Geólogo com uma mala contendo a localização de poços de petróleo no Oriente Médio, sofre um atentado num hotel e escapa por pura sorte. Só então descobre que tornou-se o centro de uma complexa intriga envolvendo espiões e terroristas.
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O filme é curto, mas já começa deixando claro todos os perigos e motivações, o que te prende logo de cara. A atmosfera é bem construída, com uma tensão que não te deixa piscar, e os personagens são interessantes, desde o Mueller, com sua vibe misteriosa, até o Banat, aquele assassino gordo que não profere uma palavra, mas rouba a cena com sua presença assustadora. Os coadjuvantes no navio também são um destaque, com várias nacionalidades misturadas, cada um trazendo um pouco de cor e desconfiança à história, como se todos escondessem algo.
Por outro lado, senti que o personagem do Orson Welles, o Coronel Haki, poderia ter aparecido mais. Ele tem uma forte presença, com aquele ar de autoridade,
mas só dá as caras no começo e no final, e nesse final ele não ajuda muito. O Howard, interpretado pelo Joseph Cotten, acaba resolvendo quase tudo sozinho, o que é legal por mostrar a força do personagem, apesar de parecer bem frágil durante a trama, mas parece que faltou um apoio maior do Coronel para dar um equilíbrio. Além disso, senti falta de um desfecho melhor entre o Howard e a esposa dele. O filme poderia ter mais uns 5 minutos para mostrar eles se acertando, talvez uma conversa ou um momento mais emotivo, porque a história merecia esse fechamento.
Outra coisa que incomodou um pouco foi a cena da perseguição nas janelas. Ela é tensa, mas ficou longa demais, com eles rodeando o prédio inteiro sem resolver nada. Poderia ter sido mais curta, economizando tempo para investir no desfecho do Howard com a esposa, por exemplo.
Apesar disso, a trama que se desenrola dentro do barco é um dos pontos altos. Parece um jogo de tabuleiro, um verdadeiro labirinto onde ninguém é o que parece. É tenso, porque você fica o tempo todo tentando adivinhar quem é quem e quais são as intenções de cada um. Estar ali é como um tiro no escuro, nunca dá pra confiar completamente em ninguém, e isso mantém a adrenalina lá em cima.
No geral, o filme entrega uma história envolvente, com uma atmosfera de suspense que funciona muito bem e personagens que te fazem querer saber mais. Só precisava de um pouco mais de espaço para o Coronel Haki e um desfecho mais caprichado para o Howard e a esposa, além de cortar um pouco da perseguição que se arrastou. Ainda assim, é um filme que prende e deixa você pensando, tentando montar o quebra-cabeça do navio.
Assistido em 13/08/2025
Adiei este filme por muito tempo, até ganhar o DVD e resolver enfrentar este filme apócrifo do Orson Welles: não obstante ele não estar creditado como diretor, seus ângulos inusitados e seus rasgos estilísticos são completamente evidentes. Ele domina o filme não apenas quando aparece fisicamente, mas em cada enquadramento e cacofonia adotada na montagem sonora. Joseph Cotten está muito bom como protagonista, sendo que o estratagema de narração que acompanha a escritura/leitura de uma carta marital foi sobremaneira ambíguo: afinal, a personagem de Dolores del Río perturba-nos por seu erotismo desviante das tramóias bélicas que demonstram que o personagem principal não é tão inocente quanto alega ser. O enredo é complicado em sua apresentação, mas, pouco a pouco, revela-se básico em sua atmosfera de 'thriller'. Ótima surpresa! (WPC>)
- Quando a produção de Journey Into Fear começou, os co-estrelas Orson Welles e Dolores del Rio tinham um caso há vários anos. Del Rio encerrou o relacionamento logo após o lançamento do filme.
Chato que dói! Vale pelo finalzinho, e pelo gordinho capanga! Ainda bem que é curto!
A única coisa interessante do filme é a participação da Dolores del Río.