita violência, humor britânico e trilha sonora bem pesada.
Mano eu sonhei com tudo isso! Quando eu vi o nome da Natalie Portman no elenco, quase encomendei uma missa de agradecimento à Deus. Mas, quando me deparei com John Krasinski sendo um dos protagonistas, me imaginei dançando na encruzilhada de tanto ódio.
"A Fonte da Juventude" é uma bica d'água dos filmes de aventura, é mais um caça ao tesouro genérico que vem você assistir e esquecer. Como entretenimento pipoca você se distrair, se diverte, seca as cervejas do freezer e come feito um filho da puta. Mas como a obra do cinema aventura que tanto clama os fãs, o filme não vale nem o ódio que sente.
"Aladdin, Esquema de Risco, Guerra Sem Regras...", já faz um tempo que o diretor poderia pedir música no Fantástico, mas depois desse "A Fonte da Juventude" ele poderia até trabalhar lá dirigindo as reportagens e fazendo vinheta. Porque abandonar umas das maiores marcas do cinema, que consagraram filmes como: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes
Snatch: Porcos e Diamantes, Revolver, RocknRolla: A Grande Roubada, Sherlock Holmes e outros, pra trocar por esse cinema barato de estúdio buscando alguém com um pouco de cérebro pra tocar a história sem fazer merda, é humilhante.
O filme segue o padrão Netflix, Prime e Disney de produção que tenta agradar a família toda, em ve de fazer um filme do estilo. Guy Richie, mais uma vez se vende pra indústria pra fazer filmes comuns, nesse caso uma superprodução com grande elenco, grandes locações, muitos efeitos e a mesma história.
John Krasinski e Natalie Portman não tem química e por favor, John Krasinski não é protagonistade filmes do gênero e me desculpem... Nem galã ele é. Perto da Natalie ele vira elenco de apoio comum, que passa despercebido na história quando as letrinhas no fim começam a subir. Ele é um bom ator, mas não precisa forçar assim.
O elenco é bom, nomes como: Eiza González, Stanley Tucci e Domhnall Gleeson dão muita visibilidade ao filme, com personagens típicos, uns são vilões disfarçados de amigos outros são organizações que tentam proteger o tesouro. A Apple não economiza nas viagens, locações como em Bangkok na cena de abertura, Viena e Liverpool, no corre corre da Polícia, e na sequência final no Egito encochando as pirâmides, dão a grandiosidade que todo filme de aventura precisa ter para se encaixar no genero. No mínimo.
Tem tiroteio, perseguições, corre corre, piadas, lutas e forçadas sem fim. Coisa do estilo do Richie, mas bem moderado, igual a uma cerveja 0,0 Álcool, que deve ser mijo de boi engarrafado.
Enfim, "A Fonte da Juventude" é um bom filme, é bem dirigido, muito bem produzido, com grandes efeitos, belo trabalhos de CGI. O longa diverte, entretém, paga os executivos, deixa o gênero onde está, e ainda estraga o diretor, mais que a água da Sabesp estraga quem bebe de suas fontes pela torneira...