Alef Adriano
29 years
(🇧🇷 BRA)
Usuário desde Janeiro de 2012
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Estes são os meus filmes e séries favoritos

Reminiscências de uma Viagem à Lituânia (Reminiscences of a Journey to Lithuania) 11

Reminiscências de uma Viagem à Lituânia

Conto de Outono (Conte d'automne) 20

Conto de Outono

Conto de Verão (Conte d'été) 52

Conto de Verão

O Amigo da Minha Amiga (L'ami de Mon Amie) 34

O Amigo da Minha Amiga

A Mulher do Aviador (La Femme de l'aviateur) 26

A Mulher do Aviador

Minha Noite com Ela (Ma Nuit Chez Maud) 44

Minha Noite com Ela

Perseguidor Implacável (Dirty Harry) 278

Perseguidor Implacável

Toda Uma Noite (Toute Une Nuit) 9

Toda Uma Noite


Carregando Publicidade...
Remover Anuncios
A Usurpadora (La Usurpadora) 754

A Usurpadora

Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava (Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava) 72

Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava

Democracia em Vertigem (Democracia em Vertigem) 1,3K

Democracia em Vertigem

Lições de História (Geschichtsunterricht) 2

Lições de História

Últimas opiniões enviadas

Anjos do Arrabalde (Anjos do Arrabalde) 35

Anjos do Arrabalde

  • Alef Adriano
    7 anos atrás

    Ruy Gardnier escreveu um belíssimo texto sobre essa obra-prima do nosso cinema :

    "A metáfora materna está em todos os lugares de Anjos do Arrabalde. Inicialmente no subtítulo do filme – As Professoras (sabendo-se que a professora é uma segunda mãe) –, mas depois em todos os lugares: a relação que Betty Faria tem com o irmão, deficiente mental; a relação que mantém Irene Stefânia com Vanessa Alves; e sobretudo as homenagens cinematográficas a Luís Sérgio Person (nome da escola) e José Carlos Burle (do hospital). Anjos do Arrabalde retrata o mondo cane do cotidiano de três professoras num bairro de periferia de São Paulo. Mas antes de retratar a violência que vem de fora (fábula paranóica), Carlos Reichenbach prefere mostrar a violência do que está perto: a violência que vem do marido, do vizinho, do amante, do irmão, todos possíveis violentadores (e de fato o filme comeca com um estupro). Mas o cinema de Reichenbach não é um cinema da crueldade, longe disso. Se ele mostra todo esse ambiente de violência, é para melhor realçar a flor que poode surgir da lama, a beleza de relacionamento que pode brotar de uma sociedade estilhaçada pela pobreza física e espiritual. De forma que a cena mais bonita é o clip na praia, espécie de homenagem godardiana aos filmes de praia. Oásis num deserto de sofrimentos, essa única cena denota toda a grandeza de seu cinema: o mundo meio que pára de modo a dar um instante de felicidade àqueles personagens desgastados por um meio-ambiente hostil. Mas a última coisa que Reichenbach faria seria transformar essa felicidade em denominador comum. As coisas podem dar errado e dão: uma vingança, uma sodomia, uma tentativa de suicídio, um assassinato... Em sua primeira incursão ao melodrama, Reichenbach dá aulas de cinema ao filmar as carnes de cada personagem até atingir suas tripas. Filme duro, sem concessões, é também um de seus filmes mais bem construídos no enquadramento. A cena do parque de diversões talvez seja uma das melhores de toda sua carreira: um lento passeio em que dois jovens – em ações concomitantes – se perdem, num plano só, que acaba numa panorâmica, de cima, tal qual O Intendente Sansho, melodrama de Mizoguchi. Dele Reichenbach aprendeu o realismo, a confiança em filmar as coisas com a forte crença de que elas existem. E se o cinema constrói mundos, é só essa crença que faz com que elas existam."

