Diego, um dos chefes do Partido Comunista espanhol, retorna a Paris, onde mora, na tentativa de encontrar um de seus companheiros e impedi-lo de voltar a Madri, onde poderá ser preso pela polícia franquista.
Co-produção franco-sueca em preto e branco indicada ao Oscar de melhor roteiro original. Joseph Losey dirigiu uma sequência, Roads to the South (78) - em francês: Les routes du Sud, com o mesmo ator principal deste filme.
A vida e a obra do roteirista espanhol Jorge Semprún (1923-2011) como membro do comitê central do Partido Comunista Espanhol de 1954 a 1965 são a base do personagem Diego Mora interpretado pelo francês Yves Montand (1921-1991) nas ações e pensamentos deste drama de guerra. Elegante, exausto, resistente e corajoso sem ilusões, Montand sempre foi impressionante em suas atuações. Não podemos esquecer de duas beldades: a sueca Ingrid Thulin (1926-2004) e canadense Geneviève Bujold em início de carreira.
Assunto importante e sério que evita as armadilhas da militância pesada e melodrama fácil que se mistura com brio e força, passado, presente e futuro, tudo pontuado por uma rica e profunda voz em off e bonitas locações. Um retrato provocativo dos rebeldes políticos e um desafiador filme anti-guerra da mesma forma. Alain Resnais (1922-2014) foi, antes de tudo, um poeta e um pensador.
[...] A obra nos apresenta à discussão do pós-guerra na Espanha através da figura do protagonista da história, Diego. Ele, que é um dos líderes do partido comunista, encontra-se dividido entre sua ideologia e a vontade de firmar raízes em algum local, o que pode ser facilmente comparado com a discussão da época, anarquistas contra conservadores. E Yves Montand dá toda a carga dramática ao protagonista, construindo um personagem visivelmente cansado de sua rotina, sempre calmo em sua fala e demonstrando receio em expressar seus sentimentos. [...]
O restante da crítica está em: http://www.planocritico.com/critica-a-guerra-acabou-1966/
Magnífico! Absolutamente soberbo, maravilhosamente montado, ágil do começo ao fim, extraordinariamente genial! Por mais complexa que seja a apreensão do entrecho numa primeira tentativa, o filme seduz por demonstrar-se absolutamente coerente em relação às obsessões do diretor: a memória e o amor. Porém, aqui ele surpreende com uma verve política que não deve nada ao Godard de O PEQUENO SOLDADO e A CHINESA, por exemplo, nem tampouco com o vindouro O BRAVO GUERREIRO, com o qual este filme guarda inúmeras semelhanças. É um petardo político-passional de primeiríssima grandeza, com forte pendor reflexivo e (auto)crítico. Ingrid Thulin está soberba e monopoliza as nossas atenções extasiadas quando surge em cena, o mesmo sendo dito sobre a versátil trilha sonora de Giovanni Fusco, que parece conduzir um filme diferente sempre que muda de tom. Geneviéve Bujold também está soberba, bem como o protagonista Montand e os coadjuvantes espanhóis. Magnífico! Uma das obras-primas do mestre francês sumamente revolcionário! (WPC>)
Co-produção franco-sueca em preto e branco indicada ao Oscar de melhor roteiro original. Joseph Losey dirigiu uma sequência, Roads to the South (78) - em francês: Les routes du Sud, com o mesmo ator principal deste filme.
A vida e a obra do roteirista espanhol Jorge Semprún (1923-2011) como membro do comitê central do Partido Comunista Espanhol de 1954 a 1965 são a base do personagem Diego Mora interpretado pelo francês Yves Montand (1921-1991) nas ações e pensamentos deste drama de guerra. Elegante, exausto, resistente e corajoso sem ilusões, Montand sempre foi impressionante em suas atuações. Não podemos esquecer de duas beldades: a sueca Ingrid Thulin (1926-2004) e canadense Geneviève Bujold em início de carreira.
Assunto importante e sério que evita as armadilhas da militância pesada e melodrama fácil que se mistura com brio e força, passado, presente e futuro, tudo pontuado por uma rica e profunda voz em off e bonitas locações. Um retrato provocativo dos rebeldes políticos e um desafiador filme anti-guerra da mesma forma. Alain Resnais (1922-2014) foi, antes de tudo, um poeta e um pensador.
[...] A obra nos apresenta à discussão do pós-guerra na Espanha através da figura do protagonista da história, Diego. Ele, que é um dos líderes do partido comunista, encontra-se dividido entre sua ideologia e a vontade de firmar raízes em algum local, o que pode ser facilmente comparado com a discussão da época, anarquistas contra conservadores. E Yves Montand dá toda a carga dramática ao protagonista, construindo um personagem visivelmente cansado de sua rotina, sempre calmo em sua fala e demonstrando receio em expressar seus sentimentos. [...]
O restante da crítica está em: http://www.planocritico.com/critica-a-guerra-acabou-1966/
- O filme reflete sobre o peso que a guerra pode deixar em algumas pessoas.
Montand <3
Magnífico! Absolutamente soberbo, maravilhosamente montado, ágil do começo ao fim, extraordinariamente genial! Por mais complexa que seja a apreensão do entrecho numa primeira tentativa, o filme seduz por demonstrar-se absolutamente coerente em relação às obsessões do diretor: a memória e o amor. Porém, aqui ele surpreende com uma verve política que não deve nada ao Godard de O PEQUENO SOLDADO e A CHINESA, por exemplo, nem tampouco com o vindouro O BRAVO GUERREIRO, com o qual este filme guarda inúmeras semelhanças. É um petardo político-passional de primeiríssima grandeza, com forte pendor reflexivo e (auto)crítico. Ingrid Thulin está soberba e monopoliza as nossas atenções extasiadas quando surge em cena, o mesmo sendo dito sobre a versátil trilha sonora de Giovanni Fusco, que parece conduzir um filme diferente sempre que muda de tom. Geneviéve Bujold também está soberba, bem como o protagonista Montand e os coadjuvantes espanhóis. Magnífico! Uma das obras-primas do mestre francês sumamente revolcionário! (WPC>)