A terceira tentativa de adaptar essa obra-prima ao audiovisual foi a que mais chegou perto, mas ainda não chegou lá. A atmosfera se apoia demais numa fotografia e pós-produção extravagantes (e às vezes até mal feitas) que só funcionam em momentos muito raros e acabam ficando excessivas de um modo geral. Achei excelentes as atuações dos meninos e o departamento de maquiagem merece uma salva de palmas (nunca vi um sangue tão perfeito, cheguei a ficar na dúvida se não seria real). Muitos momentos-chave da história tiveram uma execução decepcionante, e teve uma alteração significativa que eu acabei gostando bastante.<br/><br/>
A morte do Porquinho (que ganhou um nome, achei muito bom também), súbita e instantânea no livro, aqui foi prolongada e dramática, e achei que funcionou demais. Agora o desaparecimento do menino com a marca no rosto, a morte do Simon, o incêndio no final, o encontro com o marinheiro e a própria figura do Senhor das Moscas em si foram execuções muito pouco impressionantes.
Agradeço aos roteiristas por tentarem adaptar o máximo de material o possível, pegando elementos de histórias até de outros livros e conseguindo, de forma inteligente, acrescentar na narrativa. Mas pra mim o problema é que não teve espaço pra isso. Sete episódios longos, e tudo acontece de forma extremamente corrida. Pra mim, a primeira temporada encontrou um equilíbrio melhor nesse sentido; aqui, nada me convenceu.
O Volume 1 foi legal, o Volume 2 foi tedioso e o final foi satisfatório. Acho que usaram e abusaram de muitos recursos narrativos à exaustão, a ponto de virar meme em redes sociais. Muitos pontos do roteiro são bem óbvios, mas acaba não tirando tanto do entretenimento. No último episódio foi tranquilo fazer vista grossa e simplesmente curtir, só acho que uma minutagem excessiva foi dedicada ao dar o encerramento pros personagens.
Acho que a June deveria ter morrido no enforcamento e virado mártir.
Quem fica reclamando que o Nick merecia algum perdão ou redenção deve ter confundido a série, querendo romantizar o que não se deve. Tudo o que ele fez pela June foi apenas por ela e por causa de sua paixão por ela, não por ele ser uma boa pessoa. Isso fica (ainda mais) claro do que já estava na cena em que ele propõe uma fuga dos dois. Nick é egoísta, salvar as pessoas e derrubar Gilead nunca foi seu interesse, apenas a June importa para ele.
Parece a quinta temporada de Game of Thrones onde personagens começaram a se teletransportar pelo mapa. Tudo extremamente convenientemente corrido, isso que dá cortar episódios. Meu destaque positivo é pra fotografia, especialmente no episódio 5.
Enquanto a primeira e a segunda temporada seguem a proposta de serem uma grande caricatura, a terceira se diferencia por equilibrar melhor com a seriedade.
As duas primeiras são como um laboratório, ou melhor, um zoológico, onde vários personagens caricatos podres de ricos são colocados no mesmo lugar, e o espectador fica observando ricos fazendo riquices, enquanto passsa raiva assistindo ao experimento. Já a terceira só tem um núcleo escrachadamente satírico (a família), enquanto os demais são bem mais amenos nessa questão, com bastante espaço pra narrativas mais diversas, mais interessantes do que meramente "brancos ricos fazendo branquices".
Isso faz a temporada perder um pouco o tom de sátira, até então tão característico de The White Lotus, para ganhar muito em maturidade.
Fiquei o último episódio inteiro esperando o Loki aparecer pra botar ordem na casa. Uma visão de 1 segundo da árvore e uma menção à TVA foram pouco pra mim.
Acho que a HBO se confundiu e colocou o primeiro episódio da terceira temporada como o último da segunda, só pode. O episódio de ontem seria uma SÓLIDA abertura de temporada.
Essa S2 teve grave problema de ritmo como um todo, não especificamente apenas sobre o Daemon em Harrenhal por 6 episódios seguidos.
