Apesar das ótimas atuações de Emily Blunt e de uma performance surpreendente do Dwayne Johnson, o filme não entrega o impacto esperado. Para algo chamado “The Smashing Machine”, quase não há ação, e a narrativa simplesmente não avança. A história começa no ponto A e permanece ali até o final, com exceção do momento em que Mark Kerr decide ficar limpo.
Os diálogos são fracos e a câmera faz tudo parecer um interminável reality de bastidores do UFC, sem intensidade ou emoção. A relação entre os personagens é tão tóxica e desconexa que fica difícil se importar com qualquer um deles. O final apenas reforça essa sensação, principalmente com o desfecho escrito que parece resultado de orçamento estourado.
O filme foi claramente overhyped. A ideia tinha potencial, mas o ritmo arrastado e a execução pobre tornam tudo bem menos interessante do que poderia ser. O destaque fica mesmo para a atuação do The Rock, finalmente mostrando que consegue ir além dos papéis estereotipados.
O Agente Secreto é um filme que parece estar sempre caminhando entre dois mundos: o que o espectador espera ver e o que o filme realmente quer mostrar. Kleber Mendonça Filho transforma a expectativa de ação em um estudo sobre como as histórias se perdem antes mesmo de serem contadas. Wagner Moura entrega uma atuação intensa e silenciosa. “Marcelo” parece sempre à beira de algo que nunca se revela totalmente, e essa ambiguidade dá força ao personagem. Cada gesto contido carrega tensão, como se ele estivesse sempre fugindo de uma lembrança que não supera. O final, que tanta gente discute, funciona como um choque porque devolve ao espectador exatamente aquilo que o filme inteiro vinha preparando: incompletude. Não há catarse, não há reencontro, não há resposta. O Brasil nunca fechou as histórias da ditadura, nunca resolveu seus desaparecimentos, nunca costurou suas próprias lacunas. O Agente Secreto encerra sem encerrar porque esse é o único final honesto possível.
House of Dynamite começa extremamente bem. A direção da Kathryn Bigelow cria um clima de tensão constante, convincente e envolvente. O ritmo inicial é forte, o ambiente é sufocante no ponto certo, e a sensação de urgência funciona de verdade. É o tipo de início que faz você acreditar que vem um grande filme pela frente. O problema é quando a narrativa se fragmenta em vários pontos de vista. Em vez de aprofundar a história, o filme se dispersa. Os personagens não têm tempo para existir, as situações perdem impacto e a trama se desconecta emocionalmente. O elenco, apesar de ótimo, é mal aproveitado: Rebecca Ferguson desaparece, Jason Clarke não tem espaço pra desenvolver nada e Idris Elba surge em cenas que quebram completamente o tom. O final, por sua vez, é simplesmente frustrante. Não é aberto de forma interessante, é abrupto. Depois de construir tensão o filme inteiro, ele corta no momento em que deveria entregar alguma conclusã. No fim, House of Dynamite é uma ideia forte enfraquecida pela sua própria estrutura.
Paul Thomas Anderson entrega um filme que prende desde o prólogo. Estranho no início, mas essencial para tudo o que se desencadeia depois. A narrativa corre sem pausa, impulsionada por uma trilha sonora incansável e por cenas de ação filmadas com uma precisão que te coloca no centro da tensão, especialmente na perseguição de carro que simplesmente prende a respiração.
O trio Leonardo DiCaprio, Benicio Del Toro e Sean Penn sustentam o filme com força, mas é Penn quem realmente domina a tela. Ele entrega uma atuação magnética, cheia de nuances e presença, do tipo que rouba a atenção em qualquer cena. Tem tudo para ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
Nos 40 minutos finais, o filme cresce até um desfecho de arrepiar. É político, engraçado, caótico e cheio de camadas que continuam reverberando muito depois dos créditos. Um dos grandes filmes do ano e daqueles que valem uma revisita para captar tudo que Anderson constrói com tanto domínio.
Frankenstein começa mostrando a que veio, um filme visualmente caprichado, com atmosfera densa e um cuidado artístico que eleva até os detalhes mais simples. A narrativa segue firme, equilibrando emoção, tensão e um mundo construído com precisão, como se cada cena tivesse sido moldada à mão.
Jacob Elordi, que nunca foi meu nome favorito, finalmente me ganhou aqui. Ele transforma a criatura em algo ao mesmo tempo imenso e gentil, carregando uma vulnerabilidade que surpreende e dá profundidade ao papel. Oscar Isaac entrega um Victor em colapso emocional, conduzido por culpa e ambição, enquanto Christoph Waltz aparece com sua habitual exatidão, deixando cada diálogo mais afiado.
Mesmo com um ritmo um pouco mais apressado no final, o caminho permanece forte. Frankenstein se firma como um dos grandes lançamentos do ano, lembrando que a verdadeira tragédia não está na criatura, mas nas escolhas de quem a trouxe ao mundo.
It Follows é aquele tipo de filme que te ganha pela ideia, mas te perde pela execução. A proposta de uma “maldição sexualmente transmissível” é brilhante e cheia de possibilidades. A direção, a fotografia e a trilha sonora criam uma atmosfera tensa, quase hipnótica, e por um tempo o filme realmente prende. Mas à medida que a história avança, tudo começa a se perder. O roteiro parece esquecer de responder perguntas básicas: de onde vem a maldição? Por que ninguém além dos jovens parece notar nada? Onde estão os adultos, a polícia, o resto do mundo? Personagens morrem, se ferem, e nada disso tem impacto algum. Falta peso, consequência e, principalmente, propósito. O final aberto poderia ser interessante se houvesse uma construção que o sustentasse, mas aqui soa mais como falta de ideia do que escolha narrativa. No fim das contas, It Follows é mais angustiante do que assustador. É aquele tipo de filme que tinha tudo pra ser grande, mas acabou ficando só na boa intenção.
