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A história de Que Rei Sou Eu? se passa em um imaginário país europeu, Avilan, em 1786, três anos antes da Revolução Francesa. No reino de Avilan, o povo vive na miséria e enfrenta a instabilidade financeira e os sucessivos planos econômicos, enquanto os governantes são corruptos e desonestos. Através de Avilan, o autor Cassiano Gabus Mendes parodiava o Brasil. Que Rei Sou Eu? refletia também o momento histórico vivido pelo país, que se preparava para a primeira eleição direta para presidente da República depois de quase trinta anos.
A trama tem início com a morte do rei Petrus II (Gianfrancesco Guarnieri), que não deixa sucessores legítimos, apenas um filho bastardo, Jean-Pierre (Edson Celulari). Na ausência de um herdeiro, os conselheiros reais, que exercem forte influência nas decisões da rainha Valentine (Tereza Rachel), resolvem entregar a coroa ao mendigo Pichot (Tato Gabus Mendes). A armação é obra de Ravengar (Antônio Abujamra), o bruxo do condado.
Revoltado com a coroação de Pichot, Jean-Pierre se prepara para derrubar os poderosos vilões de Avilan. Jean-Pierre é um jovem corajoso, íntegro e destemido, que mantém um romance com duas mulheres: Aline (Giulia Gam), que trabalha no palácio, e Suzanne (Natália do Vale), mulher de Vanoli (Jorge Dória), um dos conselheiros do rei.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
VOCÊ LEMBRA DA NOVELA QUE REI SOU EU? 👑🎭✨
Exibida entre 13 de fevereiro e 15 de setembro de 1989, Que Rei Sou Eu? foi uma das novelas mais inteligentes, ousadas e debochadas da teledramaturgia brasileira. Ambientada no fictício Reino de Avilan, a trama usava figurinos de época, espadas e castelos para fazer algo muito atual para aquele momento histórico: uma sátira afiada do Brasil do fim dos anos 1980 🇧🇷.
O país vivia a transição democrática após o regime militar, enfrentava inflação descontrolada, planos econômicos fracassados, corrupção e instabilidade política, tudo isso às vésperas da primeira eleição presidencial direta em quase 30 anos. Avilan era, na prática, um espelho cômico — e nem tão distante assim — da realidade brasileira.
Logo nos primeiros capítulos, o público já entendia o tom da crítica: a moeda do reino, o ducado, perde três zeros e é substituída pelo duca, que também fracassa rapidamente. Nada funcionava direito em Avilan — nem mesmo a guilhotina, que só funcionava nos testes. 😅
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👑 OS PERSONAGENS QUE MARCARAM AVILAN
Grande parte do sucesso da novela veio de seus personagens exagerados, simbólicos e memoráveis — todos representando tipos políticos, sociais e humanos muito reconhecíveis.
🔹 Rainha Valentine (Tereza Rachel)
Assumiu o trono após a morte do rei Petrus II. Autoritária, instável e marcada por ataques de loucura e gargalhadas histéricas, tornou-se uma das vilãs mais icônicas da TV brasileira.
🔹 Corcoran (Stênio Garcia)
O “bobo da corte” que, de bobo, não tinha nada. Acrobático e esperto, era na verdade um espião infiltrado entre os camponeses, sempre transitando entre os dois mundos.
🔹 Ravengar (Antônio Abujamra)
Uma mistura de bruxo, médico e astrólogo do reino. Figura temida, manipuladora e sombria, era o cérebro por trás de muitas decisões cruéis.
🔹 Pichot (Tato Gabus)
Um mendigo retirado das ruas para ocupar o lugar do príncipe herdeiro. Hipnotizado por Ravengar, acaba se transformando no maior tirano da história de Avilan, mostrando como o poder pode corromper qualquer um.
🔹 Crespy (Carlos Augusto Strazzer)
Conselheiro do trabalho e impiedoso coletor de impostos, representava o peso do Estado sobre o povo.
🔹 Gaston (Oswaldo Loureiro)
Conselheiro das armas, mal-humorado e paranoico, via inimigos em todos os cantos do reino.
