Lucas Reis
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Os Colonos (Los Colonos) 49

Os Colonos

  • Lucas Reis
    1 ano atrás

    O início de “Los Colonos” é simbólico: planos abertos filmando vastas extensões de terra que serão cercadas com arame; a história da América tem a ver com a terra: quem tem direito, quem roubou, quem invadiu, a quem pertence, quem poderá usufruir dela.

    O filme acompanha MacLennan, Bill e Segundo numa missão de reconhecimento e busca nas terras de José Menéndez, um empresário espanhol que realmente existiu na vida real, que detinha a posse de terras na Terra do Fogo, na fronteira entre Chile e Argentina. Com esse enredo, o filme demonstra as estratégias necessárias para o sucesso do empreendimento colonialista, colonizador e civilizatório no continente.

    Em primeiro lugar, o que se destaca, é a centralidade do racismo e da violência para a conquista de um território: os personagens acreditam na superioridade do homem branco europeu em relação aos povos indígenas e isso dá legitimidade à violência perpetrada contra os nativos da região. Através da violência, a virilidade desses homens é legitimada nessa terra inóspita.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Quando estão entediados, os homens atiram, lutam, fazem queda de braço, trocam socos. E estupram. A violência direcionada às mulheres indígenas é física e simbólica. O estupro como forma de domínio masculino/colonial do corpo feminino racializado. Mais adiante, um coronel britânico estupra MacLennan. Ele o domina pela autoridade militar, mas também pelo poder fálico da virilidade.

    Mas, para o mim, o valor mais caro de “Los Colonos” está no fato de que o filme explora outros elementos do colonialismo, nem sempre explorados no cinema. Para o sucesso da colonização, é preciso que haja, sim, empresários com dinheiro para investimento (poder econômico) e também de militares para o combate aos nativos da região (poder bélico, militar), mas é preciso também de cientistas,

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    como se vê na cena em que vemos a atuação de um cartógrafo/agrimensor na definição das fronteiras entre Chile e Argentina.

    Além disso, é preciso que haja intelectuais, como escritores, jornalistas e cineastas, para a escrita da história, para organizar, para dar sentido ao processo histórico. Pelo discurso, o genocídio indígena é justificado pelo projeto de desenvolvimento do país.
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    Num determinado momento, uma personagem, a filha de Menéndez, reconhece que mataram e continuarão matando indígenas para o progresso do país.

    Para construir uma ideia de nação, é preciso organizar as diferenças pelo discurso, cortar as arestas, estetizar até mesmo o genocídio. Os indígenas não são excluídos da versão final do mito nacional, pelo contrário, são inseridos como parte do passado.

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    No final do filme, perguntam para Rosa se ela quer ou não quer participar daquela nação. A personagem não responde. Por que ela quereria participar daquela nação, em que ela ocupa um lugar subalternizado, suscetível a violências diversas?

    O filme mostra como o Estado-nação é uma construção que se dá por um processo violento, de morte e silenciamento dos dissidentes, de genocídios, ecocídios e epistemicídios, de estupro e dominação do corpo feminino e da natureza. E não há nada de glorioso nisso.

    Isso fica ainda mais interessante pelo fato de escolherem o gênero faroeste para revisarem este fragmento da história do Chile: um gênero que venerou homens viris e violentos, assassinos e estupradores, mostra-se um campo interessante para revisões, analisando o processo de colonização da América por outras perspectivas.

  • Oppenheimer (Oppenheimer) 1,2K

    Oppenheimer

  • Lucas Reis
    2 anos atrás

    Não sei porque me decepcionei tanto porque é lógico que fariam um filme assim! O filme apresenta o impasse sobre a criação e construção da bomba atômica, mas, de forma geral, sinto que o filme faz uma apologia à arma nuclear, já que é melhor os Estados Unidos terem uma bomba dessas do que os seus inimigos – seja a Alemanha Nazista ou a União Soviética.