Um filme frio, implacável, assombroso e estranho. John Carpenter transforma o frio em algo vivo, quase palpável, e faz do isolamento um inimigo tão perigoso quanto o próprio monstro. A criatura, com seu poder grotesco de imitar qualquer forma de vida, não é só uma ameaça física, mas psicológica. A paranoia consome o grupo aos poucos, e a pergunta “em quem confiar?” vira o verdadeiro motor do terror. É fascinante como Carpenter evita sustos fáceis e aposta no desconforto, na desconfiança e no silêncio que antecede o caos. Os efeitos práticos são um espetáculo à parte, ainda hoje impressionam e provam que o horror artesanal envelhece melhor que qualquer CGI. Kurt Russell entrega um dos papéis mais marcantes da carreira, liderando o grupo com carisma e desespero contido. E aquele final, ambíguo, enigmático e gélido, é simplesmente perfeito. Um clássico injustiçado em seu lançamento, e hoje reconhecido como uma das obras mais brilhantes do terror e da ficção científica.
Poltergeist é um filme que me surpreendeu mais do que eu esperava. Comecei achando que seria só mais um terror antigo, mas a história acabou me prendendo. A ideia da família atormentada por forças sobrenaturais dentro de casa é simples, mas bem executada, especialmente considerando que o filme é dos anos 80.
Sinceramente, é difícil levar a sério esses personagens. Eles veem o impossível acontecer dentro da casa e, em vez de fugir, decidem dormir mais uma noite como se nada tivesse acontecido.
Os efeitos visuais, embora datados, têm um certo charme e mostram o quanto o filme foi inovador pra época. A famosa cena da menina sendo puxada pela TV continua icônica e assustadora até hoje.
No geral, Poltergeist não é um terror que dá medo de verdade, mas tem uma energia estranha e envolvente que faz a gente querer assistir até o fim. É um clássico que vale a experiência, mesmo que alguns momentos soem exagerados.
“Você não pode se livrar do Babadook.” Essa frase ecoa bem depois dos créditos, porque o filme não é sobre um monstro, é sobre aquilo que a gente tenta esconder no porão e finge que não existe. The Babadook é, na verdade, um retrato cru da depressão: aquela que entra de mansinho, toma o controle da rotina e transforma até o amor em cansaço. A direção é sufocante de propósito, as cores frias, o silêncio incômodo, os cômodos da casa sempre escuros, como se o mundo estivesse encolhendo em volta da personagem. A atuação da Essie Davis é absurda. Dá pra sentir a exaustão dela no olhar, aquele limite entre a raiva e o colapso. E o garoto… bom, o garoto é insuportável! O filme é inteligente porque nunca precisa mostrar muito, ele sugere. Não há “sustos” fáceis, e sim um terror que nasce do psicológico, da dor e do luto mal resolvido. Quando ela finalmente “enfrenta” o Babadook, não é uma vitória. É aceitação. Ela entende que aquilo nunca vai embora, só aprende a conviver. E talvez essa seja a parte mais real de todo o terror.
No fim, The Babadook é menos um filme de medo e mais um espelho incômodo. E, sinceramente? É um dos poucos terrores que conseguem fazer a gente sentir empatia pelo monstro.
“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.” Essa frase traduz o que senti com O Labirinto do Fauno. Não é apenas fantasia, mas poesia e crítica em forma de cinema.
Os monstros não são as criaturas mitológicas, são os humanos, cruéis e ditatoriais. A árvore sufocada pelo sapo simboliza a vida que precisa ser purificada, enquanto o banquete do ser dos olhos nas mãos reflete nossas tentações mais perigosas.
O desafio final é sobre amor verdadeiro: escolher entre o fácil e o justo. Ofélia nos mostra que o sacrifício, por vezes, é a forma mais pura de coragem.
Demorei anos para assistir, mas foi no tempo certo. Hoje, vejo a beleza, a dor e a profundidade dessa obra-prima.
Sonhos maravilhosos de vidas inocentes neste mundo cruel. Viva feliz em seus sonhos, Ofélia.
The Last train from Gun Hill é um faroeste que cresce em intensidade a cada minuto. O filme começa de forma simples, mas logo mergulha em uma trama marcada por tensão, lealdade e vingança. Kirk Douglas entrega uma atuação poderosa, enquanto Anthony Quinn dá vida a um antagonista complexo, movido tanto pela autoridade quanto pelas contradições humanas. A amizade rompida entre os dois personagens é o fio condutor de uma história que mistura ação, suspense e tragédia. Com fotografia impecável e um ritmo que prende até o fim, este é um daqueles faroestes que merecem ser redescobertos e colocados entre os grandes clássicos do gênero.
Weapons se destaca por apostar em uma narrativa dividida em múltiplos pontos de vista, revelando a trama aos poucos e mantendo a curiosidade sempre em alta. Essa construção prende a atenção, criando um terror mais psicológico do que baseado em sustos fáceis, o que torna a experiência instigante e envolvente.
