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Data de lançamento
17 Fev. 2025Baseada na peça de teatro homônima de Gustavo Pinheiro e Guilherme Piva.
Laurita (Lilia Cabral) e a jovem cantora lírica Amanda (Giulia Bertolli) vivem uma relação conturbada. As duas são vizinhas e passam a ter um contato mais frequente do que ambas estavam acostumadas. Esse encontro desencadeia uma série de revelações que transformam profundamente a vida das duas.
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O que achei mais bonito é que o filme é muito consistente: os personagens funcionam, os conflitos são apresentados e resolvidos, a condução é serena. Algo diferenciado é que a mensagem é óbvia, sim, mas não veio de forma piegas, boba. Há uma serenidade aqui que conforta e vai acalentando ao longo do filme — e muito disso vem graças à química natural entre Lilia Cabral e Giulia Bertolli. Claro que tem o fato de serem mãe e filha, mas vai além dessa questão familiar. Ambas têm um brilho no olhar que passou para mim. E Lília Cabral... Uau. Dá vontade de ficar escutando, escutando, escutando... Belo filme. Aconchegante.
"A Lista" emociona e diverte com a mesma intensidade!
Sucesso de público e crítica, assistido por mais de 50 mil pessoas em casas de teatro desde 2022, a peça "A Lista" ganhou uma adaptação para as telas, sendo exibida em 2025 na TV aberta.
Estrelada por Lilia Cabral e sua filha, Giulia Bertolli, a comédia conta a história de Laurita, uma professora aposentada, moradora de Copacabana, que se vê obrigada a estabelecer uma relação com uma vizinha décadas mais nova, a cantora lírica Amanda, personagem de Giulia. O encontro das duas desencadeia um turbilhão de sentimentos, lembranças e descobertas que marcam suas vidas para sempre. Gustavo Pinheiro, autor da peça, também assina o roteiro do filme, com colaboração de Giulia Bertolli e supervisão de texto de Marcelo Saback. A direção é de José Alvarenga Jr.
A primeira versão da história das duas personagens ganhou vida em 2020, ainda na pandemia, quando Lilia e Giulia encenaram pela primeira vez o texto de Gustavo Pinheiro em um teatro vazio, com apenas três câmeras que transmitiam a peça online para pessoas de todo o mundo. O tempo passou, a pandemia terminou e a possibilidade de encenar "A Lista" em um teatro com público tornou-se viável. E foi após assistir ao espetáculo pessoalmente que o diretor José Alvarenga Jr. pensou que a história renderia um filme.
Na adaptação audiovisual, lugares, rostos e novos enredos tomam forma e incrementam a trama. Com isso, somam-se ao elenco, que no teatro era formado apenas por mãe e filha, Tony Ramos como Antenor, colega de ensino clássico de Laurita; Leticia Colin como Carolina, filha de Laurita; Cláudio Gabriel como Afonso, pai de Amanda; e Vitor Britto como Auricélio Jr., vizinho de Amanda e Laurita. A produção também conta com as participações de grandes veteranos da dramaturgia, como Zezeh Barbosa, Guida Vianna, Bia Montez, Rosamaria Murtinho, Betty Faria, Tony Tornado, Reginaldo Faria, Anselmo Vasconcellos e Eber Inácio. E meio ao etarismo escancarado na teledramaturgia da Globo, vê-los em cena é um alento.
O que também passa a ser concreto na produção é o bairro de Copacabana que, mais do que um cenário, é um personagem e um grande homenageado da trama. Laurita não esconde sua paixão pelo lugar em que mora e são várias as cenas em que a personagem menospreza os bairros vizinhos, como Jardim Botânico e Botafogo, além de outros mais distantes, como Recreio e Barra da Tijuca. Tudo de uma maneira hilária e com um texto delicioso. Tanto que os momentos mais engraçados da trama são as conversas da protagonista com suas amigas de infância. Guida Vianna, Bia Montez e Zezeh Barbosa foram escalações certeiras. Que time impagável.
O filme também consegue emocionar sem parecer piegas ou forçado. São instantes de pura delicadeza em que a fragilidade de Laurita é exposta, principalmente por conta da difícil relação que tem com sua filha. Aliás, que dupla boa é formada por Lilia Cabral e Letícia Colin. Ambas vêm brilhando em "Garota do Momento" na pele de duas vilãs que se odeiam: Maristela e Zélia, respectivamente. E no longa se destacam em cenas que tocam o público por conta da frieza do tratamento da filha para com a mãe, uma mulher também nada fácil de lidar. Por outro lado, é uma delícia acompanhar todo o processo de aproximação entre Laurita e Amanda, que enfrentam muitos percalços, com direito a feridas provocadas durante o percurso, até virarem amigas e confidentes. É tudo muito bem trabalhado e nem dá para sentir o tempo passar.
Diante de tantas qualidades, fica difícil entender o planejamento de Amauri Soares, atual responsável pelos Estúdios Globo e também pelo setor de teledramaturgia da Globo, de lançar o filme na "Tela Quente" e não nos cinemas. É o típico longa que arrebata o público, ainda mais em um momento de consagração do audiovisual brasileiro por conta do sucesso nacional e internacional de "Ainda Estou Aqui", produção em parceria com o Globoplay que vem ganhando inúmeros prêmios internacionais, com direito a um Globo de Ouro como Melhor Atriz para Fernanda Torres e três indicações ao Oscar. Claro que repetir o feito da produção de Walter Salles era impossível, mas a chance de ser um êxito de bilheteria era muito alta. E com certeza o boca a boca faria diferença porque a peça que originou o filme é um sucesso até hoje. Qual o sentido de estreá-lo depois o "Big Brother Brasil", indo ao ar quase à meia noite e acabando à uma e meia da manhã? Muitas pessoas que precisam trabalhar cedo no dia seguinte não assistiram, o que é uma pena.
"A Lista" é o quarto longa produzido pelo Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo. Escrito por Gustavo Pinheiro, com colaboração de Giulia Bertolli e supervisão de texto de Marcelo Saback, o filme tem direção artística de José Alvarenga Jr. Luciana Monteiro e Raphael Cavaco assinam a produção e a supervisão artística é de José Luiz Villamarim. É uma história que diverte e emociona com a mesma intensidade. Quem não viu por conta do horário ingrato precisa ver no Globoplay. Vale a pena.
Dramédia sobre encontros e desencontros de diferentes gerações. Abaixo da média.
Tedioso e chato!! Tinha potencial mas achei o roteiro fraco , confuso e a personagem bem chatonilda, escandalosa e irritante.
Tela Quente, Globo em 17/02/25
Lindo, me fez rir, me deixou angustiada, me deu várias sensações. Me vi no filme