A terceira tentativa de adaptar essa obra-prima ao audiovisual foi a que mais chegou perto, mas ainda não chegou lá. A atmosfera se apoia demais numa fotografia e pós-produção extravagantes (e às vezes até mal feitas) que só funcionam em momentos muito raros e acabam ficando excessivas de um modo geral. Achei excelentes as atuações dos meninos e o departamento de maquiagem merece uma salva de palmas (nunca vi um sangue tão perfeito, cheguei a ficar na dúvida se não seria real). Muitos momentos-chave da história tiveram uma execução decepcionante, e teve uma alteração significativa que eu acabei gostando bastante.<br/><br/>
A morte do Porquinho (que ganhou um nome, achei muito bom também), súbita e instantânea no livro, aqui foi prolongada e dramática, e achei que funcionou demais. Agora o desaparecimento do menino com a marca no rosto, a morte do Simon, o incêndio no final, o encontro com o marinheiro e a própria figura do Senhor das Moscas em si foram execuções muito pouco impressionantes.
Duas estrelas e meia é um pouco alto. Gostaria de dizer que depois de dormir e deixar o filme assentar a nota provavelmente iria baixar, mas a verdade é que o filme em nada vai ocupar meus pensamentos para além desse pós-imediato em que acabo de assistir. Não é engraçado. Não é divertido. Não é interessante. Não tem aquele "quê" que torna os clichês de comédia romântica tão gostosinhos. Gostei bastante da direção de arte e foi uma boa surpresa rostos como Jodie Whittaker, Bradley Whitford, Will Sasso e Rick Hoffman, todos de séries que já vi. Para um filme que me desagradou tanto já usei palavras demais, deixa em 2.5 mesmo e é hora de esquecer.
Fotografia, montagem, roteiro adaptado e, se forçar um pouco, trilha sonora. Levemente superestimado. Elenco ótimo. Poderia ser de 6 a 9 minutos mais curto.
Agradeço aos roteiristas por tentarem adaptar o máximo de material o possível, pegando elementos de histórias até de outros livros e conseguindo, de forma inteligente, acrescentar na narrativa. Mas pra mim o problema é que não teve espaço pra isso. Sete episódios longos, e tudo acontece de forma extremamente corrida. Pra mim, a primeira temporada encontrou um equilíbrio melhor nesse sentido; aqui, nada me convenceu.
Só mais uma sequência sem propósito ou história pra contar, feita por fazer. A primeira hora se apoia DEMAIS em referências ao primeiro filme (que eu fiz questão de rever 2 dias antes). Acho que independentemente de arcos de redenção, a Miranda se apagou e o "diabo" deixa de fazer sentido no título. Tudo isso já era esperado, mas sim, deu pra entreter. Pra mim o ponto alto é a trilha sonora, especialmente "Walk of Fame" no começo quando revemos a Miranda pela primeira vez. Emily Blunt também foi destaque.
Uma aula incrível de como a montagem consegue carregar o filme, articulando diretamente com a fotografia, o roteiro e a trilha sonora e puxando para si a responsabilidade de integrar tudo para dar um andamento fenomenal.
50/50, fechei o Oscar aos 44 do segundo tempo. Primeira (e última) vez que me dou o trabalho. Avatar 3 foi um bom filme, mas é aquilo mesmo que tá todo mundo falando: mais do mesmo.
Com um enredo que soube de forma inteligente surfar na onda de A Substância, o filme traz uma direção de arte e figurino impecáveis, muito bem valorizados por uma ótima fotografia. A trilha sonora soube dar o tom na medida certa, as atuações são afiadas e tivemos sequências audiovisuais muito boas como os créditos de abertura e a cena do baile com In the Hall of the Mountain King tocando. Ter sido indicado apenas ao Oscar de caracterização é um crime. Filmaço.
Contemplativo em uma questão de escala e perspectiva: a contraposição entre o observatório humano x os olhos dos animais, o contraste entre o maquinário e o orgânico. É quase meditativo. Amei os burrinhos e irei protegê-los. Amei que eles são creditados. Palomo, Ruperto e Palaye, vocês sempre serão famosos.