A direção de Zach Cregger reforça esse clima com câmeras que exploram ambientes de forma sufocante e uma fotografia que amplia a sensação de desconforto. A trilha sonora, mesmo discreta, aparece nos momentos certos para intensificar a tensão, enquanto o equilíbrio entre suspense, drama e pequenas doses de humor mantém o ritmo vivo.
O elenco entrega atuações sólidas, com Julia Garner sendo o grande destaque. Mesmo que o clímax não seja tão impactante quanto a preparação sugere, Weapons continua sendo um dos filmes de terror mais originais e interessantes de 2025, marcando pela atmosfera perturbadora e pela forma criativa de contar sua história.
“Às vezes eu dizia a verdade e mesmo assim não acreditavam em mim, então eu preferia mentir.” A confissão de Antoine Doinel resume a dor de crescer sem voz em um mundo de adultos que não escutam. Truffaut transforma essa sensação em cinema vivo, mostrando uma adolescência marcada pela solidão, pelo peso da família ausente e pela escola que mais pune do que acolhe.
Não é um filme de esperança fácil. É um retrato cru de uma infância sufocada, em que cada gesto de Antoine carrega a luta por respirar diante de um mundo que o empurra para a margem.
Mais de sessenta anos depois, Os Incompreendidos continua atual porque fala de algo que atravessa gerações: a necessidade de ser ouvido. É cinema que não explica demais, mas que obriga a sentir. Um clássico que permanece inesquecível não apenas pelo que mostra da juventude de ontem, mas pelo que ainda diz sobre as crianças de hoje.
“Disque M para Matar” é um clássico que mostra o talento único de Hitchcock em transformar uma trama aparentemente simples em um suspense elegante e inteligente. Cada detalhe em cena tem peso: um gesto, uma fala ou até um objeto comum podem se tornar fundamentais para o desenrolar da história. É nesse jogo de pistas e reviravoltas que o espectador é mantido em constante atenção.
Grace Kelly, com sua presença magnética, dá charme e intensidade ao filme, enquanto Ray Milland compõe um vilão frio, calculista e fascinante.
Hitchcock conduz tudo com maestria, sem precisar de grandes exageros para criar impacto. A tensão é construída aos poucos, de maneira refinada, até um desfecho que confirma: nem todo crime é perfeito. Um filme sofisticado, atemporal, e que segue conquistando gerações ao provar que o verdadeiro suspense nasce da inteligência narrativa.
Que marido Frouxo!! Nunca vi um homem tão inútil, tão covarde e tão desesperador de assistir. Sério, cada cena eu ficava torcendo pra Louise largar logo esse peso morto, porque até o Ant foi mais corajoso que ele.
Agora, justiça seja feita: James McAvoy é simplesmente brilhante. O cara transmite loucura só no olhar, arrepia. O filme pode até dividir opiniões (e se você já viu o original, vai sentir diferença no final), mas a atuação dele segura tudo.
Louise, por outro lado, foi quem realmente carregou a família nas costas. Ela não tinha medo de encarar nada, enquanto o marido só atrapalhava, até quebrou o próprio pé, como se já não bastasse a covardia. No fim das contas, quem resolveu tudo foi ela.
É um bom thriller, dá aquele nó na garganta e aquela raiva acumulada de personagem frouxo. Só fica a lição: nunca se case com um homem fraco.
Sempre vi filmes sobre “adolescentes sexualmente ativos em festas” sendo tratados como comédia, leves, quase superficiais, sem espaço para a seriedade do que realmente acontece nesse ambiente. A diretora subverte isso com maestria. Ela coloca o olhar feminino em primeiro plano e mostra que, enquanto algumas vão enxergar o cara como o “bonitão desejado”, outras vão viver o pesadelo mais cruel. O tema é cru, pesado, e talvez doa ainda mais em quem já passou por algo parecido. O desconforto é real porque o filme mostra como esse tipo de violência muitas vezes é banalizada, tratada como “normal”. A interpretação de Mia é tão visceral que machuca, porque reconhecemos aquele olhar, aquele vazio, aquele silêncio. How to Have Sex não precisa de cenas de sexo gratuitas nem de diálogos em excesso. A atuação, os olhares e os gestos entregam tudo. É um retrato honesto, nauseante e necessário de como a cultura do estupro se infiltra nos espaços mais banais, e como tantas meninas já foram, de alguma forma, a Tara.
A dor de Edward, transformada em ficção, é também a vingança silenciosa contra Susan. Não há como ignorar o peso das metáforas: o sequestro, a perda e a violência são espelhos distorcidos do que ela fez com ele, não fisicamente, mas emocionalmente. A escolha de Susan imaginar Tony como Edward mostra que, mesmo após tantos anos, ela ainda o via como frágil. Mas o livro prova o contrário: Edward encontrou sua forma de gritar, de sangrar e de fechar o ciclo. O vazio no restaurante é a assinatura final dessa vingança, cruel justamente porque não precisa de confronto, apenas de silêncio. A direção de Tom Ford é impecável: fotografia elegante, simbolismos em cada quadro, cores frias que refletem o distanciamento e uma trilha sonora que guia cada sensação. É um filme sobre escolhas, consequências e sobre como às vezes a vingança não precisa de violência para ser devastadora. Um filmaço, daqueles que ficam remoendo na mente, como uma ferida que nunca cicatriza.
Depois de tantas tentativas frustradas, finalmente o Quarteto Fantástico ganhou o filme que merecia.
