Frank Taylor é um operário convencido que uma grande promoção está vindo para ele. No entanto, a esperada promoção vai para um imigrante polonês chamado Joe. Irritado e chateado, Frank é abordado por membros de uma organização secreta chamada Legião negra, que acrediuta que a América é para os Americanos, e que devem combater os imigrantes e minorias raciais por meios violentos.
- Inspirado em um caso real ocorrido em Michigan.
- Banido na Áustria, Suíça, Chipre, Finlândia, Trinidad e França. A proibição na França foi suspensa depois de um ano. Versões de lançamento australiana e britânica foram fortemente censurados.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Black Legion 1937, no Brasil, Legião Negra, é interessante por ser uma história real, o que por si só já traz um certo peso e curiosidade, principalmente pelo contexto social que o filme tenta abordar, mas, no geral, o filme não tem muito atrativo e não consegue explorar tudo que poderia dentro dessa premissa. Eu vim mais por Humphrey Bogart do que qualquer outra coisa, inclusive eu achei que tinha visto quase todos os seus filmes e fiquei surpreso por saber desse, que nunca tinha ouvido falar, o que já dá uma ideia da relevância menor dele dentro da filmografia do ator.
Legal ver Bogart mais novo, mas ainda assim com aquelas expressões e o estilo clássico que ficariam carimbados como sua marca, já demonstrando traços do que viria a consolidar sua presença em cena nos anos seguintes, mesmo que aqui o material não seja dos mais fortes para ele trabalhar.
Assistido em 24/04/2026
Um excelente filme de Archie Mayo com uma boa atuação de Humphrey Bogart mais novinho, onde o drama central do filme critica a força do coletivo contra o individualismo, e em como varias pessoas juntas se sentem mais fortes, indo na direção oposta de uma liberdade individual que possui uma pessoa sozinha. Os ideais de Hitler já estão no filme, com toda aquela baboseira de ter uma raça cem por cento idêntica, sendo que muitos imigrantes vão legalmente para o país para tentar uma vida honesta.
Drama policial noir da Warner Bros. indicado ao Oscar de melhor história original. É um tratamento ficcional da histórica Legião Negra dos anos 30 em Michigan, um grupo de vigilantes brancos. Um terço de seus membros morava em Detroit, que também havia sido um centro da Ku Klux Klan na década de 20. O diretor Michael Curtiz (não creditado) foi chamado para filmar algumas cenas adicionais após o término da produção. Sabe-se que ele filmou pelo menos a cena com os executivos da Legião Negra. Houve uma outra versão da Columbia Pictures: A Legião do terror (36)
O filme foi inspirado em um caso real envolvendo uma organização racista/nativista chamada "The Black Legion", em Michigan, no qual um trabalhador da WPA foi assassinado. O local usado para a oficina mecânica é, na verdade, a verdadeira oficina mecânica da Warner Brothers, que ainda existe e pode ser vista hoje em passeios. A Ku Klux Klan processou a Warner Bros. por causa de uma violação de patente sobre o uso de um símbolo no filme: uma cruz branca sobre um fundo vermelho em um quadrado preto. O caso foi descartado.
Este filme foi elogiado pelos críticos por sua dramatização de um fenômeno social sombrio. Foi um dos vários filmes deste período em oposição às organizações fascistas e racistas. Vários críticos comentaram que o desempenho de Humphrey Bogart (1899-1957) deveria levá-lo a se tornar uma grande estrela. O tornar-se um extremista de direita e como as necessidades capitalistas reforçam a inveja, o racismo e o assassinato. A história é muito familiar e a relevância hoje é inequivocamente clara, como o cristal. Não é um grande filme, mas ainda assim uma peça inegavelmente importante do cinema americano antifascista.