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O cineasta Carl Denham, agora com graves problemas jurídicos pela destruição feita por Kong, sai de New York no navio Venture, do capitão Englehorn. Um marinheiro vendeu para Denham um mapa com a localização da Ilha da Caveira, onde acreditam existir um tesouro escondido. Também no navio viaja uma bela jovem, que treinou macacos para um show de circo. Eles retornam a Ilha da Caveira, encontram um filhote albino de King Kong, que os salva, tornando-se assim amigos.
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The Son of Kong me surpreendeu — não por ser bom, mas por não ser o desastre que parecia inevitável. Afinal, como se continua algo que terminou com seu protagonista morto, estendido aos pés do Empire State Building, numa das imagens mais definitivas da história do cinema? A resposta do filme é simples e direta: dá para continuar. E, curiosamente, ele se esforça bastante para explicar como dá.
Em comparação com o original, The Son of Kong gasta mais tempo justificando seus personagens, suas escolhas e, principalmente, o retorno à Ilha da Caveira. Isso não os torna profundos — longe disso —, mas os deixa um pouco menos mecânicos. Carl Denham, por exemplo, deixa de ser apenas o grande showman visionário e passa a ocupar o papel de um cineasta falido, atolado em dívidas, fugindo da justiça e da própria fama. Ao insistir nessas motivações, o filme cria um paradoxo que é, ao mesmo tempo, seu mérito e seu problema: mérito porque há mais cuidado com o “porquê”; problema porque, num filme chamado The Son of Kong, o filho demora tanto a aparecer que quase parece um figurante atrasado para o próprio batismo.
Antes da chegada à ilha, o roteiro aposta numa trama paralela até surpreendentemente interessante. A “bela da vez” é uma artista circense presa a um presente trágico. Seu pai, alcoólatra e fragilizado, morre em um incêndio provocado diretamente pelo vilão capitão. Quando a jovem embarca rumo à Ilha da Caveira, ela passa a dividir espaço justamente com o responsável por sua desgraça. Nada disso ganha os contornos dramáticos que um filme contemporâneo desenvolveria — estamos nos anos 30, afinal —, mas o simples fato de essa dinâmica existir já soa como um pequeno avanço. Os estereótipos permanecem intactos e confortáveis, do cozinheiro chinês à donzela em perigo, mas agora ao menos ensaiam algum grau de desenvolvimento.
Quando finalmente chegamos à Ilha da Caveira, o filme expõe seu maior impasse criativo: ele não sabe o que fazer com o próprio legado. Não pode repetir o épico. Não pode escalar a tragédia. Não pode mandar o gorila para a cidade. Então faz o que sobra. O filho de Kong surge menor, mais claro, mais dócil — quase uma versão domesticada do mito original. Ele não destrói, auxilia. Não impõe medo, inspira simpatia. É o Kong possível. Uma criatura fofa que enfrenta ursos, dinossauros e qualquer ameaça que cruze o caminho dos protagonistas, sem jamais carregar o peso simbólico do pai. Sem saber como encerrar essa jornada modesta, o filme recorre ao velho manual do cinema de monstros: se não há clímax, provoque um desastre natural. Surge então um terremoto gratuito, repentino, desses que parecem acontecer porque alguém no roteiro olhou o relógio e concluiu: “precisamos acabar isso aqui”. E acaba.
The Son of Kong não é ruim. Mas também não é necessário, nem ousado, nem memorável. É um filme que mira baixo porque não sabe exatamente onde mirar. Quer continuar um mito, mas só consegue repetir seus escombros. No fim, o filho não herda o trono, nem o trauma, nem a grandeza. Herda apenas a sombra — e tenta brincar dentro dela por cerca de 70 minutos (ou menos, considerando o pouco tempo de tela que realmente lhe é concedido). Não é um desastre. Mas também não é um legado. É apenas a prova de que nem todo gigante deixa uma descendência à altura — às vezes deixa apenas um eco menor, mais claro, mais dócil… e muito mais esquecível.
Visto hoje(10/09/2025) e pela primeira vez.
“O filho de Kong” é, infelizmente, mais humanizado do que Kong era (tentaram fazê-lo parecer mais um animal curioso, o que eu acho que foi a decisão certa), mas ele é um exemplo do passado, pelo menos no que diz respeito às lutas contra monstros.
A animação é mais crua, mas é aceitável. Com uma hora e 10 minutos de duração, este filme tem a duração exata. Nenhuma piada ou ideia se prolonga por um momento sequer além da sua capacidade de sustentar. Os efeitos especiais continuam excelentes, mas agora são secundários às travessuras dos personagens, incluindo a caricatura cômica do próprio Kong Jr. É um filme decente, mas não espere muito.
Essa sequência não é um clássico como o filme original, mas ainda assim consegue entreter e divertir. A história é bem contada e os efeitos visuais mesmo datados ainda impressionam considerando a época em que foram realizados. O filho de Kong demora um pouco a aparecer. Quando aparece conhecemos um personagem mais carismático e menos agressivo do que Kong. Esperava um filme bem pior e ele acabou me entretendo.
Se o primeiro filme era uma superprodução, esta continuação é um autêntico filme B, mais curto, menos orçamento e com um roteiro mais esquemático. A roteirista Ruth Rose investiu mais no humor do que no primeiro filme. Os efeitos visuais são tão eficientes quanto os do original mas usados por bem menos tempo.
Ideia (talvez) interessante,mas a execução é uma das piores possíveis.Filme com categorias técnicas limitadas até dizer chega.Tudo envelheceu muito mal aqui.
>Assistido em 29 de Junho de 2023