Morte Por Encomenda

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Morte Por Encomenda (1993)
Red Rock West
Média do filme: 3.1 de 5 — baseado em 392 votos
MÉDIAFILMOW
3.1
392 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por John Dahl
Data de lançamento 16 Junho 1993 Outras datas
Duração 98 min (1h38)
Classificação indicativa de Morte Por Encomenda: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

16 Junho 1993

Duração

98 minutos Classificação indicativa de Morte Por Encomenda: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
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Sinopse

Um texano vai até o Wyoming na esperança de conseguir trabalho em perfuração de petróleo, mas não consegue o emprego. No entanto é confundido com um assassino profissional, que tinha sido contratado para matar uma esposa infiel. Ele se aproveita da situação e pega 5 mil dólares como adiantamento, mas em vez de executar o serviço conta tudo para sua possível vítima, que lhe oferece o dobro para matar o marido. Com vários milhares de dólares, ele decide sair da cidade, mas um imprevisto vai fazê-lo retornar.

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
alopes11_
Abimael
½
8 meses atrás

Lara Flynn Boyle linda por natureza

felipebosobrida
Felipe
½
1 ano atrás

'Red Rock – A cidade do engano'

Por Felipe Brida *

Deserto de Wyoming. Mike (Nicolas Cage, de ‘Despedida em Las Vegas’) acorda dentro de um carro velho à beira da estrada. Desorientado, está no banco do motorista, no meio do nada. Ele sai do automóvel, veste-se, corta a barba num cocho e faz flexões na pista onde não passa um veículo sequer. Volta para o carro e parte em direção a um campo de extração de petróleo, para uma entrevista de emprego. Mike contava com o trabalho, no entanto é dispensado por ter uma deficiência na perna, que o impede de se locomover com rapidez. Viaja então para uma cidade vizinha, localizada a 80 quilômetros a oeste, Red Rock, que possui cerca de 1500 habitantes.
Na primeira cafeteria que avista, entra e é recebido no balcão pelo proprietário, Wayne Brown (J.T. Walsh, de ‘Breakdown: Implacável perseguição’). Ao conversar com Mike, Wayne o confunde com um matador de aluguel que teria sido contratado por ele, por telefone, para matar sua esposa; Mike afirma ser ele o tal cidadão, fingindo ser o cara que era para ter chegado lá há dias e não apareceu. Como precisa de grana, aceita cometer o assassinato, que vale 10 mil dólares. O plano aparentemente dará certo, Mike recebe metade em dinheiro vivo, e passa a seguir os passos da mulher de Wayne em seu rancho particular – ela se chama Suzanne (Lara Flynn Boyle, de ‘Quanto mais idiota melhor’). Mike invade a fazenda, e quando Suzanne chega, aborda a mulher com uma arma. Em vez de matá-la, para para ouvir a contraproposta dela – Suzanne oferece o dobro para Mike matar o marido. Sem pairar qualquer dúvida, aceita. Só que resolve fugir num estalo com o dinheiro, sem matar ninguém. No caminho, atropela um homem, e um carro que vem atrás estaciona para ajudar Mike. Do veículo sai o verdadeiro matador de aluguel, Lyle, de Dallas (Dennis Hopper, de ‘Sem destino’), um homem que fala muito e se veste de maneira excêntrica – e atrasado para seu serviço. Mike aceita a ajuda, jamais imaginando quem seria aquela pessoa. Já é tarde da noite, Lyle dá carona para Mike e leva-o a um bar. O rapaz, que só queria fugir com a dinheirama, leva um choque com uma dupla surpresa: descobre que Wayne, além de ser dono dos cafés e dos bares da cidadezinha, inclusive o bar em que está, é xerife do local, que manda e desmanda, e que Lyle é o indivíduo que ele fingiu ser. A partir daí, Mike se complica, restando a ele escapar daquele lugar tomado pela corrupção e violência.
‘Morte por encomenda’ (1994) foi um ponto alto na carreira do cineasta norte-americano John Dahl, que começou dirigindo videoclipes nos anos 80, depois teve uma fase com longas-metragens policiais e de suspense entre os anos 90 e 2000 – muitos deles neonoir – e de 2005 até hoje apenas dirigindo séries televisivas e telefilmes.