Vanessa Kirby rouba a cena e entrega uma Susan Storm poderosa, sensível e determinada. Pedro Pascal traz um Reed Richards com uma carga emocional interessante, menos gênio frio, mais humano. Já a dinâmica entre o Tocha Humana e o Coisa é leve, divertida e cheia de química, como deve ser.
O visual do Galactus está incrível, mas senti que ele foi mal aproveitado. O mesmo vale para a Surfista Prateada, eu esperava mais tempo de tela e cenas de ação com ela, especialmente considerando o potencial da personagem.
No fim, o filme não é perfeito, mas é honesto. Uma estreia que redime o passado e, acima de tudo, abre um futuro empolgante para o grupo no MCU.
Superou todas as minhas expectativas. A fidelidade à animação é impressionante, sem parecer forçada, tudo o que precisava estar lá, está. E as mudanças são pontuais, sutis e fazem sentido.
A estética é linda, o CGI funciona muito bem, e a trilha sonora emociona como sempre. A essência dos personagens foi mantida, e o elenco, principalmente Mason Thames como Soluço, foi uma grata surpresa. Ele conseguiu entregar carisma, emoção e leveza.
É, pra mim, um dos melhores live actions já feitos. A DreamWorks acertou em cheio e conseguiu entregar algo que respeita a memória afetiva de quem cresceu com essa história, sem deixar de ser atual.
Depois de anos, a gente finalmente tem de volta um Superman de verdade: esperançoso, luminoso, heróico e que se importa com a humanidade. O filme enterra de vez aquele clima pesado da era Snyder. Eu curti muito o David Corenswet nesse papel. Ele convence como alguém que salva por acreditar nas pessoas, não por obrigação. Rachel é uma ótima Lois, na minha opinião até melhor que a Amy Adams, bem mais provocadora, com mais personalidade. Já o Lex Luthor do Nicholas Hoult está simplesmente sensacional: frio, obcecado e completamente fissurado no Superman. Claro que nem tudo é perfeito, né? Eu achei que teve uma certa exagerada nas piadas em alguns momentos. E teve um furo de roteiro que me incomodou (alerta de spoiler!): o Superman é preso e ninguém no Planeta Diário percebe que o Clark sumiu. Como assim? No fim, pra mim é isso: É um filme bom, que faz o básico que eu queria que é devolver o Superman que eu sempre gostei de ver: aquele que acredita, que inspira e que é a luz.
A escolha da Ana de Armas não foi só acertada, foi necessária! Ela dança entre a fragilidade e a brutalidade como se fosse natural. O filme é ação, tiro, espada, faca, fogo, sangue e granada, é poesia violenta.
Eu amei como o filme respeitou a mitologia do Wick sem ficar engessado.
Keanu? Rei. Nem precisava aparecer, mas quando aparece, lembra a gente porque John Wick virou o que virou.
No fim, Ballerina me lembrou que filmes de ação, quando bem feitos, são pura catarse.
Que filme surreal de bom, fiquei fascinada! Sem dúvida, um dos melhores filmes do ano até agora. “Sinners (Pecadores)” é extremamente bem executado em cada detalhe: trilha sonora poderosa, edição de dar inveja, atuações impecáveis… e que fotografia e direção, senhores! Certos enquadramentos pareciam verdadeiras pinturas. Destaque absoluto para a cena longa, filmada em uma única tomada, em que almas e guardiões se revelavam ao som da música de Sammir. É uma sequência que transcende as barreiras do tempo, das mais belas que já vi em uma obra cinematográfica em geral. CALAFRIOS! É o tipo de filme que te faz lembrar por que você se apaixonou pelo cinema… e por que vale a pena continuar indo ao cinema para sentir tudo isso na pele. Sinners (Pecadores) 🎬 2025 🍿 2025 ✅ Nota: 4,5/5
Hoje finalmente fui ao cinema assistir Premonição 6: Bloodlines. O filme é bom, não é o melhor da franquia, mas também está longe de ser o pior. Tenho algumas considerações:
Os trailers entregaram cerca de 50% das mortes, o que acabou cortando um pouco do clima de suspense. Além disso, achei o CGI fraco em algumas cenas.
O ponto alto do filme é, sem dúvida, a despedida de Tony Todd, o melhor diálogo possível para encerrar o arco do personagem.
Gostei muito de ver que não tiveram pena de matar o pirralho atentado logo na introdução.
Em resumo, o filme cumpre o que promete: entreter.
Um dos retratos mais sensíveis da desigualdade social. Em Projeto Flórida, Sean Baker expõe o contraste brutal entre o brilho da Disney World e a realidade crua de crianças que vivem à margem, em motéis decadentes, rodeadas por fome, drogas e abandono.
Visualmente cativante, o filme emociona e provoca. Fala sobre pobreza, infância, maternidade e invisibilidade. E o elenco? Um show à parte. A protagonista carrega o filme com autenticidade e um carisma que deixa marcas.
Coração de Lutador: The Smashing Machine
3.0 135 Assista AgoraApesar das ótimas atuações de Emily Blunt e de uma performance surpreendente do Dwayne Johnson, o filme não entrega o impacto esperado. Para algo chamado “The Smashing Machine”, quase não há ação, e a narrativa simplesmente não avança. A história começa no ponto A e permanece ali até o final, com exceção do momento em que Mark Kerr decide ficar limpo.
Os diálogos são fracos e a câmera faz tudo parecer um interminável reality de bastidores do UFC, sem intensidade ou emoção. A relação entre os personagens é tão tóxica e desconexa que fica difícil se importar com qualquer um deles. O final apenas reforça essa sensação, principalmente com o desfecho escrito que parece resultado de orçamento estourado.
