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Rigby, um agente federal Americano, é enviado de Washington à pequena ilha mexicana de Los Trancos para investigar e desmantelar um tráfico de materiais militares que está ocorrendo na região. Segundo seu chefe, Gibbs, um grupo de chantagistas está desviando motores de avião e outros materiais, para a América Central, onde os mesmos são remontados e vendidos. Ainda segundo Gibbs, o governo suspeita que Elizabeth Hintten, uma cantora, e seu marido, Tug, um alcoólatra e veterano de guerra, sejam os principais responsáveis pela operação criminosa.
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Vim pela filmografia de Vincent Price, antes dele se tornar um perito no horror. Inclusive, seu papel começa modesto, e ele vai se tornando um personagem mais poderoso. Boa atuação de Robert Taylor junto com Ava Gardner, e Charles Laughton, assim como Price, começam discretos, mas seus personagens vão tomando mais corpo na trama conforme o tempo passa. Acho que ambos são lendas, e tenho preferência por eles em relação aos outros atores do filme, mas é inegável que todos os citados estão muito bem e a história é boa, te prende do começo ao fim, apesar de alguns erros que já vi citados em comentários abaixo.
Destaco também a morte do filho de Pablo, Emilio, que foi bem tenebrosa, apesar de acontecer offscreen. Pablo também foi um personagem providencial, já que salvou Rigby, que estava inconsciente e vulnerável graças à ""intelijência"" da nossa querida Elizabeth Hintten.
Assistido em 04/09/2025
"Lábios Que Escravizam" é uma maravilha! Detetive, femmea fatale, mistério, traições, sedução e morte. Dirigido pela dupla Robert Z. Leonard e Vincente Minnelli, o filme é um verdadeiro achado, uma surpresa que sem querer acabei assistindo no susto.
Mandado para à ilha mexicana de Los Trancos, para investigar o tráfico de materiais do exercito, o agente federal Rigby (Robert Taylor), se depara com uma rede organizada e perigosa de bandidos, mas acaba se envolvendo com Elizabeth Hintten (Ava Gardner), uma cantora local, mulher atraente e perigosa, que quase o levou a morte.
Filmes noir em Nova York, Los Angeles e outras cidades gringas, são muito foda. Mas pra mim, em países tropicais, eles são imbatíveis! A atmosfera exótica da época vai as alturas e explodem em mistério, sensualidade e romance, como nenhum outro lugar. A trama acaba ganhando um personagem á mais, que interfere diretamente na história e na forma como as ações são realizadas.
Parece que o povo fica mais leve, mais solto e facim, quase de férias do que fazendo os trambiques da época. E esse "Lábios Que Escravizam" arrebenta com uma história que só faltou me jogar pra dentro do filme, pra tentar a sorte com a Ava Gardner. Meu Deus, essa mulher faz qualquer um sonhar acordado.
A história é tensa, o agente Rigby, está disfarçado, mas acaba sendo observado de perto por quase todo elenco de macho do filme. Primeiro por Tug (John Hodiak), o bêbado do marido da Elizabeth, o perigoso J.J. Bealer (Charles Laughton) e Carwood (Vincent Price) o chefe de tudo. Tentativa de assassinato, chantagem, traição, Rigby, sofre de tudo, mas a Ava Gardner derruba qualquer missão...
Quando a mulher chega junto, os home treme. A mulher é um terror! O olhar dele congela qualquer CLT do governo, e na praia ainda não tem quem resista. Mas essa mulher num filme noir não está pra romance não. Elizabeth, não se entrega fácil, pro bigode do gringo. E por mais que seu marido é fim de carreira, ela é a legitima Amélia. Na tristeza, pobreza, doença ela está com o bichinho. A mina balança mas não cai.
O filme ganha uma correria linda, daquelas que você só vê em filmes noir. A paixão se mistura com traição e chantagem, identidade descoberta, assassino na noite, veneno e morte. Robert Z. Leonard e Vincente Minnelli, souberam adaptar como poucos, esse mundo. As cenas finais são memoráveis.
"Lábios Que Escravizam" devera ser não só mais conhecido, mas festejado! Puta filme!
clássico noir.
Drama policial noir escrito por Marguerite Roberts (1905-1989), baseado em uma história escrita por Frederick Nebel (1903-1967). O diretor Vincente Minnelli (1903-1986) dirigiu a cena do clímax pirotécnico, mas não foi creditado. Lento este drama criminal com qualidades redentoras. Uma estória de crime padrão com grande atmosfera e os melhores intérpretes, destacando-se Robert Taylor (1911-1969) e a bela Ava Gardner (1922-1990). Este filme teve um desempenho ruim nas bilheterias da MGM, apesar de ser um bom filme com um elenco de peso. Em resposta às audiências anteriores, a MGM encomendou três dias de filmagens adicionais para reforçar a relação de amor entre Elizabeth e Rigby.
Foi o último filme de Samuel S. Hinds (1875-1948). Algumas cenas e personagens deste filme foram reapresentadas em Cliente morto não paga (82), paródia de Carl Reiner em que o personagem de Steve Martin é chamado Rigby e ele está à procura de amigos e inimigos de "Carlotta". Quem rouba o filme é Charles Laughton (1899-1962), o que mais se destaca nas atuações.
Só achei algumas falhas que poderiam ter sido corrigidas ou repensadas no roteiro: a estória se passa numa cidade da América Central, em pleno verão abafado, mas os personagens cismam em usar ternos, camisas de manga longa ou casacos.
Muito bom elenco numa direção entediante q se estende mais do q deveria. vale pelas cenas finais de perseguição q são realmente excelentes com o show pirotécnico. Ava Gardner mais linda q nunca, e eu nunca tinha reparado no vozeirão de Robert Taylor, nesse filme ele narra a história e q voz! Charles Laughton e Vincent Price estão bem mas já vi em melhores trabalhos, o roteiro não ajuda. filme mediano.