Quando eu relembro o meu passado não é como eu não queira ver as coisas exatamente como aconteceram, é que eu prefiro lembrá-las de um jeito artístico. E na verdade, a mentira disso tudo é mais honesta porque eu a inventei.
A psicologia clínica nos diz que, sem dúvida, o trauma é o assassino final, memórias não são recicladas como átomos e partículas na física quântica, elas podem se perder pra sempre.
É como se o meu passado fosse uma pintura inacabada e como o artista da pintura eu devo preencher todos os buracos feios e deixá-la bonita outra vez. Não é que eu fui desonesta, é que eu simplesmente detesto a realidade.
Filme horroroso e chega a dar agonia assistindo por isso. Eu me torturei até o final. O cara fica o filme todo procurando a mulher
pra no final "se matar"