O filme foi claramente overhyped. A ideia tinha potencial, mas o ritmo arrastado e a execução pobre tornam tudo bem menos interessante do que poderia ser. O destaque fica mesmo para a atuação do The Rock, finalmente mostrando que consegue ir além dos papéis estereotipados.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraO Agente Secreto é um filme que parece estar sempre caminhando entre dois mundos: o que o espectador espera ver e o que o filme realmente quer mostrar. Kleber Mendonça Filho transforma a expectativa de ação em um estudo sobre como as histórias se perdem antes mesmo de serem contadas.
Wagner Moura entrega uma atuação intensa e silenciosa. “Marcelo” parece sempre à beira de algo que nunca se revela totalmente, e essa ambiguidade dá força ao personagem. Cada gesto contido carrega tensão, como se ele estivesse sempre fugindo de uma lembrança que não supera.
O final, que tanta gente discute, funciona como um choque porque devolve ao espectador exatamente aquilo que o filme inteiro vinha preparando: incompletude. Não há catarse, não há reencontro, não há resposta. O Brasil nunca fechou as histórias da ditadura, nunca resolveu seus desaparecimentos, nunca costurou suas próprias lacunas. O Agente Secreto encerra sem encerrar porque esse é o único final honesto possível.
Casa de Dinamite
2.9 179 Assista AgoraHouse of Dynamite começa extremamente bem. A direção da Kathryn Bigelow cria um clima de tensão constante, convincente e envolvente. O ritmo inicial é forte, o ambiente é sufocante no ponto certo, e a sensação de urgência funciona de verdade. É o tipo de início que faz você acreditar que vem um grande filme pela frente.
O problema é quando a narrativa se fragmenta em vários pontos de vista. Em vez de aprofundar a história, o filme se dispersa. Os personagens não têm tempo para existir, as situações perdem impacto e a trama se desconecta emocionalmente. O elenco, apesar de ótimo, é mal aproveitado: Rebecca Ferguson desaparece, Jason Clarke não tem espaço pra desenvolver nada e Idris Elba surge em cenas que quebram completamente o tom.
O final, por sua vez, é simplesmente frustrante. Não é aberto de forma interessante, é abrupto. Depois de construir tensão o filme inteiro, ele corta no momento em que deveria entregar alguma conclusã. No fim, House of Dynamite é uma ideia forte enfraquecida pela sua própria estrutura.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 658 Assista AgoraPaul Thomas Anderson entrega um filme que prende desde o prólogo. Estranho no início, mas essencial para tudo o que se desencadeia depois. A narrativa corre sem pausa, impulsionada por uma trilha sonora incansável e por cenas de ação filmadas com uma precisão que te coloca no centro da tensão, especialmente na perseguição de carro que simplesmente prende a respiração.
O trio Leonardo DiCaprio, Benicio Del Toro e Sean Penn sustentam o filme com força, mas é Penn quem realmente domina a tela. Ele entrega uma atuação magnética, cheia de nuances e presença, do tipo que rouba a atenção em qualquer cena. Tem tudo para ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
Nos 40 minutos finais, o filme cresce até um desfecho de arrepiar. É político, engraçado, caótico e cheio de camadas que continuam reverberando muito depois dos créditos. Um dos grandes filmes do ano e daqueles que valem uma revisita para captar tudo que Anderson constrói com tanto domínio.
Frankenstein
3.7 598 Assista AgoraFrankenstein começa mostrando a que veio, um filme visualmente caprichado, com atmosfera densa e um cuidado artístico que eleva até os detalhes mais simples. A narrativa segue firme, equilibrando emoção, tensão e um mundo construído com precisão, como se cada cena tivesse sido moldada à mão.
Jacob Elordi, que nunca foi meu nome favorito, finalmente me ganhou aqui. Ele transforma a criatura em algo ao mesmo tempo imenso e gentil, carregando uma vulnerabilidade que surpreende e dá profundidade ao papel. Oscar Isaac entrega um Victor em colapso emocional, conduzido por culpa e ambição, enquanto Christoph Waltz aparece com sua habitual exatidão, deixando cada diálogo mais afiado.
Mesmo com um ritmo um pouco mais apressado no final, o caminho permanece forte. Frankenstein se firma como um dos grandes lançamentos do ano, lembrando que a verdadeira tragédia não está na criatura, mas nas escolhas de quem a trouxe ao mundo.
Corrente do Mal
3.2 1,8K Assista AgoraIt Follows é aquele tipo de filme que te ganha pela ideia, mas te perde pela execução. A proposta de uma “maldição sexualmente transmissível” é brilhante e cheia de possibilidades. A direção, a fotografia e a trilha sonora criam uma atmosfera tensa, quase hipnótica, e por um tempo o filme realmente prende.
Mas à medida que a história avança, tudo começa a se perder. O roteiro parece esquecer de responder perguntas básicas: de onde vem a maldição? Por que ninguém além dos jovens parece notar nada? Onde estão os adultos, a polícia, o resto do mundo? Personagens morrem, se ferem, e nada disso tem impacto algum. Falta peso, consequência e, principalmente, propósito.
O final aberto poderia ser interessante se houvesse uma construção que o sustentasse, mas aqui soa mais como falta de ideia do que escolha narrativa.
No fim das contas, It Follows é mais angustiante do que assustador. É aquele tipo de filme que tinha tudo pra ser grande, mas acabou ficando só na boa intenção.
