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Bons filmes!
Equipe Filmow
Esse filme, pra mim, se trata muito mais do que um simples convite para sair uma noite do tédio ou CUriar os vizinhos.
Todos nós recebemos convites, diariamente. Alguns óbvios, outros sutis.
Quando o Sol aparece brilhando lá fora, isso é um convite para sairmos de casa e irmos a praia ou passear.
Aquele vizinho, parente ou colega de trabalho que a gente ignora por estar cansado, é um convite a uma conversa, e até, quem sabe uma conexão.
O que os algoritmos nos sites de compras e vídeos de redes sociais nos recomendam são convites.
Os lugares por onde passamos e nem reparamos por pressa da rotina diária, são um convite a conhecer.
O cachorro ou o gato na rua desfilando sua fofura na nossa frente é um convite a adoção.
Nossos pensamentos frenéticos são um convite a escrita.
Até nosso tédio, dores e contas acumulando são um convite a reavaliação de nossa existência.
Enfim, ao longo do filme e principalmente a parte final me ficou muito claro essa questão. Não sei a origem da palavra 'convite' e nem a intenção do diretor com esse filme.
Mas pra mim, olhando de fora, os impasses dos personagens são facilmente solucionáveis. Nossa disposição mental dita como enxergamos tudo ao nosso redor. Se vamos nos abrir (lá ele) a oportunidades que podem gerar experiências, até marcantes quem sabe. Ou ver como inconveniente, permanecendo estagnados e amaldiçoando os outros.
É óbvio que, assim como no filme 'Sim, Senhor' dizer 'sim' a tudo é insensatez. Moderação e bom critério são sempre bem vindos. E mesmo nos bons convites, isso não significa que tudo vai dar certo, purpurina pra lá e pra cá, felizes pra sempre.
Como no filme haverá delays pela estrada.
Isso pode não lhe trazer sentido a vida ou pagar seus boletos. Mas sei lá, a vida é um breve passeio entre a inexistência e a morte.
Não é melhor sair por aí em pequenas e grandes aventuras, quando possível?
Obs¹: Em nenhum momento, nem por um milésimo de segundo, os personagens tocaram em celulares. Eles se expulseram aos constrangimentos, a vergonha, brigas, erros. Tudo cara a cara. Comunicação genuína. A coisa parava, fluía, parava, fluía. Ver a sinceridade, ou quase completa sinceridade foi um prato cheio.
Obs²: Gostei do fato de a filha não aparecer. Adolescentes são insuportáveis, e isso estragaria a dinâmica. Ela era só o pretexto para o casal continuar junto.
Obs³: Banderas ou Bardem. Só eu pensei? Que pena.
Penélope, sempre charmosa
Olivia, espontânea nos dois lados
Ed, o mais tarado e cômico
(mido)
Seth, sempre o Rogen
7.4 (ou 3.5? não sei o equivalente aqui)
Assinado, opinião irrelevante.