Mas papo reto: o povo reclamando que o final de Game of Thrones foi corrido agora reclama que House of the Dragon tá lento... O passo é o mesmo das primeiras temporadas de GOT, só que fizeram uma bagunçada no ritmo da execução de tudo.
Temporada bem decente, com diversos destaques como 73 Yards e Dot and Bubble, além de Boom. Também gostei muito de The Devil's Chord. Já Space Babies e Rogue são os que não se destacam, mas são longe de serem ruins ou sequer medianos. A grande obra-prima pra mim foi The Legend of Ruby Sunday, com a revelação final brilhantemente executada. O último episódio a gente finge que não existiu.
O mistério da mãe da Ruby deveria ter sido mais discreto e menos enfiado na nossa cara o tempo todo. Gosto muito de ser uma pessoa completamente normal, mas foi construído para ser algo diferente (que convenhamos, seria anticlimática qualquer que fosse a origem). Acho que essa questão ficaria melhor como uma "sidequest", algo mais pro desenvolvimento de personagem da Ruby que de fato relacionado com o grande mistério da temporada.
O Sutekh ter ficado preso a esse mistério por pura curiosidade foi ridículo, e ainda foi muito facilmente derrotado, fala sério, puxado por uma coleira pelo mesmo vórtex aonde ele passou eternidades agarrado à TARDIS? O próprio Doctor disse que era um dos ou o pior inimigo que já enfrentou, bicho. Enfim.
Nadou bastante, nadou muito bem, mas morreu na praia.
Gostei de como adaptaram elementos de diversos episódios do desenho pra dentro de um mesmo plot, só pra dizer que teve (mesmo da forma mais simples possível, como a menção ao guia do cânion e as aranhas). O CGI foi todo pros monstros, então 75% das cenas gritam chroma key, mas é sobre isso. As atuações dos atores mais jovens é bem ruinzinha, especialmente Aang e Katara. O Sokka é o único que eu consigo olhar e ver o Sokka do desenho. Tio Iroh já me encantou na primeira cena, antes mesmo de dar a fala dele, só com o olhar pro Zuko. Usarem a trilha sonora original foi um grande trunfo, me arrepiei pra caramba desde o primeiro episódio. Ansioso pelas próximas temporadas.
A única decepção verdadeira com relação à história foi
Adorei, não esperava. Destaque não apenas pra fotografia belíssima, mas pra equipe de iluminação que fez um baita de um trabalho competente, pelo amor de deus, a mulher na sombra conversando e a gente vendo o rosto dela perfeitamente como se estivesse lá, me chamou muito a atenção. Parabéns também pra direção de arte perfeita, os figurinos, cenários e maquiagens todos no grau. Não achei as atuações fracas como outros comentaram, achei na média, não destaco, mas não me desagradou. Gostei muito também de como o roteiro foi se desdobrando no começo da temporada.
Enquanto a espetacular primeira temporada mais parecia um zoológico, em que o espectador observava espécimes extremamente caricatos, os personagens na segunda são muito mais complexos, de forma que era possível se identificar com um ou outro aspecto neles. Aqui eu achei as situações menos "cringe" e mais desconfortáveis, através de um desconforto de transborda das cenas e afeta quem está assistindo.
Ainda comparando, na primeira temporada eu esqueci completamente que tinha uma morte, o que achei incrível. Na segunda eu não esqueci, e acho que isso ajudou bastante a carregar a tensão ao longo dos episódios.
Eu tinha CERTEZA ABSOLUTA que eles estavam construindo esse finale pra enganar a gente e que era tudo paranoia da Tanya. A ficha só caiu quando ela abriu a bolsa e encontrou os materiais todos lá. Confesso que fiquei aliviado, meu medo quando renovaram era ela voltar pra próxima temporada e acabarem saturando a personagem, transformando a série nas Aventuras de Tanya, que leva caos e morte a cada hotel em que se hospeda.