O Enigma de Outro Mundo
4.0 1,0K Assista AgoraUm filme frio, implacável, assombroso e estranho.
John Carpenter transforma o frio em algo vivo, quase palpável, e faz do isolamento um inimigo tão perigoso quanto o próprio monstro.
A criatura, com seu poder grotesco de imitar qualquer forma de vida, não é só uma ameaça física, mas psicológica. A paranoia consome o grupo aos poucos, e a pergunta “em quem confiar?” vira o verdadeiro motor do terror. É fascinante como Carpenter evita sustos fáceis e aposta no desconforto, na desconfiança e no silêncio que antecede o caos.
Os efeitos práticos são um espetáculo à parte, ainda hoje impressionam e provam que o horror artesanal envelhece melhor que qualquer CGI.
Kurt Russell entrega um dos papéis mais marcantes da carreira, liderando o grupo com carisma e desespero contido. E aquele final, ambíguo, enigmático e gélido, é simplesmente perfeito.
Um clássico injustiçado em seu lançamento, e hoje reconhecido como uma das obras mais brilhantes do terror e da ficção científica.
Poltergeist: O Fenômeno
3.5 1,1K Assista AgoraPoltergeist é um filme que me surpreendeu mais do que eu esperava. Comecei achando que seria só mais um terror antigo, mas a história acabou me prendendo. A ideia da família atormentada por forças sobrenaturais dentro de casa é simples, mas bem executada, especialmente considerando que o filme é dos anos 80.
Sinceramente, é difícil levar a sério esses personagens. Eles veem o impossível acontecer dentro da casa e, em vez de fugir, decidem dormir mais uma noite como se nada tivesse acontecido.
Os efeitos visuais, embora datados, têm um certo charme e mostram o quanto o filme foi inovador pra época. A famosa cena da menina sendo puxada pela TV continua icônica e assustadora até hoje.
No geral, Poltergeist não é um terror que dá medo de verdade, mas tem uma energia estranha e envolvente que faz a gente querer assistir até o fim. É um clássico que vale a experiência, mesmo que alguns momentos soem exagerados.
O Babadook
3.5 2,0K Assista Agora“Você não pode se livrar do Babadook.” Essa frase ecoa bem depois dos créditos, porque o filme não é sobre um monstro, é sobre aquilo que a gente tenta esconder no porão e finge que não existe. The Babadook é, na verdade, um retrato cru da depressão: aquela que entra de mansinho, toma o controle da rotina e transforma até o amor em cansaço.
A direção é sufocante de propósito, as cores frias, o silêncio incômodo, os cômodos da casa sempre escuros, como se o mundo estivesse encolhendo em volta da personagem. A atuação da Essie Davis é absurda. Dá pra sentir a exaustão dela no olhar, aquele limite entre a raiva e o colapso. E o garoto… bom, o garoto é insuportável!
O filme é inteligente porque nunca precisa mostrar muito, ele sugere. Não há “sustos” fáceis, e sim um terror que nasce do psicológico, da dor e do luto mal resolvido. Quando ela finalmente “enfrenta” o Babadook, não é uma vitória. É aceitação. Ela entende que aquilo nunca vai embora, só aprende a conviver. E talvez essa seja a parte mais real de todo o terror.
No fim, The Babadook é menos um filme de medo e mais um espelho incômodo. E, sinceramente? É um dos poucos terrores que conseguem fazer a gente sentir empatia pelo monstro.
O Labirinto do Fauno
4.2 2,9K Assista Agora“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.” Essa frase traduz o que senti com O Labirinto do Fauno. Não é apenas fantasia, mas poesia e crítica em forma de cinema.
Os monstros não são as criaturas mitológicas, são os humanos, cruéis e ditatoriais. A árvore sufocada pelo sapo simboliza a vida que precisa ser purificada, enquanto o banquete do ser dos olhos nas mãos reflete nossas tentações mais perigosas.
O desafio final é sobre amor verdadeiro: escolher entre o fácil e o justo. Ofélia nos mostra que o sacrifício, por vezes, é a forma mais pura de coragem.
Demorei anos para assistir, mas foi no tempo certo. Hoje, vejo a beleza, a dor e a profundidade dessa obra-prima.
Sonhos maravilhosos de vidas inocentes neste mundo cruel. Viva feliz em seus sonhos, Ofélia.
Duelo de Titãs
4.0 63 Assista AgoraThe Last train from Gun Hill é um faroeste que cresce em intensidade a cada minuto. O filme começa de forma simples, mas logo mergulha em uma trama marcada por tensão, lealdade e vingança. Kirk Douglas entrega uma atuação poderosa, enquanto Anthony Quinn dá vida a um antagonista complexo, movido tanto pela autoridade quanto pelas contradições humanas. A amizade rompida entre os dois personagens é o fio condutor de uma história que mistura ação, suspense e tragédia. Com fotografia impecável e um ritmo que prende até o fim, este é um daqueles faroestes que merecem ser redescobertos e colocados entre os grandes clássicos do gênero.
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraWeapons se destaca por apostar em uma narrativa dividida em múltiplos pontos de vista, revelando a trama aos poucos e mantendo a curiosidade sempre em alta. Essa construção prende a atenção, criando um terror mais psicológico do que baseado em sustos fáceis, o que torna a experiência instigante e envolvente.
A direção de Zach Cregger reforça esse clima com câmeras que exploram ambientes de forma sufocante e uma fotografia que amplia a sensação de desconforto. A trilha sonora, mesmo discreta, aparece nos momentos certos para intensificar a tensão, enquanto o equilíbrio entre suspense, drama e pequenas doses de humor mantém o ritmo vivo.