Dahl entende o cinema noir e escreve roteiros com estilo e vigor. Dos sete filmes que dirigiu, cinco orbitam o universo neonoir – o longa de estreia, “Mate-me outra vez” (1989, com Val Kilmer e Joanne Whalley), sobre um rapaz que se envolve com uma mulher fatal e tem de fugir tanto de um assassino quanto de mafiosos; seu segundo filme, “Morte por encomenda” (1993); “O poder da sedução” (1994, com Linda Fiorentino e Bill Pullman), sobre uma mulher sensual que rouba um dinheiro escuso de bandidos e foge em busca de uma vítima para seu novo plano; “Inesquecível” (1996, com Ray Liotta e Linda Fiorentino) - um policial noir com ficção científica, sobre um suspeito de ter matado a esposa que faz uma experiência médica para estudar as memórias da falecida; e “Cartas na mesa” (1998, com Matt Damon e Edward Norton), a história de um ex-jogador de pôquer que, para ajudar um amigo que saiu da cadeia, volta aos jogos a fim de recuperar um dinheiro perdido. Grande parte desses filmes de Dahl trazem elementos fundamentais do neonoir, o noir moderno, como mulheres fatais (a figura clássica da Femme fatale tem no neonoir variações, como mulheres perdidas, abandonadas ou viciadas, não necessariamente envolvidas com crime e que de certa maneira empurram os homens para situações de risco); protagonistas fragilizados (por problemas financeiros, dependência de drogas ou bebida, desempregados, atormentados por erros do passado ou traídos pela esposa), que agem de maneira inconsequente e por vezes violenta, portanto, carimbados como anti-heróis; um clima austero de decadência moral; ambientes marginais onde há corrupção e o crime; reviravoltas que negam ou distorcem os acontecimentos até então apresentados; desfechos trágicos. O neonoir é uma inspiração/adaptação do estilo noir francês e americano que retorna a Hollywood com brilhantismo a partir dos anos 80 e produzido com frequência até o fim dos anos 90 – nas décadas o neonoir ainda aparece, é uma ideia de cinema que nunca morreu. Em seu livro ‘Neo-noir: Contemporary film noir from Chinatown to The Dark Knight’ (2010), Douglas Keesey destaca que os componentes do velho cinema noir, como os de filmes de gângsters, migrou para o cinema policial, de suspense e de serial killers nos anos 80e décadas seguintes, fazendo surgir híbridos como psico-noir, visto em ‘Amnésia’ (2000), tecno-noir, em ‘Matrix’ (1999), e superhero noir, em ‘Sin City: A cidade do pecado’ (2005) e ‘Batman - O cavaleiro das trevas’ (2008). O neonoir, segundo Keesey, traz novas discussões para o mundo contemporâneo, ampliando os dilemas dos personagens que enfrentam outros conflitos em um mundo em rápida e plena transformação.
Em ‘Morte por encomenda’, Dahl abre a caixa de ferramentas do noir realizando um filme policial sólido, com personagens fortes, todos eles imbricados no crime, colocados contra a parede, em situações de desespero, e com pouca possibilidade de sobrevivência: do rapaz desempregado que monta uma farsa para se dar bem passando pelo xerife sem escrúpulos, chegando até a mulher que guarda segredos e seria alvo de tiros e finalizando com o matador de aluguel de vestes extravagantes. Os quatro personagens representam o colapso, a crise, a imoralidade, o desajuste na sociedade.
Há em ‘Morte por encomenda’ subtramas que requerem atenção, como a de Kurt, um rancheiro baleado, o affair entre Mike e Suzanne e o caso do roubo milionário à siderúrgica.
O filme tem conexões com outros dois neonoir primorosos lançados em 1981, ‘O destino bate à sua porta’ (de Bob Rafelson) e ‘Corpos ardentes’ (de Lawrence Kasdan) – o primeiro é a versão do noir clássico de 1946. E claro, com ‘Gosto de sangue’ (1984), dos irmãos Coen. Nesses três longas, há um plano infalível e aparentemente fácil de assassinato, em que o marido contrata para alguém matar a esposa ou vice-versa. Mas nenhum crime é perfeito, sempre alguma pista é deixada para trás...
Nos filmes noir e neonoir, e em ‘Morte por encomenda’ não seria diferente, os personagens estão esgotados da vida, vivem a chamada ‘Síndrome do Cansaço do Mundo’, em inglês ‘World-weary Syndrome’, querem sumir, precisam de algo que os motivem pelo menos por um momento. Também em ‘Morte por encomenda’ há a figura do ‘homem errado’, que as vezes aparece no noir e, só para destacar, foi uma recorrência no cinema de Hitchcock – Mike, papel de Nicolas Cage, é o homem ferrado, que se aproveita da ocasião para se passar por um assassino e pegar uma boa grana, porém a ideia será um inferno. Ele é um típico anti-herói, que engana os outros, se engana e se corrompe.
A parte técnica do filme abrilhanta o roteiro – há uma curiosa mescla de ‘temperaturas’ com cores opostas, que vai do amarelo quente do deserto ao azul enevoado na perseguição na floresta e também no fascinante desfecho no cemitério.
Rodado no Arizona, com orçamento de U$ 8 milhões, repercutiu no cinema alternativo, exibido no Festival de Toronto e indicado em duas categorias ao Film Independent Spirit Awards, de direção e roteiro. Aliás, o roteiro foi elaborado por John Dahl ao lado do irmão, Rick Dahl - Rick só escreveu esse filme, foi assistente de diretor do irmão em ‘Mate-me outra vez’ (1989) e fez a produção executiva com ele de ‘Inesquecível’ (1996).

