Últimas opiniões enviadas
Que saudades de um vilão de verdade! Sujo, mentiroso, sem nenhum pudor.
The Penguin é um drama policial daqueles que você prende o fôlego no começo do primeiro episódio e só solta na última reviravolta – e que final.
Recusando os atalhos fáceis, a trama aqui impacta sem precisar de lutas ou mortes coreografadas. O apelo psicológico eleva a tensão em cada gesto, em cada olhar – e faz isso num crescente de uma teia de intrigas que te puxa mais fundo a cada cena.
O Oswald Cobblepot de Colin Farrell é um manipulador nato, repulsivo e distante de qualquer ideal de herói – ou mesmo de anti-herói. É justamente essa ausência de filtros, a falta de tentativas de humanizar ou justificar suas ações, que o torna tão fascinante. Um lembrete de que nem todo personagem precisa de redenção para se tornar inesquecível.
The Penguin prova que a Gotham de Matt Reeves ainda tem muito a oferecer – e que suas histórias podem brilhar mesmo sem o Cavaleiro das Trevas.
Aqui, os verdadeiros protagonistas são o silêncio e os detalhes sutis. Exige uma atenção meticulosa para vivenciar uma alienação que faz fronteira com o terror dos campos de concentração, mas nunca o encontra de fato - e é justamente a presença dessa ausencia que torna a experiência tão perturbadora.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Olá, Léo,
Somos o blog “Café com Tripas”, de cinema e cultura trash. Disponibilizamos resenhas, curtas, materiais literários entre outras coisas.
Se quiser conhecer, nos adicione ou visite o blog para conferir.
Um abraço.
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putzz muito obrigada mesmo, vou assistir agora!
:)
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Eu tinha certeza de que, ao final de Ainda Estou Aqui, o cinema seria tomado por aplausos estrondosos. Mas o que aconteceu foi completamente diferente.
Um silêncio denso pairou sobre nós, como se estivéssemos todos dentro do mesmo pesadelo. E, de fato, estávamos. O pesadelo dos Paiva — e de um Brasil inteiro.
Porque Ainda Estou Aqui não é só um filme. É uma ferida reaberta, um espelho, um mergulho incômodo no passado, um lembrete de que o Brasil nunca encarou de frente seus fantasmas.
A história dos Paiva, com um pai arrancado de sua família pela ditadura, revela cicatrizes profundas e reforça a urgência de revisitar e compreender nossa história.
Essa ferida histórica é personificada com sensibilidade arrebatadora pela atuação de Fernanda Torres.
Sua Eunice Paiva é tão contida quanto devastadora, ancorando o filme em uma realidade emocional que dilacera pela sutileza.
Eunice nos faz sentir a profundidade de uma dor que nunca se permite explodir, mas que permanece ali, pulsando.
Ao final dos créditos, aquele peso ainda pairava sobre todos nós. Os aplausos vieram, mas de forma tímida — mais um suspiro compartilhado do que uma celebração.
Não era alívio, porque o filme não nos liberta. Era reconhecimento. Reconhecimento de que Ainda Estou Aqui é um lembrete doloroso de que só há futuro quando encaramos as sombras do passado.