Ela tem os visuais, ela tem a trilha sonora, ela tem o roteiro. Mas infelizmente ela não vai ter o Oscar. Só não vi Arco ainda, mas dentre os outros três, Amélie se destaca demais. Parece um filme da Ghibli.
Lindamente fotografado e com uma direção de arte impecável. A edição, porém, escorrega em alguns (poucos) momentos, deslizando pontualmente em algumas continuidades. O roteiro tem uma espinha dorsal muito forte, contaminado, também muito pontualmente, por uns diálogos puramente expositivos ou pouco convincentes. Achei que metade do elenco fez um bom trabalho e a outra metade... bem. Plagiando o comentário abaixo, apesar de algumas questões, é "mais uma grande produção do cinema nacional" sim e com orgulho.
Algumas escolhas técnicas da execução trazem ao filme, pontualmente, tons macabros de documentário. Graças à fotografia, o fogo acaba se tornando personagem, se não o verdadeiro protagonista. Entretanto, os clichês narrativos nos trazem de volta, lembrando que embora seja embasada em uma história real, ainda é uma peça de ficção. O filme peca nessas tentativas de acrescentar profundidade ao personagem de Matthew McConaughey, cujos dramas familiares não interessam tanto. A atmosfera eletrizante dos primeiros 2/3 acaba se perdendo, e acho que o filme ganharia muito com uma minutagem cerca de meia hora mais curta — só que aí seria só um simples filme de catástrofe e nada mais. Beco sem saída, mas ainda um bom filme.
A indicação ao Oscar de maquiagem deve ter sido por terem colocado cabelo no Dwayne Johnson (cuja atuação foi muito boa, por sinal). Gostei bastante da fotografia e achei o som terrível. Emily Blunt estava ótima também. Bom filme.
Quando o plot twist chegou eu tinha certeza que já estava no final do filme, mas era apenas a metade. Até então estava bom, ok, mas dali pra frente foi ladeira abaixo. Tudo muito pouco crível, gratuito e expositivo. Imagino que no livro deva funcionar bem, mas aqui, não. De qualquer forma valeu o entretenimento.
Que atorzinho monstruoso esse Jacobi Jupe. Antes mesmo "daquela cena" eu já estava impressionado com como ele é bom. O filme demorou um pouco a me pegar, na primeira hora eu estava achando meio qualquer coisa, mas então... Completamente arrebatado, até os clichês conseguem ser bem executados. Quando o filme acabou, fiquei sem reação, como quando terminamos um livro muito bom, viramos a última página, soltamos o ar e passamos uns instantes olhando paro o nada. Paul Mescal estava ótimo e nem tenho o que falar sobre a Jessie Buckley, apenas excelente.
"Este mundo é cheio de conexões sutis, rapazes. Cada fio que puxamos, não sabemos como influenciará o todo. Somos só crianças neste planeta, tirando parafusos da roda gigante, pensando que somos deuses".
Fotografia e tratamento de luz incríveis, simplesmente fenomenal. Filme belíssimo, extremamente emotivo, mas que me perdeu um pouco na segunda hora.
O Volume 1 foi legal, o Volume 2 foi tedioso e o final foi satisfatório. Acho que usaram e abusaram de muitos recursos narrativos à exaustão, a ponto de virar meme em redes sociais. Muitos pontos do roteiro são bem óbvios, mas acaba não tirando tanto do entretenimento. No último episódio foi tranquilo fazer vista grossa e simplesmente curtir, só acho que uma minutagem excessiva foi dedicada ao dar o encerramento pros personagens.
100% fórmula de sessão da tarde. O roteiro previsível, a execução clichê... tudo ali. É gostosinho de assistir, mas poderia ser uns 20 minutos mais curto.
Direção afiada. Roteiro afiado. Sean Penn afiado. Chase Infiniti e Regina Hall outros destaques do elenco. Gostei da direção de fotografia e a trilha sonora não convencional em momentos-chave chamou minha atenção. Não é um filme emocionante nem tem um fator "uau", mas é extremamente competente, passou voando.
