Nascida na classe pobre, Rebecca Sharp depende de sua inteligência, malícia e sexualidade para subir aos mais altos degraus da sociedade londrina de 1820. Adaptação do clássico romance de William Makepeace Thackeray.
Era a minha época de assistir filmes no cinema! Era um atraz do outro! Quase sempre pegava duas sessões num dia, duas vezes por semana! Saudade! E eu me lembro bem desse "Feira das Vaidades". Sempre quis assistir, mas eu nunca tive coragem. Então, depois de anos, resolvi tirar o atraso do bicho! Era época boa dos trailers, também! Lembrava bem do trailer com a Reese Witherspoon esotica, dançando na tela grande. Mas o filme não me empolgou. Não sei se a expectativa atrapalhou, mas apenas achei a estória da legal. A produção é muito boa, tudo muito chique, belas locações, cenografia magnífica e figurinos no capricho!
Tipo assim: "Na trama, a menina vendida pra uma casa rica, dá a volta por cima, fica muito conhecida e admirada, arruma um nobre cheio da bufunfa, casa e tem filho, mas passa umas crises financeira e acaba se corrompendo e se perde no caminho".
Certo Mano. A trama é ótima, clássica, mas falta algo, na montagem e na adaptação. A linha certa da estória é preenchida sem o brilho impressionante que exite em outros filmes. Na boa, faltou uma colher de Diabo nesse caldo todo. Essa história de nego corrompido, dá pra tecer um inferno de roupas. O filme ficou muito numa cadência morna e educada, sem aquele aperto, aquele arroxo, aquela encoxada loca que os rala coxa pede nos forros sangrentos dos Risca Faca da vida.
O elenco é foda, além da Reese Witherspoon (Legal falar esse nome! Parece magia do Harry Poter!), Romola Garai, Jonathan Rhys Meyers, Gabriel Byrne, Jim Broadbent, Rhys Ifans, Bob Hoskins, James Purefoy e Eileen Atkins, fazem a festa com seus personagens. E mesmo que o filme seja pouco inspirado, tem lá seus bons momentos.
"Feira das Vaidades" da Mira Nair, não é aquela Feira de Sábado, que você enche o carrinho de fruta, verdura, peixe e se entope de pastel no final. Mas também não é a Hora da Xepa e nem um fim de Feira. O filme distrai e entretém bastante. Vai na humildade!
è um puta filme de época mais atual possível, quem quer ser a próxima tik toker, youtuber, quantas fazem danças sensuais para ganhar likes, virou uma febre atual trocar sua privacidade, sua essência, senso e valores , só mudamos de décadas, aqui vemos um traço que vai de títulos, nobreza, berço, pessoas se esnobando, pisando, com personalidades podres para chegar a um rol de esnobes ricos.
O preço é alto, mas tem quem pague, como tem, e não importa se perder, tenta outra vez. Curti demais o filme, e toda variante que vemos na obra.
Ps. escrito tomando chá com biscoitos, de cartola e monóculo, ouvindo Bach com dedinho levantado!!
15.11.2006
27.03.2006
Era a minha época de assistir filmes no cinema! Era um atraz do outro! Quase sempre pegava duas sessões num dia, duas vezes por semana! Saudade! E eu me lembro bem desse "Feira das Vaidades". Sempre quis assistir, mas eu nunca tive coragem. Então, depois de anos, resolvi tirar o atraso do bicho!
Era época boa dos trailers, também! Lembrava bem do trailer com a Reese Witherspoon esotica, dançando na tela grande. Mas o filme não me empolgou. Não sei se a expectativa atrapalhou, mas apenas achei a estória da legal. A produção é muito boa, tudo muito chique, belas locações, cenografia magnífica e figurinos no capricho!
Tipo assim: "Na trama, a menina vendida pra uma casa rica, dá a volta por cima, fica muito conhecida e admirada, arruma um nobre cheio da bufunfa, casa e tem filho, mas passa umas crises financeira e acaba se corrompendo e se perde no caminho".
Certo Mano. A trama é ótima, clássica, mas falta algo, na montagem e na adaptação. A linha certa da estória é preenchida sem o brilho impressionante que exite em outros filmes. Na boa, faltou uma colher de Diabo nesse caldo todo. Essa história de nego corrompido, dá pra tecer um inferno de roupas. O filme ficou muito numa cadência morna e educada, sem aquele aperto, aquele arroxo, aquela encoxada loca que os rala coxa pede nos forros sangrentos dos Risca Faca da vida.
O elenco é foda, além da Reese Witherspoon (Legal falar esse nome! Parece magia do Harry Poter!), Romola Garai, Jonathan Rhys Meyers, Gabriel Byrne, Jim Broadbent, Rhys Ifans, Bob Hoskins, James Purefoy e Eileen Atkins, fazem a festa com seus personagens. E mesmo que o filme seja pouco inspirado, tem lá seus bons momentos.
"Feira das Vaidades" da Mira Nair, não é aquela Feira de Sábado, que você enche o carrinho de fruta, verdura, peixe e se entope de pastel no final. Mas também não é a Hora da Xepa e nem um fim de Feira. O filme distrai e entretém bastante. Vai na humildade!
è um puta filme de época mais atual possível, quem quer ser a próxima tik toker, youtuber, quantas fazem danças sensuais para ganhar likes, virou uma febre atual trocar sua privacidade, sua essência, senso e valores , só mudamos de décadas, aqui vemos um traço que vai de títulos, nobreza, berço, pessoas se esnobando, pisando, com personalidades podres para chegar a um rol de esnobes ricos.
O preço é alto, mas tem quem pague, como tem, e não importa se perder, tenta outra vez. Curti demais o filme, e toda variante que vemos na obra.
Ps. escrito tomando chá com biscoitos, de cartola e monóculo, ouvindo Bach com dedinho levantado!!
Mesmo com grandes atores, achei a história um saco... Já havia tentado ver uma adaptação de Vanity Fair numa minissérie e também não curti.