* Texto que integra o livro temático 'Neo-noir- Filmes essenciais', lançado pela Versátil Home Vídeo, com 72 páginas. Nele há 14 textos escritos por jornalistas e críticos de cinema convidados, e um deles é o meu, sobre o filme 'Morte por encomenda' (1993).

* Felipe Brida é jornalista, crítico de cinema e professor. Nascido e residente em Catanduva (SP), é autor do livro “Cinema em Foco: Críticas selecionadas” (2013). Mantém o blog Cinema na Web (de sua autoria, criado em 2008), além da coluna semanal “Cinema em Foco” (no jornal O Regional) e das colunas mensais “Middia Cinema” (na Revista Middia) e “Top Cinema” (na revista Top). Conduz os quadros semanais “Cinema em Foco” (na rádio Vox FM - Catanduva), “Mais Cinema” (na Nova TV/TV Brasil) e “Palavra do Especialista – Cinema” (na rádio Câmara de Bauru, em Bauru/SP). É professor de Cinema, Comunicação e Artes no Senac, Fatec e Imes Catanduva e atua como palestrante, júri e curador em festivais de cinema em todo o Brasil. Jornalista formado pela Unirp – São José do Rio Preto, é mestre em Linguagens, Mídia e Arte, pela PUC-Campinas, e tem duas pós-graduações - em Artes Visuais, pela Unicamp, e em Gestão Cultural, pelo Centro Universitário Senac/SP. Colaborou com a Versátil escrevendo em ensaios em dez livros, como “Slashers”, “Cinema policial”, “O cinema da Nova Hollywood” e “Clássicos Sci-fi”.

andrezanarella
André Zanarella
1 ano atrás

19.12.1993

ninguemninguem
ROBERTO
½
2 anos atrás

WHAT WOULD HAPPEN IF BY MISTAKE YOU WERE CHOSEN TO KILL SOMEONE?, tradução, " o que aconteceria se por engano voce fosse escolhido para matar alguem",? resposta simples, PRIMEIRO MATE O cretino OU cretina TANTO FAZ no ATO, ja que por obstante ceifamentos alheios sem a justificativa da legitima defesa, no minimo a EXISTENCIA deste VERME HUMANO seja este quem outrora o for denotara se INUTIL para o mundo, SEGUNDO, se alguem necessita morrer, que seja quem nao consegue sobreviver em harmonia urbana com terceiros, a ponto de propor crimes de pistolagen contratada, e por tal, nada mais justo do que o feitiço virar se contra o feiticeiro para que a verdadeira JUSTIÇA dos idoneos persista, alem de DANEM SE opiniões divergentes, e TERCEIRO aliado a consideração final no tocante a analisar tais tipos de condutas para diretos ou indiretamente envolvidos, caso do aqui em busca de trampagem laboral petrolifera honesta NICOLAS CAGE ha exatos 31 anos, mas que encontraria um bastante " desonesto " e ainda suavizando no termo utilizado em uso fruto que o fique claro, creiam que NEM TUDO ou quase tudo E´O QUE PARECE, a nao ser na teoria, pois na pratica onde somente caso o propio interior homo sapiens resolva por si só revelar sua propia intimidade oculta cujo sequer espelhos a nao ser o dos " olhos da alma" tratam se capazes de revelar sem demoras o que encontra se por tras da face antropologica ? conforme aferido neste OTIMO longa metragem, rezem para que no dia a dia sim TUDO pelo menos PARECER, ja que a certeza de SER ou nao SER, EIS A QUESTÃO de acordo com william shakespeare bem ? a regra continuará " confiar desconfiando " de vez EM SEMPRE, e fim de papo. OTIMO FILME. " Encomenda Por Mortisticamente " NOTA 9.5.

rafinhaqq
rafinhaqq
½
2 anos atrás

É um bom filme, nada acima da média. Porém tem bons elementos e os personagens principais estão competentes

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