Os primeiros 30/40 minutos foram magistrais, assisti em êxtase prevendo uma obra-prima. Me enganei. Ainda nos pontos bons, a direção de fotografia é muito perspicaz, e em alguns momentos (pontuais), se alia à trilha sonora e eu me senti assistindo a trechos de um videoclipe — digo isso sem muito juízo de valor, não sei se gosto ou não, mas foi bonito, então cabe aqui. Wagner Moura está um pitel e a personagem da Maria Fernanda Cândido é extremamente magnética. A comédia funciona MUITO bem e a Dona Sebastiana é a maior estrela do filme.
De resto, achei a direção extremamente pretensiosa. Parece que Klebão, afobado por rechear o filme com homenagens e referências ao cinema, não soube que caminho seguir e acaba misturando tudo sem aprofundar em nada, uma coisa meio sem identidade. "Ai, mas a proposta é essa!"; bem, que merda. Achei a direção bagunçada e o roteiro sem saber o que quer contar. No ato final, eu me perguntava: "pra que? será que falta muito?". Qual a proposta narrativa? Confesso que não consegui captar.
Direção de arte ESPETACULAR, nenhuma surpresa (confesso que em vários momentos lembrei de Wicked kkkkk). Roteiro relativamente fiel ao livro, mas cheios daqueles velhos recursos narrativos inverossímeis. Apesar do elencaço (Charles Dance!!!), atuações boas, mas nada digno de muita nota. Gostaria de um pouquinho mais de fidelidade ao livro, pelo menos no desfecho.
O Senhor das Moscas
3.6 18 Assista AgoraA terceira tentativa de adaptar essa obra-prima ao audiovisual foi a que mais chegou perto, mas ainda não chegou lá. A atmosfera se apoia demais numa fotografia e pós-produção extravagantes (e às vezes até mal feitas) que só funcionam em momentos muito raros e acabam ficando excessivas de um modo geral. Achei excelentes as atuações dos meninos e o departamento de maquiagem merece uma salva de palmas (nunca vi um sangue tão perfeito, cheguei a ficar na dúvida se não seria real). Muitos momentos-chave da história tiveram uma execução decepcionante, e teve uma alteração significativa que eu acabei gostando bastante.<br/><br/>
A morte do Porquinho (que ganhou um nome, achei muito bom também), súbita e instantânea no livro, aqui foi prolongada e dramática, e achei que funcionou demais. Agora o desaparecimento do menino com a marca no rosto, a morte do Simon, o incêndio no final, o encontro com o marinheiro e a própria figura do Senhor das Moscas em si foram execuções muito pouco impressionantes.
A Odisseia
4.2 585Filmaço, mas falta um "fator uau" que torne memorável. Não sei se achei a engenharia de som muito boa ou muito ruim. Direção de arte afiadíssima.
Paixão de Escritório
2.8 55 Assista AgoraDuas estrelas e meia é um pouco alto. Gostaria de dizer que depois de dormir e deixar o filme assentar a nota provavelmente iria baixar, mas a verdade é que o filme em nada vai ocupar meus pensamentos para além desse pós-imediato em que acabo de assistir. Não é engraçado. Não é divertido. Não é interessante. Não tem aquele "quê" que torna os clichês de comédia romântica tão gostosinhos. Gostei bastante da direção de arte e foi uma boa surpresa rostos como Jodie Whittaker, Bradley Whitford, Will Sasso e Rick Hoffman, todos de séries que já vi. Para um filme que me desagradou tanto já usei palavras demais, deixa em 2.5 mesmo e é hora de esquecer.
O Convite
3.9 329 Assista AgoraFotografia, montagem, roteiro adaptado e, se forçar um pouco, trilha sonora. Levemente superestimado. Elenco ótimo. Poderia ser de 6 a 9 minutos mais curto.
Avatar: O Último Mestre do Ar (2ª Temporada)
3.6 38 Assista AgoraAgradeço aos roteiristas por tentarem adaptar o máximo de material o possível, pegando elementos de histórias até de outros livros e conseguindo, de forma inteligente, acrescentar na narrativa. Mas pra mim o problema é que não teve espaço pra isso. Sete episódios longos, e tudo acontece de forma extremamente corrida. Pra mim, a primeira temporada encontrou um equilíbrio melhor nesse sentido; aqui, nada me convenceu.