Acho que essa temporada só não superou a primeira no quesito trilha sonora. Na primeira, era hipnótica, sufocante e me dava dor de cabeça se eu assistisse dois episódios seguidos, eu sentia que ia ficar maluco. Entretanto, não sei se eu diria que esse tipo de trilha fez falta na atmosfera na segunda temporada, foi tudo perfeito demais.
Nossa, pra mim os 2 eps finais foram a cereja do bolo. Com certeza a melhor temporada desde Cult (só não digo que é a melhor desde Freak Show porque sou muito cachorrinha de Roanoke).
Estava tudo seguindo a linha clássica de AHS, nada de novo ao longo da temporada, mas não estava ruim. Eu tava esperando um repeteco de Red Tide e estragar tudo no final. Não vou passar pano e dizer que foi perfeito, tem muita coisa que ficou jogada/gratuita. Mas comparativamente, tendo em vista as últimas 4 temporadas, o saldo é positivo.
Pra mim não era óbvio que era a AIDS não, Ryan Murphy é doido, achei que ia criar alguma ficção baseada na AIDS, quando falaram em coisa criada pelo governo eu jurei que ele ia inventar uma doença megalomaníaca e retomar as teorias da conspiração exploradas até a exaustão em Death Valley.
Três episódios e estou achando essa temporada bem superior à primeira (que pra mim foi uma quase obra-prima).
Os personagens são mais humanos e multifacetados, menos caricatos. As situações são menos "cringe" e mais desconfortáveis, mas de um desconforto que extravasa das cenas/diálogos, e não apenas por parte do espectador.
Só sinto falta da trilha sonora hipnótica e sufocante que tivemos na temporada anterior. Aqui a trilha se destaca em momentos mais pontuais, sendo menos onipresente.
Um final morno pra uma temporada muito positiva, especialmente após o caos que foi a s4. Os episódios 7 e 8 foram sem dúvida o clímax aqui. Pra mim, o ponto alto do finale foi
4 episódios e saldo positivo até agora... O que não quer dizer muito, pois enquanto não acabar, Ryan Murphy pode estragar. Vejo muita gente dizendo que não parece com AHS, mas eu discordo. Pra mim no primeiro episódio eles tentaram passar uma atmosfera de fato de renovação, mas é AHS descarado, as fórmulas já conhecidas estão todas ali, agora é só torcer pra de fato ser diferente e terminar boa.
O roteiro dessa série está simplesmente TRANSCENDENDO. Olha esse episódio 8, os paralelos entre as situações de June e Serena, a complexidade e a culpa nos olhos do Lawrence, as expressões do Luke em momentos-chave do episódio... É como se elenco e roteiro estivesse em PLENA sintonia, um complementando o outro. Esse episódio e o anterior levaram a série pra um nível até então inédito.
Achei que a série desandou um pouco na linha de chegada (9 e 10), mas mesmos seus "piores" momentos ainda são muito bons, e não chegam nem perto dos momentos de fato ruins de Game of Thrones. Pra mim os episódios 7 e 8 foram o ápice da temporada, e o 8 provavelmente uma das melhores coisas desse universo, contando desde GoT.
Esses últimos episódos meio que reduziram a trama a uma mera consequência de acasos/acidentes/mal entendidos do que de fato em personagens fazendo escolhas.
Esse episódio 7 trouxe um alívio cromático muito bem-vindo, e ainda um dos principais clímaxes de toda a série (não estou falando do final).
Eu acho fantástico, e não é de hoje, como The Handmaid's Tale trabalha muito bem a personagem da Serena, e consegue me fazer odiar a mulher com todas as forças em um momento, sentir pena dela no outro, odiar, sentir pena, odiar, sentir pena, quase que num ciclo.
Se os episódios 7 e 8 foram verdadeiras obras-primas, o 9 (que naturalmente traz uma expectativa estratosférica) não conseguiu chegar perto. O que não quer dizer que eu não tenha terminado o episódio literalmente no chão e tentando respirar.
