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O piloto Frank Towns e o navegador Lew Moran estão transportando bagagens e passageiros sob o deserto do Saara num velho avião. Os passageiros são quase todos trabalhadores petroleiros. Há ainda uma dupla de militares ingleses e um alemão que estava visitando o irmão. O avião fica avariado em uma tempestade de areia e Frank é obrigado a pousar em pleno deserto. Na aterrisagem, dois homens morrem e um terceiro fica seriamente ferido.
Frank sabe que está fora da rota e dificilmente alguém os localizará. Um dos militares tenta ir em direção ao oásis mais próximo, a 190 quilômetros, mas suas chances são mínimas. Frank acaba sendo obrigado a ouvir o passageiro alemão, que faz um projeto para construir um novo avião, com as partes que sobraram do que caiu. Sem alternativas e com a água terminando, os sobreviventes começam a trabalhar no projeto da Fênix, nome que um deles batiza o novo avião.
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Um Aldrich menor, elenco estelar, mas argumento limitado, bem como o espaço onde a trama se desenrola
Cena final : Emocionante. Mas até chegar nela, tudo bem arrastado.
O grande Jimmy sempre marcante.
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Bom filme, vê-se bem.
Comparando com o remake de 2004, esse é muito melhor, na minha opinião. Tem algumas cenas desnecessárias e q tornam o filme longo e o personagem do James Stewart na maioria das vezes é irritante. Mesmo assim achei q valeu a pena dar uma conferida.
Assistindo às versões de 1965 e 2004 alteradamente, catástrofes e acidentes aéreos são minhas paixões, credo, amo, filme incrível, baseado num livro fantástico, com bons efeitos e toda tensão humana na disputa pelo poder, e solidariedade e união nas adversidades, tão real. Bom ter essa percepção comparativa, que vai desde a produção, como hábitos e vestimentas de época, excelentes produções, poucas divergências nas alterações, que não prejudica, a versão é mais realista quanto a dor e sofrimento
THE FLIGHT OF THE PHOENIX
Direção: Robert Aldrich
Ano: 1965
Assistido em: 01/07/2023
Já falei algumas vezes em outros comentários que existe uma falsa teoria de que todos os filmes produzidos antigamente eram ótimos, ou que são clássicos, isso é uma falácia, Hollywood sempre produziu muita coisa boa na mesma proporção que faz títulos meia boca, e isso é desde que ela foi fundada lá atrás do século XIX. Já tinha ouvido falar desse longa lá nos meados dos anos 2000, quando fizeram um remake, mas eu nunca tive interesse de assistir, isso até ler sobre ele em um livro alguns meses atrás, e decidi dar uma oportunidade, particularmente achei a história interessante, mas uma execução fraca.
Quando um velho avião com destino a Líbia sobrevoa o deserto do Saara, o piloto e os passageiros são pegos por uma tempestade de areia que causa sérios danos, obrigando-os a fazer um pouso de emergência no deserto, no qual alguns morrem. Diante da tragédia, o piloto sabe que não será fácil eles serem resgatados, haja vista que ele estava fora da sua rota original. Diante da iminência da morte certa e dos recursos escassos, o engenheiro alemão que viajava na aeronave, sugere desmontar o avião e reconstruir um novo, através dessas peças, entretanto isso não será uma tarefa fácil, já que diante de uma situação extrema, o comportamento humano é um desafio a ser superado.
Olha, filmes sobre desastre, e seus sobreviventes tem aos montes em Hollywood, e não é de hoje, mas se tem uma coisa que é imprescindível, é que o espectador se importe com os personagens, se não houver empatia por aquelas pessoas, quando elas estiverem em situações extremas, o sofrimento não vai significar absolutamente nada, não importa se vivem, ou se morrem, e é justamente nessa falta de despertar o interesse do público por essa figuras, que está o maior pecado desse filme, os personagens são completamente insossos, não agradam nem desagradam, são nulos, não despertam praticamente nada em quem assiste, fiquei completamente indiferente aquelas pessoas e quando o roteiro não consegue nos fazer embarcar na proposta, ele automaticamente perde sua eficácia.
Além de personagens pouco carismáticos, outro crime desse roteiro é que ele é muito longo, são quase duas horas e meia de filme e é tudo muita arrastado, tudo muito monótono, as coisas demoram para acontecer, e é tudo muito devagar, é compreensível que para história funcionar faz-se necessário uma cadência de acontecimentos, um ritmo, mas um pouco mais de dinamismo, de energia, não fariam mal a ninguém. Tentei duas vezes assistir esse longa, na primeira dormi, e na segunda minha atenção se dispersava com uma facilidade absurda, já que definitivamente ela não foi capturada.
Conheci o trabalho do Robert Aldrich no excelente ”What Ever Happened to Baby Jane?” (1962), que me fez ficar curioso pelos trabalhos dele, mas “The Flight of the Phoenix” foi um banho de água fria, e olha que Aldrich traz um elenco com nomes incríveis do cinema como James Stewart, Richard Attenborough e Peter Finch. Mas no final tudo é um grande desperdício de potencial, tanto dos envolvidos quanto da história. Talvez uma tesoura que arrancasse uma hora de filme, editasse o restante novamente, com um ritmo melhor, teríamos algo além de um survival movie apagado e sem brilho, igual a muitos, e inferior a muitos outros.