O Diabo Veste Prada 2
3.3 431 Assista AgoraSó mais uma sequência sem propósito ou história pra contar, feita por fazer. A primeira hora se apoia DEMAIS em referências ao primeiro filme (que eu fiz questão de rever 2 dias antes). Acho que independentemente de arcos de redenção, a Miranda se apagou e o "diabo" deixa de fazer sentido no título. Tudo isso já era esperado, mas sim, deu pra entreter. Pra mim o ponto alto é a trilha sonora, especialmente "Walk of Fame" no começo quando revemos a Miranda pela primeira vez. Emily Blunt também foi destaque.
As Ondas
3.9 185Uma aula incrível de como a montagem consegue carregar o filme, articulando diretamente com a fotografia, o roteiro e a trilha sonora e puxando para si a responsabilidade de integrar tudo para dar um andamento fenomenal.
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 355 Assista Agora50/50, fechei o Oscar aos 44 do segundo tempo. Primeira (e última) vez que me dou o trabalho. Avatar 3 foi um bom filme, mas é aquilo mesmo que tá todo mundo falando: mais do mesmo.
A Meia-Irmã Feia
3.8 466 Assista AgoraCom um enredo que soube de forma inteligente surfar na onda de A Substância, o filme traz uma direção de arte e figurino impecáveis, muito bem valorizados por uma ótima fotografia. A trilha sonora soube dar o tom na medida certa, as atuações são afiadas e tivemos sequências audiovisuais muito boas como os créditos de abertura e a cena do baile com In the Hall of the Mountain King tocando. Ter sido indicado apenas ao Oscar de caracterização é um crime. Filmaço.
Perfectly a Strangeness
2.5 30Contemplativo em uma questão de escala e perspectiva: a contraposição entre o observatório humano x os olhos dos animais, o contraste entre o maquinário e o orgânico. É quase meditativo. Amei os burrinhos e irei protegê-los. Amei que eles são creditados. Palomo, Ruperto e Palaye, vocês sempre serão famosos.
A Pequena Amélie
3.9 52Ela tem os visuais, ela tem a trilha sonora, ela tem o roteiro. Mas infelizmente ela não vai ter o Oscar. Só não vi Arco ainda, mas dentre os outros três, Amélie se destaca demais. Parece um filme da Ghibli.
The Story of Three Sisters or How the World Came …
2.7 1Disponível no YouTube! https://www.youtube.com/watch?v=Xx0OaDkR7HA
O Último Azul
3.7 225 Assista AgoraLindamente fotografado e com uma direção de arte impecável. A edição, porém, escorrega em alguns (poucos) momentos, deslizando pontualmente em algumas continuidades. O roteiro tem uma espinha dorsal muito forte, contaminado, também muito pontualmente, por uns diálogos puramente expositivos ou pouco convincentes. Achei que metade do elenco fez um bom trabalho e a outra metade... bem. Plagiando o comentário abaixo, apesar de algumas questões, é "mais uma grande produção do cinema nacional" sim e com orgulho.
O Ônibus Perdido
3.4 115 Assista AgoraAlgumas escolhas técnicas da execução trazem ao filme, pontualmente, tons macabros de documentário. Graças à fotografia, o fogo acaba se tornando personagem, se não o verdadeiro protagonista. Entretanto, os clichês narrativos nos trazem de volta, lembrando que embora seja embasada em uma história real, ainda é uma peça de ficção. O filme peca nessas tentativas de acrescentar profundidade ao personagem de Matthew McConaughey, cujos dramas familiares não interessam tanto. A atmosfera eletrizante dos primeiros 2/3 acaba se perdendo, e acho que o filme ganharia muito com uma minutagem cerca de meia hora mais curta — só que aí seria só um simples filme de catástrofe e nada mais. Beco sem saída, mas ainda um bom filme.
Coração de Lutador: The Smashing Machine
3.0 145 Assista AgoraA indicação ao Oscar de maquiagem deve ter sido por terem colocado cabelo no Dwayne Johnson (cuja atuação foi muito boa, por sinal). Gostei bastante da fotografia e achei o som terrível. Emily Blunt estava ótima também. Bom filme.
