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Data de lançamento
2 Abril 2004Duração
Chris Vaughn é um soldado aposentado das Forças Especiais do exército americano, que retorna para sua cidade natal com a intenção de reatar antigos laços e iniciar uma nova vida. Porém a cidade em que ele nasceu não é mais a mesma, sendo agora um local controlado pelo crime. Jay Hamilton, seu rival dos tempos de colégio, fechou a serraria que possuía e é agora o chefe dos negócios criminosos do local. Decidido a reverter a situação, Chris é eleito xerife da cidade e busca a ajuda de seu velho amigo Ray, prometendo acabar com os negócios de Jay. Suas ações colocam em perigo sua própria família, mas Chris não está disposto a aceitar intimidações e pretende fazer com que a cidade retorne à calmaria de quando era jovem.
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Típico sessão da tarde, mas é um bom passatempo. É o puro suco da ação dos anos 2000 onde o The Rock resolve tudo na base de um caibro de madeira. É simples, direto e extremamente satisfatório de ver o justiceiro limpando a cidade da corrupção.
O ritmo é outro ponto positivo, tem menos de 1h30. Não enrola em momento algum e vai direto ao ponto.
Em Walking Tall (2004), lançado no Brasil como Com as Próprias Mãos, é um filme curto, porém com muita qualidade. Ele peca bastante em desenvolver melhor os personagens, e a mudança de algumas situações para outras acontece de forma rápida demais.
Como, por exemplo, quando Pete passa mal usando crack; depois ele já quebra o cassino e, em seguida, já vira xerife.
Eu inclusive achei que alguns dos amigos dele do início do filme iriam ajudar em algum momento, mas somente Ray ajuda. No fim, vira um exército de dois homens enfrentando uma cidade inteira dominada pela corrupção.
Essa objetividade é, ao mesmo tempo, o maior mérito e o maior problema do filme. Por um lado, ele nunca se arrasta, mantém o ritmo alto e resolve tudo de forma direta. Por outro, algumas situações claramente pediam mais desenvolvimento, principalmente a transformação do protagonista e o impacto do poder criminoso sobre a cidade. Caberia abordar melhor essas transições e dar mais peso emocional a certas decisões.
Chris Vaughn (Dwayne Johnson) funciona bem como protagonista justamente por não ser tratado como um herói clássico. Ele é movido muito mais por um senso pessoal de justiça do que por discursos grandiosos ou moralismos exagerados. Aqui, Dwayne Johnson ainda está longe do personagem genérico que viria depois na carreira, e isso ajuda bastante o filme a parecer mais cru e honesto.
Ray Templeton (Johnny Knoxville), que poderia facilmente ser apenas um alívio cômico, acaba tendo um papel importante como o único aliado real do protagonista. A dinâmica entre os dois sustenta boa parte da narrativa e reforça essa ideia de justiça feita por conta própria, quase como um faroeste moderno.
Do outro lado, Jay Hamilton (Neal McDonough) é um vilão simples, direto e funcional. Não há grande aprofundamento psicológico, mas sua postura arrogante e a forma como controla a cidade já são suficientes para gerar antipatia imediata e justificar o conflito.
No fim, Com as Próprias Mãos é um filme simples, direto e eficiente. Poderia desenvolver melhor os personagens e explorar com mais calma algumas situações importantes, mas isso não chega a atrapalhar tanto a qualidade final. Ele prende desde o começo, não enrola e entrega exatamente o que se propõe: entretenimento rápido, seco e honesto.
Assistido em 05/01/2026
Filme clássico da década de 2000. A história é interessante e o filme é bem rápido. Sem espaço para enrolação. Assistido novamente no dia 28 de dezembro de 2025 na Amazon Prime.
28.02.2006
Revisto em 20-10-2025
Agora falta assistir os dois com o Kevin Sorbo que nunca vi até então.
Remake de Fibra de Valente, Com as Próprias Mãos é um dos filmes mais simples da carreira do The Rock, mas um dos que mais gosto e acho tão bom quanto o original.
Vai direto ao ponto e perde pouco tempo, até por isso é curto e desenvolve pouco os personagens. Por exemplo, após o tribunal, já pula pra parte onde Chris já é o xerife e começa as mudanças drásticas na cidade.
Funciona bem em sua proposta e prende a atenção.