Nero envia para arena os cristãos, mas nunca contaria que Marcus intercederia por dois deles que seriam enviados para o sacrifício. Tudo porque se apaixonou por Mercia, filha de um dos que lutariam na arena.
Produzido em data anterior ao Motion Picture Production Code, que instituiu a censura na produção cinematográfica em 1934, o filme é pródigo em erotismo e sadismo mesclados com religião, uma marca de DeMille. Uma das sequências mais célebres, a do banho da imperatriz Popeia, foi feita com leite de verdade e, como demorou muito a ficar pronta, dois dias depois, o set exalava um cheiro insuportável. Achei as cenas finais bem emocionantes (que chegam a chocar pela crueldade, refletida nos rostos da plateia do circo de Nero).
Drama histórico épico da Paramount Pictures em preto e branco indicado ao Oscar de melhor fotografia. O filme foi baseado na peça original homônima de 1895 do dramaturgo inglês Wilson Barrett (1846-1904). Foi o 3° filme da trilogia bíblica de Cecil B. DeMille (1881-1959), seguindo Os Dez Mandamentos (23) e Rei dos Reis (27). Este filme é uma refilmagem do curta The Sign of the Cross (04) e do longa The Sign of the Cross (14).
Relançado em 1944, com alguns cortes (cenas de sexo e sadismo) e precedido de um prólogo de 9 minutos, ambientado na atualidade com o tema da Segunda Guerra Mundial. Esta versão de relançamento dura 118 minutos. Antes de ser comprado por Cecil B. DeMille, os direitos da peça de 1895 foram retidos por Mary Pickford. Estréias no cinema (sem créditos) de Henry Brandon (1912-1990) e de Tom Tully (1908-1982). Charles Laughton (1899-1962) teve que usar um nariz "de massa" para se parecer mais com o verdadeiro Nero, que tinha um nariz aquilino. A cena em que Ancaria (Joyzelle Joyner) dança ao redor da Mércia (Elissa Landi) é considerada a primeira cena lésbica de Hollywood. Este épico se tornou seu primeiro sucesso de bilheteria após o fim da era do cinema mudo.
É um filme violento, explorador, decadente. Nero tocando harpa e recitando poesia enquanto assiste Roma queimando é um prazer do qual não se pode privar. Esplêndida representação de uma época incrivelmente suntuosa. A gestão da massa humana (atores e figurantes) realizada com habilidade absoluta.
Imaginar que este filme foi lançado em 1932! Incrível...
Vale a pena cada minuto deste épico memorável de Cecil B. DeMille. Um filme ousado para a época que, inclusive, durante a vigência do Código Hayes sofreu censura em várias sequências, por serem consideradas imorais; afinal, o filme carrega no erotismo, traz cenas de nudez, traições e massacres terríveis contra os cristãos. Atualmente, a obra pode ser apreciada em sua integralidade, sendo possível imaginar o furor que deve ter causado na década de 30.
O elenco de "The Sign of the Cross" (O Sinal da Cruz) traz um jovem e atlético Fredric March no papel principal, seu par romântico a bela Elissa Landi, um impagável Charles Laughton, como Nero, e a divina Claudette Colbert que, apesar de não ser a protagonista, monopoliza todas as cenas em que aparece, começando pela primeira delas: o célebre banho de leite da imperatriz. A atriz era pura dinamite e, em 1934, iria participar de mais dois filmes de Cecil B. DeMille: 'Four Frightened People' e 'Cleopatra'.
A história é contada em Roma, durante o império de Nero, e narra a perseguição dos romanos ao povo cristão. O prefeito de Roma Marcus Superbus (Fredric March) acaba se apaixonando por Mércia (Elissa Landi), uma jovem humilde que segue o cristianismo juntamente com seu padrasto. O romance é considerado uma traição a Nero e desperta o ciúme e a vingança da imperatriz Popeia (Claudette Colbert), que era apaixonada por Marcus.
A produção é grandiosa, com cenários extravagantes, figurinos luxuosos, fotografia elaborada, cheia de ângulos e detalhes precisos, muitas vezes não poupando o público das imagens mais cruéis. Uma obra memorável e obrigatória para os amantes do cinema, com um desfecho super emocionante.