O elenco entrega atuações sólidas, com Julia Garner sendo o grande destaque. Mesmo que o clímax não seja tão impactante quanto a preparação sugere, Weapons continua sendo um dos filmes de terror mais originais e interessantes de 2025, marcando pela atmosfera perturbadora e pela forma criativa de contar sua história.
Os Incompreendidos
4.4 657 Assista Agora“Às vezes eu dizia a verdade e mesmo assim não acreditavam em mim, então eu preferia mentir.” A confissão de Antoine Doinel resume a dor de crescer sem voz em um mundo de adultos que não escutam. Truffaut transforma essa sensação em cinema vivo, mostrando uma adolescência marcada pela solidão, pelo peso da família ausente e pela escola que mais pune do que acolhe.
Não é um filme de esperança fácil. É um retrato cru de uma infância sufocada, em que cada gesto de Antoine carrega a luta por respirar diante de um mundo que o empurra para a margem.
Mais de sessenta anos depois, Os Incompreendidos continua atual porque fala de algo que atravessa gerações: a necessidade de ser ouvido. É cinema que não explica demais, mas que obriga a sentir. Um clássico que permanece inesquecível não apenas pelo que mostra da juventude de ontem, mas pelo que ainda diz sobre as crianças de hoje.
Disque M Para Matar
4.4 686 Assista Agora“Disque M para Matar” é um clássico que mostra o talento único de Hitchcock em transformar uma trama aparentemente simples em um suspense elegante e inteligente. Cada detalhe em cena tem peso: um gesto, uma fala ou até um objeto comum podem se tornar fundamentais para o desenrolar da história. É nesse jogo de pistas e reviravoltas que o espectador é mantido em constante atenção.
Grace Kelly, com sua presença magnética, dá charme e intensidade ao filme, enquanto Ray Milland compõe um vilão frio, calculista e fascinante.
Hitchcock conduz tudo com maestria, sem precisar de grandes exageros para criar impacto. A tensão é construída aos poucos, de maneira refinada, até um desfecho que confirma: nem todo crime é perfeito. Um filme sofisticado, atemporal, e que segue conquistando gerações ao provar que o verdadeiro suspense nasce da inteligência narrativa.
Não Fale o Mal
3.3 623Que marido Frouxo!! Nunca vi um homem tão inútil, tão covarde e tão desesperador de assistir. Sério, cada cena eu ficava torcendo pra Louise largar logo esse peso morto, porque até o Ant foi mais corajoso que ele.
Agora, justiça seja feita: James McAvoy é simplesmente brilhante. O cara transmite loucura só no olhar, arrepia. O filme pode até dividir opiniões (e se você já viu o original, vai sentir diferença no final), mas a atuação dele segura tudo.
Louise, por outro lado, foi quem realmente carregou a família nas costas. Ela não tinha medo de encarar nada, enquanto o marido só atrapalhava, até quebrou o próprio pé, como se já não bastasse a covardia. No fim das contas, quem resolveu tudo foi ela.
É um bom thriller, dá aquele nó na garganta e aquela raiva acumulada de personagem frouxo. Só fica a lição: nunca se case com um homem fraco.
How to Have Sex
3.5 158 Assista AgoraSempre vi filmes sobre “adolescentes sexualmente ativos em festas” sendo tratados como comédia, leves, quase superficiais, sem espaço para a seriedade do que realmente acontece nesse ambiente. A diretora subverte isso com maestria. Ela coloca o olhar feminino em primeiro plano e mostra que, enquanto algumas vão enxergar o cara como o “bonitão desejado”, outras vão viver o pesadelo mais cruel.
O tema é cru, pesado, e talvez doa ainda mais em quem já passou por algo parecido. O desconforto é real porque o filme mostra como esse tipo de violência muitas vezes é banalizada, tratada como “normal”. A interpretação de Mia é tão visceral que machuca, porque reconhecemos aquele olhar, aquele vazio, aquele silêncio.
How to Have Sex não precisa de cenas de sexo gratuitas nem de diálogos em excesso. A atuação, os olhares e os gestos entregam tudo. É um retrato honesto, nauseante e necessário de como a cultura do estupro se infiltra nos espaços mais banais, e como tantas meninas já foram, de alguma forma, a Tara.
Animais Noturnos
4.0 2,2KA dor de Edward, transformada em ficção, é também a vingança silenciosa contra Susan. Não há como ignorar o peso das metáforas: o sequestro, a perda e a violência são espelhos distorcidos do que ela fez com ele, não fisicamente, mas emocionalmente.
A escolha de Susan imaginar Tony como Edward mostra que, mesmo após tantos anos, ela ainda o via como frágil. Mas o livro prova o contrário: Edward encontrou sua forma de gritar, de sangrar e de fechar o ciclo. O vazio no restaurante é a assinatura final dessa vingança, cruel justamente porque não precisa de confronto, apenas de silêncio.
A direção de Tom Ford é impecável: fotografia elegante, simbolismos em cada quadro, cores frias que refletem o distanciamento e uma trilha sonora que guia cada sensação.
É um filme sobre escolhas, consequências e sobre como às vezes a vingança não precisa de violência para ser devastadora. Um filmaço, daqueles que ficam remoendo na mente, como uma ferida que nunca cicatriza.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 545 Assista AgoraDepois de tantas tentativas frustradas, finalmente o Quarteto Fantástico ganhou o filme que merecia.