A Empregada
3.4 667 Assista AgoraQuando o plot twist chegou eu tinha certeza que já estava no final do filme, mas era apenas a metade. Até então estava bom, ok, mas dali pra frente foi ladeira abaixo. Tudo muito pouco crível, gratuito e expositivo. Imagino que no livro deva funcionar bem, mas aqui, não. De qualquer forma valeu o entretenimento.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista AgoraQue atorzinho monstruoso esse Jacobi Jupe. Antes mesmo "daquela cena" eu já estava impressionado com como ele é bom. O filme demorou um pouco a me pegar, na primeira hora eu estava achando meio qualquer coisa, mas então... Completamente arrebatado, até os clichês conseguem ser bem executados. Quando o filme acabou, fiquei sem reação, como quando terminamos um livro muito bom, viramos a última página, soltamos o ar e passamos uns instantes olhando paro o nada. Paul Mescal estava ótimo e nem tenho o que falar sobre a Jessie Buckley, apenas excelente.
Sonhos de Trem
3.7 362 Assista AgoraO Deserto dos Tártaros.
"Este mundo é cheio de conexões sutis, rapazes. Cada fio que puxamos, não sabemos como influenciará o todo. Somos só crianças neste planeta, tirando parafusos da roda gigante, pensando que somos deuses".
Fotografia e tratamento de luz incríveis, simplesmente fenomenal. Filme belíssimo, extremamente emotivo, mas que me perdeu um pouco na segunda hora.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 517 Assista AgoraO Volume 1 foi legal, o Volume 2 foi tedioso e o final foi satisfatório. Acho que usaram e abusaram de muitos recursos narrativos à exaustão, a ponto de virar meme em redes sociais. Muitos pontos do roteiro são bem óbvios, mas acaba não tirando tanto do entretenimento. No último episódio foi tranquilo fazer vista grossa e simplesmente curtir, só acho que uma minutagem excessiva foi dedicada ao dar o encerramento pros personagens.
O Bom Bandido
3.5 104 Assista Agora100% fórmula de sessão da tarde. O roteiro previsível, a execução clichê... tudo ali. É gostosinho de assistir, mas poderia ser uns 20 minutos mais curto.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 687 Assista AgoraDireção afiada. Roteiro afiado. Sean Penn afiado. Chase Infiniti e Regina Hall outros destaques do elenco. Gostei da direção de fotografia e a trilha sonora não convencional em momentos-chave chamou minha atenção. Não é um filme emocionante nem tem um fator "uau", mas é extremamente competente, passou voando.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraOii, é pra fingir?
Os primeiros 30/40 minutos foram magistrais, assisti em êxtase prevendo uma obra-prima. Me enganei. Ainda nos pontos bons, a direção de fotografia é muito perspicaz, e em alguns momentos (pontuais), se alia à trilha sonora e eu me senti assistindo a trechos de um videoclipe — digo isso sem muito juízo de valor, não sei se gosto ou não, mas foi bonito, então cabe aqui. Wagner Moura está um pitel e a personagem da Maria Fernanda Cândido é extremamente magnética. A comédia funciona MUITO bem e a Dona Sebastiana é a maior estrela do filme.
De resto, achei a direção extremamente pretensiosa. Parece que Klebão, afobado por rechear o filme com homenagens e referências ao cinema, não soube que caminho seguir e acaba misturando tudo sem aprofundar em nada, uma coisa meio sem identidade. "Ai, mas a proposta é essa!"; bem, que merda. Achei a direção bagunçada e o roteiro sem saber o que quer contar. No ato final, eu me perguntava: "pra que? será que falta muito?". Qual a proposta narrativa? Confesso que não consegui captar.
Fúria Sanguinária
4.2 65 Assista AgoraAbsolute cinema. Sem tirar nem pôr.
Frankenstein
3.7 617 Assista AgoraDireção de arte ESPETACULAR, nenhuma surpresa (confesso que em vários momentos lembrei de Wicked kkkkk). Roteiro relativamente fiel ao livro, mas cheios daqueles velhos recursos narrativos inverossímeis. Apesar do elencaço (Charles Dance!!!), atuações boas, mas nada digno de muita nota. Gostaria de um pouquinho mais de fidelidade ao livro, pelo menos no desfecho.