🔹 Bidet (John Herbert)
Conselheiro dos mares — mesmo Avilan não tendo fronteiras marítimas. Vivendo às turras com Gaston, simbolizava a inutilidade de certos cargos políticos.
🔹 Vanoli (Jorge Dória)
Secretário particular da rainha e agiota-mor do reino, sem qualquer escrúpulo. Chega a ganhar, numa mesa de jogo, a própria filha de um fazendeiro falido como pagamento de dívida.
🔹 Bergeron (Daniel Filho)
O único conselheiro honesto do reino. Justamente por isso, sofria perseguições e o assédio da rainha Valentine.
🔹 Madeleine (Marieta Severo)
Esposa de Bergeron, tinha ideias feministas e era a única mulher do reino que sabia escrever, algo revolucionário até dentro da própria história.
🔹 Jean Pierre (Edson Celulari)
O mocinho da novela. Líder dos rebeldes, vivia um triângulo amoroso e, mais tarde, descobre ser o verdadeiro herdeiro bastardo do rei Petrus II — segredo que quase ninguém conhecia.
🔹 Loulou Lion (Ítala Nandi)
Dona de uma taberna que recebia tanto nobres quanto pobres. Observadora, irônica e cheia de segredos, sabia a verdade sobre Jean Pierre.
🔥 REVOLUÇÃO, SÁTIRA E BRASIL
No capítulo final, acontece a revolução popular:
o povo invade o palácio, confisca os bens da nobreza e toma o poder. Em uma das cenas mais emblemáticas da novela, Jean Pierre ergue a espada e grita:
> “Ninguém vai mais explorar o trabalho do pobre. Viva o Brasil!” 🇧🇷⚔️
Ali, a ficção se dissolve completamente na realidade. Avilan deixa de ser apenas um reino imaginário e se transforma em uma metáfora direta do Brasil e de seu desejo coletivo por justiça social e mudança.
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🎬 Que Rei Sou Eu? foi tão marcante que, apenas um mês após o fim, ganhou uma reprise compacta com 70 capítulos, exibida na Sessão Aventura.
Décadas depois, a novela continua atual — não só pelo humor afiado e pelo elenco brilhante, mas porque sua crítica política ainda ecoa. Afinal, às vezes, é no riso que a verdade aparece com mais clareza. 👑✨
isto sim de fato uma intitulada " NOVELA DE EPOCA", no que creiam para que alguem o qual muito DESPREZA folhetins a um certo tempo, embora não negando que cujo anteriormente aferiu muitas ainda que claro num tempo em que o MUNDO era OUTRO, aliado ao contexto cultural socio antropologico urbano IDEM, sem duvida um dos grandes por obstante acertos provindos da" emissora do plimpim", " rede esgoto", "globo lixo", "rede bobo", junto a demais " elogiosos " termos nao a pergunta feita sobre que rei em primeira pessoa o monarca o era ha exatos 36 anos, tambem conhecida como " QUE REI SOU EU", ja que ao retratar o cotidiano ainda ABSOLUTISTA MONARQUICO do reino francesa um pouco antes de ai sim verificarem o " TERROR " das gilhotinas aos montes e para todos os pescoços SEM EXCESSÕES, bastando um assovio entendido por discordancia aos ideias revolucionarios de DANTON, MARAT, ROBESPIERRE, etc, mais do que entreter, sem duvida alem de DANEM SE opinioes divergentes, " tal importancia", informando idem o estava sobre a historia o qual concordando se ou nao com ela, ainda causa desdobramentos subsequentes inclusive junto aos dias de hoje, se e´que porventura ou nao me entendem, resumindo a quem interessar ou nao possa bem ? acreditem, NAO IMPORTA QUE FOI O REI, alias para O INFERNO a respeitoi, + sim que esta " foi uma EXCELENTE novela para os ainda padrões culturais LIMITADOS dos homo sapiens em seu tempo de origem, e fim de papo. " Que Rei Foisisticamente " NOTA 10.00.
Até que gostei, mas o final deixou a desejar.
revendo 02/04/2023.. vamos ver quando acabo.
Outra novela delicinha que curti assistir no Viva. Tem um herói-mocinho "canalha", mas tem outros personagens encantadores, como por exemplo a turma do mal. hahaha