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Data de lançamento
26 Julho 2001Duração
O astronauta Leo Davidson viaja no espaço em uma missão de rotina e se perde, indo parar num estranho planeta, onde macacos vivem numa civilização. Leo é mantido preso junto com outros humanos e serve de brinquedo para as atividades infantis da população. A princesa dos macacos, Ari, crê que os humanos e os macacos podem viver em harmonia e tenta defender Leo na batalha para acabar com a hostilidade entre as duas raças. O vilão General Thade acredita na superioridade dos macacos e pretende deixar a luta por igualdade ainda mais complicada.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você não assistiu a esse filme, corra daqui.
Se o Tim Burton tivesse falado que fez uma mistura de "Alice no País das Maravilhas" com "Planeta dos Macacos", acho que todo mundo entenderia e aceitaria o filme até de boa. Mas jogar isso nos cinemas falando que é a versão do clássico foi muito pra cabeça.
Macacos me mordam! Mas o que o Tim Burton tinha na cabeça? O "Planeta dos Macacos" dele é o ápice da falta de noção de quem não sabe o que estava pensando?". O longa de 2001 foi uma viagem quase sem volta na banana split. Depois do genial "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça", que talvez seja o trabalho mais foda do Tim Burton, o que ele faz aqui é o apocalipse da banana em proporções astronômicas.
Pra quem conhece um pouco o clássico de 1968, fica constrangedor tentar comparar os filmes. O roteiro é maluco, e a trama consegue a proeza de jogar no lixo tudo o que fazia a história original funcionar. No filme com o Charlton Heston, a grande sacada era a inversão de papéis: os humanos eram primitivos, mudos e tratados como bichos, servindo de espelho pra nossa própria crueldade. Já na versão do Burton, os humanos falam perfeitamente, têm corte de cabelo em dia, andam na moda, raciocinam, e só viraram escravos porque os macacos pularam mais alto! Que porra é essa? A construção filosófica, as metáforas e as críticas sociais foram pro vinagre.
Mark Wahlberg entrega uma das piores atuações da vida — com a expressividade de uma tábua de passar roupa, ele passa o filme inteiro com a mesma cara de paisagem, seja no espaço ou sendo caçado por primatas. Em vez de choque ou desespero, o cara reage como se tivesse errado a saída da Marginal Tietê. E o desenrolar é um festival de bizarrices.
As sequências no espaço têm um CGI muito mal feito, datado, e quando ele cai no planeta, a sensação não é de perigo, mas de estar andando numa cenografia barata de parque de diversões da Disney. O roteiro cria uma tensão sexual constrangedora entre o astronauta e a chimpanzé ativista Ari (Helena Bonham Carter). O cara simplesmente ignora a humana loira do lado dele pra ficar num flerte de látex com uma macaca! E a presepada não para: em seguida, eles fogem pro deserto e descobrem que a "terra sagrada" dos macacos era, na verdade, a nave acidentada do próprio astronauta, de onde os macacos originais fugiram e mutaram. O conflito final se resolve quando Pericles, a cobaia chimpanzé perdida no espaço, pousa numa cápsula e os macacos acham que é a segunda vinda do "Jesus Primata" deles. Mano, não é foda um negócio desses?
E quando você acha que o roteiro já bateu no fundo do poço, vem o golpe de misericórdia: o Mark Wahlberg pega a nave, viaja no tempo pra voltar pra Terra, cai em Washington D.C. e descobre que a macacada tomou o lugar dos humanos, com um Memorial Lincoln versão General Thade, cercado por policiais macacos! Como? Quando? Por quê? O filme não se dá ao trabalho de explicar nada. Ele só joga essa banana passada e estragada na sua cara e sobem os créditos.
Nos anos 2000 eu aluguei o VHS, depois assisti na Tela Quente e achava essa doideira legal. Só de ver o povo fantasiado de macaco pulando alto, as cores, a computação gráfica, sem nem ter assistido ao clássico de 1968 do Franklin J. Schaffner, com Charlton Heston, e sem me importar nada em saber quem era Tim Burton, já valia a pena. Mas hoje, revendo com calma, a única reação possível é pôr fogo na bananeira e sair correndo!
11 Feb 2025
O pior de todos
Mais uma vez teve aquele tipo de beijo…
Cara... Isso é filme para furry... Eu achei q antropomorfizaram demais os apes (embora, tenham deixado alguns comportamentos típicos), eu não sei qual é qual, parece sugerir relacionamentos interespécies, não há uma hierarquia clara, ou sistema de castas. Entendo, é um remake, por isso é tão infiel ao q já havia sido construído, tipo chimpanzés não eram para ser pacifistas? Eu não entendi se aquela era a terra do futuro ou se era outro planeta. Se os humanos nasceram ali ou vieram junto com a nave (pq tecnicamente esses foram mortos pelo Semos). Deixa muitas perguntas. Não faz nem sentido a forma q eles tratam os humanos, não há diferença clara eles, talvez tenha sido um dos objetivos do filme...
O exemplo perfeito de como uma maquiagem de ponta não salva um roteiro caótico. Um remake que se perde nas próprias ambições e entrega um resultado, no mínimo, esquecível.
Um desperdício de todos os recursos possíveis