    editado
  • O Homem Errado (The Wrong Man) 106

    O Homem Errado

  • Alef Adriano
    7 anos atrás

    "O Homem Errado" é o filme que mais intensamente clarifica a função do olhar em Hitchcock. A escolha do ator é determinante. Henry Fonda tinha uma imagem ambígua: forte e fraca ao mesmo tempo. Mas, sobretudo, possuía um olhar interiorizado. A capacidade de ver, em Balestrero, está associada diretamente à de fixar-se no vazio. E fazer com que o vazio seja uma forma de plenitude, de ocupação do ser por uma instância superior. Este é um dos mais belos filmes sobre o olhar já feitos em todos os tempos. - Inácio Araújo, em crítica de 1991

  • Ensaio de um Crime (Ensayo de un Crimen) 36

    Ensaio de um Crime

  • Alef Adriano
    8 anos atrás

    Ensaio de um Crime mostra como o sexo é psicologicamente tão pecaminoso quanto o assassinato em nossa sociedade. No mundo moderno, em que podemos assistir a Rambo matando 249 pessoas mas somos tarados se observarmos um mamilo, Archibaldo passa a associar os dois:

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    a cada resposta contrária, a cada desejo contido, um desejo irrefreado de morte. Só que esse desejo de morte é uma inevitável mostra de impotência (tanto social quanto sexual): ele sempre deseja a morte das mulheres, só que elas morrem antes que ele possa matá-las. O momento alto do filme se faz quando Lavinia, uma moça que trabalha como guia turístico, lhe dá um cartão de endereço. O endereço, entretanto, não corresponde: trata-se de uma loja de roupas, mas ela não trabalha lá. Archibaldo vê, entretanto, um manequim desenhado que foi fatalmente usado como Lavinia de modelo. Num fabuloso processo de desejo, Archibaldo compra da loja o manequim e prepara-lhe o "assassinato", incinerando-o. Archibaldo é impotente: seu desejo de morte (duplo de seu desejo sexual) sempre se realiza através de um duplo fictício (assassinato falso de uma mulher verdadeira, assassinato verdadeiro de uma mulher falsa). Archibaldo não goza porque não adentra na instância do proibido (o sexo, o assassinato). Ele será impotente até que saia da obsessão infantil (a caixa de música) e consiga entrar no mundo adulto (onde o sexo não é proibido). Entretanto, ele só conseguirá fazê-lo depois de "ensaiar" um crime - Ruy Gardnier.

    editado
  • Alef Adriano 5 anos atrás

    Não consigo escrever nada no perfil, portanto aviso aqui que há mais de um ano eu migrei definitivamente para o Letterboxd, e agora só posto as minhas besteiras por lá. Acho que o ambiente de debate do letter é inevitavelmente mais interessante e rico do que esse que eu sempre encontrei aqui; sem contar que os inúmeros bots com links de spam e pornografia aqui no site atrapalham demais, e só revelam o amadorismo do Filmow. Deixo aqui o link do meu perfil, pra quem quiser ler as barbaridades que eu posto por lá; deixando a sugestão de que também façam, se for da vontade de vocês, essa migração: https://letterboxd.com/aleffadriano/

  • Alexandra 6 anos atrás

    que bom ouvir isso! acho que talvez seja mais fácil de compreender o Raio Verde e mais especialmente Delphine, a partir de pessoas que sentem o mesmo que ela. Essa necessidade de viver, de se apaixonar, de encontrar pessoas ou alguém em especial, mas tem dificuldade em iniciar algum tipo de laço seja por timidez, por não saber lidar, por medo, insegurança ou como em grande parte das vezes a gênese de tudo isso: a baixa autoestima. a depreciação de si próprio, a crença de que os problemas começam a partir de si e que por isso todo o que se segue é culpa da insuficiência de si mesma. Enfim, engraçado que te enviei solicitação exatamente por você ter tantos filmes de Rohmer assistidos e eu estar começando a maratonar a filmografia dele!

  • Fernando Mendes 6 anos atrás

    Vendo seus Favoritos outra vez, me deu vontade de ver tudo de tão linda que é essa seleção. Parece que vou ficar ocupado até o final do ano hehe. Valeu!