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Data de lançamento
28 Dez. 2001Duração
Em outubro de 1993, os Estados Unidos enviaram um grande contingente de soldados para a Somália, que estava passando por uma guerra civil na época. O plano do exército americano era enviar tropas para o local a fim de desestabilizar o governo da Somália para poder levar comida e ajuda humanitária para a população faminta. Em uma de suas missões, cerca de 100 soldados são enviados para capturar dois generais somalianos mas a operação, que deveria durar em torno de uma hora, passa por complicações quando dois helicópteros Black Hawk são abatidos por atiradores do exército local. A partir de então tem início um grande conflito entre os soldados americanos e o exército local, que resulta em uma batalha de 15 horas e centenas de mortes.
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A euforia antes do caos.
Quando, no dia 3 de outubro de 1993, o comando da operação emite a ordem via rádio: “All units, Irene. I say again, Irene” (“Todas as unidades, Irene. Repito, Irene”), essa palavra era a luz verde para que as forças americanas iniciassem a Operação Serpent Gothic. Rapidamente, um comboio e uma formação de helicópteros, transportando Rangers e operadores da DeltaForce, saem rapidamente do aeroporto de Mogadíscio em direção ao mercado Bakara, com a missão de capturar os principais tenentes de Mohamed Farrah Aidid, que era o líder do clã Habr Gidr e principal alvo das forças da ONU estacionadas na Somália.
No filme Black Hawk Down (no Brasil, Falcão Negro em Perigo), de 2001, essa cena do recebimento da palavra-código é muito bem representada e vemos nela uma euforia por parte dos pilotos dos helicópteros, uma apreensão por parte dos Rangers e uma atitude circunspecta por parte dos Deltas.
Todos eles iriam travar o pior combate de suas vidas; muitos iriam morrer, tantos outros seriam feridos, a pior sorte ficou para os somalis, e a missão iria fracassar na arena política, forçando a saída dos EUA da Somália vergonhosamente pouco tempo depois.
Ironicamente, a palavra “Irene” tem origem grega e significa “PAZ”. Se foi escolhida a dedo ou aleatoriamente em um programa de computador do Pentágono, realmente não sei, agora a ironia do significado da palavra com o caos que se instalou é gritante.
CURIOSIDADES:
O documentário Sobrevivendo a Falcão Negro em Perigo, lançado pela Netflix em 2025, trouxe entrevistas em primeira mão com sobreviventes e combatentes somalis, permitindo que o lado local narrasse o terror urbano, as perdas familiares e a devastação sofrida durante o confronto.
O filme de 2001 apresenta uma crítica pertinente à perspectiva predominantemente americana de Falcão Negro em Perigo, mas há alguns pontos que merecem nuance histórica.
Perspectiva somali: muitos somalis, especialmente integrantes de facções armadas e parte da população de Mogadíscio, de fato encaravam a presença americana e da ONU como uma intervenção estrangeira. Entretanto, não havia uma única “visão somali”: grupos, clãs, civis e organizações políticas tinham interesses e interpretações diferentes.
“Missão de paz”: a operação americana estava inserida na missão da ONU na Somália, inicialmente motivada pela crise humanitária e pela fome, mas a intervenção evoluiu para operações de imposição da paz e confronto direto com forças de Mohamed Farrah Aidid.
Batalha de Mogadíscio: ocorreu em 3–4 de outubro de 1993. Os dois soldados americanos mortos que inspiraram o título do filme são enfatizados pela narrativa cinematográfica, enquanto as baixas somalis recebem muito menos atenção.
Número de mortos: estimativas das baixas somalis variam bastante, justamente porque não houve um levantamento confiável. Portanto, é mais seguro dizer “centenas de somalis, entre combatentes e civis” do que apresentar um número exato.
Filme de Ridley Scott: Falcão Negro em Perigo (2001), baseado no livro de Mark Bowden, deliberadamente concentra-se na experiência dos soldados americanos. Isso não significa necessariamente que o filme retrate a intervenção inteira como uma “missão de paz”; sua narrativa é sobretudo a de uma operação militar que se transforma em uma batalha pela sobrevivência.
Uma formulação historicamente mais equilibrada seria: o filme não pretende oferecer uma história abrangente da guerra civil somali, mas sua perspectiva quase exclusivamente americana faz com que o sofrimento, as motivações e as perdas da população somali permaneçam em grande parte fora do enquadramento.
https://www.omelete.com.br/netflix/sobrevivendo-a-queda-dos-black-hawks-trailer-documentario
Caótico demais! Muito tiro e pouco conteúdo.
Que bosta de filme hein. Não apenas por ser propagandista, mas é demasiadamente chato. É tiro pra cá e pra lá, e um monte de npc incapaz de despertar atenção no público e eu ainda preciso aceitar os soldados americanos como as grandes vítimas.
Falcão Negro em Perigo resume-se a: duas horas e meia de tiro na casa do chapéu sem nenhum desenvolvimento de personagem. É visualmente bem feito? Sim. É cansativo? Demais. O filme é basicamente um grande looping de tiros, poeira e gente correndo sem que nenhum personagem realmente importe. Superestimado, arrastado e extremamente chato.
Tendencioso, piadas fora de hora, interações fracas e muito irreais pro contexto... Ganhou 3 estrelas por conta das boas imagens, dinamica e bons efeitos. Tinha potencial pra ser um excelente filme.