Espetacular!!! Cecil B. DeMille é o cara! Quero dizê foi... "O Sinal da Cruz" de 1932 é mostruoso! Essa pelicula do Cecil é uma obra prima! O roteiro é sensacional conta a sofrência dos cristãos nas mãos do povo romano que insistem que eles são comida pra leão e brinquedo de gladiador sedento de sangue! A produção é um primor! Tecnicamente ela é maravilhosa, tem cenários fantásticos muito bem feitos, os figurino leves, soltos e escorridos, bem Anos 20 deixando as mulheres ombrudas todas elegantes! A pelicula é de um P&B nostálgico, mas eu fico imaginando as cores que as roupas deveriam ter. Até os uniformes dos soldados romanos eram assim, dava para perceber os detalhes nas roupas mesmo nessa condição P&B. O elenco tem nomes lendários de Hollywood, Arthur Hohl (Titus), Elissa Landi (Mercia), Charles Laughton novinho pra caramba sendo Nero e a fantástica Claudette Colbert e sua maléfica e venenosa Poppaea. No pano de fundo terrível da história está a perseguição e o massacre dos cristãos na arena romana, mas no primeiro plano tem um triângulo amoroso complicado entre Titus, Poppaea e Mercia, poderia ser um quadrúpede, porque Poppaea é casada com Nero. A atuação do elenco e principalmente de Arthur Hohl, Elissa Landi, Charles Laughton e Claudette Colbert são de uma Hollywood clássica, dramática e teatral. Os olhares, as expressões de rostos, as falas, dentro de uma estória onde esses comportamentos nesta época cheia de tabús, mistérios e medos faziam essas produções serem algo de outro planeta! Cecil B. DeMille tirou imagens fantasticas desses atores, em angulos, sequencias magnificas! A fotografia é maravilhosa e pegava sempre os rostos em closes únicos e as tomadas abertas mostravam os cenários de forma linda! Cecil buscava ângulos e captava imagens como ninguém. As cenas da captura dos Cristãos e do massacre na arena são impressionantes, pelo poder da história, o drama terrível que eles passaram, mas pela capacidade técnica, pelo talento de Cecil B. DeMille de entregar algo a mais do que se esperava na época e até hoje. Nessa perseguição e massacre tinha ainda o miolo dramático do romance proibido de Mercia e Titus, e a Poppaea sempre querendo furar o zóio dos dois. Cecil B. DeMille era tão genial que essas cenas do massacre dos Cristãos na arena são insuperáveis até hoje. É um espetáculo de horror, dor e desespero, isso tudo no início dos Anos 30. O final é uma tristeza só! Terrivel, dramático e trágico! Mas é magnifico!! Me lembrou o final de "CasaBlanca" e sua separação maravilhosa, só de uma forma diferente. Ali foi a união final, mesmo que seja apenas por um momento. Filme maravilhoso! Clássico minha gente!!
Produzido em data anterior ao Motion Picture Production Code, que instituiu a censura na produção cinematográfica em 1934, o filme é pródigo em erotismo e sadismo mesclados com religião, uma marca de DeMille. Uma das sequências mais célebres, a do banho da imperatriz Popeia, foi feita com leite de verdade e, como demorou muito a ficar pronta, dois dias depois, o set exalava um cheiro insuportável. Achei as cenas finais bem emocionantes (que chegam a chocar pela crueldade, refletida nos rostos da plateia do circo de Nero).
Drama histórico épico da Paramount Pictures em preto e branco indicado ao Oscar de melhor fotografia. O filme foi baseado na peça original homônima de 1895 do dramaturgo inglês Wilson Barrett (1846-1904). Foi o 3° filme da trilogia bíblica de Cecil B. DeMille (1881-1959), seguindo Os Dez Mandamentos (23) e Rei dos Reis (27). Este filme é uma refilmagem do curta The Sign of the Cross (04) e do longa The Sign of the Cross (14).
Relançado em 1944, com alguns cortes (cenas de sexo e sadismo) e precedido de um prólogo de 9 minutos, ambientado na atualidade com o tema da Segunda Guerra Mundial. Esta versão de relançamento dura 118 minutos. Antes de ser comprado por Cecil B. DeMille, os direitos da peça de 1895 foram retidos por Mary Pickford. Estréias no cinema (sem créditos) de Henry Brandon (1912-1990) e de Tom Tully (1908-1982). Charles Laughton (1899-1962) teve que usar um nariz "de massa" para se parecer mais com o verdadeiro Nero, que tinha um nariz aquilino. A cena em que Ancaria (Joyzelle Joyner) dança ao redor da Mércia (Elissa Landi) é considerada a primeira cena lésbica de Hollywood. Este épico se tornou seu primeiro sucesso de bilheteria após o fim da era do cinema mudo.
É um filme violento, explorador, decadente. Nero tocando harpa e recitando poesia enquanto assiste Roma queimando é um prazer do qual não se pode privar. Esplêndida representação de uma época incrivelmente suntuosa. A gestão da massa humana (atores e figurantes) realizada com habilidade absoluta.
Destaque para a parte final com os animais selvagens causando pânico aos cristãos.
Imaginar que este filme foi lançado em 1932! Incrível...
