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A primeira temporada funciona muito bem como um estudo psicológico dos personagens, especialmente do Tony. A série quebra expectativas ao usar a máfia não apenas como pano de fundo criminal, mas como ferramenta para discutir família, poder e conflitos pessoais profundos.
Livia não é uma vilã comum, ela encarna uma manipulação emocional patológica e sádica, exercida de forma silenciosa, mas extremamente destrutiva. Ao mesmo tempo, a série faz algo brilhante ao nos conduzir a simpatizar com Tony, ainda que ele seja um grande mafioso, perverso, compulsivo sexual, controlador e possessivo.
Não há bonzinhos aqui. Apenas personagens complexos, moralmente falhos, e justamente por isso tão humanos e perturbadores.
A linha do tempo em que a obra é construída é primorosa. A cena dos homens do Toros invadindo a mansão e provocando a revolta do casal, primorosamente toma grande parte do filme facilitando a narrativa e o ótimo desenvolvimento e construção da história.
O preconceito não é tratado somente da parte da família rica do mimado e inconsequente Ivan, mas da própria Ani, ao acusar Igor como potencial estuprador, mas ser surpreendida com empatia por parte do mesmo. O comportamento lascivo de Ani também explica camadas profundas da psiquê da personagem, que usa do sexo como fuga da tristeza, alegria, raiva, ódio.