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“Reino dos Necrófagos” foi a tradução literal que encontrei no Google. O título faz referência a seres que se alimentam de matéria morta, enquanto a série aborda justamente o ciclo entre vida e morte. Assim como Kamen e a criatura, existe uma simbiose universal da qual não podemos escapar, por mais que tentemos.
Esse reino, que pode muito bem ser o nosso aqui na Terra, possui uma estrutura e um fluxo próprios. O ser humano é o primeiro animal a ter consciência da existência do universo, mas o universo não depende da nossa percepção para existir. A Terra, assim como os planetas e estrelas, já estava aqui muito antes de nós e continuará após nossa extinção. Somos apenas mais uma forma de vida entre inúmeras outras.
É fácil esquecer que também fazemos parte desse ciclo. Compreender sua existência não significa que o criamos ou que somos capazes de controlá-lo, ainda que insistamos nisso. E talvez seja justamente essa tentativa de controle que nos afaste da união com o todo. A necessidade constante de “ser” nos separa do fluxo natural da existência, interrompe o equilíbrio e distorce aquilo que deveria seguir seu curso.
Nada vive sem que algo morra.
Últimos recados
Obrigada pela indicação, Aline!
Fiquei bem interessada no tema da série, mas não consegui seguir devido o formato de quebra da quarta parede =/
Aline, entrei em contato com um amigo meu, e ele me disse pra você enviar o e-mail que de repente ele te passa o convite do MKO (não perca essa oportunidade. Ele é muito gente boa e prestativo): . Abra o perfil dele, diga que você já falou comigo e acerte os detalhes:
https://filmow.com/usuario/rmcastro/
Abraços.
Chiquinho.
Só consegui por aqui:
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Uma fotografia velha e desbotada do auge da vida de um cara.
Comecei achando que seria um John Wick com um animal diferente. É um filme muito bonito e sutil, na maior parte do tempo a violência é atmosférica e não gráfica. Somos representados pelo personagem de Amir na forma como ele vai descobrindo aos poucos quem é Rob para as outras pessoas. Ao mesmo tempo vamos descobrindo quem é Rob para ele mesmo, as motivações para seu isolamento, a dor e o luto que ele carrega.