O que mais me deixou desesperado na cena final foi a sensação de que a qualquer momento uma flecha ia atravessar o pescoço da Rhaenys, afinal, é isso que o episódio 9 geralmente faz, mas não rolou.
Enfim, o episódio foi uma confusão generalizada no roteiro por N motivos, mas o hype pro finale segue intocado.
O Senhor das Moscas
3.6 18 Assista AgoraA terceira tentativa de adaptar essa obra-prima ao audiovisual foi a que mais chegou perto, mas ainda não chegou lá. A atmosfera se apoia demais numa fotografia e pós-produção extravagantes (e às vezes até mal feitas) que só funcionam em momentos muito raros e acabam ficando excessivas de um modo geral. Achei excelentes as atuações dos meninos e o departamento de maquiagem merece uma salva de palmas (nunca vi um sangue tão perfeito, cheguei a ficar na dúvida se não seria real). Muitos momentos-chave da história tiveram uma execução decepcionante, e teve uma alteração significativa que eu acabei gostando bastante.<br/><br/>
A morte do Porquinho (que ganhou um nome, achei muito bom também), súbita e instantânea no livro, aqui foi prolongada e dramática, e achei que funcionou demais. Agora o desaparecimento do menino com a marca no rosto, a morte do Simon, o incêndio no final, o encontro com o marinheiro e a própria figura do Senhor das Moscas em si foram execuções muito pouco impressionantes.
Avatar: O Último Mestre do Ar (2ª Temporada)
3.6 38 Assista AgoraAgradeço aos roteiristas por tentarem adaptar o máximo de material o possível, pegando elementos de histórias até de outros livros e conseguindo, de forma inteligente, acrescentar na narrativa. Mas pra mim o problema é que não teve espaço pra isso. Sete episódios longos, e tudo acontece de forma extremamente corrida. Pra mim, a primeira temporada encontrou um equilíbrio melhor nesse sentido; aqui, nada me convenceu.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 517 Assista AgoraO Volume 1 foi legal, o Volume 2 foi tedioso e o final foi satisfatório. Acho que usaram e abusaram de muitos recursos narrativos à exaustão, a ponto de virar meme em redes sociais. Muitos pontos do roteiro são bem óbvios, mas acaba não tirando tanto do entretenimento. No último episódio foi tranquilo fazer vista grossa e simplesmente curtir, só acho que uma minutagem excessiva foi dedicada ao dar o encerramento pros personagens.
Nível Secreto (1ª Temporada)
3.5 58 Assista AgoraAssim como Love, Death & Robots, tem episódios bons e outros nem tanto. O saldo aqui foi positivo, espero ver mais.
O Conto da Aia (6ª Temporada)
3.6 184 Assista AgoraOs últimos 4 episodios dessa temporada foram 10/10.
Senti falta de um final para Rita e Moira.
Acho que a June deveria ter morrido no enforcamento e virado mártir.
Quem fica reclamando que o Nick merecia algum perdão ou redenção deve ter confundido a série, querendo romantizar o que não se deve. Tudo o que ele fez pela June foi apenas por ela e por causa de sua paixão por ela, não por ele ser uma boa pessoa. Isso fica (ainda mais) claro do que já estava na cena em que ele propõe uma fuga dos dois. Nick é egoísta, salvar as pessoas e derrubar Gilead nunca foi seu interesse, apenas a June importa para ele.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraParece a quinta temporada de Game of Thrones onde personagens começaram a se teletransportar pelo mapa. Tudo extremamente convenientemente corrido, isso que dá cortar episódios. Meu destaque positivo é pra fotografia, especialmente no episódio 5.
The White Lotus (3ª Temporada)
3.6 245 Assista AgoraEnquanto a primeira e a segunda temporada seguem a proposta de serem uma grande caricatura, a terceira se diferencia por equilibrar melhor com a seriedade.
