Últimas opiniões enviadas
Tudo bem que o Lynch seja fora da caixinha etc., mas esse filme é cansativo. No começo, se sente uma ânsia de descobrir mais e depois esfria. Não sustenta a expectativa.
O que gostei muito foi das atuações da Isabella Rossellini e do Dennis Hopper. A Dorothy é uma personagem intrigante, acho que o elemento mais interessante, embora não seja explorada para além dos fetiches masculinos.
Não gostei do desfecho do Jeffrey, porque tudo acabou bem para ele. Ele usou a Dorothy por baixo da fachada de bom moço e foi constituir família com a Sandy. Ele abusou da Dorothy sexualmente, visto que ela estava mentalmente instável e era abusada o tempo todo pelo Frank. Ainda saiu como herói 🤡.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Excelente filme. Foi difícil assistir porque eu conheço uma Julie na versão masculina 🫠.
A protagonista tem uma construção maravilhosa e consegui ver os outros personagens ganhando espaço por meio dela. Adorei a atuação do trio em foco, em especial da Renate Reinsve.
Se a Julie te irrita, ótimo. Em resumo, ela é o tipo de pessoa que precisa de muita psicanálise pra ver se melhora um pouco. O mais doloroso é que pessoas assim se comprometem, se envolvem, mas não sustentam quando as coisas ficam difíceis (como o próprio Aksel diz pra ela). Ressalto que o teor da história é muito psicanalítico, inclusive, aparece menção direta a Freud e à questão paterna.
Ao meu ver, o final foi ótimo. Ela precisa de tempo sozinha para se conhecer, ganhar autonomia e amadurecer. Ficaria chateada se terminasse com ela se envolvendo de forma insegura com outra pessoa na repetição de sempre. O que a Julie enxerga no Aksel é alguém que sabe o que quer (o que ela não sabe). Já no Eivind, ela vê a si mesma (como chega a mencionar) e também uma fuga do compromisso que mantinha com Aksel. No fim, ela só nunca soube mesmo o que queria.