Mais um filme sobre ricos inescrupulosos passando por cima de pessoas por puro prazer e diversão. Não acho que a Anora era ingênua de achar que o relacionamento ia durar e ela viveria um conto de fadas a la "uma linda mulher", acho que ela jogou com o destino e até se iludiu em aproveitar mais o luxo, talvez com uma gravidez que lhe rendesse uma pensão farta. Esperava que ela fosse mais maliciosa, que tivesse um plano. No fundo eu esperava essa virada, quando ela não quis entrar no avião e enfrentou a mãe do menino dizendo que não fez acordo pré-nupcial. Mas talvez não seria tão realista, o mundo é dos ricos, de fato eles podem fazer o que quiserem sem nenhuma punição, não há o que o dinheiro não consiga comprar.
Me lembrou também a frase do Succession “No Real Person Involved”. É muito fácil se livrar de um problema quando esse problema são pessoas que não tem relevância. Pra essa gente algumas pessoas não são nem pessoas, não tem direito nem a exercerem suas vontades. É irônico porque ela poderia achar que estava usando ele para obter alguma vantagem financeira, mas ela sempre foi o brinquedo e quando eles cansaram ela foi descartada com tanta facilidade... 10 mil dolares foi menos que ele pagou para ficar com ela por uma semana enquanto ela ainda era só uma dançarina.
Apesar de ter torcido pela dançarina, não consegui me sensibilizar com ela. O único homem que a tratou com o mínimo de humanidade, não apagando todos os crimes que ela o acusa, mas o único que sentiu empatia e a tratou como um ser humano, o Igor, capanga careca, ela humilhou e violentou em todas as interações de ambos. O contraste na forma como ela tratou ele e como tratava aquele menino mimado idiota chega ser engraçado. Será que ela trataria o Igor de maneira diferente se ele tivesse mais dinheiro?
Muito interessante a atuação da atriz que faz a Frances, ela é uma personagem bem quieta, reprime muito sentimento, quase não fala, porém diversas vezes fica bem nítido o que ela sente olhando para suas expressões faciais e corporais.
Fiquei esperando uma reviravolta no final,
Mais um filme sobre ricos inescrupulosos passando por cima de pessoas por puro prazer e diversão. Não acho que a Anora era ingênua de achar que o relacionamento ia durar e ela viveria um conto de fadas a la "uma linda mulher", acho que ela jogou com o destino e até se iludiu em aproveitar mais o luxo, talvez com uma gravidez que lhe rendesse uma pensão farta. Esperava que ela fosse mais maliciosa, que tivesse um plano. No fundo eu esperava essa virada, quando ela não quis entrar no avião e enfrentou a mãe do menino dizendo que não fez acordo pré-nupcial. Mas talvez não seria tão realista, o mundo é dos ricos, de fato eles podem fazer o que quiserem sem nenhuma punição, não há o que o dinheiro não consiga comprar.
Me lembrou também a frase do Succession “No Real Person Involved”. É muito fácil se livrar de um problema quando esse problema são pessoas que não tem relevância. Pra essa gente algumas pessoas não são nem pessoas, não tem direito nem a exercerem suas vontades. É irônico porque ela poderia achar que estava usando ele para obter alguma vantagem financeira, mas ela sempre foi o brinquedo e quando eles cansaram ela foi descartada com tanta facilidade... 10 mil dolares foi menos que ele pagou para ficar com ela por uma semana enquanto ela ainda era só uma dançarina.
Apesar de ter torcido pela dançarina, não consegui me sensibilizar com ela. O único homem que a tratou com o mínimo de humanidade, não apagando todos os crimes que ela o acusa, mas o único que sentiu empatia e a tratou como um ser humano, o Igor, capanga careca, ela humilhou e violentou em todas as interações de ambos.
O contraste na forma como ela tratou ele e como tratava aquele menino mimado idiota chega ser engraçado. Será que ela trataria o Igor de maneira diferente se ele tivesse mais dinheiro?