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Numa noite quente e úmida de verão, Lucas, um corretor de imóveis, entra num velho cinema do centro de São Paulo. Na sala escura, conhece Suzana, muito parecida com a atriz do filme policial que está sendo projetado. O encontro desencadeia uma série de acontecimentos que envolvem Lucas numa aventura cheia de intrigas e suspense.
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Como fazer um filme em que o tempo inteiro se referencia um gênero ao mesmo tempo em que se quer fazer parte desse gênero? Tudo isso se levando a sério e se permitindo certas cafonices.
É assim que A Dama do Cine Shanghai se constrói, desde o começo tenta-se criar essa atmosfera noir replicando até elementos do próprio filme dentro do filme, como o telefone que toca e todos os personagens que habitam ambos mundos.
Pra falar do gênero de modo geral, tá tudo ali: um homem solitário com um passado glorioso, uma mulher misteriosa e extremamente sedutora, jazz estourando, luzes neon (provavelmente o melhor uso delas que já vi), a investigação feita por quem não é um policial, melancolia exagerada, tá tudo lá.
As cenas que resultam destes elementos são lindíssimas, desde a borboleta artificial que bate asas na porta do restaurante chinês, passando pelo cinema, pelo hotel, até os apartamentos que, apesar de decadentes, conseguem ser encantadores.
Nós nunca sabemos o que é filme, quem é ator, quem é personagem, todos envoltos nessa tristeza que chega a ser prazerosa.
É interessante também como o dia é trazido como contraponto ao habitat de todos ali (que obviamente é a noite), então durante a festa de casamento de um figurão do cinema B podemos ver todos os atores fazendo coisas diferentes do que vínhamos vendo até o momento, como se a noite fosse outra vida, outro universo.
Até porque realmente é outra vida, tudo encenado. Nada é necessariamente explicado, mas tudo se torna muito óbvio ao final.
E filmes metalinguísticos sempre são muito exaltados, inclusive quando são horríveis, então acho que aqui vale destacar como essa metalinguagem não é usada como uma muleta, e sim como um instrumento: o crime é cometido através da atuação das pessoas. O filme dentro do filme não é o que se vê no cinema inicialmente, e sim tudo o que acontece depois.
Legal também o Paulo Villaça ser um criminoso maior, quase como uma evolução do bandido da luz vermelha, trazendo a melhor revelação de vilão que vi em muito tempo por meio de um simples relógio.
O apagar das luzes é coisa linda, meu Deus.
Pra quem gostou, recomendo Alma Corsária.
O filme tem aspectos ousados na narrativa fragmentada e metalinguística, como o filme dentro do filme, a repetição de Maitê Proença como a "femme fatale" em ambos, as brincadeiras com o cinema noir e as homenagens ao "A Dama de Shanghai" (1947) de Orson Welles... Mas também tem falta de clareza narrativa, de desenvolvimento de personagens, problemas de ritmo e diálogos pouco naturalistas - este último, não sei se atribuído aos atores ou à direção. Os easter eggs para cinéfilos são bacanas, Antônio Fagundes e Maitê Proença são carismáticos, mas... a trama simplesmente não engaja. Passado de saber que varreu o Festival De Gramado daquele ano, levando para casa 7 Kikitos...
#YouTube
Noir brasileiro que cumpre bem seu papel.
E que esplendor de beleza chamado Maite Proença, hein ?
Filme Recomendado para Aqueles Que Acham que Filme Nacional é Sinônimo De Filme Chato ........terem a certeza que estão certos!!!!! O filme é muuuuuuito chato com uma história pra lá de obvia e um roteiro que não se sustenta em nenhum momento. Nota 4,0.
Filme Recomendado para Aqueles Que Acham que Filme Nacional!, E Sinônimo De Filme Chato !