As duas primeiras são como um laboratório, ou melhor, um zoológico, onde vários personagens caricatos podres de ricos são colocados no mesmo lugar, e o espectador fica observando ricos fazendo riquices, enquanto passsa raiva assistindo ao experimento. Já a terceira só tem um núcleo escrachadamente satírico (a família), enquanto os demais são bem mais amenos nessa questão, com bastante espaço pra narrativas mais diversas, mais interessantes do que meramente "brancos ricos fazendo branquices".
Isso faz a temporada perder um pouco o tom de sátira, até então tão característico de The White Lotus, para ganhar muito em maturidade.
What If...? (3ª Temporada)
2.8 66 Assista AgoraFiquei o último episódio inteiro esperando o Loki aparecer pra botar ordem na casa. Uma visão de 1 segundo da árvore e uma menção à TVA foram pouco pra mim.
American Horror Story: Delicate (12ª Temporada)
2.5 105não foi pior que Death Valley, mas.......
Agatha Desde Sempre
3.8 165 Assista AgoraA Once Upon a Time da Marvel. Adorei, mas:
- A série da Wanda foi mais sobre a Agatha
- O filme do Dr. Estranho foi mais sobre a Wanda
- A série da Agatha foi mais sobre o Billy
Vision Quest será sobre quem, no final das contas?
E a seguir? Uma série do Billy procurando o Tommy, que na verdade vai ser sobre o Nicholas?
A Casa do Dragão (2ª Temporada)
3.5 350 Assista AgoraAcho que a HBO se confundiu e colocou o primeiro episódio da terceira temporada como o último da segunda, só pode. O episódio de ontem seria uma SÓLIDA abertura de temporada.
Essa S2 teve grave problema de ritmo como um todo, não especificamente apenas sobre o Daemon em Harrenhal por 6 episódios seguidos.
Mas papo reto: o povo reclamando que o final de Game of Thrones foi corrido agora reclama que House of the Dragon tá lento... O passo é o mesmo das primeiras temporadas de GOT, só que fizeram uma bagunçada no ritmo da execução de tudo.
Doctor Who (1ª Temporada)
3.7 30Temporada bem decente, com diversos destaques como 73 Yards e Dot and Bubble, além de Boom. Também gostei muito de The Devil's Chord. Já Space Babies e Rogue são os que não se destacam, mas são longe de serem ruins ou sequer medianos. A grande obra-prima pra mim foi The Legend of Ruby Sunday, com a revelação final brilhantemente executada. O último episódio a gente finge que não existiu.
O mistério da mãe da Ruby deveria ter sido mais discreto e menos enfiado na nossa cara o tempo todo. Gosto muito de ser uma pessoa completamente normal, mas foi construído para ser algo diferente (que convenhamos, seria anticlimática qualquer que fosse a origem). Acho que essa questão ficaria melhor como uma "sidequest", algo mais pro desenvolvimento de personagem da Ruby que de fato relacionado com o grande mistério da temporada.
O Sutekh ter ficado preso a esse mistério por pura curiosidade foi ridículo, e ainda foi muito facilmente derrotado, fala sério, puxado por uma coleira pelo mesmo vórtex aonde ele passou eternidades agarrado à TARDIS? O próprio Doctor disse que era um dos ou o pior inimigo que já enfrentou, bicho. Enfim.
Nadou bastante, nadou muito bem, mas morreu na praia.
Avatar: O Último Mestre do Ar (1ª Temporada)
3.8 166 Assista AgoraGostei de como adaptaram elementos de diversos episódios do desenho pra dentro de um mesmo plot, só pra dizer que teve (mesmo da forma mais simples possível, como a menção ao guia do cânion e as aranhas). O CGI foi todo pros monstros, então 75% das cenas gritam chroma key, mas é sobre isso. As atuações dos atores mais jovens é bem ruinzinha, especialmente Aang e Katara. O Sokka é o único que eu consigo olhar e ver o Sokka do desenho. Tio Iroh já me encantou na primeira cena, antes mesmo de dar a fala dele, só com o olhar pro Zuko. Usarem a trilha sonora original foi um grande trunfo, me arrepiei pra caramba desde o primeiro episódio. Ansioso pelas próximas temporadas.
