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Apesar do desfecho extremamente triste, o documentário sobre Eloá é simplesmente sensacional. A produção consegue te transportar para dentro da narrativa, fazendo você reviver cada momento de tensão. Eu lembrava pouco do caso, mas não imaginava que tudo havia se estendido por tantas horas, e isso só aumenta o impacto ao assistir.
Duas coisas me deixaram especialmente revoltada: a demora da polícia em agir diante do sequestrador e o jornalista que, em plena cobertura, afirmou que “todo mundo queria ser ele”. É surreal ver atitudes assim em um momento tão delicado.
Também me chamou atenção a ausência da Sonia Abrão, já que eu já tinha lido sobre a participação dela na cobertura do caso e esperava que fosse mencionada. Fiquei me perguntando se houve algum motivo específico para deixarem isso de fora. E sobre a Naiara, não sei se ela não quis participar ou se a produção optou por não incluí-la, mas seria interessante ter a perspectiva dela.
Mesmo com essas questões, o documentário é muito bem feito e provoca exatamente aquilo que deveria: reflexão, indignação e memória.
O filme se destaca como uma obra densa, que opta por um ritmo lento para explorar camadas profundas de crítica social, repressão e corrupção. É um cinema que exige paciência, mas recompensa o espectador com uma reflexão necessária.
O final que é um verdadeiro soco no estômago: a ironia trágica de um pai que morre pelo filho, mas que nunca será conhecido ou lembrado por ele. Trata-se de um encerramento frio e melancólico, que contrasta com a satisfação de identificar as ótimas citações a clássicos como Tubarão e O Iluminado ao longo da projeção.