Vanessa Kirby rouba a cena e entrega uma Susan Storm poderosa, sensível e determinada. Pedro Pascal traz um Reed Richards com uma carga emocional interessante, menos gênio frio, mais humano. Já a dinâmica entre o Tocha Humana e o Coisa é leve, divertida e cheia de química, como deve ser.
O visual do Galactus está incrível, mas senti que ele foi mal aproveitado. O mesmo vale para a Surfista Prateada, eu esperava mais tempo de tela e cenas de ação com ela, especialmente considerando o potencial da personagem.
No fim, o filme não é perfeito, mas é honesto. Uma estreia que redime o passado e, acima de tudo, abre um futuro empolgante para o grupo no MCU.
Como Treinar o seu Dragão
4.1 285 Assista AgoraSuperou todas as minhas expectativas. A fidelidade à animação é impressionante, sem parecer forçada, tudo o que precisava estar lá, está. E as mudanças são pontuais, sutis e fazem sentido.
A estética é linda, o CGI funciona muito bem, e a trilha sonora emociona como sempre. A essência dos personagens foi mantida, e o elenco, principalmente Mason Thames como Soluço, foi uma grata surpresa. Ele conseguiu entregar carisma, emoção e leveza.
É, pra mim, um dos melhores live actions já feitos. A DreamWorks acertou em cheio e conseguiu entregar algo que respeita a memória afetiva de quem cresceu com essa história, sem deixar de ser atual.
Superman
3.6 918 Assista AgoraDepois de anos, a gente finalmente tem de volta um Superman de verdade: esperançoso, luminoso, heróico e que se importa com a humanidade. O filme enterra de vez aquele clima pesado da era Snyder.
Eu curti muito o David Corenswet nesse papel. Ele convence como alguém que salva por acreditar nas pessoas, não por obrigação. Rachel é uma ótima Lois, na minha opinião até melhor que a Amy Adams, bem mais provocadora, com mais personalidade. Já o Lex Luthor do Nicholas Hoult está simplesmente sensacional: frio, obcecado e completamente fissurado no Superman.
Claro que nem tudo é perfeito, né? Eu achei que teve uma certa exagerada nas piadas em alguns momentos. E teve um furo de roteiro que me incomodou (alerta de spoiler!): o Superman é preso e ninguém no Planeta Diário percebe que o Clark sumiu. Como assim?
No fim, pra mim é isso: É um filme bom, que faz o básico que eu queria que é devolver o Superman que eu sempre gostei de ver: aquele que acredita, que inspira e que é a luz.
Bailarina
3.4 297 Assista AgoraA escolha da Ana de Armas não foi só acertada, foi necessária! Ela dança entre a fragilidade e a brutalidade como se fosse natural. O filme é ação, tiro, espada, faca, fogo, sangue e granada, é poesia violenta.
Eu amei como o filme respeitou a mitologia do Wick sem ficar engessado.
Keanu? Rei. Nem precisava aparecer, mas quando aparece, lembra a gente porque John Wick virou o que virou.
No fim, Ballerina me lembrou que filmes de ação, quando bem feitos, são pura catarse.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraQue filme surreal de bom, fiquei fascinada! Sem dúvida, um dos melhores filmes do ano até agora.
“Sinners (Pecadores)” é extremamente bem executado em cada detalhe: trilha sonora poderosa, edição de dar inveja, atuações impecáveis… e que fotografia e direção, senhores! Certos enquadramentos pareciam verdadeiras pinturas.
Destaque absoluto para a cena longa, filmada em uma única tomada, em que almas e guardiões se revelavam ao som da música de Sammir. É uma sequência que transcende as barreiras do tempo, das mais belas que já vi em uma obra cinematográfica em geral. CALAFRIOS!
É o tipo de filme que te faz lembrar por que você se apaixonou pelo cinema… e por que vale a pena continuar indo ao cinema para sentir tudo isso na pele.
Sinners (Pecadores)
🎬 2025
🍿 2025
✅ Nota: 4,5/5
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 734 Assista AgoraHoje finalmente fui ao cinema assistir Premonição 6: Bloodlines. O filme é bom, não é o melhor da franquia, mas também está longe de ser o pior. Tenho algumas considerações:
Os trailers entregaram cerca de 50% das mortes, o que acabou cortando um pouco do clima de suspense. Além disso, achei o CGI fraco em algumas cenas.
O ponto alto do filme é, sem dúvida, a despedida de Tony Todd, o melhor diálogo possível para encerrar o arco do personagem.
Gostei muito de ver que não tiveram pena de matar o pirralho atentado logo na introdução.
Em resumo, o filme cumpre o que promete: entreter.
Final Destination: Bloodlines (Premonição 6)
🎬 2025
🍿 2025
✅ Nota: 3/5
Projeto Flórida
4.1 1,1KUm dos retratos mais sensíveis da desigualdade social. Em Projeto Flórida, Sean Baker expõe o contraste brutal entre o brilho da Disney World e a realidade crua de crianças que vivem à margem, em motéis decadentes, rodeadas por fome, drogas e abandono.
Visualmente cativante, o filme emociona e provoca. Fala sobre pobreza, infância, maternidade e invisibilidade. E o elenco? Um show à parte. A protagonista carrega o filme com autenticidade e um carisma que deixa marcas.
Chorei no final…
The Florida Project (Projeto Florida)
🎬 2017
🍿 2025
✅ 4,5/5