A única decepção verdadeira com relação à história foi
a cena do templo do Roku e como reduziram o pobi a um mero alívio cômico
Azula, Mai e Ty Lee estão um desastre, mas acho que toda série tem seu núcleo de Dorne.
Uma Nova Mulher (1ª Temporada)
4.0 25 Assista AgoraAdorei, não esperava. Destaque não apenas pra fotografia belíssima, mas pra equipe de iluminação que fez um baita de um trabalho competente, pelo amor de deus, a mulher na sombra conversando e a gente vendo o rosto dela perfeitamente como se estivesse lá, me chamou muito a atenção. Parabéns também pra direção de arte perfeita, os figurinos, cenários e maquiagens todos no grau. Não achei as atuações fracas como outros comentaram, achei na média, não destaco, mas não me desagradou. Gostei muito também de como o roteiro foi se desdobrando no começo da temporada.
The White Lotus (2ª Temporada)
4.2 405 Assista AgoraObra-prima.
Enquanto a espetacular primeira temporada mais parecia um zoológico, em que o espectador observava espécimes extremamente caricatos, os personagens na segunda são muito mais complexos, de forma que era possível se identificar com um ou outro aspecto neles. Aqui eu achei as situações menos "cringe" e mais desconfortáveis, através de um desconforto de transborda das cenas e afeta quem está assistindo.
Ainda comparando, na primeira temporada eu esqueci completamente que tinha uma morte, o que achei incrível. Na segunda eu não esqueci, e acho que isso ajudou bastante a carregar a tensão ao longo dos episódios.
Eu tinha CERTEZA ABSOLUTA que eles estavam construindo esse finale pra enganar a gente e que era tudo paranoia da Tanya. A ficha só caiu quando ela abriu a bolsa e encontrou os materiais todos lá. Confesso que fiquei aliviado, meu medo quando renovaram era ela voltar pra próxima temporada e acabarem saturando a personagem, transformando a série nas Aventuras de Tanya, que leva caos e morte a cada hotel em que se hospeda.
Acho que essa temporada só não superou a primeira no quesito trilha sonora. Na primeira, era hipnótica, sufocante e me dava dor de cabeça se eu assistisse dois episódios seguidos, eu sentia que ia ficar maluco. Entretanto, não sei se eu diria que esse tipo de trilha fez falta na atmosfera na segunda temporada, foi tudo perfeito demais.
American Horror Story: NYC (11ª Temporada)
3.2 134 Assista AgoraNossa, pra mim os 2 eps finais foram a cereja do bolo. Com certeza a melhor temporada desde Cult (só não digo que é a melhor desde Freak Show porque sou muito cachorrinha de Roanoke).
Estava tudo seguindo a linha clássica de AHS, nada de novo ao longo da temporada, mas não estava ruim. Eu tava esperando um repeteco de Red Tide e estragar tudo no final. Não vou passar pano e dizer que foi perfeito, tem muita coisa que ficou jogada/gratuita. Mas comparativamente, tendo em vista as últimas 4 temporadas, o saldo é positivo.
Pra mim não era óbvio que era a AIDS não, Ryan Murphy é doido, achei que ia criar alguma ficção baseada na AIDS, quando falaram em coisa criada pelo governo eu jurei que ele ia inventar uma doença megalomaníaca e retomar as teorias da conspiração exploradas até a exaustão em Death Valley.
The White Lotus (2ª Temporada)
4.2 405 Assista AgoraTrês episódios e estou achando essa temporada bem superior à primeira (que pra mim foi uma quase obra-prima).
Os personagens são mais humanos e multifacetados, menos caricatos. As situações são menos "cringe" e mais desconfortáveis, mas de um desconforto que extravasa das cenas/diálogos, e não apenas por parte do espectador.