    O filme ainda tenta criar um clima de dilema moral e ético sobre a criação de uma arma nuclear. Em vários momentos, Oppenheimer aparece perturbado pelas imagens de destruição e morte. O roteiro tenta demonstrar que Oppenheimer apenas fez o seu serviço, mas o sangue estaria nas mãos de outras pessoas, como o presidente dos EUA. Mostra que o Oppenheimer se arrependeu e se tornou uma voz importante pela regularização de armas nucleares. Mas isso não me comoveu. É como um tweet antigo que diz que os EUA vão destruir seu país e depois fazer um filme sobre como destruir seu país deixou seus soldados tristes.

    Ele estava construindo uma bomba e ele sabia dos riscos e das implicações políticas de tudo. Lembro de um texto do Rubem Alves que eu li no primeiro período da faculdade: é preciso que o cientista se faça a pergunta: ciência para que? Mas também precisa pensar: ciência para QUEM? Não consigo pensar em Oppenheimer como um filme que critica a bomba atômica com algumas cenas comoventes como a do teste da bomba.

    Além disso, é um filme muito masculinista (usei a palavra pela falta de outra melhor). Das poucas mulheres no elenco, apenas duas devem ter mais de duas linhas de fala: a Emily Blunt e a Florence Pugh, duas personagens egoístas e desequilibradas que só tem importância porque servem ao arco narrativo do Oppenheimer. Há duas ou três cenas de nudez feminina completamente desnecessária, que, a meu ver, só serve para o prazer voyeurístico dos homens que provavelmente já estão excitados sexualmente com tanta bomba explodindo e com tantos homens foda. A forma como os homens são mostrados em Oppenheimer é justamente o que o filme Barbie critica.

    Por isso, saí do cinema revoltado!

    editado
  • Synchronic (Synchronic) 185

    Synchronic

  • Lucas Reis
    2 anos atrás

    Eu fui assistir ao filme sem grandes expectativas, por isso não desgostei totalmente. Um entretenimento mediano. Queria tratar sobre alguns tópicos.

    No início do filme, há uma frase escrita no espelho falando sobre o tempo ser uma mentira, uma ilusão, algo assim. Aos poucos, você entende que o filme quer avaliar a possibilidades de tempos sobrepostos, o que é indicado também pelo título: sincrônico.

    O filme parece querer provocar uma reflexão como a do filme A Chegada (Arrival, 2016), em que a protagonista experimenta tempos simultâneos. No entanto, a ideia de viagem no tempo de Synchronic parece mais com De Volta para o Futuro (Back to the Future, 1985), em que, através de uma tecnologia, você volta para um tempo e um lugar específicos.

    Achei interessante a possibilidade de explorar o passado escravocrata de Nova Orleans, cidade que ocupa lugar central no comércio de pessoas escravizadas no sul dos Estados Unidos. Me fez lembrar o romance Kindred, da Octavia Butler, em que a protagonista negra também viaja para o passado e chega numa fazenda pré-Guerra Civil em Maryland. No entanto, também faltou aprofundamento. A questão do racismo me parecia ser algo importante no roteiro - já que aparece em vários momentos da história -, mas, em vários momentos, soava superficial demais. O que, a meu ver, desperdiçou o potencial da história.

    editado
  • LegenDario 4 anos atrás

    Oi Lucas, tudo bem? Vem pro LEGIONÁRIOS, um grupo sobre filmes e séries onde você pode opinar, trocar experiências, participar de brincadeiras, receber indicações e muito+!

    A participação é totalmente aberta a qualquer um que tiver vontade, bastando respeitar os colegas e o ambiente seguro de ofensas que buscamos proporcionar.

    Entre pelo link abaixo e diga "Ei, meu nome é fulano! Vim por convite do Gabriel Dario no Filmow". Se ele tiver sido revogado, avise :D

    https://chat.whatsapp.com/LSAv5Zt9CqO02qc81yCEg0

  • Filmow 9 anos atrás

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/