Vale a pena cada minuto deste épico memorável de Cecil B. DeMille. Um filme ousado para a época que, inclusive, durante a vigência do Código Hayes sofreu censura em várias sequências, por serem consideradas imorais; afinal, o filme carrega no erotismo, traz cenas de nudez, traições e massacres terríveis contra os cristãos. Atualmente, a obra pode ser apreciada em sua integralidade, sendo possível imaginar o furor que deve ter causado na década de 30.
O elenco de "The Sign of the Cross" (O Sinal da Cruz) traz um jovem e atlético Fredric March no papel principal, seu par romântico a bela Elissa Landi, um impagável Charles Laughton, como Nero, e a divina Claudette Colbert que, apesar de não ser a protagonista, monopoliza todas as cenas em que aparece, começando pela primeira delas: o célebre banho de leite da imperatriz. A atriz era pura dinamite e, em 1934, iria participar de mais dois filmes de Cecil B. DeMille: 'Four Frightened People' e 'Cleopatra'.
A história é contada em Roma, durante o império de Nero, e narra a perseguição dos romanos ao povo cristão. O prefeito de Roma Marcus Superbus (Fredric March) acaba se apaixonando por Mércia (Elissa Landi), uma jovem humilde que segue o cristianismo juntamente com seu padrasto. O romance é considerado uma traição a Nero e desperta o ciúme e a vingança da imperatriz Popeia (Claudette Colbert), que era apaixonada por Marcus.
A produção é grandiosa, com cenários extravagantes, figurinos luxuosos, fotografia elaborada, cheia de ângulos e detalhes precisos, muitas vezes não poupando o público das imagens mais cruéis. Uma obra memorável e obrigatória para os amantes do cinema, com um desfecho super emocionante.
Tive muita dificuldade em adentrar ao mundo que De mille constrói. Achei um épico um tanto distante e bem desinteressante para ser sincero.
Espetacular!!! Cecil B. DeMille é o cara! Quero dizê foi... "O Sinal da Cruz" de 1932 é mostruoso! Essa pelicula do Cecil é uma obra prima! O roteiro é sensacional conta a sofrência dos cristãos nas mãos do povo romano que insistem que eles são comida pra leão e brinquedo de gladiador sedento de sangue! A produção é um primor! Tecnicamente ela é maravilhosa, tem cenários fantásticos muito bem feitos, os figurino leves, soltos e escorridos, bem Anos 20 deixando as mulheres ombrudas todas elegantes! A pelicula é de um P&B nostálgico, mas eu fico imaginando as cores que as roupas deveriam ter. Até os uniformes dos soldados romanos eram assim, dava para perceber os detalhes nas roupas mesmo nessa condição P&B. O elenco tem nomes lendários de Hollywood, Arthur Hohl (Titus), Elissa Landi (Mercia), Charles Laughton novinho pra caramba sendo Nero e a fantástica Claudette Colbert e sua maléfica e venenosa Poppaea. No pano de fundo terrível da história está a perseguição e o massacre dos cristãos na arena romana, mas no primeiro plano tem um triângulo amoroso complicado entre Titus, Poppaea e Mercia, poderia ser um quadrúpede, porque Poppaea é casada com Nero. A atuação do elenco e principalmente de Arthur Hohl, Elissa Landi, Charles Laughton e Claudette Colbert são de uma Hollywood clássica, dramática e teatral. Os olhares, as expressões de rostos, as falas, dentro de uma estória onde esses comportamentos nesta época cheia de tabús, mistérios e medos faziam essas produções serem algo de outro planeta! Cecil B. DeMille tirou imagens fantasticas desses atores, em angulos, sequencias magnificas! A fotografia é maravilhosa e pegava sempre os rostos em closes únicos e as tomadas abertas mostravam os cenários de forma linda! Cecil buscava ângulos e captava imagens como ninguém. As cenas da captura dos Cristãos e do massacre na arena são impressionantes, pelo poder da história, o drama terrível que eles passaram, mas pela capacidade técnica, pelo talento de Cecil B. DeMille de entregar algo a mais do que se esperava na época e até hoje. Nessa perseguição e massacre tinha ainda o miolo dramático do romance proibido de Mercia e Titus, e a Poppaea sempre querendo furar o zóio dos dois. Cecil B. DeMille era tão genial que essas cenas do massacre dos Cristãos na arena são insuperáveis até hoje. É um espetáculo de horror, dor e desespero, isso tudo no início dos Anos 30. O final é uma tristeza só! Terrivel, dramático e trágico! Mas é magnifico!! Me lembrou o final de "CasaBlanca" e sua separação maravilhosa, só de uma forma diferente. Ali foi a união final, mesmo que seja apenas por um momento. Filme maravilhoso! Clássico minha gente!!