Só sinto falta da trilha sonora hipnótica e sufocante que tivemos na temporada anterior. Aqui a trilha se destaca em momentos mais pontuais, sendo menos onipresente.
O Conto da Aia (5ª Temporada)
4.0 208 Assista AgoraUm final morno pra uma temporada muito positiva, especialmente após o caos que foi a s4. Os episódios 7 e 8 foram sem dúvida o clímax aqui. Pra mim, o ponto alto do finale foi
a Janine sendo levada, cheguei a simpatizar com a Lydia, como pode.
senti falta de ver o que houve com a Esther (não a vemos desde o hospital, certo?) e como os Wheeler reagiram à fuga da Serena
American Horror Story: NYC (11ª Temporada)
3.2 134 Assista Agora4 episódios e saldo positivo até agora... O que não quer dizer muito, pois enquanto não acabar, Ryan Murphy pode estragar. Vejo muita gente dizendo que não parece com AHS, mas eu discordo. Pra mim no primeiro episódio eles tentaram passar uma atmosfera de fato de renovação, mas é AHS descarado, as fórmulas já conhecidas estão todas ali, agora é só torcer pra de fato ser diferente e terminar boa.
O Conto da Aia (5ª Temporada)
4.0 208 Assista AgoraO roteiro dessa série está simplesmente TRANSCENDENDO. Olha esse episódio 8, os paralelos entre as situações de June e Serena, a complexidade e a culpa nos olhos do Lawrence, as expressões do Luke em momentos-chave do episódio... É como se elenco e roteiro estivesse em PLENA sintonia, um complementando o outro. Esse episódio e o anterior levaram a série pra um nível até então inédito.
A Casa do Dragão (1ª Temporada)
4.1 729 Assista AgoraAchei que a série desandou um pouco na linha de chegada (9 e 10), mas mesmos seus "piores" momentos ainda são muito bons, e não chegam nem perto dos momentos de fato ruins de Game of Thrones. Pra mim os episódios 7 e 8 foram o ápice da temporada, e o 8 provavelmente uma das melhores coisas desse universo, contando desde GoT.
Esses últimos episódos meio que reduziram a trama a uma mera consequência de acasos/acidentes/mal entendidos do que de fato em personagens fazendo escolhas.
Como a Alicent entendendo errado as útlimas palavras do Viserys e os dragões de Luke e Aemond não os obedecendo.
O Conto da Aia (5ª Temporada)
4.0 208 Assista AgoraEsse episódio 7 trouxe um alívio cromático muito bem-vindo, e ainda um dos principais clímaxes de toda a série (não estou falando do final).
Eu acho fantástico, e não é de hoje, como The Handmaid's Tale trabalha muito bem a personagem da Serena, e consegue me fazer odiar a mulher com todas as forças em um momento, sentir pena dela no outro, odiar, sentir pena, odiar, sentir pena, quase que num ciclo.
Yvonne Strahovski, você sempre será famosa.
Mulher-Hulk: Defensora de Heróis
3.1 471 Assista AgoraInovador e revolucionário.
Sem dúvidas a série do ano (desculpa Better Call Saul, House of the Dragon e a temporada de The White Lotus que tá pra começar).
A Casa do Dragão (1ª Temporada)
4.1 729 Assista AgoraSe os episódios 7 e 8 foram verdadeiras obras-primas, o 9 (que naturalmente traz uma expectativa estratosférica) não conseguiu chegar perto. O que não quer dizer que eu não tenha terminado o episódio literalmente no chão e tentando respirar.
O que mais me deixou desesperado na cena final foi a sensação de que a qualquer momento uma flecha ia atravessar o pescoço da Rhaenys, afinal, é isso que o episódio 9 geralmente faz, mas não rolou.
Enfim, o episódio foi uma confusão generalizada no roteiro por N motivos, mas o hype pro finale segue intocado.